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5 melhores jogos para testar PC gamer em QHD

2 August 2026 at 20:03

Quem busca por um monitor com a resolução 2560x1440, também conhecida como QuadHD, quer maior fidelidade gráfica em relação ao Full HD. Essa quantidade de pixels na tela tem sido a configuração intermediária para os PC gamers, proporcionando ótima qualidade gráfica, especialmente em uma tela de 27 polegadas, pela densidade de pixels, como também altas taxas de FPS, algo que não é tão simples em 4K.

Enquanto o 1080p costuma sobrecarregar a CPU, em QHD a placa de vídeo passa a ser o componente mais exigido, embora ainda exista um certo equilíbrio com o processador.

Para ajudar você a estressar o seu hardware e verificar a estabilidade do sistema, selecionamos os 5 melhores jogos para testar o seu PC gamer em QHD.

1. Cyberpunk 2077

Mesmo anos após o seu lançamento original, Cyberpunk 2077 ainda é um dos principais benchmarks para qualquer nível de PC. Na resolução QHD, a densidade visual de Night City ganha mais nitidez comparada com 1080p, mas cobra o seu preço.

O jogo é amplamente reconhecido por levar as tecnologias de Ray Tracing e Path Tracing ao limite, exigindo que a placa de vídeo processe reflexos em superfícies molhadas, iluminação global e sombras de alto nível em tempo real, empurrando o uso da GPU frequentemente para os 100%.

No entanto, engana-se quem pensa que o título da CD Projekt Red castiga apenas o chip gráfico. Devido à sua natureza de mundo aberto massivo, com inteligência artificial complexa para pedestres, tráfego intenso de veículos e transições dinâmicas de cenários, Cyberpunk 2077 também exige um processamento massivo por parte da CPU.

Testar sua máquina em 1440p permite avaliar perfeitamente o equilíbrio do desempenho do conjunto, garantindo que o processador consiga empurrar a GPU de forma fluida sem causar engasgos ou gargalos em áreas de aglomeração urbana.

2. Crimson Desert

Crimson Desert é exigente, mas bem otimizado. O game estabeleceu um novo patamar para os visuais de mundos abertos na atualidade, principalmente quando falamos de natureza. Rodar este título na resolução QHD revela a riqueza de detalhes do continente de Pywel, destacando uma física avançada de deformação do terreno, tecidos realistas e uma vegetação extremamente densa que reage dinamicamente ao vento e às ações dos personagens, como The Witcher 3 já fazia há uma década.

A imensidão dos cenários cria um ambiente de estresse constante sobre a largura de banda da memória RAM e a velocidade de leitura do SSD NVMe, eliminando qualquer margem para travamentos. Além disso, as transições fluidas entre a exploração de planícies e as cutscenes exigem que a placa de vídeo processe efeitos climáticos pesados em tempo real.

3. Forza Horizon 6

Forza Horizon 6 eleva a barra visual ao integrar o Ray Tracing diretamente durante a jogabilidade em mundo aberto, e não apenas no modo de visualização de garagem. Em 1440p, a combinação de alta velocidade com reflexos gerados por traçado de raios nas carrocerias dos carros e poças d'água cria uma experiência que impressiona. O hardware é desafiado a processar cenários vastos e detalhados que passam pela tela a mais de 300 km/h, exigindo renderização veloz sem margem para atrasos.

Esse dinamismo faz o jogo de corrida da Playground Games um excelente termômetro para verificar a estabilidade de quadros por segundo e o tempo de resposta (frametime) do seu sistema. Como as corridas envolvem múltiplos competidores e efeitos de iluminação em constante mudança sob diferentes condições climáticas, o jogo coloca à prova a eficiência da arquitetura da sua placa de vídeo em lidar com Ray Tracing em alta resolução sem depender exclusivamente de técnicas de upscaling. Uma performance fluida aqui indica um sistema perfeitamente calibrado para jogos de alta taxa de atualização em 1440p.

4. Pragmata

O grande destaque técnico de Pragmata está no uso intensivo de Path Tracing, principalmente em reflexos nas inúmeras superfícies reflexivas dos ambientes da estação espacial do game. Em QHD, isso resulta em ambientes ainda mais detalhados, mas com um preço altíssimo.

