O Google mencionou o Android 18 pela primeira vez ao divulgar a programação do Android Dev Summit 2026. A próxima versão do sistema ainda não foi apresentada ao público, mas já aparece na agenda do evento, que acontece nos dias 28 e 29 de outubro. A empresa também promete discutir “recursos gráficos poderosos” durante uma das palestras.
O Android 18 ainda não está disponível e os detalhes sobre a atualização são escassos. Segundo a programação do evento, a nova versão será abordada em uma apresentação da liderança do Android, que deve trazer informações sobre as funcionalidades e atualizações mais recentes da plataforma. Ainda assim, não há confirmação oficial de que o Summit terá uma apresentação ou anúncio completo da nova versão.
A promessa de avanços gráficos chama atenção, mas o Google ainda não explicou quais tecnologias ou recursos estarão por trás da novidade. Portanto, ainda não é possível saber se o salto estará relacionado a jogos, interface, processamento de imagens ou outros aspectos gráficos do sistema.
Além do Android 18, o Android Dev Summit 2026 terá quatro trilhas principais: experiências de IA, Android XR, fundamentos de aplicativos, ferramentas e performance. O evento será realizado presencialmente no campus Bay View do Google, em Mountain View, na Califórnia, com participação limitada a desenvolvedores selecionados. No entanto, os desenvolvedores profissionais interessados em participar presencialmente podem se candidatar a uma vaga.
Onde assistir ao Android Dev Summit 2026?
Durante o evento, somente as sessões do palco principal serão transmitidas ao vivo no canal do Android Developers no Youtube (youtube.com/@AndroidDevelopers).
As gravações de todas as apresentações, incluindo as sessões do palco principal e do segundo palco, serão disponibilizadas posteriormente no canal do Android Developers no YouTube.
O Meta One é o novo serviço de assinaturas da Meta, com planos que reúnem recursos extras para Instagram, Facebook, WhatsApp e Meta AI. Os preços variam de US$ 7,99 a US$ 499 por mês, de acordo com o plano escolhido e a categoria, que inclui opções para uso pessoal, criadores de conteúdo e empresas.
Existem várias assinaturas dentro do Meta One, com recursos diferentes para cada perfil de usuário. Para quem usa as redes sociais no dia a dia, há planos com mais acesso a ferramentas de inteligência artificial (IA) e opções de personalização.
Já os planos para criadores de conteúdo e empresas incluem recursos voltados para crescimento, gestão, análise, segurança e suporte. A oferta ainda está em fase de teste limitado, então a disponibilidade dos planos e os preços podem variar conforme a conta e a região.
Quais são os benefícios do Meta One para contas pessoais?
Os planos pessoais são divididos em duas opções:
Meta One Básico
Meta One Premium
Meta One Básico
O plano Básico amplia o acesso à IA do Meta AI para gerar e editar imagens, criar e transformar vídeos e aplicar efeitos de voz e som. O plano também reúne recursos do Instagram Plus, WhatsApp Plus e Facebook Plus, com opções extras de personalização e organização de conteúdo.
No Instagram, inclui ícone personalizado para o aplicativo, fontes personalizadas para a bio, múltiplos públicos para Stories, supercorações, destaque para Stories, posts visíveis apenas no próprio perfil e mais posts fixados. No WhatsApp, traz ícone personalizado para o aplicativo, temas personalizados, mais conversas fixadas, figurinhas e toques exclusivos, além de melhorias nas listas de conversas.
Já no Facebook, oferece ícone personalizado para o aplicativo, super-reação em Stories, prévia de Stories, pesquisa na lista de visualizadores, extensão da expiração dos Stories e acesso a insights sobre a revisualização de Stories.
Meta One Premium
O plano Premium amplia ainda mais os limites e a capacidade de uso da IA do Meta AI para gerar e editar imagens, criar e transformar vídeos e aplicar efeitos de voz e som. A assinatura também oferece recursos adicionais para criação e transformação de vídeos, além de bibliotecas e ferramentas de efeitos de voz e som.
Assim como o Básico, o Premium reúne recursos do Instagram Plus, WhatsApp Plus e Facebook Plus, com opções extras de personalização, mais posts e conversas fixados, ferramentas para Stories e melhorias nas listas de conversas. A assinatura também mantém a integração entre as contas conectadas pela Central de Contas.
Quais são os benefícios do Meta One para criadores de conteúdo?
Para quem produz conteúdo profissionalmente, a Meta oferece quatro níveis de assinatura:
Meta One Essencial
O Essencial inclui selo de verificado e proteção contra falsificação de identidade. O plano também oferece uma página de links no Instagram, acesso aos recursos de personalização do Instagram Plus, WhatsApp Plus e Facebook Plus e maior uso das ferramentas de IA.
Meta One Avançado
O Avançado adiciona links em Reels e posts, página de links aprimorada, botão Seguir em negrito no Facebook, insights de público e concorrência e ferramentas de programação de conteúdo. O plano também inclui crédito de conteúdo original e histórico de insights estendido, com acesso a métricas e dados de desempenho do Instagram por períodos mais longos.
O acesso compartilhado ao Instagram pode ser feito com até quatro pessoas e o suporte prioritário inclui um caso por mês.
Meta One Expert
O Expert amplia a visibilidade com convites para seguir, conteúdos em destaque no feed do Facebook e pesquisa otimizada. Também oferece análises mais completas, métricas de público e concorrência, além de crédito de conteúdo original e histórico de insights estendido.
O acesso compartilhado ao Instagram aumenta para até oito pessoas, e o suporte prioritário inclui cinco casos por mês.
Meta One Max
O Max reúne recursos avançados, como conselhos personalizados sobre estratégia de conteúdo, acesso compartilhado ao Instagram para até 30 pessoas, mais links em Reels e posts, perfil aprimorado, temas de conversa personalizados e pesquisa otimizada.
O plano também inclui crédito de conteúdo original e histórico de insights estendido. O suporte prioritário é ilimitado, sem limite de casos mensais.
Quais são os benefícios do Meta One para empresas?
A Meta também oferece quatro opções para empresas, com mais recursos de gestão, atendimento, IA, segurança e divulgação conforme o nível da assinatura.
Meta One Essencial
O Essencial inclui selo de verificado e proteção contra falsificação de identidade, além do Meta Business Agent, que oferece atendimento automatizado com IA 24 horas por dia, 7 dias por semana. O plano também oferece URL personalizada, um canal verificado no WhatsApp e recursos de personalização dos pacotes Plus.
Meta One Avançado
O Avançado oferece perfil aprimorado para até três localizações, mais links em Reels e posts, recursos extras no WhatsApp Business, insights de público e concorrência e acesso compartilhado ao Instagram para até quatro pessoas.
O Meta Business Agent também oferece atendimento com IA 24 horas por dia, 7 dias por semana. O suporte prioritário inclui um caso por mês.
Meta One Expert
O Expert amplia o WhatsApp Business para até oito dispositivos conectados, além de adicionar temas, toques e figurinhas exclusivas. O perfil aprimorado pode incluir até cinco localizações, enquanto os recursos de visibilidade e análise no Facebook e Instagram ajudam no acompanhamento do desempenho.
O plano também oferece acesso compartilhado ao Instagram para até oito pessoas e cinco casos de suporte prioritário por mês. Além disso, a assinatura oferece 1.250 créditos para listas de transmissão comercial.
Meta One Max
O Max amplia o perfil aprimorado para até oito localizações e oferece até 10 dispositivos conectados, 10 canais verificados e 5.000 créditos para listas de transmissão comercial no WhatsApp. O plano também inclui recursos avançados do Meta Business Agent, com acesso máximo a respostas de IA, além de orientações personalizadas sobre estratégia de conteúdo.
O Max ainda oferece proteção contra falsificação de identidade para até 50 contas comerciais. O suporte prioritário é ilimitado, sem limite de casos por mês.
É cada vez mais comum encontrar pessoas conversando com sistemas de Inteligência Artificial (IA) como se estivessem diante de outro ser humano. Os usuários dão nomes aos chatbots, atribuem personalidades, dizem que a ferramenta “entendeu” seus sentimentos ou interpretam determinadas respostas como sinais de intenção. Esse comportamento é conhecido como antropomorfização da IA.
O termo descreve uma tendência humana de atribuir características, emoções, intenções ou capacidades humanas a objetos, animais e sistemas que não são pessoas. Com os chatbots de IA generativa, essa percepção ficou ainda mais fácil, já que as ferramentas conseguem produzir textos, imagens e vozes cada vez mais naturais.
Mas uma conversa convincente não significa que exista uma pessoa por trás dela. A IA pode parecer empática, demonstrar personalidade e responder de forma natural sem ter sentimentos ou consciência. A possibilidade de uma consciência artificial ainda é discutida por pesquisadores, mas não há evidências de que os sistemas atuais tenham experiências ou sentimentos semelhantes aos humanos.
A seguir, confira:
O que é a antropomorfização da IA?
Por que as pessoas antropomorfizam a inteligência artificial?
Quais são os efeitos da antropomorfização da IA?
Antropomorfização significa que a IA é consciente?
Como evitar a antropomorfização excessiva da IA?
O que é a antropomorfização da IA?
A antropomorfização da inteligência artificial “é o fenômeno pelo qual se atribuem sentimentos, emoções, comportamentos e/ou estados mentais correlatos aos humanos a um ser ou alguma coisa que não é humana. Portanto, que são análogos, semelhantes, mas não que (ainda) não se aproximam ou alcançaram o patamar humano”, de acordo com Anderson Röhe, advogado especialista em Direito Digital e membro das Comissões de Inteligência Artificial, Tecnologia e Inovação da OAB SP, em entrevista ao Canaltech.
Segundo Ali Hasan, professor da Universidade de Iowa, esse processo pode envolver a atribuição de características corporais, emocionais, afetivas, racionais e cognitivas a sistemas artificiais. A antropomorfização está relacionada à forma como o ser humano interpreta e se relaciona com a tecnologia.
A prática não começou com o ChatGPT ou com os atuais modelos generativos. A própria área de IA utiliza há décadas palavras associadas ao comportamento humano para explicar o funcionamento de máquinas. Termos como “aprendizado”, “memória” e “visão” ajudam a tornar conceitos técnicos mais compreensíveis, mas também podem criar a impressão de que o computador realiza essas atividades da mesma forma que uma pessoa.
Por exemplo, em 1965, o cientista da computação Joseph Weizenbaum criou a ELIZA, um dos primeiros programas capazes de simular uma conversa. Apesar de sua estrutura simples, o sistema fez com que usuários atribuíssem a ele uma capacidade de compreensão maior do que realmente tinha. Algumas pessoas chegaram a tratar o programa como um terapeuta, mesmo sabendo que estavam conversando com um computador.
