O Google acabou recomendando o uso do DuckDuckGo em respostas geradas pelo recurso AI Overviews, após interpretar buscas de usuários que queriam evitar inteligência artificial. O caso ganhou repercussão depois que o próprio DuckDuckGo publicou um post no X mostrando o erro e ironizando a situação.
Em buscas pelo termo "no ai", o sistema tentou interpretar o que o usuário quis dizer e acabou sugerindo melhores formas de evitar resultados com inteligência artificial, indicando outro buscador — no caso, o DuckDuckGo. Em alguns casos, também apareceu o navegador Brave como alternativa, devido à possibilidade de realizar ajustes nas configurações para reduzir ou bloquear respostas geradas por IA.
O episódio reacendeu o debate sobre a integração cada vez mais profunda de recursos de IA na busca do Google. Embora o DuckDuckGo também ofereça recursos de inteligência artificial, como o “Search Assist” e o “Duck.ai”, eles podem vir ativados por padrão em algumas experiências. A principal diferença, e um dos pontos da crítica ao Google, é que o DuckDuckGo permite desativar essas funções de forma simples.
- Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis. -
Já no Google, o AI Overviews não pode ser desativado permanentemente nas configurações padrão da conta. Em vez disso, usuários que preferem resultados tradicionais precisam selecionar manualmente o filtro “Web” a cada nova busca para acessar apenas os links clássicos, sem respostas geradas por IA.
Erro no AI Overviews fez o Google recomendar o DuckDuckGo a usuários que queriam evitar resultados gerados por IA. (Imagem: André Magalhães/Canaltech)
Número de usuários do DuckDuckGo está crescendo
O interesse pelo DuckDuckGo vem aumentando após a expansão dos recursos de inteligência artificial na busca do Google. Segundo dados da própria empresa, as instalações do aplicativo cresceram, em média, 18,1% na semana seguinte aos anúncios do Google, com um pico de 33% em 25 de maio.
O movimento foi ainda mais forte em dispositivos iPhone, em que o crescimento chegou a 69,9% no mesmo período. Além disso, o tráfego para a página “no-ai” do DuckDuckGo, que oferece busca sem recursos de IA, avançou 22,7% na média semanal, com pico de 27,7% em 24 de maio.
Esses dados são atribuídos ao aumento do descontentamento de parte dos usuários com a integração de respostas geradas por IA no Google, especialmente após mudanças apresentadas durante o Google I/O 2026.
No último ano, a empresa também aumentou o uso de ferramentas de IA em várias partes da busca, chegando a testar a substituição da caixa de dicionário pelo AI Overviews. Com isso, até pesquisas simples geravam grandes parágrafos de texto conversacional, o que irritou os usuários que buscam respostas rápidas.
Além disso, o DuckDuckGo afirma que não rastreia o histórico de buscas dos usuários para treinar inteligência artificial ou exibir anúncios personalizados. Isso ajuda a explicar por que parte dos usuários têm migrado para a plataforma, buscando mais privacidade e menos personalização baseada em dados de navegação.
O Google está ampliando as capacidades do Gemini no Google Planilhas para que os usuários criem e editem planilhas por meio de comandos em linguagem natural. A novidade chega com suporte a 28 novos idiomas, incluindo o português, e já está disponível para contas empresariais, educacionais e assinantes de planos Google AI Pro e AI Ultra.
A ferramenta funciona como um assistente integrado no próprio Planilhas. Agora, não é mais necessário escrever fórmulas complexas ou montar tabelas manualmente, basta descrever o que precisa no painel lateral do Gemini, como “criar uma planilha de orçamento mensal” ou “gerar um gráfico de vendas por mês”, e a IA monta a estrutura automaticamente, incluindo fórmulas, tabelas dinâmicas e visualizações.
Com o recurso, também é possível editar documentos para ajustar cálculos, reorganizar dados e sugerir melhorias. O objetivo do Google é facilitar o uso do Planilhas e tornar o trabalho com dados mais simples, mesmo para quem não domina funções avançadas.
- Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis. -
Além disso, a expansão para 28 idiomas, incluindo português, espanhol, japonês, francês, alemão e árabe etc., busca eliminar barreiras linguísticas e facilitar a colaboração entre equipes globais. Assim, pessoas de diferentes países podem trabalhar juntas em análises e modelos financeiros usando seus próprios idiomas.
Google expande o Gemini no Planilhas, que agora cria e edita fórmulas e dados por IA em 28 idiomas. (Imagem: Viviane França/Canaltech / Editada por IA/ChatGPT)
Quem pode usar o Gemini no Google Planilhas?
O Gemini no Google Planilhas está disponível para contas empresariais, corporativas, educacionais e assinantes de planos avançados do Google AI. O acesso inclui os usuários dos planos:
No ambiente corporativo, os administradores precisam habilitar o “Gemini for Workspace in Sheets”. Já os demais usuários devem ter os recursos inteligentes do Workspace ativados em suas contas para aproveitar as novidades no painel lateral.
Além disso, clientes do Google Workspace têm acesso promocional com limites mais altos de uso até 15 de julho de 2026. Após essa data, passam a valer limites específicos por usuário, que serão detalhados pelo Google no Centro de Ajuda.
