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Galaxy S25 começa a receber One UI 9 com Android 17; veja novidades

28 September 2026 at 14:32

A Samsung começou a liberar a versão estável da One UI 9 para a linha Galaxy S25, o Galaxy Z Fold 7 e o Galaxy Z Flip 7. A atualização, baseada no Android 17, começou a aparecer nesta segunda-feira (28) na Coreia do Sul e indica que a distribuição para outros mercados está próxima.

No caso da linha Galaxy S25, a nova versão já está disponível tanto para participantes do programa Beta quanto para aparelhos que ainda estavam na One UI 8.5.

Segundo o Android Authority, o pacote completo encontrado no Galaxy S25 Ultra tem cerca de 3,85 GB, enquanto a atualização para quem já participava dos testes fica próxima de 535 MB.

Por enquanto, a liberação foi identificada no Galaxy S25, S25+ e S25 Ultra. A versão estável também começou a chegar aos Galaxy Z Fold 7 e Z Flip 7 na Coreia, inicialmente para usuários que participaram do Beta.

Ainda não há uma data específica para a chegada da atualização a esses aparelhos no Brasil. A própria Samsung, porém, já informou que a distribuição da One UI 9 será ampliada gradualmente e afirmou que a nova interface chegará ao país em breve.

samsung galaxy z fold 7

One UI 9 é exclusiva do Android 17

A One UI 9 é a geração da interface da Samsung desenvolvida sobre o Android 17. Isso significa que a atualização dos celulares compatíveis também troca a versão do sistema operacional do Google: aparelhos como o Galaxy S25, que chegaram à One UI 8.5 sobre uma geração anterior do Android, recebem o Android 17 junto com a nova interface.

A Samsung apresentou oficialmente a One UI 9 como uma plataforma construída sobre o Android 17 desde o início dos testes em maio. A versão estreou de fábrica nos Galaxy Z Fold 8 Ultra, Z Fold 8 e Z Flip 8 e começou a ser distribuída neste mês para a linha Galaxy S26.

Entre as mudanças da interface está um Painel Rápido mais personalizável, que permite alterar separadamente o tamanho e a organização dos controles de brilho, volume e reprodução de mídia. O sistema também reforça a proteção contra aplicativos considerados de alto risco e pode bloquear sua execução e instalação.

O Galaxy AI também ganhou novidades. O My FanCam consegue selecionar uma pessoa em um vídeo já gravado e mantê-la centralizada automaticamente, enquanto o Now Brief permite escolher quais tipos de informação devem aparecer nos resumos diários.

Há ainda o Now Nudge, que sugere próximas ações de acordo com o conteúdo exibido na tela, e uma nova área de “Garantia e cuidados” nas configurações, com informações de cobertura, diagnósticos e opções de assistência técnica.

A disponibilidade de alguns desses recursos pode variar conforme o modelo e o país.

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O que muda com o Android 17?

Além das ferramentas criadas pela Samsung, a atualização traz a base do Android 17. Entre as novidades apresentadas pelo Google estão melhorias de multitarefa, segurança, privacidade e suporte a dispositivos com telas maiores.

Um dos recursos do sistema são os Bubbles, que permitem transformar aplicativos em pequenas janelas flutuantes e alternar entre eles sem sair completamente do app aberto. Em dobráveis, o Android 17 também oferece uma barra dedicada para facilitar a troca entre essas janelas.

A versão reforça ainda a proteção de senhas de uso único recebidas por SMS, aumenta as restrições de acesso de aplicativos à rede local e introduz novas opções para controlar o compartilhamento de localização.

Nem todos os recursos apresentados pelo Google precisam aparecer de maneira idêntica nos celulares Galaxy, já que a Samsung modifica a experiência com a One UI.

Veja mais de celulares Samsung no Canaltech: Quais celulares Galaxy receberão novos recursos de IA da One UI 9?

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5 apps que são muito populares no Brasil, mas não na gringa

28 September 2026 at 13:30

Alguns aplicativos parecem tão presentes na rotina dos brasileiros que é fácil imaginar que tenham a mesma popularidade em qualquer lugar do mundo. Mas, em alguns casos, o Brasil representa uma fatia surpreendentemente grande da audiência global ou virou um mercado muito mais relevante do que outros países.

Abaixo, confira cinco apps cujo tamanho no mercado brasileiro pode surpreender.

1. Kwai

O Kwai é chinês, mas o Brasil ganhou um peso enorme na operação internacional da plataforma de vídeos curtos.

Em agosto de 2026, cerca de dois terços, 66,18% de todo o tráfego do site kwai.com, veio do Brasil, segundo estimativas da Semrush.

Os Estados Unidos ficaram muito atrás, com 7,2%, seguidos pela Indonésia, com 5,97%. O dado mede acessos ao site e não representa diretamente toda a base do aplicativo, mas mostra a concentração brasileira na audiência web.

Há outro sinal dessa importância: atualmente, o comércio eletrônico do Kwai funciona somente no Brasil, com compradores e vendedores locais.

KWAI app

2. 99

É fácil imaginar que a 99 também seja famosa na China, afinal, desde 2018 a empresa pertence à gigante chinesa DiDi.

A história é justamente o contrário. A 99 nasceu no Brasil, em 2012, e posteriormente foi comprada pela DiDi. Na China, a controladora oferece seus serviços sob sua própria marca, e não como 99.

Por aqui, a 99 já ultrapassou 60 milhões de usuários ativos e 2,5 milhões de motoristas parceiros, segundo dados divulgados pela própria companhia em 2026. Além de oferecer também serviço de delivery de comida, com o 99Food, e de mercado, com 99Compras.

99 compras

3. iFood

O iFood é o exemplo menos surpreendente da lista, mas a diferença de escala entre o Brasil e outros países chama atenção.

A empresa nasceu por aqui e atualmente processa mais de 180 milhões de pedidos por mês, conecta mais de 60 milhões de clientes ativos e atende mais de 1,5 mil cidades brasileiras.

O iFood chegou a operar na Colômbia, mas encerrou as atividades no país em 2022 para concentrar seus investimentos no Brasil. Hoje, sua operação de delivery está essencialmente ligada ao mercado brasileiro, diferentemente de rivais globais como Uber Eats e DoorDash.

ifood app logo

4. BlaBlaCar

A BlaBlaCar é francesa, mas o Brasil virou um dos mercados mais importantes de sua operação global.

Em 2025, mais de 25 milhões de passageiros utilizaram a plataforma no Brasil. No mesmo ano, a BlaBlaCar contabilizou 150 milhões de passageiros globalmente considerando caronas, ônibus e trens. Ou seja, o volume brasileiro correspondeu a aproximadamente um em cada seis passageiros registrados pela empresa no mundo.

A plataforma chegou ao país há cerca de dez anos e, além das caronas entre usuários, ganhou espaço por aqui com a venda de passagens de ônibus.

blablacar

5. Strava

O Strava nasceu nos Estados Unidos, mas quem abre o aplicativo depois de uma corrida no Brasil está em um dos mercados mais importantes da plataforma.

Em março de 2025, o CEO Michael Martin revelou que 21 milhões de brasileiros utilizavam o Strava, então a segunda maior base nacional da empresa, atrás apenas dos Estados Unidos. Naquele período, a plataforma tinha pouco mais de 150 milhões de usuários globalmente.

Marca do Strava

O peso brasileiro continuou crescendo. Em fevereiro de 2026, quando o Strava já passava de 195 milhões de usuários no mundo, a própria empresa confirmou que o Brasil permanecia como seu segundo maior mercado. A companhia chegou até a adicionar Pix como forma de pagamento para assinaturas no país.

A quantidade de novos clubes brasileiros dentro da plataforma também cresceu quase 800% em um ano, segundo dados divulgados pelo Strava em 2025.

E já pensou no contrário? Conheça 7 apps extremamente populares na gringa que o Brasil não dá a mínima.

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Governo obriga redes sociais a abrirem cadastro público de anúncios para combater golpes

28 September 2026 at 13:21

O governo federal criou novas regras para anúncios e conteúdos impulsionados em redes sociais e outras plataformas digitais. Entre as mudanças está a obrigação de serviços com mais de 1 milhão de usuários ativos por mês no Brasil manterem um repositório público e gratuito de publicidade paga, medida que busca facilitar a identificação de fraudes e golpes online.

A exigência faz parte da Portaria Conjunta nº 3, assinada pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi) e Secretaria de Políticas Digitais (SPDigi). A norma também cria exigências específicas para anúncios de produtos financeiros e determina uma identificação mais clara de conteúdos patrocinados.

As regras alcançam plataformas que intermedeiam conteúdo de terceiros e vendem anúncios ou impulsionamento para usuários brasileiros, inclusive empresas sediadas fora do país. Marketplaces e serviços que possuem controle editorial próprio estão entre as exceções previstas na portaria.

O que vai aparecer no cadastro de anúncios?

O novo repositório funcionará como uma espécie de biblioteca de publicidade online. Mesmo depois que uma campanha terminar ou for retirada do ar, parte dos seus dados deverá continuar disponível para consulta por pelo menos um ano.

