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Google começou a usar celulares antigos para criar data centers do Gemini

18 June 2026 at 21:15

Data centers entregam poder computacional muitas vezes superior ao melhor PC que se pode ter em casa. Além disso, esses super computadores demandam muito mais energia. O Google, um dos maiores players nesse segmento, teve uma ideia um tanto inusitada que resolve o tamanho necessário de servidores, consumo de energia, mas mantendo alto desempenho: clusters com milhares de smartphones para processamento de IA em nuvem.

Em um documento intitulado "Uma plataforma de computação de baixo carbono feita a partir dos seus celulares sem uso", o Google explica que o projeto está sendo feito em parceria com a Universidade da Califórnia, com o objetivo de entregar computação em nuvem para estudantes e pesquisadores, com 2.000 smartphones Pixels "reduzindo a necessidade de hardware recém-fabricado e as emissões associadas a ele".

Smartphones têm desempenho single-thread de um servidor

A Big Tech menciona um levantamento dizendo que as pessoas trocam de celular, em média, a cada quatro anos. Os celulares descartados ainda têm o hardware em perfeito estado e ele pode ser usado para essa finalidade. Além disso, o Google afirma ainda que o desempenho de um núcleo dos smartphones modernos tem desempenho similar ou até melhor do que as CPUs de dezenas ou centenas de núcleos para servidores, como os AMD EPYC e Intel Xeon.

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Teste do Google mostra desempenho do Pixel em single-thread maior que um AMD EPYC 7003 (Imagem: Google/Reprodução)

"O desempenho em single-thread dos núcleos de processador dos smartphones modernos está no mesmo nível ou é superior ao dos servidores multi-core modernos. A diferença mais significativa entre um smartphone e um servidor é o tamanho: os servidores contêm dezenas de núcleos de processador multi-thread poderosos e uma enorme capacidade de memória, enquanto um smartphone possui alguns núcleos de processador heterogêneos e de 8 a 12 GB de memória. Um dos principais desafios, portanto, é desenvolver aplicativos que se encaixem, ou que possam ser adaptados para se encaixar, na capacidade de um smartphone", explica o artigo.

Para que uma estrutura de data center com smartphones seja feita, é necessário se desfazer de tudo o que não seria útil, como câmera, carcaça, tela e bateria, já que esse "contem materiais não apropriados para um ambiente de data center". Os clusters estão sendo equipados com uma quantidade de 25 a 50 Pixels Fold de 2023. Segundo o Google, essa quantidade entrega desempenho similar a um "servidor tradicional" no benchmark SPEC e dá conta da demanda de uma sala de aula com mais de 75 alunos.

Enquanto isso, o Google também está transformando seu celular Pixel em um PC desktop com uma nova funcionalidade através do uso de um cabo USB-C.

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Cansado de esperar por GTA 6, fã decide criar o próprio jogo usando IA

18 June 2026 at 15:40

Desde que GTA 6 foi revelado com um trailer no The Game Awards de 2023, ele só ganhou um segundo trailer em maio de 2025 e tem estado no escuro desde então. Sua gigantesca comunidade de jogadores não vê a hora de colocar as mãos no game da Rockstar, e um deles decidiu fazer sua própria versão com IA até que o jogo seja lançado em novembro, e tem registrado todo o progresso nas redes sociais.

Com o uso de inteligência artificial, mais especificamente o Claude, um desenvolvedor começou a "codar" seu GTA 6 há uma semana. Dia a dia, ele posta como está o progresso. No primeiro deles, ele mesmo diz que até parece estranho dizer que está realmente fazendo isso. Seu maior objetivo é entregar um game jogável antes do lançamento do jogo da Rockstar. Para isso, ele até assinou o Claude Max 20x, a capacidade máxima da IA da Anthropic.

"É um projeto ambicioso, provavelmente meio maluco, mas vamos em frente mesmo assim. Se você sabe fazer modelagem, programar, criar fases ou compor músicas e criar o universo da história, se juntar a mim. Procuro por alguns colaboradores para dar vida a esse projeto", escreveu Ziwen no X.

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Day 1 of building GTA 6. Still feels fake typing that out.

Upgraded to Claude Max 20x just for this. Spent a couple hours getting the whole project structured and pushed to the repo. Sandbox is up and running.

