Um novo celular infantil quer resolver um dos principais dilemas dos pais na era dos smartphones: como dar mais independência às crianças sem colocá-las em contato com os problemas da internet aberta. Essa é a proposta do Freckle, aparelho criado para crianças de 7 a 13 anos que elimina redes sociais, navegador e loja de aplicativos, transformando o dispositivo em uma espécie de companheiro para aventuras fora de casa.
O Freckle custa US$ 199 (R$ 1.029) e exige uma assinatura de telefonia de US$ 25 (R$ 130) por mês. O aparelho utiliza o sistema simplificado ClayOS e permite fazer chamadas e enviar mensagens apenas para contatos previamente autorizados pelos responsáveis. O produto está disponível em pré-venda e tem entregas previstas para dezembro.
Em vez de oferecer acesso irrestrito a aplicativos, a proposta é estimular a criança a usar o celular como uma ferramenta durante atividades no mundo real. Um dos principais recursos são as chamadas “Missões”, que podem ser criadas pelos pais para incentivar determinadas atividades.
Os responsáveis podem, por exemplo, pedir que a criança encontre cinco tipos de insetos em um parque ou fotografe determinadas obras durante uma visita a um museu. O próprio Freckle também possui missões integradas para incentivar a exploração.
A câmera do aparelho utiliza inteligência artificial para identificar animais, plantas e outros objetos encontrados pela criança. Os elementos reconhecidos podem ser adicionados a uma espécie de álbum digital de figurinhas, transformando a exploração em uma atividade semelhante a uma coleção.
O aparelho também possui um minimapa para auxiliar na navegação. Para os pais, há recursos de localização e a possibilidade de estabelecer áreas consideradas seguras, com alertas caso a criança saia delas.
A ideia é oferecer uma alternativa ao monitoramento constante, permitindo que os responsáveis escolham entre acompanhar a localização ou simplesmente receber alertas.
Tem walkie-talkie e até pagamento por aproximação
O Freckle também tenta reproduzir algumas funções úteis de um smartphone convencional sem abrir as portas para a internet inteira. Quando duas crianças aproximam seus aparelhos, por exemplo, elas podem ativar um modo walkie-talkie para conversar.
O celular ainda possui uma carteira com pagamento por aproximação. Os pais podem colocar dinheiro nela para que os filhos tenham uma forma controlada de pagar por um lanche ou outra pequena compra durante uma atividade fora de casa.
A proposta da Freckle parte da ideia de que a tecnologia não precisa necessariamente afastar as crianças do mundo real. Para o fundador e CEO Sam Terris, o problema está menos no dispositivo em si e mais em plataformas desenvolvidas para manter o usuário conectado por longos períodos.
O Japão estabeleceu a meta de colocar cerca de 10 milhões de robôs equipados com inteligência artificial em operação até 2040. A iniciativa faz parte de uma estratégia nacional para ampliar o uso de robôs em 18 áreas da economia diante do envelhecimento da população e da crescente dificuldade das empresas para encontrar trabalhadores.
A estratégia inclui setores como manufatura, logística, saúde, construção, varejo e segurança, além de áreas como produção de alimentos e cuidados de enfermagem. O governo japonês também pretende desenvolver infraestrutura de dados e tecnologias de IA física para permitir que os robôs aprendam e executem tarefas no mundo real.
O cenário demográfico ajuda a explicar a aposta. Segundo projeções de variante média das Nações Unidas, a população japonesa deve chegar a aproximadamente 112,2 milhões de pessoas em 2040, contra 119,6 milhões projetados para 2030. A idade mediana deve alcançar 54 anos, enquanto pessoas com 65 anos ou mais representariam 35,3% da população.
A estratégia não está apenas no papel. A startup japonesa Zeals apresentou o D1, um robô humanoide sobre rodas desenvolvido para ambientes internos. A máquina tem 129 centímetros de altura, utiliza uma câmera para reconhecer rostos e possui dois braços capazes de carregar até 5 kg cada.
Com preço inicial de 5 milhões de ienes (cerca de US$ 32 mil), a empresa pretende produzir 100 unidades até março de 2027 e acumular 10 mil horas de operação em ambientes reais. O D1 foi desenvolvido para aplicações em hospitais, hotéis, fábricas, centros de logística e instalações de cuidados para idosos.
Em agosto, um hospital de Nagoia testou a máquina para orientar visitantes, recolher pratos e limpar mesas na área de alimentação. Para Masahiro Shimizu, CEO da Zeals, colocar os robôs em situações reais é importante para coletar dados e verificar se eles são realmente úteis fora dos laboratórios.
Outra empresa japonesa, a Kakuichi, também pretende colocar um humanoide para trabalhar a partir de abril de 2027. O robô chamado Miyazawa Noah deverá passar por diferentes departamentos, incluindo manufatura e vendas, aprendendo tarefas por meio da experiência prática.
Seguradoras já se preparam para acidentes
O crescimento dos robôs no ambiente profissional também cria um novo mercado para seguradoras. A Mitsui Sumitomo Insurance firmou parceria com a Zeals para oferecer cobertura aos usuários do D1, incluindo empresas de setores como hotelaria, saúde, indústria e logística.
A preocupação não está apenas em acidentes físicos. As seguradoras também consideram riscos relacionados a danos materiais, ataques cibernéticos e vazamento de dados provocados pelos sistemas robóticos.
Em julho, a Mitsui Sumitomo também adquiriu participação em uma empresa japonesa especializada em IA física, tecnologia que permite aos robôs aprender novas tarefas de maneira autônoma. A iniciativa deve ajudar a seguradora a compreender melhor o comportamento desses sistemas e os riscos envolvidos em sua utilização.
Apesar dos planos ambiciosos, ainda não está claro qual será o impacto econômico da robótica em larga escala. O Japão pretende usar as máquinas para amenizar a escassez de mão de obra, mas produtividade, custos, segurança e capacidade dos robôs continuam sendo pontos que precisarão ser comprovados com a expansão dos testes em ambientes reais.
Golpistas exploraram uma suposta brecha no sistema de compras online da Apple para realizar 1.503 pedidos não autorizados de iPhone 18 em Hong Kong. Segundo a polícia local, as transações envolviam mais de HK$ 30 milhões, valor equivalente a cerca de R$ 100 milhões na conversão aproximada.
Apesar do volume, nenhum dos envolvidos sofreu prejuízo financeiro direto. A polícia informou que todas as transações suspeitas foram canceladas antes que os pedidos resultassem em perdas para os titulares dos cartões, instituições financeiras ou para a própria Apple.
Os casos começaram a aparecer após a abertura da pré-venda dos novos smartphones da Apple, no início de setembro. De acordo com o comissário de polícia Joe Chow Yat-ming, as medidas de segurança das transações online da Apple não estavam ativas durante os pedidos investigados. Com isso, certas compras não exigiam mecanismos de verificação normalmente utilizados para confirmar a identidade do comprador.
Isso permitiu que criminosos utilizassem dados de cartões de crédito obtidos ilegalmente para realizar grandes pedidos de iPhone 18 sem a necessidade de fornecer códigos de uso único ou realizar verificações pelo aplicativo bancário.
Os fraudadores também utilizaram VPNs para esconder a localização real e informaram endereços de entrega falsos ou incompletos. Quando a Apple entrava em contato para solicitar a correção das informações, os criminosos indicavam locais públicos para receber os aparelhos.
A investigação aponta ainda que os grupos recrutavam intermediários para retirar os smartphones nesses pontos. Dessa maneira, os responsáveis pelo uso dos cartões não precisavam aparecer pessoalmente para receber os produtos.
Apple terá que revisar sistema de segurança
A polícia de Hong Kong afirmou que continua investigando o grupo responsável pelas compras fraudulentas. As autoridades também solicitaram que a Apple revise seu processo de transações online antes de uma próxima pré-venda.
A ocorrência acontece em meio a um cenário de crescimento das fraudes em Hong Kong. Nos primeiros oito meses de 2026, a cidade registrou 29.670 casos de fraude, alta de 4,5% em relação ao mesmo período anterior. O prejuízo total chegou a HK$ 5,21 bilhões.
As fraudes representaram 50% de todos os crimes registrados no período pela primeira vez. Entre as modalidades, golpes por telefone responderam por 27% dos casos, enquanto fraudes em compras online representaram 23%.
