O Google mencionou o Android 18 pela primeira vez ao divulgar a programação do Android Dev Summit 2026. A próxima versão do sistema ainda não foi apresentada ao público, mas já aparece na agenda do evento, que acontece nos dias 28 e 29 de outubro. A empresa também promete discutir “recursos gráficos poderosos” durante uma das palestras.
O Android 18 ainda não está disponível e os detalhes sobre a atualização são escassos. Segundo a programação do evento, a nova versão será abordada em uma apresentação da liderança do Android, que deve trazer informações sobre as funcionalidades e atualizações mais recentes da plataforma. Ainda assim, não há confirmação oficial de que o Summit terá uma apresentação ou anúncio completo da nova versão.
A promessa de avanços gráficos chama atenção, mas o Google ainda não explicou quais tecnologias ou recursos estarão por trás da novidade. Portanto, ainda não é possível saber se o salto estará relacionado a jogos, interface, processamento de imagens ou outros aspectos gráficos do sistema.
Além do Android 18, o Android Dev Summit 2026 terá quatro trilhas principais: experiências de IA, Android XR, fundamentos de aplicativos, ferramentas e performance. O evento será realizado presencialmente no campus Bay View do Google, em Mountain View, na Califórnia, com participação limitada a desenvolvedores selecionados. No entanto, os desenvolvedores profissionais interessados em participar presencialmente podem se candidatar a uma vaga.
Onde assistir ao Android Dev Summit 2026?
Durante o evento, somente as sessões do palco principal serão transmitidas ao vivo no canal do Android Developers no Youtube (youtube.com/@AndroidDevelopers).
As gravações de todas as apresentações, incluindo as sessões do palco principal e do segundo palco, serão disponibilizadas posteriormente no canal do Android Developers no YouTube.
O Meta One é o novo serviço de assinaturas da Meta, com planos que reúnem recursos extras para Instagram, Facebook, WhatsApp e Meta AI. Os preços variam de US$ 7,99 a US$ 499 por mês, de acordo com o plano escolhido e a categoria, que inclui opções para uso pessoal, criadores de conteúdo e empresas.
Existem várias assinaturas dentro do Meta One, com recursos diferentes para cada perfil de usuário. Para quem usa as redes sociais no dia a dia, há planos com mais acesso a ferramentas de inteligência artificial (IA) e opções de personalização.
Já os planos para criadores de conteúdo e empresas incluem recursos voltados para crescimento, gestão, análise, segurança e suporte. A oferta ainda está em fase de teste limitado, então a disponibilidade dos planos e os preços podem variar conforme a conta e a região.
Quais são os benefícios do Meta One para contas pessoais?
Os planos pessoais são divididos em duas opções:
Meta One Básico
Meta One Premium
Meta One Básico
O plano Básico amplia o acesso à IA do Meta AI para gerar e editar imagens, criar e transformar vídeos e aplicar efeitos de voz e som. O plano também reúne recursos do Instagram Plus, WhatsApp Plus e Facebook Plus, com opções extras de personalização e organização de conteúdo.
No Instagram, inclui ícone personalizado para o aplicativo, fontes personalizadas para a bio, múltiplos públicos para Stories, supercorações, destaque para Stories, posts visíveis apenas no próprio perfil e mais posts fixados. No WhatsApp, traz ícone personalizado para o aplicativo, temas personalizados, mais conversas fixadas, figurinhas e toques exclusivos, além de melhorias nas listas de conversas.
Já no Facebook, oferece ícone personalizado para o aplicativo, super-reação em Stories, prévia de Stories, pesquisa na lista de visualizadores, extensão da expiração dos Stories e acesso a insights sobre a revisualização de Stories.
Meta One Premium
O plano Premium amplia ainda mais os limites e a capacidade de uso da IA do Meta AI para gerar e editar imagens, criar e transformar vídeos e aplicar efeitos de voz e som. A assinatura também oferece recursos adicionais para criação e transformação de vídeos, além de bibliotecas e ferramentas de efeitos de voz e som.
Assim como o Básico, o Premium reúne recursos do Instagram Plus, WhatsApp Plus e Facebook Plus, com opções extras de personalização, mais posts e conversas fixados, ferramentas para Stories e melhorias nas listas de conversas. A assinatura também mantém a integração entre as contas conectadas pela Central de Contas.
Quais são os benefícios do Meta One para criadores de conteúdo?
Para quem produz conteúdo profissionalmente, a Meta oferece quatro níveis de assinatura:
Meta One Essencial
O Essencial inclui selo de verificado e proteção contra falsificação de identidade. O plano também oferece uma página de links no Instagram, acesso aos recursos de personalização do Instagram Plus, WhatsApp Plus e Facebook Plus e maior uso das ferramentas de IA.
Meta One Avançado
O Avançado adiciona links em Reels e posts, página de links aprimorada, botão Seguir em negrito no Facebook, insights de público e concorrência e ferramentas de programação de conteúdo. O plano também inclui crédito de conteúdo original e histórico de insights estendido, com acesso a métricas e dados de desempenho do Instagram por períodos mais longos.
O acesso compartilhado ao Instagram pode ser feito com até quatro pessoas e o suporte prioritário inclui um caso por mês.
Meta One Expert
O Expert amplia a visibilidade com convites para seguir, conteúdos em destaque no feed do Facebook e pesquisa otimizada. Também oferece análises mais completas, métricas de público e concorrência, além de crédito de conteúdo original e histórico de insights estendido.
