A franquia Resident Evil tem emplacado sucesso atrás de sucesso nos últimos anos, principalmente por conta dos remakes. Na última década, foram três títulos inéditos e outros três games refeitos, mas isso vai acabar em algum momento. Jun Takeuchi, um dos diretores da série, deixou claro agora que esses dois caminhos diferentes vão se encontrar lá na frente, quando não tiver mais o que refazer.
Em um evento de comemoração dos 30 anos da franquia, Takeuchi disse que a Capcom já pensa no que fazer quando esse momento chegar:
"Um dia, a série de remakes alcançará a era dos títulos numerados e já estamos pensando no que faremos quando isso acontecer. Temos nos preparado gradualmente para isso desde a época de Resident Evil Village. O surgimento de nomes como Umbrella e Spencer, bem como o retorno de Raccoon City em Requiem, também fazem parte da preparação para um crossover".
Segundo o diretor, essa virada começou a acontecer em Resident Evil 7: Biohazard, com elementos que, inicialmente, seriam somente "fan service", mas os jogadores ficaram "muito mais entusiasmados" do que os desenvolvedores esperavam, chegando até a "analisar os pensamentos que a equipe de desenvolvimento mantinha em segredo".
Por isso, a Capcom acabou expandindo esse aspecto em RE Village e RE Requiem, trazendo referências como a origem da Umbrella e o retorno de Chris Redfield, além de Leon Kennedy mais velho em Raccoon City décadas depois do incidente original que acontece nos games RE2 e RE3.
Remakes continuam nos próximos anos
A Capcom já refez Resident Evil 2, 3 e 4. Code Veronica é o próximo e ele chega em 2027. Além disso, rumores indicam que os trabalhos em RE 0 seguem avançando, além do primeiro jogo, que parece estar em estágio inicial de desenvolvimento. Com os remakes desses jogos prontos, restariam somente RE5 e RE6, títulos que até mesmo os rumores seguem escassos.
Além disso, essa nova fase da franquia Resident Evil tem potencial de deixar furos no roteiro, como já acontece. E, ao que parece, a Capcom deve focar cada vez mais em fan service. Se os remakes têm o propósito de misturar os diferentes caminhos lá na frente, isso significa que teremos um jogo no estilo do longa Death Island? É esperar para ver.
Parece que os PC gamers estão se preparando para jogar GTA 6 antes do lançamento oficial da versão de PC; basta ver a velocidade do desenvolvimento de emuladores de PS5. Alguns jogos já chegam a 60 FPS e até mesmo Marvel Wolverine já começou a ser rodado por um dos emuladores, embora ainda se restrinja ao menu principal e tenha bugs gráficos.
Já circula nas redes sociais um vídeo do emulador KyTyPS5 iniciando o mais recente jogo da Insomniac, que não tem sido muito bem aceito, mas esse avanço é importante, de qualquer maneira. Marvel Wolverine tem somente duas semanas de lançamento e o fato de ter até mesmo prints de cenas do jogo rodando, mesmo com problemas visuais, é um feito e tanto.
É questão de pouco tempo para que o jogo esteja rodando sem muitas dificuldades, já que existem games rodando bem, como Demon's Souls Remake, já até consegue usar DLSS e elevar a taxa de FPS para incríveis 120 FPS com geração de quadros.
Diversos jogos emulados de PS5 já rodam a 60 FPS
Uma das últimas grandes atualizações sobre esse assunto aconteceu com Astro Bot e as otimizações feitas por uma pessoa. Ela conseguiu rodar o início do game no emulador de PS5 a 60 FPS, uma evolução enorme comparada aos 20 FPS com travadas de vários segundos como acontecia antes.
Um outro emulador, chamado de SharpEmu, já consegue rodar oito jogos mais leves a 60 FPS. Ao todo, 17 títulos já chegam ao gameplay, embora muitos ainda precisem de ajustes. Mas, como já falamos aqui, a evolução está sendo tão rápida que você nem vai perceber que outros jogos estarão rodando bem acima de 30 FPS sem problemas gráficos.
O problema é que a emulação, principalmente em seus estágios iniciais, exige consideravelmente mais do PC do que uma versão nativa para a plataforma. Temos visto esses testes rodando em máquinas com configurações como Ryzen 9 9950X3D e Radeon RX 7900 XT e Ryzen 7 7800X3D e GeForce RTX 5090. Com muita otimização, é possível reduzir essa altíssima demanda de processamento.
O processador quântico Nighthawk r2, desenvolvido pela IBM, alcançou um novo marco na computação avançada ao concluir uma tarefa de amostragem de circuitos aleatórios em apenas 19 segundos. O experimento gerou um milhão de amostras complexas, um volume de cálculos que, segundo estimativas dos pesquisadores, levaria cerca de 110 anos para ser executado no supercomputador convencional mais potente do planeta.
Durante o teste, conduzido por cientistas da startup BlueQubit em parceria com a IBM, o sistema colocou 61 qubits programáveis para operar ao longo de 36 ciclos de processamento, envolvendo 918 interações diretas de portas de dois qubits. Conforme os circuitos aumentavam de profundidade, os estados quânticos se tornavam exponencialmente mais entrelaçados e difíceis de serem simulados por algoritmos tradicionais.
O principal diferencial do feito não está na contagem bruta de qubits, mas na eficiência e na velocidade do hardware. A arquitetura do Nighthawk r2 reduziu o tempo de espera entre a execução dos circuitos de centenas de microssegundos para até 1 microssegundo. Essa otimização permitiu que o novo chip saltasse de cerca de 4.000 execuções por segundo (registradas na geração anterior, Heron) para mais de 100.000 por segundo, além de diminuir drasticamente os erros de inicialização dos componentes.
Teste foi feito em computador quântico comercial
Outro ponto destacado pelos pesquisadores é o caráter comercial da demonstração. Enquanto testes históricos de "supremacia quântica" anteriores eram realizados em ambientes de laboratório fechados e sob condições extremamente controladas, o Nighthawk r2 executou a tarefa em uma infraestrutura padrão disponível via nuvem. Isso significa que outros cientistas e usuários não especialistas podem acessar o mesmo sistema e reproduzir os resultados.
