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Galaxy S25 começa a receber One UI 9 com Android 17; veja novidades

28 September 2026 at 14:32

A Samsung começou a liberar a versão estável da One UI 9 para a linha Galaxy S25, o Galaxy Z Fold 7 e o Galaxy Z Flip 7. A atualização, baseada no Android 17, começou a aparecer nesta segunda-feira (28) na Coreia do Sul e indica que a distribuição para outros mercados está próxima.

No caso da linha Galaxy S25, a nova versão já está disponível tanto para participantes do programa Beta quanto para aparelhos que ainda estavam na One UI 8.5.

Segundo o Android Authority, o pacote completo encontrado no Galaxy S25 Ultra tem cerca de 3,85 GB, enquanto a atualização para quem já participava dos testes fica próxima de 535 MB.

Por enquanto, a liberação foi identificada no Galaxy S25, S25+ e S25 Ultra. A versão estável também começou a chegar aos Galaxy Z Fold 7 e Z Flip 7 na Coreia, inicialmente para usuários que participaram do Beta.

Ainda não há uma data específica para a chegada da atualização a esses aparelhos no Brasil. A própria Samsung, porém, já informou que a distribuição da One UI 9 será ampliada gradualmente e afirmou que a nova interface chegará ao país em breve.

samsung galaxy z fold 7

One UI 9 é exclusiva do Android 17

A One UI 9 é a geração da interface da Samsung desenvolvida sobre o Android 17. Isso significa que a atualização dos celulares compatíveis também troca a versão do sistema operacional do Google: aparelhos como o Galaxy S25, que chegaram à One UI 8.5 sobre uma geração anterior do Android, recebem o Android 17 junto com a nova interface.

A Samsung apresentou oficialmente a One UI 9 como uma plataforma construída sobre o Android 17 desde o início dos testes em maio. A versão estreou de fábrica nos Galaxy Z Fold 8 Ultra, Z Fold 8 e Z Flip 8 e começou a ser distribuída neste mês para a linha Galaxy S26.

Entre as mudanças da interface está um Painel Rápido mais personalizável, que permite alterar separadamente o tamanho e a organização dos controles de brilho, volume e reprodução de mídia. O sistema também reforça a proteção contra aplicativos considerados de alto risco e pode bloquear sua execução e instalação.

O Galaxy AI também ganhou novidades. O My FanCam consegue selecionar uma pessoa em um vídeo já gravado e mantê-la centralizada automaticamente, enquanto o Now Brief permite escolher quais tipos de informação devem aparecer nos resumos diários.

Há ainda o Now Nudge, que sugere próximas ações de acordo com o conteúdo exibido na tela, e uma nova área de “Garantia e cuidados” nas configurações, com informações de cobertura, diagnósticos e opções de assistência técnica.

A disponibilidade de alguns desses recursos pode variar conforme o modelo e o país.

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O que muda com o Android 17?

Além das ferramentas criadas pela Samsung, a atualização traz a base do Android 17. Entre as novidades apresentadas pelo Google estão melhorias de multitarefa, segurança, privacidade e suporte a dispositivos com telas maiores.

Um dos recursos do sistema são os Bubbles, que permitem transformar aplicativos em pequenas janelas flutuantes e alternar entre eles sem sair completamente do app aberto. Em dobráveis, o Android 17 também oferece uma barra dedicada para facilitar a troca entre essas janelas.

A versão reforça ainda a proteção de senhas de uso único recebidas por SMS, aumenta as restrições de acesso de aplicativos à rede local e introduz novas opções para controlar o compartilhamento de localização.

Nem todos os recursos apresentados pelo Google precisam aparecer de maneira idêntica nos celulares Galaxy, já que a Samsung modifica a experiência com a One UI.

Veja mais de celulares Samsung no Canaltech: Quais celulares Galaxy receberão novos recursos de IA da One UI 9?

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5 apps que são muito populares no Brasil, mas não na gringa

28 September 2026 at 13:30

Alguns aplicativos parecem tão presentes na rotina dos brasileiros que é fácil imaginar que tenham a mesma popularidade em qualquer lugar do mundo. Mas, em alguns casos, o Brasil representa uma fatia surpreendentemente grande da audiência global ou virou um mercado muito mais relevante do que outros países.