No studio, no publisher. Just whoever shows up. We picked Godot on… https://t.co/ZTe74CCEMV pic.twitter.com/t30hiReAK1

— Ziwen (@ziwenxu_) June 10, 2026

Projeto tem ganhado corpo e vai passar para a Unreal Engine

No primeiro dia, vimos um objeto cilíndrico andando e pulando no vazio. No segundo, ele já conseguiu fazer algo parecido com um jogo genérico qualquer que encontramos no Steam. Já no terceiro, a coisa toda evoluiu para uma espécie de Roblox, com carros e pessoas na cidade. O quarto dia, no entanto, registra avanços significativos em iluminação, modelagem e texturas, mas nada nem perto dos jogos mais simples hoje em dia.

Pulando para o dia mais recente, o oitavo, o desenvolvedor diz que deixou IA agênticas trabalharem em seu GTA 6 enquanto dormia. Ao acordar, o pior aconteceu: seu PC da Apple morreu. Mesmo assim, a evolução é substancial. O vídeo curto mostra um trecho com uma cidade modelada, texturas muito superiores, efeitos mais elaborados, movimentação mais fluida e um celular que funciona, como nos jogos de verdade.

I let a loop of AI agents build GTA 6 while I slept. Woke up to a dead Mac and a half walking NPC.

Day 8. We're moving the whole game from Godot to Unreal, and the agents kept shipping right through it:
- the first NPC walks but no animations
- in-game phone now has maps,… https://t.co/GevGLEXcQw pic.twitter.com/vj0bQDSnEl

— Ziwen (@ziwenxu_) June 17, 2026

O próximo passo, segundo Ziwen, é converter todo o projeto para Unreal, provavelmente a UE5, para trabalhar na animação dos NPCs, que ainda só deslizam pelo cenário.

Esse é um projeto interessante para ser acompanhado. Claro, é quase impossível uma única pessoa, mesmo com uso massivo de IA, chegar no nível de produção da Rockstar, algo pelo qual ela se tornou o que é hoje. O lançamento de GTA 6 está previsto para 19 de novembro e a campanha de marketing já pode ter começado.

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Pega no flagra: usuário desmascara AMD após empresa "capar" CPUs em segredo

17 June 2026 at 22:15

A AMD removeu silenciosamente um recurso de segurança de seus processadores Ryzen. A remoção da Criptografia de Memória Segura Transparente (TSME) deixa usuários potencialmente vulneráveis a ataques físicos que buscam extrair dados diretamente dos módulos de memória RAM, como a clonagem de chaves de segurança e roubo de credenciais em dispositivos roubados ou adulterados.

A descoberta foi feita por Ben Kilpatrick, um entusiasta do Linux, ao notar que seu processador Ryzen 7 9700X apontava o TSME como "não suportado" depois de rodar ferramentas de verificação, apesar de a opção continuar ativa na BIOS de sua placa-mãe MSI. Após testes, a fabricante de placas-mãe confirmou que chips Ryzen convencionais perderam o suporte ao recurso a partir da atualização de firmware AGESA 1.2.7.0. O recurso continua ativo apenas nas linhas Ryzen Pro e EPYC.

Engenheiros da AMD se negaram a falar sobre o assunto

O caso gerou polêmica após uma discussão no repositório oficial da AMD no GitHub. Questionados sobre se a mudança era um bug temporário ou uma decisão deliberada de segmentação de mercado para valorizar a linha Pro, engenheiros da AMD esquivaram-se das perguntas. Um deles encerrou o debate afirmando: "desculpa, mas não tenho mais informações para compartilhar sobre esse assunto".

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O TSME funciona de forma independente do sistema operacional, criptografando toda a memória RAM em nível de firmware. A sua remoção é indetectável no Windows e exige uma auditoria técnica complexa no Linux para ser descoberta, o que significa que milhões de usuários tiveram a proteção desativada sem qualquer notificação.

Embora o impacto seja baixo para usuários comuns, já que o criminoso precisaria de acesso físico ao PC, a remoção afeta diretamente profissionais que levam notebooks com dados sensíveis e dependem de criptografia total de disco. Até o momento, a AMD não emitiu nenhuma declaração oficial sobre a remoção definitiva do recurso ou se pretende restaurá-lo no futuro.

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