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Apple prepara novo Vision Pro mais leve, mas pode abandonar o formato atual

28 September 2026 at 14:24

A Apple já trabalha em uma nova geração do Vision Pro com o objetivo de reduzir um dos principais incômodos do headset atual: o peso sobre o rosto. No entanto, a mudança pode ser mais profunda do que uma simples troca de materiais, já que a empresa avalia até abandonar o formato atual em favor de um aparelho com processamento externo.

Segundo informações da Bloomberg, o projeto é conhecido internamente pelo codinome N224 e ainda está nos estágios iniciais de desenvolvimento. A expectativa é que o novo Vision Pro chegue ao mercado entre o final de 2028 e o começo de 2029.

O N224 sucede uma iniciativa anterior, chamada N100, que teria dado origem a uma espécie de "Vision Air". Esse modelo teria construção mais leve e preço reduzido, mas a Apple desistiu do projeto no ano passado.

Desta vez, a prioridade parece ser diferente. O N224 não precisa necessariamente ser um Vision Pro barato, mas deve tentar reduzir o tamanho e o peso sem abrir mão da experiência de um produto topo de linha. Ainda assim, há possibilidade de que o preço fique abaixo do cobrado pela geração atual.

Apple testa quatro caminhos para o novo Vision Pro

A Apple ainda não decidiu como será o aparelho e trabalha com quatro conceitos diferentes. Uma das propostas mais ousadas separa parte dos componentes do headset e os transfere para um pequeno módulo externo.

O Vision Pro atual já usa uma bateria conectada por cabo, mas a nova abordagem iria além e também colocaria o processamento nesse módulo. Com menos componentes dentro do headset, seria possível aliviar justamente o peso sustentado pela cabeça do usuário.

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 A ideia lembra a estratégia adotada pela Meta em seus novos óculos de realidade virtual. Para a Apple, porém, esse caminho ainda exigiria avanços em eficiência energética e controle térmico para que o módulo externo não se torne grande ou quente demais.

A proposta também não é consenso dentro da companhia. Parte dos executivos prefere manter um formato "all-in-one", com o processamento integrado ao próprio headset.

Formato atual ainda pode sobreviver

Outra possibilidade em estudo mantém o desenho oval característico do Vision Pro. Nesse caso, a Apple tenta diminuir o peso principalmente por meio dos materiais usados na construção.

Entre as opções avaliadas estão plástico, titânio e outros metais mais leves. A estratégia permitiria preservar boa parte do conceito atual, mas com mudanças suficientes para tornar o dispositivo mais confortável em sessões prolongadas.

A evolução dos chips da própria Apple também pode ajudar nessa tarefa. A expectativa é que processadores futuros, como um eventual A20 Pro, tenham potência suficiente para executar o visionOS com desempenho superior ao M5 atual, mas com menor consumo de energia e sem necessidade de refrigeração ativa.

Como o lançamento ainda está distante, nenhum dos quatro conceitos está definido como versão final. O N224 pode, portanto, resultar tanto em um Vision Pro parecido com o atual quanto em um produto bastante diferente, com parte de seu hardware transferida para um módulo externo.

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Kindle Scribe 3 me fez voltar a escrever à mão, mas não aposentou meu Kindle Paperwhite

27 September 2026 at 18:30

Eu passei cerca de duas semanas com o Kindle Scribe de 3ª geração, e terminei o teste com uma impressão diferente da que tinha no começo. Eu esperava encontrar um Kindle enorme que também aceitava caneta. Na prática, foi a escrita que mais me convenceu.

Aqui, eu preciso ser honesto: na verdade, não é a primeira vez que tenho contato com um Kindle Scribe. Eu já testei, há alguns anos, o modelo de primeira geração. Mas confesso que, após tanto tempo, não lembro exatamente qual foi a sensação que senti durante os primeiros usos. 

Mas, voltando: o Scribe funciona muito bem como leitor, principalmente para PDFs, quadrinhos e documentos, mas perde uma característica que considero essencial em um Kindle: a facilidade de sacar o aparelho em qualquer lugar e começar a ler. Em compensação, ele foi tão competente como caderno digital que eu o adicionaria facilmente a minha rotina.

Pontos positivos

Pontos negativos

Excelente experiência de escrita

Tamanho prejudica o uso fora de casa

Premium Pen rápida e sem bateria

Peso incomoda sem apoio

Rejeição de palma

Ergonomia poderia ser melhor

Integração com Google Drive

Preço alto para o público geral

Muito bom para PDFs e documentos

 

Organização eficiente dos cadernos

 

Recursos de IA úteis

 

Ótimo conforto visual

 

Bateria de longa duração

 

Notas do Kindle Scribe 3

Categoria

Nota

Tela

5

Escrita

5,0

Leitura

4,0

Desempenho

5

Bateria

5,0

Design e ergonomia

4,0

Recursos e integrações

5,0

Custo-benefício

3,5

Nota final

4,6

Para quem é o Kindle Scribe 3?