Apesar dos dados promissores, o estudo publicado no repositório arXiv ainda aguarda revisão pela comunidade científica. Caso seja validado, o avanço reforçará a transição prática da computação quântica para resolver problemas de alta complexidade em áreas como otimização de sistemas, inteligência artificial, engenharia de materiais e criptografia.
Sim, tudo isso parece complicado, já que a computação quântica é complexa, extremamente diferente do convencional que temos há décadas. Porém você pode ficar mais por dentro do assunto em nosso artigo explicando o que é a computação quântica.
A Valve anunciou uma reformulação estrutural na seção de Descontos e Eventos da plataforma Steam, com implementação prevista para o início de 2027. O principal objetivo da atualização é melhorar o sistema de descoberta de jogos em oferta, priorizando recomendações personalizadas por meio de algoritmos em vez do modelo de curadoria manual utilizado atualmente.
Com a nova estrutura, a loja do Steam passará a exibir ofertas de jogos e expansões mais alinhadas aos gostos, histórico de jogo e preferências individuais de cada usuário. A mudança impactará a distribuição de destaque de banners tradicionais, como as "Ofertas do Fim de Semana", "Ofertas do Meio da Semana" e "Ofertas do Dia", dando mais espaço na página inicial para recomendações automatizadas direcionadas a cada perfil de jogador.
O que muda para os desenvolvedores
Para desenvolvedores e publishers, a reformulação irá democratizar o acesso à visibilidade dentro da plataforma, especialmente para estúdios independentes. De acordo com a Valve, a proposta é permitir que os desenvolvedores fiquem focados na criação dos jogos e no planejamento de ofertas atrativas, eliminando a dependência de negociações diretas ou aprovação manual da equipe da Valve para conseguir destaque na página principal da loja.
A empresa deixou claro que o calendário tradicional de grandes eventos, como as vendas sazonais e festivais temáticos, continuará ativo. Novos painéis e ferramentas de gerenciamento também serão disponibilizados no painel do Steamworks antes do lançamento oficial em 2027, garantindo tempo de adaptação para as produtoras.
A EVGA já foi uma das maiores parceiras da NVIDIA em placas de vídeo, mas a empresa resolveu acabar com sua produção em 2022 por conta da própria parceira. O rompimento parece ter acontecido por diferentes fatores e Brendon Ray Hedrick, ex-gerente de produtos da marca, conta esse drama em seu próprio blog, com relatos de disputa de mercado contra o próprio Time Verde, vendas de placas com prejuízo e mais.
Segundo Hedrick, o modelo de negócios impositivo da NVIDIA obrigava as fabricantes a disponibilizarem ao menos um modelo de placa com o preço inicial sugerido (MSRP) anunciado no lançamento. Para não correr o risco de sofrer retaliações, como a redução na alocação e no fornecimento dos chips, a EVGA precisava vender esses modelos de entrada no valor de tabela estipulado pela NVIDIA, o que frequentemente resultava em operação com prejuízo por unidade vendida.
Para tentar compensar as perdas das versões vendidas no prejuízo, a fabricante precisava repassar os custos para as placas personalizadas topo de linha. No entanto, criar placas com sistemas de refrigeração superiores e circuitos mais elaborados exigia custos altos de engenharia.
Quando comparadas ao preço de tabela inicial exigido pela NVIDIA, as placas customizadas da EVGA pareciam excessivamente caras para o consumidor final, tornando difícil convencer o público a pagar mais por ganhos de desempenho que muitas vezes eram marginais.
Competição direta com as Founders Edition
A parceria ficou ainda mais tensa a partir de 2016, na arquitetura Pascal (série GTX 10), quando a NVIDIA expandiu a comercialização direta de suas próprias placas Founders Edition. Na prática, a fabricante dos chips passou a competir de forma direta no varejo contra as suas próprias parceiras, garantindo as melhores fatias de margem para si enquanto restringia as condições das terceiras.
Além da pressão financeira, o ex-funcionário da EVGA descreveu o ambiente interno um tanto rígido imposto pelo Time Verde. A gigante dos chips mantinha especificações em segredo absoluto até o último minuto e adotava táticas de vigilância para identificar o vazamento de informações. A empresa marcava imagens de divulgação com padrões de pontos coloridos exclusivos para cada varejista ou parceiro, permitindo rastrear instantaneamente a origem de qualquer vazamento de material promocional.
Quando pensamos no ecossistema do Google para notebooks, os Chromebooks sempre foram a primeira opção para quem buscava simplicidade e foco na nuvem. Só que a chegada dos Googlebooks mudou essa dinâmica ao inaugurar um segmento voltado ao hardware de alto desempenho e ao processamento local de inteligência artificial.
Entender o que separa esses dois produtos é indispensável para não errar na hora da compra (quando o Googlebook chegar ao mercado), especialmente ao pesar o custo-benefício para tarefas básicas contra a necessidade de autonomia e processamento pesado.
A seguir, detalhamos como os Chromebooks tradicionais se diferenciam dos novos Googlebooks.
O que é Chromebook e o que é Googlebook?
Antes de vermos as diferenças, vamos entender o que é cada um. O Chromebook é uma categoria de notebook que roda o ChromeOS, um sistema operacional leve e construído com foco total na navegação web e na execução de serviços em nuvem. Lançado como uma alternativa acessível e descomplicada aos PCs tradicionais com Windows e macOS, o Chromebook prioriza a velocidade, a segurança e uma ótima autonomia de bateria, sendo sempre associado a tarefas escolares, à navegação diária e ao uso de ferramentas como o Google Workspace, já que o hardware é simples.
Já o Googlebook representa uma evolução significativa. Trata-se de uma nova linha de notebooks de categoria premium que une a agilidade do mesmo sistema operacional a um hardware de ponta, com chips projetados especificamente para processar inteligência artificial de forma local. Em vez de depender exclusivamente da nuvem para tarefas avançadas, o Googlebook foi pensado para ser uma máquina com processamento pesado local.
1. Público-alvo diferente
A principal divergência entre os modelos está na proposta de mercado. Os Chromebooks continuam focados no público estudantil e no uso cotidiano, onde a simplicidade fala mais alto. Ele entrega uma computação leve baseada na nuvem, perfeita para navegação na internet, consumo de mídias e edição de documentos sem exigências de processamento bruto.
