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Da TV paga ao celular: Sky vai virar operadora com cobertura nacional

27 August 2026 at 18:59

Conhecida principalmente pela TV por assinatura, a Sky agora quer ganhar espaço também no mercado de telefonia celular. A empresa ampliou a comercialização da Sky Móvel para todo o Brasil, com planos disponíveis tanto pela internet quanto em lojas físicas.

A expansão faz parte de uma estratégia mais ampla da Waiken ILW, dona da Sky e da Zaaz Telecom, para concentrar diferentes serviços de telecomunicações em seu portfólio. Além da TV paga, o grupo já atua com streaming, banda larga e, desde abril, telefonia móvel.

Segundo André Ribeiro, head da Sky Móvel, a adesão ao novo serviço já acompanha boa parte das contratações da empresa. Atualmente, seis em cada dez vendas da Sky também incluem um plano de celular.

Sky Móvel terá planos de até 50 GB

O catálogo da operadora é dividido em quatro opções, que começam em 6 GB de internet e chegam a 50 GB. Dependendo da franquia escolhida, a mensalidade fica entre R$ 29,90 e R$ 89,90.

Nos pacotes a partir de 15 GB, a Sky adiciona ligações e mensagens de texto sem limite. WhatsApp e Waze também podem ser usados sem consumir os dados contratados, enquanto a internet que sobrar em um mês fica disponível para o período seguinte.

Sky operadora

Também é possível migrar um número já existente para a Sky Móvel por meio da portabilidade. Quem já assina a TV pós-paga da empresa pode encontrar condições específicas ao reunir os serviços no mesmo pacote.

Para ampliar o alcance da operação, os chips estão distribuídos em mais de 1,2 mil lojas e pontos de atendimento ligados à Sky e à Zaaz Telecom. A empresa também mantém a venda pelos canais online.

Rede terá 4G e 5G, mas parceira não foi revelada

Embora a Sky Móvel passe a ser comercializada nacionalmente, isso não significa que a companhia tenha construído uma rede própria de antenas pelo país. A empresa informa que seus clientes terão conexão 4G e 5G, mas não revelou qual operadora fornece a infraestrutura por trás do serviço.

Também não foram apresentados detalhes sobre a abrangência efetiva do sinal em cada estado ou município. O anúncio, portanto, confirma a venda nacional dos planos, mas não permite comparar a cobertura da Sky Móvel com a das grandes operadoras brasileiras.

A telefonia da Sky estreou no fim de abril, inicialmente restrita aos mercados de São Paulo e Rio de Janeiro. A empresa não informou quantos clientes conquistou desde então.

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Assistir TV pelo Wi-Fi gasta mais energia que pela antena comum?

27 August 2026 at 17:00

Quem praticamente abandonou a TV aberta para assistir a YouTube, IPTV e serviços de streaming pode ter uma dúvida: deixar a televisão conectada ao Wi-Fi durante horas aumenta o consumo de energia? Para descobrir se essa diferença aparece na prática, fizemos um teste com watímetro e comparamos quatro formas de assistir à mesma TV. O resultado contrariou o que poderíamos imaginar: os dois cenários que dependiam exclusivamente do Wi-Fi consumiram menos energia que a TV aberta pela antena.

Como fizemos o teste?

Para comparar os quatro cenários, usamos a mesma televisão conectada a um watímetro e mantivemos as configurações padronizadas durante todo o experimento. O volume ficou sempre no nível 14, enquanto brilho e demais ajustes de imagem permaneceram iguais.

A cada etapa, deixamos conectada apenas a fonte necessária para aquela reprodução: Wi-Fi no YouTube e Roku Channels, antena na TV aberta e HDMI no conversor de TV 3.0. Assim, conseguimos observar o consumo de cada cenário sem alterar as principais configurações da televisão.

Wi-Fi fez a TV gastar mais energia?

No YouTube, com a TV conectada apenas ao Wi-Fi e sem antena, o consumo registrado foi de 0,60 kWh. No Roku Channels, também apenas pela internet, o resultado ficou próximo: 0,63 kWh.

Quando desligamos o Wi-Fi e usamos somente a antena para assistir à TV aberta, a medição subiu para 0,69 kWh. Já com Wi-Fi e antena desligados e um conversor de TV 3.0 conectado pelo HDMI, o consumo chegou a 0,84 kWh.

Nas condições do teste, portanto, a TV aberta consumiu cerca de 15% mais energia que o YouTube e 10% mais que o Roku Channels. O cenário com conversor ficou aproximadamente 22% acima da TV aberta e 40% acima do YouTube.

Os números de YouTube, Roku e TV aberta não permitem medir exatamente quanto o Wi-Fi ou o sintonizador da antena consomem. A placa de rede usa energia para receber os dados, mas esse gasto ocorre dentro de um aparelho que já alimenta tela, processador e vários outros componentes.

O que o teste mostra é que o uso contínuo do Wi-Fi não provocou um aumento perceptível no consumo da televisão.

TV distância

Então streaming gasta menos energia que TV aberta?