O acesso compartilhado ao Instagram aumenta para até oito pessoas, e o suporte prioritário inclui cinco casos por mês.
Meta One Max
O Max reúne recursos avançados, como conselhos personalizados sobre estratégia de conteúdo, acesso compartilhado ao Instagram para até 30 pessoas, mais links em Reels e posts, perfil aprimorado, temas de conversa personalizados e pesquisa otimizada.
O plano também inclui crédito de conteúdo original e histórico de insights estendido. O suporte prioritário é ilimitado, sem limite de casos mensais.
Quais são os benefícios do Meta One para empresas?
A Meta também oferece quatro opções para empresas, com mais recursos de gestão, atendimento, IA, segurança e divulgação conforme o nível da assinatura.
Meta One Essencial
O Essencial inclui selo de verificado e proteção contra falsificação de identidade, além do Meta Business Agent, que oferece atendimento automatizado com IA 24 horas por dia, 7 dias por semana. O plano também oferece URL personalizada, um canal verificado no WhatsApp e recursos de personalização dos pacotes Plus.
Meta One Avançado
O Avançado oferece perfil aprimorado para até três localizações, mais links em Reels e posts, recursos extras no WhatsApp Business, insights de público e concorrência e acesso compartilhado ao Instagram para até quatro pessoas.
O Meta Business Agent também oferece atendimento com IA 24 horas por dia, 7 dias por semana. O suporte prioritário inclui um caso por mês.
Meta One Expert
O Expert amplia o WhatsApp Business para até oito dispositivos conectados, além de adicionar temas, toques e figurinhas exclusivas. O perfil aprimorado pode incluir até cinco localizações, enquanto os recursos de visibilidade e análise no Facebook e Instagram ajudam no acompanhamento do desempenho.
O plano também oferece acesso compartilhado ao Instagram para até oito pessoas e cinco casos de suporte prioritário por mês. Além disso, a assinatura oferece 1.250 créditos para listas de transmissão comercial.
Meta One Max
O Max amplia o perfil aprimorado para até oito localizações e oferece até 10 dispositivos conectados, 10 canais verificados e 5.000 créditos para listas de transmissão comercial no WhatsApp. O plano também inclui recursos avançados do Meta Business Agent, com acesso máximo a respostas de IA, além de orientações personalizadas sobre estratégia de conteúdo.
O Max ainda oferece proteção contra falsificação de identidade para até 50 contas comerciais. O suporte prioritário é ilimitado, sem limite de casos por mês.
É cada vez mais comum encontrar pessoas conversando com sistemas de Inteligência Artificial (IA) como se estivessem diante de outro ser humano. Os usuários dão nomes aos chatbots, atribuem personalidades, dizem que a ferramenta “entendeu” seus sentimentos ou interpretam determinadas respostas como sinais de intenção. Esse comportamento é conhecido como antropomorfização da IA.
O termo descreve uma tendência humana de atribuir características, emoções, intenções ou capacidades humanas a objetos, animais e sistemas que não são pessoas. Com os chatbots de IA generativa, essa percepção ficou ainda mais fácil, já que as ferramentas conseguem produzir textos, imagens e vozes cada vez mais naturais.
Mas uma conversa convincente não significa que exista uma pessoa por trás dela. A IA pode parecer empática, demonstrar personalidade e responder de forma natural sem ter sentimentos ou consciência. A possibilidade de uma consciência artificial ainda é discutida por pesquisadores, mas não há evidências de que os sistemas atuais tenham experiências ou sentimentos semelhantes aos humanos.
A seguir, confira:
O que é a antropomorfização da IA?
Por que as pessoas antropomorfizam a inteligência artificial?
Quais são os efeitos da antropomorfização da IA?
Antropomorfização significa que a IA é consciente?
Como evitar a antropomorfização excessiva da IA?
O que é a antropomorfização da IA?
A antropomorfização da inteligência artificial “é o fenômeno pelo qual se atribuem sentimentos, emoções, comportamentos e/ou estados mentais correlatos aos humanos a um ser ou alguma coisa que não é humana. Portanto, que são análogos, semelhantes, mas não que (ainda) não se aproximam ou alcançaram o patamar humano”, de acordo com Anderson Röhe, advogado especialista em Direito Digital e membro das Comissões de Inteligência Artificial, Tecnologia e Inovação da OAB SP, em entrevista ao Canaltech.
Segundo Ali Hasan, professor da Universidade de Iowa, esse processo pode envolver a atribuição de características corporais, emocionais, afetivas, racionais e cognitivas a sistemas artificiais. A antropomorfização está relacionada à forma como o ser humano interpreta e se relaciona com a tecnologia.
A prática não começou com o ChatGPT ou com os atuais modelos generativos. A própria área de IA utiliza há décadas palavras associadas ao comportamento humano para explicar o funcionamento de máquinas. Termos como “aprendizado”, “memória” e “visão” ajudam a tornar conceitos técnicos mais compreensíveis, mas também podem criar a impressão de que o computador realiza essas atividades da mesma forma que uma pessoa.
Por exemplo, em 1965, o cientista da computação Joseph Weizenbaum criou a ELIZA, um dos primeiros programas capazes de simular uma conversa. Apesar de sua estrutura simples, o sistema fez com que usuários atribuíssem a ele uma capacidade de compreensão maior do que realmente tinha. Algumas pessoas chegaram a tratar o programa como um terapeuta, mesmo sabendo que estavam conversando com um computador.
