A CEO do XBOX, Asha Sharma, afirmou em entrevista à BBC nesta terça-feira (26) que o hardware de próxima geração da marca adotará eficiência e acessibilidade financeira ao lado do desempenho. Para a executiva: "Toda a indústria precisa começar a inovar em acessibilidade financeira e eficiência."
As fabricantes de hardware têm sofrido com o aumento constante de preços, em especial pela alta no valor dos chips e pela escassez de componentes causados pela demanda massiva de data centers de IA.
Sharma espera que vejamos cada vez mais negócios radicalmente diferentes do habitual da indústria, embora não tenha especificado quais seriam esses negócios. "Chegamos a um ponto em que será difícil imaginar que o grande público possa arcar com milhares de dólares para gastar em uma geração de consoles", disse a executiva. Boatos apontam que o próximo XBOX seguirá um modelo OEM, no qual outras marcas poderão vender o console, mas nada foi confirmado.
"Nosso trabalho como XBOX, à medida que avançamos na nossa próxima geração, é levar em consideração o que está acontecendo no mundo e construir a melhor experiência para nossos jogadores", declarou a CEO do XBOX, Asha Sharma.
"Eu sei que os jogadores amam mídia física e sei que há muitos benefícios na mídia digital, e quero garantir que as pessoas tenham escolha", afirmou Sharma à BBC.
Segundo fontes de Corden, a questão das mídias físicas "é menos sobre os discos e mais sobre os próprios leitores de disco". O editor-chefe prossegue e afirma que a cadeia de suprimentos dos componentes necessários para fabricar leitores de disco óptico "está em colapso".
A reportagem indica que as linhas de montagem dos leitores de disco óptico têm migrado para longe da tecnologia à medida que os usuários optam cada vez mais por mídias digitais.
A Microsoft tem sido pouco vocal quando o assunto é o fim das mídias físicas, embora muitos setores da indústria acreditem que a Big Tech seguirá o mesmo caminho da Sony.
Além do recurso que permite levar jogos físicos do XBOX One e Series para o digital, a divisão de games liderada por Asha Sharma tem progredido em levar jogos do XBOX Original e do 360 ao PC via emulação. Alguns títulos já fazem parte desse programa, como Conker: Live & Reloaded e o temporal Blinx: The Time Sweeper.
Os jogos independentes têm se tornado um importante segmento do mercado de videogames, em especial por se oporem aos jogos mainstream caros, repetitivos e cheios de práticas duvidosas e predatórias. O ano de 2025 mostrou que os indies e títulos de menor orçamento estão com tudo, em especial se olharmos para Clair Obscur: Expedition 33, Hollow Knight: Silksong e Hades II.
Felizmente, o mercado segue acompanhando pérolas independentes fantásticas neste ano. Por enquanto, recebemos grandes jogos como Mina the Hollower, Big Walk, Denshattack!, Mewgenics, Slay the Spire II e a lista não para.
Um desses grandes jogos indie roubou a atenção e tem feito um sucesso estrondoso entre jogadores de PC e streamers pelo mundo. Meccha Chameleon chegou ao Steam em junho após passar por uma produção curta de dois meses pelas mãos de dois desenvolvedores japoneses.
Com mais de 20 milhões de cópias registradas até agosto, Meccha Chameleon se tornou um jogo viral em redes sociais e plataformas de lives, seguindo com muita atenção do público. Seu preço bem acessível e uma ideia simples e fácil de jogar também contribuíram para que o indie fizesse tanto sucesso.
Mas, afinal, como de fato Meccha Chameleon se tornou um dos maiores jogos de 2026?
O que é Meccha Chameleon?
Meccha Chameleon é um jogo multiplayer de esconde-esconde com uma premissa parecida com os populares prop-hunts que viralizaram no PC anos atrás, como em Garry's Mod. Nele, os jogadores controlam um boneco todo em branco e precisam se desenhar para se camuflar no cenário e evitar serem pegos pelos caçadores.
O título foi criado por dois desenvolvedores japoneses que atendem pelos apelidos de Lemorion e Haganeiro. O fato mais curioso sobre Meccha Chameleon, além do surpreendente marco de 20 milhões de unidades vendidas, é que a produção durou apenas dois meses, com os devs reutilizando recursos e assets de projetos anteriores.
Curiosamente, Meccha Chameleon divide uma história com Fortnite. Isso porque Lemorion começou no desenvolvimento de games no Unreal Editor for Fortnite, ferramenta fornecida pela Epic Games para criar experiências dentro do próprio jogo.
Por isso, não é de se estranhar que o jogo indie utilize a Unreal Engine como motor gráfico, bem como o recurso gratuito Epic Online Services para a funcionalidade de matchmaking.