Não necessariamente, pois não reproduzimos exatamente o mesmo conteúdo em todas as fontes.

Minha principal suspeita é que parte da diferença esteja mais relacionada ao conteúdo exibido do que ao Wi-Fi em si. Pode ser que, durante o teste, os vídeos do YouTube tivessem menos brilho ou exigissem menos da tela do que a programação que estava passando pela antena.

A televisão não consome exatamente a mesma quantidade de energia com qualquer imagem. Cenas mais claras ou escuras, brilho, HDR, resolução e processamento de vídeo podem alterar o gasto, a depender da tecnologia do painel.

Por isso, não dá para olhar para os 0,60 kWh do YouTube e 0,69 kWh da TV aberta e concluir que o sinal de antena, sozinho, acrescentou 0,09 kWh. Parte dessa diferença pode ter vindo simplesmente das imagens exibidas durante cada medição.

O Roku Channels ajuda a reforçar a conclusão mais segura. Ele também dependeu totalmente do Wi-Fi e registrou 0,63 kWh, bem próximo dos 0,60 kWh do YouTube. Em nenhum dos dois casos a conexão sem fio fez o consumo disparar.

Assim, o resultado não é que streaming economiza energia, mas que não encontramos uma penalidade relevante pelo uso do Wi-Fi ou da antena. Não faz sentido desligar a conexão da TV ou evitar streaming com a expectativa de reduzir de forma significativa a conta de luz.

Confira, abaixo, quanto isso daria em reais no fim do mês. Todos os testes foram realizados durante 6 horas. 

Forma de assistir Consumo em 6 horas Consumo em 30 dias Fortaleza São Paulo Curitiba Manaus Brasília
YouTube pelo Wi-Fi 0,60 kWh 18,0 kWh R$ 17,46 R$ 17,10 R$ 15,30 R$ 15,12 R$ 14,94
Roku Channels pelo Wi-Fi 0,63 kWh 18,9 kWh R$ 18,33 R$ 17,95 R$ 16,06 R$ 15,88 R$ 15,69
TV aberta pela antena 0,69 kWh 20,7 kWh R$ 20,08 R$ 19,66 R$ 17,59 R$ 17,39 R$ 17,18
Conversor de TV 3.0 por HDMI 0,84 kWh 25,2 kWh R$ 24,44 R$ 23,94 R$ 21,42 R$ 21,17 R$ 20,92

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Garmin lança smartwatch top com satélite e mapas que carregam 30% mais rápido

25 August 2026 at 20:29

A Garmin anunciou nesta terça-feira (25) os novos Fēnix 9 e Fēnix 9 Pro, sua nova geração de smartwatches voltados para esportes e atividades ao ar livre. Entre as principais novidades estão um sistema de mapas até 30% mais rápido e, nas versões Pro compatíveis, conexão LTE e via satélite para chamadas, mensagens e pedidos de socorro sem depender do celular.

Os dois modelos são vendidos em tamanhos de 43 mm, 47 mm e 51 mm, mas o Fēnix 9 Pro concentra as principais novidades de construção e conectividade. Ele é o primeiro relógio da família a usar uma caixa de titânio e também estreia uma tela AMOLED maior na opção de 51 mm.

Mapas ficam mais rápidos e relógio ganha 64 GB

Uma das principais mudanças do Fēnix 9 está no sistema de navegação. A Garmin aumentou a memória RAM em 50% em relação ao Fēnix 8 e adotou um novo motor para os mapas.

Com isso, a movimentação pelo mapa pode ficar até 30% mais rápida, segundo a fabricante. Há ainda um novo modo de perspectiva, que exibe mais informações do percurso à frente e facilita a visualização do caminho em diferentes distâncias.

O armazenamento também dobrou para 64 GB. O espaço permite baixar até duas vezes mais mapas do que no Fēnix 8, além de guardar até 7 mil músicas diretamente no relógio.

A tela AMOLED do Fēnix 9 também ficou duas vezes mais brilhante do que a geração anterior. O relógio mantém cristal de safira resistente a riscos, botões protegidos contra infiltração e suporte para mergulhos de até 40 metros.

Garmin Epic junta vários exercícios em uma única atividade

A Garmin também apresentou um novo recurso chamado Garmin Epic, disponível gratuitamente dentro do Garmin Connect. A função permite reunir atividades registradas durante vários dias, semanas ou até meses em uma única história.

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 Assim, uma viagem com trilhas, uma competição dividida em várias etapas ou um período específico de treinamento pode aparecer como uma única atividade. O usuário também pode adicionar fotos e visualizar dados de saúde e desempenho referentes àquele intervalo.

Outra novidade está nas métricas de resistência. Os relógios passam a oferecer zonas de stamina e curva de stamina, que mostram como a capacidade de manter o esforço muda de acordo com o condicionamento e o histórico de treinamento.

O modo de remo indoor também passa a calcular VO2 Max e curva de potência. Já os recursos de rucking foram ampliados e agora aceitam mudanças no peso carregado durante a atividade, treinos da GORUCK direto no relógio e metas com mochilas de até 100 kg.