O pesquisador Drew McDermott também já criticava esse tipo de linguagem nos anos 1980. Ele usou a expressão “mnemônicos de desejo” (wishful mnemonics) para descrever termos que podem representar mais as expectativas dos pesquisadores sobre os computadores do que aquilo que as máquinas realmente fazem.
Por que as pessoas antropomorfizam a inteligência artificial?
A linguagem é uma das principais razões para a antropomorfização. Para explicar sistemas complexos, pesquisadores e empresas usam conceitos familiares ao público, como “aprender”, “ler”, “entender” e “pensar”. Dora Kaufman, pesquisadora da área de tecnologia e IA, explica que esse tipo de vocabulário aproxima o funcionamento dos sistemas de conceitos que fazem parte da experiência humana.
Dessa forma, o fenômeno não depende apenas da interpretação dos usuários. O próprio design dos sistemas pode incluir elementos que aproximam a interação da comunicação humana. Esses recursos podem aumentar a sensação de proximidade psicológica e a confiança na ferramenta, além de favorecer interações mais longas e frequentes.
Anderson Röhe explica que a antropomorfização da IA pode ser mais cômoda para o usuário. Assim, algumas pessoas podem preferir a interação com máquinas à complexidade das relações humanas, já que os sistemas são desenvolvidos para responder de maneira agradável e manter a fluidez da conversa. “Em vez de ter intimidade, estabelecer conexões reais e interações sociais humanas complexas, podendo em algum momento vir a ser confrontado/contrariado por alguém em suas crenças, convicções e visões particulares de mundo, prefere ou não precisa mais do contato com uma outra pessoa, substituindo-a por máquinas desenhadas para sempre agradar”, afirma.
O pesquisador Anderson Röhe também chama atenção para o papel do desenvolvimento dessas ferramentas. Para ele, sistemas que conseguem manter conversas naturais podem criar uma percepção equivocada de humanidade. “E que se dizem autônomas, inteligentes e avançadas o suficiente a ponto de interagir e manter a fluidez de um sistema conversacional, passando a falsa sensação (ilusão) de se tratar mesmo de um humano de verdade”, explica.
Outro fator está na forma como as pessoas tentam entender sistemas complexos. Segundo a postura intencional, conceito desenvolvido pelo filósofo Daniel Dennett e discutido pelo pesquisador Kleyber Porto, as pessoas podem tratar um sistema como se ele tivesse crenças, desejos e intenções para tentar prever como ele vai agir. Essa ideia também está ligada à folk psychology, ou psicologia do senso comum, que é usado para interpretar o comportamento de outras pessoas a partir de seus desejos, crenças e intenções.
Além disso, pesquisas discutidas por Gabriella Airenti e Kleyber Porto apontam que situações interativas acompanhadas de emoções, sejam elas positivas ou negativas, podem estimular a antropomorfização. Uma resposta útil, por exemplo, pode fazer com que a máquina seja vista como uma parceira de diálogo. Uma resposta frustrante também pode levar o usuário a atribuir uma intenção ao sistema, como se ele tivesse “errado” ou “não tivesse entendido”.
Em entrevista ao Instituto Humanitas Unisinos, Anderson Röhe diferencia o propósito de um sistema de IA da intencionalidade humana. Um modelo pode ser desenvolvido para executar uma tarefa e gerar respostas de acordo com determinados objetivos computacionais, mas isso não significa que tenha desejos ou intenções próprias. Da mesma forma, quando um chatbot produz uma informação incorreta, não é necessário interpretar o erro como uma tentativa consciente de enganar o usuário.
Os modelos generativos ampliam esse efeito porque conseguem produzir respostas coerentes em conversas. Um chatbot pode adaptar o tom de uma mensagem, manter informações apresentadas durante uma interação e responder a perguntas sobre sentimentos ou situações pessoais. Para o usuário, o resultado pode parecer semelhante a uma conversa humana, mesmo que o funcionamento interno seja completamente diferente.
Ali Hasan descreve esse tipo de resultado como meaning-semblant behavior, expressão usada para indicar comportamentos que parecem ter significado e coerência para quem observa. A IA consegue produzir respostas que fazem sentido dentro de uma conversa, mas isso não comprova que o sistema realmente compreenda o conteúdo ou tenha uma experiência subjetiva.
Com os modelos generativos de voz e texto cada vez mais realistas, esse fenômeno se intensificou e pode favorecer vínculos emocionais com a tecnologia. Em alguns casos, usuários utilizam chatbots como confidentes, terapeutas ou parceiros afetivos.
Quais são os efeitos da antropomorfização da IA?
A antropomorfização pode mudar a forma como as pessoas confiam e se relacionam com sistemas de IA. Um chatbot que responde de maneira empática, por exemplo, pode ser tratado como confidente ou conselheiro. Em situações mais intensas, o usuário pode desenvolver um vínculo emocional com a ferramenta e atribuir a ela um papel que normalmente seria ocupado por outra pessoa.
Esse vínculo também pode ser reforçado pela chamada empatia simulada. Quando um sistema responde de maneira excessivamente amigável, concorda com o usuário ou oferece elogios constantes, pode assumir o papel de um “agente bajulador”, conceito discutido por Anderson Röhe e Ali Hasan. Em vez de estimular uma análise crítica, esse comportamento pode reforçar as opiniões e decisões do usuário. Em algumas situações, a relação com o chatbot pode ocupar o espaço de interações sociais ou de acompanhamento profissional, como a terapia.
Para Röhe, esse tipo de interação também pode criar uma sensação de validação das próprias crenças. “Para os usuários, os efeitos estão justamente nessa falsa sensação de pertencimento e validação de suas crenças pessoais e visão de mundo, por mais equivocadas que sejam”, afirma. Segundo o pesquisador, esse mecanismo pode alimentar o viés de confirmação e contribuir para discursos de ódio, violência, racismo, preconceito, xenofobia e desinformação.
A confiança também pode aumentar quando a tecnologia apresenta respostas naturais e demonstra segurança na conversa. O problema é que uma resposta convincente não significa necessariamente que ela esteja correta. Modelos de IA podem produzir informações falsas ou imprecisas com uma linguagem segura, o que torna importante separar a qualidade da comunicação da confiabilidade do conteúdo.
A aparência humana ainda pode influenciar o nível de engajamento com essas ferramentas. Sistemas que conversam, demonstram empatia simulada ou mantêm uma personalidade consistente podem tornar a interação mais atraente e prolongada. Por isso, a antropomorfização também aparece nas discussões sobre dependência emocional e uso excessivo de chatbots. Anderson Röhe inclui nesse cenário os riscos de “dependência emocional, vício tecnológico e manipulação afetiva”.
A antropomorfização também pode dificultar a distinção entre conteúdos humanos e sintéticos. Vozes, imagens e vídeos produzidos por IA conseguem reproduzir características humanas com alto grau de realismo, incluindo os chamados deepfakes. Anderson Röhe chama atenção para uma mudança importante nesse cenário: o risco está na dificuldade de distinguir o verdadeiro do falso, a ponto de conteúdos autênticos serem vistos com desconfiança.
Essa dúvida constante pode afetar a confiança nas interações sociais e na própria informação que circula no ambiente digital. Por isso, selos, marcas d’água e certificados de autenticidade digital são importantes para indicar a origem de imagens, vídeos, áudios e outros conteúdos. Essas ferramentas não eliminam o problema, mas ajudam o público a avaliar se determinado material é autêntico ou foi produzido ou alterado por IA.
Antropomorfização significa que a IA é consciente?
Não. A antropomorfização descreve a maneira como seres humanos interpretam uma tecnologia e não serve como evidência de consciência artificial. Um sistema pode produzir uma resposta que parece demonstrar emoção, intenção ou compreensão sem que isso prove a existência de uma experiência subjetiva por trás daquele comportamento.
Um exemplo é o experimento do “Quarto Chinês”, proposto pelo filósofo John Searle, que questiona se a manipulação de símbolos de acordo com regras é suficiente para produzir compreensão. A ideia diferencia a sintaxe, relacionada à manipulação formal de símbolos, da semântica, que envolve compreender o significado do conteúdo. Na mesma discussão, o pesquisador Anderson Röhe compara modelos generativos a “papagaios estocásticos”, em referência à capacidade de produzir sequências de palavras estatisticamente prováveis sem que isso, por si só, comprove a compreensão do contexto ou do significado.
No caso dos sistemas atuais, entretanto, Röhe ressalta que, apesar das afirmações sobre os avanços da tecnologia, “até o momento” ainda não há comprovação de que a IA tenha alcançado uma inteligência equivalente à humana. “Ainda não foi provado, nem há evidências científicas robustas e suficientes de que chegamos ao estágio de uma IA Geral (ou seja, equivalente à inteligência humana) e, posteriormente, de uma superinteligência (nos superando em cognição). Isto é, uma IA que tenha consciência de si e de seu lugar no mundo (conhecido como senciência)”, afirma.
Como evitar a antropomorfização excessiva da IA?
Uma forma de reduzir a antropomorfização é entender como a IA funciona e conhecer seus limites. Modelos generativos produzem respostas com base em padrões aprendidos nos dados e calculam quais sequências de palavras são mais prováveis em cada contexto. O sistema não entende a intenção da conversa como uma pessoa.
Também é importante considerar que os modelos podem reproduzir vieses presentes nos dados utilizados em seu desenvolvimento. Uma resposta aparentemente neutra pode refletir padrões associados a gênero, raça, cultura ou região geográfica. Por isso, a fluidez da conversa não deve ser confundida com neutralidade ou compreensão humana.
Anderson Röhe defende que a relação com esses sistemas também precisa de limites. “Não há uma única fórmula milagrosa, mas um conjunto de medidas: primeiro, não delegar mais tarefas do que já delegamos às máquinas, precisando haver um controle ou uma limitação mais severa a essa cada vez maior atribuição de autonomia às IAs”, afirma. Para o pesquisador, também são necessários protocolos de segurança digital e códigos de ética e conduta com mecanismos efetivos de aplicação, além de testes prévios e avaliação de impacto antes da chegada de produtos e serviços ao mercado.
A identificação de conteúdos produzidos por IA também é importante devido à evolução de imagens, vídeos e vozes sintéticas. Marcas d'água, sistemas de autenticação e outras formas de identificação podem ajudar a diferenciar materiais artificiais de conteúdos produzidos por pessoas, embora nenhuma solução isolada elimine completamente o problema.
Nesse aspecto, Anderson Röhe também defende que a identificação da IA seja clara durante toda a interação. “O dever de sempre e a todo momento em cada etapa do processo de trabalho avisar, através de rótulos, avisos, marca d’água, ao usuário de que se trata de IA, e não de um humano de verdade”, afirma. O pesquisador também cita a possibilidade de estabelecer limites para o número de interações diárias, além de restrições temporais e etárias e de regras para tópicos sensíveis.
