Uma das últimas tendências que tem movimentado o mercado de wearables é o novo formato de “brinco” para fones de ouvido Bluetooth. Uma das marcas a apostar neste tipo de acessório é a JBL, com o Soundgear Clips.
O fone tem um formato mais “aberto”, com uma pequena esfera apoiada na parte interna da orelha, sem entrar no canal auditivo. A estrutura contorna a lateral e se estende até a parte traseira, onde fica um módulo maior que abriga os sensores, a bateria e os principais componentes.
A grande aposta deste design é, sem dúvidas, a estética. Ele funciona muito bem como um fone de ouvido, é elegante e termina, também, como uma peça de moda. Mas será que faz sentido além disso?
Neste texto, conto o que eu achei do JBL Soundgear Clips usando esse tipo de fone pela primeira vez, e estando totalmente habituado a modelos intra-auriculares.
Design confortável para horas de uso
Visual de brinco à parte, o que mais me chamou atenção neste formato foi o conforto durante o uso. Apesar de “abraçar” a orelha, ele não incomoda nada. Você sente que ele está lá, mas o fone não começa a “machucar” com o tempo.
Em fones comuns, sejam eles “de borrachinha” ou os auriculares mais básicos, é natural que após algumas horas a orelha comece a cansar, por mais confortável que o acessório seja. Com os Clips, você quase esquece que eles estão lá se não houver música tocando.
Assim, ele é ideal para deixar na orelha o dia inteiro, mesmo sem reproduzir nada. Dá para ouvir áudios ocasionais no WhatsApp sem precisar ficar colocando e tirando o fone o tempo inteiro.
Qualidade sonora boa, mas pouco expressiva
A qualidade de áudio do JBL Soundclips é boa: os fones não ficam “chiando” no volume máximo, e nem ficam estridentes demais. São os fones ideias para quem não é tão exigente com sonoridade. Eles entregam o suficiente para a maioria dos usuários.
Mas se você é amante de graves e gosta de perceber perfeitamente cada frequência da música, ele pode não atender muito bem. Para quem está acostumado às batidas fortes que fones e caixas de som da JBL entregam, talvez sinta falta de um pouco mais de expressividade por parte dos Clips.
Mas este não é um problema necessariamente do hardware do fone, mas do formato. Por serem totalmente abertos e não oferecerem o mínimo de vedação, ele deixa passar muito do barulho externo, ao passo que o som também vaza muito para fora.
Isso também leva a outro problema: os Clips não são os mais indicados para o uso no transporte público, ou em outros locais mais barulhentos.
Eles não oferecem nenhum nível de isolamento acústico, então o som de fora interfere muito na usabilidade. No trem ou metrô, por exemplo, não é possível ouvir a música direito se o volume estiver no médio: é preciso colocar no máximo ou bem perto disso.
E, neste cenário, vai-se embora a privacidade: quem estiver por perto pode ouvir suas músicas ou seus áudios, porque o som vaza bastante.
Vale a pena comprar o JBL Soundgear Clips?
Pelo estilo e conforto, sem dúvidas, vale a pena comprar os fones JBL Soundgear Clips. Eles são ótimos para quem quer um fone de ouvido com qualidade aceitável, e ainda agregar no estilo.
Mas, se recursos como cancelamento de ruído e sonoridade pesam mais na balança, os R$ 600 cobrados, em média, não justificam o que o fone entrega. Nesse cenário, compensa mais um fone “comum”, como os Galaxy Buds 3 FE ou o JBL Live Buds 3, que são um pouco mais caro, mas entregam o que falta nos Clips.
O Galaxy S26, o Galaxy S26 Plus e o Galaxy S26 Ultra fazem parte da mesma família, mas não oferecem exatamente a mesma experiência fotográfica. Enquanto os dois primeiros compartilham um conjunto bastante parecido, o modelo Ultra aposta em mais resolução e em uma câmera adicional para justificar sua posição acima dos irmãos.
