A Amazon anunciou nesta quinta-feira (1º) uma nova geração da família Kindle no Brasil. Os leitores digitais ganharam um visual renovado, com tela nivelada à parte frontal e acabamento de cor única de ponta a ponta, além de corpos mais finos e leves. Os preços partem de R$ 899 no Kindle básico e chegam a R$ 1.749 no Colorsoft Signature Edition.
A atualização contempla os modelos Kindle, Kindle Paperwhite e Kindle Colorsoft, com diferentes opções de armazenamento e acabamento. Algumas versões também ganharam traseira de alumínio e novos recursos para controle e recarga.
Kindle básico ganha novo visual e versão em alumínio
O novo Kindle mantém a tela de 6 polegadas, mas agora conta com a parte frontal nivelada, sem o rebaixo ao redor do display. Segundo a Amazon, esta é a versão mais compacta do leitor digital já produzida pela empresa.
O modelo de entrada tem 16 GB de armazenamento, autonomia de até seis semanas e promete abrir livros 30% mais rápido que a geração anterior. Ele será vendido nas cores Grafite e Roxo Ube por R$ 899.
Outra novidade é uma versão com traseira de alumínio, disponível pela primeira vez no Kindle básico. Neste caso, o armazenamento sobe para 32 GB, com opções Azul Celeste e Verde Água, pelo preço de R$ 999.
Kindle Paperwhite fica mais fino e leve
O Kindle Paperwhite também passou por uma reformulação. A Amazon afirma que o novo modelo está mais fino e leve que seu antecessor, mas mantém recursos já conhecidos da linha, como resistência à água e ajuste da temperatura da iluminação.
A autonomia prometida chega a 12 semanas por carga. O Paperwhite convencional tem 16 GB de armazenamento, acabamento Grafite e preço sugerido de R$ 1.149.
Já o Paperwhite Signature Edition traz 32 GB, traseira de alumínio e iluminação frontal com ajuste automático. A versão também aceita recarga em uma nova base por pinos de contato e permite virar páginas com um toque duplo. O preço é de R$ 1.349, com opções Grafite e Verde Água.
Kindle Colorsoft também ganha nova geração
A série com tela colorida não ficou de fora. O novo Kindle Colorsoft promete reproduzir cores com aparência mais próxima do papel e sem o brilho intenso encontrado em telas tradicionais de tablets.
O Colorsoft convencional tem 16 GB de armazenamento, acabamento Grafite e custa R$ 1.499. A Amazon também oferecerá o Colorsoft Signature Edition, com 32 GB e traseira de alumínio, por R$ 1.749 nas cores Grafite e Figo.
Assim como no Paperwhite Signature Edition, a versão mais cara oferece ajuste automático da luz frontal, toque duplo para troca de página e suporte à nova base de carregamento por pinos de contato.
Kindle ganha controle para virar páginas
A Amazon também apresentou novos acessórios para a família. Entre eles está o Kindle Click, um pequeno controle Bluetooth que permite virar páginas à distância e funciona tanto com os lançamentos quanto com modelos apresentados a partir de 2024.
Outra novidade é uma capa com botões físicos para troca de páginas, destinada aos modelos Paperwhite Signature Edition e Colorsoft Signature Edition. A empresa também prepara uma base que mantém esses dois aparelhos em pé enquanto recarrega a bateria pelos pinos de contato.
Os novos acessórios ainda não tiveram preços divulgados para o Brasil.
Quanto custam os novos Kindle no Brasil?
Os dois modelos do Kindle básico já estão em pré-venda. A versão de 16 GB começa a ser entregue em 10 de novembro, enquanto a opção de 32 GB chega aos compradores a partir de 20 de novembro.
Modelo
Armazenamento
Preço
Kindle
16 GB
R$ 899
Kindle com acabamento em alumínio
32 GB
R$ 999
Kindle Paperwhite
16 GB
R$ 1.149
Kindle Paperwhite Signature Edition
32 GB
R$ 1.349
Kindle Colorsoft
16 GB
R$ 1.499
Kindle Colorsoft Signature Edition
32 GB
R$ 1.749
Já os novos Paperwhite e Colorsoft ainda não têm data de entrega divulgada. A Amazon abriu apenas o cadastro para consumidores interessados em receber um aviso quando os modelos estiverem disponíveis.
