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Vai dar multa? ANTT inicia novos testes com radares de velocidade média

16 September 2026 at 13:45

Quem pratica a velha estratégia de reduzir a velocidade quando se aproxima de um radar e volta a acelerar assim que passa o equipamento vai precisar redobrar a atenção. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou o início de projetos-piloto de testes, que fiscalizam a velocidade média dos motoristas na Ponte Anita Garibaldi (SC) e na Ponte Rio-Niterói (RJ).

Por ora, a fiscalização ocorre em caráter experimental pelo prazo inicial de 180 dias, e vai contar com pares de câmeras que calculam o tempo gasto pelo motorista para percorrer um trecho da rodovia. Se o carro chegar ao segundo ponto antes de um tempo mínimo necessário para rodar ali dentro do limite, o sistema entende que o motorista estava acima da velocidade permitida.

radar de velocidade média

Como os equipamentos vão ser usados em caráter educativo e técnico, não vão aplicar multas somente com base no excesso de velocidade: o Código de Trânsito Brasileiro determina, sim, penalidades para o excesso de velocidade, mas só se a ocorrência for medida por instrumentos específicos. Portanto, a fiscalização por velocidade média não tem regulamentação específica para a aplicação de multas.

Como funciona o monitoramento

Diferente das câmeras com inteligência artificial que analisam o interior da cabine, o sistema registra a placa e o horário do veículo em dois pontos da via. Na Ponte Anita Garibaldi, o trecho monitorado de 3 km na BR-101 exige um tempo mínimo de 1 minuto e 38 segundos para respeitar o limite de 110 km/h. Já no acesso à Ponte Rio-Niterói, a medição abrange 9 km.

Como a fiscalização por velocidade média ainda não pode gerar autuações no Brasil, as concessionárias ViaCosteira e Ecoponte vão repassar os relatórios de medição à ANTT para subsidiar uma futura regulamentação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Vale lembrar também que estes equipamentos são diferentes dos radares com inteligência artificial: estes analisam imagens e buscam padrões associados a infrações, como a falta do cinto de segurança. Os dispositivos para controle de velocidade, por outro lado, não precisam “enxergar” o que ocorre no interior do carro.

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Fiat Panda mais estreito do mundo entra para o Guinness World Records

16 September 2026 at 11:30

Andrea Marazzi, mecânico italiano, conseguiu seu cantinho no Guinness World Records. O motivo? Marazzi construiu o carro dirigível mais estreito do mundo a partir de um Fiat Panda de 1993 cortado ao meio, medindo apenas 50,2 cm — para comparação, o carro ficou mais fino que uma Honda CG 160!

A homologação do feito ocorreu em Bagnolo Cremasco, na Itália, após um ano de modificações estruturais que reduziram a largura do veículo. Apesar dos desafios, o modelo ficou com o comprimento original de 3,4 m, com reaproveitamento de quase 90% dos componentes originais.

Claro que o projeto exigiu a reconstrução artesanal da carroceria, do assoalho e da suspensão. Mesmo assim, o mecânico tentou manter ao máximo a identidade tradicional do Panda, readaptando colunas, rodas, lanternas e partes dos faróis.

Fiat Panda modificado

A falta de espaço impediu a manutenção do motor a combustão original. Para resolver o problema, Marazzi adaptou um propulsor elétrico alimentado por bateria de 12 volts, capaz de levar o veículo de 246 kg à velocidade máxima de 15 km/h com autonomia de até 25 km.

A cabine foi dimensionada sob medida, de modo que só pode comportar o motorista em posição central. Como tem estabilidade lateral reduzida, o modelo não possui homologação para circular em vias públicas e é destinado unicamente a exibições.

Vale lembrar que o Fiat Panda é um carro para lá de tradicional na história da montadora italiana. O carro foi desenhado por Giorgetto Giugiaro e sua primeira geração chegou na década de 1980, servindo como base para o que se tornaria o projeto do Uno — e, aliás, é por isso que o Panda é popularmente conhecido como o “primo europeu” do Uno.

E não pense que foi só o italiano que se aventurou na criação. Conheça o carro brasileiro que é o "menor do mundo"!

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Chevrolet derruba preço do SUV Trailblazer, mas não para todo mundo

15 September 2026 at 21:00

Quer um SUV para chamar de seu? Se sim, vale a pena dar uma chance para o Chevrolet Trailblazer, que sai “no precinho” ao longo do mês — mas só para os clientes do tipo pessoa jurídica, com CNPJ. Para aqueles contemplados, a marca oferece 6% de redução.

Isso significa um desconto de R$ 25.412 no preço de tabela pública do SUV na opção High Country. Com a redução, o carro deixa de custar R$ 423.540 e sai por R$ 398.128, abatimento que vem para dar um empurrãozinho nas vendas do utilitário.

