A Netflix apresenta sinais de instabilidade nesta quinta-feira (27), justamente durante a estreia do novo vídeo de gameplay de GTA 6. Usuários relatam dificuldades para acessar o serviço e assistir ao conteúdo.
O Downdetector, plataforma que reúne relatos de problemas em serviços online, registra aumento nas notificações de falhas tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. No Brasil, são quase 1,2 mil reclamações, enquanto nos EUA o serviço acumula mais de 3,2 mil notificações.
A instabilidade acontece pouco depois da estreia de GTA 6: Um Olhar Estendido, apresentação da Rockstar Games que traz uma demonstração mais detalhada da jogabilidade do aguardado game. O conteúdo começou a ser disponibilizado na Netflix às 16h, no horário de Brasília.
Netflix pode ter caído por causa do GTA 6?
Ainda não há confirmação de que a instabilidade tenha relação direta com a estreia de GTA 6. No entanto, o momento chama atenção porque a Netflix recebeu a exclusividade inicial para exibir o novo material do jogo.
A apresentação tem 26 minutos e mostra oficialmente a jogabilidade de GTA 6. A expectativa em torno do conteúdo é especialmente alta após meses de espera e uma série de vazamentos de supostos trechos do jogo, que circularam nas redes sociais nas últimas semanas.
A estratégia da Rockstar também contribui para concentrar o público na Netflix: o vídeo chega primeiro ao streaming e só será disponibilizado nos canais oficiais da empresa no YouTube posteriormente. A versão do YouTube está prevista para as 22h, seis horas depois da estreia na Netflix.
Até o momento, Netflix e Rockstar não confirmaram que uma eventual instabilidade tenha sido provocada pelo volume de acessos ao conteúdo de GTA 6.
Relatos nas redes sociais
Pelo X, antigo Twitter, milhares de pessoas compartilharam que estão sem acesso à Netflix, com a plataforma apresentando a mensagem de que "algo deu errado". Confira algumas publicações:
Situação normalizada
Após o caos inicial nos primeiros minutos pós-lançamento, o número de notificações no Downdetector já se aproximava do normal. Às 16h20, eram pouco mais de 400 avisos de instabilidade.
O WhatsApp começou a liberar, para um grupo limitado de testadores no Android, o Scam Alert, funcionalidade que usa inteligência artificial local para identificar mensagens suspeitas enviadas por contatos desconhecidos. Quando o modelo reconhece um possível golpe, o aplicativo exibe um aviso apenas para quem recebeu a mensagem, sem informar o remetente.
A Meta confirmou a novidade em um post no blog de engenharia da empresa, publicado em 12 de agosto, e o site WABetaInfo, especializado em rastrear atualizações do WhatsApp antes do lançamento oficial, identificou o recurso ativo nas versões beta mais recentes do aplicativo.
Como funciona o recurso
O Scam Alert roda inteiramente no dispositivo do usuário. Ao ativar a função, o WhatsApp baixa um modelo de aprendizado de máquina para o celular, que passa a analisar mensagens recebidas de números que não estão salvos na agenda.
O modelo procura por padrões associados a golpes conhecidos, como pedidos urgentes de dinheiro, solicitações de dados pessoais ou financeiros e táticas de construção gradual de confiança, usadas em esquemas de "pig butchering".
Nenhum conteúdo de mensagem é enviado a servidores do WhatsApp ou da Meta durante essa análise, o que mantém a compatibilidade com a criptografia de ponta a ponta.
O que acontece quando uma mensagem é sinalizada
Quando o modelo identifica uma mensagem suspeita, o WhatsApp mostra o aviso "Isso pode ser um golpe" diretamente na conversa. A partir daí, o usuário pode bloquear e denunciar o contato, ação que também envia um relatório para o WhatsApp.
Também é possível marcar a conversa como confiável, o que remove o alerta e impede que o mesmo contato seja sinalizado novamente.
Ao marcar um chat como confiável, o aplicativo oferece a opção de compartilhar as últimas cinco mensagens da conversa com o WhatsApp, usadas para ajustar o modelo em casos de falso positivo. Esse envio é opcional.
Disponibilidade ainda limitada
O recurso é opcional e vem desativado por padrão. Por enquanto, está disponível apenas para parte dos testadores beta do WhatsApp para Android que instalaram a versão 2.26.34.2 pela Google Play Store, segundo o WABetaInfo.
A Meta não informou um cronograma para a chegada da função ao aplicativo estável nem para usuários de iPhone.
A Nvidia fechou acordo para comprar a Hugging Face por US$ 12,9 bilhões (cerca de R$ 66,5 bilhões), segundo reportagem do The Information publicada na noite de quarta-feira (26), com base em uma fonte a par do assunto. A operação ainda não foi confirmada oficialmente pelas duas empresas.
O Business Insider, que havia noticiado no fim de semana o interesse de compra pela Hugging Face, informou que as negociações avaliariam a companhia em mais de US$ 13 bilhões e que ainda não haviam resultado em um contrato assinado até a noite de quarta-feira. Procuradas pela TechCrunch, Nvidia e Hugging Face não se manifestaram sobre o assunto.
O que é a Hugging Face
Fundada em 2016, a Hugging Face é um dos principais repositórios de modelos de inteligência artificial de código aberto, usado por desenvolvedores para compartilhar e baixar sistemas de IA. A empresa também oferece infraestrutura para rodar esses modelos por meio de computação em nuvem alugada.
Segundo o The Information, a receita anual da companhia gira em torno de US$ 150 milhões, alta em relação aos US$ 100 milhões registrados dois meses antes. Delangue afirmou à TechCrunch no mês passado que esse crescimento aproximou a empresa da lucratividade.
Aposta na disputa por IA aberta
A aquisição ampliaria a presença da Nvidia no ecossistema de IA de código aberto, terreno em que a fabricante de chips já investiu dezenas de bilhões de dólares no desenvolvimento de modelos próprios. A movimentação ocorre enquanto laboratórios fechados como OpenAI, Google, Amazon e Anthropic desenvolvem chips próprios para reduzir a dependência das GPUs da Nvidia, o que coloca pressão sobre o negócio principal da companhia.
O CEO da Hugging Face, Clem Delangue, tem defendido publicamente a agenda de código aberto da Nvidia ao longo deste ano. Em entrevista à CBS neste mês, ele relatou que a empresa usou uma versão de um modelo chinês de código aberto, adaptada pela Nvidia, para se defender de um ciberataque.
Um mês antes, a Hugging Face havia sofrido um incidente de segurança após um modelo da OpenAI apresentar comportamento anômalo e comprometer sua infraestrutura.
Delangue também assinou, ao lado do CEO da Nvidia, Jensen Huang, e outras 24 empresas, uma carta pedindo que o governo dos Estados Unidos apoie modelos abertos em vez de restringi-los.
Segunda tentativa da Nvidia
A Nvidia já havia tentado se aproximar da Hugging Face antes. No fim do ano passado, a startup rejeitou uma oferta de investimento de US$ 500 milhões que a avaliaria em US$ 7 bilhões, segundo o Financial Times, sob a justificativa de que não queria um investidor com poder de influenciar suas decisões.
Em 2023, a Hugging Face havia captado US$ 235 milhões em uma rodada que a avaliou em US$ 4,5 bilhões, liderada pela Salesforce Ventures e com participação do GV, braço de investimentos da Alphabet, da IBM Ventures e da própria Nvidia.
Retorno à computação em nuvem
A compra também representaria um caminho de volta da Nvidia ao mercado de nuvem, área em que a empresa reduziu a operação do DGX Cloud cerca de um ano atrás. Segundo o The Information, a estrutura da Hugging Face permitiria à Nvidia voltar a atuar no setor sem precisar construí-la do zero.
A companhia também poderia usar a capacidade de computação já comprometida em contratos de nuvem com clientes que não a utilizarem por completo, revendendo esse excedente aos usuários da Hugging Face.
O movimento acontece dias depois de a Stripe pagar mais de US$ 7 bilhões pela OpenRouter, startup avaliada em US$ 1,3 bilhão em maio, em outra sinalização de consolidação no setor de infraestrutura de IA.
A OpenAI começou a exibir anúncios aos usuários do ChatGPT no Brasil no mesmo mês em que formalizou sua operação no país. O Brasil é o oitavo mercado a receber o ChatGPT Ads, atrás de Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia, Japão e Coreia do Sul.
Por enquanto, a publicidade aparece apenas para usuários dos planos gratuitos e GO, maiores de 18 anos.
A chegada da publicidade marca uma nova fase da operação da OpenAI no Brasil, o terceiro mercado com mais usuários ativos mensais do ChatGPT no mundo. Além de ampliar o produto por aqui, a empresa passa a explorar uma das principais formas de monetização da internet.
Como o anúncio aparece na conversa
Os anúncios ficam separados da resposta do modelo. Depois que o ChatGPT responde normalmente a uma pergunta, pode surgir, abaixo de uma linha visual, um conteúdo identificado como patrocinado.
A OpenAI chama esse critério de independência de resposta: a mensagem orgânica não muda em função da publicidade, e o usuário consegue diferenciar as duas partes.
A empresa afirma reservar anúncios para conversas com intenção comercial direta, algo que ocorre em cerca de 20% das perguntas feitas à ferramenta, segundo Dave Dugan, chefe de soluções globais para anúncios da OpenAI. Perguntas pessoais ou pedidos de conselho não recebem publicidade.
Cada usuário pode gerenciar ou apagar as sugestões personalizadas nos ajustes da conta. A OpenAI diz não compartilhar detalhes das conversas com anunciantes.