O Kindle Scribe 3 faz mais sentido para quem não quer apenas ler. Estudantes, pessoas que fazem muitas anotações, profissionais que trabalham com documentos e quem prefere escrever à mão aproveitam melhor o que ele oferece.

Durante o teste, usei o Scribe para reuniões, lembretes, ideias, documentos e até para escrever histórias. Em nenhum desses momentos senti vontade de trocar o aparelho por um caderno de papel. Essa é uma diferença importante, porque eu gosto de escrever à mão, embora nem sempre consiga encaixar o hábito na rotina.

Para estudantes, a proposta fica ainda mais interessante. Um único aparelho pode concentrar diferentes cadernos, PDFs e materiais de estudo, com pastas para separar matérias. A tela E Ink também permite passar bastante tempo sobre textos e anotações sem o desconforto visual que sinto após horas diante de uma tela convencional.

Já quem quer apenas ler livros não precisa gastar tanto. Kindle e Kindle Paperwhite são menores, mais leves e muito mais convenientes para leitura fora de casa. No meu caso, mesmo com o Scribe, eu ainda gostaria de ter um Kindle menor para usar no transporte público.

Quanto vale a pena pagar no Kindle Scribe 3?

O Kindle Scribe 3 de 32 GB que testei chegou ao Brasil por R$ 2.999. Não acho um preço incompatível com o que o aparelho entrega, mas é um valor alto para um dispositivo tão específico.

Minha faixa ideal seria de R$ 2.500 para o Scribe de 32 GB, enquanto o modelo de 16 GB faria mais sentido por aproximadamente R$ 2.000. Já o Scribe Colorsoft, com 64 GB, ficaria mais atraente perto de R$ 3.500.

Modelo

Preço oficial de lançamento

Quanto eu pagaria

Kindle Scribe 16 GB sem iluminação frontal

R$ 2.499

R$ 2.000

Kindle Scribe 32 GB com iluminação frontal

R$ 2.999

R$ 2.500

Kindle Scribe Colorsoft 64 GB

R$ 3.899

R$ 3.500

O problema aparece principalmente para quem lê muito fora de casa. Nesse cenário, o conjunto ideal pode acabar composto por um Scribe para casa, estudo ou trabalho e um Kindle menor para mobilidade. Somados, os dois representam um investimento considerável.

Também existe a concorrência dos tablets. O Galaxy Tab S10 FE, por exemplo, tem tela de 10,9 polegadas, S Pen inclusa e Android completo. No momento desta análise, o modelo Wi-Fi de 128 GB aparece no varejo perto de R$ 2.650 a R$ 2.750 no Pix, praticamente na mesma faixa de preço que eu considero ideal para o Scribe de 32 GB.

A questão, portanto, não é somente qual faz mais coisas. É o que você pretende fazer com o aparelho.

Vale a pena comprar o Kindle Scribe?

Sim, se a escrita realmente fizer parte da sua rotina. Para quem só quer ler livros, não.

Esse foi o ponto que mais mudou minha percepção ao longo das duas semanas. O Scribe não me conquistou por ser um Kindle maior. Na verdade, o tamanho é justamente uma das coisas que mais me incomodam nele.

Foi o caderno digital que me convenceu.

A experiência da Premium Pen é excelente, os cadernos são bem organizados, a rejeição de palma funciona, a tela é confortável e a integração com Google Drive resolve um problema que eu imaginava encontrar antes mesmo de começar o teste.

Ainda mudaria a ergonomia. As bordas não oferecem uma área especialmente confortável para segurar, e um relevo traseiro ou algum tipo de apoio inspirado no antigo Kindle Oasis poderia deixar o uso suspenso mais seguro.

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 Sobre uma mesa, porém, ele funciona muito bem. Os quatro pequenos apoios emborrachados da traseira ajudam a manter o aparelho firme, e transforma esse o meu cenário preferido para sessões longas de escrita.

E talvez esse seja o melhor resumo do Kindle Scribe 3. Eu não compraria um para substituir meu Kindle convencional, mas consigo imaginar perfeitamente os dois convivendo.

Depois do review, continuaria com o Scribe por perto. Talvez até usasse mais do que imaginei antes do teste, justamente porque ele não serve apenas para substituir algo que eu já fazia. Ele me deu vontade de voltar a escrever à mão.