Abaixo, confira cinco apps cujo tamanho no mercado brasileiro pode surpreender.

1. Kwai

O Kwai é chinês, mas o Brasil ganhou um peso enorme na operação internacional da plataforma de vídeos curtos.

Em agosto de 2026, cerca de dois terços, 66,18% de todo o tráfego do site kwai.com, veio do Brasil, segundo estimativas da Semrush.

Os Estados Unidos ficaram muito atrás, com 7,2%, seguidos pela Indonésia, com 5,97%. O dado mede acessos ao site e não representa diretamente toda a base do aplicativo, mas mostra a concentração brasileira na audiência web.

Há outro sinal dessa importância: atualmente, o comércio eletrônico do Kwai funciona somente no Brasil, com compradores e vendedores locais.

KWAI app

2. 99

É fácil imaginar que a 99 também seja famosa na China, afinal, desde 2018 a empresa pertence à gigante chinesa DiDi.

A história é justamente o contrário. A 99 nasceu no Brasil, em 2012, e posteriormente foi comprada pela DiDi. Na China, a controladora oferece seus serviços sob sua própria marca, e não como 99.

Por aqui, a 99 já ultrapassou 60 milhões de usuários ativos e 2,5 milhões de motoristas parceiros, segundo dados divulgados pela própria companhia em 2026. Além de oferecer também serviço de delivery de comida, com o 99Food, e de mercado, com 99Compras.

99 compras

3. iFood

O iFood é o exemplo menos surpreendente da lista, mas a diferença de escala entre o Brasil e outros países chama atenção.

A empresa nasceu por aqui e atualmente processa mais de 180 milhões de pedidos por mês, conecta mais de 60 milhões de clientes ativos e atende mais de 1,5 mil cidades brasileiras.

O iFood chegou a operar na Colômbia, mas encerrou as atividades no país em 2022 para concentrar seus investimentos no Brasil. Hoje, sua operação de delivery está essencialmente ligada ao mercado brasileiro, diferentemente de rivais globais como Uber Eats e DoorDash.

ifood app logo

4. BlaBlaCar

A BlaBlaCar é francesa, mas o Brasil virou um dos mercados mais importantes de sua operação global.

Em 2025, mais de 25 milhões de passageiros utilizaram a plataforma no Brasil. No mesmo ano, a BlaBlaCar contabilizou 150 milhões de passageiros globalmente considerando caronas, ônibus e trens. Ou seja, o volume brasileiro correspondeu a aproximadamente um em cada seis passageiros registrados pela empresa no mundo.

A plataforma chegou ao país há cerca de dez anos e, além das caronas entre usuários, ganhou espaço por aqui com a venda de passagens de ônibus.

blablacar

5. Strava

O Strava nasceu nos Estados Unidos, mas quem abre o aplicativo depois de uma corrida no Brasil está em um dos mercados mais importantes da plataforma.

Em março de 2025, o CEO Michael Martin revelou que 21 milhões de brasileiros utilizavam o Strava, então a segunda maior base nacional da empresa, atrás apenas dos Estados Unidos. Naquele período, a plataforma tinha pouco mais de 150 milhões de usuários globalmente.

Marca do Strava

O peso brasileiro continuou crescendo. Em fevereiro de 2026, quando o Strava já passava de 195 milhões de usuários no mundo, a própria empresa confirmou que o Brasil permanecia como seu segundo maior mercado. A companhia chegou até a adicionar Pix como forma de pagamento para assinaturas no país.

A quantidade de novos clubes brasileiros dentro da plataforma também cresceu quase 800% em um ano, segundo dados divulgados pelo Strava em 2025.

E já pensou no contrário? Conheça 7 apps extremamente populares na gringa que o Brasil não dá a mínima.