Por enquanto, a polícia não informou quantos aparelhos chegaram a ser efetivamente entregues aos criminosos. Como todas as transações identificadas foram canceladas, o caso permanece concentrado na investigação sobre como os dados dos cartões foram obtidos e como a brecha no sistema de compras da Apple foi explorada.
Ler quadrinhos digitalmente deixou de ser uma experiência restrita a tablets e computadores há muito tempo. Hoje, leitores podem escolher entre dispositivos dedicados como o Kindle, ou celulares dobráveis como o Galaxy Z Fold 8, que conseguem reproduzir páginas em um formato mais próximo de um livro aberto.
Cada alternativa tem vantagens e limitações importantes para quem pretende consumir HQs, mangás e graphic novels. Nesse texto, nós analisamos mais profundamente quem venceria esse duelo.
O principal diferencial do Kindle está na tela com tecnologia de tinta eletrônica, que proporciona uma experiência confortável para longas sessões de leitura e não depende da mesma iluminação de uma tela convencional. Para quem passa horas lendo, isso pode ser uma vantagem importante.
O problema aparece justamente quando o conteúdo depende de cores. A maior parte dos Kindles continua trabalhando em preto e branco, o que limita bastante a experiência com quadrinhos coloridos. Mesmo o Kindle Colorsoft, que possui tela colorida, não entrega cores tão fortes e vibrantes quanto as encontradas em smartphones e tablets.
Por outro lado, a tecnologia de tinta eletrônica compensa essa limitação com excelente autonomia de bateria. Dependendo do uso, o Kindle pode permanecer vários dias ou até semanas longe da tomada, algo impossível de igualar em um smartphone dobrável.
Outro ponto positivo é a ausência de notificações e outros aplicativos para disputar a atenção do leitor. O Kindle funciona essencialmente como um aparelho de leitura, embora isso também signifique ter menos recursos multimídia.
Galaxy Z Fold 8 transforma o celular em uma HQ
O Galaxy Z Fold 8 segue uma proposta diferente. Quando aberto, seu grande painel interno oferece um formato mais próximo de um livro aberto, algo particularmente interessante para quadrinhos e revistas digitais.
A tela AMOLED também leva vantagem na reprodução de cores. Tons vibrantes, áreas escuras e detalhes das ilustrações aparecem com muito mais intensidade do que em uma tela de tinta eletrônica colorida. Para HQs de super-heróis, mangás coloridos e graphic novels, essa diferença pode ser bastante perceptível.
A principal desvantagem é a autonomia. Uma tela AMOLED grande e um hardware de alto desempenho consomem muito mais energia, fazendo com que o Fold 8 precise ser recarregado com frequência muito maior que um Kindle.
Qual escolher para ler HQs?
A escolha depende principalmente do tipo de leitura. O Kindle faz mais sentido para quem prioriza autonomia e conforto durante longas sessões; no caso dos mangás, que em sua maioria são em preto e branco, não haveria prejuízo nas cores, tornando o e-reader uma opção mais recomendada.
Já o Galaxy Z Fold 8 é mais interessante para quem considera a experiência visual uma prioridade. A tela colorida, o formato aberto semelhante ao de um livro e os recursos do Google Play Livros fazem do dobrável uma opção mais próxima da experiência de ler uma HQ física.
No fim, o Kindle aposta na simplicidade e na bateria, enquanto o Fold 8 transforma a leitura em uma das várias funções de um aparelho bem mais versátil.
O pré-aquecimento da air fryer costuma aparecer como uma etapa adicional em receitas, mas nem sempre representa uma diferença significativa no preparo. Dependendo do alimento, alguns minutos de aquecimento antecipado podem ajudar a acelerar o douramento e melhorar a textura.
Em outras situações, colocar a comida diretamente no cesto entrega um resultado semelhante e reduz o tempo em que o aparelho permanece ligado. A diferença fica mais clara quando se consideram três fatores: tempo total de preparo, textura do alimento e consumo de energia.
Batatas, carnes, congelados e receitas delicadas, por exemplo, podem responder de maneiras diferentes à temperatura inicial do equipamento. Entenda:
Batata pode ficar mais crocante com pré-aquecimento
Imagine uma porção de batata congelada preparada a 200 °C. Sem pré-aquecimento, a air fryer poderia levar, hipoteticamente, 18 minutos para atingir um resultado satisfatório. Com o cesto já quente, o mesmo alimento poderia precisar de 15 minutos, além de cinco minutos de pré-aquecimento.
Nesse cenário, o tempo total seria maior com pré-aquecimento: 20 minutos contra 18 minutos. Por outro lado, começar com o equipamento quente pode favorecer uma crosta mais rápida e uniforme, especialmente quando o objetivo é deixar a batata crocante por fora.
Se a diferença de textura for pequena, dispensar o pré-aquecimento pode ser mais interessante do ponto de vista energético.
Carne depende da espessura
Para carnes, o efeito pode ser mais perceptível. Um filé fino colocado na air fryer fria pode passar mais tempo recebendo calor gradual antes de começar a dourar. Com o aparelho pré-aquecido, a superfície entra rapidamente em contato com o ar quente, favorecendo a formação de uma crosta.
Em um cenário hipotético, um bife poderia levar 14 minutos sem pré-aquecimento e 10 minutos depois de cinco minutos de aquecimento prévio. O tempo total seria praticamente o mesmo, mas o segundo método poderia entregar mais douramento em menos tempo de cozimento.
Para cortes muito espessos, o pré-aquecimento não elimina a necessidade de controlar o ponto interno. O interior continuará dependendo da espessura, da temperatura e do tempo.
Congelados nem sempre precisam de aquecimento prévio
Nuggets, batatas, palitos de queijo e outros congelados geralmente são alimentos em que a praticidade pesa bastante. Como já possuem tempos de preparo relativamente curtos, adicionar alguns minutos de pré-aquecimento pode aumentar o tempo total sem necessariamente produzir uma diferença grande.
Por exemplo, se determinado alimento leva 12 minutos diretamente na cesta, pré-aquecer por cinco minutos e depois cozinhar por nove resultaria em 14 minutos no total.
Nesse caso, o ganho de textura precisaria justificar os minutos extras e o consumo adicional. Para preparações do dia a dia, colocar diretamente na air fryer pode ser suficiente.
Receitas delicadas podem se beneficiar
Receitas mais delicadas são outro caso. Pães, massas, bolinhos e preparações que precisam crescer ou formar uma estrutura específica podem responder melhor a uma temperatura já estabilizada.
Se uma receita exige 15 minutos a 180 °C, começar em uma air fryer fria significa que parte desse período ocorre enquanto o equipamento ainda está aquecendo. O resultado pode ser diferente em textura e crescimento.
Por isso, quando a receita pede explicitamente o pré-aquecimento, vale seguir a orientação, principalmente quando temperatura e tempo são fundamentais para o resultado final.
Pré-aquecer ou não?
Na prática, o pré-aquecimento faz mais diferença quando o objetivo é dourar rapidamente, criar crosta ou estabilizar a temperatura. Para alimentos simples, pequenos ou congelados, dispensá-lo pode reduzir o tempo total e o consumo de energia.
A melhor estratégia é observar o resultado. Se a comida fica bem preparada sem pré-aquecimento, não há motivo para ligar o aparelho antecipadamente. Quando a textura fica inferior ou a receita depende de uma temperatura estável desde o início, os minutos extras podem valer a pena.
Assim, a air fryer não precisa necessariamente ser pré-aquecida em todas as preparações. O recurso deve ser tratado como uma ferramenta para determinados alimentos e não como uma etapa obrigatória de todo preparo.
A OPPO confirmou que o Find X10 Pro Max terá lançamento internacional e será um dos primeiros smartphones do mundo equipados com o novo MediaTek Dimensity 9600 Pro. A confirmação coloca o Find X10 Pro Max entre os principais concorrentes dos celulares premium lançados em 2026, incluindo o iPhone 18 Pro, especialmente pelo foco em desempenho.
O novo aparelho da OPPO será apresentado oficialmente junto com a série Find X10, cujo anúncio está previsto para 22 de setembro.
O novo chip da MediaTek mantém a arquitetura All-Big-Core, mas traz uma configuração formada por dois núcleos C2-Ultra com frequência de até 4,55 GHz e seis núcleos de desempenho.
Segundo a MediaTek, a nova CPU oferece 17% mais desempenho geral, enquanto o controle independente de frequência de cada núcleo permite distribuir as tarefas com maior precisão. A proposta é combinar desempenho elevado com maior eficiência energética em cargas prolongadas.