Quando o Kindle Scribe chega no Brasil?

O Kindle Scribe de 3ª geração chegou ao Brasil em 2026. A Amazon abriu a pré-venda da linha em 12 de maio, e os aparelhos passaram a ficar disponíveis no país em junho.

Foi também a primeira vez que a família Scribe recebeu distribuição oficial no mercado brasileiro. A linha estreou por aqui em três versões: Scribe de 16 GB sem iluminação frontal, Scribe de 32 GB com iluminação e Scribe Colorsoft de 64 GB.

A geração tem tela de 11 polegadas e corpo de apenas 5,4 mm. A Amazon informa peso na casa dos 400 gramas e também cita uma resposta até 40% mais rápida em relação às gerações anteriores, que não tiveram venda oficial no Brasil.

Para que serve o Kindle Scribe?

O Kindle Scribe combina leitor digital, caderno eletrônico e ferramenta para documentos no mesmo aparelho. Ele acessa a biblioteca normal do Kindle, mas também permite criar cadernos, escrever com a Premium Pen, fazer anotações e trabalhar com PDFs e outros arquivos.

Foi só durante o uso que percebi o quanto essa combinação muda a proposta. O Scribe não parece simplesmente um Kindle esticado para 11 polegadas. Boa parte da experiência gira em torno da escrita e do chamado “Espaço de trabalho”, área dedicada para a experiência de escrita.

Também dá para importar arquivos pelo Google Drive, fazer alterações no Scribe e devolvê-los para a nuvem. Foi uma das funções que mais ampliaram o que consegui fazer com o aparelho.

É confortável ler no Kindle Scribe 3?

Depende de onde você pretende ler. Em casa, o Kindle Scribe é ótimo. Fora dela, eu prefiro um Kindle menor.

No sofá, em uma poltrona ou na cama, a tela grande é agradável e oferece bastante espaço para o texto. O problema surge quando preciso sustentar o aparelho por bastante tempo. O tamanho e os cerca de 400 gramas começam a cobrar seu preço.

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 Até na cama existe um detalhe prático: esse definitivamente não é o Kindle que eu gostaria de deixar cair no rosto depois de dormir no meio de um capítulo.

Fora de casa, a diferença fica mais clara. Eu costumo ler no transporte público e não consigo me imaginar no meio de um trem cheio com o Scribe na mão. Sentado ele funciona, mas ainda exige mais espaço e atenção que um Kindle convencional.

Curiosamente, o aparelho é fácil de transportar. Ele é bastante fino e entra sem problema no compartimento de notebook da mochila. Então há uma distinção importante: levar o Scribe de um lugar para outro é simples. Usá-lo suspenso por muito tempo não é.

PDFs e quadrinhos mudam a história

Com PDFs, documentos e quadrinhos, a tela de 11 polegadas passa de problema a vantagem.

Imagens, gráficos e elementos da página aparecem maiores, e há muito menos necessidade de zoom. Para esse tipo de conteúdo, prefiro claramente o Scribe a um Kindle convencional.

A iluminação frontal também ajuda. Em ambientes claros, ela pode ficar completamente desligada. À noite, porém, considero um recurso importante, principalmente porque o aparelho também serve para leitura na cama ou para uma anotação rápida no escuro. 

Neste aspecto, o modelo de 16 GB, que não tem iluminação, deixa a desejar. 

O Kindle Scribe substitui um caderno?

Para mim, sim. Durante as duas semanas de teste, não encontrei uma situação em que estivesse com o Scribe e pensasse que seria melhor buscar papel.

A sensação da Premium Pen não é exatamente igual à de uma caneta sobre uma folha. Ela fica em algum lugar entre o vidro e o papel. Existe mais atrito e naturalidade que em um tablet convencional, mas sem reproduzir toda a aspereza do papel.

Essa combinação funcionou muito bem para mim. O Scribe oferece a sensação de escrever à mão, mas mantém algumas conveniências do mundo digital.

É possível selecionar algo que já foi escrito, mover para outro ponto da página ou alterar o tamanho. Também dá para reorganizar páginas, movê-las entre cadernos, criar cópias ou até trocar o template depois.

Um erro de organização deixa de significar borracha, rabisco ou uma página refeita.

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 A seção Espaço de trabalho permite criar pastas e vários cadernos. Há modelos tradicionais, páginas pontilhadas, listas, agendas, listas numeradas e opções de tarefas, entre outros formatos.

Dá para escrever e fazer anotações nos livros no Kindle Scribe?