A aplicação do Path Tracing torna Pragmata um verdadeiro triturador de placas de vídeo em 1440p, sendo o teste pesadíssimo para os núcleos de aceleração de Ray Tracing da sua GPU, seja uma GeForce ou Radeon. O nível de estresse gráfico gerado por essa tecnologia obriga o uso de reconstrução de raios e exige bastante da memória de vídeo.

5. Spider-Man 2

A chegada de Spider-Man 2 aos PCs trouxe uma Nova York virtual com um nível de complexidade e fidelidade geométrica sem precedentes. Rodando em 1440p, os reflexos por Ray Tracing nas janelas de vidro dos arranha-céus e a iluminação global que interage com o balanço do "Miranha" transformam o visual do jogo em um espetáculo à parte. O título exige muito poder de processamento bruto da placa de vídeo para calcular a oclusão de ambiente e as sombras detalhadas de uma metrópole densamente povoada, algo que também pesa bastante na CPU.

Além do poder gráfico, a locomoção em alta velocidade pelos cenários através das teias ou das asas de teia impõe um desafio considerável ao armazenamento da máquina. O jogo usa ao máximo as tecnologias de streaming de assets direto do SSD, exigindo que o processador trabalhe em perfeita harmonia para descompactar dados em tempo real e evitar quedas brutas de performance.

Manter a estabilidade em Spider-Man 2 em 1440p com Ray Tracing ativado comprova que o seu PC possui um ótimo equilíbrio entre largura de banda, armazenamento e processamento gráfico.

Essa lista poderia ser ainda maior com jogos como Horizon Forbidden West, Resident Evil Requiem, Alan Wake 2, Red Dead Redemption 2, entre outros, mas são estes os melhores jogos para testar o PC gamer em QHD que o Canaltech escolheu:

  1. Cyberpunk 2077
  2. Crimson Desert
  3. Forza Horizon 6
  4. Pragmata
  5. Spider-Man 2

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5 placas de vídeo NVIDIA que envelheceram melhor que o esperado

2 August 2026 at 18:31

Por muito tempo houve discussões sobre como a NVIDIA "capava" as placas de vídeo mais antigas via driver. Independentemente da veracidade dessa discussão, vários anos se passaram e a maioria dessas GPUs já não rendem bem atualmente, seja pela falta de força, ou mesmo pela limitação de VRAM, mas algumas ainda resistem ao teste do tempo e têm bala na agulha hoje.

Vamos dar uma olhada em 5 placas de vídeo da NVIDIA que envelheceram bem, não se restringindo somente às antigas, já que nossa lista conta com GPUs relativamente modernas também.

5. GTX 1080 Ti

Quando foi lançada em 2017, a GTX 1080 Ti já era um colosso em termos de desempenho. Anos depois, o modelo topo de linha da arquitetura Pascal continua surpreendendo. Embora em força bruta de processamento gráfico ela se aproxime de modelos de entrada atuais, como a RTX 3060 de 12 GB, seu grande trunfo continua sendo a memória: 11 GB GDDR5X.

Essa margem generosa de VRAM permite que a 1080 Ti continue rodando títulos modernos em 1080p e até 1440p sem sofrer com gargalos de textura ou stuttering que afetam até placas de 8 GB que vieram depois. Mesmo sem núcleos dedicados a Ray Tracing ou suporte nativo ao DLSS, a lendária GTX 1080 Ti se recusa a morrer.

4. RTX 3050 (8 GB)

A RTX 3050 enfrentou desconfiança em seu lançamento por ser uma GPU focada no segmento de entrada de sua geração. Contudo, o tempo provou o valor da versão de 8 GB de VRAM (diferente da variante posterior de 6 GB, que cortou especificações cruciais).

geforce-rtx-3050

Para quem busca estabilidade de desempenho em 1080p, os 8 GB de memória de vídeo oferecem o buffer necessário para segurar texturas no alto sem estourar o limite da placa. Somado a isso, a presença dos Tensor Cores dá acesso ao DLSS, garantindo uma sobrevida muito superior à de suas antecessoras diretas.