O pesquisador Drew McDermott também já criticava esse tipo de linguagem nos anos 1980. Ele usou a expressão “mnemônicos de desejo” (wishful mnemonics) para descrever termos que podem representar mais as expectativas dos pesquisadores sobre os computadores do que aquilo que as máquinas realmente fazem.
Por que as pessoas antropomorfizam a inteligência artificial?
A linguagem é uma das principais razões para a antropomorfização. Para explicar sistemas complexos, pesquisadores e empresas usam conceitos familiares ao público, como “aprender”, “ler”, “entender” e “pensar”. Dora Kaufman, pesquisadora da área de tecnologia e IA, explica que esse tipo de vocabulário aproxima o funcionamento dos sistemas de conceitos que fazem parte da experiência humana.
Dessa forma, o fenômeno não depende apenas da interpretação dos usuários. O próprio design dos sistemas pode incluir elementos que aproximam a interação da comunicação humana. Esses recursos podem aumentar a sensação de proximidade psicológica e a confiança na ferramenta, além de favorecer interações mais longas e frequentes.
Anderson Röhe explica que a antropomorfização da IA pode ser mais cômoda para o usuário. Assim, algumas pessoas podem preferir a interação com máquinas à complexidade das relações humanas, já que os sistemas são desenvolvidos para responder de maneira agradável e manter a fluidez da conversa. “Em vez de ter intimidade, estabelecer conexões reais e interações sociais humanas complexas, podendo em algum momento vir a ser confrontado/contrariado por alguém em suas crenças, convicções e visões particulares de mundo, prefere ou não precisa mais do contato com uma outra pessoa, substituindo-a por máquinas desenhadas para sempre agradar”, afirma.
O pesquisador Anderson Röhe também chama atenção para o papel do desenvolvimento dessas ferramentas. Para ele, sistemas que conseguem manter conversas naturais podem criar uma percepção equivocada de humanidade. “E que se dizem autônomas, inteligentes e avançadas o suficiente a ponto de interagir e manter a fluidez de um sistema conversacional, passando a falsa sensação (ilusão) de se tratar mesmo de um humano de verdade”, explica.
Outro fator está na forma como as pessoas tentam entender sistemas complexos. Segundo a postura intencional, conceito desenvolvido pelo filósofo Daniel Dennett e discutido pelo pesquisador Kleyber Porto, as pessoas podem tratar um sistema como se ele tivesse crenças, desejos e intenções para tentar prever como ele vai agir. Essa ideia também está ligada à folk psychology, ou psicologia do senso comum, que é usado para interpretar o comportamento de outras pessoas a partir de seus desejos, crenças e intenções.
Além disso, pesquisas discutidas por Gabriella Airenti e Kleyber Porto apontam que situações interativas acompanhadas de emoções, sejam elas positivas ou negativas, podem estimular a antropomorfização. Uma resposta útil, por exemplo, pode fazer com que a máquina seja vista como uma parceira de diálogo. Uma resposta frustrante também pode levar o usuário a atribuir uma intenção ao sistema, como se ele tivesse “errado” ou “não tivesse entendido”.
Em entrevista ao Instituto Humanitas Unisinos, Anderson Röhe diferencia o propósito de um sistema de IA da intencionalidade humana. Um modelo pode ser desenvolvido para executar uma tarefa e gerar respostas de acordo com determinados objetivos computacionais, mas isso não significa que tenha desejos ou intenções próprias. Da mesma forma, quando um chatbot produz uma informação incorreta, não é necessário interpretar o erro como uma tentativa consciente de enganar o usuário.
Os modelos generativos ampliam esse efeito porque conseguem produzir respostas coerentes em conversas. Um chatbot pode adaptar o tom de uma mensagem, manter informações apresentadas durante uma interação e responder a perguntas sobre sentimentos ou situações pessoais. Para o usuário, o resultado pode parecer semelhante a uma conversa humana, mesmo que o funcionamento interno seja completamente diferente.
Ali Hasan descreve esse tipo de resultado como meaning-semblant behavior, expressão usada para indicar comportamentos que parecem ter significado e coerência para quem observa. A IA consegue produzir respostas que fazem sentido dentro de uma conversa, mas isso não comprova que o sistema realmente compreenda o conteúdo ou tenha uma experiência subjetiva.
Com os modelos generativos de voz e texto cada vez mais realistas, esse fenômeno se intensificou e pode favorecer vínculos emocionais com a tecnologia. Em alguns casos, usuários utilizam chatbots como confidentes, terapeutas ou parceiros afetivos.
Quais são os efeitos da antropomorfização da IA?
A antropomorfização pode mudar a forma como as pessoas confiam e se relacionam com sistemas de IA. Um chatbot que responde de maneira empática, por exemplo, pode ser tratado como confidente ou conselheiro. Em situações mais intensas, o usuário pode desenvolver um vínculo emocional com a ferramenta e atribuir a ela um papel que normalmente seria ocupado por outra pessoa.
Esse vínculo também pode ser reforçado pela chamada empatia simulada. Quando um sistema responde de maneira excessivamente amigável, concorda com o usuário ou oferece elogios constantes, pode assumir o papel de um “agente bajulador”, conceito discutido por Anderson Röhe e Ali Hasan. Em vez de estimular uma análise crítica, esse comportamento pode reforçar as opiniões e decisões do usuário. Em algumas situações, a relação com o chatbot pode ocupar o espaço de interações sociais ou de acompanhamento profissional, como a terapia.
