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Quase 50% dos brasileiros gastam mais de R$ 100 com assinaturas por mês

28 August 2026 at 16:01

Pesquisa da Vindi em parceria com o Opinion Box mostra que 46% dos brasileiros pagam mais de R$ 100 por mês somando todas as assinaturas que possuem, entre streaming, serviços essenciais e categorias mais recentes como inteligência artificial e nuvem. O levantamento também aponta que 51% dos entrevistados esperam aumentar esses gastos nos próximos cinco anos.

O Relatório Assinaturas 2026 ouviu 1.040 pessoas de todas as regiões do Brasil entre junho e julho deste ano. A margem de erro é de três pontos percentuais.

Expectativa de gasto cresce ano a ano

A parcela de brasileiros que espera gastar mais com assinaturas no longo prazo vem subindo de forma constante. Em 2024, a expectativa era de 46% dos entrevistados, passou para 48% em 2025 e chegou a 51% neste ano.

Para os próximos 12 meses, a projeção é mais conservadora. 62% dos brasileiros pretendem manter o valor atual dos gastos, enquanto 22% esperam pagar mais.

Streaming lidera, mas o mercado se diversifica

Streaming segue como a categoria mais popular entre os assinantes, presente em 79% das respostas. Música e podcasts aparecem em 55% dos casos, e cursos online somam 33%.

Categorias mais recentes já disputam espaço no orçamento das famílias. Assinaturas de nuvem chegam a 43% dos entrevistados, alimentação soma 42% e ferramentas de inteligência artificial aparecem para 34%. Serviços voltados a pets completam 23% da amostra.

A variação de preços ajuda a explicar o acúmulo de gastos quando o consumidor soma diferentes assinaturas. Um plano de streaming como o da Netflix custa R$ 20,90 mensais, enquanto a versão paga do ChatGPT parte de R$ 39,99.

spotify capa

Contas essenciais também entram na conta

Além do entretenimento, grande parte dos brasileiros trata contas básicas como pagamentos recorrentes. 87% dos entrevistados têm algum débito automático nessa categoria, incluindo internet, citada por 77%, energia elétrica, com 74%, celular pós-pago, com 64%, e água, com 62%.

Serviços de atividade física, como academias e plataformas como Wellhub e TotalPass, aparecem em 44% das respostas.

Quase metade paga mais de R$ 100 por mês

Somando todas as categorias de assinatura, 46% dos brasileiros desembolsam mais de R$ 100 mensais. O resultado vem da soma das faixas de R$ 101 a R$ 200, com 29% dos entrevistados, e de R$ 201 a R$ 500, com 17%. Outros 29% gastam entre R$ 51 e R$ 100, e 19% pagam menos de R$ 50 por mês.

Nos últimos 12 meses, o valor gasto permaneceu estável para 47% dos entrevistados. Uma parcela de 35% relatou aumento nas despesas, e 18% conseguiu reduzir os gastos com assinaturas.

Cartão de crédito segue à frente do Pix

O cartão de crédito continua como principal forma de pagamento das assinaturas, usado por 65% dos brasileiros. O Pix aparece em segundo lugar, com 16%, alta em relação aos 13% registrados em 2025. Débito em conta soma 9%, boleto bancário 5%, carteiras digitais 3% e cartões de loja 2%.

Segundo Monisi Costa, head de pagamentos da Vindi, o Pix convencional exige uma etapa extra de autorização a cada cobrança, o que afasta parte dos consumidores.

A expansão do Pix Automático, que permite autorizar cobranças recorrentes de forma antecipada, pode reduzir essa barreira nos próximos ciclos.

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Governo vs Big Techs: entenda as diferenças entre ações contra Discord e TikTok

28 August 2026 at 14:08

O Discord enfrenta um pedido de R$ 500 milhões na Justiça e a suspensão de funções, enquanto o TikTok recebeu uma multa de R$ 153,7 milhões aplicada pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Embora ambas as medidas tenham como foco a proteção de crianças e adolescentes, o governo brasileiro adotou caminhos e sanções distintas para cada plataforma.