Qualquer pessoa poderá pesquisar e filtrar os registros. Entre as informações que terão de aparecer estão:

  • conteúdo do anúncio ou publicação impulsionada;

  • produto, serviço ou marca anunciada;

  • um identificador do responsável pela contratação;

  • período em que a publicidade ficou no ar;

  • estimativa de quantas pessoas foram alcançadas;

  • links associados ao anúncio;

  • data e motivo de eventual suspensão, remoção ou desativação.

Há uma diferença importante na identificação do anunciante. CPF e CNPJ não precisam ficar expostos no cadastro público: a portaria prevê que o responsável seja representado ali por um identificador único anonimizado. As plataformas, porém, terão de guardar internamente dados que permitam identificar quem contratou a publicidade, incluindo CPF ou CNPJ, além de informações de pagamento e segmentação de público.

A Senacon poderá solicitar esses dados diretamente às empresas durante uma fiscalização. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a ideia é permitir que consumidores, pesquisadores, jornalistas e autoridades consigam acompanhar anúncios que hoje podem desaparecer depois de serem removidos da plataforma.

pessoa usando computador

Como a regra tenta reduzir golpes?

Uma das principais frentes envolve publicidade de serviços e produtos financeiros, categoria frequentemente explorada em páginas falsas e campanhas fraudulentas.

Antes de liberar esse tipo de anúncio para usuários no Brasil, a plataforma terá de verificar a identidade de quem está pagando pela campanha e, quando aplicável, confirmar se o serviço possui registro ou autorização do órgão regulador responsável. Também será necessário checar se o contratante realmente pode representar a instituição apresentada no anúncio.

Essa verificação deverá ser refeita em intervalos de, no máximo, 12 meses. A publicidade terá de ser suspensa quando houver inconsistências nos dados, perda de uma autorização obrigatória ou constatação de prática enganosa, abusiva ou fraudulenta.

O governo também cita como alvo publicações fraudulentas que imitam programas públicos para levar usuários a páginas falsas. Com o histórico de anúncios preservado, autoridades poderão recuperar informações sobre campanhas mesmo depois que elas saírem do ar.

Publicidade de influenciadores também terá identificação

A portaria ainda mexe com posts patrocinados e outros conteúdos produzidos mediante pagamento, entrega de produtos ou qualquer outra vantagem comercial.

Influenciadores e demais criadores deverão informar de maneira clara quando existir uma relação comercial por trás da publicação. A identificação precisa permanecer visível enquanto o conteúdo estiver disponível, inclusive durante transmissões ao vivo.

As plataformas também terão de oferecer ferramentas específicas para que essa relação seja indicada dentro do próprio conteúdo. Segundo o texto da norma, a obrigação vale ainda para relações societárias, financeiras e acordos de participação em receitas, entre outras formas de compensação.

pessoa usando celular

Quando as novas regras começam a valer?

A portaria foi publicada em 23 de setembro e possui dois prazos de adaptação. A maior parte das regras, incluindo a exigência do repositório público de anúncios, entra em vigor 30 dias depois da publicação, em 23 de outubro.

Já a obrigação de as plataformas oferecerem ferramentas técnicas para identificar relações comerciais em conteúdos terá prazo de 90 dias, até 22 de dezembro. A fiscalização ficará a cargo da Senacon, e o descumprimento pode resultar nas sanções previstas pelo Código de Defesa do Consumidor e pelo Marco Civil da Internet.

Veja mais de Mercado no Canaltech: Quais países além do Brasil usam urna eletrônica?

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Como funciona o software das urnas eletrônicas?

28 September 2026 at 11:00

A urna eletrônica executa um conjunto de programas desenvolvidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para preparar a votação, registrar os votos, apurar os resultados e gerar os arquivos usados na transmissão. Esses programas passam por inspeções, testes, assinatura digital e lacração antes de chegarem às seções eleitorais.

O processo começa muito antes de o eleitor digitar o número de um candidato. O TSE disponibiliza o código-fonte dos sistemas para fiscalização, transforma esse código em programas que podem ser executados pela urna e cria mecanismos para verificar se a versão instalada no equipamento é a mesma que foi analisada e autorizada.

Neste texto você confere:

  • O que é o software da urna eletrônica?
  • Qual sistema operacional a urna usa?
  • O que acontece quando o eleitor vota?
  • Como a urna transforma os votos em resultado?
  • Como o TSE verifica que o software não foi alterado?
  • Quem pode verificar o código da urna?

O que é o software da urna eletrônica?

O código-fonte é o conjunto de instruções escritas por programadores que determina como um programa deve funcionar. É a partir dele que são produzidos os programas executados pela urna eletrônica.

Para as Eleições 2026, os códigos-fonte dos sistemas eleitorais foram disponibilizados para inspeção desde outubro de 2025. Partidos políticos, órgãos públicos, universidades e outras entidades autorizadas podem analisar os programas durante o chamado Ciclo de Transparência Democrática.

Depois dessa etapa, o código é compilado, processo que transforma as instruções escritas pelos programadores em arquivos que podem ser executados pelo computador da urna. Em setembro de 2026, o TSE concluiu a compilação, assinatura digital e lacração dos sistemas que serão usados nas eleições deste ano.

Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos sistemas eletrônicos de votação

Qual é o sistema operacional usado na urna eletrônica?

Assim como um computador convencional precisa de um sistema operacional para controlar seus recursos e executar programas, a urna também possui um software responsável por essa função.

O sistema utilizado é o Uenux, uma distribuição Linux desenvolvida pela equipe técnica do TSE especificamente para as urnas eletrônicas. Ele reúne componentes responsáveis pela inicialização do equipamento, pelo funcionamento básico do sistema e pela execução dos aplicativos eleitorais.

A urna não funciona como um computador conectado à internet. Segundo o TSE, o equipamento não possui mecanismos para conexão com redes externas durante a preparação, a votação ou a etapa posterior. A transmissão dos arquivos ocorre somente depois, por equipamentos e procedimentos próprios da Justiça Eleitoral.

O que acontece quando o eleitor vota?

Quando o eleitor digita um número, o software identifica a opção correspondente e mostra na tela as informações do candidato ou da legenda. Depois da confirmação, o voto é registrado no Registro Digital do Voto (RDV), um arquivo que guarda os votos digitados na urna.

O RDV registra o voto sem informações que permitam associá-lo à pessoa que votou. Para preservar o sigilo, os registros ficam distribuídos em posições diferentes do arquivo, impedindo que a ordem dos votos seja relacionada à sequência de eleitores que passaram pela seção.

A cada confirmação, o arquivo é atualizado e recebe uma assinatura digital, mecanismo criptográfico usado para verificar a autenticidade e a integridade de um arquivo. Em termos simples, ela permite conferir posteriormente se aquele arquivo corresponde à versão assinada e se sofreu alguma alteração.

2 - TSE acompanha lacração das urnas para eleição simulada no Maranhão

Como a urna transforma os votos em resultado?

Ao final da votação, a urna faz a apuração eletrônica dos votos registrados. O software utiliza as informações do RDV para calcular a quantidade de votos de cada candidato e legenda, além dos votos brancos e nulos.

O resultado é registrado no Boletim de Urna (BU), documento que apresenta os dados daquela seção eleitoral, incluindo a quantidade de votantes e a votação de cada candidatura. O BU também é assinado digitalmente e recebe registro de horário.

A urna imprime o boletim e também produz arquivos digitais que seguem para as etapas seguintes do processo eleitoral. Uma cópia do BU fica disponível na própria seção, permitindo conferir o resultado daquela urna antes mesmo da totalização nacional.

A totalização, por sua vez, é a etapa em que os resultados das diferentes seções são reunidos para produzir o resultado da eleição. A urna não faz essa soma nacional e também não transmite os dados diretamente pela internet. Os arquivos são encaminhados aos tribunais regionais eleitorais, onde passam por verificações antes de serem incorporados ao resultado.

Como o TSE verifica que o software não foi alterado?

Um dos mecanismos usados para isso é o hash, um resumo digital calculado matematicamente a partir de um arquivo. Qualquer alteração no conteúdo produz um hash diferente, permitindo identificar que o arquivo não é mais exatamente o mesmo.

Nas Eleições 2026, o TSE publicou os hashes dos sistemas utilizados no processo eleitoral. Eles permitem comparar os programas encontrados nas urnas e em outros equipamentos com as versões oficiais que foram lacradas pelo Tribunal.

A assinatura digital cumpre outra função: confirmar a autenticidade dos programas. Durante a cerimônia de assinatura e lacração, os sistemas são compilados, assinados e armazenados em mídias protegidas. Depois, cópias oficiais são encaminhadas aos tribunais regionais eleitorais para a preparação das urnas.

Inspeção da urna eletrônica pelo Senado Federal

Quem pode verificar o código da urna?

A fiscalização acontece em várias etapas. Além da inspeção do código-fonte, existe o Teste Público de Segurança (TPS), no qual especialistas e pesquisadores procuram possíveis vulnerabilidades nos sistemas eleitorais.

O processo também inclui verificações durante a preparação das urnas e auditorias após a geração dos resultados. Em 2026, por exemplo, instituições como Senado Federal e Procuradoria-Geral da República realizaram inspeções nos códigos dos sistemas que serão utilizados na eleição.

