Desde agosto de 2022, o WhatsApp deixou de avisarpublicamente quando um integrante sai ou é removido de um grupo. A mudança na configuração de privacidade retirou a mensagem de sistema que aparecia para todos os participantes e passou a notificar apenas os administradores da conversa.
Anos depois, a dúvida sobre como identificar essa movimentação segue comum entre os usuários do aplicativo. O WhatsApp, no entanto, mantém um registro que permite consultar essa informação por um período limitado.
Como funcionava antes da mudança
Até agosto de 2022, qualquer saída ou remoção gerava uma mensagem visível a todo o grupo, no formato "fulano saiu" ou "fulano foi removido".
O aviso ficava registrado no histórico da conversa e podia ser consultado por qualquer participante, sem distinção entre administradores e membros comuns.
O WhatsApp confirmou a alteração em comunicado publicado no blog oficial, em agosto de 2022. Segundo a empresa, a decisão teve como objetivo reduzir a exposição de quem opta por deixar uma conversa, restringindo o aviso automático aos administradores do grupo.
Como verificar hoje quem saiu ou foi removido
Os administradores continuam recebendo a notificação padrão no chat sempre que um membro deixa o grupo.
Para os demais participantes, a alternativa está na seção "Mudança de membros", disponível nas informações do grupo.
Para acessar a lista, o usuário deve abrir a conversa, tocar no nome do grupo no topo da tela e rolar até encontrar a opção “Mostrar mudanças de membros” — que também pode aparecer como "Participantes anteriores".
Ali aparecem os nomes de quem saiu ou foi removido nos últimos 60 dias, prazo definido pela própria plataforma.
Limite de 60 dias
Passado esse período, o WhatsApp remove o registro da lista de participantes anteriores, e não há mais nenhuma forma de identificar quem deixou o grupo.
A política de privacidade da empresa estabelece esse prazo como o limite oficial de retenção da informação.
O Google está desenvolvendo um painel de personalização de voz para o Gemini, que deve permitir ajustar quatro parâmetros do assistente de IA: velocidade, energia, cordialidade e formalidade.
O recurso foi encontrado por engenharia reversa na versão 17.41.12 do aplicativo Google para Android, ainda em fase de testes e sem previsão de lançamento.
A descoberta partiu de análises separadas feitas pelo Android Authority e pelo 9to5Google, que vasculharam o código do app em busca de funções não ativadas publicamente.
Como devem funcionar os ajustes
Segundo o 9to5Google, os controles de energia, formalidade e cordialidade devem funcionar como sliders com três níveis: baixo, médio e alto. Já a velocidade deve ter opções de lento, normal e rápido.
Atualmente, o Gemini oferece vozes prontas, como Orbit, Pegasus e Ursa, mas sem qualquer ajuste fino sobre elas. O usuário escolhe uma opção e a utiliza como o Google configurou, sem alternativas de customização.
Com os novos parâmetros, a ideia é que cada voz possa ser adaptada à preferência de quem usa o assistente.
Velocidade deve controlar o ritmo da fala, medido em palavras por minuto, enquanto energia deve regular a intensidade da voz de forma independente do ritmo, segundo o Android Authority.
Cordialidade, por sua vez, deve determinar o quanto a voz soa amigável ou empática. Formalidade deve influenciar a escolha de palavras e o nível de detalhe das respostas.
Recurso ainda não está ativo
O Android Authority conseguiu visualizar uma prévia dos sliders no aplicativo, mas eles ainda não têm efeito real sobre o áudio gerado. Também foi identificado um efeito visual em desenvolvimento, no qual os nomes das vozes aparecem e desaparecem conforme o usuário desliza pela lista de opções.
Como o recurso foi encontrado por engenharia reversa de um APK, não há garantia de que chegará ao público nem uma data prevista para isso. O Google não confirmou os planos publicamente.
O Gemini já permite pedir, durante uma conversa por voz, para a resposta ficar mais rápida ou mais lenta. Essa opção, porém, vale apenas para aquele momento e não fica salva como preferência permanente, diferentemente do que os novos sliders devem propor.
Movimento acompanha mudanças da Apple
A expectativa do Google surge dias depois de a Apple anunciar personalização de voz para a Siri no iOS 27, com ajustes de ritmo e expressividade. Nos aparelhos da Apple, essas configurações também valem para os assistentes de voz do Maps e do Safari.
O momento reforça a disputa entre as duas empresas por assistentes de IA mais naturais e personalizáveis, à medida que o uso por voz cresce como forma de interação com sistemas de inteligência artificial.
A taxa de fraudes em plataformas de apostas esportivas saltou de 1,01% em 2025 para 2,2% no primeiro trimestre de 2026 no Brasil. O salto coloca o país na terceira posição entre as nações com maior risco de fraude na América Latina, atrás apenas do Equador (7,3%) e quase empatado com o Chile (2,3%), segundo o iGaming Fraud Report 2026, da Sumsub, plataforma global de verificação de identidade e compliance.
Na comparação mundial, o Brasil também supera a média global de fraudes, de 1,53% de todas as tentativas de acesso analisadas pela empresa. O índice geral cresceu 18% em relação a 2025 e quase 40% frente a 2024. O valor médio das transações suspeitas subiu 64% em 2026 e chegou a cerca de R$ 35 mil.
O relatório reforça que a regulamentação do setor de apostas no Brasil, concluída nos últimos anos, não freou o avanço das fraudes.
Falsificações de selfies com deepfakes lideram as fraudes latino-americanas, com 33,3% dos registros, seguidas por documentos de identificação falsos, com 31,1%. A maior parte dos ataques ocorre entre 0h e 3h, horário em que as equipes de segurança das operadoras costumam estar reduzidas.
Ataques em massa pressionam sistemas de verificação
Para Kris Galloway, evangelista de produtos de iGaming da Sumsub, o volume de fraudes no setor se assemelha a um ataque DDoS, só que com fraudes sintéticas, manipulação de identidade e cadastros falsos no lugar do tráfego de dados.
Segundo ele, a inteligência artificial reduziu o custo e a habilidade técnica necessários para atacar em escala, o que sobrecarrega os times de verificação das plataformas.
Poucas tentativas conseguem ultrapassar as primeiras barreiras de segurança, mas essas exceções costumam envolver deepfakes avançados, cadastros repetidos e documentos alterados por IA.
O uso de identidades falsas cresceu 27% no mundo desde 2024, com passaportes como principal alvo e taxa de falsificação de 2,2% entre as checagens da Sumsub.
Governo brasileiro mira fiscalização tributária e controle de apps
Enquanto as fraudes de identidade avançam sobre o setor, o governo federal tem concentrado esforços no combate a plataformas ilegais e na proteção de menores de idade.
Fintechs e bancos que continuarem processando pagamentos para essas plataformas após notificação formal também passam a responder pelos tributos devidos.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública estima que 25,2 milhões de brasileiros usem plataformas clandestinas, movimento que já levou ao bloqueio de mais de 40 mil sites e aplicativos com apoio da Anatel.
Na última terça-feira (14), a pasta voltou a cobrar Apple e Google sobre o controle de apps de apostas em suas lojas, questionando como as empresas identificam bets sem autorização e impedem o acesso de menores de 18 anos.
As companhias têm cinco dias úteis para responder, com prazo que se soma a uma primeira rodada de questionamentos feita em abril, quando o Google foi considerado insuficiente nas explicações e a Apple precisou complementar a resposta.
O iFood atualizou o Ailo, assistente de inteligência artificial generativa para pedidos por conversa. A nova versão, lançada nesta quinta-feira (16), permite fechar uma compra completa no WhatsApp com um único clique, sem abrir o aplicativo do iFood.