A GPU também recebeu uma atualização. A G2-Ultra NX adiciona melhorias no ray tracing e novos recursos gráficos baseados em redes neurais. Em cargas de trabalho intensas e contínuas, o fabricante promete aproximadamente 27% mais desempenho gráfico, com a expectativa de oferecer jogos mais detalhados e experiências mais imersivas.
OPPO aposta em desempenho sustentado
Além do novo processador, o Find X10 Pro Max contará com o Laminar Flow Engine, sistema desenvolvido pela própria OPPO para equilibrar velocidade de resposta e consumo de energia.
A tecnologia também deve ajudar em tarefas que exigem processamento contínuo, como a abertura rápida de aplicativos e o carregamento de grandes quantidades de conteúdo. A fabricante cita especificamente a navegação rápida por galerias de fotos como um dos cenários beneficiados.
A OPPO ainda não revelou todas as especificações do Find X10 Pro Max, nem informou preços ou a lista de países que receberão o modelo. A expectativa é que esses detalhes sejam apresentados durante o anúncio da série Find X10 em 22 de setembro.
Com a confirmação do lançamento internacional, a OPPO sinaliza que pretende disputar diretamente o segmento de celulares premium também fora da China, usando o novo chip da MediaTek como um dos principais argumentos para enfrentar a concorrência.
A rede da TIM registrou um pico de 44 mil conexões simultâneas durante o Rock in Rio 2026. O recorde aconteceu em 12 de setembro, durante a apresentação da cantora Demi Lovato, em um dos momentos de maior movimentação na Cidade do Rock.
Ao longo dos sete dias de shows, a operadora contabilizou quase 200 TB de dados trafegados, volume equivalente a cerca de 525 mil horas de vídeos em HD ou mais de 60 anos de conteúdo. O dia 12 de setembro também foi o período de maior consumo, com 33 TB de dados movimentados pela rede.
O 5G teve participação importante no desempenho da rede durante o festival. Nos momentos de maior demanda, a tecnologia chegou a representar mais de 60% do tráfego, enquanto os picos de velocidade ultrapassaram 1 Gbps.
Na hora de maior movimentação do público, a infraestrutura da TIM transportou 3,2 TB de dados em apenas uma hora. O volume inclui atividades comuns em grandes eventos, como transmissões ao vivo, compartilhamento de vídeos, mensagens e publicações nas redes sociais.
Entre as atrações do Palco Mundo, o maior volume de tráfego foi registrado em 11 de setembro, durante a apresentação do grupo sul-coreano Stray Kids. Segundo a TIM, o público de K-pop começou a utilizar intensamente a rede ainda antes da abertura dos portões, com pico de conexões registrado nas filas de entrada.
Stray Kids também liderou o ranking de conectividade considerando os headliners de cada noite. Na sequência aparecem Maroon 5 e Elton John. Quando analisadas todas as atrações do Palco Mundo, Alok e Demi Lovato completam o grupo de shows com maior movimentação de dados.
TIM reforçou infraestrutura para o festival
Para suportar o aumento da demanda, a TIM instalou uma infraestrutura reforçada na Cidade do Rock. A operadora utilizou mais de 120 antenas inteligentes e manteve monitoramento contínuo da rede durante o evento.
Além do Palco Mundo, outros espaços também registraram atrações de destaque em conectividade. João Gomes liderou no Palco Sunset, MC Cabelinho teve o maior tráfego no Espaço Favela, Cat Dealers ficou em primeiro no New Dance Order e Sant liderou no Supernova.
Os números mostram como grandes festivais de música passaram a exigir uma infraestrutura de telecomunicações capaz de lidar simultaneamente com milhares de dispositivos conectados, especialmente para atividades que demandam grande volume de dados como vídeos, transmissões ao vivo e redes sociais.
A Samsung renovou sua linha de televisores no Brasil com uma nova geração de modelos Vision AI, combinando diferentes tecnologias de tela com recursos de inteligência artificial. A principal novidade é a chegada do Micro RGB, acompanhada por atualizações nas linhas OLED e Neo QLED.
A nova geração também aposta no Vision AI Companion, recurso que permite interagir com a TV por comandos de voz usando Bixby e Gemini. A ferramenta pode responder perguntas sobre conteúdos exibidos na tela e outros assuntos. A Samsung também incorporou recursos de inteligência artificial para melhorar automaticamente imagem e som.
Outro destaque é o Áudio em Camadas, que permite identificar e separar elementos da reprodução sonora. Em uma partida de futebol, por exemplo, o usuário pode controlar elementos como narração e outros sons de forma independente.
A fabricante ainda apresentou o modo Pet Care, que utiliza o microfone da televisão para identificar latidos e outros ruídos. A proposta é ativar programas específicos para ajudar a acalmar os animais quando os donos estiverem fora de casa.
Micro RGB chega ao Brasil
A tecnologia Micro RGB é o principal destaque entre os novos televisores. O sistema utiliza LEDs RGB microscópicos diretamente no painel, permitindo maior precisão na reprodução de cores e controle de brilho.
O modelo R95H, de 85 polegadas, parte de R$ 42.499, enquanto a linha R85H, disponível em tamanhos de 55, 65 e 75 polegadas, começa em R$ 6.849.
A Samsung também atualizou sua linha OLED. O S95H de 65 polegadas parte de R$ 13.699, enquanto o S90H de 77 polegadas começa em R$ 21.999. Já o S85H, disponível em 48, 55 e 65 polegadas, parte de R$ 5.249.
As versões superiores chegam a 165 Hz, enquanto a S90H e S95H contam ainda com tratamento antirreflexo.
A linha Neo QLED também foi renovada com o modelo QN70H, disponível em 55, 65, 75 e 85 polegadas. Com painel Mini LED, a televisão traz recursos voltados especialmente para melhorar a experiência durante partidas de futebol. Os preços começam em R$ 4.749.
Já a The Frame Pro de 75 polegadas tem menos de 3 cm de espessura e tratamento avançado contra reflexos. O modelo também mantém o modo de arte característico da família e parte de R$ 14.999.
Todos os modelos já estão disponíveis para compra no site oficial da marca e em lojas parceiras.
O Galaxy A18 ainda não foi anunciado oficialmente pela Samsung, mas uma listagem antecipada de varejo praticamente revelou todos os detalhes do novo celular de entrada da marca. O aparelho apareceu em uma loja da Dinamarca com imagens de divulgação, especificações técnicas e até uma possível data para começar a ser vendido.
De acordo com a publicação, o Galaxy A18 LTE deve chegar ao mercado em três opções de cor: preto, azul-claro e prata. O visual mantém a fórmula já conhecida da linha Galaxy A1x, com bordas relativamente espessas e o tradicional notch em formato de “U” na parte superior da tela.
A ficha técnica vazada indica que o Galaxy A18 terá tela OLED de 6,7 polegadas, com resolução FHD+ e taxa de atualização de 90 Hz. No desempenho, a Samsung aparentemente pretende reaproveitar uma plataforma bastante conhecida.
O aparelho seria equipado com o MediaTek Helio G99, chip lançado há alguns anos e que também aparece em modelos anteriores da linha Galaxy A, como o Galaxy A15.
O armazenamento será oferecido em versões de 128 GB e 256 GB, com possibilidade de expansão por cartão microSD de até 2 TB.
Câmeras de 50 MP e bateria de 5.000 mAh
O conjunto fotográfico traseiro deve ser formado por três câmeras. A principal terá 50 MP, acompanhada por uma ultrawide de 5 MP e um sensor macro de 2 MP.
Para alimentação, o Galaxy A18 deve trazer uma bateria de 5.000 mAh, com suporte a carregamento com fio de até 25 W. A ficha também menciona certificação IP64 contra poeira e respingos, além de Wi-Fi 5, Bluetooth 5.3 e porta USB 2.0.
Apesar de ser um aparelho de entrada, a presença de uma tela OLED, câmera principal de alta resolução, NFC e suporte amplo a armazenamento externo pode tornar o conjunto competitivo dentro da categoria.
Caso a data esteja correta, a Samsung poderia apresentar oficialmente o smartphone entre o fim de setembro e o começo de outubro. A janela ainda deve ser tratada como uma previsão, já que a informação não partiu diretamente da fabricante.
