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Review Volkswagen T-Cross Extreme: versão top é ótima, exceto por um detalhe

20 June 2026 at 17:05

O Volkswagen T-Cross Extreme, versão topo de linha do SUV compacto mais vendido do Brasil, já está há pouco mais de um ano no mercado e, recentemente, ficou um tempinho nas mãos do CT Auto para passar por uma minuciosa avaliação.

A missão principal foi descobrir, enfim, o que a variante mais cara da família ainda tem a oferecer para conseguir se destacar em meio a um segmento cada vez mais competitivo, principalmente após a chegada das marcas chinesas e seus modelos eletrificados.

Depois de rodar alguns dias ao volante do T-Cross Extreme, tanto em perímetro urbano quanto em rodovias, foi possível detectar o óbvio: a versão top do SUV compacto é ótima, mas tem um detalhe que, para muita gente, o coloca um passo atrás na briga contra BYD, GWM, Geely, Omoda & Jaecoo e companhia.

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Confira, então, nossas impressões no review completo do Volkswagen T-Cross Extreme.

Volkswagen T-Cross Extreme é versão topo de linha do SUV compacto (Imagem: Paulo Amaral/Canaltech)

Prós

  • Pacote tecnológico
  • Conjunto mecânico confiável
  • Dirigibilidade

Contras

  • Ausência de eletrificação
  • Preço elevado

Quais os diferenciais do T-Cross Extreme?

O que pode levar um consumidor a optar pelo Volkswagen T-Cross Extreme na hora de buscar por um novo SUV compacto? A resposta “seca” para essa pergunta é, na verdade, bem simples: a confiabilidade que o conjunto mecânico e que a marca, como um todo, entregam.

Não dá para negar que a Volkswagen continua resistindo bravamente à ofensiva de marcas chinesas muito por conta da confiança que a marca construiu no mercado brasileiro desde que chegou por aqui, há pouco mais de 70 anos. E o T-Cross Extreme não abriu mão dessa receita.

T-Cross Extreme é versão topo de linha do SUV compacto da Volkswagen (Imagens: Paulo Amaral/Canaltech)

O excelente conjunto mecânico é formado pelo motor 250 TSI (1.4 turbo flex de 150 cv de potência e 25,5 kgf/m de torque) e pelo câmbio automático de 6 velocidades. Embora não ofereça eletrificação, ele segue extremamente honesto e eficiente, com detalharemos mais abaixo.

Além da parte mecânica, a versão topo de linha justifica sua posição na “árvore genealógica” do T-Cross pelo pacote de recursos e acessórios, que é bastante completo para o segmento. O Extreme tem duas telas digitais, carregador de smartphone por indução, recursos do sistema ADAS e um teto solar panorâmico que dá um charme todo especial à cabine.

Pacote de recursos e acessórios do T-Cross Extreme é bem completo (Imagens: Paulo Amaral/Canaltech)

Os detalhes na cor laranja, tanto na carroceria quanto na cabine, além da logotipagem exclusiva, colaboram para diferenciar o T-Cross Extreme das demais versões do SUV. A pintura fosca, na cor Verde Oliver, porém, não pôde ser apreciada pelo CT Auto, já que a unidade emprestada ao Canaltech foi na cor branca. O teto biton, porém, completou o visual mais ousado do modelo. 

"O T-Cross Extreme segue a receita de sucesso da Volkswagen, mas tem um grande "porém"."

— Paulo Amaral

Como anda o T-Cross Extreme?

Sob o capô, o motor 250 TSI, 1.4 turbo flex de 150 cv, o mesmo que equipa outros carros da Volkswagen, como o recém-testado Nivus GTS, entrega o que promete: ótima aceleração, retomadas vigorosas e consumo de combustível “honesto” para um carro sem qualquer nível de eletrificação.

Nos testes com o CT Auto, o T-Cross Extreme andou no limiar dos números oficiais do Inmetro, com média de 8,4 km/l no etanol em consumo misto, cerca de 0,3 acima da aferição do órgão. Não chegamos a abastecer o SUV com gasolina, mas, de acordo com o PBEV, ele pode entregar entre 11,7 e 14 km/l com esse tipo de combustível (cidade e estrada).