3. RTX 3080 (12 GB)

Lançada originalmente com 10 GB de VRAM, uma escolha bastante criticada para o segmento high-end, a RTX 3080 ganhou uma revisão posterior que foi bem recebida: a versão com 12 GB de VRAM e barramento levemente expandido (384-bit).

Essa versão corrigiu o único ponto fraco do modelo original. Com poder bruto de sobra para encarar jogos pesados em 1440p com taxa de quadros alta (e até arriscar o 4K em títulos mais leves), os 2 GB extras de VRAM deram à placa margem para durar por mais um tempo.

2. RTX 4090

Pode parecer cedo para falar sobre o envelhecimento de uma placa da série RTX 40, mas a RTX 4090 já se consolidou como um marco divisor de águas. O salto de desempenho entregue pela arquitetura Ada Lovelace nesse topo de linha foi tão grande que a placa continua no topo da lista de performance por um longo período.

Com 24 GB de VRAM GDDR6X, poder computacional enorme e suporte completo às tecnologias de renderização neural da marca (incluindo avanços como DLSS 4 e o Frame Generation de última geração), a RTX 4090 é o tipo de GPU que continuará entregando desempenho de ponta em 4K por anos, ignorando os requisitos crescentes da indústria.

1. RTX 3060 (12 GB)

No topo da nossa lista está a placa que herdou o espírito da lendária GTX 1060, mas com uma vantagem crucial: a NVIDIA decidiu equipá-la com 12 GB de VRAM para responder ao mercado na época. Essa decisão aparentemente despretensiosa garantiu à RTX 3060 12 GB uma longevidade espetacular.

Enquanto modelos mais fortes da mesma geração (como a RTX 3060 Ti ou a RTX 3070) começaram a esbarrar em limites de memória em lançamentos recentes pesados, a RTX 3060 segue firme e forte (obviamente com menos poder de fogo). A combinação de um chip equilibrado, suporte ao DLSS e um buffer de memória de respeito faz dela a GPU intermediária que melhor envelheceu nos últimos anos. Esse pode até ser um dos motivos do retorno da RTX 3060 de 12 GB.

rtx-3060-12gb

Assim como na matéria sobre as GPUs da NVIDIA que envelheceram mal, o ponto aqui é o mesmo: VRAM é importantíssimo e pode ditar como uma placa envelhece. As placas de vídeo listadas aqui têm poder de fogo e memória suficientes para ir além do seu prazo de validade, sendo boas até hoje, anos depois de seus lançamentos.

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Review Samsung Odyssey G9 | OLED com tela curva de 49 polegadas e muita imersão

1 August 2026 at 22:03

Existem diferentes níveis de imersão em games devido à variedade de monitores disponíveis no mercado. Eu já experimentei modelos com tela curva de 37 polegadas e VA e um monstro de 57 polegadas com tecnologia Mini LED. Agora chegou a vez de ver como o OLED se comporta nesse tipo de tela com o Samsung Odyssey G9, um monitor de 49 polegadas que proporciona muita imersão em games e aumento de produtividade.

Depois de um mês usando o gigante Acer Predator Z57, grande o suficiente para quase abraçar o usuário na mesa, passei um tempo com o Samsung Odyssey G9. Aqui, eu trago minhas impressões com esse monitor, mas é inevitável a comparação com o outro modelo (que não é rival direto), já que, coincidentemente, ambos chegaram um depois do outro e focam em painel curvo.

Prós

  • Design fino e elegante
  • Tela OLED de alta velocidade
  • Antirreflexo muito eficiente
  • Apesar de grande, não ocupa toda a mesa
  • Preço competitivo para a categoria

Contras

  • Fonte externa gigante
  • Falta calibração melhor nas cores do OLED
  • Escurecimento automático da tela pode atrapalhar

Design e construção

O Samsung Odyssey G9 vem na cor prata, como muitos monitores da fabricante, e tem um design enxuto, elegante e muito fino, num nível que impressiona. Isso é possível já que sua fonte é externa (entre outros motivos) e não é uma qualquer: é um trambolho retangular gigante, maior do que uma fonte de um notebook gamer com uma GeForce RTX 5080, por exemplo. Nas minhas fotos, fiz questão de deixá-la em cima da mesa para você ter uma ideia.