O que muda quando a publicidade entende sua intenção
A diferença em relação ao modelo de publicidade digital tradicional está na forma como a informação chega até a plataforma. Em vez de cruzar histórico de navegação e perfil de interesses, o ChatGPT recebe uma descrição direta do que a pessoa busca naquele momento.
O VP regional de growth para a América Latina da Adlook, Bruno Belardo, resume essa mudança como uma passagem de perfil para intenção:
"A grande sacada da publicidade era tentar encontrar quem é aquela pessoa. Agora ela começa a entender o que você quer naquele momento".
Para o executivo, uma pessoa pode se interessar por carros durante anos e, ainda assim, pesquisar financiamento, seguro ou revisão apenas em momentos pontuais. "Não basta saber quem é o usuário, e sim é preciso entender em que momento ele está ali na jornada", diz Belardo.
Essa lógica também altera o valor de cada anúncio. Belardo avalia que anunciar em uma plataforma capaz de entregar publicidade para o público certo tende a custar mais caro que os formatos tradicionais, embora não substitua canais de massa usados para lançamentos e construção de marca.
Esse mesmo nível de contexto cria um risco. Um anúncio de tênis de corrida logo após uma pergunta sobre o assunto pode soar útil para um usuário e invasivo para outro, que sente a conversa mais próxima de uma vitrine do que de uma interação de confiança.
Belardo reconhece essa tensão. Segundo ele, anúncios muito contextualizados tendem a ser mais relevantes, mas correm o risco de parecer roteirizados para empurrar uma venda, o que pode incomodar parte dos usuários.
Confiança como ativo da plataforma
A percepção do usuário sobre porque um produto apareceu na tela é o ponto central da discussão. Quando alguém pergunta qual celular comprar e recebe uma resposta seguida de um anúncio, a dúvida sobre a origem da recomendação surge de forma natural.
"A confiança vai ser o principal ativo dessa plataforma", avalia Belardo. Ele lembra que o Google não perdeu credibilidade ao inserir anúncios nos resultados de busca, e sim quando parte dessa publicidade passou a ocupar posições melhores que o conteúdo orgânico.
A OpenAI sustenta que os anúncios não influenciam o conteúdo produzido pelo modelo e mantém a separação visual entre resposta e publicidade como principal garantia dessa distinção.
Impacto na forma como o brasileiro compra
A publicidade tradicional costuma interromper uma atividade em andamento, como um vídeo, uma matéria ou a navegação em uma rede social. No ChatGPT, a lógica se inverte: o usuário expressa uma intenção de compra e a publicidade aparece dentro desse contexto específico.
Para Belardo, essa mudança exige que as campanhas deixem de interromper a experiência e passem a complementá-la.
Ele defende que o novo formato deve funcionar ao lado de outros canais de mídia, sem substituir buscadores, redes sociais ou publicidade tradicional.
O governo do Reino Unido cobrou nesta segunda-feira (24) que o TikTok e outras redes sociais removam vídeos que exaltam a direção perigosa, especialmente manobras na contramão. O pedido veio depois de um acidente que matou dois policiais e cinco jovens em uma rodovia próxima a Middlesbrough, no nordeste da Inglaterra, no fim de semana.
As autoridades britânicas também exigiram que as plataformas impeçam que esse tipo de conteúdo seja impulsionado pelos próprios algoritmos.
O caso se soma a uma sequência de mortes ligadas a uma tendência que ganhou força nas redes neste ano. Grupos de jovens, majoritariamente homens, gravam vídeos dirigindo na contramão de rodovias e publicam o material online, muitas vezes com foco em gerar visualizações e engajamento.
O acidente em Middlesbrough
Os policiais Matthew Blades, de 37 anos, e Tom Clough, de 38, morreram no sábado (22) quando um Volkswagen Passat atingiu a viatura em que estavam. Os cinco ocupantes do outro carro, com idades entre 17 e 23 anos, também morreram no local.
Uma conta no TikTok que se acredita pertencer a um dos jovens mortos havia publicado anteriormente vídeos de direção perigosa, incluindo uma perseguição policial registrada em março de 2025 e uma cena que mostra o velocímetro marcando 160 km/h, segundo a BBC. O perfil foi excluído após o acidente.
A Polícia de Cleveland, responsável pela investigação, afirmou não haver evidências de que a filmagem das atividades ocorridas na noite de sexta-feira (21) e na madrugada de sábado tivesse como objetivo a publicação no TikTok. A corporação prendeu 12 pessoas em uma apuração sobre atividades criminosas anteriores ao acidente, entre elas relatos de veículos "batendo em propriedades".
Pressão do governo britânico
O ministro da Defesa, Luke Pollard, disse à BBC que o governo já havia notificado as plataformas para que retirassem conteúdos que celebram comportamentos perigosos nas estradas. Segundo ele, as empresas sabem exatamente quais conteúdos circulam em seus sites e como funcionam seus próprios algoritmos.
Pollard afirmou que as redes também têm ciência de que usuários publicam esses vídeos em busca de visualizações e, em alguns casos, de retorno financeiro, o que cria um incentivo para a produção de conteúdo cada vez mais extremo. O primeiro-ministro Andy Burnham classificou como "verdadeiramente repreensível" o compartilhamento de imagens que glorificam a direção perigosa.
O governo declarou apoio à Ofcom, agência reguladora de mídia do país, para agir contra plataformas que descumpram obrigações legais previstas na lei de segurança on-line britânica. Pela legislação, cabe às próprias empresas avaliar denúncias e aplicar suas regras internas, já que os vídeos não são necessariamente ilegais por si só.
O TikTok informou que suas políticas proíbem conteúdos capazes de causar danos físicos significativos, incluindo direção perigosa, e que remove ativamente perfis que violam essas regras. Entre janeiro e março deste ano, 99,1% dos conteúdos removidos por violação às políticas contra comportamento violento e criminoso foram retirados antes de qualquer denúncia de usuários, segundo a empresa.
Irlanda já registrava mortes pela mesma tendência
O Reino Unido não é o primeiro país afetado. No início de agosto, cinco adolescentes morreram na Irlanda depois que um carro trafegou na contramão de uma rodovia no condado de Kildare e colidiu de frente com outro veículo. Quatro pessoas do segundo carro ficaram feridas, entre elas um menino de sete anos que seguia para um casamento na família.
Três dos cinco jovens mortos eram conhecidos da Tusla, agência irlandesa de proteção à infância e à família. Um comitê parlamentar convidou o TikTok para explicar como a plataforma lida com esse tipo de conteúdo, mas a empresa recusou a participação, alegando investigação policial em andamento e apuração paralela do órgão regulador de mídia do país. O presidente do comitê, Alan Kelly, chamou a recusa de "um tapa na cara" do público irlandês.
Segundo a emissora RTÉ, a Irlanda registrou 62 casos de condutores na contramão em rodovias neste ano, alta de 32% em relação ao mesmo período de 2025.
A Apple liberou nesta segunda-feira (24) o Vídeo ao Vivo do SOS de Emergência para iPhones no Brasil. O recurso permite que atendentes do 190 recebam imagens em tempo real de quem faz a ligação, direto da câmera do aparelho, durante uma ocorrência policial.
A funcionalidade já existia nos Estados Unidos desde o lançamento do iOS 18, em 2024.
A chegada ao país vem de uma parceria entre a Apple e a RapidSOS, empresa americana especializada em conectar dados de dispositivos móveis a centrais de emergência.
Como funciona o compartilhamento de câmera
O processo não parte do usuário. Durante a chamada para o 190, cabe ao atendente avaliar se as imagens ajudariam a entender a situação e enviar um pedido de compartilhamento ao iPhone de quem ligou.
A pessoa recebe um aviso na tela com três opções:
"Compartilhar": ativa a câmera traseira ou frontal e inicia a transmissão ao vivo;
"Escolher": permite enviar fotos ou vídeos já salvos na galeria do aparelho;
"Agora Não": recusa o pedido.
A transmissão pode ser pausada ou interrompida pelo usuário a qualquer momento. Segundo a Apple, o tráfego de dados é criptografado por padrão, embora os serviços de emergência possam manter uma cópia do material recebido.
O recurso funciona em iPhone 14 ou modelos mais recentes. Não é necessário ativar nada com antecedência, já que o compartilhamento só é acionado se o atendente solicitar as imagens durante uma chamada real.
Como deixar o SOS de Emergência configurado
Para preparar o aparelho antes de uma emergência, o caminho é acessar Ajustes, depois SOS de Emergência. Dali, dá para ativar a opção "Pressionar 5 Vezes para Ligar", que inicia uma contagem regressiva e aciona a chamada automaticamente.
Outra forma de ligar rapidamente é manter pressionados o botão lateral e um dos botões de volume ao mesmo tempo. Nenhuma dessas configurações libera o vídeo por conta própria, esse envio depende sempre da solicitação do atendente durante a ligação.
Diferença em relação ao SOS via satélite
O novo recurso não deve ser confundido com o SOS de Emergência via satélite, pensado para pedir socorro em áreas sem sinal de celular ou Wi-Fi. Essa outra ferramenta segue indisponível no Brasil, já que depende de acordos regulatórios com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que a Apple ainda não fechou.
O Vídeo ao Vivo do SOS de Emergência, por sua vez, trafega pela rede de dados móveis da operadora ou por uma conexão Wi-Fi ativa durante uma ligação de emergência tradicional. Por isso, pôde ser ativado sem essa barreira regulatória.
Adoção varia de cidade para cidade
Do lado das autoridades, a operação depende dos módulos do sistema UNITE, da RapidSOS, responsáveis por processar as imagens e exibi-las nos Centros de Comunicação de Emergência. Cada Centro de Operações da Polícia Militar (Cecopom) precisa aderir à tecnologia para que o recurso funcione na prática.