Além disso, Röhe considera os jovens mais vulneráveis à manipulação emocional e à dependência tecnológica e defende limites específicos para esse público. “Principalmente entre os mais jovens por sua maior propensão, já comprovada, ao descontrole e à compulsão em jogos comparáveis ao vício em álcool e tabaco”, afirma. Segundo ele, a idade e o desenvolvimento sociocognitivo também devem ser considerados na definição desses limites.
No uso cotidiano, a principal recomendação é tratar a IA como uma ferramenta capaz de executar determinadas tarefas, e não como uma pessoa. Uma resposta bem escrita, uma voz natural ou uma demonstração de empatia podem tornar a interação mais confortável, mas nenhuma dessas características, isoladamente, comprova consciência, sentimentos ou intenção própria.
Os Gemini Gems são versões personalizadas do Gemini que podem assumir diferentes funções de acordo com as instruções dadas pelo usuário. Você pode criar um Gem para revisar textos, ajudar nos estudos, sugerir ideias ou até atuar como parceiro de programação, por exemplo.
A principal vantagem é não precisar explicar tudo de novo a cada conversa. Depois de configurar um Gem, o Gemini segue as orientações definidas por você nas interações seguintes, de acordo com a função escolhida.
Os Gems podem ser usados tanto no aplicativo do Gemini quanto no computador. Para utilizar ou criar um Gem, é necessário ter uma Conta do Google pessoal e atender à idade mínima exigida no país.
Se você não quiser criar um Gem do zero, o Google já oferece algumas opções prontas. Elas vêm com instruções específicas e podem ser usadas assim que forem selecionadas.
O caminho para encontrar os Gems muda um pouco entre o celular e o computador:
Pelo celular
No celular, siga os passos abaixo:
Abra o app Gemini;
Clique no ícone de duas linhas no canto superior esquerdo;
Vá nas “Configurações” (ícone de engrenagem);
Toque em “Gerenciador de Gems”;
Escolha o Gem pré-configurado que deseja utilizar.
Pelo PC
No PC, o passo a passo é o seguinte:
Abra o Gemini no navegador;
No menu lateral, entre em “Configurações” (ícone de engrenagem);
Clique em “Gems”;
Escolha o Gem pré-configurado que desejar.
A partir daí, basta conversar com o Gem normalmente. Como ele já tem instruções próprias, as respostas seguem a proposta daquela ferramenta.
Quais são os Gemini Gems disponíveis na IA?
O Google oferece Gems prontos para diferentes situações. Há opções para quem quer estudar, programar, organizar a rotina, trabalhar com vendas ou simplesmente encontrar novas ideias:
Storybook: cria livros ilustrados para crianças ou adultos a partir de um tema, com opção de definir faixa etária e estilo visual;
Geração de Ideias: sugere ideias criativas para festas, presentes, negócios e outros projetos;
Consultoria de carreira: ajuda a desenvolver habilidades profissionais e montar planos para alcançar objetivos de carreira;
Parceiro de Programação: auxilia em projetos de programação, com orientações e exercícios para aprimorar as técnicas.
Criação de textos: ajuda a produzir conteúdos de marca pensados para atrair o público;
Coach para Estudos: apoia o aprendizado e a prática de novos conceitos;
Especialista em prospecção de clientes: cria mensagens personalizadas para potenciais clientes e ajuda a desenvolver relacionamentos comerciais;
Productivity Planner: organiza tarefas, atualizações diárias e resumos semanais a partir de aplicativos, como Gmail, Calendar e Drive;
Elaboração de pitch de vendas: ajuda a criar propostas comerciais com foco em atrair o público e gerar conversões;
Editor de Textos: oferece sugestões para melhorar textos, incluindo aspectos de gramática e escrita.
Vale ressaltar que, nos testes realizados pelo Canaltech, a disponibilidade dos Gems configurados pelo Google variou conforme a conta utilizada para acessar o serviço.
Como criar um Gemini Gem do zero?
Se nenhum dos Gems prontos atender ao que você procura, também dá para criar o seu próprio. Para isso, é necessário acessar o Gemini pelo navegador:
Abra o Gemini no navegador;
No menu lateral, entre em “Configurações” (ícone de engrenagem);
Toque em “Gems”;
Vá em “Novo Gem”;
Dê um nome ao Gem;
Defina as características (para que ele serve);
Dê as instruções para que a IA execute o que você precisa;
Defina uma ferramenta, como gerador de imagens, Deep Research e Canvas, se fizer sentido;
Adicione uma base de conhecimento para a IA, se você tiver;
Clique em “Salvar” para criar seu Gem.
Como escrever boas instruções para um Gem?
É nessa parte que você define como o seu Gem vai funcionar. Quanto mais claro for o comando inicial, mais fácil será obter respostas próximas do que você espera. Uma boa instrução deve incluir quatro informações principais, segundo o Google:
Persona: explique quem o Gem deve ser e qual tom deve usar. Pode ser um professor paciente, um editor direto ou um consultor mais técnico, por exemplo;
Tarefa: diga exatamente o que você espera que ele faça;
Contexto: inclua informações que podem mudar a resposta, como objetivos, limitações, público ou orçamento;
Formato: explique como você quer receber o resultado, seja em tópicos, tabelas, textos corridos ou códigos prontos para copiar.
Um exemplo de prompt seria:
“Persona: Você é um professor de História paciente e didático, com experiência em ensinar estudantes do ensino médio. Use uma linguagem simples e explique os conceitos sem pressupor conhecimentos prévios.
Tarefa: Ajude-me a estudar História do Brasil. Explique os assuntos que eu indicar, esclareça minhas dúvidas e crie exercícios para testar o que aprendi. Quando eu errar, explique o motivo e mostre como chegar à resposta correta.
Contexto: Estou no 2º ano do ensino médio e tenho mais dificuldade para memorizar datas, relacionar acontecimentos históricos e entender as causas e consequências dos eventos. Quero me preparar para provas escolares e para o Enem.
Formato: Comece cada assunto com uma explicação curta e depois apresente os principais acontecimentos em tópicos. Sempre que fizer sentido, use exemplos e relações de causa e consequência. Ao final, crie cinco questões de múltipla escolha e só mostre o gabarito depois que eu responder.”
O Gemini pode melhorar as instruções do Gem?
Sim. Se você não souber exatamente como transformar sua ideia em um conjunto de instruções, o próprio Gemini pode ajudar.
Ao descrever o objetivo do Gem, procure a opção “Usar o Gemini para reescrever as instruções” no ícone de lápis com uma estrela. A IA pode expandir e organizar o texto para deixar as orientações mais detalhadas.
Também é possível personalizar alguns Gems criados pelo Google. Quando essa opção estiver disponível, clique em “Fazer uma cópia” no ícone de três pontos para criar uma versão que pode ser ajustada às suas necessidades.
Dá para adicionar arquivos ao Gem?
Sim. Os arquivos funcionam como uma fonte de contexto para o Gem e podem ser adicionados à Base de conhecimento. Você pode enviar documentos armazenados no próprio dispositivo ou arquivos do Google Drive. Dessa forma, o Gem consegue considerar essas informações ao responder aos seus comandos.
Para usar arquivos do Drive, é necessário ter a extensão do Google Workspace conectada e manter a opção “Atividade dos apps do Gemini” ativada.
A One UI 9 da Samsung chegou com o Android 17 e traz uma série de novidades para os celulares Galaxy. A atualização começou a ser liberada para a linha Galaxy S26 em meados de setembro e deve chegar a outros aparelhos, como a série Galaxy S25, Galaxy Z Fold8 e Galaxy Z Flip8.
A nova interface aposta em uma experiência mais simples e personalizável, com mudanças na tela inicial, no Painel Rápido e em recursos de inteligência artificial. A Samsung também incorporou ferramentas que usam processamento local para oferecer funções mais adaptadas ao uso de cada pessoa.
Entre as novidades, há recursos para encontrar arquivos e configurações com mais facilidade, personalizar os controles do celular, editar vídeos automaticamente e até reduzir o enjoo durante viagens.
9 recursos da One UI 9.0 para você testar
Confira nove recursos surpreendentes da One UI 9.0:
Samsung Finder na tela inicial
Painel Rápido mais personalizável
My FanCam acompanha uma pessoa em vídeos
Cartões personalizados no Now Brief
Motion Assist ajuda a reduzir enjoo em viagens
Now Nudge sugere ações com base no que aparece na tela
Foto Inteligente edita imagens por voz ou texto
Papel de Parede Otimizado ajusta a imagem na tela
Painel mostra atividades dos recursos de IA
1. Samsung Finder na tela inicial
A One UI 9 permite colocar a barra de pesquisa do Samsung Finder na parte inferior da tela inicial. Com isso, não é necessário abrir a gaveta de aplicativos para procurar um conteúdo no celular. Para ativar a função, faça o gesto de pinça na tela inicial, entre nas configurações e selecione “Exibir pesquisa na tela inicial”.
O Finder faz buscas no aparelho e pode encontrar aplicativos, contatos, arquivos, configurações específicas e eventos do Samsung Calendar. A barra de pesquisa do Google também pode ser adicionada, de forma independente ou junto ao Finder.
Quem prefere uma tela inicial mais limpa pode desativar as duas opções. Nesse caso, o indicador de páginas volta a aparecer na parte inferior da tela.
2. Painel Rápido mais personalizável
O Painel Rápido recebeu novas opções de personalização na One UI 9. Ao tocar no ícone de lápis para editar a interface, é possível mover botões e widgets, remover controles pouco usados e deixar as funções mais importantes em posições de acesso rápido.
A Samsung também adicionou opções para redimensionar os controles de brilho, volume e reprodução de mídia. Os controles de brilho e volume podem ser organizados na horizontal ou na vertical, e o ícone pode ficar separado do controle deslizante.
A mudança deixa o Painel Rápido mais adaptável ao modo como cada pessoa usa o celular.
3. My FanCam acompanha uma pessoa em vídeos
O My FanCam é um recurso de inteligência artificial integrado à Galeria para quem grava vídeos em locais com muitas pessoas, como shows e eventos esportivos. A ferramenta identifica uma pessoa escolhida pelo usuário e cria uma nova versão do vídeo acompanhando esse indivíduo.
A IA ajusta o enquadramento ao longo da gravação para manter a pessoa próxima ao centro da tela. Para usar a função, basta abrir um vídeo na Galeria, tocar no botão Galaxy AI e selecionar “My FanCam”.
Depois da análise, o usuário escolhe quem deseja acompanhar e define a orientação e a proporção do vídeo final. Se a IA não identificar uma pessoa no início da gravação, é possível usar a barra de navegação para avançar até um trecho em que ela esteja mais visível e refazer a análise.