Esse conjunto de procedimentos cria uma cadeia de verificação que acompanha o software desde o código-fonte até os arquivos produzidos no encerramento da votação. O objetivo é permitir que diferentes etapas do sistema sejam conferidas e que a versão instalada na urna possa ser comparada com aquela que foi previamente examinada, assinada e lacrada pelo TSE.

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Quais países além do Brasil usam urna eletrônica?

27 September 2026 at 19:30

O Brasil está entre os países que utilizam tecnologia eletrônica nas eleições, mas não é o único. Segundo o Instituto Internacional para Democracia e Assistência Eleitoral (International IDEA), 34 países adotam algum tipo de votação eletrônica, em eleições nacionais ou subnacionais.

A tecnologia, porém, varia bastante entre eles. Em alguns lugares, o eleitor utiliza uma máquina que registra diretamente o voto, em um modelo semelhante ao brasileiro. Outros equipamentos imprimem uma cédula, fazem a leitura de votos marcados em papel ou permitem votar pela internet.

Dizer que um país "usa urna eletrônica" não significa necessariamente que o processo é igual ao brasileiro. A própria International IDEA separa os sistemas em diferentes categorias.

Veja quais outros países utilizam tecnologia eletrônica em suas eleições e como elas funcionam.

Máquinas que registram diretamente o voto

A tecnologia mais próxima da urna brasileira é chamada de DRE (Direct Recording Electronic — Urna Eletrônica de Votação Direta). Nela, a escolha do eleitor é registrada diretamente pelo equipamento eletrônico.

Na análise da International IDEA, 17 dos 34 países que utilizavam votação eletrônica adotavam máquinas DRE. O grupo inclui o Brasil e outros 16 países:

  • Albânia;

  • Bangladesh;

  • Butão;

  • Brasil;

  • Bulgária;

  • Fiji;

  • França;

  • Índia;

  • Irã;

  • México;

  • Namíbia;

  • Omã;

  • Panamá;

  • Peru;

  • Rússia;

  • Venezuela;

  • Estados Unidos, em alguns estados.

A existência de uma máquina DRE não significa que todos esses sistemas funcionem exatamente da mesma maneira. A principal diferença está na utilização do VVPAT (Voter-Verified Paper Audit Trail — Registro em Papel Verificado pelo Eleitor), mecanismo que produz um registro em papel para permitir a conferência do voto.

Segundo a International IDEA, Albânia, Bulgária, Fiji, Índia, Irã, México, Omã, Panamá, Peru, Rússia e Venezuela utilizavam DRE com VVPAT.

Bangladesh, Butão, Brasil, França e Namíbia apareciam na categoria sem VVPAT, enquanto os Estados Unidos tinham os dois modelos em diferentes estados.

No caso brasileiro, há ainda uma particularidade. Embora a classificação internacional coloque a urna do país na categoria DRE sem VVPAT, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirma que seu equipamento possui uma arquitetura própria, chamada Trusted-DRE, desenvolvida pela Justiça Eleitoral.

urnas eletrônicas

Máquinas que leem votos em papel

Outra modalidade utiliza uma cédula física durante a votação, mas deixa a leitura ou a contagem para equipamentos eletrônicos.

A International IDEA classifica esses sistemas como OMR (Optical Mark Recognition — Reconhecimento Óptico de Marcas) ou OCR (Optical Character Recognition — Reconhecimento Óptico de Caracteres).

Oito países apareciam nessa categoria no levantamento da organização:

  • Canadá;

  • República Dominicana;

  • Iraque;

  • Quirguistão;

  • Mongólia;

  • Filipinas;

  • Rússia;

  • Estados Unidos.

Nesse modelo, a máquina não substitui necessariamente a cédula. O eleitor pode continuar marcando o papel, enquanto o equipamento identifica as escolhas e automatiza parte da apuração.

As Filipinas são um exemplo desse formato. O país utiliza máquinas para fazer a leitura das cédulas preenchidas pelos eleitores, em vez de adotar uma urna que registre diretamente a escolha.

urna eletrônica Filipinas

Equipamentos que produzem cédulas eletrônicas

Há também sistemas classificados como Electronic Ballot Printers (EBPs) — Impressoras Eletrônicas de Cédulas. Eles utilizam equipamentos eletrônicos durante a votação, mas geram uma cédula que faz parte do processo eleitoral.

Quatro países aparecem nessa categoria na International IDEA:

  • Argentina;

  • Bélgica;

  • República Democrática do Congo;

  • Fiji.

O funcionamento pode variar entre os países. A principal diferença para uma DRE tradicional é a presença de um registro físico produzido pelo equipamento, que pode ser utilizado nas etapas seguintes da eleição.

A Argentina, por exemplo, utiliza sistemas eletrônicos em determinadas eleições e jurisdições, mas não possui uma única tecnologia aplicada de maneira uniforme em todo o território.

Votação pela internet

A tecnologia também pode eliminar a necessidade de comparecimento a uma máquina de votação. A International IDEA registrava 14 países com algum tipo de votação pela internet no levantamento que identificou os 34 países com e-voting.

Os casos identificados pela organização eram:

  • Armênia;

  • Austrália;

  • Canadá;

  • Estônia;

  • França;

  • México;

  • Nova Zelândia;

  • Omã;

  • Panamá;

  • Paquistão;

  • Rússia;

  • Coreia do Sul;

  • Emirados Árabes Unidos;

  • Equador.

A modalidade, porém, não é necessariamente oferecida para toda a população. A International IDEA aponta que a votação pela internet é utilizada de diferentes maneiras, incluindo eleições locais, determinados grupos de eleitores e cidadãos que estão fora do país.

A Estônia é o exemplo mais amplo: o país permite a votação pela internet para eleitores dentro do território nacional. Em outros casos, a ferramenta é restrita a grupos específicos ou a cidadãos que estão no exterior.

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Google Tradutor agora traduz conversas por voz sem internet, mas tem uma pegadinha

16 September 2026 at 14:01

O Google Tradutor começou a liberar tradução de conversas por voz em tempo real mesmo sem conexão com a internet. A novidade amplia o modo "Tradução instantânea", que já servia como intérprete entre duas pessoas, e pode ser útil em viagens, aeroportos ou locais com sinal ruim.

Até agora, o Google Tradutor já permitia baixar idiomas para traduzir textos e imagens offline. A diferença é que as conversas ao vivo ainda dependiam de internet para funcionar.

Como funciona a tradução por voz sem internet?

O usuário precisa baixar previamente os idiomas compatíveis no celular. Depois disso, basta abrir o Google Tradutor e acessar a opção Tradução instantânea.

No modo "Conversa", duas pessoas podem falar alternadamente e o aplicativo reproduz a tradução em voz alta. O microfone também consegue identificar automaticamente a mudança de idioma durante a conversa.

Há ainda um modo frente a frente, que divide a tela para que cada pessoa acompanhe a transcrição e a tradução no próprio lado do aparelho.

A novidade passa a permitir que esse processo continue funcionando sem internet, desde que os pacotes de idiomas tenham sido baixados antes.

Google Tradutor 1

Quais idiomas funcionam offline?

Neste primeiro momento, a tradução instantânea offline funciona entre inglês e os seguintes idiomas:

  • português;

  • espanhol;

  • francês;

  • alemão;

  • italiano;

  • hindi;

  • indonésio;

  • japonês;

  • russo;

  • sueco.

Isso significa que a combinação precisa envolver inglês. Não é possível, por exemplo, fazer uma tradução instantânea offline diretamente de português para japonês.

A pegadinha está nos celulares compatíveis

A limitação mais importante está na disponibilidade. Segundo a documentação oficial do Google, a tradução instantânea offline está disponível atualmente apenas para Pixel 9, Pixel 10 e Pixel 11.

Ou seja, a novidade não chegou de forma geral ao Google Tradutor em qualquer celular Android. Mesmo aparelhos mais antigos da própria linha Pixel e modelos de outras fabricantes ficam de fora por enquanto.

No iPhone, o Google continua permitindo baixar idiomas para traduções offline de texto e câmera, mas a documentação não confirma o novo modo de conversação por voz offline para iOS.

O Google não informou se pretende ampliar o recurso para mais aparelhos.

Confira no Canaltech como usar o Google Tradutor para aprender inglês.

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Filhos bagunçaram seu Spotify? Novo recurso corrige recomendações e Retrospectiva

15 September 2026 at 23:02

O Spotify começou a liberar uma opção que permite excluir músicas infantis e para a família do perfil de preferências do usuário. Com isso, faixas tocadas para filhos ou outras crianças deixam de influenciar recomendações como Descobertas da Semana, Daily Mix e a Retrospectiva, mesmo que continuem sendo reproduzidas normalmente na conta.

A novidade começou a ser disponibilizada globalmente nesta terça-feira (15) para usuários Free e Premium. O recurso funciona de forma retroativa, portanto músicas infantis já ouvidas também podem deixar de contar para indicadores da Retrospectiva 2026, como artista ou faixa mais escutados.

Como tirar músicas infantis das recomendações

A configuração fica dentro do próprio aplicativo do Spotify. Para ativá-la:

  1. Vá em "Configurações e privacidade"
  2. Toque em "Conteúdo e tela"
  3. Em "Incluir músicas infantis e para a família no perfil de preferências", desative a opção.