Chevrolet Trailblazer

Vale lembrar que a condição especial foi identificada no início do mês em uma loja de Natal (RN). Portanto, a dica do CT Auto é que os interessados entrem em contato com as concessionárias da região para conferir a disponibilidade do carro e as condições.

Como é o Chevrolet Trailblazer

Sob o capô, o Chevrolet Trailblazer entrega o motor 2.8 turbodiesel de 207 cv e 52 kgfm de torque, combinado ao câmbio automático de oito marchas e tração 4x4. Com 4,89 metros de comprimento e entre-eixos de 2,85 metros, o SUV entrega porta-malas de 205 litros com todos os assentos em uso e 554 litros com a terceira fileira rebatida.

Quem apostar na versão High Country vai ter na garagem um carro com espaço para sete ocupantes bem equipado, com itens que incluem desde o painel de instrumentos digital de 8”, central multimídia de 11”, assistente de permanência em faixa e alerta de colisão frontal.

Para ajudar a tirar a dúvida antes de fechar negócio, confira nossa matéria que explica 5 motivos para comprar o Trailblazer!

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Renault Boreal vai perder potência no Brasil; saiba o motivo

15 September 2026 at 19:00

O Renault Boreal vai perder potência. O motor 1.3 turbo flex do SUV médio da francesa vai deixar de entregar 163 cv para 160 cv no Brasil para atender aos limites de emissões determinados pelo Proconve L8. A mudança foi confirmada por Ariel Montenegro, presidente da Renault Geely do Brasil.

O executivo revelou a decisão na apresentação da nova picape Niagara — que, aliás, está prevista para novembro; já a linha Boreal vai receber o novo propulsor somente na virada para a linha 2027.

Renault Boreal

De acordo com a montadora, a readequação mecânica busca exclusivamente a redução de poluentes, sem alteração no torque de 27,5 kgfm. O ajuste veio em resposta às novas exigências ambientais brasileiras, sem relação com as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Motor 1.3 turbo

Fabricado pela Horse em São José dos Pinhais (PR), o propulsor 1.3 turbo passa por sua terceira configuração no mercado nacional. Lançado em 2019 de forma importada com 170 cv, a potência do motor caiu para 163 cv ao ser produzido localmente em 2025 e agora estabiliza em 160 cv.

Dados sobre o consumo de combustível e os novos números exatos de emissões ainda não foram divulgados. Vale lembrar que a mesma calibração de 160 cv também vai alimentar a picape intermediária Niagara, fabricada em Santa Isabel, na Argentina.

Desenvolvida sobre a mesma plataforma do Boreal para disputar espaço com rivais como Fiat Toro e Ram Rampage, a picape oferecerá versões com tração 4x4 e contará com uma variante híbrida a partir de 2027.

Quer saber mais sobre o utilitário? Confira 3 motivos para comprar o Renault Boreal e 2 para fugir do SUV francês!

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Vendas de carros crescem no Brasil, mas fabricação nacional não acompanha; saiba porquê

15 September 2026 at 15:30

As vendas de carros no Brasil ganharam ritmo, mas a tendência observada na produção nacional foi outra. Embora as vendas tenham registrado alta de 18,4% entre janeiro e agosto, a evolução da fabricação foi de apenas 8,5% no período. O alerta foi feito por Igor Calvet, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Segundo a entidade, das 148 mil unidades adicionais comercializadas no mercado brasileiro, cerca de 101 mil vieram do exterior; a maioria vem da China montada em kits desarmados (CKD ou SKD), ou seja, têm baixo conteúdo nacional.

IPVA carros trânsito

Esse cenário reflete o avanço dos veículos importados, que tiveram alta de 30,3% em vendas contra apenas 17,2% dos nacionais. Segundo Calvet, o avanço dos modelos importados, principalmente dos chineses, ajuda a explicar a fatia tímida de mercado da indústria local.

Impostos e estoques de elétricos

Apesar da repercussão sobre o avanço dos modelos elétricos e híbridos, os carros flex continuam liderando o mercado com folga, somando 68,3% das vendas no acumulado do ano. Os motores a diesel aparecem em seguida, com 9,2%, superando os elétricos puros, que registram 7,6%. O restante da lista fica por conta dos híbridos plug-in (6,1%), os híbridos convencionais (5,9%) e as opções movidas apenas a gasolina (2,7%) ou etanol (0,1%).

A partir de janeiro próximo, o imposto de importação para veículos elétricos e eletrificados vai ser impactado pela alíquota cheia de 35%, inclusive para kits desarmados. No entanto, a desaceleração pode ser atenuada pelo elevado estoque de modelos importados antes da recomposição tarifária, o que garante fôlego para marcas como a BYD continuarem crescendo no mercado.

Vale lembrar que, enquanto isso, as vendas de carros elétricos e híbridos batem recorde histórico no Brasil.

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