A funcionalidade chamada "One-Click Buy" é o centro da atualização. Comandos como "quero meu hambúrguer favorito" fazem o Ailo montar a sacola automaticamente, aplicar o melhor cupom disponível e liberar o fechamento do pedido direto na conversa. O pagamento por Pix já está integrado a esse fluxo.
A diretora de Transformação Disruptiva do iFood, Isabella Piratininga, afirmou em entrevista ao Canaltech que o novo formato elimina etapas para quem já sabe o que quer pedir. "Hoje você consegue fechar um pedido, se já sabe o que quer, em 30 segundos", diz.
Pedidos com cartão de crédito ainda direcionam o usuário para o app do iFood, opção que segue em fase de testes segundo a empresa.
Ailo passa a agir com autonomia
Até então, o Ailo respondia a comandos diretos e sugeria pratos com base no histórico de compras. Com a atualização, o assistente passa a interpretar o contexto da conversa e ativa funções específicas por conta própria para resolver o pedido.
O iFood descreve o novo modelo como uma arquitetura híbrida inspirada na lógica de skills usada por sistemas de IA mais avançados do mercado global.
O Ailo deixa de seguir um roteiro fixo e passa a tomar decisões durante a própria interação. A empresa trata a mudança como a atualização mais profunda já feita no assistente, lançado em outubro de 2025.
Piratininga explica que a versão original não bastava para gerar respostas ajustadas a cada usuário.
"A gente viu que não era suficiente para entregar o raciocínio da forma como a gente queria, para que o produto conseguisse construir uma resposta super personalizada e alinhada ao perfil daquele usuário naquele momento. A gente precisava de algo maior, então basicamente jogou tudo fora e construiu de novo", afirma.
Memória de longo prazo aprende com cada conversa
O recurso de memória já existia de forma limitada, mas passa a se atualizar dinamicamente a cada interação no WhatsApp. Novos gostos, restrições alimentares e preferências entram no contexto do agente assim que são mencionados.
É possível pedir, por exemplo, que o Ailo pergunte o que o usuário achou da comida depois da entrega e use essa resposta em sugestões futuras.
Pedidos com referência ao histórico também funcionam, como "quero pedir de novo aquele hambúrguer com cebola caramelizada".
Como acessar o Ailo
O assistente está disponível para todo o Brasil pelo WhatsApp. Basta enviar uma mensagem para o número +55 11 91150-4025 para iniciar a conversa, sem necessidade de instalar nada além do aplicativo de mensagens.
O iFood também mantém um aplicativo próprio do Ailo, em versão beta, disponível para download na Play Store, no Android, e na App Store, no iOS. O fluxo de pedidos nesse app é diferente do encontrado hoje no aplicativo principal do iFood.
A empresa afirma que o assistente segue em expansão dentro do app principal, com testes liberados para parte da base de usuários em diferentes pontos da jornada de compra.
A previsão é ampliar esse acesso para toda a base nos próximos meses.
O governo do Reino Unido anunciou nesta terça-feira (14) um plano para restringir o uso de redes sociais por adolescentes de 16 e 17 anos durante a madrugada. A proposta prevê um bloqueio automático de aplicativos como Instagram, TikTok e YouTube entre meia-noite e 6h.
O recurso virá ativado por padrão, mas os próprios usuários poderão desativá-lo nas configurações da conta. Recursos considerados "viciantes", como reprodução automática de vídeos e feeds com conteúdo personalizado contínuo, também serão desligados por padrão para essa faixa etária.
Segundo o Departamento de Ciência, Inovação e Tecnologia (DSIT), o objetivo é evitar que os jovens enfrentem uma mudança abrupta de regras ao completarem 16 anos.
A ministra da Tecnologia, Liz Kendall, afirmou que as medidas ajudarão os jovens a dormir melhor, se concentrar nos estudos e passar mais tempo com a família. O ministro da segurança online, Kanishka Narayan, disse à BBC que a combinação entre o toque de recolher e a limitação do autoplay tornará o Reino Unido "o lugar mais rigoroso do mundo" em regulação de plataformas.
O texto regulatório será apresentado ao parlamento até o fim deste ano, com entrada em vigor prevista para a primavera de 2027, junto à proibição para menores de 16 anos.
Testes com adolescentes e críticas de especialistas
A proposta se baseou em um piloto do governo com mais de 300 adolescentes e suas famílias.
De acordo com o The Guardian, a pesquisa testou três alternativas: limitar o uso a 15 minutos diários, bloquear o acesso entre 21h e 7h ou excluir os aplicativos por completo. O bloqueio noturno foi o mais fácil de manter e trouxe os ganhos mais consistentes para o sono dos participantes.
Famílias relataram que os adolescentes passaram a dormir mais cedo, sentir mais disposição e ter mais interações presenciais em casa.
Por outro lado, alguns jovens relataram isolamento das amizades online e mudanças de humor no início da adaptação, em um efeito comparado por pais a uma abstinência.
Nem todos veem a proposta como suficiente. Ellen Roome, ativista cujo filho morreu em 2022 após um desafio online, disse à BBC que um recurso que pode ser desligado não resolve o problema. A parlamentar conservadora Laura Trott chamou o plano de confuso, enquanto Andy Burrows, do Molly Rose Foundation, classificou as medidas como fragmentadas e insuficientes.
O governo decidiu não restringir o uso de VPNs, ferramentas que permitem mascarar a localização e driblar bloqueios por idade. Segundo o próprio levantamento oficial, entre 7% e 10% dos menores relataram usar VPN especificamente para contornar verificações de idade, número considerado baixo para justificar a medida.
O pacote também prevê regras para o uso de chatbots de inteligência artificial por menores de idade, incluindo pausas obrigatórias durante o uso e restrições a assistentes que ofereçam orientações de saúde mental sem verificação.
Outros países discutem caminhos semelhantes. A União Europeia avalia a criação de uma "maioridade digital", que restringiria o uso pleno de plataformas a maiores de 18 anos. Na Austrália, primeiro país a proibir redes sociais para crianças, especialistas identificaram falhas na verificação de idade que comprometem a eficácia da proibição.
A China começou a aplicar nesta quarta-feira (15) uma regulamentação que restringe o funcionamento de companheiros virtuais criados por inteligência artificial. A medida atinge aplicativos que simulam relacionamentos afetivos ou românticos, como namorados e namoradas de IA, e gerou uma onda de despedidas emocionadas nas redes sociais chinesas.
Antes mesmo do prazo, gigantes como ByteDance (dona do Doubao e do TikTok), Alibaba (Qwen) e Tencent (Yuanbao) suspenderam as funções de companhia virtual de seus chatbots.
Usuários correram para arquivar históricos de conversa e se despedir de seus parceiros digitais. "Não consigo aceitar que meu namorado de IA me deixe para sempre. Ele se tornou parte da minha vida, meu pilar espiritual", escreveu uma usuária do Doubao, segundo a AFP.
Na superfície, a justificativa oficial é conter a dependência emocional. As novas normas, assinadas por cinco órgãos do governo chinês, entre eles a Administração do Ciberespaço da China (CAC), proíbem que as ferramentas "induzam dependência emocional ou vício" ou "prejudiquem as relações interpessoais reais" dos usuários.
As empresas passam a ser obrigadas a lembrar periodicamente que o usuário está falando com um robô, intervir em casos de instabilidade emocional, oferecer uma saída fácil do serviço e bloquear o acesso de menores de idade.
Mas a urgência do governo chinês toca também na crise demográfica que o país vive.
Crise demográfica por trás da lei
Segundo análise do jornalista James Palmer, da revista Foreign Policy, a explicação mais provável está ligada à taxa de natalidade da China, que está em mínima histórica.