O Spotify informa que a mudança pode levar até 48 horas para aparecer nas recomendações personalizadas.

A alteração não bloqueia músicas infantis. O usuário continua podendo procurar, reproduzir e montar playlists com esse tipo de conteúdo normalmente.

O que muda é a forma como essas reproduções entram no chamado perfil de preferências, conjunto de sinais que o Spotify usa para entender os gostos de cada usuário e montar recomendações personalizadas.

Isso inclui músicas de filmes de animação, temas de programas infantis, cantigas e outros conteúdos voltados para crianças. A ideia é evitar que esse consumo ocasional passe a dominar playlists e sugestões feitas para o responsável.

spotify capa

Recurso também muda a Retrospectiva do Spotify

A principal diferença para quem se importa com a Retrospectiva é que a configuração vale também para o histórico deste ano.

Depois de desligar a opção, as músicas infantis já reproduzidas podem ser retiradas dos dados usados para definir, por exemplo, música e artista mais ouvidos na Retrospectiva 2026.

O Spotify já permitia excluir conteúdos específicos do perfil de preferências. Em 2023, a empresa começou a permitir que playlists fossem ignoradas pelo algoritmo e, em 2025, ampliou a função para faixas individuais.

A empresa também oferece contas monitoradas para crianças, que mantêm o histórico do jovem separado do perfil dos responsáveis. Mesmo assim, o novo controle cobre outra situação comum: quando o adulto toca músicas infantis diretamente na própria conta, como durante uma viagem de carro ou em casa.

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Apple libera combo do iCloud+ com Apple TV e Arcade grátis em mais de 100 países

15 September 2026 at 22:05

A Apple começou a incluir Apple TV e Apple Arcade sem custo adicional nas assinaturas do iCloud+ em mais de 100 países e regiões. A novidade transforma até o plano mais barato do serviço de armazenamento em nuvem em um pacote com streaming de filmes, séries e jogos.

Segundo a Apple, a mudança será implementada gradualmente até o fim de setembro. Entre os mercados contemplados estão Índia, Arábia Saudita, Singapura, Turquia e Emirados Árabes Unidos. O Brasil, por enquanto, não aparece na lista.

Na prática, basta ter uma assinatura elegível do iCloud+ para receber os outros dois serviços. De acordo com o 9to5Mac, até o plano de 50 GB, o mais básico, já dá acesso ao Apple TV e ao Apple Arcade nos países participantes.

O iCloud+ continua oferecendo armazenamento adicional para fotos, arquivos e backups, além de recursos extras de privacidade. A assinatura também pode ser compartilhada com até cinco outras pessoas por meio do Compartilhamento Familiar, de acordo com a Apple.

Apple TV

Brasil ainda está fora do novo iCloud+

Apesar da grande quantidade de mercados incluídos, a Apple ainda não anunciou a chegada do pacote ao Brasil. Os três serviços envolvidos já estão disponíveis separadamente no país, mas o iCloud+ brasileiro não passou a oferecer Apple TV e Apple Arcade como benefícios da assinatura.

Isso significa que usuários brasileiros continuam dependendo de assinaturas separadas ou do Apple One para reunir serviços da empresa em um único pacote.

A Apple afirma que o novo iCloud+ chegará a mais de 100 países e regiões até o fim de setembro, mas a lista divulgada até agora não inclui o mercado brasileiro. Portanto, a expansão para o Brasil ainda é uma possibilidade, mas não há confirmação ou prazo divulgado pela companhia.

A iniciativa também aumenta consideravelmente a presença do Apple TV pelo mundo. Com a expansão, o serviço de streaming chega a 59 novos países e passa a estar disponível em 170 mercados.

Em alguns países, a Apple também adicionou ao iCloud+ o Apple Music Select, modalidade mais limitada do serviço de música que oferece algumas estações de rádio sem anúncios. Assinantes elegíveis podem migrar posteriormente para o Apple Music completo com preço reduzido.

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Nova Alexa compara produtos e preços para você fazer a melhor compra

15 September 2026 at 21:02

A Amazon começou a testar no Brasil uma nova versão da Alexa voltada especificamente para compras. Disponível dentro do aplicativo Amazon Shopping e no site da varejista, a “Alexa para Compras” usa inteligência artificial para pesquisar produtos, comparar preços e características, mostrar ofertas e recomendar opções a partir de perguntas em linguagem natural.

A ferramenta ainda está em fase beta e não aparece para todos os usuários brasileiros. Segundo a Amazon, o acesso está sendo liberado gradualmente para clientes selecionados que estejam conectados à própria conta.

A ferramenta é uma evolução do Rufus, assistente de compras com IA que a Amazon começou a testar nos Estados Unidos em 2024 e incorporou à experiência da Alexa para Compras em 2026.

Como funciona a Alexa para Compras?

No aplicativo da Amazon, a ferramenta aparece como uma aba própria chamada “Alexa” na barra inferior. Ao abrir a seção, o usuário encontra sugestões como rastrear pedidos, buscar ofertas e comparar produtos, além de um campo para fazer perguntas sobre compras.

A proposta é funcionar como uma espécie de agente de compras. Em vez de pesquisar por um item específico e abrir várias páginas, o usuário pode explicar o que procura ou pedir ajuda para comparar alternativas.

A Amazon cita como exemplo alguém interessado em uma air fryer, mas sem saber quais características avaliar. Nesse caso, a Alexa pode explicar critérios como capacidade, potência e facilidade de limpeza e sugerir produtos relacionados.

As respostas também podem vir estruturadas em tabelas comparativas. Em uma consulta sobre panelas de ferro fundido e cerâmica, por exemplo, a assistente organiza diferenças por peso, retenção de calor, distribuição de calor, antiaderência e compatibilidade.

Em outro exemplo, a Alexa lista ofertas de livros com preço, desconto, avaliação e informações de entrega. A própria interface recomenda conferir a página do produto para validar preços à vista, cupons e outros descontos adicionais.

alexa para compras prints

IA também pode errar

A Amazon deixa uma ressalva clara dentro da própria ferramenta. Na tela inicial, a Alexa informa que suas respostas são geradas por inteligência artificial e que “nem sempre” estarão corretas.

As respostas usam informações do catálogo da Amazon e avaliações publicadas por compradores. Nos Estados Unidos, a ferramenta também ganhou recursos como histórico de preços, alertas de queda de valor e compras automáticas quando um item chega ao preço definido pelo usuário.

Essas funções mais avançadas não foram confirmadas para a versão beta brasileira. No Brasil, a Amazon cita neste primeiro momento pesquisa, recomendações, comparação de produtos, ofertas e assistência durante a compra.

Ainda não está disponível para todos

A Amazon ainda não informou quando a Alexa para Compras será liberada para todos os usuários no Brasil.

Quem já recebeu a função pode encontrá-la no aplicativo Amazon Shopping e, em alguns casos, no site da varejista. Como o lançamento é gradual, usuários com a mesma versão do aplicativo podem ter experiências diferentes.

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Carteira digital é segura? Como funciona a proteção no Apple Pay e Google Wallet

15 September 2026 at 20:04

Apple Pay e Carteira do Google adicionam camadas de segurança que podem reduzir alguns riscos presentes no uso do cartão físico. Entre elas estão tokenização, criptografia e autenticação pelo celular, que ajudam a evitar a exposição do número real do cartão durante pagamentos compatíveis.

Isso não significa que carteiras digitais sejam imunes a golpes ou automaticamente mais seguras em qualquer situação. Cartões físicos modernos também contam com chip, criptogramas e outros mecanismos de proteção, enquanto celulares continuam sujeitos a roubo de credenciais, phishing e engenharia social.

Abaixo, confira por que usar o cartão digital pode ser mais seguro.

Seu número real do cartão não vai para a loja

Uma das principais proteções das carteiras digitais é a tokenização. Em vez de transmitir diretamente o número principal da conta, o sistema utiliza uma credencial digital criada para representar aquele cartão.

A EMVCo, organização responsável por padrões utilizados pela indústria de pagamentos, explica que esses tokens podem ter restrições de uso vinculadas a fatores como dispositivo e canal de pagamento. Isso reduz a utilidade da credencial caso ela seja obtida fora do contexto para o qual foi criada.

No Apple Pay, o banco ou a bandeira cria um ‘Número de Conta do Dispositivo’, armazenado em um chip de segurança isolado do restante do iPhone, chamado Secure Element. A Apple afirma que não guarda os números completos dos cartões cadastrados no Apple Pay.

A Carteira do Google também pode utilizar números de cartão virtual em cartões compatíveis, evitando que o número físico seja compartilhado diretamente com o estabelecimento.

Como o Apple Pay protege os pagamentos?

No iPhone, os pagamentos normalmente precisam ser autorizados com Face ID, Touch ID ou código de acesso.

Depois da autenticação, o Secure Element fornece as informações necessárias para concluir a operação. Esse componente funciona de forma separada do restante do sistema e é utilizado para armazenar credenciais sensíveis.

Durante pagamentos por aproximação, o iPhone também gera informações específicas para aquela transação. Assim, a maquininha não recebe simplesmente os dados impressos no cartão físico.