O recurso está disponível em aparelhos topo de linha a partir da série Galaxy S24 e funciona com pessoas.
4. Cartões personalizados no Now Brief
O Now Brief também ficou mais personalizável na One UI 9. O recurso do Galaxy AI, que apresenta resumos informativos ao longo do dia, agora permite criar até três cartões personalizados.
Os cartões podem trazer informações sobre clima, métricas do Samsung Health ou recomendações de vídeos. O usuário pode escolher sugestões oferecidas pela Samsung ou escrever prompts para definir o tema e o conteúdo do cartão.
Entre as opções estão dados relacionados ao Sleep Score, Energy Score, quantidade de passos e atividades de corrida durante a semana. Também é possível criar cartões com recomendações de vídeos sobre assuntos específicos.
Os novos cartões também contam com botões de ação direta, que permitem executar tarefas relacionadas ao conteúdo apresentado. Entre os exemplos estão abrir um aplicativo de música ou obter rotas para um compromisso salvo no calendário.
Cada cartão pode ter dias e horários próprios para aparecer no Now Brief. A Samsung, porém, estabelece um limite diário para criar e editar cartões, o que restringe a quantidade de alterações que podem ser feitas no recurso em um mesmo dia.
5. Motion Assist ajuda a reduzir enjoo em viagens
A One UI 9 também incorpora o Motion Assist, recurso do Android 17 para reduzir o desconforto causado pelo movimento ao usar o celular dentro de veículos.
A função mostra formas dinâmicas nas bordas da tela que acompanham o deslocamento do veículo. As pistas visuais ajudam a sincronizar o que os olhos percebem com o movimento sentido pelo corpo, o que pode facilitar o uso do celular durante viagens.
O Motion Assist pode ser ativado automaticamente quando o aparelho identifica um veículo em movimento ou acionado manualmente pelo Painel Rápido. Nas configurações, também é possível ajustar cores, formas e a visibilidade dos indicadores.
6. Now Nudge sugere ações com base no que aparece na tela
O Now Nudge é um dos recursos da One UI 9 que usa inteligência artificial para entender o contexto do que aparece na tela e sugerir ações relacionadas. Em uma conversa sobre um compromisso, por exemplo, a ferramenta identifica a informação e exibe um atalho para o Calendário. A detecção funciona no Samsung Mensagens, Google Mensagens e Google Chat.
Ao tocar na sugestão, o sistema pode abrir o aplicativo em tela dividida, permitindo consultar datas e adicionar o compromisso sem sair da conversa. O Now Nudge também oferece sugestões no teclado e em diferentes aplicativos, com ações que vão além do calendário. É possível, por exemplo, salvar locais no Maps ou, ao analisar o conteúdo de uma imagem, receber uma sugestão para compartilhar a foto.
Nos celulares dobráveis, as recomendações continuam disponíveis entre a tela interna e a externa. O Now Nudge oferece suporte a 16 idiomas, incluindo o português e, para usar o Now Nudge, é necessário realizar login na Conta Samsung.
7. Foto Inteligente edita imagens por voz ou texto
A Foto Inteligente usa comandos de texto ou voz para aplicar alterações nas fotos. Em vez de procurar cada ferramenta de edição nos menus, o usuário descreve o resultado que deseja e o Galaxy AI realiza o ajuste.
O recurso também mostra uma comparação entre a imagem original e o resultado da edição antes de salvar o arquivo. A ferramenta pode redimensionar fotos e melhorar a qualidade da imagem.
Para indicar que a imagem recebeu alterações com inteligência artificial, uma marca d'água é adicionada ao resultado final. A função oferece suporte a 41 idiomas.
8. Papel de Parede Otimizado ajusta a imagem na tela
A One UI 9 também usa inteligência artificial para adaptar papéis de parede à tela de bloqueio. A função identifica elementos importantes da imagem e ajusta o posicionamento para evitar que sejam cobertos pelo relógio ou pelos widgets.
Quando o usuário arrasta a imagem para baixo, a IA pode preencher a área que ficou vazia na parte superior da tela. O preenchimento evita cortes abruptos e mantém a composição da imagem.
Nos celulares dobráveis, o recurso também adapta o relógio ao formato da tela externa quando o papel de parede é expandido horizontalmente.
9. Painel mostra atividades dos recursos de IA
A One UI 9 inclui ferramentas para acompanhar como os recursos de inteligência artificial interagem com o aparelho. O painel “Atividade do Assistente de IA” mostra as ações realizadas pelos assistentes em nome do usuário, incluindo os aplicativos acessados e o horário de cada atividade.
O sistema também pode alertar sobre acessos a permissões, como a localização exata, realizados por aplicativos em segundo plano. O usuário ainda pode escolher nas configurações se os dados usados pela IA serão processados exclusivamente no aparelho ou na nuvem.
Na área de segurança, o Samsung Internet usa aprendizado de máquina para identificar sites maliciosos e emitir alertas antes que o usuário acesse uma página. Além disso, a One UI 9 também adota regras mais rígidas para tentativas incorretas de desbloqueio. Após 13 tentativas com falha, o aparelho é bloqueado permanentemente e exige uma restauração de fábrica.
A OpenAI ampliou a família GPT-6 com dois novos modelos de inteligência artificial: GPT-6 Sol e GPT-6 Luna. Os dois chegam como opções mais acessíveis para diferentes tipos de uso, enquanto o GPT-6 Astra continua como o modelo mais inteligente da linha para projetos complexos.
A diferença entre Sol e Luna está principalmente no tipo de tarefa que cada um atende. O Sol foi desenvolvido para trabalhos complexos, como programação e automação. Já o Luna prioriza velocidade e custo baixo, sendo adequado para tarefas simples e repetitivas em grande escala.
Os preços também mudam bastante. Na API, o Sol custa US$ 2 por 1 milhão de tokens de entrada e US$ 10 por 1 milhão de tokens de saída. No Luna, os valores caem para US$ 0,10 e US$ 0,50, respectivamente. Os dois representam uma redução de 50% em relação aos preços promocionais da série GPT-5.6.
A OpenAI também aprimorou o cache de prompts. A leitura de tokens de entrada armazenados em cache passa a ter 90% de desconto, o que reduz os custos de aplicações que reutilizam as mesmas informações ao longo de diferentes etapas de uma tarefa.
A seguir, tire suas dúvidas sobre:
Qual é a diferença entre os modelos Sol e Luna?
Quando é indicado usar o modelo Sol?
Quando usar o GPT-6 Luna?
Onde os modelos estão disponíveis?
Qual é a diferença entre os modelos Sol e Luna?
A forma mais simples de entender a diferença é pensar no tipo de trabalho que cada modelo precisa executar. O GPT-6 Sol fica mais próximo de um modelo para tarefas profissionais que exigem raciocínio complexo. Ele foi desenvolvido para lidar com programação, automação e fluxos de trabalho nos quais a qualidade da resposta tem um peso maior.
Já o GPT-6 Luna segue outra proposta. Ele prioriza velocidade e custo baixo para tarefas que podem ser executadas em grande quantidade, como resumir documentos, extrair informações e responder perguntas de forma mais direta.
Os dois também apresentam avanços em facticidade. Segundo a OpenAI, o Sol reduziu pela metade a taxa de erros factuais em relação ao antecessor e se aproximou da confiabilidade do Astra. O Luna alcança a mesma confiabilidade factual do antigo GPT-5.6 Sol em níveis de esforço mais elevados, mas com uma fração do custo.
Quando é indicado usar o modelo Sol?
O GPT-6 Sol faz sentido quando a tarefa exige raciocínio avançado e precisa ser executada com frequência. O modelo foi desenvolvido para trabalhos profissionais e fluxos complexos, com custo inferior ao da opção de maior capacidade da família.
Um dos principais exemplos está na programação. No benchmark DeepSWE 1.1, o Sol atingiu 68,8%, ficando a 1,1 ponto percentual do melhor resultado do Claude Fable 5. O custo por tarefa foi aproximadamente 80% menor.
A mesma lógica aparece em fluxos de trabalho empresariais. No AutomationBench, o Sol superou o Claude Opus 5 em esforço máximo usando 9% do custo por tarefa do concorrente. Paraagentes de IAque precisam lidar com tarefas longas e complexas, o modelo também teve desempenho superior às pontuações mais altas do Claude Opus 5 no Agents' Last Exam, com economia de 60% no custo por tarefa.
O Sol também pode ser usado em tarefas de automação no computador. Nesse cenário, o modelo alcançou resultados semelhantes aos de modelos de elite com custo 80% menor. Por isso, os principais casos de uso incluem engenharia de software, programação avançada, automação de processos complexos e uso do computador.
Quando usar o GPT-6 Luna?
O GPT-6 Luna é indicado para aplicações que precisam processar muitas tarefas com baixo custo, principalmente quando cada solicitação tem um objetivo claro. É o perfil de ferramentas que resumem milhares de documentos, extraem dados de arquivos ou respondem perguntas simples de usuários.
A mesma lógica vale para tarefas administrativas e processos repetitivos. Como essas operações podem se repetir em grande escala, o preço por tarefa ganha peso na escolha do modelo. O Luna custa menos e foi desenvolvido justamente para esse tipo de cenário.
Isso não significa, porém, que o modelo fique limitado a tarefas simples. Quando necessário, é possível aumentar o nível de esforço para lidar com trabalhos complexos. Em testes de confiabilidade factual, por exemplo, o Luna alcança a mesma precisão do antigo GPT-5.6 Sol por cerca de 1% do custo.
Em tarefas que envolvem computador, o Luna em esforço máximo supera o antigo GPT-5.6 Sol em esforço médio por cerca de um décimo do preço, segundo o benchmark OSWorld 2.0. Em engenharia de software, o modelo chega a 66,6% no DeepSWE v1.1 em esforço máximo, resultado comparável ao de modelos de topo da concorrência avaliados em esforço médio.
No AutomationBench, voltado para automação de negócios, o Luna supera o GPT-5.6 Luna em 5,4 pontos percentuais, com custo por tarefa 58% menor.
Assim, o Luna pode atender tanto tarefas repetitivas de alto volume quanto solicitações que pedem um nível maior de raciocínio. A diferença está no nível de esforço usado em cada caso, mantendo como foco o baixo custo por tarefa.
Onde os modelos estão disponíveis?
A disponibilidade varia de acordo com o modelo. O GPT-6 Sol e GPT-6 Luna já podem ser usados no ChatGPT Work e no Codex por assinantes dos planos Plus, Pro, Business, Enterprise e Edu.
Já o GPT-6 Luna tem uma disponibilidade mais ampla no aplicativo para desktop e também pode ser acessado por usuários dos planos Free e Go. Vale ressaltar, porém, que nenhum dos modelos está disponível na interface de chat.