O Instagram começou a liberar uma atualização para adicionar legendas diferentes para cada foto ou vídeo de publicações em carrossel. O recurso já está sendo distribuído globalmente desde 18 de junho, mas deve chegar gradualmente a todos, podendo levar até uma semana para atingir os 2 bilhões de usuários da plataforma.
A mudança atende a um pedido antigo de criadores de conteúdo, que buscavam mais controle sobre a contextualização de cada imagem. Antes, era possível adicionar apenas uma legenda que aparecida para todas as fotos do carrosséis, o que limitava bastante a explicação do conteúdo.
Agora, com a mudança, cada imagem pode ter a sua própria legenda, que aparecem enquanto o usuário desliza pelas fotos. Vale ressaltar que o recurso aceita até 20 slides, cada um com uma legenda diferente, seguindo o limite atual de imagens em carrosséis do aplicativo.
- Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis. -
O novo recurso deixa os posts mais dinâmicos e organizados, facilitando a criação de tutoriais, apresentações de produtos e publicações em formato de álbum com várias partes, sendo possível transformar a postagem em um “microblog”. A novidade também melhora a acessibilidade, já que leitores de tela conseguem entender melhor cada imagem separadamente.
O carrossel é um dos formatos de postagem mais populares do Instagram, e a nova atualização deixa esse recurso ainda mais útil. A mudança melhora a forma que o conteúdo é apresentado, a ponto de fazer as pessoas se perguntarem “por que demorou tanto tempo” para ser lançada.
Instagram libera legendas individuais em carrosséis. (Imagem: Claudio Schwarz/Unsplash)
Como adicionar legendas diferentes em cada imagem do carrossel?
Veja como adicionar legendas diferentes para cada imagem na sua postagem em carrossel:
Um relatório da empresa de segurança em IA Mindgard mostra que o ChatGPT pode gerar imagens violentas e sexualmente explícitas a partir de prompts simples e enganosos. O caso foi demonstrado por pesquisadores da companhia, que conseguiram contornar filtros de segurança do sistema ao explorar brechas na forma como ele interpreta comandos.
O teste foi conduzido por Jim Nightingale, pesquisador da equipe de “red team” da Mindgard. Ele utilizou um prompt viral, originalmente inofensivo, encontrado na rede social X e compartilhado por Kris Kashtanova, influenciadora de IA e educadora. O comando pedia ao chatbot para “restaurar uma imagem anexada”, mesmo sem enviar nenhum arquivo.
A proposta original era gerar imagens divertidas e leves, mas acabou sendo explorado de forma inesperada. Ao repetir o comando ou fazer pequenas alterações na instrução, o sistema começou a gerar imagens em vez de solicitar o conteúdo ausente, explorando um comportamento conhecido como repetição de prompt (RE2).
- Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis. -
Segundo o relatório, os resultados incluíram cenas de violência extrema, situações de violência sexual e imagens explícitas. Os pesquisadores afirmam que não foi necessário um método sofisticado de invasão, mas sim o uso de instruções repetidas e variações mínimas de linguagem para induzir o modelo a contornar suas próprias barreiras de segurança.
No entanto, os pesquisadores também usaram formas de enganar a IA. Eles chegaram a inserir um ID de imagem falso e afirmar que a imagem “já havia sido gerada e aprovada”. Em outros casos, pediram que o sistema “não julgasse o conteúdo, mesmo que fosse violento”, tentando contornar os filtros de segurança.
Para dar a dimensão da gravidade, o estudo destaca que o conteúdo gerado, incluindo imagens explícitas de assassinato, foi tão extremo que o pesquisador Jim Nightingale, veterano em testes de segurança de IA, relatou ter ficado “abalado e em prantos” após os testes.
Relatório da Mindgard mostra que o ChatGPT pode gerar imagens violentas e explícitas devido a falhas em prompts simples. (Imagem: Viviane França/Canaltech)
Qual foi o posicionamento da OpenAI?
Em posicionamento, a OpenAI afirmou que leva os achados a sério e que vem ajustando o sistema para reduzir esse tipo de comportamento, especialmente em casos envolvendo anexos inexistentes.
Já a Mindgard afirma que, ao reportar a falha em maio de 2026, recebeu respostas automáticas da OpenAI direcionando a equipe ao programa de recompensa por bugs (Bugcrowd). A empresa recusou a orientação e apontou que o programa exclui explicitamente “problemas de conteúdo”, o que deixaria esse tipo de falha em um limbo.
Em 8 de junho, a OpenAI informou que o problema havia sido corrigido. No entanto, em 10 de junho, a Mindgard realizou novos testes e conseguiu reproduzir os mesmos resultados com pequenas mudanças de palavras nos prompts, o que, segundo os pesquisadores, indica que as medidas ainda não foram suficientes.
Afinal, por que essas imagens estão no treinamento do ChatGPT?
A presença de conteúdos sensíveis nos resultados do ChatGPT está ligada ao processo de treinamento dos modelos de IA. Eles são desenvolvidos a partir de grandes volumes de dados que incluem informações públicas da internet, bases licenciadas e conteúdo produzido e anotado por humanos.
Como a internet tem tanto conteúdo moderado quanto não moderado, parte desse material pode influenciar o treinamento do modelo. Isso não quer dizer que a IA “guarda” imagens específicas, significa que ela aprende padrões de texto e imagem associados a esse tipo de conteúdo.