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Governo obriga redes sociais a abrirem cadastro público de anúncios para combater golpes

28 September 2026 at 13:21

O governo federal criou novas regras para anúncios e conteúdos impulsionados em redes sociais e outras plataformas digitais. Entre as mudanças está a obrigação de serviços com mais de 1 milhão de usuários ativos por mês no Brasil manterem um repositório público e gratuito de publicidade paga, medida que busca facilitar a identificação de fraudes e golpes online.

A exigência faz parte da Portaria Conjunta nº 3, assinada pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi) e Secretaria de Políticas Digitais (SPDigi). A norma também cria exigências específicas para anúncios de produtos financeiros e determina uma identificação mais clara de conteúdos patrocinados.

As regras alcançam plataformas que intermedeiam conteúdo de terceiros e vendem anúncios ou impulsionamento para usuários brasileiros, inclusive empresas sediadas fora do país. Marketplaces e serviços que possuem controle editorial próprio estão entre as exceções previstas na portaria.

O que vai aparecer no cadastro de anúncios?

O novo repositório funcionará como uma espécie de biblioteca de publicidade online. Mesmo depois que uma campanha terminar ou for retirada do ar, parte dos seus dados deverá continuar disponível para consulta por pelo menos um ano.

Qualquer pessoa poderá pesquisar e filtrar os registros. Entre as informações que terão de aparecer estão:

  • conteúdo do anúncio ou publicação impulsionada;

  • produto, serviço ou marca anunciada;

  • um identificador do responsável pela contratação;

  • período em que a publicidade ficou no ar;

  • estimativa de quantas pessoas foram alcançadas;

  • links associados ao anúncio;

  • data e motivo de eventual suspensão, remoção ou desativação.

Há uma diferença importante na identificação do anunciante. CPF e CNPJ não precisam ficar expostos no cadastro público: a portaria prevê que o responsável seja representado ali por um identificador único anonimizado. As plataformas, porém, terão de guardar internamente dados que permitam identificar quem contratou a publicidade, incluindo CPF ou CNPJ, além de informações de pagamento e segmentação de público.

A Senacon poderá solicitar esses dados diretamente às empresas durante uma fiscalização. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a ideia é permitir que consumidores, pesquisadores, jornalistas e autoridades consigam acompanhar anúncios que hoje podem desaparecer depois de serem removidos da plataforma.

pessoa usando computador

Como a regra tenta reduzir golpes?

Uma das principais frentes envolve publicidade de serviços e produtos financeiros, categoria frequentemente explorada em páginas falsas e campanhas fraudulentas.

Antes de liberar esse tipo de anúncio para usuários no Brasil, a plataforma terá de verificar a identidade de quem está pagando pela campanha e, quando aplicável, confirmar se o serviço possui registro ou autorização do órgão regulador responsável. Também será necessário checar se o contratante realmente pode representar a instituição apresentada no anúncio.

Essa verificação deverá ser refeita em intervalos de, no máximo, 12 meses. A publicidade terá de ser suspensa quando houver inconsistências nos dados, perda de uma autorização obrigatória ou constatação de prática enganosa, abusiva ou fraudulenta.

O governo também cita como alvo publicações fraudulentas que imitam programas públicos para levar usuários a páginas falsas. Com o histórico de anúncios preservado, autoridades poderão recuperar informações sobre campanhas mesmo depois que elas saírem do ar.

Publicidade de influenciadores também terá identificação

A portaria ainda mexe com posts patrocinados e outros conteúdos produzidos mediante pagamento, entrega de produtos ou qualquer outra vantagem comercial.

Influenciadores e demais criadores deverão informar de maneira clara quando existir uma relação comercial por trás da publicação. A identificação precisa permanecer visível enquanto o conteúdo estiver disponível, inclusive durante transmissões ao vivo.

As plataformas também terão de oferecer ferramentas específicas para que essa relação seja indicada dentro do próprio conteúdo. Segundo o texto da norma, a obrigação vale ainda para relações societárias, financeiras e acordos de participação em receitas, entre outras formas de compensação.

pessoa usando celular

Quando as novas regras começam a valer?

A portaria foi publicada em 23 de setembro e possui dois prazos de adaptação. A maior parte das regras, incluindo a exigência do repositório público de anúncios, entra em vigor 30 dias depois da publicação, em 23 de outubro.