Já os Googlebooks miram no segmento premium e em profissionais que exigem alto desempenho. A categoria chega para rivalizar com notebooks high-end e estações de trabalho portáteis, essencial para quem demanda processamento intenso e resposta rápida, seja para executar tarefas como edição de vídeo ou processar IA localmente.
2. Inteligência artificial nativa com Gemini
A execução de tarefas de IA marca outro divisor de águas. Enquanto o Chromebook depende de conexões com a nuvem para rodar ferramentas web básicas, o Googlebook já nasce projetado para processamento local com o Gemini Intelligence integrado ao sistema para oferecer assistência contextual em tempo real.
A arquitetura otimizada permite recursos exclusivos que alteram a usabilidade do sistema. É o caso do Magic Pointer, cursor inteligente capaz de analisar o conteúdo exibido na tela para sugerir ações automáticas, e da ferramenta Create your Widget, que permite gerar widgets personalizados na área de trabalho através de comandos de texto por linguagem natural.
3. Construção e hardware
Por fim, as especificações técnicas refletem diretamente no posicionamento de preço das máquinas. Os Chromebooks utilizam componentes internos mais modestos e eficientes, já que a carga de trabalho na nuvem não exige hardware potente, mantendo o valor final bastante competitivo no mercado.
Em contrapartida, os Googlebooks apostam em uma construção premium, elementos visuais, como a iluminação Glow Bar, e processadores de alto desempenho capazes de lidar com IA. A combinação de hardware robusto e acabamento refinado coloca a nova linha em um patamar superior se comparada ao outro produto do Google.
4. Integração direto com o ecossistema Android
Nos Chromebooks, a execução de aplicativos Android acontece via emulação ou nuvem, e o gerenciamento de arquivos do celular exige o uso de cabos ou sincronização prévia pelo Google Drive. Essa limitação não acontece com a nova plataforma.
Nos Googlebooks, a integração com o ecossistema mobile é nativa e fluida. O sistema permite o espelhamento direto de aplicativos do smartphone na tela do computador, além de trazer o recurso Quick Access, que possibilita buscar, visualizar e transferir arquivos armazenados no telefone móvel de forma instantânea sem depender de intermediários.
GTA 6 chega primeiramente aos consoles da atual geração e o foco da Rockstar tem sido na versão de PlayStation 5, de onde veio a captura do primeiro trailer de gameplay divulgado ontem (27) pela Netflix. Mas, segundo o criador de conteúdo, DavyJones, que viu um gameplay rodando no console da Sony, o jogo será travado em 30 FPS.
Segundo o youtuber, que foi convidado para dar uma olhada no game na sede da Rockstar North, na Escócia, ele viu o codiretor do jogo, Rob Nelson, jogando GTA 6 por cerca de 2 horas e tirando todas as suas dúvidas sobre o que ele via. Ao que parece, o console usado foi o PS5 base, mas mesmo o PS5 Pro terá o desempenho limitado.
Questionado por DavyJones, Nelson afirma que, no lançamento, GTA 6 chegará rodando a 30 FPS nos consoles e ele precisaria consultar a equipe técnica para saber se haverá uma opção com taxa de quadros maior, como 60 FPS. Pode ser que essa seja uma possibilidade no futuro, mas se você aguarda pelo jogo e tem um PS5 ou Xbox Series, saiba que a experiência será travada em 30 FPS.
Ray Tracing pode ser o motivo da taxa de FPS limitada
O primeiro trailer de gameplay do jogo da Rockstar deixa claro que existe a aplicação de Ray Tracing, embora de uma forma limitada, já que é possível vermos artefatos e cintilações comuns de poucos raios. Para essa forma de renderização complexa em um console, é necessário privar o desempenho, mesmo com o uso de upscaling, algo que o jogo deve usar.
Ou seja, para os próximos meses, é possível que a Rockstar lance uma atualização focada em desempenho, desligando o Ray Tracing e aumentando a taxa de quadros como alguns estúdios já fazem. Porém a situação pode ser mais complicada do que isso.
Como de costume, a versão de PC não chega agora. Considerando a demora que houve com GTA 5 e Red Dead Redemption 2, é provável que GTA 6 chegue aos computadores entre 2027 e 2028 ou até mais, dada a complexidade do jogo. Pode ser que somente com as otimizações da versão de PC, ou até mesmo da próxima geração de consoles (já que essa é a janela de lançamento), seja possível implementar um modo acima de 30 FPS no PS5 e no Xbox Series.
Claro, não tem como sabermos disso ainda e, tão cedo, a Rockstar não deve falar sobre o assunto, considerando a forma como ela costuma lidar com isso. Porém o que sabemos no momento é que o mapa de GTA 6 será o dobro do tamanho do mapa de GTA 5, mas com uma densidade populacional 11x maior.
Depois do primeiro trailer de gameplay revelado ontem (27) na Netflix, o GTA 6 voltou a estar no topo dos assuntos no meio gamer. O título se passa em uma Miami fictícia bastante detalhada chamada Vice City e isso parece ter atraído a própria prefeitura da cidade real na Flórida. Segundo um novo rumor, Miami quer se transformar em Vice City para promover o lançamento do game.
Segundo o The Miamian, que obteve documentos via pedido de informação pública, a administração de Miami enviou uma proposta formal à Rockstar Games ainda em junho. O objetivo do plano é transformar lugares do governo municipal e cartões-postais da região em atrações temáticas reais de Vice City para o lançamento do jogo, marcado para 19 de novembro.
Proposta visa transformar lugares turísticos em propagandas de GTA 6
Apesar de nada ter sido formalmente aprovado até o momento, as conversas entre a prefeitura e a desenvolvedora buscam explorar a influência da cidade no game para gerar receita e visibilidade global. O projeto prevê intervenções no Aeroporto Internacional de Miami, com aeronaves envelopadas com logos do jogo, esteiras de bagagem personalizadas e sinalizações temáticas. No centro urbano, a proposta inclui vagões do Metromover estilizados com a estética do jogo da Rockstar, além de artes em estações estratégicas como Brickell e Bayfront Park.