Fēnix 9 Pro estreia caixa de titânio e tela de 3.000 nits

O Fēnix 9 Pro recebe todas as novidades do modelo convencional, mas estreia uma construção diferente. Pela primeira vez na família Fēnix, a Garmin adotou uma caixa de titânio.

A fabricante usa um processo de nano moldagem que combina metal e plástico na estrutura. Segundo a marca, isso ajuda a diminuir a espessura do relógio sem aumentar o peso.

Nas versões AMOLED, o brilho pode chegar a 3.000 nits, o que deve facilitar a leitura do display sob luz solar direta. A variante de 51 mm também estreia uma tela AMOLED de 1,5 polegada, a maior já usada em um fēnix.

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Apesar do display 15% maior em relação ao Fēnix 8, a Garmin manteve o tamanho externo da caixa. As versões Pro ainda podem ser compradas com carregamento solar.

A lanterna integrada também recebeu um novo modo com luz verde, pensado para manter a visão adaptada ao escuro durante atividades noturnas.

Para personalização, a marca lançou as novas pulseiras de tecido ComfortFit, disponíveis para os dois modelos. Com sistema QuickFit para trocas rápidas, o acessório utiliza uma estrutura de trama dividida que combina flexibilidade, durabilidade, maciez e resistência à umidade.

Garmin Fēnix 9 Pro pode se conectar ao satélite sem celular

O maior diferencial das versões compatíveis do Fēnix 9 Pro está no inReach, sistema que combina conexão LTE e comunicação por satélite.

Com um plano inReach ativo, o relógio pode fazer chamadas, enviar mensagens e acionar um SOS diretamente pelo pulso, mesmo quando o usuário deixa o smartphone para trás.

O pedido de emergência pode ser encaminhado ao Garmin Response, central de coordenação que funciona 24 horas por dia.

O sistema também recebeu novos recursos. O LiveTrack pode avisar contatos pelo Garmin Messenger quando uma atividade começa e compartilhar o percurso em tempo real por LTE.

Já o Garmin Locate permite que familiares consultem a localização do usuário pelo aplicativo. Previsões do tempo para um ponto específico também podem ser enviadas ao relógio por satélite, além da opção por LTE.

Pela primeira vez, a conectividade inReach está disponível como opção nos três tamanhos do Fēnix 9 Pro, de 43 mm, 47 mm e 51 mm.

Bateria pode chegar a 57 dias

A autonomia varia bastante de acordo com a versão escolhida. No fēnix 9 de 51 mm, a Garmin promete até 29 dias de bateria no modo smartwatch.

O Fēnix 9 Pro de 51 mm com tela AMOLED pode chegar a 31 dias. Já as variantes com carregamento solar alcançam até 57 dias, segundo a fabricante.

Esses números correspondem às configurações maiores da linha. A Garmin não detalhou no material fornecido a autonomia de todas as combinações de tamanho, tela e conectividade.

Preços do Garmin fēnix 9 e fēnix 9 Pro

Os preços mudam de acordo com tamanho, versão e presença do inReach. As configurações exibidas pela Garmin são:

Tamanho Versão inReach Preço Conversão para reais
43 mm Fēnix 9 Não US$ 999,99 R$ 5.151,15
43 mm Fēnix 9 Pro Não US$ 1.099,99 R$ 5.666,27
43 mm Fēnix 9 Pro Sim US$ 1.199,99 R$ 6.181,39
47 mm Fēnix 9 Não US$ 999,99 R$ 5.151,15
47 mm Fēnix 9 Pro Não US$ 1.099,99 R$ 5.666,27
47 mm Fēnix 9 Pro Sim US$ 1.199,99 R$ 6.181,39
47 mm Fēnix 9 Pro Solar Não US$ 1.099,99 R$ 5.666,27
47 mm Fēnix 9 Pro Solar Sim US$ 1.199,99 R$ 6.181,39
51 mm Fēnix 9 Não US$ 1.099,99 R$ 5.666,27
51 mm Fēnix 9 Pro Não US$ 1.199,99 R$ 6.181,39
51 mm Fēnix 9 Pro Sim US$ 1.299,99 R$ 6.696,51
51 mm Fēnix 9 Pro Solar Não US$ 1.199,99 R$ 6.181,39
51 mm Fēnix 9 Pro Solar Sim US$ 1.299,99 R$ 6.696,51

Os valores em reais são conversões diretas e não consideram impostos ou taxas de importação.

Assim, a linha começa em US$ 999,99, cerca de R$ 5.151, no Fēnix 9 de 43 ou 47 mm e chega a US$ 1.299,99, aproximadamente R$ 6.697, no Fēnix 9 Pro de 51 mm com inReach, tanto na versão AMOLED quanto na Pro Solar.

No site norte-americano da Garmin, os modelos aparecem com pedidos disponíveis a partir de 28 de agosto. Até o momento, não foram informados preços nem uma data de lançamento para o mercado brasileiro.

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