A adoção, portanto, deve acontecer de forma gradual, variando de estado para estado conforme as centrais integrem os painéis de recebimento de vídeo aos próprios sistemas. A RapidSOS afirma que a ferramenta já está incorporada sem custo adicional às centrais que utilizam sua plataforma, mas isso não garante ativação imediata em todo o território.
A empresa opera no Brasil desde 2023, quando forneceu a infraestrutura para a integração entre o aplicativo da Uber e o 190 no Rio de Janeiro. Naquela parceria, dados de viagens, placa do veículo e localização do motorista passaram a ser enviados à central policial em caso de acionamento pelo app.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizou ação civil pública contra a Uber do Brasil para suspender o programa "Passe para Motoristas". A cobrança permite ao motorista realizar viagens sem cobrança de taxa de serviço durante um período determinado, mediante pagamento antecipado.
Além da suspensão imediata, o órgão pede a devolução de todo o valor já pago pelos motoristas e uma indenização de R$ 321 milhões por dano moral coletivo. O processo tramita na 9ª Vara do Trabalho de Salvador (BA), sob o número 0000773-47.2026.5.05.0009.
Segundo o MPT, o modelo de cobrança pode transferir parte do risco da atividade econômica para o trabalhador e caracterizar servidão por dívida. As alegações constam na petição movida pelo órgão e ainda não foram julgadas pela Justiça.
A ação é assinada pelo procurador do Trabalho Luiz Antonio Nascimento Fernandes.
O Canaltech procurou a Uber para comentar a ação movida pelo MPT. O espaço permanece aberto para atualização caso a empresa se manifeste.
O que é o Passe para Motoristas
A Uber lançou o Passe para Motoristas em maio de 2026, inicialmente em 12 cidades, entre elas Itabuna e Ilhéus, na Bahia, segundo informou a própria empresa na época. O programa chegou depois a outras localidades e hoje está disponível em 29 cidades para motoristas de carro, além de todo o território nacional para motoristas de moto, de acordo com o site oficial da Uber.
O motorista pode escolher entre duas modalidades. O Passe por Tempo cobra um valor fixo para viagens ilimitadas sem taxa de serviço adicional durante 24 ou 72 horas, e o Passe por Ganhos exige um pagamento único que libera o motorista da taxa de serviço até atingir um teto de faturamento predefinido pela plataforma, com validade máxima de 180 dias.
A ativação acontece automaticamente após a primeira viagem elegível. A cobrança é descontada da carteira virtual do motorista e, na ausência de saldo suficiente, a Uber registra o valor como saldo negativo, compensado com os ganhos das corridas seguintes.
Durante a validade do passe, o motorista mantém 100% do valor das viagens no acumulado semanal, dentro das regras do programa. Os termos oficiais da empresa também estabelecem que a compra do passe não garante nenhum volume mínimo de corridas, que continuam sendo distribuídas pelo algoritmo entre motoristas com ou sem passe ativo.
Por que o MPT considera o modelo irregular
Para o MPT, o Passe inverte a lógica de risco do negócio: o motorista paga antecipadamente para acessar determinadas condições de trabalho na plataforma, sem garantia de retorno sobre o valor investido.
O procurador Luiz Antonio Nascimento Fernandes argumenta que o mecanismo de retenção automática de ganhos futuros, aplicado quando o motorista não tem saldo suficiente, cria uma estrutura de endividamento permanente. Essa dinâmica, segundo ele, perpetua a dependência econômica do trabalhador em relação à plataforma e reproduz, no ambiente digital, características de servidão por dívida.
O coordenador nacional de combate às fraudes trabalhistas do MPT, Ilan Fonseca, afirma que os valores cobrados podem superar R$ 1 mil por mês. Para ele, a cobrança contraria uma regra adotada na maioria dos países, que proíbe empresas de cobrarem de trabalhadores para que tenham acesso ao trabalho.
O órgão também aponta que o contrato do Passe é redigido inteiramente pela Uber, sem espaço para negociação individual. O documento permite à empresa alterar as regras a qualquer momento e desativar o passe do motorista sem devolver o valor pago, segundo a ação.
Há ainda um argumento sobre concorrência. Como cada hora dedicada a outro aplicativo representa perda proporcional do valor já investido no Passe, o MPT avalia que o motorista tende a concentrar a atividade na Uber enquanto a assinatura estiver ativa, mesmo sem uma cláusula formal de exclusividade.
Como parte da ação, o MPT solicitou acesso ao código-fonte do algoritmo da Uber, para esclarecer os critérios de distribuição de corridas e os mecanismos de precificação dinâmica aplicados durante a vigência do passe.
O Nokia 300 Charge, celular básico lançado pela HMD, funciona com o S30+, plataforma própria da fabricante voltada para feature phones. A informação consta na ficha técnica oficial do aparelho, na seção "Operating System".
O modelo chamou atenção por sua bateria de 3.700 mAh, capaz de manter até 40 dias de autonomia em modo de espera. O hardware é simples para os padrões atuais: processador Unisoc SC6531E, 4 MB de RAM e 4 MB de armazenamento interno, segundo dados divulgados pela própria HMD.
O que é o S30+
O S30+ não é uma versão reduzida do Android nem um sistema derivado do iOS. É uma plataforma independente voltada para celulares básicos, sucessora da tradição de sistemas utilizados pela Nokia em seus feature phones.
A tecnologia sucedeu as plataformas Series 30 e Series 40, usadas em modelos Nokia anteriores. Depois da compra da divisão de dispositivos da Nokia pela Microsoft, e posteriormente pela HMD, o desenvolvimento do S30+ seguiu com a fabricante finlandesa, que hoje detém a licença da marca Nokia para telefones.
A estrutura do S30+ é bem mais enxuta que a de um smartphone, com uma interface desenvolvida para consumir poucos recursos e atender principalmente às funções essenciais de telefonia.
Sistema simples explica a autonomia
Um sistema como o S30+ exige muito menos do hardware que Android ou iOS. Com apenas 4 MB de RAM e 4 MB de armazenamento, o Nokia 300 Charge estaria longe de rodar qualquer sistema operacional de smartphone moderno.
Essa arquitetura reduzida permite que o aparelho opere com muito menos recursos computacionais do que um smartphone moderno, o que contribui para a proposta de baixo consumo de energia.
A escolha por uma plataforma dessa natureza se encaixa na proposta do aparelho, voltada para funções básicas e baixo gasto de bateria.
Os 40 dias de autonomia em standby, no entanto, não decorrem apenas do sistema operacional. A tela de 2,4 polegadas, o hardware simples e a conectividade limitada a redes 2G também fazem parte do conjunto de características que favorece o baixo consumo.
S30+, Android, iOS e KaiOS
Os quatro sistemas atendem propósitos diferentes no mercado de celulares. Veja as principais diferenças:
Android: sistema do Google usado na maioria dos smartphones, com acesso à Google Play Store e amplo ecossistema de aplicativos;
iOS: plataforma da Apple exclusiva para iPhones, com loja de apps própria e integração com o ecossistema da empresa;
KaiOS: sistema voltado para feature phones mais avançados, com suporte limitado a aplicativos e a determinados serviços online;
S30+: plataforma da HMD para celulares básicos, sem loja de aplicativos e com foco em funções nativas de telefonia.
O Nokia 300 Charge não compete, portanto, com smartphones equipados com Android ou iOS. Ele também difere de feature phones que rodam KaiOS e oferecem algum nível de conectividade com serviços online.
Uma investigação do site Tom's Hardware encontrou no AliExpress um mecanismo que aparentemente usa o sistema de áudio do navegador para coletar informações sobre o dispositivo do usuário.
O caso veio à tona depois que o desenvolvedor Matt Callaghan percebeu que abrir o site interferia no funcionamento de seus fones de ouvido Bluetooth.
Segundo o relato publicado por Callaghan e reproduzido pelo Tom's Hardware, o recurso multiponto de seus fones parou de funcionar normalmente ao carregar a página inicial do AliExpress no Firefox ou no Chrome.
O áudio do celular deixava de tocar mesmo sem nenhuma reprodução ativa no computador. Fechar a aba resolvia o problema, enquanto silenciar a aba, o navegador ou o próprio Windows não tinha efeito.
O que a investigação encontrou
Callaghan notou que a falha só aparecia depois de a página ficar aberta e ociosa por alguns segundos. A partir disso, ele passou a monitorar a Web Audio API, recurso do navegador usado para gerar e processar sinais de áudio, para identificar o que estava sendo executado em segundo plano.
A apuração identificou dois scripts, chamados “collina.js” e “fireyejs.js”, associados a ferramentas de segurança e antiabuso da Alibaba. Segundo a análise, os scripts criam um grafo de áudio com um oscilador do tipo dente de serra e usam um analisador para medir como esse sinal é processado pelo navegador. Outro trecho de código lê os dados de frequência resultantes.
O ganho de volume é definido como zero, o que significa que não há som audível durante o processo. Mesmo assim, o navegador continua processando o áudio internamente, o que mantém o canal Bluetooth ativo e impede a troca automática entre dispositivos no recurso multiponto.
A investigação também encontrou coleta de outros dados no mesmo conjunto de scripts, como dimensões de tela, memória do dispositivo, plugins instalados, informações de renderização via WebGL, formatos de áudio e vídeo suportados, desempenho do navegador e eventos de mouse. Esses dados seriam serializados, criptografados e enviados aos servidores de telemetria da Alibaba por meio das funções “fetch()” ou “sendBeacon()”, de acordo com o levantamento.
O Tom's Hardware trata o caso como uma alegação baseada na investigação técnica de Callaghan, sem confirmação da Alibaba sobre a finalidade do mecanismo.