O plano se estende até as zonas portuárias e parques da região. A área do PortMiami receberia um mural gigante inspirado no porto fictício do jogo, enquanto a praia de Rickenbacker contaria com instalações fotográficas. Para fechar o pacote, o Tropical Park seria o palco de um evento focado na cultura automotiva local, reunindo carros clássicos, DJs e gastronomia.
A iniciativa chama a atenção justamente por conta da natureza polêmica da franquia, conhecida pela sátira ácida e pelo foco em atividades criminosas. No entanto, a prefeitura enxerga uma oportunidade comercial difícil de ignorar, usando a divulgação do título para atrair holofotes para o local que inspirou o jogo mais aguardado do ano.
Durante a gamescom 2026, realizada em Colônia, na Alemanha, a Samsung apresentou a sua nova geração de monitores Odyssey voltados para o público gamer. A fabricante revelou produtos equipados com painéis QD-OLED de quinta geração, tecnologia Penta Tandem e taxas de atualização que ultrapassam a barreira dos 1.000 Hz no modelo Odyssey G6.
São quatro monitores novos, sendo três deles equipados com painel OLED, oferecendo alta taxa de atualização de imagem, resolução 4K e modos que trocam a resolução e a velocidade. Além disso, o único modelo que não usa esse tipo de tela é o primeiro do mundo a atingir 1.100 Hz nativamente, e que não para aí, já que tem outros destaques.
Odyssey G6 com 1.100 Hz e modo duplo
Focado em jogos competitivos, especialmente FPS, o novo Odyssey G6 (G60H) de 27 polegadas é o primeiro monitor do mercado a atingir 1.100 Hz nativamente, mas na resolução HD (720p). O monitor é equipado com um painel Fast IPS com tempo de resposta de 1 ms e suporte a Dual Mode, permitindo que o usuário alterne entre a resolução QHD a 600 Hz para maior nitidez ou o modo HD a incríveis 1.100 Hz para máxima fluidez de movimento.
A combinação da resolução 720p em uma tela de 27 polegadas não entrega uma qualidade gráfica boa, na verdade, é o oposto disso. Porém esse modelo consegue chegar a 1440p a 600 Hz, uma combinação ainda de alto padrão. Ou seja, o Odyssey G6 é tanto voltado para jogadores competitivos quanto para quem quer maior fidelidade gráfica com a resolução QHD, mas atingindo ainda altas taxas de FPS.
Recentemente, a LG revelou um modelo que chega a 1.100 Hz, mas através de overclock. Porém sua principal diferença é que ele consegue atingir 1.000 Hz na resolução Full HD, o que não é o caso do novo modelo da Samsung.
Linha Odyssey ganhou novos modelos com tela OLED
Além do menor monitor dessa nova geração, a Samsung lançaou ainda os Odyssey OLED G7, G8 e G9. O Odyssey OLED G9 (G95SJ) chega ao mercado como o primeiro monitor de 49 polegadas com resolução DQHD (5120 x 1440) a atingir 360 Hz de taxa de atualização. O modelo estreia o painel QD-OLED de quinta geração com estrutura Penta Tandem, entregando até 1,3 vezes mais eficiência e o dobro da vida útil em comparação com a geração anterior, além do layout de subpixels RGB Stripe para reduzir aberrações cromáticas em textos.
O modelo alcança pico de brilho de até 1.300 nits, possui tempo de resposta de 0,03 ms (GtG) e traz o recurso Dual Mode, permitindo alternar da resolução nativa em 360 Hz para o modo Dual HD (2560 x 720) operando a até 720 Hz.
Já o modelo Odyssey OLED G8 (G80SJ) aposta em um painel QD-OLED de 32 polegadas com resolução 4K, tempo de resposta de 0,03 ms e certificação VESA DisplayHDR TrueBlack 600. O grande diferencial fica por conta da tecnologia Triple Mode, que permite ao jogador escolher entre 4K a 360 Hz, QHD a 520 Hz ou Full HD a 680 Hz.
Para evitar reflexos, a tela traz o revestimento Samsung Glare Free com 54% menos brilho que as películas antirreflexo convencionais. Em conectividade, o monitor conta com DisplayPort 2.1 UHBR20, duas portas HDMI, USB-C com Power Delivery de 98 W, hub USB e suporte a KVM.
Inaugurando um novo formato para o segmento, o Odyssey OLED G7 (G75SJ) é apresentado como o primeiro monitor OLED curvo de 42 polegadas na proporção 16:9 do mundo. O modelo oferece uma área de exibição cerca de 72% maior que os monitores tradicionais de 32 polegadas e traz uma curvatura acentuada de 1000R, aproximando as bordas do campo de visão do jogador.
A tela une resolução 4K, taxa de atualização de 165 Hz, tempo de resposta de 0,03 ms e a tecnologia antirreflexo Glare Free, sendo voltada para quem busca imersão em jogos, mas não abre mão da proporção mais popular do mundo.
Nos últimos meses, pude testar a geração anterior do Odyssey G9, Odyssey G7 e Odyssey 3D, cada um com uma proposta diferente. Por enquanto, ainda não existe previsão de lançamento dessa nova geração no mercado brasileiro.
A Samsung anunciou oficialmente a chegada da linha Galaxy Book6 ao mercado brasileiro, renovando o seu portfólio de notebooks de alto desempenho com diferentes versões. A nova geração aposta na combinação de um chassi ultrafino com foco em mobilidade e eficiência energética para entregar bateria para o dia todo, com CPU Intel Panther Lake e integração nativa com os recursos de IA e com o ecossistema de dispositivos portáteis da marca, com preços que variam entre R$ 8.199 e R$ 18.999.
A série chega ao país dividida em três versões distintas para atender desde quem busca portabilidade no cotidiano até profissionais que exigem poder de processamento. Todos os modelos contam com processadores Intel Core Ultra 300, carregamento rápido via USB-C e construções em alumínio projetadas para garantir resistência sem pesar na mochila.