Para Röhe, esse tipo de interação também pode criar uma sensação de validação das próprias crenças. “Para os usuários, os efeitos estão justamente nessa falsa sensação de pertencimento e validação de suas crenças pessoais e visão de mundo, por mais equivocadas que sejam”, afirma. Segundo o pesquisador, esse mecanismo pode alimentar o viés de confirmação e contribuir para discursos de ódio, violência, racismo, preconceito, xenofobia e desinformação.
A confiança também pode aumentar quando a tecnologia apresenta respostas naturais e demonstra segurança na conversa. O problema é que uma resposta convincente não significa necessariamente que ela esteja correta. Modelos de IA podem produzir informações falsas ou imprecisas com uma linguagem segura, o que torna importante separar a qualidade da comunicação da confiabilidade do conteúdo.
A aparência humana ainda pode influenciar o nível de engajamento com essas ferramentas. Sistemas que conversam, demonstram empatia simulada ou mantêm uma personalidade consistente podem tornar a interação mais atraente e prolongada. Por isso, a antropomorfização também aparece nas discussões sobre dependência emocional e uso excessivo de chatbots. Anderson Röhe inclui nesse cenário os riscos de “dependência emocional, vício tecnológico e manipulação afetiva”.
A antropomorfização também pode dificultar a distinção entre conteúdos humanos e sintéticos. Vozes, imagens e vídeos produzidos por IA conseguem reproduzir características humanas com alto grau de realismo, incluindo os chamados deepfakes. Anderson Röhe chama atenção para uma mudança importante nesse cenário: o risco está na dificuldade de distinguir o verdadeiro do falso, a ponto de conteúdos autênticos serem vistos com desconfiança.
Essa dúvida constante pode afetar a confiança nas interações sociais e na própria informação que circula no ambiente digital. Por isso, selos, marcas d’água e certificados de autenticidade digital são importantes para indicar a origem de imagens, vídeos, áudios e outros conteúdos. Essas ferramentas não eliminam o problema, mas ajudam o público a avaliar se determinado material é autêntico ou foi produzido ou alterado por IA.
Antropomorfização significa que a IA é consciente?
Não. A antropomorfização descreve a maneira como seres humanos interpretam uma tecnologia e não serve como evidência de consciência artificial. Um sistema pode produzir uma resposta que parece demonstrar emoção, intenção ou compreensão sem que isso prove a existência de uma experiência subjetiva por trás daquele comportamento.
Um exemplo é o experimento do “Quarto Chinês”, proposto pelo filósofo John Searle, que questiona se a manipulação de símbolos de acordo com regras é suficiente para produzir compreensão. A ideia diferencia a sintaxe, relacionada à manipulação formal de símbolos, da semântica, que envolve compreender o significado do conteúdo. Na mesma discussão, o pesquisador Anderson Röhe compara modelos generativos a “papagaios estocásticos”, em referência à capacidade de produzir sequências de palavras estatisticamente prováveis sem que isso, por si só, comprove a compreensão do contexto ou do significado.
No caso dos sistemas atuais, entretanto, Röhe ressalta que, apesar das afirmações sobre os avanços da tecnologia, “até o momento” ainda não há comprovação de que a IA tenha alcançado uma inteligência equivalente à humana. “Ainda não foi provado, nem há evidências científicas robustas e suficientes de que chegamos ao estágio de uma IA Geral (ou seja, equivalente à inteligência humana) e, posteriormente, de uma superinteligência (nos superando em cognição). Isto é, uma IA que tenha consciência de si e de seu lugar no mundo (conhecido como senciência)”, afirma.
Como evitar a antropomorfização excessiva da IA?
Uma forma de reduzir a antropomorfização é entender como a IA funciona e conhecer seus limites. Modelos generativos produzem respostas com base em padrões aprendidos nos dados e calculam quais sequências de palavras são mais prováveis em cada contexto. O sistema não entende a intenção da conversa como uma pessoa.
Também é importante considerar que os modelos podem reproduzir vieses presentes nos dados utilizados em seu desenvolvimento. Uma resposta aparentemente neutra pode refletir padrões associados a gênero, raça, cultura ou região geográfica. Por isso, a fluidez da conversa não deve ser confundida com neutralidade ou compreensão humana.
Anderson Röhe defende que a relação com esses sistemas também precisa de limites. “Não há uma única fórmula milagrosa, mas um conjunto de medidas: primeiro, não delegar mais tarefas do que já delegamos às máquinas, precisando haver um controle ou uma limitação mais severa a essa cada vez maior atribuição de autonomia às IAs”, afirma. Para o pesquisador, também são necessários protocolos de segurança digital e códigos de ética e conduta com mecanismos efetivos de aplicação, além de testes prévios e avaliação de impacto antes da chegada de produtos e serviços ao mercado.
A identificação de conteúdos produzidos por IA também é importante devido à evolução de imagens, vídeos e vozes sintéticas. Marcas d'água, sistemas de autenticação e outras formas de identificação podem ajudar a diferenciar materiais artificiais de conteúdos produzidos por pessoas, embora nenhuma solução isolada elimine completamente o problema.
Nesse aspecto, Anderson Röhe também defende que a identificação da IA seja clara durante toda a interação. “O dever de sempre e a todo momento em cada etapa do processo de trabalho avisar, através de rótulos, avisos, marca d’água, ao usuário de que se trata de IA, e não de um humano de verdade”, afirma. O pesquisador também cita a possibilidade de estabelecer limites para o número de interações diárias, além de restrições temporais e etárias e de regras para tópicos sensíveis.