O que é browser fingerprinting
Fingerprinting, ou impressão digital do navegador, é uma técnica que reúne diversas características de um dispositivo e do software usado para acessá-lo com o objetivo de reconhecê-lo em visitas futuras.
A Electronic Frontier Foundation (EFF), organização que mantém o projeto Cover Your Tracks, explica que essas características incluem fuso horário, resolução de tela, fontes instaladas, versão do navegador e configurações de hardware.
Diferentemente dos cookies, que podem ser apagados pelo usuário, o fingerprint combina traços mais difíceis de alterar. Isolada, cada característica costuma dizer pouco. Combinadas, porém, podem formar um conjunto suficientemente específico para diferenciar um navegador entre milhares de outros.
Como o áudio entra nesse processo
O chamado AudioContext fingerprint está entre as características listadas pela própria EFF como parte do conjunto usado para compor uma “impressão digital de navegador”.
A ideia é que pequenas variações na forma como cada combinação de hardware, sistema operacional e navegador processa um sinal de áudio gerado internamente podem produzir resultados levemente diferentes entre dispositivos.
Um estudo publicado em 2019 na revista The Computer Journal, da Oxford Academic, já havia demonstrado esse princípio. Pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas usaram a Web Audio API para identificar a classe de um dispositivo a partir de características como tipo de hardware, versão do navegador e motor de renderização.
Uma pesquisa mais recente, publicada como preprint no arXiv, mediu a eficácia real da técnica em cerca de dois mil usuários. O resultado mostrou que o audio fingerprinting sozinho gera poucas variações distintas em comparação com outros métodos de fingerprinting, mas pode agregar valor quando combinado a outras características do navegador.
Uma peça entre várias
O caso do AliExpress evidencia que é possível extrair características do processamento de áudio de um navegador sem qualquer som perceptível ao usuário, e sem acesso ao microfone ou gravação do que está sendo reproduzido.
Não há indício, nas fontes apuradas, de que o mecanismo capture conversas, identifique o usuário pelo nome ou colete dados pessoais diretos como CPF ou endereço.
O que a investigação de Callaghan documenta é a geração de um sinal de áudio inaudível processado internamente pelo navegador. O código também coleta e envia aos servidores da Alibaba uma série de características técnicas do dispositivo, que podem ser usadas para compor um fingerprint.
Após a repercussão do caso, a Mozilla afirmou nas redes sociais que o Firefox já conta com proteções nativas contra fingerprinting, citando reforços contra técnicas baseadas em Web Audio introduzidos na versão 118 do navegador, lançada em setembro de 2023.
O Brave também afirma bloquear esse tipo de rastreamento por padrão, injetando dados aleatórios na saída de áudio do navegador e reiniciando essa aleatoriedade a cada nova sessão.
Amazon e Twitch foram alvo de uma ação coletiva movida por um streamer que acusa as empresas de usar transmissões ao vivo para treinar modelos de inteligência artificial sem consentimento. O processo foi apresentado por Warren Pandiscia, streamer de Connecticut, no Tribunal Distrital Norte da Califórnia, segundo informou a Courthouse News.
A ação afirma que Amazon e Twitch coletam conteúdo da plataforma para treinamento de IA desde 2024, mas só comunicaram os usuários sobre essa prática recentemente. Segundo o processo, as empresas trataram os streamers como "estoque gratuito de treinamento" para produtos comerciais de IA, sem licenciamento ou autorização prévia.
Configuração de opt-out gerou críticas
No início de agosto, a Twitch anunciou que passaria a permitir que os criadores optassem por não ter seu conteúdo usado no treinamento de modelos generativos da Amazon. A opção, porém, vem ativada por padrão, exigindo que o usuário a desative manualmente caso não queira participar.
A decisão gerou reação negativa da comunidade de streamers. Durante uma edição do programa Patch Notes, Mike Minton, diretor de produtos da Twitch, respondeu a um espectador que questionava por que a configuração não era opt-in. "Se fosse opt-in, ninguém aceitaria participar. Essa é a resposta, honestamente", afirmou o executivo, conforme registrado pela PCMag.
Minton também declarou não saber ao certo o que a Amazon já fez com os dados coletados antes da liberação da opção de saída, segundo apurou a BBC.
Processo alega quebra de contrato implícito
O processo movido por Pandiscia argumenta que Twitch e Amazon quebraram um contrato implícito com os criadores. Embora o conteúdo publicado na plataforma não seja registrado no Escritório de Direitos Autorais dos Estados Unidos, o cadastro na Twitch pressupõe um acordo cujos termos incluem o uso do material dentro do modelo de parceria e compartilhamento de receita divulgado, sem autorizar cópia para fins comerciais não revelados.
A ação também acusa as empresas de práticas "ilegais, injustas e fraudulentas" que teriam causado prejuízo financeiro aos criadores. Pandiscia pede que o caso seja reconhecido como ação coletiva e busca indenização para o grupo de streamers afetados, além de uma ordem judicial que impeça a continuidade da prática.
Segundo a BBC, os streamers da plataforma produziram mais de 215 milhões de horas de conteúdo apenas nos primeiros meses de 2026. Twitch e Amazon ainda não se manifestaram sobre o processo.
Como desativar o treinamento de IA na Twitch
Para bloquear o uso do próprio conteúdo, o usuário precisa acessar Configurações, depois Segurança e Privacidade, e desativar a opção "Training for Generative AI".
A configuração, no entanto, vale apenas para as transmissões do próprio usuário. Caso ele participe do chat em lives de outros streamers, o uso desses dados para treinamento depende da configuração definida por cada canal.
A Twitch pertence à Amazon desde 2014, quando a varejista pagou cerca de US$ 1 bilhão pela plataforma. A empresa tem investido fortemente em inteligência artificial para concorrer com Google, Meta e outras gigantes do setor.
O Nokia 300 Charge, celular básico da HMD anunciado com autonomia de até 40 dias em modo de espera, chamou atenção justamente pela promessa incomum em um mercado dominado por smartphones. A bateria de 3.700 mAh também permite recarregar outros aparelhos através de um botão dedicado na lateral.
Mas, com uma bateria de tamanho parecido com as dos smartphones atuais, como o modelo tem muito mais autonomia? A resposta está no sistema operacional e no que roda ou não no celular.
Sistema operacional não é Android
O Nokia 300 Charge roda o S30+, plataforma própria da HMD voltada para feature phones, que são celulares básicos. Segundo a ficha técnica oficial do produto, o sistema foi desenhado para consumir pouca energia, o que ajuda a explicar a autonomia elevada do aparelho.
O S30+ não é Android e também não é KaiOS, sistema usado em outros feature phones que oferecem acesso a uma loja de aplicativos própria. Essa diferença muda a relação do usuário com o aparelho, já que o Nokia 300 Charge não conta com uma loja de apps como a Google Play Store.
Quais recursos vêm no aparelho
A página oficial do Nokia 300 Charge não lista aplicativos modernos instaláveis pelo usuário. O que a HMD detalha são recursos e funções nativas do sistema, já embutidos no aparelho.
Entre esses recursos estão chamadas telefônicas, envio de mensagens de texto, agenda de contatos e uma lanterna de LED que a HMD descreve como até quatro vezes mais potente que a do Nokia 105. A ficha técnica também menciona espaço para software e aplicativos pré-instalados de fábrica, sem detalhar quais são.
Funções como relógio com alarme, calculadora, rádio FM e player de música costumam fazer parte do pacote padrão de feature phones da linha Nokia, embora a HMD não detalhe cada uma delas na página do Nokia 300 Charge. O mesmo vale para jogos simples, recurso que costuma variar conforme a versão regional do aparelho e que também não é confirmado na ficha técnica oficial.
Não há, nas fontes oficiais, qualquer menção a aplicativos como WhatsApp, Instagram, TikTok, Spotify, YouTube, Google Maps ou serviços bancários funcionando no Nokia 300 Charge.
Por isso, o aparelho não deve ser tratado como um smartphone compacto com bateria reforçada, e sim como um celular básico com propósito bem mais restrito.
Conectividade 2G é limitante
Além da limitação imposta pelo sistema operacional, o Nokia 300 Charge conta apenas com conectividade 2G, nas frequências de 900 MHz e 1800 MHz, segundo a ficha técnica da HMD. Não há suporte a redes 3G, 4G ou 5G.
Essa conectividade reduz de forma significativa qualquer uso de internet móvel no aparelho, já que redes 2G têm velocidade de dados muito inferior à de 4G e 5G. Ainda assim, essa não é a principal razão para a ausência de aplicativos modernos.
O fator determinante é o ecossistema fechado do S30+, que não foi desenvolvido para suportar aplicativos de terceiros baixados pelo usuário. A conectividade 2G funciona como uma limitação adicional, que reforça o caráter básico do aparelho, mas não é a causa isolada da falta de apps.
Com armazenamento interno de apenas 4 MB e RAM também de 4 MB, segundo a ficha técnica oficial, o hardware do Nokia 300 Charge reforça essa proposta. O aparelho foi construído para funções essenciais de telefonia, com autonomia como seu principal diferencial.
Um cartão Visa vencido pode voltar a funcionar em pagamentos por aproximação, segundo pesquisa apresentada na conferência de cibersegurança Usenix. A falha foi identificada por pesquisadores da Universidade de Massachusetts Amherst e permite que golpistas reutilizem cartões expirados em transações contactless, informou a revista Wired.
A técnica foi batizada pelos próprios pesquisadores de zombificação, numa referência à possibilidade de um cartão fora de validade voltar a ser usado. O problema está na cadeia de autenticação que deveria bloquear cobranças feitas com cartões vencidos.