Conhecida pelos celulares robustos voltados para situações extremas, a DOOGEE ampliou sua linha de produtos com o Anymoving M1 Pro, um smartwatch esportivo que mira usuários interessados em corrida, trilhas, ciclismo e outras atividades ao ar livre.
O modelo combina recursos normalmente associados a relógios esportivos avançados, como GPS de banda dupla e navegação por rotas, com funções de monitoramento físico e inteligência artificial.
O principal destaque para quem pratica atividades outdoor é o suporte à navegação offline por arquivos GPX. O usuário pode importar uma rota antes de sair e acompanhar o percurso diretamente pelo relógio, mesmo em locais com conectividade limitada.
O M1 Pro também conta com o recurso Track Back, que registra o caminho percorrido em tempo real e permite refazer a rota para ajudar o usuário a retornar ao ponto de partida. O GPS de banda dupla busca melhorar a precisão da localização durante exercícios como corrida, ciclismo e caminhada.
Smartwatch usa IA para analisar os treinos
Além da navegação, o relógio aposta em análise esportiva com inteligência artificial. O sistema acompanha informações como carga de treinamento, VO₂ máximo e nível de vitalidade diária.
A proposta é utilizar esses dados para ajudar o usuário a entender o estado de recuperação, ajustar a intensidade dos exercícios e evitar excesso de treinamento. O relógio oferece ainda mais de 170 modos esportivos, incluindo corrida, ciclismo, trilha, natação e esqui.
A autonomia é outro ponto forte do Anymoving M1 Pro. Segundo a DOOGEE, o relógio pode funcionar por até 30 dias no uso típico. Com o Always-On Display ativado, a estimativa cai para cerca de sete dias, enquanto o uso intenso proporciona aproximadamente quatro dias. O carregamento é feito por sistema magnético.
A tela é uma AMOLED HD de 1,5 polegada, com brilho máximo de até 1.000 nits, característica que favorece a visualização sob luz solar intensa. O relógio também possui resistência à água de 5 ATM e certificação IP68.
A DOOGEE também oferece diferentes opções de acabamento para o M1 Pro. O relógio pode ser encontrado com pulseiras de silicone, couro ou aço inoxidável, permitindo adaptar o visual para atividades esportivas ou situações cotidianas. Outro recurso incluído é o gravador de voz integrado, que permite registrar áudios diretamente pelo smartwatch.
O DOOGEE Anymoving M1 Pro custa US$ 219 (aproximadamente R$ 1.117) e está disponível nas cores preto, cinza e azul.
O iPhone 18 Pro recuperou a liderança em desempenho após o primeiro teste de benchmark do chip A20 Pro. Os resultados registrados no Geekbench colocam o novo processador da Apple à frente do Galaxy S26 Ultra, que utiliza o Snapdragon 8 Gen 5 Elite.
No teste, o iPhone 18 Pro alcançou 4.719 pontos em single-core e 12.677 em multi-core. Para efeito de comparação, o Galaxy S26 Ultra marcou 3.753 e 11.259 pontos, respectivamente. Isso representa uma vantagem de cerca de 26% no desempenho de núcleo único e 13% no multinúcleo para o aparelho da Apple.
O resultado ainda é inicial e pode variar conforme a versão do Geekbench, software e condições de teste. Mesmo assim, o desempenho chama atenção por mostrar que a Apple conseguiu abrir uma vantagem considerável sobre um dos principais concorrentes Android.
O A20 Pro é fabricado com processo de 2 nanômetros, tecnologia que permite concentrar mais transistores em uma área menor. Segundo a Apple, os dois novos supernúcleos da CPU são até 20% mais rápidos, enquanto o desempenho contínuo pode chegar a 40% acima do iPhone 17 Pro em determinadas cargas.
O avanço também aparece na comparação direta com o antecessor. O iPhone 17 Pro marcou 3.668 pontos em single-core e 9.498 em multi-core no mesmo benchmark citado.
Na prática, uma pontuação maior pode beneficiar tarefas como abertura de aplicativos, processamento de imagens, animações da interface e jogos, além de atividades mais pesadas que exigem bastante da CPU.
Apple aposta no controle de temperatura
Parte da vantagem pode estar não apenas no chip, mas também na forma como o iPhone 18 Pro administra o calor.
A Apple já havia adotado uma câmara de vapor no iPhone 17 Pro para melhorar a dissipação térmica. Na nova geração, a empresa ampliou a solução: a câmara de vapor teria três vezes a área de superfície utilizada anteriormente.
Outra mudança é a estrutura que posiciona a memória junto ao chip, permitindo uma conexão mais direta com o sistema responsável por espalhar o calor. A ideia é evitar que o A20 Pro atinja rapidamente temperaturas que reduzam seu desempenho.
Isso é importante porque benchmarks medem picos de desempenho, mas a experiência real depende também da capacidade de um aparelho de manter essa potência durante períodos prolongados.
Por enquanto, o resultado deve ser encarado como um primeiro retrato do desempenho do A20 Pro e não como uma conclusão definitiva sobre toda a experiência dos aparelhos. Ainda assim, o benchmark indica que a Apple voltou a ter uma vantagem importante em potência bruta, além de se destacar em outros recursos.
A Apple resgatou no iPhone 18 Pro uma tecnologia que a Samsung apresentou nos celulares há quase uma década e abandonou pouco depois: a abertura variável mecânica da câmera. O recurso apareceu no Galaxy S9, em 2018, e continuou na linha Galaxy S10, mas desapareceu dos smartphones da marca a partir da geração seguinte.
A diferença é que a Apple evoluiu a ideia. Enquanto os Galaxy S9 e S10 alternavam entre apenas ente duas opções (f/1.5 e f/2.4), o iPhone 18 Pro permite quatro níveis de abertura, entre f/1.8 e f/4, dando ao usuário mais controle sobre a quantidade de luz e a profundidade de campo.
A abertura determina quanto de luz entra pela lente. Quanto menor o número f, maior é a abertura. Assim, uma configuração como f/1.8 deixa entrar mais luz, sendo útil em ambientes escuros, e tende a produzir maior desfoque do fundo.
Ao fechar o diafragma para f/4, menos luz chega ao sensor, mas a profundidade de campo aumenta. Isso significa que uma parcela maior da cena permanece em foco — característica interessante para paisagens, fotografias de grupos e situações nas quais o fotógrafo quer nitidez em diferentes planos.
A Samsung já explorava exatamente essa diferença. No Galaxy S9, a abertura f/1.5 favorecia ambientes escuros, enquanto f/2.4 ajudava em cenas muito iluminadas e aumentava a profundidade de campo.
Como funcionava no Galaxy S9 e no S10?
A Samsung utilizava um diafragma físico com componentes móveis dentro do módulo da câmera. O mecanismo alterava o tamanho da abertura para escolher entre os dois valores disponíveis.
A tecnologia continuou no Galaxy S10, mas a fabricante abandonou a solução na geração Galaxy S20. Desde então, a Samsung passou a apostar principalmente em sensores maiores, múltiplas câmeras e fotografia computacional para controlar exposição, ruído, HDR e profundidade.
A companhia não divulgou uma razão única para eliminar a abertura variável. Porém, a solução mecânica adiciona custo, complexidade e componentes móveis a um módulo de câmera que precisa ser extremamente compacto. Com a evolução do processamento computacional, parte dos benefícios também passou a ser reproduzida digitalmente.
Apple foi além da solução da Samsung
No iPhone 18 Pro, a Apple utiliza um mecanismo com seis lâminas controladas por um sistema de rotor para modificar fisicamente a abertura. Em vez de apenas alternar entre dois extremos, o aparelho oferece quatro posições.
Isso permite encontrar um equilíbrio mais preciso entre luminosidade e profundidade de campo. A abertura maior favorece luz e desfoque, enquanto o diafragma fechado mantém mais elementos da cena nítidos.
A tecnologia é especialmente interessante porque o controle de abertura continua sendo fundamental em câmeras profissionais. Embora sensores de smartphones sejam menores e a fotografia computacional reduza a necessidade desse recurso, alterar fisicamente o diafragma oferece um efeito óptico real que o software nem sempre consegue reproduzir perfeitamente.
A Apple não foi pioneira na ideia, mas ressuscitou o conceito da Samsung e o levou além, adicionando mais níveis de controle e combinando o mecanismo óptico com o processamento computacional moderno.