Mesmo com filtros de segurança, ainda existem falhas quando os comandos são usados de forma enganosa ou podem ser interpretados de várias maneiras. Por isso, empresas, como a OpenAI, precisam atualizar seus sistemas o tempo todo para evitar a criação de conteúdo sensível e melhorar a moderação.
O Google começou a liberar uma atualização para o Gemini Live que acaba com uma das maiores limitações da ferramenta: a falta de memória entre conversas. Agora, a IA consegue se lembrar de informações compartilhadas anteriormente e usar dados de aplicativos conectados para tornar as interações por voz mais naturais e personalizadas.
Com a nova área de "Inteligência Pessoal", o Gemini Live pode guardar detalhes importantessobre você, como preferências alimentares, hobbies ou datas especiais. Assim, não é preciso repetir as mesmas informações sempre que iniciar uma nova conversa.
A IA também consegue consultar aplicativos conectados em tempo real. Durante uma conversa por voz, ela pode buscar informações em serviços, como YouTube, Google Calendar, Keep, Tasks e ferramentas do Google Workspace, para responder com mais contexto. Além disso, o Gemini Live também permite compartilhar a tela e usar a câmera do celular, ajudando a IA a entender melhor o que o usuário está vendo.
- Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis. -
Além dos apps do Google, o Gemini Live agora se integra a serviços de terceiros, incluindo Spotify e aplicativos da Samsung, Xiaomi, HONOR, OnePlus e OPPO. A IA também pode recorrer a recursos, como Google Voos, Google Hotéis e até informações públicas do Google Maps, para oferecer respostas mais úteis e personalizadas.
As informações usadas pela IA seguem as mesmas configurações escolhidas no chat convencional. Apesar de essa integração deixar o Gemini Live mais útil, ela também levanta questões sobre privacidade. Como a IA pode acessar informações de diferentes serviços do Google, ela tem uma visão mais ampla da rotina do usuário, o que exige maior controle sobre as permissões e pode gerar preocupações sobre quais dados estão sendo usados.
Já nas contas corporativas ou escolares, a experiência pode ser mais limitada. O acesso aos aplicativos depende das permissões definidas pelos administradores do Workspace e, por enquanto, apenas dados do Google Calendar, Google Keep e Google Tasks podem ser usados nas conversas do Gemini Live.
Google atualiza o Gemini Live com memória entre conversas e integração com apps e câmera para respostas mais personalizadas. (Imagem: Marcelo Salvatico/Canaltech)
Quem pode usar o novo recurso de memória do Gemini Live?
Por enquanto, o recurso está disponível apenas para usuários maiores de 18 anos nos Estados Unidos que utilizam o Gemini em inglês em dispositivos Android. Ele funciona com contas pessoais e de trabalho ou escola, desde que o acesso aos aplicativos necessários tenha sido liberado.
O Claude Fable 5 e o Claude Mythos 5 chegaram como os modelos mais poderosos da Anthropic, mas logo entraram em uma discussão maior sobre segurança e quem deve ter acesso às capacidades mais avançadas da IA. A ideia é levar recursos de nível Mythos para mais pessoas com o Fable 5, enquanto o Mythos 5 segue reservado para parceiros selecionados em áreas mais sensíveis.
A polêmica aumentou depois que reportagens da Wired e do The Verge disseram que o governo dos Estados Unidos começou a pressionar a Anthropic. A preocupação era com possíveis formas de contornar as proteções do Fable 5, o que poderia liberar capacidades próximas às do Mythos 5 para um público mais amplo.
8 diferenças entre o Claude Fable 5 e o Mythos 5
Confira as principais diferenças entre os modelos Claude Fable 5 e Mythos 5:
- Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis. -
Acesso: Fable 5 nasceu para o público; Mythos 5 para grupos vetados
Guardrails: Fable 5 tem travas; Mythos 5 remove parte delas
Cibersegurança: Mythos 5 é mais livre; Fable 5 é mais contido
Biologia e química: Mythos 5 mira pesquisa avançada; Fable 5 restringe pedidos
Experiência de uso: Fable 5 pode cair para Opus 4.8 em temas sensíveis
Desempenho: Fable 5 promete nível Mythos, mas nem sempre entrega tudo
Preço: os dois têm o mesmo custo anunciado
Risco regulatório: Fable 5 virou o caso público; Mythos 5 virou o limite
1. Acesso: Fable 5 nasceu para o público; Mythos 5 para grupos vetados
A primeira grande diferença está na disponibilidade. O Claude Fable 5 foi apresentado como o modelo “geral” da família Mythos, disponível por meio da API e dos planos da Claude. Já o Mythos 5 foi pensado para parceiros selecionados, principalmente dentro do Project Glasswing.
No entanto, essa estratégia acabou esbarrando em questões políticas. Embora o Fable 5 tenha sido anunciado como acessível, a Anthropic posteriormente atualizou sua página informando a suspensão do acesso tanto ao Fable 5 quanto ao Mythos 5 em resposta a uma diretiva do governo dos EUA.
A administração Trump deu à empresa um ultimato de 90 minutos para restringir a ferramenta, após receber alertas de que as travas do Fable 5 poderiam ser burladas (jailbreak), liberando as capacidades de cibersegurança do Mythos. A ordem exigia o bloqueio para 'qualquer cidadão estrangeiro', o que forçou a Anthropic a cortar temporariamente o acesso de todos os usuários.