Sim, mas o comportamento muda entre livros Kindle e documentos.

Em um PDF ou outro documento compatível, a experiência é bastante livre. Posso escrever diretamente sobre a página, circular alguma coisa, sublinhar, riscar, desenhar ou assinar um arquivo.

Nos e-books comprados na Amazon, o Scribe preserva a diagramação. Uma anotação manuscrita no meio do livro ganha um espaço próprio e o texto se reorganiza ao redor dela.

Não considerei isso uma limitação. Faz sentido evitar que um rabisco interfira diretamente na estrutura de um livro digital, principalmente porque tamanho da fonte, margens e paginação podem mudar.

Como é escrever com a Premium Pen?

A experiência é rápida e muito natural para uma tela E Ink. Não percebi atraso entre o movimento da caneta e o aparecimento do traço.

A rejeição de palma também funciona muito bem. Posso apoiar a mão sobre a tela como faria em uma folha sem que o contato crie riscos ou interrompa a escrita.

A Premium Pen oferece diferentes tipos de caneta e lápis, espessuras, marca-texto e borracha. Ela não precisa de bateria, carga ou conexão Bluetooth. Basta encostar a ponta na tela e escrever.

Na extremidade oposta há uma borracha física. Para correções comuns, basta virar a caneta e apagar. Quando preciso remover somente uma letra ou um detalhe muito pequeno, prefiro selecionar a borracha pelo sistema e reduzir a espessura.

O botão lateral também pode receber um atalho para ferramentas específicas. Usei pouco durante o teste, mas ele pode ser útil para quem alterna com frequência entre caneta, lápis, marca-texto e borracha.

A caneta fica presa magneticamente na lateral do Scribe, abaixo do botão de energia. O encaixe transmite segurança suficiente para o uso cotidiano e não me passou a impressão de que ela soltaria a qualquer momento.

O Kindle permite desenhar?

Sim. O Kindle Scribe permite usar a Premium Pen para desenhos e oferece diferentes ferramentas e espessuras.

Não tenho habilidade suficiente para avaliar o aparelho como ferramenta profissional de ilustração. Um colega fez um desenho simples durante o teste e o resultado ficou muito bom, mas isso não basta para afirmar que o Scribe substitui um tablet voltado a artistas ou uma mesa digitalizadora.

Para desenhos casuais, rascunhos e diagramas, porém, ele funciona muito bem.

Os recursos de IA do Kindle Scribe são úteis?

Sim, principalmente para quem acumula bastante conteúdo manuscrito. Os recursos que testei funcionaram melhor do que eu esperava.

Em um dos testes, escrevi à mão um texto narrativo relativamente longo e pedi um resumo. O sistema conseguiu interpretar minha letra e condensar o conteúdo em poucas frases coerentes.

Também usei um caderno que misturava português e inglês. A IA entendeu os dois idiomas e entregou todo o resumo em português.

Outro recurso refina a caligrafia. Um detalhe que gostei é que o sistema não apaga o manuscrito original. A versão processada entra no começo ou no fim do caderno e mantém intacto o que foi escrito à mão.

Como utilizar o Kindle Scribe?

O uso se divide basicamente entre biblioteca Kindle e Espaço de trabalho. A primeira concentra livros e conteúdos tradicionais do ecossistema da Amazon. A segunda reúne cadernos, documentos e materiais voltados à escrita.

A interface é intuitiva e não exige um período longo de adaptação. Nos primeiros usos, o próprio sistema apresenta a integração com Google Drive, recurso que considero essencial para aproveitar tudo que o Scribe pode fazer.

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 Um dos melhores exemplos apareceu durante meu teste. Recebi, pelo WhatsApp, um documento que precisava assinar. Sallvei no Drive, abri no Scribe, usei a Premium Pen para a assinatura e mandei o arquivo de volta para a nuvem para ser compartilhada de volta pelo mensageiro. Todo o processo levou menos de três minutos.

Foi nesse momento que o Scribe deixou de parecer um aparelho isolado. Ele não possui WhatsApp, Gmail ou uma loja de aplicativos como um tablet, mas os documentos não precisam ficar presos a ele.

O Kindle Scribe funciona sem internet?

Sim. Livros que já estão baixados continuam disponíveis normalmente, e os cadernos também funcionam offline.

A conexão é necessária para baixar novos conteúdos, acessar serviços online, sincronizar alterações e transferir arquivos pela nuvem.

Kindle Scribe é bom para estudar e trabalhar?

Sim, mas vejo mais potencial para estudo do que para trabalho.