Galaxy Book6
O modelo base da linha chega com duas variantes com telas IPS de 14 e 16 polegadas com resolução Full HD+ (1920x1200). Em termos de hardware, ambos oferecem o mesmo: CPU Core Ultra 5 325 ou Ultra 7 355 com gráficos integrados Intel Graphics, além de 16 ou 32 GB de memória RAM e 512 GB ou 1 TB de SSD NVMe.
Ambos contam com bateria de 39,40 Wh, câmera de 2.0 MP (1080p), teclado no padrão brasileiro com tecla dedicada ao Copilot (configurações presentes nos outros modelos também), e pesam 1,43 e 1,74 kg, respectivamente, com espessura de 14,9 mm. O preço inicial desse modelo é de R$ 8.199 e varia de acordo com a escolha do hardware.
Galaxy Book6 Pro
O modelo Pro eleva a régua para o público profissional que busca acabamento refinado e maior poder de fogo. Ele abandona o painel IPS e traz uma tela Dynamic AMOLED 2X de 14 ou 16 polegadas com resolução 3K (2880x1800) e suporte a toque. Essa versão vem equipada com os processadores Intel Core Ultra X7 358H ou Ultra 5 325, com gráficos integrados Intel Arc B390 no modelo X. O conjunto traz ainda opções de 16 GB ou 32 GB de RAM LPDDR5X e até 1 TB de SSD NVMe PCIe 4.0.
Os destaques do Galaxy Book 6 Pro em relação ao modelo base são a bateria maior, já que existe uma versão com CPU mais forte, com 67,18 Wh com a tela de 14 polegadas e 78,07 Wh com a tela de 16 polegadas. Existe ainda diferença nos alto-falantes, 3,6W e 4W. Essa versão consegue ser ainda mais leve (1,24 e 1,59 kg) e fina (11,9 mm) do que o modelo mais simples. O preço inicial desse modelo é de R$ 10.699.
Galaxy Book6 Ultra
Já o Galaxy Book 6 Ultra chega exclusivamente com uma tela de 16 polegadas com as mesmas especificações do modelo Pro. Ele só oferece a CPU Core Ultra 7 356H, mas conta com uma GeForce RTX 5060. Outro componente que não pode ser mudado é a memória RAM, que já vem no padrão de 32 GB, além de 1 TB de SSD NVMe que é expansível.
O modelo topo de linha continua com a câmera de 2.0 MP, mas aumenta a potência de som para 6 alto-falantes. Sua bateria é a maior, especialmente por conta da GPU dedicada, com 80,20 Wh, algo que acaba afetando o peso, que nesse caso é de 1,89 kg. Sua espessura é a maior (15,4 mm), mas ainda assim é um notebook fino dada a sua capacidade. Como não existem possibilidades de escolha de hardware, o preço do Galaxy Book6 Ultra é de R$ 18.999.
Entre todos os consoles portáteis disponíveis hoje, um dos maiores é o ROG Xbox Ally X considerando todo o conjunto de hardware e sua construção. Porém a ASUS está indo além agora ao comemorar os 20 anos da marca Republic of Gamers com o ROG Xbox Ally X20, o aparelho com um novo visual e uma tela OLED ROG Nebula. Tudo, claro, pela bagatela de US$ 1.300.
Começando pelo chassi, a nova versão traz um preto translúcido com detalhes dourados nos botões, analógicos com iluminação dourada, além do selo de 20 anos ROG e uma faixa com a inscrição "Republic of Gamers" na parte traseira.
Tela OLED é o grande diferencial do ROG Xbox Ally X20
O grande destaque do ROG Xbox Ally X20 é sua tela OLED com otimizações ROG Nebula, além de HDR TrueBlack 1400 e suporte a Dolby Vision. Caso você nunca tenha visto um monitor com essas especificações, saiba que o salto na qualidade de imagem em relação ao painel IPS da versão padrão é sem igual, elevando ainda mais a experiência gamer.
Ainda sobre a tela, outras diferenças em relação ao modelo base são o brilho maior, 600 nits em SDR e até 1400 nits em HDR, além de FreeSync Premium Pro. Porém mesmo com a tela mais potente, o novo modelo ainda permanece com a mesma bateria de 80 WH, um indicativo de que a autonomia deve ser menor, especialmente por conta do brilho consideravelmente maior.
Uma última mudança acontece no peso e no tamanho. O novo modelo pesa 756 gramas, 41 gramas a mais que o ROG Ally X. Já suas dimensões aumentaram em 1 cm na largura e menos ainda na altura, tudo por conta das mudanças na carcaça do aparelho.
Nenhuma mudança no hardware
O restante das especificações técnicas do ROG Xbox Ally X20 é o mesmo: SoC Ryzen AI Z2 Extreme (8 núcleos e 16 threads até 5 GHz), com os gráficos integrados Radeon 890M, além de uma NPU com capacidade de até 50 TOPS para processamento de IA local. Complementando, existem ainda 24 GB de memória RAM e 1 TB de SSD PCIe 4.0.
Quem estiver disposto a pagar muitos milhares de reais pelo ROG Xbox Ally X20 (por enquanto por importação), levará ainda um óculos de realidade aumentada com telas micro-OLED capaz de gerar uma imagem virtual de 171 polegadas até 240 Hz, além de uma capa protetora. Tudo vem dentro de um hard case estiloso.
Por enquanto, não existe previsão de vendas no Brasil, mas o ROG Xbox Ally X20 já está sendo vendido lá fora. Uma das últimas novidades que tivemos por parte da ASUS em nosso país é o Zenbook Duo com duas telas OLED.
Com mais de 65 milhões de cópias em 11 anos, The Witcher 3: Wild Hunt chegou a ganhar uma versão melhorada para a atual geração de consoles, com direito a Ray Tracing nos PCs. O hype com o jogo aumentou agora com a nova DLC prometida para 2027, mas ainda mais com a versão remasterizada revelada na gamescom 2026, que chega já no próximo mês.
The Witcher 3: Wild Hunt – Remastered chega no dia 29 de setembro gratuitamente para todos os jogadores que já têm a versão original do game. Para esses, essa será uma atualização. Já para quem ainda não tem o título ou joga no Nintendo Switch 2, ele será vendido separadamente. No console da Nintendo, ele já pode ser adquirido na pré-venda por R$ 199.