Com isso, a discussão não se limita mais a um novo produto de IA, ela abrange também questões de segurança nacional e política tecnológica.
O Fable 5 e o Mythos 5 são os modelos de IA mais avançados da Anthropic. (Imagem: Viviane França/Canaltech / Editada por IA/Gemini)
2. Guardrails: Fable 5 tem travas; Mythos 5 remove parte delas
Segundo a Anthropic, os dois modelos usam a mesma base tecnológica. A principal diferença é que o Fable 5 possui mais proteções para bloquear ou redirecionar pedidos considerados sensíveis ou de maior risco.
Já o Mythos 5 é disponibilizado para parceiros considerados confiáveis justamente para permitir pesquisas avançadas em áreas sensíveis, como cibersegurança e biotecnologia.
A discussão sobre essas proteções aumentou depois de testes feitos pela Amazon. O CEO da empresa, Andy Jassy, avisou o governo dos EUA sobre possíveis maneiras de contornar parte das barreiras do Fable 5. Isso levou a NSA a analisar as falhas encontradas e ajudou na decisão do governo de proibir o modelo.
Por outro lado, a Anthropic e alguns pesquisadores independentes disseram que os riscos foram exagerados. Segundo eles, os problemas identificados não removiam totalmente as proteções do sistema nem transformavam o Fable 5 em uma versão sem restrições do Mythos 5.
3. Cibersegurança: Mythos 5 é mais livre; Fable 5 é mais contido
A Anthropic posiciona a família Mythos como uma das mais avançadas em tarefas ligadas à cibersegurança, o que inclui desde auditorias até análise de vulnerabilidades e identificação de falhas em sistemas.
Por causa desse potencial, o Fable 5 utiliza classificadores para impedir que essas capacidades sejam empregadas em tarefas ofensivas ou em usos considerados perigosos. Segundo a empresa, o modelo é impedido de fazer qualquer progresso em tarefas de ataque. No entanto, as restrições geraram críticas, que classificaram as travas como tão agressivas que "viraram motivo de piada" na comunidade cibernética.
Ao mesmo tempo, defensores da tecnologia dizem que modelos desse tipo podem ajudar a encontrar falhas e tornar sistemas mais seguros. Segundo a Anthropic, parceiros do Project Glasswing já usaram versões da linha Mythos para descobrir milhares de vulnerabilidades graves e falhas zero-day em navegadores e sistemas operacionais populares — incluindo falhas que passaram despercebidas por humanos durante 27 anos no OpenBSD e 16 anos no FFmpeg.
O Fable 5 foi criado para o público geral, enquanto o Mythos 5 é restrito a pesquisadores e parceiros selecionados. (Imagem: Viviane França/Canaltech)
4. Biologia e química: Mythos 5 mira pesquisa avançada; Fable 5 restringe pedidos
A Anthropic também trata biologia e química como áreas de uso dual, nas quais avanços científicos podem ter aplicações positivas e negativas.
Antes, a empresa bloqueava apenas comandos sobre armas biológicas. No entanto, testes revelaram que o novo modelo é capaz de realizar tarefas complexas, como projetar componentes virais que poderiam ser usados tanto para terapias genéticas quanto para a criação de vírus perigosos.
Por isso, para lançar o modelo rapidamente ao público, a Anthropic aplicou travas que ela mesma admite serem “excessivamente amplas". O Fable 5 tende a restringir ou redirecionar solicitações mais profundas sobre biologia e química para o modelo anterior.
Já o Mythos 5, por outro lado, é voltado para acesso controlado por meio de um programa para pesquisadores e organizações selecionadas. Sem as travas, o modelo demonstrou um potencial impressionante. Segundo a empresa, ele já acelerou o design de medicamentos em cerca de 10 vezes e até desenvolveu pesquisas genômicas que superaram modelos publicados na prestigiada revista Science.
5. Experiência de uso: Fable 5 pode cair para Opus 4.8 em temas sensíveis
Os pedidos ligados à cibersegurança, biologia, química ou destilação de modelos podem ser tratados pelo Claude Opus 4.8 em vez do próprio Fable 5.
Para tarefas comuns, essa troca tende a passar despercebida. Já se você é desenvolvedor, pesquisador ou trabalha com segurança, pode notar respostas que parecem variar dependendo do assunto abordado.
No entanto, a empresa garante que não haverá confusão. Para garantir a transparência, os usuários sempre serão notificados na tela quando a resposta vier do Opus 4.8, eliminando a dúvida sobre qual versão do sistema está operando no momento.
Além disso, a Anthropic afirma que as travas são acionadas em menos de 5% das sessões, o que significa que na grande maioria dos casos o usuário terá o desempenho puro do modelo mais avançado.
O lançamento do Fable 5 colocou a Anthropic no centro de um debate sobre até onde modelos de IA poderosos devem ser disponibilizados ao público. (Imagem: Viviane França/Canaltech / Editada por IA/Gemini)
6. Desempenho: Fable 5 promete nível Mythos, mas nem sempre entrega tudo
A Anthropic apresenta o Fable 5 como um modelo de nível Mythos para programação, análise de informações, visão computacional e tarefas complexas.