Já a obrigação de as plataformas oferecerem ferramentas técnicas para identificar relações comerciais em conteúdos terá prazo de 90 dias, até 22 de dezembro. A fiscalização ficará a cargo da Senacon, e o descumprimento pode resultar nas sanções previstas pelo Código de Defesa do Consumidor e pelo Marco Civil da Internet.

Veja mais de Mercado no Canaltech: Quais países além do Brasil usam urna eletrônica?

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Como funciona o software das urnas eletrônicas?

28 September 2026 at 11:00

A urna eletrônica executa um conjunto de programas desenvolvidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para preparar a votação, registrar os votos, apurar os resultados e gerar os arquivos usados na transmissão. Esses programas passam por inspeções, testes, assinatura digital e lacração antes de chegarem às seções eleitorais.

O processo começa muito antes de o eleitor digitar o número de um candidato. O TSE disponibiliza o código-fonte dos sistemas para fiscalização, transforma esse código em programas que podem ser executados pela urna e cria mecanismos para verificar se a versão instalada no equipamento é a mesma que foi analisada e autorizada.

Neste texto você confere:

  • O que é o software da urna eletrônica?
  • Qual sistema operacional a urna usa?
  • O que acontece quando o eleitor vota?
  • Como a urna transforma os votos em resultado?
  • Como o TSE verifica que o software não foi alterado?
  • Quem pode verificar o código da urna?

O que é o software da urna eletrônica?

O código-fonte é o conjunto de instruções escritas por programadores que determina como um programa deve funcionar. É a partir dele que são produzidos os programas executados pela urna eletrônica.

Para as Eleições 2026, os códigos-fonte dos sistemas eleitorais foram disponibilizados para inspeção desde outubro de 2025. Partidos políticos, órgãos públicos, universidades e outras entidades autorizadas podem analisar os programas durante o chamado Ciclo de Transparência Democrática.

Depois dessa etapa, o código é compilado, processo que transforma as instruções escritas pelos programadores em arquivos que podem ser executados pelo computador da urna. Em setembro de 2026, o TSE concluiu a compilação, assinatura digital e lacração dos sistemas que serão usados nas eleições deste ano.

Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos sistemas eletrônicos de votação

Qual é o sistema operacional usado na urna eletrônica?

Assim como um computador convencional precisa de um sistema operacional para controlar seus recursos e executar programas, a urna também possui um software responsável por essa função.

O sistema utilizado é o Uenux, uma distribuição Linux desenvolvida pela equipe técnica do TSE especificamente para as urnas eletrônicas. Ele reúne componentes responsáveis pela inicialização do equipamento, pelo funcionamento básico do sistema e pela execução dos aplicativos eleitorais.

A urna não funciona como um computador conectado à internet. Segundo o TSE, o equipamento não possui mecanismos para conexão com redes externas durante a preparação, a votação ou a etapa posterior. A transmissão dos arquivos ocorre somente depois, por equipamentos e procedimentos próprios da Justiça Eleitoral.

O que acontece quando o eleitor vota?

Quando o eleitor digita um número, o software identifica a opção correspondente e mostra na tela as informações do candidato ou da legenda. Depois da confirmação, o voto é registrado no Registro Digital do Voto (RDV), um arquivo que guarda os votos digitados na urna.

O RDV registra o voto sem informações que permitam associá-lo à pessoa que votou. Para preservar o sigilo, os registros ficam distribuídos em posições diferentes do arquivo, impedindo que a ordem dos votos seja relacionada à sequência de eleitores que passaram pela seção.

A cada confirmação, o arquivo é atualizado e recebe uma assinatura digital, mecanismo criptográfico usado para verificar a autenticidade e a integridade de um arquivo. Em termos simples, ela permite conferir posteriormente se aquele arquivo corresponde à versão assinada e se sofreu alguma alteração.

2 - TSE acompanha lacração das urnas para eleição simulada no Maranhão

Como a urna transforma os votos em resultado?

Ao final da votação, a urna faz a apuração eletrônica dos votos registrados. O software utiliza as informações do RDV para calcular a quantidade de votos de cada candidato e legenda, além dos votos brancos e nulos.