Para quem pretende usar os modelos em aplicações próprias, os dois estão disponíveis na API. O Sol pode ser chamado pelo identificador gpt-6-sol e o Luna usa gpt-6-luna.
O cofundador da Microsoft e filantropo Bill Gates alertou, em entrevista à Reuters, que os governos de todo o mundo estão “muito atrás” na preparação para os impactos da inteligência artificial (IA). Para explicar a dimensão do desafio, Gates comparou o avanço da tecnologia à chegada de uma inteligência alienígena e defendeu uma reação semelhante a dos filmes de ficção científica, nos quais Estados Unidos, China e outros países se unem diante de uma ameaça comum.
Segundo Gates, a cooperação entre as principais potências seria necessária para reduzir os riscos associados ao avanço da IA. Ele afirmou que mantém conversas com líderes mundiais sobre o assunto, incluindo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e indicou que pretende se reunir com o presidente da China, Xi Jinping, ainda neste ano. Apesar disso, Trump minimizou os alertas de segurança sobre a tecnologia, classificando-os como um exagero.
O bilionário também mudou o tom em relação ao otimismo que demonstrava anteriormente sobre a tecnologia. Entre as preocupações citadas estão o possível deslocamento de milhões de trabalhadores, o aumento dos riscos de ataques cibernéticos e os efeitos psicológicos associados ao uso excessivo de companheiros de IA.
Gates defende que os governos criem planos concretos para lidar com essas mudanças e chegou a sugerir categorias de empregos que seriam reservadas para humanos. Ele também propôs a criação de impostos sobre o uso de tokens de IA e sobre a automação por robôs como forma de financiar a transição dos trabalhadores afetados pelas mudanças no mercado de trabalho.
As preocupações com o mercado de trabalho também aparecem nas previsões de outros executivos do setor. O CEO da Microsoft AI, por exemplo, estima que a tecnologia poderá substituir quase todas as funções administrativas de nível profissional em cerca de 18 meses. Já o senador norte-americano Bernie Sanders defende a criação de um fundo soberano de IA, com participação pública em empresas do setor, além de punições para desenvolvedores que não cumprirem protocolos de segurança.
Para Gates, porém, a resposta precisa envolver uma coordenação maior entre os países. A preocupação é que a velocidade de adoção da IA supere a capacidade dos governos de estabelecer regras e preparar a sociedade para as mudanças.
Potencial da IA na área da saúde
Apesar dos alertas sobre os riscos e a falta de preparação dos governos, Gates também vê um grande potencial para a IA na saúde, agricultura e educação. A Fundação Gates anunciou um plano para investir pelo menos US$ 1 bilhão nos próximos dois anos na expansão do acesso à tecnologia, com foco em reduzir a diferença entre países e populações mais ricas e pobres.
A saúde aparece como uma das principais áreas de interesse de Gates. O bilionário afirmou que é “difícil exagerar” o potencial da IA nesse setor, especialmente em regiões que enfrentam falta de profissionais e recursos. Entre as possibilidades citadas por ele estão o uso da tecnologia para dar suporte a trabalhadores de saúde na linha de frente e acelerar a descoberta de medicamentos e vacinas para doenças que afetam populações vulneráveis.
Bill Gates também defende investimentos em grandes modelos de linguagem (LLMs) capazes de funcionar em diferentes idiomas. A ideia é ampliar o acesso a informações e ferramentas de IA para pessoas de diferentes regiões do mundo.
Além da saúde, o plano da Fundação Gates prevê recursos para iniciativas que usam IA em agricultura e educação. Segundo a proposta, os investimentos devem apoiar parceiros que trabalham para aumentar a produtividade agrícola e melhorar sistemas educacionais em países em desenvolvimento.
A posição de Gates, portanto, não é de rejeição à inteligência artificial. O bilionário defende que o avanço da tecnologia seja acompanhado por políticas públicas, cooperação internacional e medidas para reduzir seus possíveis impactos negativos.
Ao mesmo tempo, Gates aposta que a IA pode ampliar o acesso a serviços essenciais e conhecimento em regiões que hoje enfrentam maiores limitações. Para isso, considera necessário que os governos avancem na preparação para a tecnologia antes que seus efeitos sobre o trabalho e outros setores se tornem ainda mais difíceis de administrar.
O Google começou a ampliar a disponibilidade do Motion Assist para mais dispositivos Android após lançar a ferramenta inicialmente para aparelhos Pixel. O recurso foi desenvolvido para passageiros que sentem náusea ou tontura ao usar o celular em veículos em movimento, como carros, ônibus e trens. Para funcionar de forma completa, com os elementos visuais exibidos em diferentes áreas do sistema, o aparelho precisa ter Android 17 ou superior e os serviços do Google Play atualizados.
O Motion Assist mostra pequenos pontos, semelhantes a bolhas, nas bordas da tela. A partir dos sensores de movimento do celular, eles se deslocam em tempo real conforme o veículo faz curvas, acelera ou freia. A proposta é reduzir o conflito entre o que os olhos percebem na tela e o movimento sentido pelo corpo, uma das causas da cinetose, também conhecida como enjoo de movimento.
O recurso pode ser ativado manualmente ou configurado para funcionar de forma automática. Nesse caso, o celular identifica quando o usuário está em um veículo em movimento e exibe as bolhas sem a necessidade de ativação a cada viagem. Também é possível adicionar um botão do Motion Assist ao painel de Configurações Rápidas, com opções de bloco pequeno e bloco grande, para ativar ou desativar a função.
O Android também oferece opções para personalizar a aparência das bolhas e evitar que elas atrapalhem a visualização do conteúdo. É possível ajustar a opacidade, escolher entre os temas de cor vermelho, amarelo, verde e azul e selecionar diferentes formas para os elementos visuais. A opção de aleatorização altera a cor e o formato das bolhas a cada poucos segundos. A página de personalização ainda exibe uma prévia das mudanças em tempo real.
A ferramenta pode ser útil para quem costuma sentir mal-estar ao ler, assistir a vídeos ou realizar outras tarefas no celular durante deslocamentos.
Como ativar o Motion Assist?
Para configurar o Motion Assist, siga o passo a passo:
Abra o aplicativo Configurações do celular;
Toque no seu perfil;
Selecione “Todos os serviços”;
Vá até “Segurança pessoal e do dispositivo”;
Toque em “Motion Assist”.
Também é possível encontrar a função rapidamente ao pesquisar por “Motion Assist” na barra de busca das Configurações.
O WhatsApp está testando uma função para convidar pessoas que não têm conta na plataforma para participar de chamadas de voz e vídeo. A novidade foi encontrada na versão beta do aplicativo para iOS pelo portal especializado WABetaInfo. O convidado acessa a chamada pelo navegador, sem a instalação do WhatsApp ou a criação de um cadastro.
A ferramenta amplia o recurso Guest Chats, anunciado anteriormente pelo mensageiro. Para iniciar uma chamada, o usuário cria um link pela aba “Chamadas” e envia o convite para outra pessoa, tanto em chamadas individuais quanto em grupo. O destinatário abre o endereço no navegador, pelo celular ou computador, e pode solicitar a entrada na conversa.
No entanto, a participação não é automática. O usuário que criou a chamada precisa aprovar manualmente a entrada de cada pessoa sem conta, o que evita que alguém com acesso indevido ao link entre na conversa. Além disso, ao criar o link no iPhone, o anfitrião poderá adicionar o evento à agenda ou ao calendário a partir da própria tela de criação do convite.
Mesmo sem uma conta no WhatsApp, o convidado conta com criptografia de ponta a ponta durante a chamada. Segundo as informações divulgadas sobre o recurso, as chaves de proteção são geradas com base na sessão do navegador do participante e em um identificador exclusivo criado pelo WhatsApp Web. Dessa forma, o conteúdo da chamada fica protegido contra acesso externo, inclusive pelo próprio WhatsApp.
Quando o recurso estará disponível?
Ainda não há previsão de lançamento para o público geral. A função foi identificada na versão 26.36.10.71 do WhatsApp beta para iOS, distribuída pelo TestFlight, mas continua em desenvolvimento.
Apesar de ter sido encontrada na versão de testes, a ferramenta ainda não foi liberada para os testadores beta. Isso indica que o WhatsApp trabalha internamente na implementação do recurso antes de iniciar a distribuição para o programa de testes.
A Atualização em Segundo Plano é um recurso do iOS que dá aos aplicativos oportunidades de buscar informações novas mesmo quando não estão abertos na tela. O sistema normalmente coloca os apps em um estado suspenso depois que o usuário deixa de utilizá-los, mas pode permitir que determinadas tarefas sejam executadas em segundo plano para manter o conteúdo atualizado.
O objetivo é reduzir o tempo de espera ao abrir um aplicativo. Com a função ativada, alguns apps podem atualizar informações previamente, como novos conteúdos de um feed ou dados que serão exibidos na próxima vez que forem abertos. O funcionamento, porém, depende de cada aplicativo e das regras definidas pelo próprio iOS.
Como essas atividades podem envolver conexão à internet e uso de energia, a Atualização em Segundo Plano também pode ser desativada para reduzir o consumo de bateria ou de dados. O iPhone oferece ainda controle individual, então não é necessário desligar a função para todos os aplicativos.
Entre os aplicativos que vale a pena manter com a função ativada estão apps de navegação e viagens, sincronização de arquivos, lembretes e ferramentas de produtividade. Já apps de comida e delivery, compras, jogos e aplicativos de consulta, como Wikipedia e IMDb, podem ter o recurso desativado sem impacto relevante no uso do dia a dia.
A seguir, tire suas dúvidas sobre:
Para que serve a atualização em segundo plano?
Como ativar ou desativar a atualização em segundo plano?
Quais as outras opções para controlar os dados em segundo plano?
Para que serve a Atualização em Segundo Plano?
A função serve principalmente para manter determinados conteúdos atualizados antes de o aplicativo ser aberto, o que pode reduzir o tempo necessário para carregar informações quando o usuário acessa o app.
O comportamento varia conforme o aplicativo. Entre os exemplos estão:
Clima: alguns aplicativos podem atualizar informações para exibir dados mais recentes quando forem abertos;
Nuvem e arquivos: determinados serviços podem realizar tarefas de sincronização em segundo plano, conforme a forma como foram desenvolvidos;
Podcasts: aplicativos compatíveis podem atualizar catálogos e preparar novos episódios;
Redes sociais: podem atualizar parte do conteúdo do feed antes da abertura;
Notícias: podem buscar conteúdos recentes para deixar o aplicativo preparado para a próxima utilização.
A função não significa que os aplicativos ficam funcionando continuamente. O iOS controla quando e por quanto tempo cada app pode realizar atividades em segundo plano, de acordo com fatores, como uso, bateria e condições do sistema.