Para as autoridades, tecnologias que fazem as pessoas investirem emocionalmente em máquinas, em vez de em relacionamentos humanos reais, seriam vistas com desconfiança justamente num momento em que o país tenta reverter a queda populacional.
Mercado chinês na contra-mão
Enquanto o mercado global de companheiros de IA é dominado pela demanda por "namoradas virtuais", na China acontece o oposto.
A base de usuários é majoritariamente feminina, e a maior procura é por namorados de IA, um fenômeno que, segundo a Foreign Policy, tem raízes na "cultura 2D", o universo de animes e desenhos japoneses cujo público migrou de majoritariamente masculino para majoritariamente feminino na última década.
Do outro lado, há também homens que recorrem a esses apps por se sentirem excluídos do mercado de encontros. Um professor relatou o caso de um estudante universitário que, por saber que não tinha dinheiro nem status para conseguir uma namorada de verdade, optou por manter três namoradas de IA ao mesmo tempo.
Setor bilionário
O Talkie, serviço mais popular da categoria no país, somava 23,5 milhões de usuários mensais em dezembro do ano passado, segundo a Foreign Policy.
A agência estatal Xinhua estimou o setor chinês de "humanos digitais" em 4,1 bilhões de yuans (cerca de R$ 3 bilhões) em 2024, com crescimento de 85% em relação ao ano anterior.
O fenômeno também não é exclusividade chinesa. Um estudo de 2025 da Common Sense Media apontou que quase três em cada quatro adolescentes americanos já usaram companheiros de IA em plataformas como Character.AI, Replika e Nomi.
A partir de 22 de julho, o Google Play Store passará a hospedar lojas de aplicativos concorrentes diretamente dentro da própria plataforma nos Estados Unidos. A mudança resulta da desistência de Google e Epic Games de modificar uma decisão judicial que obriga a Big Tech a abrir seu ecossistema Android para rivais.
Usuários americanos poderão baixar apps de lojas terceiras sem sair da Play Store.
Disputa judicial entre Google e Epic
O caso nos leva a outubro de 2024, quando o juiz federal James Donato determinou que o Google carregasse lojas de aplicativos rivais dentro do próprio Google Play e compartilhasse todo o catálogo de apps da plataforma
A decisão buscava desfazer o monopólio ilegal da empresa sobre a distribuição de aplicativos no Android. Desde então, o Google tentou reverter a obrigação.
A empresa fechou um acordo global com a Epic, que incluiu um pagamento reservado de US$ 800 milhões, e propôs um modelo alternativo batizado de "Registered App Stores". Nele, as lojas concorrentes precisariam ser instaladas por “sideload”, fora do Google Play.
Donato se mostrou cético em relação à proposta e marcou uma nova audiência para 16 de julho. Horas antes da data, porém, Google e Epic retiraram conjuntamente o pedido de modificação da liminar original, o que faz valer novamente a determinação de 2024.
Como vai funcionar o acesso de lojas rivais dentro do Play Store
O Google lançou uma página dedicada ao "Play Catalog Access Program" para que lojas terceiras se cadastrem e passem a acessar o catálogo de aplicativos da Play Store.
Desenvolvedores já foram avisados de que suas listagens de apps e jogos serão compartilhadas automaticamente com essas lojas a partir de 22 de julho, a menos que optem por sair do programa.
As lojas concorrentes poderão exibir descrições, capturas de tela e outros materiais retirados diretamente das páginas do Google Play.
O download, no entanto, continuará processado pelo próprio Google, sob as mesmas condições de uma instalação feita direto na Play Store. Isso inclui a cobrança da taxa de serviço da empresa sobre essas transações.
Cada desenvolvedor poderá escolher compartilhar seus apps com todas as lojas cadastradas, gerenciar a distribuição loja por loja ou bloquear o acesso por completo.
Quem não fizer nenhuma escolha até 22 de julho terá as listagens compartilhadas por padrão.
Regras que as lojas concorrentes precisam cumprir
O acesso ao catálogo do Google não é livre. Segundo o The Verge, lojas terceiras pagarão uma taxa anual de US$ 5 mil para passar por revisões de segurança e políticas da plataforma.
As lojas também precisarão aceitar todos os desenvolvedores elegíveis, sem restringir o catálogo a parceiros preferenciais, e manter políticas de confiança e segurança consideradas não discriminatórias.
Outra exigência limita a taxa de instalações maliciosas a no máximo 1% do total de tentativas de instalação feitas pela loja.
Mudança vale apenas para os Estados Unidos
O programa de acesso ao catálogo da Play Store se aplica exclusivamente ao mercado americano. As lojas cadastradas só poderão distribuir aplicativos para usuários dentro dos Estados Unidos, e a regra de origem judicial não altera o funcionamento do Android em outros países.
Fora dos EUA, o Google segue com um modelo diferente, batizado de "Registered App Stores", que prevê a instalação de lojas rivais por sideload em vez do acesso direto dentro do Play Store. A expectativa é que esse programa chegue a outros mercados junto com a próxima versão do Android, ainda neste ano.
O acordo entre Google e Epic também trouxe outras mudanças já em vigor nos Estados Unidos, como a redução da comissão cobrada sobre compras dentro de apps, que caiu de 30% para 10%, e a abertura da Play Store para sistemas de pagamento externos.
Apresentador do Canaltech comenta o tema no CNN Live
O apresentador Adriano Ponte Abreu discutiu o caso no quadro semanal do Canaltech exibido no CNN Live.
Segundo ele, o Android também passou a exigir uma espera obrigatória de 24 horas para instalações feitas fora da Play Store, além de disparar alertas na tela do usuário. A medida gera críticas de defensores de lojas independentes, que veem nela uma forma de afastar o usuário comum de alternativas à Play Store.
Adriano também citou o caminho inverso trilhado pela Apple. Em junho, a empresa passou a liberar lojas de aplicativos alternativas e sistemas de pagamento de terceiros para usuários brasileiros de iPhone, após acordo homologado com o Cade em dezembro de 2025.
Vinte e seis ex-funcionários da Meta entraram com uma ação judicial contra a empresa nesta semana, acusando a companhia de usar sistemas de inteligência artificial para selecionar trabalhadores com problemas de saúde durante a onda de demissões realizada em maio.
O processo foi apresentado na segunda-feira (13) em um tribunal federal de Oakland, na Califórnia, e afirma que a Meta usou notas de produtividade e dados de uso de ferramentas de IA para compor a lista de desligamentos.
Segundo a ação, esses critérios prejudicaram de forma desproporcional funcionários que haviam tirado licença médica por conta de algum problema de saúde ou por deficiência, e gestantes.
A dona do Facebook, Instagram e WhatsApp cortou cerca de 8 mil funcionários em maio, o equivalente a 10% da força de trabalho global, dentro de uma reestruturação para concentrar recursos em IA.
O que diz o processo
A ação, de 71 páginas, sustenta que a Meta não montou a lista de demissões a partir do julgamento de gestores que conheciam o trabalho de cada funcionário. Em vez disso, um conjunto de sistemas internos de IA teria pontuado, ranqueado e selecionado os empregados incluídos na lista.
Os processos automatizados coletam dados de desempenho, produtividade e outras métricas que não existem quando o funcionário está afastado por licença médica ou familiar.
Para pessoas com deficiência, essas métricas tendem a ser menores, argumenta a ação. O resultado, segundo os advogados dos autores, penalizou trabalhadores justamente por exercerem um direito legal.
Os 26 autores, que entraram com o processo de forma anônima, acusam a Meta de violar leis federais e estaduais contra discriminação e retaliação, além de leis recentes da Califórnia e de Nova York que exigem testes de viés em sistemas automatizados de decisão.