Para estudantes, é fácil imaginar o Scribe no lugar de vários cadernos. Dá para separar matérias em pastas, criar um caderno para cada disciplina, guardar PDFs e escrever por bastante tempo sem ficar diante de uma tela LCD ou OLED.

Outro benefício é justamente o que o Scribe não possui. Não há redes sociais, vídeos, jogos ou dezenas de aplicativos prontos para disputar sua atenção.

Não testei o aparelho em uma rotina acadêmica, então essa conclusão parte das funcionalidades e da experiência que tive com leitura e escrita, não de semanas dentro de uma sala de aula.

No trabalho, usei o Scribe em reuniões, lembretes, anotações e documentos. Ele poderia continuar na minha rotina profissional, embora eu não o considere essencial.

Para quem já prefere manuscrever durante reuniões ou passa bastante tempo com documentos, a utilidade tende a ser maior.

Qual é a melhor opção: Kindle Scribe ou tablet?

Se a prioridade for ler e escrever, eu escolheria o Kindle Scribe. Se você também quer aplicativos e multimídia, escolheria um tablet.

Essa comparação não pode se resumir à quantidade de funções. Evidentemente, um tablet com Android ou iPadOS faz muito mais coisas. A questão é se essas coisas fazem diferença para o seu uso.

Para mim, a tela E Ink pesa bastante. Consigo passar horas sobre textos e cadernos no Scribe sem sentir o mesmo cansaço visual que uma tela tradicional costuma provocar.

Também prefiro a sensação da Premium Pen à experiência que normalmente tenho com stylus sobre vidro. Há ainda a autonomia muito maior e a ausência de distrações.

O tablet ganha quando a rotina exige vídeos, navegador completo, redes sociais, aplicativos específicos, multitarefa mais avançada ou qualquer serviço que dependa de Android ou iPadOS.

Qual a diferença entre Kindle Scribe e tablet?

A principal diferença está na proposta. O Kindle Scribe é um dispositivo dedicado à leitura, escrita e documentos. Um tablet é um computador móvel de propósito geral.

O Scribe usa tela E Ink, que prioriza conforto visual e autonomia. Isso cobra um preço na resposta visual: animações e mudanças de tela não têm a mesma fluidez de um painel LCD ou OLED.

Mesmo assim, não considero o Scribe lento. Menus, páginas, cadernos e ferramentas responderam bem durante o teste, e a escrita não apresentou atraso perceptível.

Já um tablet como o Galaxy Tab S10 FE oferece Android, tela de 10,9 polegadas a 90 Hz, S Pen e acesso completo a aplicativos. A Samsung também inclui capa em algumas ofertas oficiais do modelo.

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Então a escolha não é entre um produto completo e outro incompleto. São dispositivos feitos para prioridades diferentes.

Quais são as alternativas ao Kindle Scribe?

No Brasil, a principal alternativa prática está nos tablets com caneta, porque ainda não há uma oferta ampla de e-readers voltados à escrita com a mesma presença oficial da Amazon.

O Galaxy Tab S10 FE é o exemplo mais fácil. Ele saiu por R$ 4.199 no lançamento e hoje pode aparecer perto de R$ 2.700 em ofertas, faixa que o coloca diretamente contra o Kindle Scribe de 32 GB. No varejo consultado durante esta análise, encontrei unidades novas perto desse valor no pagamento à vista.

O tablet é mais versátil. Tem Android, aplicativos, vídeos, navegador, S Pen e maior liberdade para produtividade. O Scribe responde com tela E Ink, autonomia superior, foco e uma experiência de escrita que considero mais agradável.

Para quem quer um dispositivo exclusivamente para leitura e escrita, eu ficaria com o Scribe. Para quem precisa que o mesmo aparelho também faça todo o resto, o tablet tende a ser mais adequado.

Quais Kindle permitem escrever na tela?

Na linha vendida oficialmente no Brasil, os modelos Kindle Scribe são os Kindles feitos para escrita manuscrita com caneta.

A família atual inclui o Scribe de 16 GB sem iluminação frontal, o Scribe de 32 GB com luz frontal e o Scribe Colorsoft de 64 GB. Todos os modelos da linha chegaram ao país com uma caneta inclusa.

Outros Kindles possuem tela sensível ao toque para navegar pela interface, selecionar textos ou usar o teclado virtual, mas isso é diferente da proposta de escrita livre com caneta do Scribe.

O Kindle Scribe é colorido?

Depende da versão. Os Kindle Scribe de 16 GB e 32 GB possuem tela monocromática, enquanto o Kindle Scribe Colorsoft de 64 GB oferece exibição em cores.