Para entender o quanto essas diferenças aparecem na prática, analisamos as fotos dos três celulares lado a lado. Todos os registros foram feitos no mesmo cenário, sob as mesmas condições de luz e no mesmo instante, o que permite observar com mais precisão aspectos como definição, tratamento de HDR e reprodução de cores.
A comparação ficou concentrada nas câmeras e nos enquadramentos equivalentes entre os aparelhos. A telefoto adicional do Galaxy S26 Ultra não entrou no teste direto, já que o Galaxy S26 e o S26 Plus não possuem um sensor correspondente.
Galaxy S26 Ultra entrega imagens mais definidas
O Galaxy S26 Ultra foi o celular que apresentou os melhores resultados no comparativo. A diferença não salta aos olhos logo no primeiro contato, mas aparece quando as três fotografias são observadas lado a lado.
A principal vantagem está na definição. O modelo Ultra preserva mais informações nas imagens, principalmente em superfícies com texturas e elementos menores. Esses detalhes ficam mais fáceis de distinguir, o que deixa a fotografia com uma aparência ligeiramente mais refinada.
Isso não significa que o Galaxy S26 e o S26 Plus produzam imagens sem nitidez. Os três celulares entregam bons resultados, mas o Ultra consegue extrair um pouco mais da cena e mantém detalhes que aparecem de forma mais discreta nos outros dois modelos.
HDR do Ultra é mais preciso
O tratamento de HDR também favorece o Galaxy S26 Ultra. Em cenas com áreas claras e escuras, o celular consegue equilibrar melhor a exposição e preservar mais informações em diferentes pontos da fotografia.
Esse comportamento ajuda a evitar que determinados elementos da cena percam destaque. O resultado é uma imagem mais completa, com melhor leitura das texturas e uma distribuição mais precisa entre luzes e sombras.
Mais uma vez, a diferença é sutil. Sem uma comparação direta, dificilmente ela chamaria tanta atenção. Ao colocar as fotos lado a lado, porém, o trabalho mais cuidadoso do Ultra fica perceptível.
Cores são mais naturais no Galaxy S26 Ultra
Outra vantagem do Galaxy S26 Ultra está na reprodução de cores. As imagens do celular apresentam tons menos saturados e mais próximos do que foi visto no ambiente no momento da captura.
O Galaxy S26 e o S26 Plus entregam fotografias um pouco mais intensas nesse aspecto. Isso pode até agradar quem prefere imagens com cores mais vivas, mas o Ultra se aproxima mais de uma reprodução realista.
Não existe uma diferença gritante entre os aparelhos. Na verdade, ela é pequena o bastante para passar despercebida quando as fotos são vistas separadamente. A maior fidelidade do Ultra só fica realmente clara na comparação direta.
Galaxy S26 e S26 Plus praticamente empatam
Entre o Galaxy S26 e o Galaxy S26 Plus, a disputa termina em empate. Os dois celulares apresentaram resultados muito parecidos em todos os cenários analisados, sem uma vantagem consistente de qualquer lado.
Definição, tratamento de HDR e reprodução de cores seguem praticamente o mesmo padrão nos dois modelos. Mesmo com as fotografias colocadas lado a lado, é difícil encontrar alguma diferença que realmente altere a qualidade final.
Isso faz sentido, já que os conjuntos de câmeras dos dois aparelhos são essencialmente os mesmos. Portanto, para quem estiver em dúvida entre o Galaxy S26 e o S26 Plus, a câmera não deve ser o principal critério de escolha.
Onde a câmera extra e a maior resolução do Ultra fazem diferença?
A vantagem do Galaxy S26 Ultra pode ficar mais evidente em situações que aproveitam seu conjunto fotográfico mais completo. A câmera telefoto adicional é útil para fotografar objetos distantes, detalhes de prédios, apresentações, animais ou qualquer cena na qual não seja possível se aproximar fisicamente.