Abaixo, entenda as diferenças entre esses casos recentes, de agosto de 2026, e também a comparação com o caso do bloqueio total do X, antigo Twitter, determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2024.

O que aconteceu com Discord, TikTok e X?

Em resumo:

  • Discord: o governo pede R$ 500 milhões na Justiça;

  • Discord: a ANPD suspendeu temporariamente as lives e o compartilhamento de vídeos;

  • TikTok: a ANPD aplicou uma multa de R$ 153,7 milhões;

  • X: o STF determinou o bloqueio da plataforma em 2024.

A cobrança de R$ 500 milhões contra o Discord representa um pedido feito em uma ação judicial e não significa uma condenação ou multa já aplicada.

Já os R$ 153,7 milhões cobrados do TikTok consistem em uma sanção administrativa imposta pelo órgão regulador ao fim de um processo de fiscalização.

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Discord: por que há uma ação de R$ 500 milhões e uma suspensão das lives?

A Advocacia-Geral da União (AGU) acionou a Justiça após o encerramento sem acordo das negociações para um Termo de Ajustamento de Conduta.

O governo solicita R$ 500 milhões por danos morais coletivos, além de mudanças estruturais para reforçar a proteção de crianças e adolescentes na rede. O aplicativo não foi condenado a pagar a quantia, já que o pedido ainda será analisado pela Justiça.

Em uma frente separada, a ANPD determinou a interrupção das transmissões ao vivo e do compartilhamento de vídeos no serviço. A agência adotou uma medida cautelar e provisória para conter riscos à privacidade de menores enquanto as apurações continuam.

A decisão do órgão regulador não é uma multa financeira nem representa o bloqueio total do aplicativo, que segue disponível para mensagens de texto e chamadas de voz.

A manutenção ou a reversão da suspensão depende da avaliação da ANPD sobre as adequações apresentadas pela empresa.

TikTok: por que a empresa recebeu uma multa de R$ 153,7 milhões?

A ANPD concluiu um processo administrativo contra a ByteDance, dona do TikTok, e aplicou a multa de R$ 153,7 milhões. A investigação do órgão apontou irregularidades no tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes, coletados sem base legal válida tanto em perfis cadastrados quanto na navegação sem conta.

A autoridade também determinou a implementação de um plano de adequação com regras mais rígidas para controle parental e filtros de conteúdo.

A sanção ao TikTok difere do caso do Discord porque concluiu um procedimento na própria agência reguladora. A cobrança de R$ 500 milhões apresentada contra o Discord, por outro lado, é um pedido inicial que ainda depende de julgamento nos tribunais.

TikTok site

E o bloqueio do X?

O bloqueio do X em 2024 serve de comparação para demonstrar a diferença entre retirar uma rede inteira do ar e suspender apenas recursos específicos. O ministro Alexandre de Moraes determinou a suspensão do serviço no Brasil após o descumprimento de ordens judiciais emitidas pelo STF.

A plataforma permaneceu inacessível em todo o território nacional até cumprir as exigências da Justiça. A liberação ocorreu após o pagamento das multas pendentes, o bloqueio de perfis indicados e a nomeação de um representante legal no país.

Multa, suspensão ou bloqueio: o que muda em cada caso?

Confira as diferenças:

  • Ação judicial: o governo leva uma questão à Justiça e pode pedir indenização ou mudanças nas práticas da empresa;

  • Multa administrativa: uma autoridade reguladora aplica uma punição financeira após concluir um processo administrativo;

  • Suspensão de funcionalidade: uma ferramenta específica tem o uso interrompido de forma provisória para conter riscos;

  • Bloqueio: o acesso à própria plataforma fica indisponível por determinação judicial.

O pedido de R$ 500 milhões contra o Discord, a multa de R$ 153,7 milhões ao TikTok e o bloqueio do X não são formas equivalentes de punição. Cada caso envolve autoridades distintas, regras próprias e impactos de proporções bem diferentes sobre o funcionamento das plataformas no Brasil.

A forma como o Brasil lida com jovens nas redes sociais mudou após a implementação do ECA Digital.

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