A dirigibilidade também não decepcionou. O T-Cross Extreme segue a receita da família, entregando ao motorista uma sensação de segurança que, curiosamente, alguns novatos de marcas chinesas ainda não conseguiram descobrir a receita. E o que isso quer dizer?

Motor 250 TSI, o mesmo do Nivus GTS, entrega o que promete no T-Cross Extreme (Imagens: Paulo Amaral/Canaltecu

Na prática, significa que ao dirigir o T-Cross Extreme você sabe exatamente qual será o comportamento do carro, tanto nas ruas quanto nas rodovias. E ele é perfeitamente equilibrado, tanto pelo acerto de suspensão, que não é excessivamente dura, tampouco mole demais, quanto pela resposta precisa a cada movimento do volante. Uma receita de sucesso que segue válida.

"T-Cross Extreme anda bem e tem consumo honesto, mas falta de eletrificação pode atrapalhar."

— Paulo Amaral

Vale a pena comprar o Volkswagen T-Cross Extreme?

Antes de responder se vale ou não a pena comprar o Volkswagen T-Cross Extreme, convido vocês a ler novamente o título desse review e, enfim, entender o porquê da versão top de linha do SUV ser “ótima, exceto por um detalhe”.

O detalhe que joga contra quem busca por um SUV 0km e coloca o T-Cross Extreme na balança junto com modelos como Jaecoo 7, BYD Song Pro e GWM Haval H6 é, para a imensa maioria, decisivo na hora de fechar negócio: o preço.

A versão topo de linha da família custa, em junho de 2026, entre R$ 186.000,00 e R$ 198.900,00, dependendo da região e do ano/modelo do carro (2025/2026 ou 2026/2026). O valor é mais alto que a versão Elite do Jaecoo 7, SUV híbrido chinês, e compete diretamente com GWM Haval H6 HEV One e BYD Song Pro, todos com eletrificação e mais tecnologia.

T-Cross Extreme custa quase R$ 200 mil e é ótimo, mas não tem eletrificação. Vale a pena? (Imagem: Paulo Amaral/Canaltech)

Diante desse cenário, fica a pergunta: vale a pena gastar quase R$ 200 mil em um SUV com excelente mecânica, ótimo pacote tecnológico e com a confiabilidade da Volkswagen na retaguarda, mesmo sem qualquer nível de eletrificação no conjunto mecânico? Essa resposta, caro canaltecher, vai ficar nas mãos de cada um de vocês.

* A unidade do T-Cross Extreme avaliada nesse review foi gentilmente cedida ao Canaltech pela Volkswagen do Brasil.

Leia a matéria no Canaltech.

Por que os carros elétricos da Xiaomi não vêm ao Brasil?

20 June 2026 at 13:05

Os carros elétricos da Xiaomi se transformaram em um fenômeno na China. Modelos como o Xiaomi SU7 e o Xiaomi YU7 acumulam centenas de milhares de pedidos e frequentemente aparecem nas redes sociais graças ao visual esportivo, ao alto nível de tecnologia embarcada e aos preços competitivos. Com tanta repercussão, uma pergunta tem se tornado comum entre os brasileiros: por que os carros da Xiaomi ainda não são vendidos no Brasil?

A dúvida faz sentido. Afinal, o mercado brasileiro foi invadido fabricantes chinesas, incluindo BYD, GWM, GAC, Changan, MG Motor, Zeekr, Denza e Jetour. Além disso, os veículos elétricos chineses já representam a maior parte das vendas do segmento no país, segundo dados da Agência Internacional de Energia (IEA).

Apesar desse cenário favorável, a Xiaomi ainda não confirmou a chegada oficial de seus carros ao mercado brasileiro. A explicação envolve uma combinação de estratégia comercial, capacidade produtiva e planos globais da fabricante.

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Xiaomi tem foco na alta demanda chinesa

O principal motivo para a ausência dos carros da Xiaomi no Brasil é simples: a empresa ainda não consegue atender plenamente a demanda do mercado chinês. Em julho de 2025, o CEO da companhia, Lei Jun, afirmou que a Xiaomi só consideraria vender veículos fora da China a partir de 2027, pois a prioridade é abastecer o mercado doméstico.