Sistemas de IA citados na ação
Entre as ferramentas mencionadas no processo está o “Metamate", assistente de linguagem interno da empresa. A ação também cita um sistema batizado de "segundo cérebro", treinado com comunicações e documentos dos próprios funcionários, além de uma pontuação de produtividade calculada a partir de teclas digitadas, conteúdo de tela, e-mails e histórico de navegação.
O CEO Mark Zuckerberg disse em uma reunião interna, segundo a revista The Information, que o objetivo era treinar os sistemas de IA da empresa a partir do comportamento de funcionários considerados de alta performance.
Casos citados no processo
O processo detalha situações individuais para sustentar a alegação de viés. Uma cientista em licença-maternidade aprovada foi notificada da demissão dois dias antes de dar à luz.
Um engenheiro afirma ter recebido uma avaliação rebaixada por causa de um período de afastamento para tratar uma lesão.
E um gerente em licença médica foi desligado 16 dias após o início do afastamento.
Resposta da Meta
Um porta-voz da Meta classificou as acusações como infundadas. Segundo a empresa, decisões sobre gestão de funcionários e organização interna são tomadas por pessoas, não por inteligência artificial.
O programa de monitoramento gerou protestos internos nos meses seguintes ao lançamento. Mais de 1,6 mil funcionários assinaram uma petição alegando violação de privacidade, e Zuckerberg anunciou em junho a suspensão da iniciativa.
Próximos passos e contexto da reestruturação
Os autores da ação seguem como funcionários da Meta até 22 de julho, data em que os desligamentos devem começar.
Os advogados pedem ao tribunal uma decisão liminar para suspender a finalização das demissões enquanto o caso avança em arbitragem privada, além de uma auditoria independente sobre os sistemas de IA usados na seleção.
A empresa já havia informado que cerca de 7 mil funcionários seriam realocados para áreas ligadas à inteligência artificial antes dos cortes.
Os investimentos da companhia no setor devem somar entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões em 2026, segundo a própria empresa, incluindo um contrato de pelo menos US$ 60 bilhões com a fabricante de chips AMD.
O Oversight Board, conselho independente de supervisão da Meta, determinou a remoção de um vídeo deepfake sexual que permaneceu no Instagram por meses após ser denunciado, e cobrou da empresa mudanças estruturais na forma como trata esse tipo de conteúdo gerado por inteligência artificial.
A decisão, publicada nesta terça-feira (23), aponta falhas no processo de moderação da plataforma e conclui que o sistema atual coloca pessoas comuns em situação de desvantagem em relação a figuras públicas.
O Oversight Board é um organismo independente criado pela própria Meta para revisar decisões de moderação de conteúdo nas plataformas da empresa, como Facebook e Instagram. O conselho pode cassar decisões da companhia e emitir recomendações, mas a Meta não é obrigada a implementá-las.
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O vídeo que ficou no ar
O caso teve início em setembro de 2025, quando um usuário do Instagram publicou um vídeo de oito segundos, aparentemente gerado por IA, mostrando uma mulher ajustando o vestido com a roupa íntima à mostra em alguns frames. Segundo o Oversight Board, o vídeo imitava uma pessoa real, sem o consentimento dela.
O sistema automatizado da Meta identificou o post no dia seguinte e apontou risco de viralização, mas não o encaminhou para revisão humana. Dois usuários denunciaram o conteúdo dias depois, e ele permaneceu no ar. Um dos denunciantes recorreu diretamente à Meta, sem sucesso, e então levou o caso ao conselho.
Quando o Oversight Board notificou a empresa, especialistas internos da Meta avaliaram o post e concluíram que ele não violava as regras da plataforma. A empresa apenas restringiu o acesso ao conteúdo para adultos, sem fazer a remoção.
A Meta executou uma demissão em massa no último mês de maio, com quase 10% dos funcionários demitidos (Imagem: Reprodução/Anthony Quintano/Wikimedia Commons/CC-2.0)
O que o conselho decidiu
O Oversight Board reverteu a decisão da Meta e exigiu a remoção do vídeo. A conclusão do conselho é que o conteúdo viola a política da empresa contra imagens íntimas não consensuais, se enquadrando nos três critérios da regra: conteúdo não comercial em contexto privado, pessoa retratada "quase nua" e ausência de consentimento.
O problema central identificado na decisão é que a Meta exige que a própria vítima faça a denúncia para que a falta de consentimento fique caracterizada. Outros sinais aceitos pela empresa são relatos de autoridades policiais, da mídia ou de parceiros institucionais. O conselho considera que esses caminhos são acessíveis, na prática, apenas a figuras públicas.
Para corrigir isso, o Oversight Board recomenda que a Meta passe a tratar imitações geradas por IA como não consensuais por definição, sem depender de autodenuncia. O conselho também quer que usuários possam designar "contas conectadas", como amigos e familiares, autorizados a denunciar violações em nome de terceiros.
Outra recomendação é incluir deepfakes sexuais como categoria específica nos formulários de denúncia da plataforma. Atualmente, apenas usuários do Texas e da Flórida têm acesso a um formulário com esse tipo de opção. O Oversight Board defende a disponibilização global, argumentando que o abuso sexual não consensual gerado por IA é um problema de escala mundial.
Contexto mais amplo
A decisão ocorre em meio a um debate regulatório crescente sobre deepfakes em diferentes países. A União Europeia chegou a um acordo para proibir sistemas de IA usados para gerar conteúdo sexual explícito não consensual, incluindo aplicativos de "nudificação".
Índia, Reino Unido e Espanha também trabalham em regras específicas para esse tipo de conteúdo. O X, antigo Twitter, também enfrenta escrutínio por imagens sexuais geradas por chatbots de IA.
O Oversight Board afirma, no relatório, que "a escala, a velocidade e a sofisticação das ferramentas de IA resultaram em uma proliferação global de conteúdo sexual não consensual gerado por inteligência artificial" e que vídeos deepfake sexuais causam danos à reputação e à saúde psicológica das vítimas, com impacto desproporcional sobre mulheres e meninas.
Esta não é a primeira vez que o conselho critica a postura da Meta em relação a conteúdo gerado por IA. Em meados de 2025, o Oversight Board classificou como "incoerente e injustificável" a incapacidade da empresa de aplicar suas próprias regras de forma consistente.
A Meta suspendeu por tempo indeterminado o Model Capability Initiative (MCI), programa interno que monitorava a atividade de seus funcionários para o treinamento de inteligência artificial. A paralisação ocorreu após uma falha de segurança expor dados confidenciais coletados de laptops corporativos para todo o quadro de colaboradores da empresa. O incidente foi revelado na segunda-feira (22) por meio de um aviso de segurança interno obtido pelo portal Wired.
A falha de configuração afetou cerca de 45 mil tabelas de dados do sistema Hive. Com o erro nas listas de controle de acesso (ACLs), qualquer funcionário da Meta ganhou permissão para visualizar históricos de digitação, cliques de mouse, transcrições de áudio, dados de desempenho e capturas de tela dos computadores de colegas alocados nos Estados Unidos.
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Em comunicado encaminhado à imprensa internacional, o porta-voz da Meta, Tracy Clayton, confirmou o congelamento da iniciativa e afirmou que a empresa investiga a extensão do problema. O representante destacou que não há indícios de que os dados tenham sido acessados de forma indevida ou extraídos por terceiros externos antes da correção do erro de privilégios.
O diretor de tecnologia da companhia, Andrew Bosworth, admitiu internamente que a execução técnica do programa violou as diretrizes estabelecidas nas revisões de privacidade da própria empresa.