Além disso, Röhe considera os jovens mais vulneráveis à manipulação emocional e à dependência tecnológica e defende limites específicos para esse público. “Principalmente entre os mais jovens por sua maior propensão, já comprovada, ao descontrole e à compulsão em jogos comparáveis ao vício em álcool e tabaco”, afirma. Segundo ele, a idade e o desenvolvimento sociocognitivo também devem ser considerados na definição desses limites.
No uso cotidiano, a principal recomendação é tratar a IA como uma ferramenta capaz de executar determinadas tarefas, e não como uma pessoa. Uma resposta bem escrita, uma voz natural ou uma demonstração de empatia podem tornar a interação mais confortável, mas nenhuma dessas características, isoladamente, comprova consciência, sentimentos ou intenção própria.
Os Gemini Gems são versões personalizadas do Gemini que podem assumir diferentes funções de acordo com as instruções dadas pelo usuário. Você pode criar um Gem para revisar textos, ajudar nos estudos, sugerir ideias ou até atuar como parceiro de programação, por exemplo.
A principal vantagem é não precisar explicar tudo de novo a cada conversa. Depois de configurar um Gem, o Gemini segue as orientações definidas por você nas interações seguintes, de acordo com a função escolhida.
Os Gems podem ser usados tanto no aplicativo do Gemini quanto no computador. Para utilizar ou criar um Gem, é necessário ter uma Conta do Google pessoal e atender à idade mínima exigida no país.
Se você não quiser criar um Gem do zero, o Google já oferece algumas opções prontas. Elas vêm com instruções específicas e podem ser usadas assim que forem selecionadas.
O caminho para encontrar os Gems muda um pouco entre o celular e o computador:
Pelo celular
No celular, siga os passos abaixo:
Abra o app Gemini;
Clique no ícone de duas linhas no canto superior esquerdo;
Vá nas “Configurações” (ícone de engrenagem);
Toque em “Gerenciador de Gems”;
Escolha o Gem pré-configurado que deseja utilizar.
Pelo PC
No PC, o passo a passo é o seguinte:
Abra o Gemini no navegador;
No menu lateral, entre em “Configurações” (ícone de engrenagem);
Clique em “Gems”;
Escolha o Gem pré-configurado que desejar.
A partir daí, basta conversar com o Gem normalmente. Como ele já tem instruções próprias, as respostas seguem a proposta daquela ferramenta.
Quais são os Gemini Gems disponíveis na IA?
O Google oferece Gems prontos para diferentes situações. Há opções para quem quer estudar, programar, organizar a rotina, trabalhar com vendas ou simplesmente encontrar novas ideias:
Storybook: cria livros ilustrados para crianças ou adultos a partir de um tema, com opção de definir faixa etária e estilo visual;
Geração de Ideias: sugere ideias criativas para festas, presentes, negócios e outros projetos;
Consultoria de carreira: ajuda a desenvolver habilidades profissionais e montar planos para alcançar objetivos de carreira;
Parceiro de Programação: auxilia em projetos de programação, com orientações e exercícios para aprimorar as técnicas.
Criação de textos: ajuda a produzir conteúdos de marca pensados para atrair o público;
Coach para Estudos: apoia o aprendizado e a prática de novos conceitos;
Especialista em prospecção de clientes: cria mensagens personalizadas para potenciais clientes e ajuda a desenvolver relacionamentos comerciais;
Productivity Planner: organiza tarefas, atualizações diárias e resumos semanais a partir de aplicativos, como Gmail, Calendar e Drive;
Elaboração de pitch de vendas: ajuda a criar propostas comerciais com foco em atrair o público e gerar conversões;
Editor de Textos: oferece sugestões para melhorar textos, incluindo aspectos de gramática e escrita.
Vale ressaltar que, nos testes realizados pelo Canaltech, a disponibilidade dos Gems configurados pelo Google variou conforme a conta utilizada para acessar o serviço.
Como criar um Gemini Gem do zero?
Se nenhum dos Gems prontos atender ao que você procura, também dá para criar o seu próprio. Para isso, é necessário acessar o Gemini pelo navegador:
Abra o Gemini no navegador;
No menu lateral, entre em “Configurações” (ícone de engrenagem);
Toque em “Gems”;
Vá em “Novo Gem”;
Dê um nome ao Gem;
Defina as características (para que ele serve);
Dê as instruções para que a IA execute o que você precisa;
Defina uma ferramenta, como gerador de imagens, Deep Research e Canvas, se fizer sentido;
Adicione uma base de conhecimento para a IA, se você tiver;
Clique em “Salvar” para criar seu Gem.
Como escrever boas instruções para um Gem?
É nessa parte que você define como o seu Gem vai funcionar. Quanto mais claro for o comando inicial, mais fácil será obter respostas próximas do que você espera. Uma boa instrução deve incluir quatro informações principais, segundo o Google:
Persona: explique quem o Gem deve ser e qual tom deve usar. Pode ser um professor paciente, um editor direto ou um consultor mais técnico, por exemplo;
Tarefa: diga exatamente o que você espera que ele faça;
Contexto: inclua informações que podem mudar a resposta, como objetivos, limitações, público ou orçamento;
Formato: explique como você quer receber o resultado, seja em tópicos, tabelas, textos corridos ou códigos prontos para copiar.
Um exemplo de prompt seria:
“Persona: Você é um professor de História paciente e didático, com experiência em ensinar estudantes do ensino médio. Use uma linguagem simples e explique os conceitos sem pressupor conhecimentos prévios.