Isso adiciona uma barreira importante em caso de perda ou roubo. Mesmo com o telefone em mãos, outra pessoa normalmente precisa passar pela autenticação configurada no dispositivo para fazer pagamentos.

Carteira do Google Wallet

Como funciona a segurança da Carteira do Google?

No Android, a Carteira do Google exige que o aparelho tenha um bloqueio de tela compatível para realizar pagamentos.

A confirmação de identidade pode ser feita com PIN, padrão, senha ou biometria considerada segura pelo sistema. Para biometria, o Google exige métodos classificados como classe 3, categoria destinada às opções consideradas mais robustas.

A autenticação, porém, não precisa ser repetida necessariamente em todas as compras. Depois que o usuário confirma a identidade, o Google pode manter essa validação ativa por alguns minutos.

Há ainda exceções relacionadas a transporte público. Em sistemas compatíveis, o usuário pode configurar pagamentos de transporte sem exigir nova confirmação a cada passagem.

Assim como no Apple Pay, cartões compatíveis podem utilizar credenciais virtuais no lugar do número original durante a transação.

E se roubarem o celular?

Tanto Apple quanto Google oferecem mecanismos para bloquear remotamente aparelhos perdidos ou roubados.

No iPhone, ativar o Modo Perdido pelo Buscar bloqueia o dispositivo e suspende cartões e tíquetes utilizados com Apple Pay. Também é possível remover os cartões vinculados ou apagar remotamente o conteúdo do aparelho.

No Android, o Localizador permite marcar o dispositivo como perdido, bloqueá-lo ou apagar os dados remotamente. A redefinição apaga permanentemente as informações armazenadas no aparelho.

Esses mecanismos não substituem os cuidados do usuário. Um código de desbloqueio fraco, uma conta comprometida ou um golpe de phishing ainda podem abrir outras portas para criminosos.

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WhatsApp testa suporte a até três contas no mesmo iPhone

15 September 2026 at 18:01

O WhatsApp começou a desenvolver suporte para até três contas diferentes no mesmo iPhone. A novidade amplia o recurso de múltiplas contas, que atualmente permite manter dois números no aplicativo, e pode facilitar a vida de quem separa conversas pessoais, profissionais e de outros usos.

A mudança foi identificada pelo WABetaInfo na versão beta 26.37.10.15 do WhatsApp para iOS. O recurso ainda está em desenvolvimento e não está disponível nem mesmo para testadores beta neste momento.

Como deve funcionar

O funcionamento deve ser praticamente o mesmo já usado para duas contas no iPhone. Cada perfil continuará funcionando de forma independente, com seu próprio histórico de conversas, notificações, configurações de privacidade, backup e arquivos de mídia. O bloqueio do aplicativo também poderá ser configurado separadamente para cada conta.

Na prática, o usuário poderá abrir as configurações do WhatsApp e acessar a lista de contas cadastradas. Mesmo depois de adicionar dois números, aparecerá a opção “Adicionar conta” para incluir um terceiro.

Também será possível trocar entre os perfis diretamente pelo seletor de contas. A interface mostra o nome, a foto e o número de telefone de cada perfil, enquanto um marcador indica qual conta está ativa naquele momento.

O WhatsApp também pretende identificar nas notificações a qual conta cada mensagem pertence, algo importante para quem mantém vários números no mesmo celular.

WhatsApp já permite duas contas no iPhone

O suporte a múltiplas contas começou a ser distribuído para usuários do iPhone em 2026. Atualmente, é possível manter dois números diferentes dentro do mesmo aplicativo, sem precisar sair de uma conta para entrar em outra.

Antes disso, quem precisava manter dois perfis costumava recorrer ao WhatsApp Business ou a um segundo celular. A expansão para três contas reduz ainda mais essa necessidade.

O WABetaInfo ressalta que o limite de três pode não ser definitivo. A estrutura encontrada no aplicativo indica que o WhatsApp poderia ampliar novamente essa quantidade no futuro, embora não exista confirmação sobre isso.

iphones linha 17

E o recurso do iOS 27 para usar o mesmo número em dois iPhones?

A novidade também chega em um momento em que a Apple amplia as opções para quem usa mais de um celular.

O iPhone Handoff, anunciado no iOS 27, permite associar o mesmo número de telefone a dois iPhones compatíveis e alternar a linha entre eles, desde que a operadora ofereça suporte. A função estreia inicialmente com T-Mobile, nos Estados Unidos, e Telekom, na Alemanha.

Os dois recursos resolvem situações diferentes. No WhatsApp, a novidade em desenvolvimento permite colocar até três números e contas distintas dentro de um único iPhone. Já o iPhone Handoff trata da linha telefônica e permite utilizar um mesmo número em dois iPhones.

O WhatsApp também já possui seu próprio sistema de dispositivos vinculados, que permite acessar a mesma conta em aparelhos adicionais. Portanto, o funcionamento do mensageiro não depende do iPhone Handoff para manter uma conta disponível em mais de um dispositivo.

Quando chega?

Ainda não existe previsão. O suporte a três contas foi encontrado no WhatsApp beta para iOS, mas continua marcado como em desenvolvimento. Isso significa que a Meta ainda pode modificar o funcionamento antes de iniciar os testes públicos.

O próximo passo esperado é a liberação para um grupo de usuários do TestFlight. Somente depois disso o recurso poderá chegar à versão estável disponível na App Store.

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WhatsApp poderá silenciar conversas por horário com novo plano pago da Meta

15 September 2026 at 16:00

A Meta anunciou nesta terça-feira (15) o Meta One, novo serviço de assinaturas que reúne planos pagos para Instagram, Facebook, WhatsApp e Meta AI. Para usuários comuns, as opções começam em R$ 7 por mês e liberam recursos como Stories de 48 horas, personalização dos aplicativos e mais conversas fixadas no WhatsApp.

A empresa também criou pacotes com limites maiores para geração de imagens e vídeos por inteligência artificial. Segundo a Meta, os aplicativos e o uso cotidiano do Meta AI continuarão gratuitos, enquanto as assinaturas concentram funcionalidades adicionais.

A companhia afirma que o Meta One estreia com mais de 50 recursos entre Instagram, Facebook, WhatsApp e Meta AI. A novidade está sendo disponibilizada gradualmente em todo o mundo.

Os preços são localizados para o mercado brasileiro, portanto não correspondem à conversão dos valores cobrados em dólar. O Instagram Plus, por exemplo, custa US$ 3,99 (cerca de R$ 20,50) por mês nos Estados Unidos e R$ 10 no Brasil.

O que muda no Instagram, Facebook e WhatsApp

A assinatura do Instagram Plus (R$ 10/mês) permite manter Stories por 48 horas, criar diferentes listas de audiência, descobrir quantas vezes um Story foi revisto e pesquisar se uma pessoa específica visualizou a publicação.

Também há ícones e fontes personalizados, até seis posts fixados no perfil e a possibilidade de publicar diretamente no perfil sem levar o conteúdo ao feed dos seguidores.

A Meta também adicionou recentemente ao plano fontes personalizadas para mensagens diretas e Stories, notificações quando pessoas específicas visualizam um Story e prévias de DMs.

O Facebook Plus (R$ 10/mês) inclui Stories de 48 horas, reações animadas, ícones personalizados e informações sobre quem reviu um Story. A empresa afirma que o serviço também está recebendo mais opções de personalização do Messenger e dados sobre Reels.

Já o WhatsApp Plus, o mais barato, por R$ 7 mensais, oferece temas e ícones exclusivos, toques diferentes para contatos, figurinhas com efeitos em tela cheia e permite fixar até 20 conversas. O usuário também pode configurar alertas, toques e temas diferentes para suas listas de chats.

Mais adiante, a Meta pretende testar no WhatsApp Plus armazenamento para backups de conversas e mídias e os chamados Horários de Foco, que poderão silenciar ou ocultar conversas automaticamente de acordo com uma programação definida pelo usuário.

Há ainda dois pacotes individuais. O Core, de R$ 32 por mês, reúne Instagram Plus, Facebook Plus e WhatsApp Plus e aumenta os limites de ferramentas de IA, incluindo geração de imagens e vídeos e o Restyle do Instagram. O Premium custa R$ 97 e oferece limites ainda maiores de uso do Meta AI.

Meta One

Quanto custa cada plano do Meta One?

Confira abaixo quanto custa cada um dos planos do Meta One:

Plano

Público

Preço no Brasil

WhatsApp Plus

Usuários

R$ 7/mês

Instagram Plus

Usuários

R$ 10/mês

Facebook Plus

Usuários

R$ 10/mês

Core

Usuários/IA

R$ 32/mês

Premium

Usuários/IA

R$ 97/mês

Essencial

Criadores e empresas

a partir de R$ 59/mês

Avançado

Criadores e empresas

a partir de R$ 199/mês

Expert

Criadores e empresas

a partir de R$ 599/mês

Máximo

Criadores e empresas

a partir de R$ 1.999/mês

A Meta ressalta que preços, recursos e disponibilidade podem variar conforme região, aplicativo e conta.

Criadores poderão colocar links diretamente em posts e Reels

Para criadores, uma das principais mudanças aparece a partir do plano Avançado. No Instagram, assinantes poderão colocar links clicáveis diretamente em posts e Reels, além de agendar Stories com até um mês de antecedência e posts e Reels com até um ano.