YU7, SUV da Xiaomi, foi o segundo carro elétrico lançado pela montadora (Imagem: Reprodução/CarNewsChina)

O sucesso dos modelos elétricos da marca ajuda a explicar essa decisão. O SUV Xiaomi YU7, por exemplo, recebeu cerca de 240 mil pedidos nas primeiras 18 horas após o lançamento e rapidamente acumulou filas de espera que avançam para 2027. Além disso, a Xiaomi projeta entregar cerca de 550 mil veículos em 2026, concentrando esforços na expansão da capacidade produtiva dentro da China.

Exportação é inerente, mas Brasil segue em espera

Em fevereiro de 2025, a Xiaomi anunciou um acordo com uma empresa especializada em exportação automotiva, indicando que a internacionalização da divisão de veículos elétricos deixou de ser um plano distante. Até então, a fabricante afirmava que não pretendia exportar automóveis antes de 2030.

Xiaomi SU7 é um dos carros mais vendidos da China, e certamente faria sucesso no Brasil (Imagem: Paulo Amaral/Canaltech)

Mesmo assim, iniciar exportações não significa necessariamente chegar ao Brasil. Antes de vender veículos oficialmente por aqui, a empresa precisaria investir em homologação, rede de concessionárias, estoque de peças, assistência técnica, logística e estrutura de pós-venda. Trata-se de um processo complexo e caro, especialmente para uma fabricante que ainda está consolidando sua operação automotiva.

Carros da Xiaomi podem chegar ao Brasil no futuro?

A possibilidade de a Xiaomi mandar seus carros para cá existe. O Brasil se tornou um dos principais destinos globais para marcas chinesas e continua registrando crescimento nas vendas de veículos eletrificados. Além disso, a forte presença da Xiaomi no mercado nacional de smartphones e eletrônicos poderia facilitar o reconhecimento da marca entre os consumidores.

No entanto, não há qualquer anúncio oficial sobre o lançamento do Xiaomi SU7, do Xiaomi YU7 ou de qualquer outro modelo da fabricante no país. Considerando as declarações mais recentes da companhia, o cenário mais provável é que uma eventual expansão internacional aconteça somente após 2027. Até lá, os brasileiros continuarão acompanhando de longe um dos fenômenos mais impressionantes da indústria automotiva chinesa dos últimos anos.

Vale lembrar que os carros da Xiaomi têm se destacado também na Europa, como é o caso do YU7, que detonou o recorde da Porsche em icônica pista alemã antes mesmo de seu lançamento oficial. 

Leia a matéria no Canaltech.

Você sabia que a Mercedes já teve um carro "invisível"? Entenda

19 June 2026 at 23:05

A Mercedes-Benz surpreendeu o mundo automotivo em 2012, ao apresentar um conceito curioso: um carro “invisível”. O anúncio, na verdade, fez parte de uma estratégia para promover o F-Cell, veículo movido a célula de combustível de hidrogênio, considerado um combustível tão limpo que é invisível ao meio-ambiente.

O Mercedes "invisível" recebeu uma cobertura de LEDs em toda a lateral. A ideia era mostrar como o carro poderia se integrar ao ambiente de forma quase imperceptível, assim como seu combustível.

O projeto consistia em câmeras instaladas de um lado do veículo que captavam imagens do entorno e as reproduziam nos LEDs do outro lado. O resultado era a sensação de que o carro havia desaparecido, criando uma ilusão visual impressionante.

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A ilusão tecnológica do Mercedes "invisível"

Embora nunca tenha sido produzido em série, o Mercedes-Benz F-Cell invisível se tornou uma das curiosidades mais marcantes da indústria. Ele mostrou como inovação e criatividade podem transformar até mesmo a percepção visual de um automóvel.

Mais do que uma jogada de marketing, a Mercedes-Benz queria destacar a eficiência energética do F-Cell, reforçando que o modelo tinha impacto ambiental reduzido. A invisibilidade era uma metáfora da marca alemã para o baixo índice de emissões do modelo que, no final das contas, sequer chegou a ser produzido em série... ou será que foi, e ninguém enxerga?

Brincadeiras à parte, descarbonização é coisa séria. Por isso, convidamos você a conferir também a lista com o top 10 de carros elétricos com maior autonomia do Brasil.

Leia a matéria no Canaltech.

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