O iPhone Duo finalmente coloca a Apple na disputa dos celulares dobráveis, justamente em um segmento no qual a Samsung praticamente domina. O rival direto é o Galaxy Z Fold8, que também inaugurou o design de passaporte na linha.
Em potência, a disputa é equilibrada no papel. O Duo traz o novo A20 Pro, enquanto o Fold8 usa o Snapdragon 8 Elite Gen 5 for Galaxy. Sem testes independentes de benchmark do iPhone, ainda não dá para cravar qual vence em desempenho bruto. Mas há diferenças claras no conjunto. Entenda:
O iPhone Duo tem vantagem potencial em desempenho bruto graças ao A20 Pro, chip desenvolvido pela Apple e também utilizado na linha iPhone 18 Pro. Entretanto, ainda faltam benchmarks independentes para comparar diretamente o processador com o Snapdragon 8 Elite Gen 5 for Galaxy.
O Galaxy, por outro lado, leva vantagem na memória disponível: são 12 GB de RAM, algo importante para manter vários aplicativos abertos e explorar a proposta de multitarefa do Android.
Na prática, o Duo tende a ser a escolha mais interessante para quem prioriza desempenho otimizado dentro do ecossistema Apple, enquanto o Fold8 é mais versátil para produtividade e multitarefa.
Telas e design
Aqui há praticamente um empate. Os dois têm tela interna de 7,6 polegadas, mas adotam propostas diferentes.
O Duo tem tela externa de 5,4 polegadas e, aberto, funciona como um pequeno tablet. O aparelho também suporta Apple Pencil, recurso interessante para anotações, desenho e produtividade.
O Fold8 tem tela externa de 5,5 polegadas e painel interno de 7,6 polegadas, com proporções de 10:16 e 4:3, respectivamente. Por outro lado, o dobrável da Samsung não tem suporte a S Pen, então ponto para a Apple.
Câmeras: Galaxy leva vantagem em versatilidade
O Duo tem duas câmeras traseiras de 48 MP, uma principal e outra ultrawide. É um conjunto bastante forte, mas existe uma limitação importante: não há uma lente teleobjetiva dedicada.
O Fold8 também usa duas câmeras traseiras, mas ambas têm 50 MP: uma grande-angular com OIS e outra ultrawide. O aparelho ainda oferece zoom de qualidade óptica de 2x e até 10x digital.
Por isso, o Galaxy Z Fold8 vence em versatilidade fotográfica, enquanto o Duo aposta mais no processamento computacional da Apple (que segue sendo muito forte).
Bateria: Galaxy tem capacidade conhecida
A Samsung informa bateria de 4.800 mAh e até 26 horas de reprodução contínua de vídeo no Fold8.
No Duo, a Apple adotou uma arquitetura com duas baterias, mas a capacidade em mAh não é o melhor parâmetro para comparar diretamente os dois aparelhos. A eficiência do A20 Pro e do iOS 27 terá papel importante na autonomia real.
Assim, o Fold8 leva vantagem em capacidade declarada, mas ainda não é possível afirmar qual dura mais em uso cotidiano.
E o preço?
Aqui está a maior diferença. O Galaxy Z Fold8 custa R$ 12.599 na versão de 256 GB, enquanto o iPhone Duo começa em R$ 21.999 – diferença de R$ 9.400, apenas para começar.
Isso muda bastante a conclusão: mesmo que o Duo consiga superar o Galaxy em desempenho, o Fold8 oferece uma relação entre hardware e preço muito mais agressiva.
O iPhone Duo parece ser o mais promissor em potência bruta, mas ainda precisa passar por benchmarks para confirmar essa vantagem. Já o Galaxy Z Fold8 é mais completo para quem valoriza multitarefa, câmeras versáteis, maior variedade de armazenamento e preço significativamente menor.
A Apple apresentou nesta quarta-feira (9) o iPhone Duo, seu primeiro celular dobrável, e trouxe uma solução inédita para os smartphones da empresa: a câmera frontal da tela interna fica escondida embaixo do display. A tecnologia permite que o painel de 7,6 polegadas tenha uma área de visualização sem notch ou furo aparente.
A nova câmera FaceTime permanece oculta quando não está em uso, preservando a experiência de tela inteira. A solução faz parte da estratégia da Apple de aproveitar melhor o espaço do display interno, que também recebe acabamento em nanotextura para reduzir reflexos e tornar o vinco menos perceptível.
O iPhone Duo tem duas telas Super Retina XDR: uma externa de 5,4 polegadas, utilizada com o aparelho fechado, e outra interna de 7,6 polegadas quando o dispositivo é aberto. É justamente sob o painel maior que a Apple posicionou a câmera frontal Center Stage.
O componente foi desenvolvido para ficar invisível durante o uso normal. Segundo a Apple, a câmera também consegue tirar fotos e vídeos automaticamente em diferentes orientações, sem que o usuário precise girar o aparelho para ajustar o enquadramento.
A tela interna mantém ainda recursos como ProMotion, Always-On e brilho máximo de até 3.000 nits em ambientes externos. A proporção das duas telas também é a mesma, permitindo que o conteúdo seja redimensionado de maneira proporcional ao abrir ou fechar o aparelho.
iPhone Duo transforma a câmera traseira em selfie
A câmera escondida não é a única novidade fotográfica do dobrável. O aparelho também permite usar a câmera traseira para tirar selfies em alta resolução, aproveitando a tela externa como visor para que o usuário consiga visualizar o enquadramento.
Outro recurso chamado Duo Preview permite que a pessoa que está sendo fotografada consiga acompanhar a prévia da imagem na tela externa antes do disparo.
Há ainda o Smart Take, que utiliza inteligência artificial para identificar quando as pessoas estão posando e realizar automaticamente a captura. Para fotografar crianças, o Kid Cue exibe animações do Snoopy e de outros personagens de Peanuts no display externo para tentar chamar a atenção dos pequenos.
O conjunto também habilita o Duo FaceTime, que permite que outras pessoas próximas participem de uma videochamada utilizando a tela e a câmera externas.
Na traseira, o iPhone Duo traz uma câmera principal Fusion de 48 MP, capaz de registrar fotos de 24 MP por padrão e equipada com uma teleobjetiva integrada de 2x com qualidade óptica. O sistema promete ainda zero shutter lag, reduzindo o intervalo entre o toque no botão e a captura.
A segunda câmera é uma Ultra-Wide Fusion de 48 MP, destinada a fotografias com campo de visão mais amplo e imagens macro. O aparelho também grava vídeos em 4K a 120 quadros por segundo com Dolby Vision e permite ajustar efeitos cinematográficos depois que a gravação já foi realizada.
Design dobrável aposta em tela sem interrupções
A câmera sob o display combina com a proposta de design do iPhone Duo. Aberto, o aparelho é o iPhone mais fino já produzido pela Apple e oferece uma tela 50% maior que a do iPhone 18 Pro Max.
O iPhone Duo será vendido nas cores star white e night sky, com armazenamento de 256 GB, 512 GB, 1 TB ou 2 TB. A pré-venda começa em 16 de outubro, inclusive no Brasil, e a disponibilidade geral está marcada para 23 de outubro. O preço inicial é de R$ 21.999.
A Apple apresentou o iPhone 18 Pro e o iPhone 18 Pro Max nesta quarta-feira (9) com uma das maiores mudanças já feitas no sistema de câmeras da linha. Os novos celulares finalmente adotam abertura variável na câmera principal, recurso tradicionalmente associado a câmeras profissionais que permite controlar fisicamente a quantidade de luz que chega ao sensor.
A novidade coloca os modelos Pro mais próximos da experiência de uma câmera dedicada. Em vez de depender exclusivamente de processamento computacional para lidar com diferentes condições de iluminação, o usuário passa a contar com controle sobre a abertura da lente, permitindo adaptar a captura à situação.
A abertura de uma lente determina quanto de luz chega ao sensor e também influencia características como profundidade de campo. Em câmeras tradicionais, fotógrafos podem alterar esse parâmetro para adaptar a imagem à cena.
No iPhone 18 Pro, a Apple incorporou essa possibilidade à câmera principal de 48 MP. A abertura variável pode ajudar especialmente em situações de pouca luz, além de permitir maior controle sobre o resultado de fotografias com diferentes níveis de iluminação.