Como ativar ou desativar a Atualização em Segundo Plano?
Para gerenciar o recurso, acesse Ajustes > Geral > Atualização em Segundo Plano. Na parte superior da tela, o iPhone oferece opções para definir como o recurso deve funcionar:
Desativado: nenhum aplicativo recebe atualização em segundo plano por esse mecanismo;
Wi-Fi: as atualizações ficam restritas a conexões Wi-Fi;
Wi-Fi e Dados Celulares: os apps também podem usar a rede móvel para essas atividades.
Logo abaixo, aparece a lista de aplicativos compatíveis. O usuário pode desligar a função individualmente para cada app, sem alterar a configuração dos demais. Essa opção é útil para manter o recurso ativo nos aplicativos em que ele faz diferença e desativá-lo naqueles que não precisam atualizar o conteúdo antes de serem abertos.
Também é importante diferenciar a Atualização em Segundo Plano das notificações. Desativar esse recurso não bloqueia, por si só, as notificações de um aplicativo. Os alertas enviados por notificações push utilizam outro mecanismo do sistema e continuam funcionando enquanto as notificações estiverem autorizadas.
Quais as outras opções para controlar os dados em segundo plano?
O iPhone oferece outras configurações que ajudam a reduzir o consumo de bateria ou dados.
Modo de Pouca Energia: acessível pela Central de Controle, reduz diversas atividades em segundo plano e desativa temporariamente a Atualização em Segundo Plano de todos os apps;
Dados Celulares por aplicativo: em Ajustes > Celular, é possível desativar o acesso à rede móvel para aplicativos específicos. Com a opção desligada, o app só consegue se conectar à internet quando o iPhone estiver conectado a uma rede Wi-Fi.
Modo de Dados Baixos: disponível para redes celulares (Ajustes > Celular > operadora > Modo de Dados) e redes Wi-Fi (Ajustes > Wi-Fi, no ícone i ao lado da rede). Reduz o uso de dados em segundo plano e é muito útil ao usar a internet de um roteador portátil;
Estatísticas de dados celulares: em Ajustes > Celular, o iPhone mostra o consumo de dados de cada aplicativo. É possível redefinir as estatísticas e acompanhar o gasto durante alguns dias para identificar quais apps usam mais dados.
Desativar a Atualização em Segundo Plano pode ser útil para economizar recursos, mas não é necessário desligá-la de forma indiscriminada. Para muitos usuários, o melhor equilíbrio é manter a função ativa apenas nos aplicativos que realmente se beneficiam de conteúdo atualizado antes da abertura.
Investigadores independentes e dados analisados pela Reuters mostram que agentes de inteligência artificial da OpenAI usaram mais de 10 sites que ainda não eram conhecidos para se comunicar sem autorização no início de 2026. A descoberta mostra que o comportamento “rebelde” dos agentes foi maior do que se sabia, com os modelos encontrando formas de driblar as restrições e trocar informações em diferentes plataformas. A OpenAI manteve o caso em sigilo por meses.
Embora o comportamento não seja classificado tecnicamente como hacking e se aproxime mais de uma ação de spam, o caso mostra como modelos de IA podem encontrar maneiras inesperadas de contornar regras de segurança. Os investigadores chegaram aos agentes por meio do cruzamento de diferentes pistas, como sequências de dados idênticas deixadas em sites, nomes de usuários coincidentes, consultas sobre temas demográficos específicos, incluindo a prevalência de câncer em Iowa, e endereços de IP associados à infraestrutura do Microsoft Azure.
Os pesquisadores de seis grupos independentes identificaram registros deixados pelos agentes em diferentes plataformas, como uma wiki de Química AP criada em 2008 por um professor de ensino médio de Massachusetts, dois sites pessoais de profissionais de tecnologia poloneses, wikis dedicados a jogos e uma página mantida por hobbystas de softwares de edição de texto que está ativa há cerca de duas décadas.
Os agentes também utilizaram encurtadores de links mantidos pela Universidade de Toronto e pela Universidade Vanderbilt. O objetivo aparente era compartilhar informações e “colar” em testes de pesquisa complexos, mesmo com instruções para não publicar conteúdo na web.
A OpenAI reconheceu que está fazendo uma revisão ampla das atividades de seus agentes e classificou o comportamento como um caso de “desalinhamento”. A empresa também afirmou que trabalha em um novo framework para registrar e relatar incidentes desse tipo durante as etapas de treinamento e implantação dos modelos.
Andrew Yoon, da organização sem fins lucrativos CivAI, identificou 18 sites que não haviam sido divulgados anteriormente. Já a pesquisadora Sydney Von Arx e seu grupo contabilizaram 23 sites afetados, indicando que a dimensão total das interações não autorizadas ainda é desconhecida.
Pesquisadores questionam transparência da OpenAI
A descoberta também levantou questionamentos sobre a transparência da OpenAI. O caso veio à tona enquanto a empresa lidava com as consequências de um ataque hacker ao repositório Hugging Face, ocorrido em julho de 2026.
Kenneth Russell DeGraff, desenvolvedor de software, afirmou que, se os modelos receberam instruções para apenas ler informações, precisaram encontrar maneiras criativas de deixar dados para trás. Ele comparou o comportamento ao de estudantes proibidos de conversar durante uma prova que escrevem respostas escondidas nas paredes de um banheiro.
Andrew Yoon, da CivAI, considera que a dimensão conhecida do episódio provavelmente não representa toda a atividade. “É quase certo que há mais coisas acontecendo aqui que simplesmente não sabemos”, afirmou.
Helmut Leitner, operador de servidores de wiki, também criticou a situação. Segundo ele, a responsabilidade não deve ser atribuída a uma máquina supostamente moral, mas às pessoas e organizações responsáveis por seu desenvolvimento. Leitner relatou ter passado horas removendo os registros deixados pelos agentes da OpenAI.
A pesquisadora Sydney Von Arx reforçou a dificuldade de dimensionar o problema. “Não temos ideia de quanto existe por aí”, afirmou.
Poucas horas depois de ser questionada pela Reuters sobre o caso, a OpenAI enviou um e-mail não assinado a Leitner e entrou em contato com a Universidade de Toronto para tratar das atividades registradas em seus sistemas.
A OpenAI declarou que, até o momento, não identificou outras atividades com gravidade semelhante à do incidente envolvendo o Hugging Face. A empresa também afirmou que pretende divulgar em breve seu novo protocolo para avaliar riscos e comportamentos considerados “rebeldes” em modelos de inteligência artificial.
O iPhone Duo, primeiro dobrável da Apple, pode trazer um problema de adaptação para aplicativos que não forem atualizados para o novo formato. Segundo detalhes técnicos e vídeos divulgados pela Apple para desenvolvedores, softwares antigos terão limitações para ocupar a tela maior do aparelho e poderão aparecer com grandes áreas pretas ao redor da interface.
A Apple definiu três níveis de compatibilidade para organizar a transição dos aplicativos para o formato dobrável. A diferença entre eles está no quanto cada software foi adaptado às novas proporções de tela. No nível mais básico, aplicativos que não foram atualizados para o iOS 27 serão exibidos como uma janela centralizada. Nesse caso, o conteúdo ficará cercado por grandes áreas pretas, tanto na tela interna quanto na externa do iPhone Duo.
No segundo nível, os aplicativos atualizados para o iOS 27 terão um aproveitamento maior do espaço. O próprio sistema poderá redimensionar a interface para ocupar uma área mais ampla da tela, embora ainda mantenha as chamadas áreas de segurança ao redor do conteúdo.
Já o terceiro nível corresponde aos aplicativos totalmente otimizados. Eles serão desenvolvidos especificamente para o iOS 27.1 e poderão aproveitar todo o espaço disponível no aparelho.
Esses softwares também terão acesso ao novo padrão de interface da Apple para o dobrável. Entre as mudanças estão barras de ferramentas e controles de navegação organizados verticalmente abaixo da barra de status.
Outro detalhe que pode limitar a adaptação é a decisão da Apple de não permitir a execução de aplicativos de iPad no iPhone Duo. Com isso, os desenvolvedores precisarão preparar versões específicas para o novo formato caso queiram aproveitar completamente a tela dobrável.
Adaptação pode levar tempo
A situação lembra o que aconteceu com o iPhone X. Na época, a mudança na proporção da tela e a chegada do notch fizeram com que vários aplicativos demorassem para se adaptar ao novo padrão. Durante esse período, alguns softwares apresentavam barras pretas ou interfaces que não ocupavam toda a tela.
No iPhone Duo, porém, a adaptação pode ser ainda mais demorada. O aparelho deve ocupar um segmento específico do mercado, enquanto a maior parte dos usuários continuará utilizando modelos tradicionais do iPhone. Para desenvolvedores, portanto, atualizar um aplicativo para um formato usado por uma parcela menor do público pode ter prioridade reduzida.
As redes sociais e os aplicativos de entretenimento costumam receber adaptações com mais rapidez. Já softwares de bancos, serviços governamentais e companhias aéreas podem levar mais tempo para adotar o novo formato.
Em alguns casos, esses aplicativos podem continuar exibindo áreas pretas por anos. Também existe a possibilidade de determinados softwares nunca receberem uma adaptação completa, especialmente se a base de usuários do iPhone Duo não for grande o suficiente para justificar o investimento.
No fim, a experiência na tela grande dependerá do hardware da Apple e da disposição dos desenvolvedores em adaptar seus aplicativos ao novo formato. A popularidade do dobrável será um dos fatores que devem definir a velocidade dessa transição.
Criminosos estão usando malwares do tipo infostealer para roubar sessões de usuários do Claude, IA da Anthropic, e gastar os créditos de assinaturas pagas sem que as vítimas percebam. O golpe rouba dados de acesso para criar tokens de autorização do Claude Code, dando aos criminosos acesso ao processamento pago pelos assinantes. O problema afeta principalmente profissionais que dependem de planos com maior capacidade, como o Claude Max 20x, que custa US$ 200/mês (equivalente a cerca de R$ 1.100,00 no Brasil).
A situação veio à tona após Grant De Swardt, consultor independente de IA no Reino Unido, perceber um aumento incomum no consumo de tokens em dias nos quais não estava trabalhando. Em um período controlado, o uso da conta subiu de 45% para 55% sem que houvesse qualquer tarefa ativa no computador ou na nuvem.
A Anthropic informou a Grant De Swardt que as chaves de sessão roubadas foram utilizadas para gerar tokens OAuth do Claude Code sem autorização, sendo aproveitadas por serviços de terceiros não autorizados para processar tarefas de outras pessoas.