Em uma reunião interna recente, o CTO Andrew Bosworth afirmou que o clima na Meta era um dos piores dos 20 anos de companhia (Imagem: Alpha Photo/Flickr)
Resistência interna e crise de infraestrutura
A brecha de segurança confirmou os alertas emitidos pelos próprios funcionários antes da implementação do sistema. Em maio, mais de 1,6 mil colaboradores assinaram uma petição interna contra o monitoramento, sob a justificativa de que a centralização de registros comportamentais criava riscos regulatórios graves e vulnerabilidades para vazamentos em massa.
Na ocasião, o CEO Mark Zuckerberg defendeu o projeto em reuniões internas, argumentando que a coleta de dados de profissionais altamente qualificados era indispensável para criar modelos computacionais eficientes.
Este vazamento aprofunda a instabilidade na divisão de inteligência artificial da controladora do Facebook e do Instagram. Recentemente, a Meta realizou a demissão de 600 funcionários de sua divisão de IA devido ao inchaço de equipes e a gargalos operacionais gerados pela disputa interna por infraestrutura de processamento (GPUs). O corte ocorreu mesmo com a previsão de investimentos na área variando entre US$ 66 bilhões e US$ 72 bilhões para o ano corrente.
O episódio é o terceiro incidente de segurança cibernética relacionado a sistemas de inteligência artificial da Meta em menos de quatro meses. Em março de 2026, uma ferramenta de inteligência artificial agêntica causou uma quebra de segurança ao executar ações autônomas não previstas. Já no início de junho, invasores exploraram falhas no chatbot de atendimento ao cliente da companhia para assumir o controle de contas comerciais na rede social Instagram.
Uma nova inteligência artificial desenvolvida na China começou a chamar a atenção de programadores ao redor do mundo por superar o ChatGPT em tarefas complexas e trazer uma proposta diferente: funcionar sem depender da nuvem.
O modelo GLM-5.2, lançado pela empresa Z.ai (antiga Zhipu AI), consegue rodar diretamente no hardware local do usuário, eliminando a necessidade de enviar informações para servidores de terceiros ou pagar assinaturas caras para gigantes de tecnologia.
Em testes realizados na plataforma Code Arena, que avalia a capacidade de criar e corrigir códigos de programação, o sistema de pesos abertos — formato em que o "cérebro" da IA é disponibilizado publicamente para download e modificação — alcançou o segundo lugar global.
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O modelo chinês ficou atrás apenas do Claude Fable 5, da Anthropic, mas conseguiu superar o GPT-5.5 em atividades práticas, como a correção de falhas de software no mundo real e exames de matemática.
A capacidade de processamento do modelo é outro fator que se destaca no setor. O GLM-5.2 conta com uma janela de contexto de 1 milhão de tokens, o que significa que ele consegue analisar arquivos imensos, como livros inteiros ou bibliotecas completas de programação, de uma única vez.
O Fable 5, modelo mais avançado da Anthropic, teve seu uso bloqueado para pessoas de fora dos EUA pelo governo do país (Imagem: Marcelo Fischer/Canaltech)
O desafio técnico
Apesar das vantagens em privacidade e autonomia, a exigência técnica para manter o sistema rodando na própria mesa de trabalho é alta. O GLM-5.2 foi construído sob uma arquitetura conhecida como Mixture-of-Experts (MoE), ou "Mistura de Especialistas", uma técnica de design que divide o processamento da IA em redes menores e especializadas para economizar energia e dar mais velocidade às respostas.
Ainda assim, o modelo exige uma quantidade massiva de armazenamento por carregar entre 744 bilhões e 753 bilhões de parâmetros de dados. Em seu formato original e sem compressão, os arquivos da IA ocupam 1,51 terabytes de memória.
Para que o sistema funcione em computadores comerciais, os desenvolvedores precisam aplicar um método de compressão chamado quantização, que reduz o tamanho dos arquivos sacrificando o mínimo possível de precisão.
Após passar por essa redução drástica, a inteligência artificial ainda necessita de cerca de 240 GB de memória RAM para conseguir ser carregada. Na prática, essa barreira física limita o uso local a desktops de altíssimo desempenho, como as versões mais completas do Mac Studio.
Bloqueio comercial acelerou o lançamento
O lançamento do GLM-5.2 aconteceu em um cenário de forte tensão geopolítica e comercial entre os Estados Unidos e a China.
A estratégia impulsionou o valor de mercado da Z.ai para a casa dos US$ 128 bilhões na Bolsa de Hong Kong. Como o uso do modelo baixado é gratuito e o acesso aos seus serviços de nuvem custa cerca de um décimo do preço cobrado por empresas ocidentais, o mercado prevê uma pressão financeira sobre as Big Techs tradicionais, tornando as ferramentas digitais de próxima geração mais baratas e privadas para o usuário final.
A OpenAI iniciou a liberação de um novo modelo de voz bidirecional para o ChatGPT, chamado internamente de "GPT-Bidi-1", de acordo com o TestingCatalog. A ferramenta altera a dinâmica atual de conversação ao permitir que a inteligência artificial ouça e fale de forma simultânea. O recurso está com o lançamento gradual para um grupo selecionado de usuários web e mobile do aplicativo, sem um anúncio oficial da empresa até o momento.
O objetivo da atualização é aproximar a camada de voz das capacidades já existentes nos modelos de texto da companhia. A mudança estrutural tem como base a tese da OpenAI de que a fala se tornará o principal meio de acesso à inteligência artificial nos próximos anos.
Interrupções naturais e maior retenção de contexto
De acordo com testes iniciais e vazamentos de código do aplicativo, o GPT-Bidi-1 elimina a necessidade de alternância rígida de turnos entre o usuário e o sistema, ou seja, uma conversa em que alguém fala e alguém escuta.
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Se o usuário interromper o ChatGPT no meio de uma resposta, o modelo consegue mudar o foco do assunto imediatamente, sem os travamentos e reinicializações que ocorrem na ferramenta de áudio atual.
A nova arquitetura também traz as seguintes mudanças no comportamento da IA:
Ajustes de ritmo: o modelo emite pequenos avisos naturais, como um "okay", quando detecta que a pessoa reduziu a velocidade da fala ou fez uma pausa breve, sem cortar a transmissão;
Retenção de memória: a ferramenta mantém a linha de raciocínio ao longo de interações longas, corrigindo uma falha crônica do sistema anterior que descartava contextos antigos da conversa;
Silêncio prolongado: o robô deixa de dar respostas precipitadas durante pausas mais demoradas do interlocutor;
Direitos autorais estritos: o modelo mantém a capacidade de cantar e fazer beatbox, mas recusa reproduzir músicas populares protegidas por copyright, sugerindo composições inéditas no estilo do artista solicitado.
A OpenAI, dona do ChatGPT, planeja fazer um IPO (abrir capital) ainda neste ano (Imagem: Marcelo Fischer/Canaltech)
Mudanças na interface e tiers de processamento
Visualmente, a ativação do modelo altera elementos da interface do usuário. O GPT-Bidi-1 aparece listado no menu de seleção de modelos, localizado nas configurações do ChatGPT, posicionado ao lado das opções padrão e avançada.
Assim que o usuário seleciona o novo motor de voz, a bolha flutuante de conversação assume a cor amarela, substituindo o padrão visual anterior.
Diferente do atual assistente de voz que utiliza o GPT-4o adaptado para áudio, o GPT-Bidi-1 foi desenvolvido especificamente para processamento de som em tempo real.
A documentação interna indica que a funcionalidade operará com três divisões de inteligência: "High" (Alta), "Medium" (Média) e "Instant" (Instantânea). Essa separação replica a lógica dos modelos de texto, permitindo que o usuário escolha entre respostas de processamento imediato ou análises mais profundas e lentas.
A tecnologia está em desenvolvimento desde o início de 2026 e a expectativa é que o modelo seja expandido em um formato de adesão opcional. Na sequência deste lançamento, a OpenAI planeja uma atualização de voz dedicada para a ferramenta de programação Codex e, posteriormente, a liberação de acesso via API para desenvolvedores externos.