A ideia principal por trás de Meccha Chameleon surgiu de Lemorion. Ele se lembrou de assistir a um programa de TV, há muito tempo, no qual um artista fazia pintura corporal para se camuflar no cenário.
Meccha Chameleon surpreendeu até os desenvolvedores
Em 11 de agosto, os desenvolvedores confirmaram que Meccha Chameleon já havia ultrapassado 20 milhões de cópias vendidas, um número impressionante para qualquer estúdio. A marca fica ainda mais emblemática quando levamos em conta que a expectativa dos criadores era drasticamente menor do que o resultado alcançado.
"Originalmente, tínhamos como meta 100 mil cópias, então estou extremamente feliz. Sinto uma sensação de dever cumprido e que valeu a pena continuar criando games", afirma Lemorion em entrevista ao portal japonês GameWith. O desenvolvedor conta que o sucesso era esperado apenas no Japão, e não no exterior.
Apesar da quebra de expectativa, os primeiros indícios dos holofotes já surgiram nos trailers de Meccha Chameleon. O engajamento nas redes sociais garantiu que a ideia se espalhasse por todo o mundo.
Meccha Chameleon: um sucesso camuflado
Há vários motivos que podem ter feito de Meccha Chameleon um verdadeiro sucesso. O maior deles é a viralização nas redes sociais e plataformas de transmissão como a Twicth. Jogos multiplayer com um toque de comédia, como Peak e Big Walk, costumam performar muito bem entre streamers e espectadores.
Após a recepção positiva de Meccha Chameleon nas redes sociais, os desenvolvedores passaram a trabalhar focados na viralização, incluindo cenas criativas e engraçadas sobre o que os jogadores poderiam fazer na partida em trailers e vídeos de divulgação.
"Já prevíamos que o jogo viralizaria com postagens nas redes sociais. No trailer, incluímos aquela cena de virar uma bolinha para se camuflar de pedaço de carne com a intenção de induzir maneiras engraçadas e 'compartilháveis' de se esconder", afirmou Lemorion ao Denfaminicogamer.
Os cortes e vídeos curtos de momentos engraçados em Meccha Chameleon catapultaram ainda mais a fama do título, que atingiu um pico de 340 mil usuários simultâneos no Steam em seu melhor dia.
Mais do que apenas viral, Meccha Chameleon é um jogo criativo e intuitivo. Os jogadores precisam se esconder em mapas oficiais ou criados por fãs, tentando se unir ao cenário ao pintar e alterar poses e formas do personagem. Os desenvolvedores fizeram questão de oferecer ferramentas e recursos para que a experiência fosse divertida, entre elas estão pintura em tempo real, conta-gotas, cores metálicas e uma interface simples para desenhar e se camuflar.
Lemorion enfatizou que o foco do jogo foi "não exigir comandos complexos do usuário" e "não criar sistemas complicados", o que caiu como uma luva. "É difícil apontar um único motivo para o sucesso, mas acredito que seja o fato de ser divertido para todos: tanto para quem joga quanto para quem assiste", contou o desenvolvedor.
Obviamente, o preço ajudou muito na popularização do jogo. Meccha Chameleon chegou ao Steam por R$ 23,49 e recebeu descontos nesses dois meses após o lançamento, chegando ao patamar de R$ 18 em certas ocasiões.
Meccha Chameleon é um exemplo de como criatividade e simplicidade, algo que tem sido esquecido por grandes produtoras, ainda têm força na indústria dos games, mesmo em seu período mais brutal.
Estamos em uma época em que um jogo independente de esconde-esconde pode se sentar à mesma mesa de um colosso como GTA 6 e se consagrar como um dos melhores videogames do ano.
Seguem abaixo os horários em que a visão estendida de GTA 6 irá estrear na Netflix e no YouTube:
Netflix: 27 de agosto, a partir das 16h (horário de Brasília);
YouTube: 27 de agosto, a partir das 22h (horário de Brasília).
É bem provável que o conteúdo inclua trechos de gameplay, apresentação de mecânicas e aprofundamento na narrativa de GTA 6. Vale lembrar que o último trailer do jogo foi ao ar há mais de 500 dias.
A Rockstar pegou todos de surpresa quando anunciou que iria revelar o novo gameplay de GTA 6 no serviço de streaming. O que pesou ainda mais foi o fato de que os jogadores precisarão pagar para acompanhar o conteúdo em primeira mão, o que gerou uma onda de revolta entre os fãs por causa da Netflix.
Em um comunicado sobre a participação da produtora polonesa na Gamescom 2026, Nowakowski ressaltou que não apresentará The Witcher IV durante o evento. Logo depois, o executivo confirmou que a aventura de Ciri chegará em dois anos.
Apesar de a janela de lançamento de The Witcher IV acalmar o coração dos fãs e controlar as expectativas até 2028, a estreia do game coincidirá com o fim da distribuição de discos por parte do PlayStation.