A base do monitor segue um design já conhecido da Samsung, como o presente no monitor 3D da marca, entre outros. Ele é grande, já que precisa sustentar uma tela bastante comprida com quase 1,20 m. Mesmo sendo um monitor enxuto no design, ele não é nada leve, pesando 12,6 kg.

Por ser um monitor curvo enorme, o Odyssey G9 oferece ajustes simples. É possível alterar a altura da tela e a inclinação somente. Lembra que falei que a comparação com o Acer Predator Z57 seria inevitável? Então, ele, mesmo sendo consideravelmente maior, ainda permite ajuste de rotação em um nível que muitos monitores tradicionais não entregam, mesmo exigindo um espaço absurdo para girar uma tela daquele tamanho.

Tela e qualidade de imagem

Aqui entra o maior destaque do Odyssey G9. Por mais que eu tenha tido um nível de imersão sem igual com o monitor da Acer, a qualidade da imagem deixava a desejar por conta da mistura de VA com Mini LED em zonas escuras. No modelo da Samsung, isso não é um problema, já que temos OLED, o melhor painel hoje (embora QD-OLED ainda vá um passo além). Apesar de ser muito superior, existe um probleminha.

O Odyssey G9 tem o design mais enxuto e bonito que já vi em um monitor curvo - Raphael Giannotti

Eu tenho testado diferentes telas, seja em monitores para PCs de mesa, ou ainda em notebooks high-end. Por isso, tenho uma base de comparação considerável e devo dizer que os ajustes da Samsung não me convenceram. Mesmo com HDR10+, as cores não são tão vivas como em outras telas com OLED, como o Dell XPS 13 de 2025, por exemplo.

Em geral, a imagem é bonita, claro. Afinal, junto do painel OLED, temos a resolução Dual QuadHD (5120x1440) na proporção 32:9 (super ultrawide), que é uma grande quantidade de pixels na tela, com densidade de pixels por polegada de 110 (PPI), o que acaba gerando um alto nível de nitidez. Isso não só é muito bem-vindo em jogos, mas também para trabalhar, já que você não verá caracteres e ícones serrilhados, muito importante se seu foco primário é profissional. E falando nisso, esse tamanho de tela permite deixar, pelo menos, quatro janelas de bom tamanho abertas, o que é ótimo para a produtividade.

O Odyssey G9 tem uma funcionalidade interessante. Após 10 minutos sem nada se mexer na tela, ela apaga (não totalmente) para economizar energia, mas existe um problema (pelo menos em meu uso). Como costumo usar quase tudo em modo escuro, incluindo o Bloco de Notas do Windows 11, onde sempre faço meus rascunhos (viva o auto-save), a tela não reconhece a movimentação dos caracteres enquanto escrevo e escurece, sendo necessário mover algo maior na tela para o brilho voltar. Confesso que isso me irritou um pouco, já que passei semanas com isso acontecendo e não existe uma forma de configurar essa função.

Fechando essa seção da tela, preciso elogiar a película antirreflexo que a Samsung colocou aqui. Eu trabalho de frente para uma janela (que fica a mais de 5 metros de distância), então posso adiantar que muitas telas falharam nesse teste, principalmente os OLED, mas esse não é o caso do Odyssey G9. Na verdade, é o melhor antirreflexo que já vi; não atrapalhou nem mesmo na hora de jogar um game escuro de dia.

Especificações técnicas do Samsung Odyssey G9

Tela

  • Tamanho: 49 polegadas
  • Tipo de Painel: OLED, curvo (1800R)
  • Resolução: 5120 x 1440 (DQHD)
  • Proporção de Tela: 32:9
  • Revestimento da Tela: Antirreflexo (fosco)

Desempenho

  • Taxa de Atualização: 240 Hz
  • Tempo de Resposta: 0,03 ms (GTG)
  • Contraste: 1,000,000:1
  • Brilho: 250 cd/m²
  • Tecnologia de Sincronização: AMD FreeSync Premium e NVIDIA G-Sync

Cor e imagem

  • Gama de Cores: CDI-P3 99%
  • Profundidade de Cor: 1 bilhão de cores
  • Suporte a HDR: HDR10

Conectividade

  • Portas de Vídeo: 1 x DisplayPort 1.4 e 2 x HDMI 2.1
  • Portas USB: Tipo-C 3.2 Gen 1
  • Conector de energia
  • Conector de fone de ouvido