Risco menos óbvio que o de cartão ativo
Um cartão de crédito ativo já representa risco de fraude assim que é perdido, roubado ou sai das mãos do titular por qualquer motivo. Um cartão vencido, por outro lado, costuma ser descartado sem cuidado, o que o torna um risco menos esperado pelo consumidor.
Basta que o plástico seja encontrado intacto por um golpista para que a zombificação seja possível, segundo os pesquisadores.
O método depende de um aplicativo intermediário instalado em dois celulares. Um deles fica próximo ao cartão vencido e captura seus dados, enquanto o outro retransmite essas informações para o terminal de pagamento no momento da cobrança.
A Visa delega parte da validação dessas transações ao banco emissor do cartão, de acordo com os pesquisadores. Alguns bancos bloqueiam operações feitas com cartões reutilizados dessa forma, mas outros não identificam a irregularidade e liberam o pagamento.
Risco cresce em terminais sem atendente
Um cartão descartado sem os devidos cuidados pode ser encontrado por terceiros e usado para pagamentos não autorizados na conta do antigo titular. A situação é mais provável em terminais de autoatendimento, onde não há um funcionário para notar o uso de dois celulares durante a compra.
A Visa não respondeu aos pedidos de comentário do site The Register, que também noticiou a pesquisa. A reportagem da Wired não indica se a empresa vai corrigir a falha na cadeia de autenticação identificada pelo estudo.
Cortar o cartão de crédito ao meio antes de descartá-lo impede que seus dados sejam lidos e retransmitidos por um aplicativo intermediário. A medida elimina o risco mesmo em bancos que não bloqueiam a reutilização do cartão vencido.
O Google Fotos tem uma ferramenta que transforma fotos de roupas em um guarda-roupa digital. O recurso usa inteligência artificial para identificar peças de vestuário na biblioteca de imagens do usuário, organiza esses itens por categoria e permite montar combinações para testar looks antes de vestir a roupa de verdade.
Abaixo, o Canaltech explica quem pode usar a ferramenta e como usá-la. Neste texto você encontra:
Quem pode usar o guarda-roupa do Google Fotos
Como criar e organizar o guarda-roupa digital
Como montar e experimentar looks
Quem pode usar o Guarda-roupa do Google Fotos?
O Guarda-roupa está sendo distribuído aos poucos, de acordo com a página de suporte do Google Fotos.
A liberação prioriza assinantes dos planos Google AI Pro e Google AI Ultra, mas também alcançará outros usuários selecionados ao longo dos próximos meses. Quem se qualifica recebe uma notificação dentro do próprio aplicativo.
Existem requisitos específicos para acessar a função. A conta Google precisa cumprir a idade mínima exigida no país ou na região do usuário, e também é necessário ativar a funcionalidade Grupos de Rostos e selecionar o próprio rosto dentro dela, para que o sistema saiba quais roupas pertencem à conta.
Contas sem assinatura do AI Pro ou do AI Ultra também precisam ter mais de mil fotos do próprio usuário guardadas na biblioteca.
Além disso, aparelhos Android precisam rodar a versão 10 ou superior. A documentação oficial não lista uma versão mínima de iOS, e o recurso, por enquanto, funciona apenas pelo aplicativo do celular, sem versão para computador.
Cumprir todos os requisitos não garante acesso imediato, porque a liberação segue por lotes e depende de notificação enviada pelo Google.
Como criar seu guarda-roupa digital no Google Fotos
O processo começa dentro do próprio aplicativo, sem etapas externas.
Abra o aplicativo Google Fotos no celular;
Toque em "Álbuns", na parte inferior da tela;
Selecione "Guarda-roupa" e depois "Criar o meu guarda-roupa".
A partir desse ponto, o Google Fotos analisa automaticamente as fotos da biblioteca e identifica as peças de roupa que aparecem nelas.
O usuário recebe uma notificação assim que o guarda-roupa fica pronto, sem precisar acompanhar o processo manualmente.
Como revisar e organizar as peças
Depois de criado, o guarda-roupa reúne cada peça identificada como um item separado, dentro de "Coleções" > "Guarda-roupa".
Os itens podem ser ordenados pelos usados mais recentemente e filtrados por tipo de vestuário, como partes de cima, partes de baixo, saias, joias e acessórios, conforme o anúncio oficial do Google.
A identificação automática nem sempre acerta. Peças que não fazem sentido no catálogo podem ser removidas. Basta tocar no item, dentro da aba "Artigos", e selecionar a opção de excluir.
Como montar looks com suas roupas
Para montar uma combinação, o caminho é o mesmo menu do guarda-roupa.
Toque em "Álbuns" e vá em "Guarda-roupa";
Na parte inferior, toque em "Criar";
Selecione as peças que vão compor o look, com limite de seis itens por combinação;
Toque em "Guardar" e dê um nome ao conjunto, ou pule essa etapa.
A montagem do look depende de escolhas manuais do usuário. A inteligência artificial participa apenas ao reunir as peças selecionadas em uma imagem única do conjunto.
Como experimentar um look virtualmente
Montar um look e experimentar um look são etapas diferentes dentro do Guarda-roupa. A primeira reúne as peças escolhidas em um conjunto, enquanto a experimentação gera uma prévia de como essa combinação ficaria vestida.
O caminho para acessar a prova virtual é:
Abra "Álbuns" e vá em "Guarda-roupa";
Selecione "Conjuntos";
Escolha um conjunto salvo ou toque em "Criar" para montar um novo;
Toque no ícone "Experimentar".
O Google Fotos gera um vídeo simulando como a combinação ficaria na própria pessoa. Como o acesso à função exige ter a funcionalidade Grupos de Rostos ativada e o próprio rosto selecionado, é esse cadastro que permite ao sistema aplicar as roupas à imagem do usuário na simulação.
Como qualquer criação por inteligência artificial, a prova virtual está sujeita a imperfeições.
Endereços de e-mail criados para nunca receber respostas, como "noreply" e "deleteduser", estão se transformando em portas de entrada para dados sigilosos de empresas. Uma investigação da revista WIRED mostrou que pesquisadores de segurança compraram domínios ligados a esses endereços genéricos e passaram a receber, sem qualquer invasão, informações internas de companhias que acreditavam estar enviando mensagens para um destino inexistente.
Os pesquisadores Cory Solovewicz e Mike Sheward protagonizam o caso. Eles não precisaram de ataques sofisticados. Bastou registrar os domínios certos para começar a receber, de forma automática, dados que deveriam ter desaparecido.
Falha está na compra do domínio
Solovewicz é dono dos domínios noreply.us e noreply.net, adquiridos em 2020 e 2024, respectivamente. Segundo o pesquisador, o plano inicial era usar o noreply.us como um endereço de captura geral para filtrar mensagens e proteger sua própria privacidade. Ele logo percebeu que sistemas de outras organizações enviavam e-mails para endereços daquele domínio sem que ele tivesse qualquer vínculo com essas empresas.
À WIRED, Solovewicz descreveu o resultado como um "honeypot acidental", já que não esperava transformar o domínio em um receptor de dados corporativos. Desde dezembro de 2024, apenas um desses domínios já registrou 401.796 mensagens, uma média de quase 700 por dia, conforme cálculo do próprio pesquisador.
Sheward viveu situação parecida. Ele pagou cerca de 15 dólares pelo domínio deleteduser.com e, na primeira hora após a compra, já havia recebido e-mails de três organizações diferentes. O padrão se repete quando empresas trocam o endereço de um funcionário por um rótulo genérico após ele deixar o cargo, em vez de excluir o cadastro por completo.
Volume de mensagens expõe escala do problema
O domínio noreply.net acumulou mais de 400 mil mensagens em um ano e meio, das quais 28.365 traziam anexos. Já o noreply.us somou 37.255 mensagens ao longo de 2.345 dias sob posse de Solovewicz.
No mês anterior à apresentação dele no Defcon, a conferência de segurança realizada nos Estados Unidos, os dois domínios somados receberam mais de 11 mil mensagens, enviadas por 14 mil endereços distintos, ligados a 6.200 domínios de origem.
Entre o conteúdo recebido por Sheward estão pedidos de férias de funcionários, reservas de hotel com nomes completos e convites para reuniões no Zoom emitidos por uma agência do governo britânico. Ele também recebeu milhares de imagens de câmeras de segurança enviadas por uma empresa de inteligência artificial que monitora trabalhadores em instalações no Oriente Médio, segundo relatou à WIRED.
Solovewicz foi além da coleta passiva de dados. Durante sua apresentação no Defcon, ele revelou ter testado 7.136 domínios usados como placeholders por diferentes empresas. Desse total, 328 estavam configurados com caixas de entrada do tipo catch-all, capazes de aceitar mensagens enviadas para qualquer endereço daquele domínio.
Pesquisadores notificam empresas, mas resposta é limitada
Solovewicz e Sheward afirmam alertar as organizações afetadas sempre que identificam uma falha, em vez de explorar os dados recebidos. Os dois já compraram, juntos, mais de 30 domínios com o objetivo de impedir que agentes maliciosos façam o mesmo tipo de captura.
O problema não é novo. Há cerca de 20 anos, o jornalista Brian Krebs, então na Washington Post, já havia relatado que empresas enviavam milhões de mensagens para o endereço donotreply.com. A recomendação técnica para evitar o risco é simples, segundo a reportagem da WIRED: usar domínios internos ou o domínio .invalid, reservado justamente para não existir na prática.
Apesar dos alertas, a taxa de resposta das empresas notificadas tem sido baixa. Solovewicz afirma que corrigir cada caso individualmente já se tornaria um trabalho em tempo integral, dado o volume de organizações com sistemas mal configurados.