Para demonstrar isso, a empresa exibiu exemplos em que o modelo conseguiu jogar Pokémon FireRed usando apenas imagens da tela e também jogar Factorio sozinho, criando e automatizando uma fábrica.
Segundo a empresa, ele supera modelos anteriores em diversas categorias, incluindo código, raciocínio e uso autônomo. Em alguns testes, o Fable 5 chegou a superar o próprio Mythos e concorrentes, como o GPT-5.5, em avaliações de programação autônoma.
Mesmo assim, ter mais desempenho não significa ter acesso a todas as capacidades. Como o Fable 5 possui mais restrições, o Mythos 5 continua sendo interessante para organizações que precisam de recursos avançados sem as mesmas limitações.
7. Preço: os dois têm o mesmo custo anunciado
Curiosamente, o preço não é um diferencial entre os dois modelos. A Anthropic anunciou tanto o Fable 5 quanto o Mythos 5 por US$ 10 por milhão de tokens de entrada e US$ 50 por milhão de tokens de saída — um valor que representa menos da metade do preço cobrado pela versão de elite anterior da empresa, o Mythos Preview.
8. Risco regulatório: Fable 5 virou o caso público; Mythos 5 virou o limite
A diferença mais importante talvez seja política. O Fable 5 concentra parte do debate público por ter sido concebido para ampliar a disponibilidade de capacidades de nível Mythos, colocando em discussão quais recursos de IA avançada devem ser distribuídos de forma mais ampla.
Já o Mythos 5 simboliza aquilo que a empresa e governos consideram sensível demais para ser disponibilizado sem restrições. Nesse contexto, ele se tornou uma espécie de referência para o que deve permanecer sob acesso controlado.
O banimento repentino do Fable 5 pelo governo dos EUA elevou esse risco regulatório a um novo patamar. A Anthropic se defendeu argumentando que está sendo cobrada por um padrão irreal, já que concorrentes, como o GPT-5.5, da OpenAI, apresentariam o mesmo comportamento em testes de segurança.
No fim, não existe um vencedor simples entre os dois modelos. Para usuários comuns e empresas interessadas em produtividade, o Fable 5 é uma proposta mais prática, acessível e focada para tarefas gerais.
Já o Mythos 5 é direcionado para cenários de pesquisa avançada, segurança e aplicações sensíveis, o que explica o acesso mais restrito.
A Adobe anunciou uma grande expansão do Firefly, seu assistente de inteligência artificial, que agora funciona no Premiere, Illustrator, InDesign e Frame.io. A proposta é automatizar tarefas repetitivas e com várias etapas para que os criadores possam dedicar mais tempo à parte criativa. Algumas das novidades já estão disponíveis e os recursos mais avançados seguem em fase beta privada para usuários selecionados.
O Firefly, que já está disponível no Express, Photoshop e Acrobat, também é compatível com ChatGPT, Claude e Copilot. Segundo a Adobe, o assistente deverá ganhar suporte ao Google Gemini e ao Slack futuramente.
No Premiere, o assistente consegue organizar arquivos em pastas, renomear vários clipes de uma só vez, identificar perguntas em entrevistas e inserir marcadores automaticamente na linha do tempo. Já no Illustrator, a IA pode reorganizar camadas em documentos inteiros e localizar fontes ausentes, reduzindo o trabalho manual em projetos complexos. A Adobe não detalhou quais recursos específicos serão oferecidos no InDesign e no Frame.io.
- Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis. -
A expansão faz parte do plano da Adobe de transformar o Firefly em um assistente unificado para toda a Creative Cloud. Para isso, elementos criados em um aplicativo poderão ser reutilizados em outros, ajudando a manter a consistência visual entre diferentes projetos.
A Adobe também vem expandindo o Firefly com ferramentas de IA para geração de imagens, vídeos e storyboards, aproximando a plataforma do Canva em termos de recursos focados na criação rápida de conteúdo.
A IA da Adobe chega ao Premiere e Illustrator com recursos que automatizam etapas da edição e da organização de projetos. (Imagem: Reprodução/Adobe)
Quais são as outras novidades do Firefly?
A atualização também traz novos recursos para colaboração e padronização de marcas, como o Elements, que permite salvar personagens, objetos e cenários gerados por IA para reutilizá-los em diferentes trabalhos, e o Projects, um espaço centralizado para armazenar arquivos e compartilhar o contexto criativo com equipes.
O Firefly também ganhou kits de marca capazes de criar logotipos e paletas de cores a partir de descrições ou materiais já existentes. Além disso, a plataforma agora oferece ferramentas para gerar vídeos de produtos usando imagens estáticas e criar storyboards completos para planejar produções audiovisuais.
O Google começou a liberar uma atualização que simplifica o gerenciamento dos backups do WhatsApp no Android. A novidade faz parte da versão 26.23 do Google Play Services e leva os controles das cópias de segurança para as configurações do próprio sistema, eliminando a necessidade de procurar essas opções dentro do aplicativo de mensagens.
Até agora, quem queria alterar configurações de backup precisava entrar nos menus internos do WhatsApp. Com a mudança, o Android concentra esse gerenciamento em um único lugar, deixando o processo mais simples e fácil de encontrar.