Nesses casos, uma lente dedicada consegue preservar melhor a definição do que um simples recorte digital. Ela também amplia as opções de enquadramento, já que permite aproximar o assunto sem depender apenas da câmera principal.
A resolução maior também oferece benefícios em cenários bem iluminados. Além de registrar mais informações, ela dá mais liberdade para recortar ou reposicionar a imagem depois do clique sem perder tanta qualidade. Isso pode ser útil para destacar uma pessoa ou um detalhe específico que ocupava uma parte pequena da foto original.
Ainda assim, a câmera telefoto extra do Galaxy S26 Ultra não entrou neste comparativo. Como o Galaxy S26 e o S26 Plus não têm um sensor equivalente, não seria possível repetir exatamente a mesma captura nos três aparelhos. Por isso, a análise ficou concentrada nas câmeras e nos enquadramentos que os modelos compartilham.
Qual Galaxy S26 tem a melhor câmera?
O Galaxy S26 Ultra tem a melhor câmera entre os três celulares. Ele entrega mais definição, preserva melhor as texturas, apresenta um HDR mais preciso e reproduz cores de forma ligeiramente mais natural.
A vantagem, porém, está nos detalhes. A diferença de qualidade não é tão notável e dificilmente será percebida sem uma comparação direta.
Ainda assim, quem prioriza fotografia e observa com mais atenção aspectos como HDR, fidelidade de cores e preservação de informações encontrará o conjunto mais competente no Ultra.
O modelo mais avançado também oferece mais versatilidade com sua câmera telefoto adicional e maior resolução. Esses diferenciais podem pesar mais para quem costuma fotografar à distância, aplicar zoom ou recortar as imagens depois da captura.
Já o Galaxy S26 e o Galaxy S26 Plus ficam praticamente no mesmo nível. Os resultados são tão parecidos que não há um vencedor claro entre eles. Portanto, para escolher entre os dois, faz mais sentido considerar outros aspectos do aparelho, e não a qualidade das câmeras.
A nova Alexa Plus vai muito além de ganhar uma voz diferente. Testei a assistente em português e, logo nas primeiras conversas, ficou claro que a inteligência artificial generativa mudou completamente a forma de interagir com ela.
Não precisei escolher as palavras com cuidado, pude corrigir pedidos no meio da conversa e até fazer perguntas em sequência sem recomeçar do zero.
Em vários momentos, a Alexa entendeu o contexto da minha casa e usou informações da minha rotina para responder de forma mais personalizada. Mas a experiência não é perfeita. Na hora de reproduzir filmes e séries na TV, por exemplo, encontrei falhas mesmo quando a assistente localizou exatamente o conteúdo que eu havia pedido.
Para o teste, usei tanto modelos antigos, como a Echo Dot 4 e Echo 4, quanto mais recentes, como a Echo Show 11 de última geração e a Echo Spot.
Conversas ficaram mais naturais
Uma das maiores mudanças que percebi é a liberdade para formular comandos. Não é mais necessário decorar a frase exata de uma rotina ou o nome cadastrado de cada dispositivo para controlar a casa.
Ao dizer apenas “apaga a luz”, por exemplo, a Alexa Plus consegue interpretar a situação, identificar o cômodo em que está instalada e apagar a luz correspondente. A experiência fica mais próxima de uma conversa e menos parecida com o uso de um controle remoto por voz.
Também consegui reunir várias ordens em uma única frase. Dá para pedir que a assistente apague a luz da sala, acenda a do abajur, ligue a televisão e ajuste o ar-condicionado sem separar cada ação em um comando diferente.
Essa inteligência também aparece em tarefas simples. Ao ditar vários produtos para a lista de compras, a Alexa Plus consegue separar cada item corretamente, em vez de registrar toda a frase como se fosse um único produto.