Recursos e informações adicionais

  • Proteção Ocular: Sim
  • Ajustes Ergonômicos: Altura, inclinação
  • Picture in Picture: Sim (e PBP)
  • Montagem VESA: Compatível com 100 mm x 100 mm
  • Black Equalizer: Sim
  • Alto-falantes: Não
  • Consumo de energia: 200W (máximo)

Dimensões e peso

  • Dimensões com Suporte: 119,4 cm de largura x 28,4 cm de profundidade x 52,9 mm de altura
  • Peso com base: 12,9 kg
  • Peso sem base: 9,2 kg

Usabilidade e compatibilidade

Na minha review do Acer Predator Z57, eu deixei bem claro que montar uma tela daquele tamanho, sozinho, era quase um tormento. Cheguei até a machucar minha lombar. O Odyssey G9 é menor e mais leve, mas nem tanto assim. Como qualquer monitor, basta pegar a base e encaixar na traseira que já está tudo pronto, o problema mesmo é tirá-lo da caixa e colocá-lo na mesa. Essa é a desvantagem desses monitores gigantes.

OLED é sempre incrível, mas eu já vi ajustes melhores em outros painéis - Raphael Giannotti

Como acontece em diferentes modelos, a Samsung coloca o controlador do menu da tela na parte traseira, o que acaba dificultando na hora de mudar configurações. Muitos monitores deixam esse controle logo abaixo da tela, às vezes abaixo da logo da marca, facilitando o acesso. Acho que está na hora de rever essa questão.

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Em relação à compatibilidade, isso é algo que adicionei para os monitores super ultrawide. A proporção 32:9 não é, nem de longe, algo popular. Ainda vemos o 21:9 tendo problemas de compatibilidade com jogos, e essa questão é pior nessa proporção maior. Muitos títulos modernos já oferecem suporte, mas mesmo nesses que funcionam, nem tudo é mil maravilhas.

A esmagadora maioria não tem cutscenes em 32:9, já que eles reduzem para 21:9 (ou até mesmo 16:9, dependendo do jogo), algo que já quebra a imersão. Elementos de HUD nem sempre estão na melhor posição da tela gigante. E, o pior para mim, imagem esticada nos cantos da tela.

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Notei isso em diferentes jogos, Forza Horizon 6, que até cheguei a ilustrar na review do Acer, mas vi esse problema o tempo todo em Rocket League, o único game online que jogo, que fica com uma distorção considerável no carro se olharmos para ele no canto da tela em relação ao centro da tela. Isso não acontece em 16:9 e é um problema em qualquer monitor 32:9. No fim das contas, mesmo nos jogos que suportam essa proporção de tela, ainda existe algum problema.

Concorrentes

No Brasil, existem dois modelos do Samsung Odyssey G9. Um deles tem alto-falantes embutido e custa próximo de R$ 10.000 - e não foi esse o que eu recebi. O outro, que usei para esta análise, não dispõe de alto-falantes e sai na faixa dos R$ 8.100 (para efeito de curiosidade, quase R$ 10.000 a menos que o Acer Predator Z57).

Por esse preço, temos o LG UltraGear com painel OLED e tela curva de 45 polegadas. Esse modelo é 21:9 (resolução QHD), oferece taxa de atualização de 240 Hz, tempo de resposta de 0,03 ms, além de outras características parecidas com as do monitor da Samsung. Ele tem saído por cerca de R$ 8.000.

Compre o monitor LG UltraGear 45" OLED

Já a segunda indicação é da Acer, mas não o Predator Z57, e sim o X49, modelo com painel OLED, resolução Dual QuadHD também, além de 240 Hz e 0,03 ms. Esse modelo pode ser encontrado por volta de R$ 8.500.

Compre o monitor Acer X49

Vale a pena comprar o Samsung Odyssey G9?

Não restam dúvidas de que o monitor Samsung Odyssey G9 é uma das melhores opções com painel OLED em uma tela curva. A sua construção é a mais elegante e minimalista da categoria. Mesmo sendo grande, não ocupa muito espaço no setup.

Senti falta de ajustes mais refinados nas cores, algo que é até possível minimizar com paciência através das configurações.