A expectativa é que a nova página permita escolher a conta usada para armazenamento, definir a frequência dos backups, selecionar quais dados serão incluídos e decidir se as cópias poderão ser feitas usando apenas Wi-Fi ou também a rede móvel.
- Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis. -
A novidade chega junto ao lançamento estável do Android 17 e o Pixel Drop de junho de 2026. Além do novo gerenciamento de backup do WhatsApp, a atualização do Google Play Services inclui melhorias na sincronização do Google Contatos, mudanças no histórico de transações do Google Wallet e correções de desempenho e estabilidade em todos os dispositivos Android.
Um dos destaques desse pacote é o recurso “app Bubbles”, que transforma apps em janelas flutuantes para facilitar a multitarefa. A função foi pensada para celulares dobráveis e tablets, mas também estará disponível em smartphones com o Android 17. Vale lembrar que alguns recursos podem ser liberados primeiro para grupos menores de usuários antes de chegarem a todos os aparelhos.
Como saber se a nova opção de backup está disponível para você?
A atualização está sendo liberada aos poucos, então pode demorar alguns dias até aparecer para todos os usuários. Se quiser verificar se ela já está disponível, faça o seguinte:
Abra as “Configurações” no celular;
Entre em “Sistema”
Toque em “Atualizações de software”;
Selecione “Atualização do sistema do Google Play”
Instale atualizações pendentes.
É necessário atualizar o Google Play Services para ter acesso ao backup do WhatsApp nas configurações do Android. (Imagem: Captura de tela/Viviane França/Canaltech)
Depois que o aparelho receber a versão 26.23 do Google Play Services, a nova opção deverá aparecer:
Entre em “Configurações”;
Vá em “Sistema”;
Clique em “Backup”.
Backup do WhatsApp ganha novo atalho no Android e fica mais simples de configurar. (Imagem: Captura de tela/Viviane França/Canaltech)
O YouTube começou a testar uma nova interface para o aplicativo Android que simplifica a área abaixo do player e coloca o recurso de inteligência artificial "Perguntar" (Ask) em evidência. Segundo o Android Authority, a novidade está disponível de forma limitada para um pequeno grupo de usuários e ainda não há previsão de lançamento para todos.
As mudanças foram identificadas pelo Android Authority na versão 21.23.487 do aplicativo no Samsung Galaxy S25 Ultra e no OnePlus 15, ambos rodando o Android 16. O novo layout elimina os rótulos de texto dos botões de ação e deixa visíveis apenas quatro opções principais: Curtir, Descurtir, Compartilhar e Perguntar.
As funções Salvar, Download e Denunciar foram transferidas para um menu de três pontos, enquanto o título do vídeo ganhou uma fonte maior e mais destaque. O YouTube também reorganizou a área do canal, substituindo o nome do canal pelo nome de usuário, que agora aparece acima do logotipo. Já as informações de visualizações foram movidas para cima, e o número de curtidas deixou de aparecer ao lado do botão de curtir.
- Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis. -
Alguns usuários relataram no Reddit que já receberam a atualização nas últimas semanas, mas a maioria das reações tem sido negativa. Parte das críticas pode ser explicada pelas mudanças frequentes no visual do aplicativo.
Por exemplo, em outubro, o YouTube havia deixado esses mesmos botões maiores e mais chamativos, e agora testa uma versão com ícones sem texto e aparência mais discreta, exigindo que os usuários se adaptem novamente. No entanto, como se trata de um teste, o Google pode alterar o visual outra vez ou desistir de levá-lo para a versão estável.
YouTube testa um novo visual mais limpo no Android e coloca o recurso de IA "Perguntar" em destaque. (Imagem: Reprodução/Android Authority)
Por que o Youtube vai mudar o visual do app?
A reformulação busca reduzir a quantidade de elementos na tela e tornar a navegação mais simples. Ao esconder recursos secundários em um menu, o YouTube libera espaço para exibir mais vídeos recomendados e cria uma aparência limpa para o aplicativo.
Outro objetivo é destacar a inteligência artificial. Com apenas quatro botões em evidência, o recurso "Perguntar" ocupa uma posição de destaque ao lado das ações mais usadas, sinalizando que o Google quer transformar a IA em uma parte cada vez mais importante da experiência no YouTube.
A empresa também reorganizou as informações para dar mais destaque ao título do vídeo e ao criador do conteúdo. As curtidas e visualizações continuam presentes, mas em uma área que interfere menos na navegação e deixa a interface organizada.
O Android 17 começou a ser liberado para celulares Pixel e chega com uma série de novidades de usabilidade, segurança e personalização. Além de novos recursos, a atualização traz ajustes em funções já conhecidas e corrige algumas decisões que vinham sendo criticadas pelos usuários nas últimas versões.
Sem promover uma grande mudança visual, o sistema operacional aposta em refinamentos que tornam as tarefas do dia a dia mais práticas. São pequenas melhorias que podem passar despercebidas à primeira vista, mas ajudam a deixar a experiência mais simples e intuitiva.