O Google Japão apresentou nesta quinta-feira (1º) mais um de seus teclados experimentais e, desta vez, decidiu inverter a lógica da digitação. Chamado de Rotating Gboard Keyboard, o projeto coloca as teclas em uma espécie de esteira para que cada letra vá até o dedo do usuário.
A ideia é simples e, ao mesmo tempo, bastante absurda. Em um teclado comum, os dedos precisam percorrer as teclas até encontrar cada letra. No novo conceito do Google, basta manter a mão parada e esperar a opção desejada aparecer na sua frente.
A própria empresa brinca que os teclados convencionais ficaram "normais demais" e trata a mudança como uma espécie de "revolução copernicana" da digitação.
Teclado do Google funciona como uma esteira
O Rotating Gboard Keyboard distribui suas teclas sobre uma estrutura que gira continuamente. Portanto, se o usuário quiser digitar a letra "A", por exemplo, não precisa levar o dedo até ela: basta esperar que o "A" complete seu percurso até chegar à posição correta.
Cada esteira conta com 29 teclas e aceita letras maiúsculas e minúsculas. A proposta também favorece a digitação com apenas uma mão ou até mesmo com um único dedo, já que praticamente todo o trabalho de deslocamento fica por conta do próprio teclado.
Quem achar que uma mão parada é pouco ainda pode montar uma segunda unidade. Nesse caso, cada mão fica responsável por uma esteira diferente, o que deve tornar a experiência um pouco menos demorada e muito mais estranha.
Naturalmente, o projeto não tem a pretensão de substituir teclados convencionais no escritório. Ele faz parte da tradição de conceitos experimentais desenvolvidos pela equipe japonesa do Gboard. Veja como o periférico bizarro funciona:
Google Japão tem tradição de criar teclados bizarros
O Google Japão aproveita o dia 1º de outubro para apresentar projetos inusitados de teclado desde 2021. A escolha da data também faz parte da brincadeira: no formato mês/dia, 10/1 pode ser lido como "101", em referência aos tradicionais teclados de 101 teclas.
A iniciativa substituiu, de certa forma, as antigas brincadeiras de 1º de abril feitas pela empresa. Desde então, a divisão japonesa passou a reservar outubro para mostrar ideias pouco convencionais relacionadas ao Gboard.
O modelo rotativo deste ano mantém essa tradição e talvez seja um dos mais excêntricos já apresentados. Em vez de tentar reduzir o número de teclas, mudar o formato ou reinventar a disposição das letras, a equipe resolveu simplesmente colocar tudo em movimento.
Dá para montar o teclado em casa
Como costuma acontecer com esses experimentos, o Google não pretende vender o Rotating Gboard Keyboard. Isso não significa, porém, que ele ficará restrito aos escritórios da empresa.
O projeto foi disponibilizado como open source, o que permite que qualquer pessoa construa sua própria versão. Para isso, é claro, será preciso ter os componentes necessários, algum conhecimento técnico, bastante paciência e uma disposição considerável para transformar a tarefa de digitar em um pequeno passeio de esteira.
A Huawei apresentou a nova linha Mate 90 com mudanças importantes em câmeras, desempenho e conectividade. O principal destaque fica para o Mate 90 Pro Max Collector's Edition, que aceita uma câmera externa com zoom óptico contínuo de 10x e transforma o celular em um sistema fotográfico modular.
A série também estreia a tecnologia Quad-SIM Triple-Standby, com suporte para até quatro chips entre SIM físico e eSIM e três linhas disponíveis simultaneamente em standby. O catálogo inclui Mate 90, Mate 90 Pro, Mate 90 Pro Max, Pro Max Collector's Edition e o Mate 90 RS Ultimate Design.
Mate 90 ganha câmera externa com zoom óptico de 10x
A grande novidade da geração é o Huawei Ruiying Z10, um módulo de câmera que pode ser acoplado ao Mate 90 Pro Max Collector's Edition pelo sistema HyperClick.
O acessório tem câmera própria Red Maple de terceira geração e cobre distâncias focais equivalentes de 24 mm a 240 mm. Na prática, isso entrega zoom óptico contínuo de 10x, com abertura máxima variável entre f/2.0 e f/4.5.
A Huawei também oferece perfis de cores inspirados em câmeras clássicas e suporte para filtros externos. A proposta é aproximar o celular de uma câmera dedicada sem depender apenas das lentes e sensores instalados no aparelho.
Vale destacar que o Ruiying Z10 não acompanha toda a linha Mate 90, e a compatibilidade foi anunciada para a edição Collector's Edition do Mate 90 Pro Max.