De novo: esse é meu ponto de vista baseado nas minhas referências. Se você nunca viu um OLED na vida e ficou convencido, se prepare para um nível de imersão como você nunca teve, principalmente com a tela curva.

Compre o Samsung Odyssey G9

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Quanto de VRAM a GPU precisa para rodar jogos em QHD (1440p)?

1 August 2026 at 20:01

Nos últimos anos, a resolução QuadHD (2560x1440) se consolidou como o sweet spot do PC gamer entusiasta. Ela oferece um ganho considerável de nitidez em relação ao popular Full HD, mas sem exigir a potência extrema e o custo proibitivo necessários para rodar jogos em 4K nativo.

Com a rápida adoção da Unreal Engine 5 e de engines da geração atual, o apetite dos jogos por memória de vídeo subiu consideravelmente. Se em 1080p a discussão sobre a viabilidade dos 8 GB já gera polêmica, na resolução 1440p a margem para erros é ainda menor.

Por que 1440p exige mais VRAM que 1080p?

Para entender o consumo de memória em QHD, o primeiro passo é analisar a matemática dos pixels. De 1080p para 1440p existe um salto de 77,7% a mais de pixels a serem renderizados a cada segundo na tela. Essa diferença afeta diretamente os seguintes elementos alocados na VRAM:

  • Framebuffer e Z-Buffer: armazenam as informações de cor, profundidade e transparência de cada pixel. Em 1440p, esses buffers crescem na mesma proporção do aumento de resolução.
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  • Texturas em maior definição: qualquer asset conta com texturas mais definidas, o que impacta agressivamente a VRAM.
  • Efeitos de pós-processamento e sombras: sombras de alta resolução, oclusão de ambiente, reflexos e efeitos volumétricos demandam espaço adicional na memória de vídeo proporcional ao volume de pixels processados.

8 GB de VRAM em 1440p

Para títulos competitivos ou eSports leves, como Valorant, Counter-Strike 2, League of Legends ou Overwatch 2, uma GPU equipada com 8 GB de VRAM rodará em 1440p sem qualquer dificuldade. Sem contar os jogos indies e títulos AAA de anos atrás.

No entanto, o cenário muda drasticamente ao entrarmos no terreno dos jogos blockbuster modernos. Games como Alan Wake 2, Resident Evil: Requiem, Horizon Forbidden West e outros ultrapassam a barreira dos 8 GB em 1440p mesmo com gráficos no baixo.

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Quando a alocação necessária supera a capacidade física de VRAM da placa de vídeo, o sistema é forçado a utilizar a RAM do PC. Isso gera stuttering, fazendo com que o frametime oscile muito, transformando uma média de 60 FPS em uma experiência travada e desconfortável.

Além disso, sempre existe a chance de texturas borradas e pop-in, quando um elemento é carregado repentinamente na sua frente, aconteçam. A GPU, mesmo que tenha um chip gráfico potente o suficiente para a resolução, fica impedida de atingir seu desempenho real.

O fator Ray Tracing, Upscaling e Frame Generation

As tecnologias de renderização recentes também alteram o uso de memória.

Ray Tracing e Path Tracing

O Ray Tracing cria estruturas de aceleração (BVH) e buffers de raios que precisam ser mantidos na memória da GPU a todo instante. Ativar Ray Tracing em 1440p costuma adicionar entre 1,5 GB e 3 GB extras de consumo de VRAM em relação à rasterização tradicional.

Upscaling (DLSS/FSR/XeSS)

Ao utilizar o DLSS ou FSR no modo qualidade em 1440p, o jogo é renderizado internamente em 960p e apresentado em 1440p via IA. Isso diminui o tamanho dos buffers internos de renderização, economizando entre 500 MB e 1,5 GB de VRAM, um alívio essencial para placas que estão no limite.

Frame Generation

Em contrapartida, ativar a geração de quadros exige a criação de vetores de movimento e buffers temporais adicionais para a interpolação das imagens. Em 1440p, esse recurso consome cerca de 1 GB a 1,5 GB a mais de VRAM, o que pode inviabilizar seu uso em placas de 8 GB.