5 mudanças de qualidade de vida do Android
Veja 5 mudanças no Android 17 que os usuários já vinham pedindo há muito tempo e agora foram atendidos:
- Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis. -
Separação definitiva dos botões de Wi-Fi e Dados Móveis
Opção de sumir com os nomes dos aplicativos na tela inicial
Controle de volume da Assistente/Gemini independente
Fim do áudio de fundo "brotando" do nada
Bloqueio automático de SMS com códigos de verificação (OTP)
1. Separação definitiva dos botões de Wi-Fi e Dados Móveis
O Android 17 desfaz uma mudança que vinha sendo bastante criticada: a unificação dos controles de conectividade no bloco “Internet”. Agora, Wi-Fi e dados móveis voltam a ter botões independentes nas Configurações Rápidas, deixando o acesso mais rápido.
Além da separação, os dois botões têm funções diferentes dependendo de onde você toca. Um toque no ícone liga ou desliga o Wi-Fi ou os dados móveis, enquanto tocar no texto abre o painel completo de Internet com mais opções. Assim, tarefas simples exigem menos toques, mas as configurações mais avançadas continuam facilmente acessíveis.
2. Opção de sumir com os nomes dos aplicativos na tela inicial
Quem prefere uma interface mais minimalista agora pode remover os nomes dos aplicativos da tela inicial. A opção deixa apenas os ícones visíveis, criando um visual mais limpo e organizado.
A mudança também combina com os novos efeitos visuais do sistema, que reforçam o desfoque de fundo e dão mais “profundidade” à interface.
Para remover o nome dos apps, siga os passos abaixo:
Abra “Plano de fundo e estilo”;
Toque em “Tela inicial”;
Entre em “Ícones”;
Clique em “Nomes”;
Desative a opção “Mostrar nomes de aplicativos”.
O Android 17 corrige cinco reclamações antigas dos usuários. (Imagem: Ivo Meneghel Jr/Canaltech)
3. Controle de volume da Assistente/Gemini independente
Até agora, as respostas da assistente compartilhavam o mesmo controle de volume usado para músicas, vídeos e podcasts. Com o Android 17, aplicativos de assistência, como o Gemini, ganham um canal de áudio dedicado.
A mudança permite ajustar o volume da IA separadamente da mídia. Dessa forma, é possível silenciar músicas e vídeos sem deixar de ouvir as respostas do Gemini, ou fazer o contrário.
4. Fim do áudio de fundo "brotando" do nada
Quem nunca abriu um aplicativo e foi surpreendido por um áudio que começou a tocar sem aviso? O Android 17 endurece as regras para reprodução de som em segundo plano justamente para evitar esse tipo de situação.
Agora, aplicativos ocultos não podem iniciar áudio, assumir o foco sonoro ou alterar o volume livremente. Para reproduzir som, eles precisam estar visíveis na tela ou executar um serviço ativo com notificação aparente.
5. Bloqueio automático de SMS com códigos de verificação (OTP)
O Android 17 amplia as medidas de proteção contra aplicativos maliciosos que tentam capturar códigos de autenticação enviados por SMS.
O sistema vai atrasar a entrega de mensagens com códigos OTP para determinados aplicativos por três horas. Como esses códigos costumam expirar rapidamente, a medida dificulta tentativas de fraude mesmo quando um app possui permissão para ler mensagens.
O WhatsApp está preparando a expansão do recurso de visualização única para mensagens de texto. A função foi encontrada pelo portal WABetaInfo em versões beta do aplicativo para Android e iOS e fará com que o conteúdo se torne inacessível após ser aberto pelo destinatário. No entanto, a novidade ainda não foi liberada pela empresa e permanece restrita aos testes internos.
O novo recurso amplia uma funcionalidade já presente para envio de fotos, vídeos e mensagens de voz. Quando o usuário escrever uma mensagem, ele poderá pressionar e segurar o botão de envio até que apareça a opção de selecionar o modo de visualização única.
O recurso poderá ser usado em conversas individuais e grupos, mas não estará disponível nos canais, já que são um recurso público. Com foco na privacidade, o app também não vai permitir a captura e gravação de tela, além de cópias, encaminhamentos e compartilhamentos das mensagens. No entanto, ainda será possível registrar o conteúdo com a câmera de um segundo celular, por exemplo.
- Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis. -
Enquanto a novidade não é lançada, os usuários costumam recorrer a alguns truques para enviar mensagens temporárias. Uma das soluções mais usadas é escrever a mensagem na legenda de uma foto em visualização única ou transformar o texto em uma imagem para enviá-la usando esse mesmo recurso.
A novidade também vai aproximar o WhatsApp de concorrentes e até de outros aplicativos da Meta, como Messenger, Instagram, Snapchat e Telegram, que já oferecem mensagens de texto temporárias.
O WhatsApp está desenvolvendo mensagens de texto de visualização única. (Imagem: Viviane França/Canaltech)
As mensagens que desaparecem já estão disponíveis?
As mensagens de texto de visualização única ainda estão em fase de desenvolvimento. A novidade foi encontrada pelo WABetaInfo nas versões beta 26.24.10.16 do iOS e 2.26.22.7 do Android, mas permanece desativada para todos os usuários, inclusive os testadores.
Como acontece com outros recursos em teste, o WhatsApp ainda não divulgou uma data para o lançamento. No entanto, a presença da novidade em versões avançadas de desenvolvimento indica que ela pode chegar ao público em uma atualização futura.
Se você gostou do conteúdo, talvez também se interesse por saber o que é WhatsApp Beta.
