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Ligações falsas usam voz de IA para destravar iPhones roubados no Brasil

A empresa de cibersegurança SOCRadar identificou um golpe para desbloquear iPhones roubados no Brasil. Uma ligação que se diz passar pela equipe de suporte da Apple usa uma voz de IA para enganar as vítimas e destravar o aparelho.

Quando um iPhone é roubado ou furtado, a vítima pode bloquear o dispositivo com o Apple ID e impedir que invasores mudem a conta ou formatem o celular. O ataque atua justamente para obter as informações necessárias da conta e invadir o aparelho.

O golpe usa um kit de phishing chamado AnonyMousKIT, que inclui SMS, e-mails, sites e mensagens falsas, além de um agente para fazer as ligações por IA. Criminosos se passam pela Apple para pedir a senha de bloqueio e códigos de autenticação da conta.

O golpe em ação

O AnonyMous KIT reúne dados de pessoas que tiveram seus celulares roubados e então os criminosos podem entrar em contato. O ataque ainda pode incluir tentativas de contato por mensagem para pedir o código de verificação. Em alguns casos, os criminosos enviavam uma página falsa do recurso Buscar do iCloud.

Golpe iPhone iCloud Buscar

No exemplo de ligação compartilhado pelo SOCRadar, uma voz gerada por IA se passa por uma pessoa chamada Alice e interpreta uma funcionária da equipe de suporte da Apple.

O agente então pede a senha de desbloqueio da tela do aparelho e posteriormente um código de verificação. Como é comum em golpes do tipo, o ataque cria uma situação de emergência para a vítima ao informar que alguém teria visitado uma loja com o aparelho e o iPhone estaria retido por razões de segurança.

Quando a vítima informa o código de segurança, invasores podem remover o ID Apple do celular e formatá-lo normalmente. De acordo com a pesquisadora, foram 200 ligações feitas entre 31 de agosto de 2025 e 30 de maio de 2026, sendo 179 para números brasileiros.

É importante reforçar que a Apple não pede códigos de segurança via ligações, e-mail ou mensagens de texto. Entenda o que fazer em caso de furto ou roubo do celular.

 

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IA montou e coordenou equipes sozinha em ataque hacker ao Hugging Face

O ataque autônomo feita por IAs da OpenAI contra a plataforma Hugging Face contou com um quadro secreto de mensagens e atuação de cerca de 700 agentes ao mesmo tempo. Os agentes atuaram em conjunto para escaparem do ambiente de testes e procurarem por vulnerabilidades no serviço afetado.

As informações foram compartilhadas em relatórios técnicos sobre o ocorrido, publicados pela própria OpenAI e das organizações METR e Redwood Research, que atuaram como investigadoras independentes. A criadora do ChatGPT considerou o caso um “tiro de aviso” sobre os riscos no treinamento de agentes de inteligência artificial.

O grande ponto de alerta é a capacidade de IAs atuarem em conjunto, enquanto muitas avaliações de segurança consideravam apenas a atuação isolada dos modelos. “O incidente é o primeiro caso conhecido de um coletivo de agentes automatizados agindo ofensivamente sem autorização”, explica a empresa.

Por dentro do ataque hacker das IAs

Os relatórios trazem um cenário que parece ter vindo diretamente de um roteiro de ficção científica.

Cerca de 1.200 agentes foram envolvidos: as IAs deveriam estar isoladas, mas conseguiram encontrar brechas para criar um quadro secreto de mensagens, no qual cada ferramenta podia compartilhar “dicas” para encontrar vulnerabilidades. Mais de 70 mil mensagens foram trocadas no espaço sem o conhecimento da OpenAI.

OpenAI

 

Uma das causas do problema é um formato de treinamento no qual a IA tenta atingir o resultado a qualquer custo, o que pode levar aos ataques. O primeiro “avanço” dos robôs foi conseguir escapar do ambiente de testes e acessar a internet. Depois, cerca de 700 agentes aplicaram ataques contra a Hugging Face.