Qual é a quantidade de VRAM necessária para 1440p

Com uma GeForce RTX 5070 em mãos, rodei alguns testes para mostrar como 12 GB de VRAM se comporta nessa resolução. Essa é uma GPU que tem alto poder de fogo e seria limitada só pela quantidade de memória de vídeo.

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Como podem ver, somente Resident Evil 9 exigiu o máximo da VRAM mesmo sem Ray Tracing; não houve margem nenhuma para um teste extra com a tecnologia de renderização. Vale notar que existem trechos mais leves que até exigem menos de 11 GB, mas o pico de 12 GB acontece.

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Já em Spider-Man 2, Crimson Desert e Forza Horizon 6, deu até para ativar o Ray Tracing e, mesmo assim, a VRAM não foi consumida totalmente. Claro, nesses casos, é sempre boa a ajudinha de um frame gen (não é bem o caso da RTX 5070 nesses jogos, já que ela entrega ainda mais de 60 FPS nativamente), que vai exigir mais memória.

Conclusão

12 GB de VRAM é o patamar de entrada seguro para QuadHD hoje, garantindo estabilidade na esmagadora maioria dos títulos gráficos recentes. Mas não dá para negar que 16 GB é a escolha definitiva para longevidade. Se o seu objetivo é manter a placa de vídeo por vários anos, jogar com texturas no máximo e desfrutar de tecnologias como Ray Tracing e geradores de quadros sem limitações, escolha modelos de 16 GB.

Evite placas de 8 GB se o foco for 1440p. As exceções são jogos competitivos leves, indies e títulos antigos. Investir em uma GPU de 8 GB em 2026 para rodar em 1440p resultará em limitações visuais e comprometerá a vida útil do seu setup.

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Intel supera limite da física e pode iniciar era dos chips hipergrandes

31 July 2026 at 22:44

A Intel anunciou um avanço importante no segmento de semicondutores ao superar a chamada "parede de encapsulamento", obstáculo físico que limitava o tamanho e a densidade de chips de alto desempenho. A inovação abre espaço para a fabricação de chips hipergrandes (Hyper-Large Form Factor ou HLFF), capazes de alcançar dimensões de 240 mm x 240 mm; o equivalente a mais de 24x o limite de retícula padrão da indústria.

Com a desaceleração da Lei de Moore, a indústria migrou dos chips monolíticos para a arquitetura de chiplets, onde pequenos blocos de silício são interconectados em uma única estrutura. Contudo, quanto maior o tamanho do encapsulamento, maior é o risco de falhas operacionais na produção.

O principal entrave técnico está no material de selagem (underfill), resina injetada para preencher as frestas entre os microchips e o substrato. Em designs tradicionais, a resina percorre distâncias curtas de até 43 milímetros. Em superfícies massivas, como essa novidade da Intel, o fluido enfrenta forte resistência ao escoamento, o que favorece o surgimento de bolhas de ar que comprometem tanto a dissipação de calor quanto as conexões elétricas.

Tecnologia enfrenta desafios físicos

Para resolver o problema, a equipe de engenheiros da Intel na fábrica Fab 9, em Rio Rancho (Novo México), desenvolveu uma solução coordenada em três frentes. Primeiramente, os pesquisadores criaram uma resina com menor viscosidade, permitindo que o material flua por trajetos mais longos sem perder a integridade mecânica.

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Em segundo lugar, a empresa reformulou a estratégia de aplicação do fluido, substituindo a injeção lateral por uma dispensação em múltiplos pontos simultâneos, o que reduz drasticamente a distância que o selante precisa percorrer. Por fim, o processo de cura térmica foi otimizado para acabar com eventuais microbolhas remanescentes, garantindo estruturas totalmente livres de defeitos.

Nos testes práticos, a Intel validou com sucesso encapsulamentos EMIB com mais de 5x a escala de retícula, abrigando 18 dies e 12 memórias HBM, além de estruturas que superam 7x a escala tradicional. A tecnologia de empilhamento 3D Foveros também alcançou resultados perfeitos em escalas de 2x e 4x. Com este avanço, a fabricante projeta expandir seus pacotes de empacotamento avançado para mais de 12x a retícula até 2028, viabilizando o uso de substratos de vidro e impulsionando supercomputadores de inteligência artificial de próxima geração.

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