Além de Grant De Swardt, o usuário Current_Afternoon_76, no Reddit, comentou que sua conta foi atualizada para um plano pago sem autorização, e o consumo saltou de 0% para 100% imediatamente. Em outro relato na plataforma, o uso da conta aumentou de 0% para 49% em apenas 12 minutos, após a execução de alguns comandos simples e uma busca na web. Já no GitHub, um caso semelhante registrou o limite máximo de uso por três dias seguidos, mesmo sem qualquer interação manual com o Claude.
A Anthropic confirmou a existência da fraude e atribuiu os casos a “atores mal-intencionados” que usam malwares instalados nos computadores das vítimas para roubar dados de login e sessões salvas. A empresa afirma ter tomado medidas, como invalidar sessões comprometidas, emitir reembolsos parciais e alertar alguns usuários sobre a possível presença de malware nos dispositivos.
Embora a Anthropic tenha enviado e-mails de alerta sobre infostealer malware para algumas vítimas, De Swardt não recebeu o comunicado. Ele também afirmou não ter encontrado qualquer rastro de infecção em seu computador e continua sem saber exatamente como sua conta foi comprometida. Segundo a empresa, a infecção não tem origem no uso do Claude, mas em fontes externas, como downloads de softwares infectados e anúncios maliciosos.
Falta de transparência dificulta identificar o consumo de tokens
Um dos principais problemas apontados pelas vítimas é a falta de informações detalhadas sobre o uso dos tokens. Atualmente, o painel da conta mostra apenas o consumo total, sem indicar quais atividades ou serviços foram responsáveis pelo gasto.
Isso dificulta a identificação de acessos não autorizados. Sem um histórico detalhado, uma conta pode continuar sendo explorada até que o consumo atinja níveis anormais ou o usuário perceba alguma atividade em um período no qual não estava utilizando o serviço.
A dificuldade para obter suporte e a ausência de ferramentas de monitoramento mais detalhadas também têm levado usuários a abandonar o Claude. No caso de De Swardt, a conta foi restabelecida após duas semanas, mas a suspensão trouxe prejuízos ao seu negócio. Como profissional autônomo, ele usa agentes de IA diariamente para tarefas de programação, design de sites e administração.
De Swardt recebeu um reembolso parcial de £44,49 referente ao período restante da assinatura de US$ 200 por mês. Mesmo após recuperar o acesso, ele decidiu cancelar o plano e migrar para o Cursor. A plataforma oferece diferentes modelos de linguagem, incluindo opções open source mais baratas que, segundo ele, entregam desempenho semelhante ao do Claude.
A Apple confirmou que o iOS 27, nova versão do sistema operacional do iPhone, será liberado na próxima segunda-feira (14). A atualização tem como um dos principais destaques a Siri AI, nova geração da assistente virtual que usa recursos de inteligência artificial para oferecer respostas mais naturais e entender melhor o contexto do usuário.
Nesta primeira fase, os recursos da Siri AI e da Apple Intelligence serão disponibilizados em versão beta e inicialmente em inglês. O iOS 27 também traz melhorias de desempenho, novos recursos de segurança para crianças e mudanças no design da interface, com foco em deixar a navegação mais responsiva e intuitiva.
A atualização inclui ainda novidades nos aplicativos Safari, Mail e Fotos, além de melhorias na integração do iPhone com outros dispositivos e sistemas. Entre elas está o suporte aprimorado para álbuns do iCloud no Windows e no Android.
Quais são as novidades do iOS 27?
Veja as novidades do iOS 27:
Siri AI e Apple Intelligence
Edição de imagens e criatividade
Produtividade e navegação
Segurança e família
Desempenho e design
Outros recursos do iOS 27
Siri AI e Apple Intelligence
A nova Siri AISiri AI usa os recursos da Apple Intelligence para compreender melhor o contexto das conversas e das informações armazenadas no aparelho. Entre as novidades está um aplicativo dedicado da Siri, que reúne as conversas com a assistente em um único lugar. O usuário também pode fixar interações e continuar conversas entre o iPhone e o iPad.
A assistente vai trabalhar com o Contexto Pessoal, recurso que permite encontrar informações específicas armazenadas no aparelho. Com comandos de voz, por exemplo, é possível procurar e-mails, fotos antigas ou notas. A Siri também vai ganhar a capacidade de executar ações dentro de aplicativos, como corrigir uma mensagem enviada ou adicionar uma música que está tocando a uma playlist.
Já a Escrita Assistida permite criar rascunhos a partir do zero, fazer sugestões de texto e adaptar tom e pontuação ao estilo do usuário nos aplicativos Mail e Mensagens. O Modo Siri na Câmera usa inteligência visual para responder perguntas e realizar buscas sobre objetos e cenários capturados pelo visor em tempo real.
Edição de imagens e criatividade
O aplicativo Fotos também recebe novos recursos baseados em inteligência artificial. Entre eles está o Reenquadramento Espacial, que possibilita estender imagens, além de uma versão aprimorada da ferramenta Limpeza, usada para remover objetos indesejados das fotos.
O Image Playground também ganha espaço no sistema. A ferramenta cria imagens a partir de descrições em texto e oferece diferentes estilos, incluindo opções com aparência fotorrealista.
Produtividade e navegação
O Safari vai agrupar abas automaticamente por tópicos, facilitando a organização de páginas abertas no navegador. O recurso Me Avisar também acompanha alterações em sites, como mudanças de preço ou reposição de produtos em estoque.
No Mail, a busca recebe um sistema de classificação que coloca os resultados considerados mais relevantes no topo da lista. Já o Contexto da Chamada usa informações de outros aplicativos durante ligações para empresas. Assim, dados relevantes, como códigos de voo armazenados em um e-mail, podem ser selecionados pelo sistema quando forem necessários.
Com os Atalhos Inteligentes, é possível criar automações mais complexas a partir de descrições feitas em linguagem natural.
Segurança e família
O iOS 27 amplia os recursos de segurança para crianças e famílias. Os responsáveis podem definir quais aplicativos os filhos podem usar, enquanto o Pedir para Navegar exige autorização para acessar novos sites.
A Segurança de Comunicação também vai detectar e impedir a visualização de conteúdos violentos ou perturbadores no Mensagens e no FaceTime, além de nudez. Os controles de tempo de uso também ganham referências específicas para cada idade, elaboradas por especialistas em desenvolvimento infantil.
Desempenho e design
O iOS 27 traz melhorias de desempenho em diferentes áreas do sistema. Segundo a Apple, os aplicativos podem abrir até 30% mais rápido e as fotos carregam 70% mais rápido na fototeca. As transferências pelo AirDrop também podem ficar até 80% mais rápidas.
No visual, o Liquid Glass recebe ajustes que proporcionam uma refração mais uniforme e maior contraste. A mudança busca melhorar a leitura e a nitidez dos elementos da interface, incluindo os ícones.
O sistema também ganha transições de rede inteligentes. O iPhone consegue escolher a melhor conexão disponível entre Wi-Fi e rede celular para reduzir interrupções.
Outros recursos do iOS 27
O sistema ainda reúne novidades em diferentes áreas. Na saúde, o aplicativo Acompanhamento de Ciclo vai emitir notificações sobre padrões relacionados à perimenopausa e à menopausa.
Na acessibilidade, o iOS 27 adiciona legendas sincronizadas automaticamente em vídeos e descrições mais detalhadas de imagens no VoiceOver.
O aplicativo Casa recebe recursos de inteligência artificial para resumir vídeos de câmeras de segurança e encontrar ocorrências específicas nas gravações.
No Mapas, o sistema oferece Flyover mais detalhado, com modelos de inteligência visual para renderizar elementos arquitetônicos com maior precisão.
Os AirPods Pro 3 também ganham novos recursos relacionados ao iOS 27, incluindo equalização personalizada para graves, médios e agudos e monitoramento da frequência cardíaca por meio do GymKit.
Quais são os iPhones compatíveis com o iOS 27?
O iOS 27 será compatível com os seguintes modelos:
A carga de anúncios nos principais serviços de streaming dos Estados Unidos aumentou, em média, 18% entre janeiro e agosto de 2026. Dados da firma de pesquisa Ampere Analysis, obtidos com exclusividade pelo Business Insider, mostram uma mudança na experiência de quem assiste a filmes e séries: as interrupções comerciais estão cada vez mais presentes nas plataformas.
A Netflix ainda tem a menor carga de publicidade entre os principais serviços analisados, com menos de 2,5 minutos de anúncios por hora. Mesmo assim, foi a plataforma que registrou o maior crescimento no período. A média passou de 1,40 minuto por hora em janeiro para 2,44 minutos em agosto, uma alta de 74%.
No outro extremo está o Paramount+, que lidera o ranking de publicidade com mais de nove minutos de comerciais por hora. Assim, cerca de 15% do tempo de exibição fica reservado para anúncios. Segundo a Ampere Analysis, apenas o Prime Video reduziu a carga de publicidade entre as nove plataformas de streaming mais assistidas no período, passando de 2,78 minutos por hora em janeiro para 2,60 minutos em agosto.
Em agosto de 2026, a média geral de comerciais exibidos pelas principais plataformas de streaming nos EUA foi de pouco mais de 5 minutos por hora. O movimento acontece em meio à chamada “streamflation”, termo usado para descrever a alta dos preços das assinaturas de streaming. Com planos sem anúncios cada vez mais caros, parte do público acaba migrando para opções mais baratas com publicidade. Dados da Antenna indicam que cerca de 60% dos novos usuários escolhem planos com anúncios no momento do cadastro.
Anúncios aumentam o lucro dos streamings
O aumento da publicidade está relacionado à busca por maior rentabilidade e à pressão de investidores sobre as empresas de mídia. Hernan Lopez, fundador da consultoria de mídia Owl & Co., escreveu em um relatório do início de setembro que as equipes de gestão estão sendo pressionadas a encontrar novas formas de aumentar a receita gerada pelo streaming e pela publicidade, sem comprometer as margens a longo prazo.
O crescimento da base de usuários também ficou mais caro. Com o custo de aquisição de novos assinantes em alta, as plataformas começaram a buscar mais receita entre as pessoas que já utilizam seus serviços, segundo Brandon Katz, analista da Greenlight Analytics, em entrevista ao Business Insider.
Embora custem menos para o consumidor, os planos com publicidade podem gerar mais receita por usuário quando atingem uma escala suficiente. Isso acontece porque a plataforma combina o valor pago pela assinatura com o dinheiro recebido dos anunciantes.
Esse modelo ajuda a explicar por que os serviços vêm ampliando a oferta de planos com anúncios e reajustando os preços das opções sem comerciais.