Na prática, isso representa uma mudança importante em relação aos iPhones anteriores, que utilizavam uma abertura fixa em suas câmeras. A abertura variável vinha sendo apontada como uma das principais novidades fotográficas da geração e agora foi confirmada pela Apple.
iPhone ganha ferramentas de fotografia profissional
A evolução não está apenas no hardware. A Apple também prepara o sistema de câmera para oferecer controles mais avançados, aproximando o celular das ferramentas encontradas em equipamentos voltados a fotógrafos.
Entre os recursos anunciados para a nova geração estão ferramentas como histograma e waveform para análise de exposição, focus peaking para auxiliar na confirmação do foco e alertas de áreas superexpostas. Também foram citados controles de foco manual e correções de imagem baseadas na abertura utilizada.
Essas funções são particularmente interessantes para quem prefere ter maior controle sobre a captura em vez de deixar todas as decisões nas mãos dos algoritmos automáticos.
O focus peaking, por exemplo, destaca visualmente as regiões que estão em foco. Já histogramas e formas de onda ajudam a avaliar a distribuição de luz da imagem antes ou depois da captura, ferramentas comuns em fluxos profissionais de fotografia e vídeo.
Mais controle sem abandonar a fotografia computacional
Apesar da aproximação com câmeras profissionais, a Apple não abandonou a estratégia de fotografia computacional que se tornou característica do iPhone.
O processamento de imagem continua responsável por combinar dados dos sensores, ajustar exposição e melhorar resultados em situações difíceis. A diferença é que o hardware passa a oferecer uma variável adicional para o fotógrafo controlar.
A abertura variável também pode contribuir para melhorar fotografias em ambientes escuros. Segundo a cobertura do lançamento, a câmera principal de 48 MP ganhou justamente esse mecanismo, com a proposta de ampliar a capacidade do aparelho em diferentes condições de iluminação.
Pro e Pro Max recebem foco nas câmeras
Os novos iPhone 18 Pro e iPhone 18 Pro Max mantêm o posicionamento de aparelhos voltados a usuários que procuram o máximo em fotografia e vídeo dentro do ecossistema da Apple.
Além das câmeras atualizadas, os celulares são equipados com o novo chip A20 Pro de 2 nanômetros, que promete aumento de desempenho e eficiência energética. Os aparelhos também receberam melhorias no gerenciamento térmico e na autonomia, além de um recurso que identifica fotos criadas com IA.
A combinação entre processamento mais potente e novo sistema óptico é importante porque muitos dos recursos avançados de fotografia dependem justamente da capacidade do aparelho de analisar e processar grandes quantidades de dados rapidamente.
A Apple apresentou nesta quarta-feira (9) o Apple Watch Ultra 4 e o Apple Watch Series 12, novas gerações de seus relógios inteligentes. Embora tenham propostas diferentes, os dois modelos compartilham uma das principais novidades da geração: o Sistema de Sensoriamento de Saúde, que promete oferecer o monitoramento de frequência cardíaca mais preciso em um dispositivo vestível.
A tecnologia combina novos sensores ópticos e elétricos com o chip S11, permitindo medições mais recorrentes da frequência cardíaca e da variabilidade da frequência cardíaca (VFC). Os dados servem de base para novos recursos de saúde e condicionamento físico, incluindo a inédita pontuação de prontidão, que tenta indicar se o corpo está preparado para atividades mais intensas ou se precisa de recuperação.
O Apple Watch Ultra 4 mantém a proposta de ser o modelo mais resistente da família, com caixa de titânio disponível nas opções natural e preto. O relógio também ganhou melhorias direcionadas a atletas e aventureiros, incluindo o que a Apple classifica como o GPS integrado mais preciso em um relógio esportivo.
A autonomia é um dos principais diferenciais. O Ultra 4 promete até 50 horas de uso diário, podendo chegar a 84 horas no modo de pouca energia. Para atividades ao ar livre, o modo de treino estendido oferece até 25 horas de rastreamento com GPS completo, enquanto o modo de treino máximo estendido chega a 45 horas, com leituras de GPS a cada segundo.
A recarga rápida também evoluiu: 15 minutos na tomada podem adicionar até 18 horas de bateria.
Series 12 aposta em formato mais convencional
Já o Apple Watch Series 12 mantém a proposta de smartwatch tradicional, mas recebe o mesmo sistema de sensoriamento de saúde e o chip S11. O modelo mede a frequência cardíaca a cada cinco segundos ao longo do dia, utilizando LEDs verdes maiores e mais eficientes no sensor óptico.
A VFC passa a ser medida até 24 vezes mais frequentemente. A Apple divide o indicador em duas categorias: VFC de Recuperação, voltada para sinais diários de estresse e recuperação, e VFC Geral, direcionada a informações mais amplas sobre a saúde cardiovascular.
O Series 12 terá caixas de 42 mm e 46 mm, com opções de alumínio, titânio e cerâmica. Entre os acabamentos estão preto, ouro claro, cinza espacial, titânio natural, ouro radiante, branco pérola e azul noite.
A autonomia chega a 24 horas, enquanto 15 minutos de carregamento garantem até 12 horas adicionais de bateria. Em treinos ao ar livre, a Apple promete até 10 horas de uso.
Prontidão transforma dados em uma nota de 0 a 10
Nos dois relógios, o novo recurso de prontidão reúne atividade recente, carga de treinamento, sinais vitais e pontuação de sono para gerar uma nota diária entre 0 e 10.
Em vez de apresentar apenas os números coletados pelos sensores, o sistema transforma as informações em recomendações como “Recuperar”, “Maneirar”, “Pronto” e “Vai com Tudo”. A pontuação pode mudar durante o dia conforme novos dados, como um treino intenso, são registrados.
A Apple também redesenhou o aplicativo Saúde do iPhone, que receberá no fim do ano uma nova aba Longevidade. Entre os recursos está a Idade de Saúde, que compara a evolução das métricas do usuário com sua idade real.
Apple Intelligence chega aos relógios
O chip S11 também amplia o uso de inteligência artificial nos relógios. Com o watchOS 27, a Apple Intelligence alimenta a Siri no Apple Watch, permitindo que a assistente compreenda melhor o contexto pessoal e utilize um conhecimento mais amplo.
Outro destaque é a Inteligência de Áudio. O microfone do relógio, combinado ao processamento do S11, permite identificar sons importantes como sirenes, alarmes, campainhas e choro de bebê.
O recurso Live Rewind também pode exibir em texto os últimos 15 segundos de uma conversa após um clique duplo na Digital Crown. Há ainda o Siri Recap, para resumir os principais pontos de conversas, e integração com o Shazam para identificar músicas.
O Apple Watch Series 12 parte de US$ 399 (cerca de R$ 2.036), enquanto o Apple Watch Ultra 4 começa em US$ 799 (R$ 4.078) nos Estados Unidos. A pré-venda dos dois modelos começa nesta quarta-feira (9), com disponibilidade prevista para 18 de setembro de 2026.
Ainda não temos datas para pré-venda ou disponibilização no Brasil, mas a Apple já revelou que o novo Apple Watch Ultra 4 terá preços a partir de R$ 10.499, enquanto Apple Watch Series 12 parte de R$ 5.499 com várias versões. Veja os preços para cada variante:
Quem tem um celular usado parado em casa agora pode ter uma nova opção para fazer a troca presencialmente. A Trocafone, empresa especializada na compra e venda de smartphones e notebooks seminovos, inaugurou em agosto um quiosque no Shopping Taboão, na Grande São Paulo, ampliando a presença física da marca.
O espaço permite que consumidores levem seus próprios aparelhos para avaliação e utilizem o valor oferecido como parte do pagamento de outro celular. A iniciativa faz parte do serviço Troca Fácil e busca simplificar o processo de substituição de um smartphone antigo por outro dispositivo.
O principal destaque do novo quiosque é justamente a possibilidade de levar um smartphone usado para avaliação presencial. Depois da análise, o consumidor recebe um valor pelo aparelho e pode utilizá-lo na compra de outro dispositivo disponível na Trocafone.
“Com o Troca Fácil, o cliente pode avaliar seu aparelho usado e utilizar esse valor no ato da compra de outro dispositivo. É uma forma de tornar a jornada de troca mais simples e conveniente”, explica Flavio Peres, CEO da Trocafone.
Além da avaliação, o consumidor pode conferir presencialmente os smartphones seminovos disponíveis no catálogo da empresa. Na loja online, os aparelhos são classificados como excelente, muito bom, bom e outlet. No quiosque, é possível observar pessoalmente o estado de conservação antes de tomar uma decisão.