Recrutadores ao redor do mundo têm relatado um novo tipo de candidato nas entrevistas de emprego: o avatar gerado por inteligência artificial. A tecnologia reproduz voz e aparência de uma pessoa real, mas quem responde às perguntas é um sistema de IA. O fenômeno já aparece em entrevistas de primeira fase, segundo reportagem do site TheNextWeb.
Lana Kersanava, recrutadora de Sydney, Austrália, contou à Semafor que passou a identificar esses avatares nos últimos seis meses. "No começo, você sente que algo está estranho", disse. "A aparência é bem realista”.
Segundo Kersanava, o problema não estava na renderização visual, que se mostrou convincente. O que chamou atenção foi a qualidade das respostas, sempre articuladas sem hesitação ao longo de uma sequência de perguntas.
A recrutadora encerrou a entrevista após cerca de cinco minutos e desqualificou o candidato. Ela já repetiu esse procedimento três vezes.
Uso diferente do esperado
Os três candidatos flagrados por Kersanava haviam se inscrito para vagas que exigiam inglês, mas não eram falantes nativos do idioma. Nesses casos, o avatar funcionou como forma de compensar uma limitação de proficiência, um uso diferente de quem inventa uma experiência profissional inteira.
O mercado de recrutamento já enfrenta um problema de viés documentado. Um levantamento citado pela reportagem aponta que recrutadores têm até 19% menos chance de dar retorno a candidatos imigrantes ou de minorias étnicas, mesmo quando as qualificações são equivalentes às de outros candidatos.
O dado não torna aceitável o uso de um avatar sem aviso prévio, mas complica a leitura desses casos como simples fraude.
IA para filtrar currículos, IA para responder entrevistas
Sistemas de rastreamento de candidatos já usam IA para filtrar currículos antes da leitura humana. Recrutadores também passaram a recorrer a avatares de IA para conduzir entrevistas de primeira fase. Na prática, máquinas entrevistam máquinas.
Essa disputa entre inteligências artificiais têm levado empresas a reformular processos seletivos, com etapas técnicas ao vivo, simulações de cenários reais e dinâmicas de interpretação de papéis, formatos mais difíceis de automatizar.
O volume de uso ajuda a explicar a corrida. Quase dois terços dos candidatos hoje usam IA em algum momento do processo de candidatura, enquanto 87% dos gestores de contratação nos Estados Unidos recorrem à tecnologia durante a seleção. O número de candidaturas geradas por IA cresceu 239% no período analisado pela reportagem.
Números mostram o tamanho do problema
Um relatório de 2026 da Greenhouse mostrou que 91% dos gestores de contratação nos Estados Unidos já encontraram ou suspeitaram de respostas geradas por IA em entrevistas on-line.
Entre julho de 2025 e janeiro de 2026, a empresa analisou 19.368 entrevistas ao vivo e identificou sinais de comportamento assistido por IA em 38,5% delas.
A tendência aponta para um crescimento do problema. A consultoria Gartner projeta que, até 2028, um em cada quatro perfis de candidatos no mundo será falso, considerando perfis gerados por IA, entrevistas em vídeo com deepfake e históricos profissionais fabricados.
A barreira técnica para criar esse tipo de fraude é baixa. Um estudo da Palo Alto Networks mostrou que uma pessoa sem experiência em edição de imagem consegue montar um candidato falso capaz de passar por uma entrevista em vídeo em até 70 minutos.
Empresas retomam entrevistas presenciais
Do total de líderes de recrutamento consultados na reportagem, 72% afirmam manter ao menos uma etapa presencial obrigatória para reduzir fraudes ligadas à IA. Google, McKinsey e Cisco já reintroduziram rodadas presenciais obrigatórias em seus processos seletivos.
Essa mudança resolve o problema de detecção, mas reduz o alcance que o recrutamento remoto buscava oferecer. Candidatos que não podem se deslocar até um escritório, entre eles muitos dos profissionais internacionais mais tentados a usar a tecnologia, perdem acesso à vaga logo na etapa inicial.
Uma nova geração de ferramentas de inteligência artificial permite criar aplicativos, sites e calculadoras sem escrever código, apenas descrevendo em texto o que se quer construir. O método, chamado de vibe coding, inverte a lógica tradicional de desenvolvimento: em vez de começar pela linguagem de programação, o usuário começa pela intenção.
Plataformas como Claude com Artifacts, Replit Agent, Lovable e Bolt.new transformam essas descrições em interface, lógica de funcionamento e, dependendo do caso, banco de dados e publicação.
Abaixo, o Canaltech preparou um guia de como começar a criar aplicativos com vibe coding, com exemplos práticos de prompts para utilizar. No texto, você confere:
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O que é vibe coding
Planejamento antes de abrir a ferramenta de IA
Qual ferramenta usar em cada projeto
Passo a passo para criar um app com vibe coding
Ideias de projeto para começar
O que é vibe coding
Vibe coding é o processo de criar software por meio de diálogo com uma IA. O usuário informa o que quer construir, quais regras o projeto deve seguir, qual aparência deseja e como a ferramenta deve se comportar.
A inteligência artificial converte essas instruções em código e interface. Mas isso não elimina a necessidade de revisão. Projetos que lidam com pagamentos, dados sensíveis, login, informações de saúde ou de clientes exigem testes e checagem técnica antes de irem ao ar.
Planejamento antes de abrir a ferramenta de IA
A qualidade do pedido inicial é essencial para o bom resultado de um projeto criado por vibe coding. Quanto mais específico for o prompt, menos a IA precisa adivinhar sobre o funcionamento esperado do aplicativo.
Um modelo simples de planejamento ajuda a organizar essas informações antes da primeira interação com a ferramenta. Ele funciona como um roteiro que reúne objetivo do projeto, público-alvo, dados de entrada, resultado esperado, aparência e o que não precisa existir na primeira versão.
Confira um exemplo de como esse planejamento pode ser estruturado, aplicado a um gerador de orçamentos para freelancers:
Meu projeto é: um gerador de orçamentos para freelancers.
Ele serve para: calcular preço de serviços e gerar um texto pronto para enviar ao cliente.
Quem vai usar: designers, redatores, social media ou prestadores autônomos.
Dados de entrada: tipo de serviço, prazo, horas estimadas, valor por hora, urgência e desconto.
Resultado esperado: valor final, detalhamento do cálculo e texto de proposta.
Visual desejado: simples, claro, responsivo e com botão para copiar o orçamento.
Primeira versão deve ter: formulário, cálculo automático e área de resultado.
Não precisa ter agora: login, pagamento, cadastro de clientes ou emissão fiscal.
Esse roteiro preenchido já pode virar o primeiro prompt enviado à IA.
O planejamento é parte fundamental do projeto, não tenha medo de passar tempo demais nesta etapa (Imagem: Reprodução/Freepik/ArthurHidden)
Qual ferramenta usar em cada projeto
Nem toda plataforma de vibe coding serve para o mesmo tipo de aplicativo. A escolha depende da complexidade do projeto e de quanto o usuário pretende publicar ou editar depois.
O Claude com Artifacts funciona como porta de entrada para protótipos, calculadoras e ferramentas de uso imediato dentro da própria conversa.
Replit Agent é indicado para quem quer mais do que o protótipo. A plataforma integra bancos de dados, autenticação e hospedagem diretamente no fluxo de criação, segundo a documentação oficial do Replit.
O Lovable se conecta ao Supabase — uma plataforma que gerencia a infraestrutura de dados e a segurança das aplicações — para lidar com autenticação, armazenamento e dados de usuários, conforme a documentação da própria ferramenta, e é voltado a quem quer construir interfaces web com aparência mais profissional.
Já o Bolt.new roda em uma tecnologia chamada WebContainers, que executa um ambiente Node.js inteiro dentro do navegador e permite instalar pacotes e rodar aplicações completas sem configuração local, de acordo com o repositório oficial do projeto no GitHub.
Por fim, o Cursor é indicado para quem já tem familiaridade com o processo e quer editar código com mais controle, funcionando melhor como segunda etapa do que como primeira ferramenta para quem nunca programou.
O Lovable possui também uma versão mobile para continuar trabalhos e ver andamento de projetos pelo celular (Imagem: Marcelo Fischer/Canaltech)
Passo a passo para criar um app com vibe coding
Após fazer o planejamento e escolher onde vai trabalhar, você pode seguir o roteiro abaixo com quatro passos para criar aplicações "conversando" com a IA.
Passo 1: descreva a ideia pela primeira vez
O primeiro prompt deve conter objetivo, público, funcionalidades, aparência, restrições e o que precisa estar pronto na primeira versão. Ele não precisa ser perfeito, apenas claro o suficiente para gerar uma versão testável.
Um modelo de prompt-base para essa etapa é:
"Quero criar um [tipo de projeto] para [público]. Ele deve resolver [problema]. A primeira versão precisa ter [funcionalidades principais]. A interface deve ser [estilo visual]. Evite complexidade desnecessária. Crie uma versão simples, funcional e fácil de testar."
Passo 2: teste como usuário, não como programador
Nessa etapa, o usuário deve clicar em tudo, preencher campos e tentar identificar falhas no sistema. Quando algo não funcionar como esperado, o ideal é descrever exatamente o que aconteceu e o que deveria ter acontecido.
Um prompt de iteração para relatar problemas pode seguir este modelo:
"Testei a ferramenta e encontrei este problema: [descrever o problema]. Eu esperava que acontecesse [resultado esperado], mas aconteceu [resultado real]. Corrija isso sem mudar o restante da interface."
Passo 3: peça melhorias em camadas
Pedir tudo de uma vez costuma gerar confusão e retrabalho. A lógica recomendada é evoluir em etapas: primeiro fazer o projeto funcionar, depois melhorar o visual, depois adicionar recursos e só então publicar.
