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Sabia que é possível resolver problemas da conta Gov.br presencialmente? Veja como

27 August 2026 at 17:20

Quem passa por algum problema com a conta Gov.br pode tentar resolvê-lo presencialmente em unidades de atendimento espalhadas pelo Brasil. O Balcão Gov.br permite tirar dúvidas ou recuperar o acesso com ajuda externa.

Ao todo, são 293 unidades de atendimento em 23 estados brasileiros e no Distrito Federal — somente Ceará, Espírito Santo e Roraima não possuem atendimento presencial até o momento. 

De acordo com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, as unidades alcançam uma população de 55 milhões de pessoas no país. Entenda como o serviço funciona:

Para que serve o atendimento presencial do Gov.br?

Ao visitar uma unidade do balcão, é possível saber mais sobre o que é uma conta Gov.br e solucionar problemas. Alguns dos serviços incluem:

  • Criar e recuperar conta do portal;
  • Adicionar medidas de segurança, como migrar para os níveis ouro ou prata da conta;
  • Obter ajuda para acessar serviços públicos digitais vinculados à plataforma.
  • Todas as unidades oferecem acesso gratuito à internet para não depender dos dados móveis do aparelho.
    Gov.br

Onde encontrar uma unidade de atendimento próxima

Todas as 293 unidades de atendimento são listadas no site do Governo Digital (gov.br). É possível filtrar por estado ou município, além de conferir endereço e horário de atendimento.

Vale reforçar que o Gov.br também possui um canal de atendimento digital (gov.br). Entenda como a carteira digital de documentos do portal funciona e como acessá-los sem internet.

 

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Acordo fracassa e Governo Federal processa Discord em R$ 500 milhões; entenda

27 August 2026 at 13:12

A Advocacia-Geral da União (AGU) ajuizou nesta quarta-feira (26) uma ação civil pública contra o Discord, pedindo indenização de R$ 500 milhões por danos morais coletivos. O valor seria destinado ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos. A ação chega depois de duas semanas de negociação sem sucesso entre o governo federal e a plataforma para a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

Além da indenização, a AGU pede uma multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento e uma medida de urgência para que o Discord se adapte às exigências em até 15 dias após a decisão da Justiça Federal, em Brasília.

Negociação avançou e recuou no fim

O advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou que a empresa chegou a demonstrar interesse em assumir compromissos com o Estado brasileiro, mas recusou a assinatura do termo no último momento. Segundo ele, essa recusa deixou a ação civil pública como único caminho.

A procuradora-geral da União, Clarice Costa Calixto, disse que um termo de confidencialidade impede o governo de detalhar o motivo do impasse. Segundo ela, o padrão de exigência sobre segurança de crianças e adolescentes proposto pelo governo não foi aceito pela empresa.

O valor de R$ 500 milhões corresponde a R$ 50 milhões para cada uma das dez infrações que o governo diz ter identificado e documentado, entre elas falhas na verificação de idade, ausência de vinculação de contas de menores a responsáveis legais e omissão na comunicação de casos às autoridades. A AGU também considerou o faturamento anual do Discord, estimado pelo órgão em cerca de R$ 4 bilhões, para calcular a indenização.

Morte de adolescente acelerou o desfecho

O processo veio menos de um mês depois da morte de uma adolescente de 13 anos em Mato Grosso do Sul, induzida por outros usuários à automutilação durante uma transmissão ao vivo no Discord. Um relatório do Ministério da Justiça mostra que a live começou por volta de 2h20, a Polícia Civil de São Paulo alertou a empresa às 3h50 e o grupo só foi derrubado às 4h15. Os investigados foram banidos apenas às 15h20 do dia seguinte.

Para o secretário Nacional de Direitos Digitais do Ministério da Justiça, Victor Fernandes, o caso não é isolado. O Ciberlab, centro de inteligência da pasta, produziu mais de 115 relatórios sobre indução ao suicídio, automutilação, maus-tratos e sacrifícios de animais na plataforma entre 2025 e 2026.

Um levantamento do Núcleo de Observação e Análise Digital da Polícia Civil de São Paulo, divulgado em fevereiro, apontou média de cinco denúncias diárias no estado sobre indução ao suicídio, automutilação, estupro e outros crimes contra menores associados ao Discord, além de mais de 385 casos de maus-tratos e sacrifícios de animais registrados só em 2026.

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O que a União quer que o Discord mude

A ação pede que o Discord passe a adotar verificação de idade mais robusta, vincule contas de usuários de até 16 anos a responsáveis legais e mantenha configurações de privacidade protetivas ativadas por padrão para menores. O texto também exige protocolos para detectar e interromper em tempo real transmissões com conteúdo de automutilação ou violência, caso as lives voltem a funcionar no país, e mecanismos específicos contra sextorsão e maus-tratos a animais.

Entre as demais exigências estão bloqueio técnico para impedir a recriação de contas banidas, preservação de registros de moderação por ao menos seis meses e manutenção de sede, representante legal e canal de denúncias em português no Brasil.

Discord nega descumprimento e cita proposta própria

Em nota, o Discord classificou a ação como desproporcional e afirmou manter diálogo de boa-fé com a AGU, com uma proposta detalhada de mudanças técnicas e investimento em segurança online no Brasil. A empresa disse acreditar em um caminho alternativo que amplie a proteção sem retirar o serviço do ar no país.

A ação da AGU é distinta do processo aberto pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), que determinou em agosto a suspensão das transmissões ao vivo do Discord no Brasil até que a plataforma comprove medidas efetivas de proteção a crianças e adolescentes.

Entenda  por que a ANPD fez o Discord suspender as lives no Brasil.

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