Câmeras chegam a 200 MP no Mate 90 Pro Max
Mesmo sem o módulo externo, a Huawei trouxe mudanças importantes para as câmeras da família. Toda a série usa a terceira geração da tecnologia Red Maple Primary Color, que promete uma precisão de cores 37% maior.
O Mate 90 básico tem câmera principal RYYB de 50 MP, sensor de 1/1,56 polegada e abertura variável contínua entre f/1.4 e f/4.0. O conjunto ainda inclui telefoto de 50 MP com zoom óptico de 4x e ultrawide de 40 MP.
Já o Mate 90 Pro aumenta o sensor principal para 1/1,28 polegada e mantém a resolução de 50 MP e a abertura variável. A telefoto também tem 50 MP, mas adiciona recursos para fotografia macro.
O Mate 90 Pro Max vai além. A principal de 50 MP traz tecnologia LOFIC e alcance dinâmico anunciado de 18 EV, enquanto a telefoto sobe para 200 MP. O zoom óptico permanece em 4x, com opção de 8x em qualidade óptica.
Tela chega a 12.000 nits
O Mate 90 e o Mate 90 Pro têm telas planas de 6,75 polegadas, enquanto o Pro Max aumenta o tamanho para 6,9 polegadas. Todos os modelos contam com reconhecimento facial 3D por ToF.
Nos modelos Pro e Pro Max, a Huawei usa a segunda geração da tela Linglong, com arquitetura Tandem OLED de duas camadas. O painel trabalha em conjunto com o chip dedicado Zhuque e traz otimização de imagem por IA em nível de pixel.
Segundo a fabricante, o pico de brilho pode chegar a 12.000 nits. No Pro Max, o painel Full-Color Linglong ainda oferece suporte à gama de cores BT.2020.
A proteção também recebeu atenção especial. Toda a família usa a terceira geração do Kunlun Glass e conta com certificações IP68 e IP69. A Huawei afirma que os aparelhos resistem a imersões de até 6 metros, além de jatos de água sob alta pressão e temperatura.
Novos chips Kirin equipam toda a linha
A Huawei dividiu a família Mate 90 entre diferentes versões dos novos chipsets Kirin, que passam a adotar a designação τ (tau).
O Mate 90 usa o Kirin 9030 Flagship τ. Segundo números da própria Huawei, ele tem CPU 13% mais rápida, GPU 54% superior e NPU 13% mais potente que o Kirin 9020.
O Mate 90 Pro sobe para o Kirin 9035 Flagship τ, com ganhos anunciados de 11% em CPU, 10% em GPU e 51% em NPU sobre o Kirin 9030.
Já o Mate 90 Pro Max usa o Kirin 9050 Pro Logic Folding τ. A Huawei destaca uma densidade de 238 milhões de transistores por mm², 28% acima da geração anterior. A versão do Pro Max com 12 GB de RAM, porém, traz o Kirin 9050 sem o sufixo Pro.
Huawei permite usar até quatro chips
Outro diferencial do Mate 90 Pro Max é o chamado Quad-SIM Triple-Standby. A tecnologia aceita quatro chips entre opções físicas e eSIM e mantém até três linhas em standby ao mesmo tempo.
A Huawei também adicionou uma antena que combina conexões Wi-Fi e celular, além de um sistema de comunicação colaborativa entre vários dispositivos e um novo modo voltado para atividades ao ar livre.
No Pro Max, a bateria chega a 6.800 mAh. O aparelho ainda traz uma tecnologia para chamadas mais discretas, com estrutura de áudio de triplo diafragma criada para reduzir o vazamento do som durante conversas.
HarmonyOS 7 traz mais recursos de IA
A família estreia com o HarmonyOS 7 e amplia a presença da assistente Xiaoyi. Entre os recursos estão um assistente para anotações, ferramentas inteligentes na galeria e o Air Transfer, que permite transferir conteúdos por gestos.
O sistema também recebeu melhorias no Huawei Share, transferência remota de fotografias e comunicação entre aparelhos com sistemas diferentes.
Na segurança, a Huawei adicionou detecção de páginas maliciosas e identificação de chamadas redirecionadas do exterior.
Mate 90 RS Ultimate Design aposta em titânio
No topo da família está o Huawei Mate 90 RS Ultimate Design. A versão tem visual próprio, com acabamento inspirado em diamante, microtextura em relevo e estrutura unibody feita em titânio polido.