A Microsoft anunciou a ampliação da disponibilidade do Copilot Cowork, uma IA “colega de trabalho” integrada ao Microsoft 365 Copilot, que consegue executar tarefas complexas de forma autônoma e funcionar continuamente mesmo com o computador do usuário desligado. A ferramenta, que estava em fase de preview, foi liberada para mais organizações, mas continua restrita ao uso corporativo.
O Copilot Cowork é baseado em uma arquitetura em nuvem que permite a execução contínua das tarefas e utiliza o chamado “Work IQ” para entender o contexto da empresa. O lançamento também inclui integração com plugins de parceiros e com o Dynamics 365, como Miro, monday.com, Moody’s e S&P Global Energy.
Além disso, o sistema funciona com modelos de IA da Anthropic, incluindo o Opus 4.8 e o Sonnet 4.6. Os clientes do programa Frontier também têm acesso ao GPT 5.5. Em breve, a Microsoft vai lançar o Cowork 1, um modelo próprio pensado para tarefas do dia a dia, com custo menor e mais eficiência.
- Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis. -
A Microsoft afirma que, em testes internos, o Copilot Cowork pode ser entre 30% e 40% mais barato por comando do que o Claude Cowork usando o conector do Microsoft 365. Para chegar a esse resultado, a empresa comparou 125 execuções de tarefas com diferentes níveis de complexidade nas duas ferramentas, usando o mesmo modelo de IA (Opus 4.8).
O que Copilot Cowork consegue fazer?
O Copilot Cowork consegue executar tarefas complexas de forma autônoma no ambiente corporativo. Ele pode organizar grandes planilhas, automatizar processos de vendas e realizar tarefas administrativas longas, com a promessa da Microsoft de que essas atividades são concluídas mais rapidamente do que no processo tradicional, já que a IA trabalha de forma contínua em segundo plano.
Microsoft amplia o Copilot Cowork, IA do Microsoft 365 que executa tarefas corporativas de forma autônoma na nuvem. (Imagem: Viviane França/Canaltech)
Os clientes no programa Frontier também podem fazer o sistema navegar na web por meio do Microsoft Edge, respeitando as políticas corporativas já configuradas pelas empresas. Ele também é capaz de lidar com diferentes níveis de complexidade, desde tarefas mais simples até análises mais extensas que envolvem grande volume de dados e múltiplas etapas.
Quem pode usar o Copilot Cowork?
O acesso ao Copilot Cowork é restrito a organizações que já possuem a licença do Microsoft 365 Copilot. A ferramenta não está disponível para uso individual.
Mesmo dentro das empresas, o uso não é automático. Os administradores de TI precisam ativar o recurso e definir permissões específicas para usuários ou equipes. Além disso, a cobrança é baseada em consumo, por meio de créditos Copilot.
O preço de cada tarefa é calculado a partir de quatro fatores: uso do modelo, recuperação de contexto, chamadas de ferramentas e tempo de execução.
Ainda, as empresas que participaram do programa de testes Frontier e usaram o Cowork entre 30 de março e 16 de junho têm um período de carência e não serão cobradas até 1º de julho de 2026.
O Threads alcançou 500 milhões de usuários ativos mensais e anunciou o lançamento do "Your Algo" (Seu Algoritmo), uma ferramenta para personalizar as recomendações que aparecem no feed. Inicialmente, a novidade está disponível para usuários dos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia.
O recurso complementa o "Dear Algo", lançado em fevereiro de 2026, e dá aos usuários a opção de indicar se desejam ver mais ou menos conteúdos sobre determinados temas. Também é possível escolher por quanto tempo essa preferência ficará ativa, com opções de um, três ou sete dias. Todas as solicitações ficam reunidas em uma área dedicada, que também centraliza as configurações do recurso anterior.
Segundo a plataforma, a novidade foi criada para acompanhar o crescimento dos grupos temáticos no aplicativo, que reúnem pessoas interessadas em vários assuntos, como literatura, esportes, música e maternidade. A ideia é oferecer recomendações alinhadas aos interesses de cada pessoa e tornar o Threads um espaço mais relevante para conversas e descobertas.
- Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis. -
Além do novo sistema de recomendações, a empresa anunciou melhorias para os grupos do aplicativo e confirmou que os Live Chats serão ampliados nas próximas semanas. A expansão inclui suporte para coanfitriões e a possibilidade de citar trechos específicos das conversas no feed.
Threads lançou o "Your Algo", ferramenta que dá mais controle sobre as recomendações do feed. (Imagem: Viviane França/Canaltech)
Quais são os novos recursos para comunidades no Threads?
Com o fim da fase beta dos grupos, o Threads anunciou uma série de novidades para facilitar a navegação e incentivar a participação dos usuários, como:
Hub de Comunidades: nova seção no menu principal para descobrir e alternar entre grupos com mais facilidade;
Ícones de Comunidade: identidades visuais próprias para cada grupo, facilitando o reconhecimento em diferentes áreas do aplicativo;
Progresso da Comunidade: indicador que mostra quando um tema está próximo de se tornar uma comunidade oficial e como os usuários podem ajudar;
Community Champions: expansão do programa que reconhece membros mais ativos e influentes;
Comunidades Locais: inclusão de tags em idiomas nativos para grupos no Japão, Coreia do Sul e Taiwan.