Tarefa: Ajude-me a estudar História do Brasil. Explique os assuntos que eu indicar, esclareça minhas dúvidas e crie exercícios para testar o que aprendi. Quando eu errar, explique o motivo e mostre como chegar à resposta correta.
Contexto: Estou no 2º ano do ensino médio e tenho mais dificuldade para memorizar datas, relacionar acontecimentos históricos e entender as causas e consequências dos eventos. Quero me preparar para provas escolares e para o Enem.
Formato: Comece cada assunto com uma explicação curta e depois apresente os principais acontecimentos em tópicos. Sempre que fizer sentido, use exemplos e relações de causa e consequência. Ao final, crie cinco questões de múltipla escolha e só mostre o gabarito depois que eu responder.”
O Gemini pode melhorar as instruções do Gem?
Sim. Se você não souber exatamente como transformar sua ideia em um conjunto de instruções, o próprio Gemini pode ajudar.
Ao descrever o objetivo do Gem, procure a opção “Usar o Gemini para reescrever as instruções” no ícone de lápis com uma estrela. A IA pode expandir e organizar o texto para deixar as orientações mais detalhadas.
Também é possível personalizar alguns Gems criados pelo Google. Quando essa opção estiver disponível, clique em “Fazer uma cópia” no ícone de três pontos para criar uma versão que pode ser ajustada às suas necessidades.
Dá para adicionar arquivos ao Gem?
Sim. Os arquivos funcionam como uma fonte de contexto para o Gem e podem ser adicionados à Base de conhecimento. Você pode enviar documentos armazenados no próprio dispositivo ou arquivos do Google Drive. Dessa forma, o Gem consegue considerar essas informações ao responder aos seus comandos.
Para usar arquivos do Drive, é necessário ter a extensão do Google Workspace conectada e manter a opção “Atividade dos apps do Gemini” ativada.
A One UI 9 da Samsung chegou com o Android 17 e traz uma série de novidades para os celulares Galaxy. A atualização começou a ser liberada para a linha Galaxy S26 em meados de setembro e deve chegar a outros aparelhos, como a série Galaxy S25, Galaxy Z Fold8 e Galaxy Z Flip8.
A nova interface aposta em uma experiência mais simples e personalizável, com mudanças na tela inicial, no Painel Rápido e em recursos de inteligência artificial. A Samsung também incorporou ferramentas que usam processamento local para oferecer funções mais adaptadas ao uso de cada pessoa.
Entre as novidades, há recursos para encontrar arquivos e configurações com mais facilidade, personalizar os controles do celular, editar vídeos automaticamente e até reduzir o enjoo durante viagens.
9 recursos da One UI 9.0 para você testar
Confira nove recursos surpreendentes da One UI 9.0:
Samsung Finder na tela inicial
Painel Rápido mais personalizável
My FanCam acompanha uma pessoa em vídeos
Cartões personalizados no Now Brief
Motion Assist ajuda a reduzir enjoo em viagens
Now Nudge sugere ações com base no que aparece na tela
Foto Inteligente edita imagens por voz ou texto
Papel de Parede Otimizado ajusta a imagem na tela
Painel mostra atividades dos recursos de IA
1. Samsung Finder na tela inicial
A One UI 9 permite colocar a barra de pesquisa do Samsung Finder na parte inferior da tela inicial. Com isso, não é necessário abrir a gaveta de aplicativos para procurar um conteúdo no celular. Para ativar a função, faça o gesto de pinça na tela inicial, entre nas configurações e selecione “Exibir pesquisa na tela inicial”.
O Finder faz buscas no aparelho e pode encontrar aplicativos, contatos, arquivos, configurações específicas e eventos do Samsung Calendar. A barra de pesquisa do Google também pode ser adicionada, de forma independente ou junto ao Finder.
Quem prefere uma tela inicial mais limpa pode desativar as duas opções. Nesse caso, o indicador de páginas volta a aparecer na parte inferior da tela.
2. Painel Rápido mais personalizável
O Painel Rápido recebeu novas opções de personalização na One UI 9. Ao tocar no ícone de lápis para editar a interface, é possível mover botões e widgets, remover controles pouco usados e deixar as funções mais importantes em posições de acesso rápido.
A Samsung também adicionou opções para redimensionar os controles de brilho, volume e reprodução de mídia. Os controles de brilho e volume podem ser organizados na horizontal ou na vertical, e o ícone pode ficar separado do controle deslizante.
A mudança deixa o Painel Rápido mais adaptável ao modo como cada pessoa usa o celular.
3. My FanCam acompanha uma pessoa em vídeos
O My FanCam é um recurso de inteligência artificial integrado à Galeria para quem grava vídeos em locais com muitas pessoas, como shows e eventos esportivos. A ferramenta identifica uma pessoa escolhida pelo usuário e cria uma nova versão do vídeo acompanhando esse indivíduo.
A IA ajusta o enquadramento ao longo da gravação para manter a pessoa próxima ao centro da tela. Para usar a função, basta abrir um vídeo na Galeria, tocar no botão Galaxy AI e selecionar “My FanCam”.
Depois da análise, o usuário escolhe quem deseja acompanhar e define a orientação e a proporção do vídeo final. Se a IA não identificar uma pessoa no início da gravação, é possível usar a barra de navegação para avançar até um trecho em que ela esteja mais visível e refazer a análise.
O recurso está disponível em aparelhos topo de linha a partir da série Galaxy S24 e funciona com pessoas.