O aparelho herda grande parte do hardware do Pro Max Collector's Edition, como o Kirin 9050 Pro, as câmeras avançadas, o Quad-SIM Triple-Standby e a compatibilidade com o Ruiying Z10.
O RS também oferece comunicação via satélite Tiantong e mensagens por Beidou. A Huawei retirou a opção de 20 GB de RAM disponível na geração anterior, mas agora oferece armazenamento de até 2 TB.
Preços da linha Huawei Mate 90
O Huawei Mate 90 parte de ¥ 5.999, cerca de R$ 4.633 em conversão direta. O modelo mais caro da família chega a ¥ 18.999, aproximadamente R$ 14.672. Até o momento não há informações sobre a estreia fora da China. Veja os preços locais de cada variante:
A Xiaomi anunciou o Door and Window Sensor 3, novo sensor inteligente capaz de identificar quando portas, janelas, gavetas ou armários são abertos e fechados. O acessório estreia na China por ¥ 44, cerca de R$ 34 em conversão direta, por meio de uma campanha de financiamento coletivo.
Além de mostrar o estado do local monitorado em tempo real, o dispositivo mantém um histórico de uso. Assim, é possível saber quantas vezes uma gaveta foi aberta durante o dia ou por quanto tempo uma porta permaneceu aberta, por exemplo.
Sensor registra abertura de portas e gavetas
O Xiaomi Door and Window Sensor 3 mantém o formato compacto característico da categoria. A ideia é instalar uma parte do dispositivo na superfície móvel e outra na estrutura fixa para que o sistema reconheça quando há abertura ou fechamento.
O acessório pode ser colocado em portas e janelas, mas também funciona em gavetas, armários, caixas organizadoras e outros locais com espaço suficiente para a instalação.
A Xiaomi ainda adicionou marcações no próprio corpo do sensor para ajudar no alinhamento entre a unidade principal e o ímã. Isso reduz a chance de erros de instalação que poderiam causar registros incorretos.
No aplicativo Mi Home, o usuário consegue consultar o estado atual do sensor, acessar o histórico de eventos e receber alertas caso alguma situação configurada como anormal seja identificada.
Bateria pode durar até três anos
Uma das principais mudanças da terceira geração está no componente responsável por detectar a abertura. A Xiaomi deixou de lado o sensor Hall usado no Door and Window Sensor 2 e adotou um sensor de magnetorresistência túnel.
Segundo a fabricante, a nova tecnologia responde mais rapidamente e consome menos energia. O resultado aparece principalmente na autonomia.
O dispositivo usa uma bateria do tipo CR2032 e promete até três anos de duração em condições típicas de uso. É um avanço considerável sobre a geração anterior, cuja estimativa era de aproximadamente um ano.
Por outro lado, a Xiaomi removeu o sensor de luminosidade presente no Door and Window Sensor 2. Desta vez, a prioridade ficou para a autonomia e para o monitoramento de abertura e fechamento.
Sensor pode automatizar a casa
O novo dispositivo também pode fazer parte de automações no ecossistema da Xiaomi. Uma rotina pode, por exemplo, acender as luzes quando uma porta for aberta ou desligar o ar-condicionado caso uma janela fique aberta.
Também é possível configurar lembretes para fechar janelas em determinadas condições, como períodos de chuva ou umidade elevada. As rotinas precisam ser configuradas manualmente no Mi Home e dependem de outros dispositivos inteligentes compatíveis.
Para acessar o sensor à distância pelo aplicativo, é necessário ter em casa um equipamento compatível com gateway Bluetooth Mesh. A integração com outros aparelhos da marca ocorre pela plataforma Surge Intelligent Connect.
Preço e disponibilidade
O Xiaomi Door and Window Sensor 3 entra em financiamento coletivo na China em 12 de outubro, às 10h no horário local, por ¥ 44, aproximadamente R$ 34.
Após a campanha, o preço sugerido sobe para ¥ 49, cerca de R$ 38 em conversão direta. A Xiaomi ainda não divulgou planos para comercializar o novo sensor em outros mercados.
O Wi-Fi 8 já começou a ser testado no Brasil e promete melhorar principalmente a estabilidade da internet dentro de casa. A Qualcomm e a TIM realizaram uma demonstração da nova tecnologia no TIM Lab, laboratório da operadora no Rio de Janeiro.
