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YouTube muda regras e dificulta monetização de novos canais; veja exigências

11 August 2026 at 13:29

O YouTube dobrou o tempo de visualização necessário para começar a monetizar na plataforma de vídeos. A partir de 1º de fevereiro de 2027, novos canais precisarão ter 8 mil horas de exibição qualificadas nos últimos 365 dias ou 20 milhões de visualizações qualificadas no Shorts nos últimos 90 dias.

Atualmente, o padrão para começar a ganhar dinheiro na plataforma é de 4 mil horas de vídeos assistidos em 12 meses e 10 milhões de visualizações do Shorts em 90 dias, além de um mínimo de mil inscritos. 

A mudança vai afetar novas contas que tentam ingressar no Programa de Parcerias do YouTube. Canais que já fazem parte da iniciativa não serão afetados, mas precisam concordar com os novos termos de serviço até 31 de janeiro de 2027 para manter a monetização.

Outras mudanças previstas

A empresa ainda divulgou outras novidades envolvendo o faturamento de criadores de conteúdo na plataforma. 

Uma delas é o lançamento do YouTube Premium Lite para todos os países em que o Premium está disponível. Canais poderão acessar um fundo compartilhado de 60% da receita líquida de assinaturas, além de outro fundo com 30% da receita líquida nas visualizações do Premium.

Existem novos requisitos para entrar no Fundo para Criadores de Shorts e ganhar dinheiro com anúncios no meio de vídeos curtos: criadores precisam de 10 milhões de visualizações qualificadas nos últimos 90 dias para manter acesso à fonte de receita.

Por fim, o YT mudou os critérios para considerar um canal ativo no Programa de Parcerias. É necessário ter mil horas de exibição qualificada nos últimos 12 meses ou 1 milhão de visualizações qualificadas de Shorts nos últimos três meses ou dois vídeos longos ou cinco Shorts publicados a cada 90 dias.

Youtube

 

Por que o YouTube alterou as regras de monetização?

A empresa afirma que a mudança tem o objetivo de “acompanhar os hábitos atuais dos espectadores e garantir que o YouTube continue sendo um motor de crescimento sustentável e de longo prazo”.

Ainda que o YouTube não mencione o tema diretamente, a medida pode ser interpretada como uma forma de controlar os canais que publicam conteúdo raso gerado por IA de olho nas métricas de monetização. A partir de 2027, a plataforma vai incentivar quem já mantém uma audiência ativa por mais tempo e pode limitar alguns crescimentos repentinos.

Vale reforçar que o CEO da empresa, Neal Mohan, reforçou no começo do ano a necessidade de combater o “AI Slop” (“Lixo de IA”, em tradução livre). Paralelamente, o X anunciou mudanças recentes no programa de monetização para priorizar conteúdos originais na rede social (e deixou o Brasil de fora).

 

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App básico de clima do Windows 11 devora memória RAM e revolta usuários

10 August 2026 at 19:12

O aplicativo Clima, do Windows 11, se tornou alvo de críticas nas redes sociais pelo elevado consumo de memória RAM. Em caso relatado no X, a ferramenta chegou a ocupar 1 GB de memória para fazer tarefas básicas.

O Clima é um app nativo do Windows, ou seja, vem instalado nas configurações de fábrica do sistema. O software tem informações atualizadas sobre meteorologia, usa dados de localização para trazer dados sobre a cidade atual e pode até mostrar anúncios durante a navegação.

Em teste feito pelo Canaltech, o Clima chegou a consumir mais de 500 MB da memória RAM do computador apenas ao abrir a página inicial. O componente mais pesado recebe o nome de “Processador” e usa o WebView2, elemento do Microsoft Edge para carregar páginas da web dentro de apps.

App Clima Windows

Por que o app consome tanta memória?

A principal hipótese é a estrutura do aplicativo, de acordo com o site Windows Latest. Por funcionar como um web app, a ferramenta basicamente carrega um site em janela própria e pode consumir recursos do navegador (que normalmente têm impacto maior sobre o consumo de RAM).

Outros utilitários podem ser desenvolvidos para operar de forma nativa do Windows, sem a necessidade de funcionar como uma página da web. Além disso, o nome original do aplicativo é MSN Clima, o que pode explicar a presença de anúncios por ser vinculado ao portal de notícias da Microsoft. 

O site Windows Latest ainda comparou o desempenho com o Clima, app nativo de mesmo nome no macOS: o software da Apple consome uma quantidade até cinco vezes menor de memória do que o rival no Windows.

A Gigante de Redmond trabalha para melhorar a experiência geral do Windows ainda neste ano. Algumas das mudanças incluem economia no uso de RAM e fim de telas muito antigas na interface. 

 

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