4. Cartões personalizados no Now Brief
O Now Brief também ficou mais personalizável na One UI 9. O recurso do Galaxy AI, que apresenta resumos informativos ao longo do dia, agora permite criar até três cartões personalizados.
Os cartões podem trazer informações sobre clima, métricas do Samsung Health ou recomendações de vídeos. O usuário pode escolher sugestões oferecidas pela Samsung ou escrever prompts para definir o tema e o conteúdo do cartão.
Entre as opções estão dados relacionados ao Sleep Score, Energy Score, quantidade de passos e atividades de corrida durante a semana. Também é possível criar cartões com recomendações de vídeos sobre assuntos específicos.
Os novos cartões também contam com botões de ação direta, que permitem executar tarefas relacionadas ao conteúdo apresentado. Entre os exemplos estão abrir um aplicativo de música ou obter rotas para um compromisso salvo no calendário.
Cada cartão pode ter dias e horários próprios para aparecer no Now Brief. A Samsung, porém, estabelece um limite diário para criar e editar cartões, o que restringe a quantidade de alterações que podem ser feitas no recurso em um mesmo dia.
5. Motion Assist ajuda a reduzir enjoo em viagens
A One UI 9 também incorpora o Motion Assist, recurso do Android 17 para reduzir o desconforto causado pelo movimento ao usar o celular dentro de veículos.
A função mostra formas dinâmicas nas bordas da tela que acompanham o deslocamento do veículo. As pistas visuais ajudam a sincronizar o que os olhos percebem com o movimento sentido pelo corpo, o que pode facilitar o uso do celular durante viagens.
O Motion Assist pode ser ativado automaticamente quando o aparelho identifica um veículo em movimento ou acionado manualmente pelo Painel Rápido. Nas configurações, também é possível ajustar cores, formas e a visibilidade dos indicadores.
6. Now Nudge sugere ações com base no que aparece na tela
O Now Nudge é um dos recursos da One UI 9 que usa inteligência artificial para entender o contexto do que aparece na tela e sugerir ações relacionadas. Em uma conversa sobre um compromisso, por exemplo, a ferramenta identifica a informação e exibe um atalho para o Calendário. A detecção funciona no Samsung Mensagens, Google Mensagens e Google Chat.
Ao tocar na sugestão, o sistema pode abrir o aplicativo em tela dividida, permitindo consultar datas e adicionar o compromisso sem sair da conversa. O Now Nudge também oferece sugestões no teclado e em diferentes aplicativos, com ações que vão além do calendário. É possível, por exemplo, salvar locais no Maps ou, ao analisar o conteúdo de uma imagem, receber uma sugestão para compartilhar a foto.
Nos celulares dobráveis, as recomendações continuam disponíveis entre a tela interna e a externa. O Now Nudge oferece suporte a 16 idiomas, incluindo o português e, para usar o Now Nudge, é necessário realizar login na Conta Samsung.
7. Foto Inteligente edita imagens por voz ou texto
A Foto Inteligente usa comandos de texto ou voz para aplicar alterações nas fotos. Em vez de procurar cada ferramenta de edição nos menus, o usuário descreve o resultado que deseja e o Galaxy AI realiza o ajuste.
O recurso também mostra uma comparação entre a imagem original e o resultado da edição antes de salvar o arquivo. A ferramenta pode redimensionar fotos e melhorar a qualidade da imagem.
Para indicar que a imagem recebeu alterações com inteligência artificial, uma marca d'água é adicionada ao resultado final. A função oferece suporte a 41 idiomas.
8. Papel de Parede Otimizado ajusta a imagem na tela
A One UI 9 também usa inteligência artificial para adaptar papéis de parede à tela de bloqueio. A função identifica elementos importantes da imagem e ajusta o posicionamento para evitar que sejam cobertos pelo relógio ou pelos widgets.
Quando o usuário arrasta a imagem para baixo, a IA pode preencher a área que ficou vazia na parte superior da tela. O preenchimento evita cortes abruptos e mantém a composição da imagem.
Nos celulares dobráveis, o recurso também adapta o relógio ao formato da tela externa quando o papel de parede é expandido horizontalmente.
9. Painel mostra atividades dos recursos de IA
A One UI 9 inclui ferramentas para acompanhar como os recursos de inteligência artificial interagem com o aparelho. O painel “Atividade do Assistente de IA” mostra as ações realizadas pelos assistentes em nome do usuário, incluindo os aplicativos acessados e o horário de cada atividade.
O sistema também pode alertar sobre acessos a permissões, como a localização exata, realizados por aplicativos em segundo plano. O usuário ainda pode escolher nas configurações se os dados usados pela IA serão processados exclusivamente no aparelho ou na nuvem.
Na área de segurança, o Samsung Internet usa aprendizado de máquina para identificar sites maliciosos e emitir alertas antes que o usuário acesse uma página. Além disso, a One UI 9 também adota regras mais rígidas para tentativas incorretas de desbloqueio. Após 13 tentativas com falha, o aparelho é bloqueado permanentemente e exige uma restauração de fábrica.
A OpenAI ampliou a família GPT-6 com dois novos modelos de inteligência artificial: GPT-6 Sol e GPT-6 Luna. Os dois chegam como opções mais acessíveis para diferentes tipos de uso, enquanto o GPT-6 Astra continua como o modelo mais inteligente da linha para projetos complexos.
A diferença entre Sol e Luna está principalmente no tipo de tarefa que cada um atende. O Sol foi desenvolvido para trabalhos complexos, como programação e automação. Já o Luna prioriza velocidade e custo baixo, sendo adequado para tarefas simples e repetitivas em grande escala.