O governo federal anunciou nesta sexta-feira (19) um conjunto de medidas regulatórias para combater o mercado de apostas online ilegais no Brasil. A partir de agora, pessoas físicas e jurídicas que realizarem a publicidade de plataformas de apostas não autorizadas responderão solidariamente pelos tributos federais devidos por essas empresas.
A punição administrativa e tributária visa asfixiar a viabilidade financeira das marcas que operam à revelia da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA). De acordo com a Receita Federal, a cobrança incluirá o Imposto de Renda e as contribuições do PIS/Cofins sobre a atividade irregular.
O secretário do órgão, Robinson Barreirinhas, sinalizou que a fiscalização atuará diretamente sobre os ganhos de influenciadores digitais que promovem marcas sediadas no exterior. Caso haja insistência na divulgação após as sanções administrativas da SPA, os influenciadores terão de arcar com as obrigações fiscais que a empresa estrangeira deixou de recolher no país.
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Fintechs e bancos compartilham responsabilidade financeira
A nova regulamentação estabelece procedimentos rígidos para as instituições financeiras, plataformas de pagamento e fintechs. Se uma instituição continuar processando transações destinadas a plataformas ilegais após receber uma notificação formal e específica da SPA, ela será responsabilizada tributariamente de forma solidária.
Nesses casos, a Receita Federal cobrará da instituição parceira os seguintes valores:
O Imposto de Renda não pago pela banca de apostas;
As contribuições de PIS/Cofins incidentes sobre a movimentação;
A destinação financeira obrigatória devida ao Ministério da Saúde.
A equipe econômica justificou a medida afirmando que a manutenção do fluxo financeiro por meio dessas intermediárias é o mecanismo que viabiliza a permanência das operações criminosas no território nacional.
É estimado que mais de 25 milhões de brasileiros apostam em plataformas ilegais (Imagem: Reprodução/Bruno Peres/Agência Brasil)
Bloqueio preventivo e combate ao crime organizado
Além do cerco tributário, um decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou o bloqueio administrativo e preventivo de recursos de plataformas irregulares. A Secretaria de Prêmios e Apostas notificará diretamente as instituições bancárias para congelar as contasligadas a atividades consideradas irresponsáveis pelo Ministério da Fazenda.
Após a conclusão de um processo administrativo que garanta o direito de defesa, a Advocacia-Geral da União (AGU) acionará o Judiciário para transferir em definitivo esses valores ao Fundo Nacional de Segurança Pública.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública estima que 25,2 milhões de brasileiros utilizem plataformas clandestinas. Esse volume representa um mercado paralelo estimado entre 41% e 51% do tamanho das plataformas que operam na legalidade. O ministro Wellington César Lima e Silva ressaltou que o crime organizado tem forte estímulo para migrar para este setor devido à facilidade de movimentação financeira.
Até o momento, o governo federal bloqueou mais de 40 mil sites e aplicativos ilegais com o auxílio da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
O Banco Central (BC) eliminou o limite diário de R$ 500 para transações feitas pelo Pix por aproximação. A mudança foi publicada em instrução normativa no Diário Oficial da União na quarta-feira (17) e entra em vigor em 1º de outubro de 2026. Com a nova regra, os usuários poderão solicitar o aumento ou a redução do valor máximo permitido nessa modalidade.
O teto de R$ 500 foi estabelecido por uma instrução anterior, de agosto de 2024, que criou a modalidade antes mesmo de ela ser lançada ao público. Agora, essa restrição foi removida dos artigos originais.
Como funciona o Pix por aproximação
Disponível desde fevereiro de 2025, o Pix por aproximação permite pagar contas apenas aproximando o celular ou o smartwatch da maquininha do estabelecimento, da mesma forma que funciona o pagamento por cartão de crédito ou débito com NFC. A diferença é que, em vez de debitar de um cartão, o valor sai diretamente da conta vinculada via Pix.
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Para usar o recurso, é necessário vincular a conta bancária a uma carteira digital com suporte à modalidade. Esse processo é feito uma única vez: ao acessar a carteira, o usuário seleciona a vinculação da conta, é redirecionado ao aplicativo do banco para confirmar a autorização e o Pix por aproximação fica disponível.
Na hora do pagamento, basta informar ao atendente que vai pagar por Pix, aproximar o celular da máquina e confirmar a transação depois de revisar os dados.
O Pix por aproximação ainda é uma das modalidades menos usadas do Pix (Imagem: Danilo Berti/Canaltech)
Disponível no Android, mas não no iPhone
Atualmente, o recurso funciona no Google Pay e na Samsung Wallet, em dispositivos Android com tecnologia NFC.
Os iPhones ficam de fora porqueaApple ainda não permite que aplicativos de carteiras digitais operem como Iniciadores de Transação de Pagamento (ITPs), exigência técnica do BC para que a modalidade funcione.
O Pix em geral segue como um dos meios de pagamento mais usados no país. Segundo dados do BC, a plataforma já registrou mais de 181,6 bilhões de operações desde sua criação, sendo utilizada por 76,4% da população brasileira.
Modalidade ainda não decolou
Apesar de completar mais de um ano de existência, o Pix por aproximação ainda tem baixa adesão.
Em janeiro de 2026, foram registradas 1,05 milhão de transações nessa modalidade, enquanto o Pix por QR Code atingiu 2,7 bilhões de operações no mesmo período, segundo dados do BC. O Canaltech analisou os motivos dessa disparidade e as perspectivas para o serviço neste texto.
O mercado global de inteligência artificial ganhou um novo capítulo na disputa entre o Ocidente e o Oriente. Jie Tang, CEO e fundador da startup chinesa Z.ai, rebateu publicamente uma previsão feita por Elon Musk na rede social X sobre a capacidade tecnológica da China em desenvolver modelos de fronteira.
Enquanto o bilionário estimou que o país asiático levaria até o primeiro trimestre do próximo ano para alcançar o nível do modelo Fable 5 da Anthropic, o executivo chinês garantiu que o prazo será consideravelmente menor. "Não levará todo esse tempo", escreveu o executivo em uma resposta no X.
A manifestação expõe o avanço acelerado das empresas sediadas em Pequim, que tentam assumir a liderança do setor mesmo diante de sanções econômicas.
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Conforme dados publicados pelo portal Tom's Hardware, a Z.ai, anteriormente conhecida como Zhipu AI, se tornou uma das principais referências em IA na China. O modelo mais recente da empresa, o GLM-5.2, demonstrou em testes de desempenho resultados equivalentes aos sistemas Opus 4.7 e 4.8 da Anthropic, além de superar o GPT-5.5 da OpenAI e o Gemini 3.1 Pro do Google.
A Anthropic lançou globalmente o Fable 5, seu modelo comercial mais potente, mas enfrentou uma ordem de controle de exportação emitida pelo governo dos Estados Unidos apenas três dias após o lançamento.
A medida barrou oacessode cidadãos estrangeiros à tecnologia sob a justificativa de que o sistema apresentava vulnerabilidades de segurança identificadas pela Amazon.
Diante da impossibilidade de garantir a conformidade total com as exigências de Washington, a Anthropic optou por retirar o Fable 5 e o Mythos 5 de operação globalmente. Essa ausência temporária de alternativas americanas no mercado abre espaço para que fornecedores chineses atraiam usuários que demandam ferramentas de processamento de última geração, caso consigam acelerar suas estreias.
Na última semana, Musk se tornou o primeiro trilionário do mundo (Imagem: Reprodução/Flickr/Gage Skidmore)
Disputa pelo topo do mercado asiático
O avanço da Z.ai sinaliza uma tentativa de reconfigurar a liderança tecnológica dentro da própria China.