Segundo Peres, a ideia é combinar a praticidade da operação digital com a possibilidade de atendimento presencial.
“O quiosque complementa nossa operação digital ao permitir que o consumidor conheça o aparelho, compare opções e tire dúvidas presencialmente. A proposta é reunir a conveniência do ambiente online com a proximidade do atendimento físico”, afirma o executivo.
A unidade conta com profissionais capacitados para orientar os clientes e, nos próximos meses, também deve ampliar a oferta para acessórios e serviços, incluindo aplicação de películas.
Outro serviço planejado para o espaço é o recebimento de aparelhos para reparo. Os consertos não serão realizados no próprio quiosque: os dispositivos entregues pelos clientes serão encaminhados para o centro especializado da Trocafone, onde passarão pelo processo de manutenção. Depois da conclusão do serviço, o consumidor poderá retirar o aparelho novamente no quiosque.
A operação segue o modelo já utilizado pela empresa por meio do ReparoFone, mas amplia as possibilidades oferecidas ao cliente no mesmo espaço físico. Dessa forma, o quiosque passa a concentrar diferentes etapas relacionadas ao ciclo de vida dos smartphones: compra de aparelhos usados, aquisição de seminovos, acessórios e encaminhamento para reparos.
Por enquanto, a empresa não informou se pretende levar o formato para outros shoppings ou cidades.
A Samsung anunciou um novo smartphone de entrada para quem procura um celular simples, com bateria grande e preço baixo. O Galaxy A07s foi lançado inicialmente na Jordânia por 119 dinares jordanianos, aproximadamente R$ 940 em conversão direta.
O aparelho aposta em especificações voltadas para tarefas do dia a dia, como redes sociais, navegação na internet e consumo de vídeos. Apesar do preço acessível, o modelo inclui alguns recursos que costumam ser valorizados nessa categoria, como tela de 90 Hz, câmera principal de 50 MP e bateria de 5.000 mAh.
O Galaxy A07s conta com uma tela LCD de 6,7 polegadas, resolução HD+ e taxa de atualização de 90 Hz. No desempenho, o celular utiliza o MediaTek Helio G99+, acompanhado de até 6 GB de RAM e 128 GB de armazenamento interno.
O espaço ainda pode ser ampliado por meio de cartão microSD, uma alternativa interessante para usuários que armazenam muitos vídeos, fotos e aplicativos.
O conjunto de câmeras inclui um sensor principal de 50 MP e sensor de profundidade de 2 MP na traseira, enquanto a câmera frontal tem 8 MP para selfies e chamadas de vídeo.
Bateria de 5.000 mAh é um dos destaques
Entre os principais atrativos do Galaxy A07s está a bateria de 5.000 mAh. A capacidade é comum em smartphones atuais, mas continua sendo um diferencial importante em aparelhos de entrada, especialmente para quem prioriza autonomia durante o dia.
O celular também oferece certificação IP54, que proporciona resistência contra poeira e respingos de água. Há ainda leitor de impressões digitais na lateral e entrada P2 de 3,5 mm para fones de ouvido, recurso que vem desaparecendo de aparelhos mais caros.
O Galaxy A07s foi colocado à venda inicialmente na região do Levante, tendo a Jordânia como primeiro mercado confirmado. A Samsung ainda não confirmou quando o aparelho será lançado em outros países, incluindo o Brasil. A linha Galaxy A07, de modo geral, permanece posicionada abaixo da faixa de US$ 200 em mercados internacionais.
Não é porque uma caixa de som anuncia centenas de Watts que ela é potente. Durante muito tempo, fabricantes usaram números enormes nas embalagens para impressionar o consumidor, mas existe uma diferença brutal entre a potência PMPO, usada para inflar especificações, e a potência RMS, que oferece uma referência muito mais útil sobre o que o equipamento consegue entregar de forma contínua.
Para escolher uma boa caixa Bluetooth, não basta olhar para o maior número escrito na embalagem. É preciso entender o que significa Watt RMS, observar o tamanho dos alto-falantes, verificar a existência de radiadores passivos e, principalmente, descobrir se aquele conjunto consegue tocar alto sem distorcer a música.
Watt RMS é uma medida mais confiável da potência contínua que um sistema de áudio consegue entregar. RMS vem de Root Mean Square, uma forma matemática de representar o valor eficaz de um sinal elétrico.
Na prática, para o consumidor a ideia mais importante é simples: quanto maior a potência RMS, maior tende a ser a capacidade do sistema de entregar energia sonora continuamente, desde que alto-falante, amplificador e o projeto acústico sejam compatíveis.
Isso não significa que uma caixa de 100 W RMS será automaticamente duas vezes mais alta que uma de 50 W RMS. Potência elétrica e volume percebido não são a mesma coisa.
A eficiência dos alto-falantes, a sensibilidade, o tamanho dos drivers, a acústica da caixa e até o ambiente onde o equipamento será utilizado influenciam no resultado.
O que é Watt PMPO e por que ele engana?
PMPO não deve ser usado como principal referência para comparar a potência de caixas de som. A sigla tradicionalmente associada a Peak Music Power Output representa um valor de pico, e sua metodologia de medição pode variar bastante.
É justamente aí que aparece a famosa caixa com “2.000 W”, “5.000 W” ou até mais na embalagem, apesar de possuir um amplificador e alto-falantes que não conseguiriam entregar aquela potência continuamente.
O problema não é existir um pico momentâneo. Todo sistema de áudio possui capacidade de trabalhar com picos. A questão é usar esse número como se ele representasse a potência real e contínua do equipamento. Se você encontrar PMPO e RMS na mesma ficha técnica, concentre sua atenção no RMS.
Uma caixa de 1.000 W é mais potente que uma de 100 W?
Não necessariamente. Se os 1.000 W forem uma especificação PMPO e os 100 W forem RMS, comparar os dois números diretamente não faz sentido.
Uma caixa de 100 W RMS pode entregar uma experiência muito mais consistente do que um produto que anuncia milhares de Watts de pico.
Por isso, uma das primeiras regras para comprar uma caixa de som é: ignore números gigantes sem metodologia clara de medição.
Mais Watts significam mais volume?
Não. A potência influencia o potencial de volume, mas não determina sozinha o quanto uma caixa de som será alta.
Outro dado importante é a sensibilidade, normalmente expressa em dB. Ela indica, de maneira simplificada, quão eficientemente o alto-falante transforma energia elétrica em pressão sonora.
Dois sistemas com a mesma potência podem produzir volumes diferentes se tiverem eficiências diferentes. É por isso que comparar caixas apenas pelo número de Watts pode levar a uma conclusão completamente errada.
O tamanho do woofer importa para saber se a caixa é potente?
Sim, principalmente quando você está interessado em graves. O woofer é o alto-falante responsável por reproduzir principalmente as frequências baixas e médias-baixas.
Um driver maior consegue, em condições adequadas, movimentar uma quantidade maior de ar, o que favorece a reprodução de graves mais profundos e com maior impacto.
Isso não significa que “quanto maior, melhor”. O projeto acústico, a excursão do cone, o amplificador e a construção do gabinete também fazem enorme diferença.
Ainda assim, uma ficha técnica que informa apenas “500 W” e não explica praticamente nada sobre os alto-falantes merece desconfiança.
O que procurar na ficha técnica da caixa de som?
Procure o conjunto de informações, não apenas a potência. Uma boa ficha técnica deve permitir entender pelo menos parte da arquitetura acústica do produto. Vale observar:
Potência RMS;
Quantidade e tamanho dos woofers;
Quantidade e tamanho dos tweeters;
Presença de radiadores passivos;
Resposta de frequência;
Sensibilidade, quando informada;
Número de canais;
Recursos de equalização;
Proteção contra água e poeira, quando necessário;
Autonomia da bateria.
Quanto mais transparente for a especificação, mais fácil será comparar produtos de verdade.
O que é um radiador passivo?
Radiador passivo é um componente que ajuda a reforçar os graves sem utilizar um amplificador próprio. Ele se movimenta em resposta à pressão interna criada pelo funcionamento do woofer.
Em caixas Bluetooth compactas, esse recurso é especialmente interessante porque permite melhorar a extensão dos graves sem precisar simplesmente aumentar o tamanho do gabinete.
