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Marca de TVs lança celular com "tela de Kindle", mas tem uma trapaça

28 August 2026 at 15:20

Essa vai para os leitores assíduos: que tal um celular com "tela de Kindle"? A Hisense, conhecida principalmente por suas TVs, lançou os novos A10 Pro e A10 Ultra, com tela principal de tinta eletrônica, semelhante à encontrada em leitores digitais. O recurso promete tornar a leitura mais confortável, mas para ter uma experiência mais próxima à de um smartphone convencional, é preciso recorrer a uma segunda tela.

Os dois modelos têm uma tela E Ink Carta 1300 de 6,13 polegadas, com resolução de 1.648 x 824 pixels e densidade de 300 PPI. O painel trabalha com 256 níveis de escala de cinza e iluminação frontal com 36 níveis em duas cores.

Assim como em um Kindle, a tela usa a luz ambiente refletida para formar as imagens. Segundo a Hisense, ela não emite luz azul e não apresenta cintilação, características que favorecem atividades como leitura de livros digitais, estudos e anotações em PDFs.

O conjunto ainda conta com um chip E Ink T2000 TCON, responsável por controlar a atualização do painel de forma independente. A tecnologia ajuda a reduzir o efeito fantasma e diminui a carga sobre o processador.

Tela adicional removível

A tela E Ink é monocromática, então quem quiser consumir conteúdo colorido precisa instalar um painel LCD de 4,96 polegadas na traseira do aparelho.

Celular tela de Kindle

Essa tela adicional é presa magneticamente ao celular e pode ser removida quando não for necessária. Com ela conectada, o usuário consegue navegar por redes sociais, visualizar imagens e gráficos, assistir a vídeos curtos e acessar conteúdos coloridos.

No A10 Ultra, o acessório já vem na caixa. No A10 Pro, porém, a tela colorida é vendida separadamente. Ou seja, o celular tem duas telas, mas a experiência tradicional de smartphone depende de um acessório no modelo mais barato.

Processador Snapdragon e bateria de 4.000 mAh

Os celulares são equipados com o Qualcomm QCM6690, processador octa-core fabricado em 4 nm e compatível com 5G. O sistema pode reduzir automaticamente frequência e consumo durante a leitura e aumentar o desempenho em tarefas mais exigentes.

A bateria tem 4.000 mAh, com carregamento de 18 W por fio e 15 W sem fio. O A10 Ultra também oferece carregamento magnético.

Os aparelhos saem de fábrica com Android 16 e permitem instalar aplicativos normalmente. Também contam com uma câmera traseira de 48 MP, frontal de 8 MP, NFC, infravermelho, Wi-Fi 6 e clonagem de aplicativos.

Na China, o Hisense A10 Pro parte de 2.799 yuans (cerca de R$ 1.678) na versão de 8 GB + 128 GB. Já o A10 Ultra começa em 3.198 yuans (cerca de R$ 1.919), também com 8 GB de RAM e 128 GB de armazenamento. Mas por enquanto, ainda não temos informações sobre a venda no Brasil. 

E se gostou de ver o celular com tela de Kindle, que tal o contrário? A marca iFlytek lançou o "Kindle com cara de celular": novo dispositivo para leitura tem Android e 4G.

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Starlink direto no celular enfrenta novo obstáculo para chegar ao Brasil

28 August 2026 at 13:26

A chegada da Starlink direto ao celular no Brasil ganhou um novo obstáculo, desta vez envolvendo questões de concorrência. O Ministério da Fazenda recomendou que a Anatel acompanhe de perto o avanço da tecnologia Direct-to-Device (D2D), que permite conectar smartphones diretamente a satélites.

A preocupação está na disponibilidade de espectro e em possíveis acordos exclusivos entre empresas de satélite e operadoras móveis. Para a Fazenda, as regras atuais podem acabar favorecendo demasiadamente as companhias que conseguirem autorização primeiro.

A avaliação consta no Parecer SEI nº 3164/2026, produzido pela Subsecretaria de Acompanhamento Econômico e Regulação (SEAE). O documento analisa pedidos relacionados ao uso de espectro feitos por Starlink, Sateliot e OQ Technology.

A tecnologia D2D pode levar conectividade a locais onde redes tradicionais têm dificuldades para chegar, como áreas rurais, estradas, regiões marítimas e zonas afetadas por desastres ou interrupções de infraestrutura.

Apesar dos benefícios, a Fazenda considera que a solução deve funcionar como complemento às redes móveis terrestres. O órgão também alerta que a quantidade limitada de espectro disponível pode dificultar a entrada de novos concorrentes.

Ordem de chegada pode beneficiar empresas pioneiras

Um dos principais pontos de atenção é a forma como a Anatel pretende distribuir a Banda S, usada para os serviços. O problema, segundo a Fazenda, é que os pedidos são analisados seguindo a ordem em que foram apresentados. Assim, quem tiver autorização primeiro pode garantir acesso a um recurso escasso e criar uma vantagem difícil de ser revertida posteriormente.

A pasta considera que consultas públicas, embora aumentem a transparência do processo, não são suficientes para assegurar uma disputa efetiva pelo espectro.

Por isso, a recomendação é que a Anatel monitore quanto das frequências está realmente sendo usado e se existe capacidade disponível. Também poderiam ser adotadas medidas como prazos mínimos para implantação, perda da autorização em caso de falta de uso e regras para compartilhamento.

Acordos entre Starlink e operadoras também preocupam

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Outro ponto analisado envolve possíveis parcerias entre empresas de satélite e operadoras de telefonia. A tecnologia D2D pode ser oferecida por meio desses acordos, mas contratos exclusivos ou preferenciais poderiam limitar o acesso de concorrentes.

A Fazenda quer que a Anatel observe se operadoras regionais, pequenos provedores e novos participantes conseguem contratar serviços D2D em condições competitivas.

Entre os pontos que devem entrar no radar estão cláusulas de exclusividade, restrições a negociações com outras empresas e diferenças injustificadas nas condições comerciais.

Apesar dos alertas, o parecer não recomenda barrar a Starlink ou as demais empresas que solicitaram autorização. A Fazenda também afirma não ter identificado, até o momento, práticas anticoncorrenciais. Se quiser saber mais sobre Starlink no celular, entenda como funciona a tecnologia de Elon Musk. 

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