O modelo que testei foi o Scribe de 32 GB, portanto minha experiência neste review se refere à tela em preto e branco.

Não considero isso um defeito. Para leitura de livros, escrita e documentos, o painel monocromático cumpre bem seu papel. Quem pretende ler muitos quadrinhos ou trabalha com materiais em que as cores carregam informação pode encontrar uma vantagem maior no Colorsoft.

Quem tem o Kindle Scribe precisa pagar livros?

Não necessariamente. O Scribe funciona como qualquer outro Kindle nesse aspecto.

É possível comprar e-books individualmente na loja da Amazon, enviar documentos próprios, acessar títulos gratuitos ou assinar o Kindle Unlimited. A compra do Scribe não transforma automaticamente todo o catálogo Kindle em gratuito.

O Kindle Unlimited custa atualmente R$ 24,90 por mês após o reajuste aplicado pela Amazon e dá acesso aos títulos participantes do catálogo enquanto a assinatura estiver ativa.

A linha Scribe também estreou no Brasil com três meses de Kindle Unlimited inclusos para clientes elegíveis.

Quanto tempo dura a bateria do Kindle Scribe?

A Amazon estima até 12 semanas de leitura ou até três semanas de escrita, de acordo com as condições usadas pela empresa.

Eu não consegui testar a bateria de forma completa, mas tive uma boa experiência. 

Depois de aproximadamente duas semanas de uso, ele ainda estava com 19% de bateria. Nesse período, não precisei colocá-lo no carregador. No entanto, também o recebi com menos de 100% de carga. 

Também não economizei recursos de propósito. Usei Wi-Fi, sincronização com Google Drive, transferência de documentos e escrevi bastante.

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Comparativo: bateria do Fold 8 Ultra dura 5 horas a mais que Fold 7; vale trocar?

27 September 2026 at 16:00

O Galaxy Z Fold 8 Ultra pode entregar mais de 5 horas extras de bateria em comparação com o Galaxy Z Fold 7, segundo nosso teste padronizado. Após quatro horas reproduzindo o mesmo vídeo no YouTube, o novo dobrável consumiu 23% da carga, contra 33% do antecessor.

Mantido o mesmo ritmo de consumo, o Fold 8 Ultra alcançaria cerca de 17h23 de reprodução, enquanto o Fold 7 ficaria em aproximadamente 12h07. É uma diferença de mais de cinco horas e, de longe, a evolução mais perceptível entre as duas gerações.

O restante da experiência mudou bem menos. Os dois dobráveis têm praticamente as mesmas dimensões e peso, além de oferecerem experiências muito próximas em desempenho, ergonomia, multitarefa e câmeras. A questão é se a bateria melhor justifica trocar um Fold 7 que já custa bem menos pelo novo Ultra.

Bateria do Fold 8 Ultra dura quanto a mais?

A bateria é o componente que mais separa os dois dobráveis. O Fold 7 tem capacidade de 4.400 mAh, enquanto o Fold 8 Ultra sobe para 5.000 mAh. O aumento nominal é de aproximadamente 13,6%.

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O carregamento também evoluiu. O Fold 7 aceita até 25 W pelo cabo. O Fold 8 Ultra chega a 45 W no carregamento com fio e 20 W no modo sem fio.

No teste padronizado, os dois aparelhos reproduziram o mesmo vídeo no YouTube por quatro horas, com a tela externa, a mesma resolução e sob condições equivalentes.

Teste de bateria Galaxy Z Fold 7 Galaxy Z Fold 8 Ultra
Capacidade 4.400 mAh 5.000 mAh
Consumo em quatro horas 33% 23%
Estimativa de duração 12h07 17h23

O Fold 7 consumiu 33% da carga, contra apenas 23% do Fold 8 Ultra. São 10 pontos percentuais a menos sob exatamente a mesma carga de trabalho.

Caso o ritmo do teste permanecesse constante até o fim da bateria, o Fold 7 alcançaria cerca de 12 horas e 7 minutos de reprodução. O Fold 8 Ultra chegaria a aproximadamente 17 horas e 23 minutos.

Isso representa uma diferença estimada de 5 horas e 16 minutos a favor do modelo novo. Infelizmente, não conseguimos avaliar os dois aparelhos no dia a dia no mesmo cenário para confirmar como esses números se reproduzem na prática.

Design dos Fold 7 e Fold 8 Ultra é praticamente igual

O Galaxy Z Fold 7 e o Fold 8 Ultra são praticamente idênticos na mão. Os dois pesam 215 gramas e medem 158,4 x 72,8 x 8,9 mm quando fechados.