Visualmente, o radiador passivo pode parecer outro alto-falante, mas existe uma diferença importante: ele não possui bobina e não recebe diretamente o sinal elétrico como um driver convencional. O resultado esperado é uma reprodução de graves mais encorpada e com maior sensação de impacto.
Uma caixa com radiador passivo tem graves melhores?
Pode ter, mas a presença do radiador passivo não garante qualidade por si só. O resultado depende do projeto completo.
Quando bem dimensionado, ele permite que a caixa reproduza frequências baixas com mais eficiência, especialmente em volumes elevados.
Por isso, ao analisar uma caixa Bluetooth, encontrar um woofer acompanhado de radiadores passivos pode ser um sinal interessante de que o fabricante dedicou atenção à reprodução de graves. Mas, novamente, isso não substitui um teste de audição.
Como saber se uma caixa Bluetooth tem graves fortes?
Observe o tamanho e a quantidade dos woofers, a presença de radiadores passivos e a resposta de frequência. Uma caixa pequena com um único driver minúsculo dificilmente terá a mesma capacidade física de produzir graves profundos que um modelo maior com woofer dedicado.
A resposta de frequência também merece atenção. Quanto mais baixa for a frequência mínima declarada, maior é o potencial de reprodução de graves profundos, embora a especificação, sozinha, não diga em que nível de volume ou intensidade aquela frequência será reproduzida. É mais uma peça do quebra-cabeça do que uma garantia.
O que significa distorção em uma caixa de som?
Distorção acontece quando o sistema deixa de reproduzir o sinal de áudio de maneira fiel. É aquele momento em que você aumenta o volume e a música começa a ficar áspera, comprimida, “rachada” ou desagradável.
Isso pode acontecer porque o amplificador chegou ao seu limite, porque o alto-falante não consegue acompanhar a demanda ou porque o sistema foi levado além da capacidade projetada.
O fenômeno também pode aparecer nos graves: ao exigir muito de um woofer pequeno, o cone pode se movimentar excessivamente e perder controle.
Como escolher uma caixa Bluetooth que não distorce?
Não escolha simplesmente a caixa com o maior número de Watts. Procure um sistema que tenha potência adequada ao tamanho dos alto-falantes e um projeto acústico bem dimensionado.
Também vale observar avaliações e testes que analisem o comportamento em volume alto, e não apenas a qualidade do som em volume moderado.
Uma caixa que toca perfeitamente a 50% do volume, mas começa a distorcer drasticamente acima de 80%, pode não ser a melhor escolha para quem pretende usá-la em festas.
O volume máximo é mais importante que o RMS?
Não. O importante é saber em que nível a caixa consegue tocar alto mantendo qualidade aceitável. Uma caixa pode ter potência elevada, mas apresentar muita distorção quando próxima do limite.
Por isso, testes que medem pressão sonora e distorção em diferentes volumes são muito mais úteis para avaliar desempenho real do que simplesmente observar a potência declarada.
Uma caixa maior é sempre mais potente?
Não, mas o tamanho físico pode ajudar bastante. Um gabinete maior permite acomodar drivers maiores, mais componentes e uma estrutura acústica mais favorável à reprodução de graves.
Além disso, existe mais espaço para trabalhar com o volume interno da caixa e com a circulação de ar. Isso explica por que caixas pequenas têm limitações físicas para produzir graves profundos em alto volume. A tecnologia consegue melhorar muito esse cenário, mas não elimina completamente as leis da física.
Vale a pena comprar uma caixa apenas pela potência?
Não. A potência RMS deve ser apenas um dos critérios de decisão. Imagine duas caixas:
Característica
Caixa A
Caixa B
Potência
100 W RMS
120 W RMS
Woofer
Maior
Menor
Radiador passivo
Sim
Não
Projeto acústico
Mais robusto
Mais simples
Distorção em alto volume
Baixa
Alta
Mesmo tendo apenas 20 W RMS a menos, a caixa A pode oferecer uma experiência muito melhor. Esse exemplo mostra por que a ficha técnica precisa ser analisada como um conjunto.
Como comparar duas caixas de som Bluetooth?
Compare RMS, drivers, resposta de frequência e comportamento em alto volume antes de olhar para recursos secundários. Uma boa ordem de análise seria:
1. Potência RMS → 2. arquitetura dos alto-falantes → 3. resposta de frequência → 4. distorção → 5. autonomia → 6. resistência → 7. recursos extras.
Depois disso, entram características como aplicativo, equalizador, iluminação RGB, conexão com outras caixas e codecs Bluetooth. Esses recursos podem ser importantes, mas não transformam uma caixa mal projetada em um bom sistema de áudio.
Quantos Watts RMS são suficientes para uma caixa Bluetooth?
Depende do ambiente e do uso. Não existe um número universal que determine se uma caixa é potente. Para uso pessoal em um quarto, uma potência relativamente modesta pode ser suficiente. Para uma sala grande ou uma festa, será necessário muito mais desempenho.
Também é importante lembrar que dobrar a potência não dobra o volume percebido. A relação entre potência elétrica e pressão sonora é logarítmica e a eficiência do sistema entra novamente na equação.
Por isso, não existe uma regra simples como “20 W para quarto, 50 W para sala e 100 W para festa” que funcione para todos os modelos.
O que é mais importante: Watts RMS ou tamanho do woofer?
Os dois são importantes, mas nenhum deles deve ser analisado sozinho. O RMS ajuda a entender a capacidade elétrica do sistema. O woofer indica parte da capacidade física de movimentar ar e reproduzir graves.
Um conjunto equilibrado precisa fazer sentido como um todo: amplificador, driver, gabinete e projeto acústico precisam trabalhar juntos.
É justamente essa integração que diferencia uma caixa realmente potente de uma embalagem cheia de números impressionantes.
Como descobrir se uma caixa de som é potente?
Comece pelo Watt RMS e depois olhe para a arquitetura acústica. Ignore a tentação dos milhares de Watts PMPO e procure informações que realmente ajudem a entender o equipamento.
Veja o tamanho dos woofers, procure radiadores passivos, confira a resposta de frequência e, sempre que possível, procure testes que mostrem o nível de distorção em volumes elevados.
A regra mais importante é simples: potência não é sinônimo de volume, e volume não é sinônimo de qualidade. Uma boa caixa Bluetooth é aquela que consegue entregar pressão sonora suficiente para o ambiente sem perder controle, definição e equilíbrio quando você aumenta o volume.
A VibeSound aposta na nostalgia dos antigos minisystems com a V12 Power, uma caixa de som amplificada que combina 800 W RMS de potência, alto-falante de 12 polegadas e recursos voltados para festas e karaokê. O modelo já está disponível no mercado brasileiro e busca reunir som potente, mobilidade e conectividade em um único equipamento.
O visual e a proposta lembram os grandes equipamentos de áudio que marcaram os anos 2000, mas a V12 Power traz recursos mais atuais. A caixa conta com Bluetooth e tecnologia TWS, permitindo conectar duas unidades para criar uma experiência estéreo mais potente, além de entradas USB, cartão SD, auxiliar e microfone. Rádio FM e iluminação dinâmica também fazem parte do conjunto.
Um dos principais diferenciais do produto é o microfone com fio incluído na embalagem. A ideia é permitir que o consumidor use a caixa não apenas para ouvir música, mas também para transformar reuniões e festas em sessões de karaokê sem precisar comprar o acessório separadamente.
Apesar do porte, a V12 Power foi projetada para ser transportada. O equipamento possui bateria recarregável com autonomia de até sete horas em volume médio, além de alça e rodas para facilitar a movimentação. Com isso, a proposta é levar os 800 W RMS para diferentes ambientes.
VibeSound também tem opção mais compacta
Para quem não precisa de tanta potência, a VibeSound oferece a V8 Power, equipada com 340 W RMS e alto-falante de 8 polegadas. O modelo mantém Bluetooth, TWS, entradas USB, cartão SD, auxiliar e microfone, além de rádio FM e iluminação dinâmica.
A V8 também possui bateria para até sete horas de uso em volume médio e uma alça para transporte. Assim como a V12, já acompanha microfone com fio, reforçando a aposta da marca no segmento de festas e karaokê.
Segundo a VibeSound, os dois modelos foram desenvolvidos para combinar potência, mobilidade, conectividade e entretenimento. Ambos estão disponíveis nas principais redes de varejo, marketplaces e no site oficial da empresa.
O preço sugerido da V12 Power é de R$ 849, enquanto a V8 fica por R$ 392.