O pacote também inclui comparação de desempenho com outros perfis públicos, histórico ampliado de métricas, acesso compartilhado à conta sem entregar a senha e suporte humano. Os planos Expert e Máximo aumentam os limites desses recursos.

No Facebook, há ainda ferramentas para sugerir horários de publicação, enviar automaticamente convites para seguir o perfil e dar maior destaque à conta nos resultados de busca.

Meta One prints - instagram

Meta One também terá planos para empresas

As assinaturas empresariais usam as mesmas quatro faixas de preço, mas incluem ferramentas específicas para negócios. O Essencial traz selo de verificação, proteção contra perfis falsos, recursos do WhatsApp Business e maior acesso ao Meta Business Agent, IA que pode responder clientes.

Nos níveis superiores, entram mais dispositivos conectados ao WhatsApp Business, créditos para disparos empresariais, links em posts e Reels, mais contas protegidas e suporte humano. O plano Máximo, de R$ 1.999 mensais, oferece os maiores limites e prevê até uma conversa semestral com um consultor da Meta para orientação sobre conteúdo no Instagram e Facebook.

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Uber lança nova categoria para viagens entre cidades turísticas; conheça

10 September 2026 at 23:02

A Uber lançou a modalidade Entre Cidades, que permite solicitar viagens diretas entre o Rio de Janeiro e três destinos turísticos do estado: Angra dos Reis, Cabo Frio e Petrópolis. A opção funciona nos trajetos de ida e volta, com o preço mostrado no aplicativo já incluindo pedágios e taxas do percurso.

A nova categoria foi criada para viagens intermunicipais feitas pelo aplicativo e pode ser solicitada imediatamente ou agendada com antecedência pelo Uber Reserve. O serviço está disponível para deslocamentos entre a capital fluminense e os três municípios desde esta quinta-feira (10).

Como funciona o Uber Entre Cidades

Para usar a modalidade, o passageiro precisa informar no aplicativo o ponto de partida e o destino final em uma das cidades atendidas. O percurso também pode ser feito no sentido inverso, permitindo utilizar o serviço para o retorno ao Rio de Janeiro.

Atualmente, as rotas disponíveis são:

  • Rio de Janeiro / Angra dos Reis;

  • Rio de Janeiro / Cabo Frio;

  • Rio de Janeiro / Petrópolis.

A principal diferença em relação a uma viagem urbana comum está na abrangência do trajeto. A corrida é feita diretamente entre os municípios, sem necessidade de trocar de veículo durante o deslocamento.

Outro ponto destacado pela Uber é a previsibilidade do preço. Antes de confirmar a viagem, o usuário consegue consultar o valor total do percurso, já com os custos de pedágio e taxas incluídos.

uber entre cidades

Viagem pode ser agendada com até 90 dias

O Entre Cidades também pode ser usado pelo Uber Reserve, recurso de agendamento da plataforma. Nesse caso, é possível marcar o deslocamento com até 90 dias de antecedência.

As informações sobre o motorista parceiro responsável pela viagem são enviadas ao passageiro até uma hora antes do horário previsto para a partida, segundo a Uber.

O acompanhamento da viagem também permanece disponível durante o trajeto. A plataforma informa que o Entre Cidades conta com rastreamento ativo, assim como outras viagens realizadas pelo aplicativo.

A modalidade pode ser utilizada para diferentes situações, como deslocamentos durante feriados e fins de semana, passeios turísticos e viagens corporativas. Por enquanto, a oferta está restrita às três rotas entre o Rio de Janeiro e os destinos anunciados pela empresa.

Uber One também vale para as viagens

Usuários do Uber One também podem utilizar os benefícios do programa nas corridas do Entre Cidades. De acordo com a Uber, assinantes acumulam cashback em créditos Uber One nas viagens realizadas pela nova modalidade.

A empresa não informou, no release de lançamento, uma data para expansão do serviço para outras cidades ou rotas.

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Fotos marcadas agora podem ser colocadas no feed do Instagram; veja como fazer

10 September 2026 at 22:03

O Instagram passou a permitir nesta quinta-feira (10) que usuários adicionem ao próprio feed fotos e publicações nas quais foram marcados por outras pessoas. O conteúdo continua aparecendo na aba de marcações, mas agora também pode ser colocado na grade principal do perfil.

A novidade pode ser útil para destacar fotos de viagens, registros com amigos ou publicações de colaborações sem precisar publicar o conteúdo novamente na própria conta.

Como funciona o novo recurso do Instagram?

A publicação adicionada à grade continua pertencendo à conta que originalmente fez o post. O usuário marcado apenas passa a exibi-la também em seu próprio perfil.

O Instagram informa que a visibilidade depende das configurações de privacidade tanto da conta que adicionou a publicação quanto daquela que fez a marcação.

As publicações adicionadas à grade aparecem inicialmente em ordem cronológica inversa. O Instagram também permite reorganizar os posts do perfil, então é possível mudar a posição delas posteriormente para ajustar a disposição da grade.

Também é possível retirar uma publicação da grade sem apagá-la. Nesse caso, o post continua disponível na aba de marcações.

 

Meta Instagram

Como colocar uma foto marcada no feed do Instagram?

O recurso pode ser acessado por diferentes caminhos. É possível fazer isso pela notificação recebida quando alguém marca o usuário, pelo menu da própria publicação ou pela aba de marcações.

Pela publicação marcada

  1. Abra o Instagram e entre no seu perfil;

  2. Acesse a aba de marcações;

  3. Abra a publicação que você quer adicionar à grade;

  4. Toque nos três pontos, no canto superior da publicação;

  5. Selecione “Adicionar à grade”.

Também é possível manter o dedo pressionado sobre uma publicação dentro da aba de marcações para acessar a opção.

Pela notificação de marcação

Quando alguém marcar você em uma publicação, o Instagram também pode oferecer a opção “Adicionar à grade” diretamente na notificação recebida por mensagem direta. Basta selecionar o comando para incluir o post no perfil.

Se a opção não aparecer, o recurso pode ainda não ter sido liberado para a conta. A novidade está sendo disponibilizada pelo Instagram, e os relatos sobre o lançamento indicam que a distribuição ocorre de forma gradual.

Confira mais de Instagram no Canaltech: Por que o Instagram não tem feed cronológico?

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Às vésperas das eleições, Meta terceiriza combate às fake news; entenda os perigos

10 September 2026 at 21:03

A Meta começou a testar as Notas da Comunidade em 16 países da América Latina, substituindo gradualmente o modelo de checagem profissional por um sistema no qual os próprios usuários ajudam a contextualizar publicações potencialmente enganosas. A mudança ocorre pouco antes das eleições de 2026 e levanta preocupações sobre a capacidade do mecanismo de conter campanhas coordenadas de desinformação.

O Brasil ficou fora da primeira fase, que contempla apenas países de língua espanhola. A Meta afirma, porém, que pretende transformar as Notas da Comunidade no padrão de suas plataformas após concluir os testes e avaliar o funcionamento do sistema em cada país.

Como funcionam as Notas da Comunidade?

As notas permitem que colaboradores cadastrados escrevam informações adicionais sobre publicações públicas do Facebook, Instagram e Threads. Outros participantes avaliam o conteúdo, e uma nota só é publicada quando existe concordância entre pessoas que normalmente apresentam opiniões diferentes.

A proposta tenta evitar que uma simples votação da maioria determine o que será considerado correto. O sistema da Meta procura identificar consenso entre grupos com perspectivas distintas antes de exibir uma nota. A empresa também afirma utilizar mecanismos automáticos para detectar tentativas de manipulação, assédio, exposição de dados pessoais e coordenação artificial entre contas.

Durante a fase inicial, as notas ainda não aparecem para os usuários. A Meta diz que continuará utilizando a checagem independente nos 16 países enquanto reúne colaboradores e testa o produto. Nos Estados Unidos, onde o recurso foi lançado em 2025, a empresa afirma ter mais de 1,4 milhão de colaboradores e mais de 50 mil notas publicadas.

logo meta 2

Qual é o problema do sistema?

A principal questão é que o sistema depende da existência de uma comunidade suficientemente diversa, ativa e independente para funcionar. Em ambientes polarizados, grupos organizados podem tentar influenciar as avaliações e criar uma aparência de consenso sobre uma informação falsa.

O próprio Comitê de Supervisão da Meta alertou para esse risco em março. Segundo o órgão, redes coordenadas de desinformação podem explorar as Notas da Comunidade e fazer com que o sistema privilegie determinados grupos políticos, étnicos ou linguísticos.

O problema ganha peso durante eleições porque uma informação enganosa pode circular rapidamente antes que uma correção seja publicada. O Comitê recomendou que a Meta tenha cautela especial em períodos eleitorais e evite implementar o recurso quando as proteções disponíveis forem insuficientes para reduzir riscos à integridade do processo.

Outro ponto é a velocidade. Uma nota precisa ser escrita, avaliada e atingir o nível necessário de consenso para aparecer. Se colaboradores não concordarem sobre o contexto de uma publicação, o conteúdo pode permanecer sem qualquer esclarecimento.