Consumidor começa a equilibrar os gastos
Os aumentos de preços registrados nos últimos 12 meses, incluindo reajustes na Disney+, HBO Max, Peacock e, mais recentemente, Netflix e Apple TV, também influenciaram o comportamento dos assinantes. Embora tenha reajustado seus preços em agosto de 2026, a Apple TV é uma das poucas grandes plataformas que ainda não oferece uma modalidade com anúncios.
Segundo a Antenna, 11% dos usuários de planos com anúncios no primeiro trimestre de 2026 eram pessoas que anteriormente pagavam por opções mais caras e sem comerciais. O índice era de 7% em 2024.
O problema é que essa conta fica menos atraente conforme a quantidade de anúncios aumenta. No Paramount+, por exemplo, a média já ultrapassa nove minutos de publicidade por hora, aproximando a experiência de exibição daquela encontrada na televisão tradicional.
O Google está testando uma nova interface para a Play Store que diferencia visualmente aplicativos e jogos pagos das opções gratuitas. A mudança foi encontrada na versão 53 da loja do Android e aposta em um design mais sofisticado para destacar conteúdos premium.
Atualmente, apps gratuitos e pagos seguem o mesmo padrão visual na Play Store. Para saber se um aplicativo exige pagamento, o usuário precisa conferir as informações exibidas na página. Com o novo design, essa distinção ganha mais destaque visual.
Nos testes identificados pelo Android Authority, a página do aplicativo recebe uma imagem de topo maior e um fundo preto, criando uma aparência imersiva. A imagem também se integra melhor à barra de status do celular, onde ficam o relógio e os ícones de notificações, em vez de criar uma transição brusca com o fundo branco da interface atual.
A mudança, porém, ainda deixa algumas informações de fora. O teste não exibia o número de instalações e o tamanho do aplicativo, por exemplo. Como o recurso ainda está em desenvolvimento, essas informações podem voltar a aparecer em uma versão futura.
O novo visual deixa mais evidente que se trata de uma versão premium, mas ainda não está claro se a mudança terá algum impacto nas compras de aplicativos e jogos na Play Store.
Quando o novo design chega à Play Store?
O Google ainda não informou quando pretende lançar a nova interface. Por enquanto, a novidade foi encontrada em arquivos internos da versão 53 da Play Store, o que significa que ela pode sofrer alterações antes de chegar ao público ou até mesmo não ser disponibilizada.
O Google Chat começou a implementar rascunhos persistentes, recurso que evita a perda de mensagens que ainda não foram enviadas. Com a novidade, o usuário pode começar a escrever uma resposta ou atualização de projeto e continuar depois, mesmo que feche o aplicativo ou reinicie o dispositivo.
Com a sincronização entre dispositivos, é possível iniciar uma mensagem na versão web do Google Chat e continuar a edição em um celular Android ou iPhone, sem precisar copiar o texto para outro lugar. Cada conversa mantém seu próprio rascunho e um novo atalho chamado “Rascunhos” reúne todas as mensagens pendentes em um só lugar.
Antes, o Google Chat costumava apagar textos não enviados quando o usuário alternava entre conversas ou saía do app. Agora, os rascunhos ficam salvos por até 30 dias, mesmo que a mensagem não seja enviada imediatamente.
As mensagens não enviadas continuam salvas na caixa de composição da conversa, exatamente de onde o usuário parou. Assim, basta abrir o chat novamente para retomar a escrita. A nova função pode ser útil para situações em que uma mensagem exige mais tempo para ser escrita, como feedbacks, atualizações de projetos e relatórios.
O recurso já está disponível no Google Chat?
A distribuição dos rascunhos persistentes já começou na versão web do Google Chat. No Android e no iOS, a novidade será liberada de forma gradual nas próximas semanas, com previsão de conclusão até 28 de setembro de 2026.
A função está disponível para clientes do Google Workspace, assinantes do Workspace Individual e usuários com contas pessoais do Google.
A OpenAI afirma ter encontrado uma solução gerada por inteligência artificial para um dos problemas mais difíceis da matemática: as equações de Navier-Stokes. O conjunto de equações, formulado há cerca de 200 anos, descreve o comportamento de fluidos, como água e ar, e ainda guarda questões matemáticas sem resposta.
Para enfrentar o desafio, a empresa mobilizou mais de 1.000 agentes de IA, que trabalharam por mais de 50 horas consecutivas. O esforço resultou em uma prova matemática completa, formalizada na linguagem de programação Lean. Segundo a OpenAI, o trabalho mostra como sistemas de inteligência artificial podem contribuir para pesquisas de matemática fundamental.
A operação, no entanto, exigiu um volume elevado de recursos computacionais. Mark Chen, chefe de pesquisa da OpenAI, afirmou que o custo ficou “na casa dos milhões de dólares”. Sebastien Bubeck, pesquisador da empresa, disse que o esforço foi intensificado em 28 de agosto, após surgirem rumores de que a Anthropic estaria próxima de apresentar uma solução para o problema.
As equações de Navier-Stokes estão entre os sete Problemas do Milênio definidos pelo Clay Mathematics Institute. Cada solução comprovada de um desses desafios rende um prêmio de US$ 1 milhão.
Solução da OpenAI é alvo de questionamentos
O matemático Tristan Buckmaster, da Universidade de Nova York (NYU), e Levent Alpöge, pesquisador da Anthropic, afirmam que a OpenAI teve uma postura predatória ao tomar conhecimento do trabalho desenvolvido pela dupla. Segundo Buckmaster, a empresa teria tentado interferir na atribuição dos créditos e chegou a sugerir que a descoberta fosse publicada em nome de um modelo interno da OpenAI, sem incluir Alpöge entre os autores. Já Sebastien Bubeck contestou publicamente essa afirmação nas redes sociais e negou que a empresa tenha sugerido retirar Alpöge da autoria.
A controvérsia também envolve a possibilidade de a OpenAI ter usado informações relacionadas ao desenvolvimento da pesquisa dos acadêmicos. Tristan Buckmaster e Levent Alpöge utilizaram diferentes modelos de inteligência artificial no trabalho, incluindo o Claude, da Anthropic, e o Codex, da própria OpenAI. Buckmaster questionou se a empresa teria acessado registros de uso do Codex para acompanhar o avanço da pesquisa e orientar o trabalho de seus próprios agentes.
A OpenAI nega ter acessado prompts ou registros privados antes da divulgação pública do trabalho dos pesquisadores. A empresa, porém, reconheceu em uma publicação oficial que dados desidentificados gerados pelo uso de seus produtos podem ter sido utilizados no treinamento e no aprimoramento de seus modelos.
OpenAI nega ter usado o trabalho dos pesquisadores
Em resposta às acusações, o CEO da OpenAI, Sam Altman, defendeu a equipe, enquanto Bubeck negou que a empresa tenha usado os dados dos pesquisadores. Já Ven Chandrasekaran, outro matemático da OpenAI, afirmou que a solução produzida pelos agentes da empresa é “significativamente diferente em natureza” daquela apresentada por Alpöge e Buckmaster.
Bubeck também parabenizou os pesquisadores pelo trabalho e classificou a conquista como “monumental”, reconhecendo a prioridade da dupla na resolução das equações de Euler não forçadas. O trabalho da OpenAI, por outro lado, envolve as equações de Navier-Stokes. A diferença entre os sistemas de equações abordados por cada equipe é justamente um dos pontos que sustentam a afirmação de que os trabalhos têm naturezas matemáticas distintas.
A disputa agora envolve a validade da solução apresentada pela OpenAI e questões sobre autoria, acesso a dados e os limites éticos do uso de inteligência artificial na pesquisa acadêmica. A confirmação matemática independente da prova será fundamental para determinar se o trabalho realmente resolve o problema proposto pelo Clay Mathematics Institute.
O Google anunciou novas funções para o Google Tradutor no Android e no iOS. As atualizações melhoram a tradução de áudio em tempo real, com recursos que deixam o uso mais prático em viagens, conversas e situações do dia a dia.
No Android, a principal novidade é a possibilidade de continuar usando o Live Translate em segundo plano. Assim, a tradução não é interrompida quando o usuário bloqueia a tela ou troca de aplicativo para consultar um mapa, uma reserva ou outra informação.
Segundo o Google, mais de um terço das sessões de tradução em tempo real dura mais de cinco minutos. Por isso, a novidade pode ser útil em conversas longas ou durante eventos, quando manter o Tradutor aberto na tela nem sempre é conveniente. O recurso já está disponível no Android e deve chegar ao iPhone em breve.
Google Tradutor ganha modo de escuta no iPhone
No iOS, a principal novidade é o modo de escuta, que já estava disponível no Android. Com ele, o usuário pode ouvir a tradução pelo alto-falante auricular do iPhone (o mesmo usado para chamadas normais), sem a necessidade de conectar fones de ouvido ou de usar o viva-voz do aparelho. A função foi liberada globalmente para os usuários do iOS.
Para usar a função, basta aproximar o celular do ouvido, como em uma ligação. Isso pode ser útil em lugares movimentados, como aeroportos, ou durante tours guiados, quando o barulho do ambiente pode atrapalhar a compreensão do áudio.
O Live Translate do Google Tradutor oferece tradução de áudio em tempo quase real para mais de 70 idiomas. Com as novas funções, o aplicativo ganha mais flexibilidade para situações em que o usuário precisa ouvir uma tradução enquanto faz outras tarefas no celular.
O WhatsApp começou a liberar um recurso que mostra miniaturas de fotos, vídeos e figurinhas na lista de conversas. A novidade, que já estava disponível no Android, chega agora ao iOS e permite identificar fotos, vídeos e figurinhas sem precisar abrir o chat.
Antes, a tela principal do aplicativo mostrava apenas indicações genéricas como "Foto", "Vídeo" ou "Figurinha" quando uma dessas mídias era a última mensagem recebida. Se você recebesse fotos em chats diferentes, por exemplo, todos exibiam o mesmo texto sem distinção. Com a atualização, uma pequena prévia aparece ao lado do rótulo, facilitando a identificação imediata do conteúdo sem precisar entrar na conversa.
Vale ressaltar que a miniatura é exibida quando a mídia é a mensagem mais recente daquele chat. O novo recurso não altera o layout da lista de conversas e é extremamente útil para quem quer conferir rapidamente o que recebeu sem marcar a mensagem como lida. Embora o WhatsApp já permitisse uma prévia ao tocar e segurar uma conversa, agora a visualização é direta.
A miniatura de fotos já está disponível no WhatsApp?
Sim. O recurso está em distribuição gradual no iOS e foi identificado na versão 26.34.74, disponível na App Store. No Android, a novidade já havia aparecido anteriormente em versões beta, como a 2.26.32.11.
Mesmo com o aplicativo atualizado, porém, a função pode ainda não aparecer para todos. O WhatsApp costuma liberar novos recursos aos poucos, e a disponibilidade pode levar algumas semanas para alcançar toda a base de usuários.