Um prompt de melhoria visual pode ser:
"Agora que a versão básica funciona, melhore apenas a experiência visual. Deixe a interface mais clara, responsiva e agradável, mas mantenha as mesmas funcionalidades."
Passo 4: publique para usar de verdade
Publicar significa transformar o projeto em um link acessível, seja pela própria plataforma, por integração com hospedagem ou por exportação do código. Antes de compartilhar publicamente, vale testar em celular, revisar textos e verificar se nenhum dado sensível ficou exposto.
Um prompt para essa revisão final pode ser:
"Revise este projeto antes da publicação. Procure textos confusos, botões sem função, campos desnecessários, falhas de usabilidade em celular e qualquer risco de expor dados. Sugira correções antes de eu gerar o link público."
Começar com a criação de projetos úteis para a própria rotina, como um gerenciador de tarefas, são uma boa forma de treinar a prática do vibe coding (Imagem: Reprodução/AltumCode/Unsplash)
Ideias de projeto para começar
Caso ainda não saiba o app que quer criar com ferramentas de vibe coding, abaixo estão algumas ideias de projeto para teste (ou até uso próprio).
1 - Gerenciador de tarefas personalizado
Um gerenciador de tarefas é um bom ponto de partida por ser um projeto familiar e fácil de testar. A ideia permite adaptar a ferramenta à rotina de quem vai usá-la, seja para estudos, trabalho doméstico ou produção de conteúdo.
O Claude com Artifacts atende bem uma versão rápida e visual. O Replit Agent é mais indicado se o usuário quiser salvar as tarefas em um banco de dados e acessá-las depois em outro dispositivo.
Prompt inicial sugerido:
"Crie um gerenciador de tarefas simples para uma pessoa que trabalha em casa. Ele deve permitir cadastrar tarefas, marcar prioridade, definir prazo, filtrar por status e mostrar uma visão do que preciso fazer hoje. Quero uma interface limpa, em português, fácil de usar no celular."
2 - Gerador de orçamentos para freelancers
Esse projeto conecta IA a uma necessidade prática de quem presta serviços de forma autônoma. Um freelancer pode criar uma ferramenta para padronizar propostas comerciais e evitar cálculos manuais repetidos.
O Claude com Artifacts resolve bem uma calculadora rápida. O Lovable ou o Bolt.new são alternativas melhores quando o objetivo é uma página com formulário e resultado compartilhável.
Prompt inicial sugerido:
"Crie um gerador de orçamentos para freelancers. O usuário deve informar tipo de serviço, valor por hora, horas estimadas, prazo, nível de urgência e desconto opcional. A ferramenta deve calcular o preço final, mostrar o detalhamento e gerar um texto de proposta pronto para copiar e enviar ao cliente."
3 - App "O que tem na geladeira?"
Esse tipo de aplicativo recebe os ingredientes disponíveis em casa e devolve sugestões de receitas simples. A abordagem funciona bem para reduzir desperdício de alimentos e estimular a criatividade na cozinha, sem substituir orientação nutricional profissional.
O Claude com Artifacts serve como protótipo interativo. O Replit Agent entra em cena se o projeto evoluir para salvar receitas favoritas, ingredientes recorrentes e histórico de uso.
Prompt inicial sugerido:
"Crie um app simples chamado 'O que tem na geladeira?'. O usuário deve digitar ingredientes que tem em casa, restrições alimentares e tempo disponível. A ferramenta deve sugerir três receitas fáceis, com modo de preparo, tempo estimado e uma nota dizendo quais ingredientes opcionais poderiam melhorar o prato."
4 - Landing page para um negócio próprio
Uma landing page bem construída ajuda a explicar uma oferta, gerar confiança e levar o visitante a uma ação, como um clique para contato. O projeto atende autônomos, pequenos empreendedores e criadores que precisam de presença digital rápida.
O Lovable e o Bolt.new são indicados para uma interface moderna. O Cursor entra depois, para quem quiser ajustar detalhes específicos no código já gerado.
Prompt inicial sugerido:
"Crie uma landing page para um negócio de [tipo de negócio]. A página deve ter título forte, subtítulo, descrição do serviço, benefícios, seção 'como funciona', depoimentos fictícios claramente marcados como exemplo, perguntas frequentes e botão de contato pelo WhatsApp. Use visual moderno, responsivo e em português."
5 - Quiz interativo para redes sociais
Um quiz simples pode ser usado para entretenimento, engajamento ou como ferramenta de marketing em redes sociais. O formato costuma ter bom potencial de compartilhamento por ser curto e visual.
O Claude com Artifacts permite criar e testar o quiz rapidamente. O Bolt.new ou o Lovable ajudam a transformá-lo em uma página compartilhável com aparência mais profissional.
Prompt inicial sugerido:
"Crie um quiz interativo em português com 7 perguntas sobre [tema]. Cada pergunta deve ter 4 alternativas. No final, mostre uma pontuação e um resultado personalizado em tom divertido. Inclua um botão para reiniciar e uma frase curta para o usuário copiar e compartilhar nas redes sociais."
O GPT-5.6 Sol, da OpenAI, e o Claude Fable 5, da Anthropic, chegaram ao público depois de uma fiscalização que nenhum modelo de IA havia enfrentado até agora. Os dois foram avaliados pelo governo dos Estados Unidos antes do lançamento amplo, e o Fable 5 chegou a ficar fora do ar por quase três semanas sob controles de exportação impostos pelo Departamento de Comércio estadunidense.
O episódio pode ser uma virada de chave no tratamento dado pelos Estados Unidos a modelos de fronteira, que passaram a ser tratados como ativos ligados à segurança nacional.
O que diferencia esses modelos dos anteriores?
A OpenAI descreve o GPT-5.6 Sol como seu modelo mais potente até hoje. A empresa abandonou a nomenclatura numérica simples e dividiu a nova geração em três níveis: Sol, o modelo principal; Terra, opção intermediária e mais barata; e Luna, voltado a tarefas rápidas.
Segundo a OpenAI, o Sol estabelece um novo recorde no Terminal-Bench 2.1, benchmark de fluxos de programação em linha de comando, e avança em biologia e cibersegurança usando menos tokens do que a versão anterior.
O Claude Fable 5 segue uma lógica parecida. A Anthropic o classifica como um modelo "Mythos-class", nível de capacidade acima da linha Opus, com desempenho de ponta em quase todos os benchmarks testados pela empresa.
Clientes como Stripe e GitHub relataram ganhos expressivos em tarefas de programação de longa duração. O modelo custa US$ 10 por milhão de tokens de entrada e US$ 50 por milhão de saída, menos da metade do preço do Mythos Preview, versão anterior de capacidade equivalente.
Mais capacidade, mais fiscalização
O grande ganho de desempenho foi em cibersegurança, área que passou a preocupar autoridades americanas.
A OpenAI afirma que o Sol não ultrapassa o limite que chama de "Cyber Critical" em seu framework interno de segurança, mas reconhece que benchmarks não capturam todas as formas de uso combinado com outras ferramentas.
A Anthropic usa raciocínio semelhante para justificar os classificadores do Fable 5, criados para impedir que o modelo dê vantagem a agentes maliciosos em ataques cibernéticos.
Em 2 de junho, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva que criou um processo voluntário de revisão, no qual laboratórios de IA podem compartilhar modelos com o governo até 30 dias antes do lançamento.
GPT-5.6: apuração do governo aconteceu antes do lançamento
A OpenAI confirma que apresentou ao governo os planos e as capacidades do GPT-5.6 antes do anúncio de 26 de junho e que, a pedido da administração, restringiu o acesso inicial a um pequeno grupo de parceiros cujos nomes foram compartilhados com autoridades.
A empresa diz não acreditar que esse acesso governamental deva se tornar padrão de longo prazo, mas afirma ter aceitado o passo como caminho mais rápido para uma disponibilidade mais ampla.
A ampliação teve outro capítulo, relatado pela imprensa e não confirmado oficialmente pela OpenAI. A agência Axios, citando fonte não identificada, informou que o Departamento de Comércio aprovou uma liberação mais ampla do GPT-5.6 após testes adicionais do Center for AI Standards and Innovation, órgão do próprio departamento.
A Casa Branca negou publicamente ter dado qualquer sinal verde à OpenAI, afirmando que esse tipo de permissão não é exigido nem concedido e que decisões sobre lançamentos cabem às empresas. O GPT-5.6 ficou disponível ao público em na última quinta-feira (9).
Claude Fable 5: da suspensão às restrições de exportação
A Anthropic lançou Fable 5 e Mythos 5 em 9 de junho. Três dias depois, o governo aplicou controles de exportação aos dois modelos, exigindo restrição de acesso a cidadãos estrangeiros dentro e fora do país.
Sem forma confiável de verificar nacionalidade em tempo real, a empresa suspendeu o acesso para todos os usuários, inclusive americanos.
Segundo a Anthropic, a medida seguiu um relatório de pesquisadores da Amazon que identificou uma forma de contornar as salvaguardas do Fable 5 ligadas a vulnerabilidades de software.
Testes posteriores mostraram que outros modelos, incluindo o GPT-5.5, reproduziam o mesmo tipo de resposta, o que indicava não se tratar de capacidade exclusiva do Fable 5.
A empresa desenvolveu um novo classificador junto ao governo antes de retomar o serviço em 1º de julho, quando os controles, suspensos em 30 de junho, deixaram de valer. O Mythos 5 teve acesso liberado a organizações americanas em 26 de junho, segundo a própria empresa.
Soberania tecnológica
Os dois episódios acontecem dentro de um movimento mais amplo de controle estatal sobre IA avançada.