O que muda para o Brasil?

Por enquanto, nada diretamente. O Brasil não está entre os 16 países selecionados para o primeiro teste e a Meta não anunciou uma data para implementar as Notas da Comunidade no país.

A possibilidade de expansão, porém, merece atenção porque o Brasil terá eleições em outubro. O Comitê de Supervisão recomendou que a Meta considere justamente o calendário eleitoral, as condições do ambiente informacional e os riscos de manipulação antes de levar o sistema a novos países.

A mudança também representa uma alteração na responsabilidade pela identificação de informações enganosas. Em vez de depender exclusivamente de organizações especializadas em checagem, a proposta coloca usuários no centro da produção e avaliação desse contexto.

A Meta argumenta que o modelo permite alcançar mais publicações e aumentar a velocidade das correções. Críticos e o próprio Comitê de Supervisão apontam que escala não resolve, por si só, problemas de manipulação e consenso artificial.

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Por que o Instagram não tem feed cronológico? Chefão explica uso de algoritmo

10 September 2026 at 19:15

O Instagram mantém o feed principal organizado por algoritmos porque, segundo Adam Mosseri, chefe da rede social, a experiência tende a piorar quando as publicações passam a aparecer apenas em ordem cronológica. Em uma conversa com jornalistas na Austrália, o executivo afirmou que o engajamento pode cair em até 50% quando o sistema de recomendações é desativado.

A declaração ocorre em meio a uma proposta do governo australiano para obrigar redes sociais a oferecerem aos usuários uma opção clara de abandonar feeds personalizados. A ideia é permitir que as pessoas escolham entre recomendações feitas por algoritmos e uma linha do tempo baseada apenas nas contas que seguem.

Por que o Instagram prefere o feed algorítmico?

Segundo Mosseri, um feed organizado somente pela ordem de publicação tende a favorecer contas que publicam com muita frequência. Empresas, marcas e veículos de comunicação conseguiriam ocupar mais espaço porque têm capacidade de publicar várias vezes ao dia, enquanto amigos e criadores individuais poderiam ficar para trás.

O executivo afirmou que, nesse cenário, conteúdos de empresas e publishers acabam ocupando o feed, enquanto criadores e amigos ficam menos visíveis. Na avaliação dele, isso faz com que usuários deixem de encontrar parte das publicações que poderiam considerar relevantes.

Mosseri também disse que a empresa observa queda na satisfação dos usuários quando eles deixam de utilizar o sistema de recomendações. O argumento considera métricas como o tempo gasto na plataforma e a avaliação que as pessoas fazem das publicações exibidas.

Há, porém, uma diferença importante entre essas métricas. Uma queda no engajamento mostra que o usuário interage menos com o Instagram, mas não determina sozinha se a experiência é melhor ou pior para ele. Essa é justamente uma das questões colocadas pela discussão australiana.

app instagram

Feed cronológico já existe no Instagram

Apesar de o feed principal usar recomendações, o Instagram oferece desde 2022 uma alternativa chamada “Seguindo”. Nela, as publicações das contas acompanhadas aparecem em ordem cronológica, sem a organização feita pelo sistema de recomendações. A Meta também disponibiliza o modo “Favoritos”, que permite priorizar contas escolhidas pelo usuário.

A opção, porém, não fica como padrão. De acordo com Mosseri, a utilização do feed cronológico na Austrália representa uma parcela de apenas um dígito baixo dos usuários. Ele reconheceu que o recurso poderia ser mais fácil de encontrar dentro do aplicativo.

O executivo também apontou que opções que não são definidas como padrão tendem a ter uma adesão menor. Por isso, a proposta australiana pode ter um efeito diferente: em vez de simplesmente esconder a alternativa dentro do aplicativo, as plataformas seriam obrigadas a apresentar a escolha aos usuários.

Austrália quer transformar a escolha em regra

A proposta faz parte de um pacote de medidas chamado Digital Duty of Care. O governo australiano pretende obrigar grandes plataformas a oferecerem aos usuários uma escolha entre o feed personalizado e uma experiência baseada apenas nas contas e grupos que eles decidiram acompanhar.

O projeto ainda está em fase de consulta e deve ser apresentado ao Parlamento posteriormente. Caso seja aprovado, plataformas que descumprirem as regras poderão enfrentar multas de até 109,2 milhões de dólares australianos.

A discussão coloca em evidência uma característica central das redes sociais atuais: o feed deixou de funcionar apenas como uma lista das publicações mais recentes. No Instagram, o algoritmo decide quais conteúdos têm maior probabilidade de aparecer para cada pessoa, enquanto a ordem cronológica continua disponível como uma alternativa menos visível.

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Nubank lança Nu Global para movimentar dinheiro em mais de 35 países

10 September 2026 at 18:44

O Nubank iniciou oficialmente nesta quinta-feira (10) sua operação nos Estados Unidos. A fintech passa a oferecer conta em dólar, cartão de crédito e transferências internacionais no país, enquanto apresenta o Nu Global, uma conta digital multimoeda voltada para clientes que movimentam dinheiro entre diferentes países.

A operação americana começa por meio de uma parceria com o Lead Bank, instituição financeira americana que mantém os depósitos dos clientes e é membro do Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC), equivalente ao mecanismo de proteção a depósitos bancários nos EUA.

O Nubank ainda aguarda a conclusão do processo para operar com sua própria licença bancária no país.

Como vai funcionar o Nubank nos EUA

A principal oferta será a Nu Account, conta em dólar que oferece rendimento anual de 3,5% sobre os valores depositados. A conta também permite pagamento de contas, criação de metas de economia e transferências locais e internacionais, inicialmente para Brasil, México e Colômbia.

O cartão de crédito americano do Nubank não terá anuidade e oferecerá 1,5% de cashback ilimitado nas compras. A empresa afirma que, futuramente, o percentual poderá chegar a 2% para clientes que cumprirem os critérios de elegibilidade.

A estrutura atual é diferente da operação bancária própria planejada pela companhia. O Nubank recebeu aprovação condicional para uma licença bancária nacional nos EUA em janeiro de 2026, mas ainda depende das etapas regulatórias restantes. Por enquanto, o modelo com o Lead Bank permite iniciar o atendimento enquanto o processo de autorização avança.

prints nubank usa

O que é o Nu Global

O Nu Global foi apresentado como uma conta digital multimoeda para pessoas que vivem, trabalham ou fazem transações financeiras em diferentes países. A proposta é concentrar em um único aplicativo operações que normalmente exigem contas e serviços separados.

Os depósitos do Nu Global são convertidos em USDC ou EURC, stablecoins pareadas ao dólar e ao euro. Os saldos em USDC têm rendimento anual de 3,5%, enquanto os valores em EURC rendem 2,2%, segundo o Nubank.

A conta também inclui um cartão virtual Mastercard para compras internacionais e permite enviar e receber dinheiro em mais de 35 países, começando por mercados da Europa e da América Latina. A integração entre Brasil, Estados Unidos, México e Colômbia está prevista para os próximos meses.

O serviço ainda permite manter e negociar ativos digitais como Bitcoin e Ethereum dentro do aplicativo. A proposta, portanto, vai além de uma conta em dólar para viagens e tenta reunir movimentação de dinheiro, pagamentos internacionais e alguns serviços de ativos digitais na mesma plataforma.

nubank EUA capa

Outros bancos brasileiros já fizeram isso?

O movimento do Nubank ocorre em um mercado no qual outros bancos brasileiros já construíram operações internacionais. O Banco do Brasil, por exemplo, mantém o BB Americas na Flórida, subsidiária voltada ao varejo bancário nos Estados Unidos, além de operações em Nova York e Miami.

O Itaú também possui presença nos EUA e oferece a Conta Global Itaú Personnalité em parceria com a Avenue. O serviço permite manter dólares e euros, usar cartão de débito internacional e movimentar recursos no exterior pelo aplicativo.

O caso mais próximo da estratégia do Nubank é o Inter. A instituição recebeu em 2026 autorização do Federal Reserve e do regulador da Flórida para operar uma filial do Banco Inter em Miami. A unidade passou a ter autorização para emitir cartões e oferecer produtos de crédito regulados sem depender de um banco patrocinador.

A diferença está no estágio e no modelo de cada instituição. Enquanto Banco do Brasil, Itaú e Inter já mantêm estruturas próprias ou subsidiárias nos Estados Unidos, o Nubank começa sua nova operação usando um banco parceiro e trabalha para obter sua licença bancária própria no país.

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WhatsApp muda radicalmente tela de conversas com visual de vidro no iPhone

10 September 2026 at 14:01

O WhatsApp começou a liberar uma nova versão da interface para iPhone que leva o visual Liquid Glass para a tela de conversas. O recurso deixa elementos da interface translúcidos, com aparência de vidro, e também muda o formato dos balões de mensagens, menus e barras de navegação.

A atualização está distribuição gradual para usuários do WhatsApp para iOS e faz parte de uma mudança visual que começou a chegar ao aplicativo nos últimos meses. Segundo o WABetaInfo, a versão 26.35.72, disponível na App Store, é compatível com a nova interface.

Conversas ganham visual transparente

A principal mudança aparece na parte inferior da conversa. A barra de digitação passa a flutuar sobre o conteúdo, com um fundo translúcido que permite enxergar parcialmente o que está atrás dela.