O resultado é registrado no Boletim de Urna (BU), documento que apresenta os dados daquela seção eleitoral, incluindo a quantidade de votantes e a votação de cada candidatura. O BU também é assinado digitalmente e recebe registro de horário.

A urna imprime o boletim e também produz arquivos digitais que seguem para as etapas seguintes do processo eleitoral. Uma cópia do BU fica disponível na própria seção, permitindo conferir o resultado daquela urna antes mesmo da totalização nacional.

A totalização, por sua vez, é a etapa em que os resultados das diferentes seções são reunidos para produzir o resultado da eleição. A urna não faz essa soma nacional e também não transmite os dados diretamente pela internet. Os arquivos são encaminhados aos tribunais regionais eleitorais, onde passam por verificações antes de serem incorporados ao resultado.

Como o TSE verifica que o software não foi alterado?

Um dos mecanismos usados para isso é o hash, um resumo digital calculado matematicamente a partir de um arquivo. Qualquer alteração no conteúdo produz um hash diferente, permitindo identificar que o arquivo não é mais exatamente o mesmo.

Nas Eleições 2026, o TSE publicou os hashes dos sistemas utilizados no processo eleitoral. Eles permitem comparar os programas encontrados nas urnas e em outros equipamentos com as versões oficiais que foram lacradas pelo Tribunal.

A assinatura digital cumpre outra função: confirmar a autenticidade dos programas. Durante a cerimônia de assinatura e lacração, os sistemas são compilados, assinados e armazenados em mídias protegidas. Depois, cópias oficiais são encaminhadas aos tribunais regionais eleitorais para a preparação das urnas.

Inspeção da urna eletrônica pelo Senado Federal

Quem pode verificar o código da urna?

A fiscalização acontece em várias etapas. Além da inspeção do código-fonte, existe o Teste Público de Segurança (TPS), no qual especialistas e pesquisadores procuram possíveis vulnerabilidades nos sistemas eleitorais.

O processo também inclui verificações durante a preparação das urnas e auditorias após a geração dos resultados. Em 2026, por exemplo, instituições como Senado Federal e Procuradoria-Geral da República realizaram inspeções nos códigos dos sistemas que serão utilizados na eleição.

Esse conjunto de procedimentos cria uma cadeia de verificação que acompanha o software desde o código-fonte até os arquivos produzidos no encerramento da votação. O objetivo é permitir que diferentes etapas do sistema sejam conferidas e que a versão instalada na urna possa ser comparada com aquela que foi previamente examinada, assinada e lacrada pelo TSE.

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Quais países além do Brasil usam urna eletrônica?

27 September 2026 at 19:30

O Brasil está entre os países que utilizam tecnologia eletrônica nas eleições, mas não é o único. Segundo o Instituto Internacional para Democracia e Assistência Eleitoral (International IDEA), 34 países adotam algum tipo de votação eletrônica, em eleições nacionais ou subnacionais.

A tecnologia, porém, varia bastante entre eles. Em alguns lugares, o eleitor utiliza uma máquina que registra diretamente o voto, em um modelo semelhante ao brasileiro. Outros equipamentos imprimem uma cédula, fazem a leitura de votos marcados em papel ou permitem votar pela internet.

Dizer que um país "usa urna eletrônica" não significa necessariamente que o processo é igual ao brasileiro. A própria International IDEA separa os sistemas em diferentes categorias.

Veja quais outros países utilizam tecnologia eletrônica em suas eleições e como elas funcionam.

Máquinas que registram diretamente o voto

A tecnologia mais próxima da urna brasileira é chamada de DRE (Direct Recording Electronic — Urna Eletrônica de Votação Direta). Nela, a escolha do eleitor é registrada diretamente pelo equipamento eletrônico.

Na análise da International IDEA, 17 dos 34 países que utilizavam votação eletrônica adotavam máquinas DRE. O grupo inclui o Brasil e outros 16 países:

  • Albânia;

  • Bangladesh;

  • Butão;

  • Brasil;

  • Bulgária;

  • Fiji;

  • França;

  • Índia;

  • Irã;

  • México;

  • Namíbia;

  • Omã;

  • Panamá;

  • Peru;

  • Rússia;

  • Venezuela;

  • Estados Unidos, em alguns estados.