A Alexa Plus também consegue resolver buscas a partir de descrições vagas. Isso ajuda quando você quer encontrar um filme ou uma música, mas não lembra o título. Basta dar uma descrição de cena ou parte da letra.
Rotinas podem ser criadas sem abrir o aplicativo
Uma das funções que mais me surpreendeu foi a criação de rotinas. Antes, eu precisava abrir o aplicativo da Alexa e navegar por vários menus até configurar tudo do jeito que queria. Com a Alexa Plus, bastou explicar por voz o que eu pretendia automatizar. Durante a conversa, consegui testar o resultado, fazer ajustes e refinar a rotina sem tocar no celular.
Também experimentei criar tarefas recorrentes mais específicas, como um lembrete para tomar um remédio sempre no mesmo horário, e funcionou sem complicação.
Na prática, percebi que a Alexa Plus vai além dos lembretes tradicionais: em vez de apenas disparar um alarme, ela pode acompanhar determinadas informações periodicamente e me avisar quando houver alguma novidade relevante.
Memória faz a Alexa reconhecer hábitos da casa
A memória contextual é uma das funções que mais diferenciam a Alexa Plus da versão anterior. Entre as possibilidades do recurso, estão:
Guardar preferências, restrições e informações sobre a rotina dos moradores;
Considerar restrições alimentares ao sugerir receitas e indicar substituições adequadas;
Enviar receitas e outras informações ao celular para consulta pelo aplicativo;
Receber documentos, como convites de eventos, e guardar dados como datas, horários e locais;
Consultar informações desses arquivos em interações futuras.
Na prática, o recurso também torna algumas conversas surpreendentemente pessoais. Durante o teste, após ela errar em uma resposta, eu falei para a Alexa “ir dormir”. Ela respondeu, também em tom de brincadeira, que não dormia e ficava “processando piadas ruins para amanhã”.
Logo depois, lembrou que eu acordo às 5h da manhã e disse que eu era quem deveria estar pensando em dormir. A resposta chamou atenção porque não se limitou a uma piada genérica: a Alexa recuperou uma informação sobre a minha rotina, entendeu o contexto e usou o dado de forma bem-humorada.
O curioso é que ela fez a brincadeira antes mesmo de eu definir o alarme. Eu sempre peço para a Alexa me acordar no momento em que vou me deitar, sem deixar um horário programado para todos os dias. Então ela, de fato, se lembrou da minha rotina.
Alexa Plus também cria e edita imagens
Nos dispositivos Echo com tela, a Alexa Plus também funciona como uma ferramenta de criação e edição de imagens. O usuário pode pedir uma imagem completamente nova a partir de uma descrição ou solicitar alterações em uma imagem existente.
Depois que o resultado aparece na tela, dá para pedir que a Alexa envie a imagem ao celular. Isso facilita tanto o compartilhamento com outras pessoas quanto o armazenamento no smartphone.
Esse envio não se limita às imagens. Informações encontradas durante uma conversa, como receitas, roteiros e outros conteúdos, também podem ser encaminhadas ao celular para uma consulta mais confortável.
O recurso funciona bem, e a Alexa gera imagens de forma satisfatória. Nas vezes em que testei, as fotos ficaram tão boas quanto as geradas por IAs como ChatGPT ou Gemini. Mas, em alguns cenários, ela pode ter alguma dificuldade, apesar de eu não ter tido problemas durante o uso.
No exemplo abaixo, dei um comando simples, para gerar uma imagem de um cachorro preto com manchas brancas no peito correndo em um parque. A foto gerada sequer parece ter sido gerada por uma inteligência artificial.
Alexa ainda tropeça ao reproduzir filmes e séries
Nem tudo funcionou tão bem quanto a Amazon prometeu. Nos meus testes, a Alexa Plus conseguiu encontrar os filmes e séries que pedi, mas nem sempre executou a reprodução apenas com comandos de voz.