Em relação ao PC, até o momento, a versão remasterizada não tem uma página dedicada no Steam, nem na GOG. Somente a loja da Battlenet conta com essa versão, também em pré-venda, e sendo vendida por US$ 50. Além disso, somente essa plataforma conta com os requisitos de sistema atualizados.
Remaster de The Witcher 3 terá inúmeras melhorias e DLCs gratuitas
The Witcher 3: Wild Hunt - Remastered terá melhorias visuais, com direito a Path Tracing no PC, e otimizações que melhoraram a performance. Além disso, o combate passou por reajustes, bem como as movimentações de Geralt. Mas se você conhece bem o jogo, vai gostar de saber que cavalgar no Carpeado também será melhorado.
Assim como a versão Complete Edition, a remasterizada também terá as expansões Hearts of Stone e Blood and Wine inclusas. E falando nelas, caso você tenha The Witcher 3 sem as DLCs, pode resgatá-las gratuitamente e expandir significativamente a aventura de Geralt.
Uma das grandes novidades atreladas ao The Witcher 3 é a nova expansão Songs of the Past, que chega em algum momento de 2027, sem qualquer janela de lançamento divulgada até o momento. Ela terá uma nova região, novos equipamentos e inimigos. Se a CD Projekt Red seguir o que fez com as outras expansões, existe potencial para várias horas de conteúdo novo.
Lembrando: The Witcher 3: Wild Hunt - Remastered chega no dia 29 de setembro para PC, PlayStation 5, Xbox Series e Nintendo Switch 2. É uma atualização gratuita para quem já tinha o jogo e oferece ainda as duas expansões já lançadas para quem ainda não as tinha.
A Lenovo oficializou o lançamento do seu mais novo console portátil em território chinês, o Legion C700. Operando sob o sistema Android 16, o dispositivo chega com foco total em jogos na nuvem e streaming, mas surpreende ao trazer uma solução proprietária para contornar a dependência de conexões de internet.
O grande destaque do C700 é o protocolo Legion Stream, que utiliza um dongle dedicado conectado ao PC. Essa tecnologia permite o streaming de jogos diretamente do PC para o portátil de forma local, funcionando até mesmo de maneira completamente offline. O recurso é muito interessante para a jogatina em locais com conexão à internet ou mesmo com Wi-Fi ruim, sem a necessidade de rotear os dados do celular, por exemplo.
Para a experiência em nuvem tradicional, a Lenovo desenvolveu o aparelho em parceria com a Tencent, integrando o serviço START para rodar títulos como Black Myth: Wukong a até 60 FPS com latência de cerca de 10 ms em seus próprios testes.
Especificações modestas e foco na autonomia
Projetado para ser leve e eficiente em vez de rivalizar em poder bruto com o Steam Deck ou com o próprio Legion Go, o C700 é alimentado pelo SoC MediaTek Dimensity 7400 com refrigeração ativa. A memória RAM varia de 6 GB a 8 GB, enquanto o armazenamento expansível fica entre 128 GB e 256 GB. A ausência de hardware pesado para renderização local permitiu a inclusão de uma bateria enorme de 8.000 mAh, prometendo longa autonomia de uso.
Na parte frontal, o portátil traz uma tela IPS LCD de 7,82 polegadas com resolução Full HD (1080p) e taxa de atualização de 120 Hz. O conjunto de controles conta com analógicos duplos TMR, gatilhos com sensor Hall Effect, botões traseiros e controles adicionais customizáveis. Pesando 556 gramas, o dispositivo ainda traz entrada P2 de 3,5 mm para fones, porta USB 2.0, Bluetooth 5.3 e suporte a Wi-Fi 6E.
Preço e disponibilidade
O Lenovo Legion C700 chega ao mercado chinês com vendas a partir de 8 de setembro, trazendo o preço sugerido de 2.199 yuan (cerca de US$ 327) para a versão topo de linha com 8 GB de RAM e 256 GB de armazenamento. A marca ainda não revelou o valor da opção de entrada de 6 GB/128 GB e nem se o portátil será lançado no mercado internacional.
Lançado em 2020, o primeiro Mortal Shell surpreendeu por ser um soulslike sólido, principalmente vindo de um estúdio pequeno. Ele foi criticado pelo mundo que não se conecta bem, deixando os jogadores perdidos, além de problemas nos combates e de curta duração. Tudo isso, e muito mais, foi corrigido em Mortal Shell 2, que é um jogo para ser lembrado dentro desse gênero desafiador.
O estúdio Cold Symmetry se superou consideravelmente com o segundo jogo da franquia. Como essa review está saindo depois do lançamento, você já viu que o game está sendo muito mais aceito. Eu sou um veterano de soulslike, com milhares de horas entre títulos da FromSoftware e todos os outros games do estilo (grandes ou pequenos) e trago aqui minhas impressões.
Prós
Combates dinâmicos com as diferentes builds
Mundo gigante e cheio de segredos
Atmosfera sombria dá um ótimo tom ao jogo
Muito bem otimizado no PC
Contras
Trilha sonora desinteressante e sem destaque
Toda carcaça reage da mesma forma com qualquer arma
A câmera também é um chefe difícil em momentos específicos
Bugs menores atrapalham a experiência
As carcaças e suas peculiaridades
Mortal Shell 2 traz de volta algumas carcaças do primeiro jogo: Harros (somente no início do jogo), Tiel e Eredrim. Solomom ficou de fora. Além desses três, outros cinco foram adicionados. Cada um é único, conta com suas próprias habilidades de uma forma muito mais aprofundada do que no primeiro jogo.
Além das carcaças que precisam ser encontradas, as armas de cada uma delas também estão espalhadas pelo mapa. Nesse quesito, o que mais me incomodou é que todas as carcaças lidam do mesmo jeito com qualquer arma, o que acaba tirando a expertise de cada um dos personagens com suas armas. Seria muito legal ver o Tiel tendo dificuldade com o peso do machado, ou Gragu não tendo a destreza necessária para manusear as katanas. Além disso, todos eles se movem da mesma forma e têm o mesmo peso (não faz sentido Tiel e Lazlo terem a mesma movimentação, por exemplo).