A Anthropic defende publicamente, desde 2025, o fortalecimento de controles de exportação sobre chips e pesos de modelos de IA, posição apresentada formalmente ao Departamento de Comércio como resposta à chamada "regra de difusão", com o argumento de que a vantagem americana em capacidade computacional é central para a segurança nacional frente à China.
A disputa também aparece no plano comercial. A Reuters registrou que o lançamento do GPT-5.6 ocorreu na mesma semana em que a SpaceXAI lançou o Grok 4.5 e a Meta apresentou o Muse Spark 1.1, enquanto desenvolvedores chineses seguem reduzindo o custo de modelos com capacidades competitivas.
No lado chinês, algumas decisões recentes do governo evidenciam a forma como lidam com soberania digital. A Meta, por exemplo, foi impedida de adquirir a Manus AI, empresa chinesa pioneira em IA agêntica.
Essa abordagem será padrão para os próximos lançamentos?
Nem OpenAI nem Anthropic tratam o modelo atual de revisão governamental como definitivo.
A OpenAI diz esperar que o processo evolua para um formato repetível, negociado dentro da ordem executiva de junho. A Anthropic anunciou compromissos mais amplos com o governo, incluindo acesso antecipado a modelos que avancem a fronteira de capacidade e participação em um framework de classificação de gravidade de jailbreaks, desenvolvido junto com Amazon, Microsoft e Google.
Se esse tipo de supervisão vai se repetir a cada novo modelo de ponta depende de como o governo americano formalizar as regras anunciadas em junho.
A Intel reportou nesta quinta-feira (23) o resultado trimestral mais forte em quase 15 anos, com receita de US$ 16,1 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 25,4% em relação ao ano anterior. O número superou a estimativa de analistas consultados pela LSEG, de US$ 14,42 bilhões, segundo Reuters e CNBC.
O lucro ajustado por ação também ficou acima do esperado. Foram 42 centavos de dólar, contra a previsão de 21 centavos.
As ações da fabricante de chips subiram 5,2% após a divulgação do balanço, de acordo com a Reuters, embora tenham recuado durante o pregão de sexta-feira, caindo mais de 4%.
Para o terceiro trimestre, a Intel projeta receita entre US$ 15,8 bilhões e US$ 16,8 bilhões, acima da média de US$ 15,1 bilhões esperada pelo mercado. O lucro ajustado por ação previsto é de 38 centavos, também superior à estimativa de 27 centavos.
O que está por trás do resultado
O avanço da Intel está ligado à demanda por infraestrutura de inteligência artificial, principalmente pela chamada IA agêntica, em que sistemas autônomos executam tarefas como programação sem intervenção humana constante. Esse movimento tem elevado os pedidos por processadores de data center.
A receita da divisão de data center e IA somou US$ 6,26 bilhões no trimestre, um salto de 59% na comparação anual.
O CFO David Zinsner afirmou que a empresa está com restrição de oferta, já que os clientes de data center pedem mais chips do que a Intel consegue produzir no momento.
Para conter esse gargalo, a companhia fechou dez acordos de longo prazo com clientes para fornecimento de CPUs e chips especializados chamados XPUs, com duração de três a cinco anos. Parte desses contratos já trava preços, enquanto outros garantem apenas volume de compra.
A divisão de computadores pessoais também cresceu, com receita de US$ 8,88 bilhões, alta de 13%. Zinsner explicou que o volume de unidades vendidas caiu, mas o preço médio subiu, já que a Intel priorizou chips voltados a dispositivos de ponta. A empresa prevê vendas estáveis de PCs no terceiro trimestre por causa da escassez de memória que afeta o setor.
O negócio de manufatura sob encomenda, a chamada foundry, faturou US$ 5,77 bilhões, crescimento de 31%. A Tesla se tornou cliente do processo de fabricação 14A, ainda em desenvolvimento, para o projeto de chip de IA batizado de "Terafab". O CEO Lip-Bu Tan afirmou que a Intel está "totalmente comprometida" com a produção em larga escala dessa tecnologia a partir de 2028.
A margem bruta ajustada da empresa também recuou seu porte anterior de crise: passou de 2,5% no mesmo período do ano passado para 42% agora. A Intel atribui a melhora ao ganho de escala com o aumento de receita e à venda de chips com margens mais altas.
Diante do cenário de demanda, a companhia elevou sua previsão de investimentos para este ano de US$ 18 bilhões para US$ 20 bilhões, com aumento adicional esperado para 2027. As ações da Intel acumulam alta de mais de 170% em 2026, mesmo após recuarem 28% neste mês.
O Instagram passará a banir contas que usam os óculos inteligentes da Meta para gravar pessoas sem autorização e publicar o conteúdo na rede social. O anúncio partiu do chefe da plataforma, Adam Mosseri, durante uma sessão de perguntas nos Stories na semana passada, segundo reportagem do Business Insider.
Mosseri afirmou que vídeos que tirem vantagem de outras pessoas ou as assediem serão removidos, com destaque para os chamados "vídeos de cantada" gravados com os óculos equipados com inteligência artificial da Meta.
"Não queremos que as pessoas filmem outras pessoas escondido e depois publiquem isso na nossa plataforma", disse o executivo.
Criadores que reincidirem correrão o risco de perder a conta.
Duas contas com mais de 1 milhão de seguidores já saíram do ar
A Meta confirmou ao Business Insider que ao menos duas contas do Instagram voltadas a vídeos de abordagem gravados com os óculos foram desativadas por violarem a política de assédio da rede. Ambas tinham mais de 1 milhão de seguidores.
Um porta-voz da empresa reforçou que perfis que descumprem repetidamente as regras têm o acesso removido.
Os perfis @itspolokid e @rizzzcam, citados pela revista Wired em março em uma reportagem sobre o fenômeno apelidado de "Meta creeps", não aparecem mais na plataforma. Os dois eram apontados como exemplos recorrentes de vídeos em que homens abordam mulheres em público sem o consentimento delas para serem filmadas.
Apelidos negativos
A prática deu aos óculos da Meta apelidos como "pervert glasses" e "predator glasses" — óculos de pevertido e de predador sexual, em inglês, respectivamente —, conforme aponta o Gizmodo.
O veículo lista casos recentes de atletas expulsos de competições e de usuários que responderam a processos criminais por gravações feitas com o dispositivo. O estado americano de Nova York também proibiu o uso dos óculos em tribunais.
Parte do desconforto vem da dificuldade de identificar quando o aparelho está gravando. Um pequeno LED indica a captura de vídeo, mas o Engadget mostra que muitos usuários furaram, cobriram ou modificaram essa luz para gravar sem que as pessoas ao redor percebessem.
A Meta reagiu bloqueando as funções de câmera de aparelhos com o indicador adulterado, medida que já havia sido adotada antes do banimento de contas no Instagram.
E no Brasil?
A nova regra do Instagram vale para qualquer usuário da plataforma, o que inclui contas brasileiras que também produzem conteúdo do tipo "pegadinha" ou abordagem filmado às escondidas.
A legislação brasileira já trata a gravação e a divulgação de imagem sem consentimento como uma questão sensível. A Constituição garante o direito à imagem como inviolável, e o Código Civil prevê reparação para quem tem a imagem exposta sem autorização e de forma a causar constrangimento
A Lei Geral de Proteção de Dados também classifica imagens de pessoas identificáveis como dado pessoal, o que pode gerar responsabilização adicional para quem grava e publica esse tipo de conteúdo sem consentimento, independentemente da política interna do Instagram.
Meta já pensa no próximo modelo
A Gizmodo observa que a mudança na política de assédio ocorre poucos dias depois de um relatório indicar que a Meta trabalha em uma nova geração de óculos capaz de gravar o ambiente ao redor sem exibir nenhum aviso luminoso visível.
A empresa não detalhou como pretende conciliar esse projeto com o discurso público contra o uso abusivo do recurso de câmera.
Desde agosto de 2022, o WhatsApp deixou de avisarpublicamente quando um integrante sai ou é removido de um grupo. A mudança na configuração de privacidade retirou a mensagem de sistema que aparecia para todos os participantes e passou a notificar apenas os administradores da conversa.
Anos depois, a dúvida sobre como identificar essa movimentação segue comum entre os usuários do aplicativo. O WhatsApp, no entanto, mantém um registro que permite consultar essa informação por um período limitado.
Como funcionava antes da mudança
Até agosto de 2022, qualquer saída ou remoção gerava uma mensagem visível a todo o grupo, no formato "fulano saiu" ou "fulano foi removido".
O aviso ficava registrado no histórico da conversa e podia ser consultado por qualquer participante, sem distinção entre administradores e membros comuns.
O WhatsApp confirmou a alteração em comunicado publicado no blog oficial, em agosto de 2022. Segundo a empresa, a decisão teve como objetivo reduzir a exposição de quem opta por deixar uma conversa, restringindo o aviso automático aos administradores do grupo.
Como verificar hoje quem saiu ou foi removido
Os administradores continuam recebendo a notificação padrão no chat sempre que um membro deixa o grupo.
Para os demais participantes, a alternativa está na seção "Mudança de membros", disponível nas informações do grupo.
Para acessar a lista, o usuário deve abrir a conversa, tocar no nome do grupo no topo da tela e rolar até encontrar a opção “Mostrar mudanças de membros” — que também pode aparecer como "Participantes anteriores".
Ali aparecem os nomes de quem saiu ou foi removido nos últimos 60 dias, prazo definido pela própria plataforma.
Limite de 60 dias
Passado esse período, o WhatsApp remove o registro da lista de participantes anteriores, e não há mais nenhuma forma de identificar quem deixou o grupo.
A política de privacidade da empresa estabelece esse prazo como o limite oficial de retenção da informação.