Quando pedi para reproduzir How I Met Your Mother no Disney+, por exemplo, a assistente localizou a série e exibiu as plataformas nas quais ela estava disponível. O problema é que, mesmo indicando o serviço no comando, ela não iniciou o episódio automaticamente. No fim, precisei escolher manualmente uma das opções na tela.
Já com o YouTube, a experiência foi bem mais convincente. Consegui abrir o aplicativo, procurar uma transmissão ao vivo da Copa do Mundo na CazéTV e iniciar o vídeo usando apenas a voz. Foi preciso dar um comando de cada vez, abrir o app, pesquisar o vídeo e depois reproduzi-lo, mas todo o processo funcionou sem que eu precisasse tocar na TV.
Alexa Plus muda mesmo a experiência?
Depois de testar a Alexa Plus em português, fiquei com a impressão de que ela não transforma os dispositivos Echo em produtos completamente novos, mas muda bastante a forma de usá-los.
A possibilidade de falar de maneira mais natural, juntar vários pedidos em uma única frase e criar rotinas apenas com a voz elimina boa parte da rigidez que sempre existiu na Alexa tradicional.
Também gostei da memória contextual. Quando ela funciona como esperado, a assistente não apenas lembra das informações que compartilhei, mas consegue aproveitá-las durante a conversa de um jeito que faz mais sentido.
O envio de documentos amplia ainda mais essa experiência, porque permite alimentar a IA com dados que eu nunca precisei ditar em voz alta. Já recursos como a criação de imagens e o compartilhamento de conteúdos com o celular mostram que a Alexa Plus vai além da automação da casa.
O principal ponto fraco que encontrei foi a reprodução de vídeos. Em mais de uma ocasião, a assistente encontrou exatamente o filme ou a série que eu queria assistir, mas não iniciou a reprodução automaticamente. Isso interrompe uma experiência que, no restante do tempo, parece muito mais natural.
Mesmo com essa limitação, terminei os testes com uma impressão positiva. A Alexa Plus em português parece menos robótica e muito mais capaz de entender o que eu realmente quero dizer, sem que eu precise pensar na frase exata para cada comando.
A TCL X11L é a televisão mais avançada da marca no Brasil, e estreia por aqui a tecnologia SQD-Mini LED. Eu tive a oportunidade de testar o modelo de perto com séries, vídeos em alta resolução e jogos no PS5 para entender como toda essa ficha técnica se comporta na prática.
A qualidade de imagem é excelente, como eu já esperava de uma TV desta categoria. Ainda assim, o que mais me chamou atenção foi o sistema de áudio. Mesmo com todos os avanços do painel, o som continua como a característica que eu mais gosto nas televisões premium da TCL.
Imagem 4K rica em detalhes
Eu testei a TCL X11L com séries no Disney Plus e vídeos em alta resolução no YouTube. Neste último caso, assisti principalmente a conteúdos sobre natureza e animais, que ajudaram bastante a explorar a definição, as cores e o contraste da tela.
Em vídeos 4K, consegui perceber com clareza detalhes como pelos, penas e pequenas texturas na pele dos animais. Elementos dos cenários, como folhas, pedras, troncos e a superfície da água, também apareceram com bastante nitidez, sem deixar a imagem com um aspecto artificial.
Paisagens abertas foram especialmente interessantes. A TV conseguiu separar bem os diferentes planos da cena, desde objetos mais próximos até montanhas, florestas e outros elementos distantes. Isso dá uma ótima sensação de profundidade e torna documentários ou vídeos da natureza muito mais imersivos.
A vivacidade das cores também foi um dos maiores destaques nesse tipo de conteúdo. Tons de verde, azul, amarelo e marrom apareceram intensos e deram mais vida a florestas, oceanos, aves e outros animais exibidos na tela.
Apesar dessa intensidade, a TV manteve uma boa variedade de tonalidades e não transformou vegetações, terrenos ou áreas de água em grandes blocos de uma única cor.