Algo que ajuda muito a construir as builds são as Pedras de Tar. São várias delas, cada uma com atributos, habilidades e capacidades únicas. Algumas delas são específicas para algumas armas, sejam primárias (espadas, machados, etc.) ou secundárias (armas de fogo). Quanto mais elas são usadas, maior é o nível de afinidade e, assim, maior também é sua capacidade. O mesmo acontece com itens de consumo, algo herdado do primeiro jogo.
Não existe ordem certa para exploração do mundo de Mortal Shell 2 e isso é muito bom - Raphael Giannotti
Algumas carcaças tornam o jogo mais fácil do que outras. Smert, mesmo depois de ser nerfado no primeiro patch, ainda é consideravelmente mais forte do que os outros e é muito provável que ele deva sofrer reajustes novamente.
Cada carcaça precisa ter todos os quatro níveis de vínculos destravados para que todo o seu potencial seja destravado. Isso é caro em termos de monetização do jogo, então você precisará escolher bem as suas carcaças principais. Fora isso, o personagem principal (o Arauto, ou mortal) tem seu próprio nível, melhorando diferentes atributos das carcaças.
Mundo sombrio gigantesco e cheio de segredos
Diferente do primeiro jogo, Mortal Shell 2 conta com um mundo muito grande. E ele não só é grande, como cada área se conecta muito bem. As carcaças foram uma grande evolução sobre o título anterior, mas esse quesito vai ainda além
São diferentes áreas conectadas naturalmente e acessíveis a pé ou através dos portais por onde saltamos longas distâncias. Alguns desses portais são atalhos, outros são a única forma de se chegar a determinadas áreas. Eu achei que tudo é muito bem conectado e, não só isso, existem diferentes segredos espalhados pelo mapa enorme.
Explorar o mundo de Mortal Shell 2 é divertido e desafiador. Por várias vezes, me peguei naquela clássica situação em que você avança muito, adquire muita experiência, mas os inimigos já são mais fortes e você está sem curas, precisando de um checkpoint (chamado de Bastião aqui), mas não encontra um sequer. Típico soulslike.
Se você é um explorador de verdade, encontrará diversas masmorras espalhadas pelo mundo. Elas só são adicionadas no mapa ao acessá-las pela primeira vez. Algumas são pequenas, outras são bem maiores e têm até chefes, mas todas rendem boas recompensas, incluindo as armas principais.
O mundo é bem sombrio; eu diria que é até demais. Toda a sua extensão é coberta por uma neblina forte, que não nos deixa nem ao menos ver as regiões mais distantes. Não é como em Elden Ring, em que é possível ver quase todo o mapa de qualquer lugar. Eu gosto da atmosfera densa, mas esse exagero da névoa atrapalha um pouco a apreciação do mundo criado pelos desenvolvedores.
Mortal Shell 2 é ótimo, mas precisa de correções
Durante minha jogatina de Mortal Shell 2, o jogo recebeu o primeiro patch com diversas correções, mas isso não me impediu de ver bugs engraçados, outros que irritavam, além de questões do próprio jogo que não agradam.
Um dos problemas que mais me irritaram é a perda de vultos (como almas em Dark Souls) ao cair de um lugar. Geralmente, em soulslikes, ao morrer caindo de um precipício, é possível voltar ao local e encontrar "as almas" no chão perto de onde houve a queda. Isso não existe em Mortal Shell 2. Caiu, perdeu tudo.
Outra coisa bastante desagradável acontece nos menus. Por algum motivo, o jogo cancela os inputs do controle, reconhecendo somente o teclado e o mouse (já que joguei no PC). Ou ainda para de reconhecer o analógico e só aceita comandos via D-Pad.
Existem alguns problemas ao abrir o mapa também. O mais irritante é, ao abri-lo, o cursor se encontrar fora das extremidades do mapa, sendo necessário mover para onde você está. Além disso, na maior parte das vezes que consultei o mapa, ele ficava sem definição ao ser aberto e só voltava ao normal ao mover o cursor.
Mortal Shell 2 é um jogo bonito e ficaria ainda mais com Ray Tracing, se ele funcionasse - Raphael Giannotti
Nenhum desses problemas me impediu de progredir no jogo, exceto por esse bug: durante um salto de um dos "pads" (pontos específicos para um salto maior), precisei pausar o jogo e ali mesmo ele crashou, mas não fechou o jogo; ficou travado no menu de pausa.
Existem outras coisas menores que precisam de ajustes, como o ponto de agressividade dos inimigos. Eles o detectam de muito longe. Além disso, alguns inimigos começam o ataque na velocidade da luz, sem nenhum indício de que eles vão começar a se mexer. E falando neles, perdi as contas de quantas vezes os vi deslizando, andando para trás sem parar mesmo em minha presença, travando no cenário, entre outros bugs menores.
O jogo está bem otimizado no PC, o que é um alívio considerando que estamos falando de um jogo feito na Unreal Engine 5. Porém os desenvolvedores precisam corrigir urgentemente os efeitos de reflexo que sofrem com aquela aura ao redor do personagem, algo típico do reflexo de espaço de tela, além de muita cintilação em alguns trechos. Além disso, o game tem ray tracing, mas não consegui vê-lo em funcionamento aqui.
Vale a pena jogar Mortal Shell 2?
Sem dúvida. Se você é um entusiasta de soulslike como eu, Mortal Shell 2 é um jogo indispensável. Ele tem variedade de builds com as carcaças, um mundo vasto cheio de segredos, combate sólido, belos gráficos e duração de várias dezenas de horas se você for um explorador. Não tenho dúvidas de que os problemas que citei aqui serão corrigidos em breve, já que o jogo chamou muito a atenção e os desenvolvedores não o deixarão na mão.
A gamescom 2026 está começando e a NVIDIA já se antecipou e revelou o que tem preparado para os PC gamers para o evento. Em apresentação fechada para a imprensa, o Time Verde trouxe novidades em relação ao Ray Reconstruction, RTX Remix, RTX Spark e mais.
A primeira grande novidade é a nova geração da tecnologia de reconstrução de raios, que fará parte do DLSS 4.5. A novidade, que já havia sido revelada anteriormente, acabou sendo vazada antes da hora através de arquivos em jogos compatíveis, mas começa a chegar em breve.