Até então, a DeepSeek despontava como o principal expoente do país desde o final de 2024. A promessa de Jie Tang de entregar um modelo da classe do Fable 5 nos próximos meses indica uma estratégia direta para desbancar a rival local e rivalizar com a infraestrutura mantida nos Estados Unidos.
O progresso ocorre mesmo com os sucessivos bloqueios aplicados pela administração americana, que restringem a venda de chips avançados de IA, softwares de design e maquinários para a fabricação de semicondutores em solo chinês. A persistência de quebras de patentes e inovações independentes por parte das empresas de Pequim mantém a paridade na corrida tecnológica global.
A Copa do Mundo de 2026 acendeu um alerta no setor de cibersegurança devido ao aumento nas tentativas de golpes virtuais direcionados a consumidores e empresas. As fraudes envolvem páginas falsas de venda de ingressos, mensagens maliciosas em redes sociais e aplicativos clonados de apostas ou transmissões de jogos.
Criminosos utilizam a engenharia social, técnica baseada na manipulação de urgência e apelo emocional, para roubar dados pessoais e financeiros.
De acordo com dados da empresa de segurança digital Hexa Security, o ambiente de grandes eventos esportivos é propício para a disseminação de campanhas fraudulentas por conta do alto volume de transações financeiras e do engajamento do público.
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Formatos de golpes mais comuns no período
A engenharia social é aplicada principalmente por meio de canais de comunicação direta, como mensagens de WhatsApp e SMS que simulam comunicados de entidades oficiais. O objetivo é fazer o usuário clicar em links sem checar a autenticidade da proposta.
As principais táticas criminosas mapeadas incluem:
Clonagem de páginas oficiais: golpistas reproduzem a identidade visual de plataformas de vendas legítimas. A alteração em relação ao site verdadeiro costuma se limitar a uma única letra no endereço eletrônico;
Ofertas com preços abaixo do mercado: sorteios que exigem poucos passos ou venda de ingressos por valores muito baixos são usados para atrair vítimas de forma rápida;
Aplicativos falsos de transmissão e bônus: plataformas desconhecidas prometem acesso gratuito a partidas ou vantagens exclusivas em apostas para induzir o usuário a instalar softwares maliciosos.
O diretor de Serviços de Cibersegurança da Hexa Security, Jefferson Macedo, explica que a pressa gerada pelas ofertas por tempo limitado compromete a atenção do consumidor. "Golpistas trabalham justamente com pressão emocional e sensação de oportunidade limitada. Quanto mais urgente parece a oferta, maior deve ser o cuidado", afirma o especialista.
Golpistas têm utilizado IA para tornar a engenharia social ainda mais convincente (Imagem: Reprodução/Freepik)
Como proteger dispositivos e dados financeiros
A recomendação principal para realizar compras seguras é digitar o endereço eletrônico manualmente no navegador de internet, evitando intermediários e links recebidos por mensagens. Já o download de ferramentas e aplicativos de apostas ou streaming deve ser feito restritamente por meio das lojas de aplicativos oficiais dos sistemas operacionais (App Store e Play Store).
Mecanismos de segurança básicos, como senhas fortes e exclusivas para cada serviço, ativação da autenticação em dois fatores e a não utilização de redes Wi-Fi públicas para acessar aplicativos de bancos, conseguem bloquear a maior parte das tentativas de invasão.
O risco digital no período da Copa do Mundo não se restringe aos compradores. Empresas que realizam ações promocionais ou expandem sua presença online durante o torneio também viram alvos frequentes devido à maior superfície de exposição a ataques. Para mitigar vulnerabilidades, as organizações precisam revisar permissões de acessos, investir em monitoramento contínuo de rede e aplicar treinamentos de segurança com seus funcionários.
Google, Microsoft e outras dez empresas de tecnologia anunciaram uma nova especificação aberta chamada ARD (Agentic Resource Discovery), criada para permitir que agentes de inteligência artificial encontrem, por conta própria e em tempo real, ferramentas, habilidades e outros agentes disponíveis na web.
A iniciativa reúne ainda GoDaddy, Hugging Face, NVIDIA, Salesforce, ServiceNow, Databricks, Snowflake, GitHub e Cisco. Dois nomes relevantes ficaram de fora: OpenAI e Anthropic.
O problema que o ARD quer resolver
Hoje, um agente de IA só consegue usar os recursos que foram conectados explicitamente a ele durante a configuração.
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O MCP (Model Context Protocol), lançado pela Anthropic em 2024, resolveu parte desse problema ao padronizar a comunicação entre sistemas de IA e servidores. Mas ele não resolve a descoberta: um agente sabe como conversar com um servidor, mas não como encontrá-lo. É essa lacuna que o ARD tenta preencher.
A Microsoft compara a situação atual com a web antes dos mecanismos de busca. Antes do Google, sites precisavam ser catalogados manualmente para que alguém os encontrasse. Com o ARD, agentes de IA terão um mecanismo equivalente para localizar capacidades disponíveis na rede.
Agentes de IA ainda dependem de conexões manuais para acessar ferramentas — o ARD quer mudar isso (Imagem: Reprodução/franganillo/Pixabay)
Como funciona na prática
O padrão tem dois componentes principais: catálogos e registros. Uma organização publica um arquivo chamado ai-catalog.json em seu próprio domínio. Registros rastreiam esses catálogos, indexam o conteúdo e retornam as capacidades que correspondem ao que o agente busca, junto com metadados para verificar a origem antes de qualquer conexão.
Três implementações de referência já foram anunciadas. O GitHub lançou o Agent Finder, baseado no ARD, que permite ao Copilot descobrir e acionar servidores MCP, habilidades, ferramentas e outros agentes em tempo real. O Hugging Face disponibilizou a Discover Tool, com busca semântica entre milhares de habilidades e servidores MCP. O Google, por sua vez, vai integrar suporte ao ARD no Agent Registry do Gemini Enterprise Agent Platform nos próximos meses.
Novos riscos junto com novos recursos
A abertura que torna o ARD útil também cria novos vetores de ataque. Como a confiança é ancorada no domínio que hospeda o catálogo, qualquer comprometimento do domínio, do DNS, do servidor ou do pipeline de deploy transforma o arquivo de catálogo em um alvo de alto valor para invasores.
O próprio padrão inclui controles como metadados criptográficos, manifests de confiança, políticas de saída e ferramentas fixadas. Ainda assim, a especificação reconhece que esses recursos não eliminam a necessidade de governança, monitoramento, revisão de código e listas de permissão.
A especificação do ARD está disponível sob licença Apache 2.0, construída sobre o modelo de dados AI Catalog de um grupo de trabalho da Linux Foundation, e pode ser acessada em "AgenticResourceDiscovery.org".
A empresa de segurança Paradigm Shift publicou nesta quinta-feira (18) os detalhes técnicos de uma vulnerabilidade inédita no BootROM de dispositivos Apple com chips A12 e A13, batizada de usbliter8. A falha permite a execução de código arbitrário antes mesmo do iOS iniciar e não pode ser corrigida por atualização de software, porque o problema está gravado diretamente no hardware do processador.
O exploit já tem um código de prova de conceito publicado no GitHub, que acumulou mais de 280 estrelas em poucas horas após o anúncio.
Como o ataque funciona
O usbliter8 explora uma falha no controlador USB embutido nos chips afetados. Quando um iPhone recebe dados via USB durante a inicialização, o controlador usa um buffer de memória para armazenar os pacotes.
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Ao enviar uma sequência específica de pacotes incomumente pequenos com o dispositivo em modo DFU (Device Firmware Update), os pesquisadores conseguiram manipular um ponteiro de hardware interno, fazendo com que ele percorresse a memória de trás para frente e gravasse dados em regiões que não deveria alcançar.