Isso acontece graças ao painel SQD-Mini LED, que combina os pequenos pontos de iluminação do Mini LED com os cristais Super Quantum Dot. Segundo a empresa, a tecnologia alcança 100% da gama de cores BT.2020 e conta com um sistema óptico mais preciso para distribuir a luz pela tela.
A X11L também traz mais de 20 mil zonas de controle de iluminação. Cada região pode ajustar o brilho de forma mais independente, o que ajuda a reduzir o efeito halo ao redor de legendas, lâmpadas ou outros elementos claros sobre um fundo escuro.
Eu não medi o brilho da tela com equipamentos específicos, mas a TCL informa um pico HDR de até 10.000 nits. Na prática, achei a intensidade excelente, principalmente em reflexos, luzes e outros pontos destacados da imagem.
Preto profundo melhora filmes e séries
O preto profundo é importante porque evita que as partes escuras da imagem fiquem com um aspecto acinzentado. Quando a TV controla bem a iluminação, os pontos claros se destacam mais e o contraste fica muito mais forte.
Eu percebi isso principalmente em filmes e séries com cenas noturnas ou ambientes pouco iluminados. O fundo escuro mantém uma aparência mais convincente, enquanto luzes, rostos e objetos ganham destaque sem parecer que toda a tela ficou iluminada ao mesmo tempo.
Esse contraste também aumenta a sensação de profundidade. Mesmo sem usar um painel OLED, a X11L consegue entregar pretos muito escuros e separar bem os elementos da cena. Para mim, esse é um dos pontos que mais contribuem para a ótima experiência cinematográfica da TV.
O suporte ao Dolby Vision também ajuda a aproveitar melhor conteúdos compatíveis nos serviços de streaming.
Excelente fluidez para jogar no PS5
Eu também conectei o PS5 à TCL X11L e usei Mortal Kombat como principal referência. Como o jogo tem golpes rápidos, movimentação intensa e mudanças constantes na tela, ele funciona muito bem para avaliar a fluidez da imagem.
Durante as lutas, eu notei movimentos suaves e uma resposta rápida aos comandos. Os golpes, animações e transições acompanharam bem o ritmo da partida, sem comprometer a visualização nos momentos mais agitados.
A TV tem taxa de atualização nativa de 144 Hz, que permite exibir mais quadros por segundo em conteúdos compatíveis. Isso deixa os movimentos mais suaves e faz diferença principalmente em jogos de ação, corrida ou títulos competitivos.
O pacote para jogos também inclui o Game Master, o modo automático de baixa latência ALLM e o VRR Game Accelerator. O ALLM reduz o tempo entre o comando feito no controle e a resposta exibida na tela, enquanto o VRR ajusta a atualização do painel conforme a quantidade de quadros gerada pelo jogo.
Esses recursos ajudam a evitar cortes na imagem e oscilações de fluidez. No meu teste com Mortal Kombat, o conjunto funcionou muito bem e deixou a experiência rápida, responsiva e adequada para um jogo que exige atenção constante.
O áudio ainda é o meu recurso favorito
Apesar de toda a tecnologia de imagem, o áudio continua como o ponto que mais me agrada nas TVs premium da TCL. Essa é uma preferência particular minha, mas eu gosto bastante da forma como a marca prioriza o sistema sonoro em vez de tratar os alto-falantes como um recurso secundário.
A X11L conta com um sistema desenvolvido em parceria com a Bang & Olufsen. Além dos alto-falantes distribuídos pela estrutura, a TV mantém um subwoofer na traseira, responsável por reforçar as frequências mais baixas.
Na prática, eu percebi um som com bastante corpo, graves fortes e volume suficiente para preencher uma sala grande. A reprodução de filmes de ação é especialmente satisfatória, já que impactos, explosões e trilhas sonoras ganham mais peso e ajudam a aumentar a imersão.