Aberto, o Fold 8 Ultra tem 4,1 mm de espessura, contra 4,2 mm do antecessor. A diferença de 0,1 mm não produz qualquer mudança perceptível na ergonomia.

A pegada, a sensação de peso, o transporte no bolso e o uso da tela externa são essencialmente iguais. Nem mesmo o nome “Ultra” se traduz em um corpo maior ou mais pesado nesta comparação.

Há, porém, uma pequena diferença quando os aparelhos são abertos. O Fold 7 passa a impressão de não alcançar exatamente os 180 graus, como se permanecesse fechado por um ângulo mínimo, de aproximadamente 1 grau ou menos.

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O Fold 8 Ultra corrige essa sensação e fica completamente plano. É uma mudança sutil, mas fácil de perceber ao colocar os dois aparelhos sobre uma superfície ou observá-los de lado.

Lembro que isso me incomodava um pouco ao testar o Fold 7 pela primeira vez, e fiquei feliz em ver que a Samsung corrigiu isso na nova geração.

A dobradiça mudou pouco na prática

A Samsung afirma que o Fold 8 Ultra usa uma Armor FlexHinge mais estreita e fina, com um mecanismo de menor atrito. Essa evolução, porém, não produziu uma mudança clara durante os testes.

A resistência ao abrir e fechar é semelhante nos dois modelos. O mesmo vale para a suavidade do movimento, a facilidade para iniciar a abertura e a sensação no momento em que o aparelho se fecha.

Ambos também sustentam ângulos intermediários de forma parecida. Com isso, os dois permitem usar o Modo Flex, que adapta a interface de aplicativos compatíveis ou transforma uma das metades em apoio para fotos, vídeos e chamadas.

A diferença mais visível da nova dobradiça está mesmo na abertura completamente plana do Fold 8 Ultra. Fora isso, a experiência permanece muito próxima à do Fold 7.

Materiais receberam reforços

Apesar da aparência semelhante, a Samsung atualizou parte dos materiais usados na nova geração.

O Galaxy Z Fold 7 possui Gorilla Glass Ceramic 2 na parte frontal, estrutura de Advanced Armor Aluminum e uma camada de titânio sob a tela dobrável. O vidro ultrafino do painel interno também ficou 50% mais espesso em relação à geração anterior.

O Fold 8 Ultra troca a proteção frontal pelo Gorilla Glass Ceramic 3 e usa Gorilla Glass Victus 2 na traseira. A estrutura de absorção de impactos sob a tela passa a contar com duas camadas de titânio.

Os dois têm certificação IP48 de resistência contra água e partículas sólidas maiores que 1 mm. Portanto, a evolução está mais na engenharia interna e na proteção contra impactos do que na sensação de acabamento.

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Vinco está mais discreto

O vinco não desapareceu no Galaxy Z Fold 8 Ultra. A dobra ainda pode ser vista no centro da tela interna, sobretudo quando há reflexos sobre o painel.

Ainda assim, houve uma melhora perceptível. O vinco do modelo novo chama menos atenção visualmente e também fica mais discreto ao passar o dedo pela tela.

A diferença apareceu desde os primeiros usos, sem exigir uma comparação muito cuidadosa entre os aparelhos. É uma evolução pequena, mas que se destaca mais no cotidiano do que várias alterações presentes apenas na ficha técnica.

Tela evoluiu mais no papel

Os dois dobráveis mantêm uma tela externa de 6,5 polegadas e um painel interno de 8 polegadas. Ambos usam tecnologia Dynamic AMOLED 2X e oferecem taxa de atualização adaptativa de até 120 Hz.

A tela interna do Fold 7 tem resolução de 2184 x 1968 pixels, densidade de 368 ppi e brilho máximo de 2.600 nits. No Fold 8 Ultra, a resolução sobe para 2504 x 2256 pixels, com densidade de 422 ppi e brilho máximo de 3.000 nits.

A Samsung também afirma que o painel do modelo novo ficou 15% mais brilhante e recebeu um tratamento antirreflexo.

São avanços técnicos relevantes, mas a diferença visual é pequena em condições normais. Os dois entregam níveis muito próximos de nitidez, contraste e reprodução de cores durante a navegação, leitura ou reprodução de vídeos.

A tela externa é ainda mais parecida, já que ambos oferecem resolução de 2520 x 1080 pixels e densidade de 422 ppi.

No uso comum, o salto de 368 para 422 ppi no painel interno não transforma a experiência. A tela do Fold 8 Ultra é tecnicamente superior, mas dificilmente será um motivo isolado para trocar de aparelho.