Segundo a Paradigm Shift, o bug está no próprio hardware do controlador USB, não em software da Apple.
Com acesso físico ao dispositivo e a exploit ativo, um atacante passa a ter controle sobre o processo de inicialização antes do iOS carregar. A partir daí, é possível executar código próprio, contornar verificações de assinatura e inicializar software modificado normalmente bloqueado pelo sistema.
No caso dos chips A13, o processo é mais complexo porque a Apple introduziu o Pointer Authentication (PAC), um mecanismo de segurança que detecta e bloqueia certos tipos de manipulação de memória. Os pesquisadores conseguiram contornar o PAC corrompendo progressivamente diferentes partes da memória até assumir o controle do manipulador de interrupção USB.
O próximo iPhone, o 18, deve ter uma cor nova em tom cereja (Imagem: Reprodução/Jon Rettinger/X)
Quais dispositivos são afetados
Os aparelhos vulneráveis incluem iPhones do XS ao 11, além de iPads e outros produtos com os chips A12, A13, S4 e S5.
Os modelos de iPad Pro de 2018 e 2019 (com chips A12X e A12Z) também podem ser vulneráveis, mas o suporte técnico para essa linha ainda não foi implementado pelos pesquisadores.
Dispositivos com A14 ou mais recentes estão fora de risco. O chip A11, usado no iPhone X, também não é afetado por este exploit por uma razão específica: o driver USB do A11 redefine um ponteiro de memória após cada pacote recebido, o que impede o ataque.
Os chips A14 em diante configuram proteções de memória de forma diferente já na camada do BootROM.
O que fazer
A Paradigm Shift afirmou que coordenou a divulgação com a equipe de segurança da Apple antes da publicação. A Apple não se pronunciou publicamente sobre a pesquisa até o momento da divulgação.
Segundo os próprios pesquisadores, a única mitigação efetiva é migrar para um dispositivo com chip A14 ou mais recente. Manter o iOS atualizado e usar uma senha forte continuam sendo boas práticas, mas não eliminam a vulnerabilidade de BootROM.
A descoberta marca um capítulo novo na história dos exploits de BootROM da Apple. O último exploit público desse tipo foi o checkm8, divulgado em 2019, que afetava dispositivos com chips A5 ao A11, do iPhone 4S ao iPhone X.
O usbliter8 estende esse histórico para a geração seguinte e, assim como o checkm8 se tornou base para ferramentas de jailbreak, há possibilidade de que o mesmo caminho seja seguido com os dispositivos afetados pela nova falha.
A Vivo firmou uma parceria com o Google para liberar o acesso ao Google AI Plus sem custo para assinantes da operadora. O benefício concede até 12 meses de Gemini grátisna Vivo para clientes das categorias Controle, Pós-pago, Fibra e Total.
A seguir, o Canaltech detalha quais planos dão direito à 1 ano de Gemini Plus grátis e como ativar o benefício.
Quais planos Vivo dão direito e por quanto tempo?
Como ativar o Gemini pelo app da Vivo
O que o Google AI Plus sem custo inclui?
Quais planos Vivo dão direito ao Gemini Plus grátis?
A duração da gratuidade depende da categoria contratada pelo usuário. Os assinantes dos planos Pós-pago Família e Vivo Total Famíliarecebem 12 meses de acesso ao serviço sem qualquer custo.
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A lista de planos Vivo com assinatura Gemini inclui também o Vivo Controle, Vivo Fibra e as demais modalidades do Pós-pago e Vivo Total, que garantem seis meses de gratuidade.
Ao fim do prazo estabelecido, a assinatura sofre renovação automática e o valor passa a ser cobrado diretamente na fatura da operadora.
Como ativar o Gemini pelo app da Vivo?
O cliente pode resgatar a oferta pelo app oficial da operadora ou em uma loja física.
Para ativar o Gemini de graça na Vivo, o cliente da operadora precisa:
Rolar a tela inicial do app da Vivo até encontrar o banner da promoção;
Tocar em “Continuar” na tela oferta;
Selecionar a linha ou serviço que quer vincular;
Confirmar a compra (que é de R$ 0).
Tutorial de como ativar o benefício (Imagem: Capturas de tela/Marcelo Fischer/Canaltech)
Depois da ativação, o Google envia um e-mail confirmando a operação. Caso o cliente já possua uma assinatura ativa do Google AI Plus, as cobranças não serão mais cobradas até o final do prazo (de seis ou 12 meses).
O que o Google AI Plus sem custo inclui?
A assinatura do Google AI Plus sem custo desbloqueia limites de uso superiores aos da versão padrão do chatbot.
O pacote também garante acesso aos modelos Gemini 3.1 Pro, Deep Research e Gemini Omni. Além disso, os usuários recebem permissão para utilizar o NotebookLM, um sistema voltado para a conversão de documentos em resumos e áudios. O plano integra ainda ferramentas nativas de geração de imagens, vídeos e músicas.
Para fechar o pacote de benefícios, o Google AI Plus grátis para clientes Vivo engloba 400 GB de armazenamento em nuvem no Google Drive, Gmail e Google Fotos.
O ChatGPT criou uma página especial dedicada à Copa do Mundo 2026. A experiência interativa reúne diversos dados e informações do torneio, como calendário e placares ao vivo, e funciona como um painel em tempo real para quem quer se inteirar do tema.
Segundo a OpenAI, foram 17 milhões de prompts enviados na semana anterior ao início do Mundial associados à Copa.
Como funciona a experiência da Copa do Mundo no ChatGPT
A experiência está acessível em uma página dedicada (chatgpt.com/football/). No app para celular há a opção “Acompanhe a Copa do Mundo” na página inicial.
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Ao entrar na interface o usuário vê a classificação atual da Copa do Mundo, podendo navegar pelos 12 grupos.
Logo abaixo, há uma visualização das partidas ao vivo e dos próximos jogos. Quando se seleciona uma partida que está acontecendo, além do placar há também estatísticas como posse de bola e finalizações; quem marcou gol ou deu uma assistência; e uma linha do tempo com os lances mais importantes.
Por fim, na página inicial, o ChatGPT mostra uma seção de “Cobertura recente” personalizada para cada país. Na do Brasil há informações como a busca pela primeira vitória no torneio contra o Haiti e a ausência de Neymar Jr. para o segundo jogo.
A página especial da Copa fica dentro de um chat, ou seja, é possível enviar prompts com perguntas e comandos para o chatbot.
Interface da experiência da Copa do Mundo no ChatGPT (Imagem: Captura de tela/Marcelo Fischer/Canaltech)
Página dedicada para seleções
Cada uma das 48 seleções possui uma página dedicada com a classificação, informações dos próximos jogos e a seção de cobertura — que é alimentada com notícias em tempo real de portais.
Para ver a página de uma seleção específica, basta clicar no botão com o nome do país na parte superior do chat.
Outras ferramentas
Na barra lateral da página, há algumas outras ferramentas focadas na Copa. São elas:
Estilos de imagem da Copa do Mundo: templates para criar imagens com o clima da Copa;
Destaques: manchetes de fatos da Copa junto de um pequeno parágrafo, e o usuário pode tocar em “Perguntar ao ChatGPT” para saber mais;
Prompts de torcedor em 1 toque: perguntas frequentes para responder dúvidas de quem não acompanha o esporte, como por exemplo “explique o VAR”. Há também a opção de criar tabelas e gráficos com apenas um clique.
Disponibilidade
A experiência da Copa do Mundo está disponível para todos os usuários, tanto na versão desktop quanto mobile.
Nos testes do Canaltech, identificamos que a usabilidade no computador está mais otimizada que pelo celular.