O botão usado para voltar rapidamente à mensagem mais recente também adota o mesmo padrão. No topo, a barra de navegação fica transparente e permite que o papel de parede e as mensagens apareçam de forma discreta por trás do elemento.

Os menus também foram redesenhados. Ao tocar e segurar uma mensagem, a bandeja de reações e o menu de contexto passam a usar o efeito translúcido do Liquid Glass, mantendo a conversa visível no fundo. O visual funciona tanto no modo claro quanto no escuro.

Os próprios balões de mensagens receberam alterações. Eles ficaram mais arredondados, enquanto fotos, vídeos e GIFs deixam de ter a borda tradicional, aparecendo diretamente sobre a conversa.

liquid glass wabetainfo

Mudança começou meses atrás

O Liquid Glass não chegou ao WhatsApp de uma vez. A empresa começou a distribuir a nova linguagem visual para outras partes do aplicativo em abril, incluindo a barra de abas, lista de conversas e botões.

A tela de conversa, porém, ficou para uma etapa posterior. Em junho, o WhatsApp começou a testar o visual translúcido na barra de digitação e na navegação entre usuários da versão beta para iPhone.

Agora, a distribuição alcança uma quantidade maior de usuários da versão estável e completa a adaptação de uma das principais telas do aplicativo.

A mudança acontece pouco antes do lançamento oficial do iOS 27, previsto pela Apple para 14 de setembro. O novo sistema também terá ajustes no Liquid Glass, o que ajuda a explicar o momento da expansão do recurso no WhatsApp.

Quando chega ao iPhone?

O novo visual está sendo liberado gradualmente para usuários do WhatsApp no iPhone. A versão 26.35.72 disponível na App Store é compatível com a interface, mas atualizar o aplicativo não significa necessariamente que o Liquid Glass aparecerá imediatamente.

O WhatsApp também está levando a mudança para o WhatsApp Business. Como a distribuição é feita progressivamente, usuários que ainda encontrarem a interface antiga devem aguardar a ativação na própria conta.

Confira no Canaltech as novidades que chegam com o iOS 27 na próxima semana.

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É Android? Saiba qual é o sistema usado no multimídia dos carros da BYD

10 September 2026 at 12:30

A central multimídia dos carros da BYD é baseada em Android, mas isso não significa que o veículo rode a mesma versão do sistema encontrada em um smartphone.

A montadora utiliza plataformas próprias para o cockpit, adaptadas às funções do carro e à interface da central, como a família DiLink.

Essa camada de software é responsável por funções de infoentretenimento, aplicativos, conectividade e interação com a tela. Ela funciona separadamente dos sistemas eletrônicos responsáveis por funções essenciais do veículo, como motor, freios e itens de segurança.

DiLink e ICS: os nomes por trás da tela

DiLink é o nome associado pela BYD à sua plataforma de conectividade e infoentretenimento. Ao longo dos anos, a empresa apresentou diferentes gerações e configurações do sistema.

A BYD também utiliza a sigla ICS, de Intelligent Cockpit System, para suas soluções mais recentes de cockpit. É essa plataforma que fica por trás de boa parte da experiência oferecida pela tela multimídia, incluindo interface, aplicativos e recursos de conectividade.

Por isso, não existe necessariamente uma versão única do sistema em todos os carros da BYD. A interface, os aplicativos disponíveis e os recursos podem mudar de acordo com o modelo, ano de fabricação e versão do veículo.

Android da central não é o mesmo que Android Auto

O Android utilizado como base da central multimídia faz parte do próprio sistema do veículo.

Já o Android Auto é uma solução do Google que conecta um celular Android compatível ao carro e permite acessar, pela tela da central, aplicativos e funções do smartphone, como Waze, Google Maps e Spotify.

Portanto, um BYD pode ter uma central baseada em Android e, ao mesmo tempo, oferecer Android Auto. São duas coisas diferentes.

O mesmo vale para o Apple CarPlay. Ele não é o sistema operacional da central, mas uma plataforma de integração que leva recursos e aplicativos compatíveis do iPhone para a tela do veículo.

BYD King (Review)

Google Automotive Services chega aos modelos mais recentes

A experiência muda nos modelos que contam com Google Automotive Services (GAS) integrado diretamente à central.

Nesse caso, serviços do Google podem funcionar de forma nativa no próprio veículo, sem depender de um celular conectado pelo Android Auto. Dependendo da configuração, isso inclui recursos como Google Play, Google Maps e Google Assistant.

O Novo Song Pro DM-i Flex é um exemplo. Segundo a BYD, o SUV tem central multimídia de 12,8 polegadas com Google Automotive Services, além de Apple CarPlay e Android Auto sem fio.

É uma diferença importante porque, quando os serviços do Google estão integrados ao veículo, o motorista pode utilizar determinados aplicativos e serviços diretamente na central. Nos modelos que não contam com essa integração, a experiência com aplicativos pode depender mais das soluções disponibilizadas pela própria BYD ou da conexão com o smartphone.

Cada montadora segue um caminho

Não existe um único padrão para as centrais multimídia dos carros.

Algumas fabricantes desenvolvem sistemas próprios para seus veículos. Outras adotam plataformas baseadas em Android Automotive e podem incluir serviços do Google. Também existem carros cuja central depende principalmente de recursos de integração com smartphones, como Android Auto e Apple CarPlay.

A BYD combina diferentes soluções conforme a geração e o modelo do veículo. Por isso, dois carros da marca podem apresentar interfaces e recursos diferentes mesmo quando ambos utilizam uma base Android.

BYD dolphin mini

Central também recebe atualizações

Outro ponto importante é que o software não necessariamente fica igual ao longo da vida do carro.

A BYD distribui atualizações remotas, conhecidas como OTA (over-the-air), para suas centrais. Em junho de 2025, por exemplo, a empresa começou a liberar a atualização Super ICS 3.10, que trouxe mudanças na interface, barra de atalhos personalizável e novos aplicativos nativos, como YouTube e Zoom, além do BYD Arcade.

A atualização foi distribuída gradualmente e também podia ser instalada gratuitamente em concessionárias nos casos em que o veículo não recebesse o pacote automaticamente.

Então, o BYD é Android?

A central multimídia, em diferentes configurações da linha BYD, utiliza uma base Android adaptada para o ambiente automotivo. Mas isso não significa que todo o sistema do carro seja simplesmente “Android”.

A BYD utiliza diferentes plataformas e camadas de software para controlar o cockpit, o infoentretenimento e a integração com smartphones.

Por isso, é possível encontrar diferenças importantes entre os modelos — especialmente entre veículos com sistemas mais antigos e os mais recentes, que já incorporam serviços do Google diretamente na central.

Confira mais informações sobre o que é o Android Auto.

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Sem assinatura: Gemini libera recurso que lê e-mails e oferece resumo diário de graça

9 September 2026 at 23:02

O Google começou a liberar gratuitamente o Daily Brief, recurso do Gemini que analisa informações pessoais do usuário e prepara um resumo diário com tarefas, compromissos e outras prioridades. A ferramenta antes exigia uma assinatura do Google AI, mas agora também está disponível para usuários gratuitos nos Estados Unidos.

O recurso usa o Personal Intelligence para consultar informações de aplicativos conectados, como Gmail e Google Agenda, além de conversas anteriores no Gemini. A partir desses dados, a inteligência artificial seleciona os assuntos considerados mais relevantes para o dia.

Como funciona o Daily Brief

O resumo é dividido em diferentes áreas. A seção “Top of mind” reúne informações consideradas urgentes ou que exigem alguma ação, como tarefas próximas do prazo. Também há uma área de informações que possuem datas associadas e outra chamada “Looking ahead”, voltada para objetivos de longo prazo e possíveis próximos passos.

Na prática, o Gemini pode usar um e-mail recebido no Gmail para identificar uma tarefa pendente ou combinar informações do calendário com conversas anteriores para destacar um compromisso. O objetivo é reduzir a necessidade de procurar manualmente essas informações em diferentes aplicativos.

O usuário também pode interagir com cada item. É possível marcar uma tarefa como concluída, dispensá-la, conversar com o Gemini sobre o assunto ou informar se aquela sugestão foi útil. Esse feedback é usado para ajustar os próximos resumos.

O Daily Brief também pode ser acessado pelo Gemini Live com um comando como “What's my daily brief?”. O Google ainda trabalha em outras formas de apresentação do recurso, incluindo uma opção de áudio identificada em testes.

Gemini

Disponibilidade

A liberação gratuita começou nos Estados Unidos e elimina a necessidade de uma assinatura Google AI Plus, Pro ou Ultra. O recurso continua dependendo de uma conta pessoal do Google, do Personal Intelligence, da conexão com aplicativos do Workspace e da memória do Gemini ativada.

O Google informa que a distribuição ocorre gradualmente e que o Daily Brief está disponível apenas em inglês por enquanto. A documentação oficial também restringe o recurso a usuários maiores de 18 anos nos EUA. Portanto, o Daily Brief ainda não está disponível gratuitamente no Brasil.

Veja no Canaltech 6 coisas que o Gemini faz melhor que o Claude.

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