Desempenho é praticamente igual no cotidiano

O Galaxy Z Fold 7 usa o Snapdragon 8 Elite for Galaxy, enquanto o Fold 8 Ultra estreia o Snapdragon 8 Elite Gen 5 for Galaxy.

Os dois estão disponíveis com 256 GB, 512 GB ou 1 TB de armazenamento. O Fold 8 Ultra tem 12 GB de RAM nas duas primeiras versões e 16 GB na opção de 1 TB. No Fold 7, a quantidade varia entre 12 GB e 16 GB conforme a versão.

A troca de chipset amplia o desempenho mensurável em benchmarks, mas a diferença praticamente desaparece no uso cotidiano. Os aparelhos abrem aplicativos, percorrem a interface e alternam entre tarefas com a mesma agilidade.

Também não houve uma vantagem clara em fluidez geral ou tempo de resposta. Isso não significa que o novo processador seja igual ao anterior, mas mostra que o Fold 7 já tinha desempenho suficiente para deixar pouca margem de evolução perceptível em tarefas comuns.

O aquecimento segue o mesmo padrão. Os dois esquentam durante o uso prolongado da câmera, em jogos pesados ou em tarefas que exigem bastante do chipset, mas mantêm comportamento semelhante.

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Multitarefa continua como ponto forte

A experiência de multitarefa também é equivalente. Os dois celulares permitem manter até três aplicativos em tela dividida e mais cinco em janelas flutuantes, para um total de oito apps simultâneos.

Esse recurso aproveita bem o painel interno de 8 polegadas e continua entre os principais diferenciais da linha. É possível assistir a um vídeo, consultar uma página e conversar em um mensageiro na mesma tela, por exemplo.

Mesmo com vários aplicativos abertos, não houve diferença perceptível de desempenho entre as gerações. O Fold 8 Ultra tem um chipset mais potente, mas o Fold 7 preserva praticamente a mesma experiência nesse cenário.

Fold 8 Ultra acrescenta recursos de IA

A geração nova também incorpora ferramentas de inteligência artificial, como Now Nudge e My FanCam.

O Now Nudge funciona como um recurso contextual e proativo, capaz de sugerir informações ou ações conforme o conteúdo exibido e a forma como o celular é usado.

Já o My FanCam tem foco em shows e eventos. A ferramenta usa IA para ajudar a acompanhar uma pessoa ou artista e mantê-lo em destaque no enquadramento durante a gravação.

Câmeras mudam mais no processamento

O Galaxy Z Fold 7 tem câmera principal de 200 MP, ultrawide de 12 MP, telefoto de 10 MP e frontal de 10 MP.

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 O Fold 8 Ultra preserva a principal de 200 MP e a telefoto de 10 MP com zoom óptico de 3x, mas troca a ultrawide por um sensor de 50 MP com abertura f/1.9. Segundo a Samsung, a nova câmera recebe 34% mais luz.

A evolução parece grande na ficha técnica, mas não houve um salto generalizado de qualidade nas fotos comparadas. A principal diferença apareceu no processamento de imagem.

O Fold 8 Ultra tende a produzir fotografias mais quentes, saturadas e com contraste ligeiramente maior. Já o Fold 7 apresentou cores mais neutras em algumas situações. Não há uma abordagem necessariamente melhor, pois a preferência depende do gosto de cada pessoa.

Veja, abaixo, mais fotos tiradas pelos dois modelos:

Galaxy Z Fold 7 ou Fold 8 Ultra: vale a pena trocar?

O Galaxy Z Fold 8 Ultra refina vários aspectos do Fold 7, mas não muda radicalmente a experiência. Os aparelhos têm a mesma ergonomia, desempenho cotidiano muito parecido, multitarefa equivalente e resultados próximos em boa parte das fotos.

O modelo novo leva vantagem pelo vinco mais discreto, abertura completamente plana, tela tecnicamente superior, câmera ultrawide atualizada, chipset mais potente e materiais de proteção mais avançados.

A bateria, porém, é a evolução que realmente aparece. O Fold 8 Ultra consumiu consideravelmente menos carga no mesmo teste, além de oferecer maior capacidade e carregamento mais rápido.

Mesmo com essa vantagem, a diferença de preço não justifica o upgrade agora. O Galaxy Z Fold 7 já é encontrado a partir de R$ 9.500, mas o modelo chegou a custar R$ 8.100 no começo do ano. Já o Fold 8 Ultra parte de R$ 13.000 para a versão mais acessível.

Quando — ou se — o modelo mais recente cair para uma faixa de R$ 9 mil a R$ 10 mil, ele passará a fazer mais sentido para quem pensa em trocar de geração.

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