Os preços também mudam bastante. Na API, o Sol custa US$ 2 por 1 milhão de tokens de entrada e US$ 10 por 1 milhão de tokens de saída. No Luna, os valores caem para US$ 0,10 e US$ 0,50, respectivamente. Os dois representam uma redução de 50% em relação aos preços promocionais da série GPT-5.6.
A OpenAI também aprimorou o cache de prompts. A leitura de tokens de entrada armazenados em cache passa a ter 90% de desconto, o que reduz os custos de aplicações que reutilizam as mesmas informações ao longo de diferentes etapas de uma tarefa.
A seguir, tire suas dúvidas sobre:
Qual é a diferença entre os modelos Sol e Luna?
Quando é indicado usar o modelo Sol?
Quando usar o GPT-6 Luna?
Onde os modelos estão disponíveis?
Qual é a diferença entre os modelos Sol e Luna?
A forma mais simples de entender a diferença é pensar no tipo de trabalho que cada modelo precisa executar. O GPT-6 Sol fica mais próximo de um modelo para tarefas profissionais que exigem raciocínio complexo. Ele foi desenvolvido para lidar com programação, automação e fluxos de trabalho nos quais a qualidade da resposta tem um peso maior.
Já o GPT-6 Luna segue outra proposta. Ele prioriza velocidade e custo baixo para tarefas que podem ser executadas em grande quantidade, como resumir documentos, extrair informações e responder perguntas de forma mais direta.
Os dois também apresentam avanços em facticidade. Segundo a OpenAI, o Sol reduziu pela metade a taxa de erros factuais em relação ao antecessor e se aproximou da confiabilidade do Astra. O Luna alcança a mesma confiabilidade factual do antigo GPT-5.6 Sol em níveis de esforço mais elevados, mas com uma fração do custo.
Quando é indicado usar o modelo Sol?
O GPT-6 Sol faz sentido quando a tarefa exige raciocínio avançado e precisa ser executada com frequência. O modelo foi desenvolvido para trabalhos profissionais e fluxos complexos, com custo inferior ao da opção de maior capacidade da família.
Um dos principais exemplos está na programação. No benchmark DeepSWE 1.1, o Sol atingiu 68,8%, ficando a 1,1 ponto percentual do melhor resultado do Claude Fable 5. O custo por tarefa foi aproximadamente 80% menor.
A mesma lógica aparece em fluxos de trabalho empresariais. No AutomationBench, o Sol superou o Claude Opus 5 em esforço máximo usando 9% do custo por tarefa do concorrente. Paraagentes de IAque precisam lidar com tarefas longas e complexas, o modelo também teve desempenho superior às pontuações mais altas do Claude Opus 5 no Agents' Last Exam, com economia de 60% no custo por tarefa.
O Sol também pode ser usado em tarefas de automação no computador. Nesse cenário, o modelo alcançou resultados semelhantes aos de modelos de elite com custo 80% menor. Por isso, os principais casos de uso incluem engenharia de software, programação avançada, automação de processos complexos e uso do computador.
Quando usar o GPT-6 Luna?
O GPT-6 Luna é indicado para aplicações que precisam processar muitas tarefas com baixo custo, principalmente quando cada solicitação tem um objetivo claro. É o perfil de ferramentas que resumem milhares de documentos, extraem dados de arquivos ou respondem perguntas simples de usuários.
A mesma lógica vale para tarefas administrativas e processos repetitivos. Como essas operações podem se repetir em grande escala, o preço por tarefa ganha peso na escolha do modelo. O Luna custa menos e foi desenvolvido justamente para esse tipo de cenário.
Isso não significa, porém, que o modelo fique limitado a tarefas simples. Quando necessário, é possível aumentar o nível de esforço para lidar com trabalhos complexos. Em testes de confiabilidade factual, por exemplo, o Luna alcança a mesma precisão do antigo GPT-5.6 Sol por cerca de 1% do custo.
Em tarefas que envolvem computador, o Luna em esforço máximo supera o antigo GPT-5.6 Sol em esforço médio por cerca de um décimo do preço, segundo o benchmark OSWorld 2.0. Em engenharia de software, o modelo chega a 66,6% no DeepSWE v1.1 em esforço máximo, resultado comparável ao de modelos de topo da concorrência avaliados em esforço médio.
No AutomationBench, voltado para automação de negócios, o Luna supera o GPT-5.6 Luna em 5,4 pontos percentuais, com custo por tarefa 58% menor.
Assim, o Luna pode atender tanto tarefas repetitivas de alto volume quanto solicitações que pedem um nível maior de raciocínio. A diferença está no nível de esforço usado em cada caso, mantendo como foco o baixo custo por tarefa.
Onde os modelos estão disponíveis?
A disponibilidade varia de acordo com o modelo. O GPT-6 Sol e GPT-6 Luna já podem ser usados no ChatGPT Work e no Codex por assinantes dos planos Plus, Pro, Business, Enterprise e Edu.
Já o GPT-6 Luna tem uma disponibilidade mais ampla no aplicativo para desktop e também pode ser acessado por usuários dos planos Free e Go. Vale ressaltar, porém, que nenhum dos modelos está disponível na interface de chat.
Para quem pretende usar os modelos em aplicações próprias, os dois estão disponíveis na API. O Sol pode ser chamado pelo identificador gpt-6-sol e o Luna usa gpt-6-luna.