Eu testei esse desempenho com Avatar e gostei bastante do resultado. Nas cenas com mais ação, o som ficou bem estrondoso e deu mais intensidade aos acontecimentos exibidos na tela. O áudio acompanha bem a grandiosidade das imagens e torna essas sequências ainda mais envolventes.
O subwoofer faz diferença porque as televisões finas normalmente têm pouco espaço interno para movimentar o ar e reproduzir graves com intensidade. Como a X11L conta com um componente dedicado, os sons mais baixos ganham força e a reprodução não fica tão rasa quanto a de modelos mais simples.
Eu considero o sistema suficiente para quem quer bastante volume e um áudio poderoso sem instalar uma soundbar. A TV já entrega uma experiência acima da média por conta própria e consegue acompanhar bem o nível de qualidade do painel.
Ainda assim, uma soundbar dedicada continua como a melhor opção para quem procura maior separação entre os canais, mais espacialidade e graves ainda mais intensos. A X11L quase elimina essa necessidade, mas não substitui completamente um sistema externo mais elaborado.
Google TV é rápido, mas poderia ser mais organizado
A TCL X11L usa o Google TV, e eu não tive problemas com o desempenho do sistema. A interface respondeu rapidamente, os aplicativos abriram sem demora e a navegação permaneceu fluida durante o teste.
Essa velocidade faz diferença porque o Google TV reúne muitos aplicativos, recomendações e atalhos em uma única tela. Em televisões menos potentes, essa quantidade de elementos pode deixar a interface mais lenta, mas eu não percebi esse problema na X11L.
Minha ressalva está na organização. Eu considero o Google TV um pouco confuso em alguns momentos, principalmente porque a tela inicial mistura recomendações, serviços instalados, conteúdos patrocinados e diferentes categorias.
Eu prefiro sistemas que dão mais destaque aos aplicativos e oferecem uma navegação mais direta. Por isso, seria interessante se a TCL desenvolvesse uma plataforma própria para suas televisões, como a Samsung faz com o Tizen e a LG com o webOS.
Um sistema exclusivo daria à TCL mais controle sobre a interface, a integração entre os recursos e a identidade visual das TVs. O Google TV tem um catálogo amplo e muitas funções, mas uma alternativa própria ajudaria a diferenciar ainda mais os modelos da marca.
Só existem opções realmente grandes
Além da minha ressalva com o Google TV, o principal ponto negativo da X11L é a disponibilidade restrita a tamanhos muito grandes. A televisão é vendida apenas com 85 ou 98 polegadas, então não atende quem busca um modelo premium para uma sala menor.
Essas dimensões exigem bastante espaço e limitam muito o público. Mesmo quem pode investir em uma televisão dessa categoria precisa avaliar se o ambiente comporta uma tela tão grande.
A X11L também tem preço sugerido a partir de R$ 59.999, o que deixa claro que ela foi desenvolvida para um segmento bastante específico. Não é uma televisão que busca custo-benefício, mas sim mostrar o máximo que a TCL consegue oferecer atualmente.
Vale a pena comprar a TCL X11L?
A TCL X11L vale a pena para quem procura uma TV enorme e quer o que há de mais avançado no portfólio da marca. Eu gostei bastante da qualidade da imagem, principalmente pela definição, pela vivacidade das cores, pelo contraste e pelo nível de detalhes em conteúdos 4K.
O desempenho em jogos também me agradou. A taxa nativa de 144 Hz e os recursos de baixa latência deixaram Mortal Kombat muito fluido no PS5, mesmo durante as lutas mais rápidas.
Ainda assim, o áudio foi o meu recurso favorito. O sistema da Bang & Olufsen e o subwoofer traseiro entregam bastante volume, graves fortes e um som poderoso sem depender obrigatoriamente de uma soundbar.
Eu só gostaria que a TCL oferecesse um sistema próprio e lançasse a tecnologia em tamanhos menores. Fora isso, a X11L entrega uma experiência premium completa e mostra que a marca consegue competir no nível mais avançado do mercado de televisões.