A NVIDIA confirmou que a segunda geração de reconstrução de raios estreia já no próximo mês com 007 First Light em 15 de setembro, que também receberá Path Tracing nessa data. Além desse título, um dos grandes lançamentos das próximas semanas, Control Resonant, também chega com suporte a tecnologia.
Com melhorias no denoiser por inteligência artificial, as imagens terão menos artefatos e serão mais limpas ao ativar Ray Tracing e Path Tracing. A tecnologia estará disponível para todas as placas GeForce RTX (séries 20 a 50). A tecnologia poderá ser ativada com override no NVIDIA App.
Jogos de PS2 com RTX Remix
O Ray Reconstruction do DLSS 4.5 também está a caminho da ferramenta RTX Remix, permitindo que a comunidade melhore os efeitos de Ray Tracing e Path Tracing de jogos antigos. Segundo a NVIDIA, até o momento, já são quase 250 jogos melhorados pela comunidade com a ferramenta. Além disso, um anúncio inusitado chamou a atenção: traçados de raios para jogos de PS2.
Durante a apresentação, um slide tinha uma informação pequena no canto que dizia "PCSX2 Remix: Path tracing PS2 Games". Ou seja, o popular emulador de PlayStation 2 proporcionará efeitos modernos de sombra, iluminação e reflexos a jogos do console mais popular do mundo. Isso significa que God of War, Devil May Cry, Metal Gear Solid 3, GTA: San Andreas e muitos outros devem receber o tratamento. Isso, vale lembrar, depende só da comunidade.
RTX Spark e a adoção dos estúdios de games
A NVIDIA anunciou o chip RTX Spark meses atrás, prometendo ótimo desempenho em jogos em 1440p graças ao chip Blackwell, mesma arquitetura das RTX 50. Ele conta ainda com CPU Arm em parceria com a Mediatek e estará em notebooks de marcas como ASUS, Dell, Microsoft, HP, Lenovo e MSI em breve.
Nessa apresentação, o Time Verde revelou que diversos estúdios de games estão se preparando para adequar seus jogos a uma arquitetura diferente. Houve um destaque para a Ubisoft, mas nomes gigantes como Capcom, CD Projekt Red, Konami, Remedy Sega e Xbox também foram citados, entre outros.
Um dos destaques é o suporte ao anticheat Javelin da Electronic Arts, presente em jogos com foco no multiplayer online como Battlefield 6 e Apex Legends, além de EA Sports FC.
Expansão do GeForce Now
Fechando as novidades para a gamescom 2026, que começa hoje (25) na Alemanha, está o GeForce Now. O serviço de games em nuvem da NVIDIA também está recebendo suporte ao Ray Reconstruction, mas não foi divulgado em quais planos.
Além disso, a NVIDIA reforçou que o GeForce Now está recebendo A Plague Tale: Resonance, Gears of War E-Day, The Blood of Dawnwalker, Control Resonant e Onimusha: Way of the Sword, além de Metro 2039 no próximo ano.
O serviço de assinatura da NVIDIA chegou recentemente ao Linux com um app dedicado e a expansão continua. O Steam Machine pode transmitir o GeForce Now e o suporte ao novo controle da Valve foi adicionado. Para os usuários do navegador Firefox, é possível executar o serviço de cloud gaming. Por último, Fire TV Stick da Amazon agora roda jogos em 4K também.
PC gamers com foco em competitividade precisam de muita velocidade através de um monitor com alta taxa de atualização. A LG resolveu ir muito além nessa especificação, trazendo um novo UltraGear de 25 polegadas com nada menos do que 1.000 Hz, muito mais do que modelos populares entre 180 e 360 Hz para esse público.
Esse modelo é o primeiro do mundo com essa combinação de resolução e taxa de atualização de imagem. Se você se lembra desse monitor, é porque ele foi anunciado em maio e agora está disponível no mercado internacional. Como de costume, não existe previsão de chegada por aqui no momento.
Porém pode ter certeza de que esse novo LG UltraGear de 1.000 Hz deve chegar por aqui com preço bem salgado, já que no mercado americano, ele, literalmente, custa US$ 1 por hertz, ou seja, US$ 1.000. Para se ter uma ideia, esse modelo custa US$ 400 a menos que um UltraGear de 32 polegadas com modo duplo: 4K a 240 Hz e FullHD a 480 Hz e tela OLED.
Um dos maiores destaques do monitor ultra veloz da LG está na resolução e painel. Existem outros monitores que chegam a 1.000 Hz, mas a maioria deles oferece a resolução HD (1280x720), que é muito baixa para os padrões modernos. Além disso, alguns deles usam painel TN, que não entrega boa qualidade de imagem. No caso desse UltraGear, IPS é a tecnologia escolhida.
Especificações do LG UltraGear 25G590B
Tela: 24,5 polegadas, IPS, Full HD (1920 x 1080)
Velocidade: 1000 Hz (1100 Hz com overclock) e 1 ms GtG
Brilho: 400 cd/m² (Típico) / 320 cd/m² (Mínimo)
Relação de Contraste: 1000:1 (Típico)
Gama de Cores: sRGB 99%
Densidade de Pixels (PPI): 90 PPI
Tecnologias de sincronização: NVIDIA G-Sync e AMD FreeSync Premium
Conectividade: 1x DisplayPort 2.1, 2x HDMI 2.1, 1x USB Upstream (via USB-C) e saída de áudio
Ajustes da Base: Altura, Inclinação (Tilt) e Giro (Swivel), com marcações graduadas na coluna para ajuste fino
Dimensões (L x A x P) e Peso: 57,15 x 51,05 x 20,83 cm | Peso: 5,21 kg (com suporte)
O mais impressionante é que esse monitor da LG pode ainda passar dos 1.000 Hz. Existe um modo de overclock que faz com que o monitor chegue a 1.100 Hz, mas isso faz com que as tecnologias de sincronização de imagem sejam desativadas, já que elas suportam até 1.000 Hz.
E se você tem dificuldade em entender as diferenças entre tempo de resposta e taxa de atualização de imagem, entenda como cada uma funciona.