A existência de uma máquina DRE não significa que todos esses sistemas funcionem exatamente da mesma maneira. A principal diferença está na utilização do VVPAT (Voter-Verified Paper Audit Trail — Registro em Papel Verificado pelo Eleitor), mecanismo que produz um registro em papel para permitir a conferência do voto.

Segundo a International IDEA, Albânia, Bulgária, Fiji, Índia, Irã, México, Omã, Panamá, Peru, Rússia e Venezuela utilizavam DRE com VVPAT.

Bangladesh, Butão, Brasil, França e Namíbia apareciam na categoria sem VVPAT, enquanto os Estados Unidos tinham os dois modelos em diferentes estados.

No caso brasileiro, há ainda uma particularidade. Embora a classificação internacional coloque a urna do país na categoria DRE sem VVPAT, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirma que seu equipamento possui uma arquitetura própria, chamada Trusted-DRE, desenvolvida pela Justiça Eleitoral.

urnas eletrônicas

Máquinas que leem votos em papel

Outra modalidade utiliza uma cédula física durante a votação, mas deixa a leitura ou a contagem para equipamentos eletrônicos.

A International IDEA classifica esses sistemas como OMR (Optical Mark Recognition — Reconhecimento Óptico de Marcas) ou OCR (Optical Character Recognition — Reconhecimento Óptico de Caracteres).

Oito países apareciam nessa categoria no levantamento da organização:

  • Canadá;

  • República Dominicana;

  • Iraque;

  • Quirguistão;

  • Mongólia;

  • Filipinas;

  • Rússia;

  • Estados Unidos.

Nesse modelo, a máquina não substitui necessariamente a cédula. O eleitor pode continuar marcando o papel, enquanto o equipamento identifica as escolhas e automatiza parte da apuração.

As Filipinas são um exemplo desse formato. O país utiliza máquinas para fazer a leitura das cédulas preenchidas pelos eleitores, em vez de adotar uma urna que registre diretamente a escolha.

urna eletrônica Filipinas

Equipamentos que produzem cédulas eletrônicas

Há também sistemas classificados como Electronic Ballot Printers (EBPs) — Impressoras Eletrônicas de Cédulas. Eles utilizam equipamentos eletrônicos durante a votação, mas geram uma cédula que faz parte do processo eleitoral.

Quatro países aparecem nessa categoria na International IDEA:

  • Argentina;

  • Bélgica;

  • República Democrática do Congo;

  • Fiji.

O funcionamento pode variar entre os países. A principal diferença para uma DRE tradicional é a presença de um registro físico produzido pelo equipamento, que pode ser utilizado nas etapas seguintes da eleição.

A Argentina, por exemplo, utiliza sistemas eletrônicos em determinadas eleições e jurisdições, mas não possui uma única tecnologia aplicada de maneira uniforme em todo o território.

Votação pela internet

A tecnologia também pode eliminar a necessidade de comparecimento a uma máquina de votação. A International IDEA registrava 14 países com algum tipo de votação pela internet no levantamento que identificou os 34 países com e-voting.

Os casos identificados pela organização eram:

  • Armênia;

  • Austrália;

  • Canadá;

  • Estônia;

  • França;

  • México;

  • Nova Zelândia;

  • Omã;

  • Panamá;

  • Paquistão;

  • Rússia;

  • Coreia do Sul;

  • Emirados Árabes Unidos;

  • Equador.

A modalidade, porém, não é necessariamente oferecida para toda a população. A International IDEA aponta que a votação pela internet é utilizada de diferentes maneiras, incluindo eleições locais, determinados grupos de eleitores e cidadãos que estão fora do país.

A Estônia é o exemplo mais amplo: o país permite a votação pela internet para eleitores dentro do território nacional. Em outros casos, a ferramenta é restrita a grupos específicos ou a cidadãos que estão no exterior.

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