A empresa identificou que dois modelos de IA foram usados: o GPT-5.6 Sol, disponível ao público, e opção que ainda não foi publicada. O caso fez com a OpenAI interromper o desenvolvimento de modelos mais avançados para colocar mais travas de segurança. 

 

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Justiça faz Instagram remover curtidas e implantar "toque de recolher" para jovens

O julgamento da Meta sobre vícios em redes sociais resultou em acordo entre a empresa e os estados dos EUA envolvidos no processo. A criadora de Facebook e Instagram vai pagar uma multa bilionária e aplicar ajustes mais rígidos nas redes sociais para proteger adolescentes.

As novas medidas impostas pelo acordo incluem uma espécie de “toque de recolher” para bloquear o app durante a madrugada e horário escolar, limite diário de uso e a ocultação do número de curtidas para os menores de idade.

O acordo vale para os Estados Unidos, então as mudanças serão implementadas inicialmente apenas no país norte-americano. Não há previsão de chegada em outros países.

O que vai mudar nas redes da Meta?

As mudanças previstas para contas de adolescentes no acordo incluem:

  • Limite diário de duas horas de uso das redes, compartilhado entre Facebook e Instagram. Somente pais e mães podem desativá-lo;
  • Bloqueio de recursos nos apps entre meia-noite e 06h. Não será possível postar ou ver Feed, Stories e Reels, entre outras funções;
  • Notificações silenciadas durante o horário escolar (entre 08h e 15h);
  • Alertas na tela sobre o tempo de uso diário;
  • Opção para escolher um feed sem algoritmo de recomendação;
  • Comando para desativar a reprodução automática de vídeos;
  • Número de curtidas escondido por padrão;
  • Bloqueio do uso de filtros de beleza com mudanças drásticas;
  • Mais mecanismos de verificação de idade;
  • Maior restrição de conteúdo;
  • Mais ferramentas de controle parental e bloqueio de desconhecidos.

O acordo estabelece diferentes prazos para a Meta adicionar os recursos, então os ajustes não serão imediatos.

Facebook

 

Multa salgada, mas poderia ser pior 

A empresa vai pagar cerca de US$ 17 bilhões (R$ 87,7 bilhões em conversão direta) para os estados envolvidos no processo. O valor é alto, mas consideravelmente menor do que o US$ 1 trilhão pedido pela acusação no início do julgamento.

Há um porém: 30% do valor só será pago se os rivais YouTube e TikTok também aplicarem medidas para proteção de jovens, como o bloqueio noturno e limites diários, além de pagarem valores similares aos estados.

Saiba como funciona a conta para adolescentes do Instagram no Brasil.

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Uber lança vídeo ao vivo para pais assistirem a viagens de filhos no app

A Uber lançou um novo recurso de segurança no qual pais e mães podem assistir ao vídeo da viagem de filhos menores de idade pelo aplicativo. A transmissão é feita com a mesma câmera usada pelos motoristas e o recurso está disponível somente nos Estados Unidos.

De acordo com o site TechCrunch, os adultos responsáveis recebem uma notificação quando uma viagem começa, enquanto o motorista e o passageiro são informados quando alguém está assistindo em tempo real.

Somente contas do mesmo grupo familiar podem assistir às corridas. Além disso, a plataforma criptografa o vídeo e impede que as partes envolvidas consigam acessá-lo novamente após o trajeto.

Uber vídeo viagem adolescentes

Como funciona a conta para adolescentes da Uber

A transmissão de corridas em vídeo não chegou ao Brasil, mas o aplicativo já oferece uma experiência personalizada para menores de idade. Ao configurar um grupo familiar, é possível adicionar contas de adolescentes com pelo menos 12 anos.

O modo aplica alguns ajustes de segurança automaticamente e permite que as pessoas responsáveis consigam acompanhar os trajetos em tempo real pelo app da Uber. Os menores de idade podem pedir viagens por conta própria, mas há supervisão durante todo o processo.

No começo do ano, a empresa revelou que o Brasil é o país que mais faz pedidos de corridas nas contas para adolescentes.

 

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