Ainda em desenvolvimento, o novo padrão é baseado na especificação IEEE 802.11bn e segue uma proposta diferente das gerações anteriores. Em vez de priorizar apenas velocidades maiores, o Wi-Fi 8 concentra esforços em tornar a conexão mais confiável, especialmente em casas com muitos aparelhos conectados.
Wi-Fi 8 quer acabar com conexão instável dentro de casa
A principal proposta do Wi-Fi 8 é a chamada Ultra High Reliability, ou Ultra Alta Confiabilidade. Na prática, o padrão deve melhorar a cobertura dentro da residência, reduzir interferências entre dispositivos e aproveitar melhor o espectro disponível.
Esses avanços também podem diminuir a latência em atividades mais sensíveis a atrasos, como jogos online, videoconferências e streaming. Redes mesh também devem se beneficiar, com uma comunicação mais eficiente entre os diferentes pontos de acesso instalados pela casa.
Outra promessa é melhorar a eficiência energética dos aparelhos conectados. Isso ganha importância com o aumento do número de dispositivos de casa inteligente ligados à mesma rede, como câmeras, TVs, lâmpadas, fechaduras e eletrodomésticos.
Roteador combina Wi-Fi 8, fibra e inteligência artificial
Na demonstração feita no Brasil, Qualcomm e TIM utilizaram um HGU, nome dado ao equipamento que concentra as funções de modem e roteador residencial, equipado com as plataformas Dragonwing F8 ou Dragonwing FiberPro A8 Elite, da Qualcomm.
O equipamento reúne Wi-Fi 8, XGS-PON e inteligência artificial em uma mesma arquitetura. A tecnologia XGS-PON é utilizada em redes de fibra óptica e suporta conexões de alta velocidade tanto para download quanto para upload.
Outro ponto importante é a compatibilidade com Wi-Fi 7 e gerações anteriores. Isso significa que a chegada do Wi-Fi 8 não exige a troca imediata de todos os dispositivos da casa. Celulares, TVs, notebooks e outros aparelhos mais antigos ainda poderão se conectar normalmente, enquanto produtos compatíveis com o novo padrão poderão aproveitar seus recursos mais avançados.
Entre os recursos demonstrados também está o Dynamic Subband Operation, ou DSO. A tecnologia busca distribuir melhor os recursos de rádio da rede. A Qualcomm ainda trabalha em uma versão própria chamada DSO Pro, que adiciona algoritmos e otimizações de software ao recurso previsto no padrão.
A empresa também apresentou a plataforma Security and Management, ou SAM, voltada à segurança da rede doméstica. O sistema reúne funções para monitorar os dispositivos conectados, controlar acessos e ampliar a proteção da rede.
Quando o Wi-Fi 8 chega ao Brasil?
Apesar dos testes, a TIM ainda não anunciou uma oferta comercial com Wi-Fi 8. A operadora destaca que a demonstração serve, neste momento, para estudar a tecnologia e entender como os novos recursos podem ser aplicados às redes residenciais.
Qualcomm e TIM avaliam agora testes em ambientes reais, com diferentes cenários de uso. A chegada comercial do Wi-Fi 8 é esperada apenas para os próximos anos e ainda depende do avanço da padronização, além da disponibilidade de roteadores, celulares, computadores e outros dispositivos compatíveis.
A JBL ampliou sua linha de produtos infantis no Brasil com o lançamento do JBL Junior Free, seu primeiro fone sem fio open-ear desenvolvido especificamente para crianças. O modelo não bloqueia o canal auditivo e ainda limita automaticamente o volume a 85 dB.
A proposta é permitir que a criança ouça músicas, assista a vídeos ou participe de aulas sem perder completamente a percepção do ambiente ao redor. O Junior Free chega ao mercado brasileiro por R$ 349, nas cores verde-água e pêssego.
Fone da JBL deixa os ouvidos livres
O principal destaque do JBL Junior Free é a tecnologia JBL OpenSound. Diferente de um fone intra-auricular tradicional, o acessório não entra no canal auditivo nem cria uma vedação completa.
O áudio fica direcionado para os ouvidos, mas a criança ainda consegue escutar pessoas próximas e outros sons do ambiente. Isso pode ser especialmente útil em situações nas quais a percepção externa é importante.
A JBL também inclui o recurso Safe Sound, que impede que o volume ultrapasse os 85 dB. Os pais ainda podem definir um limite abaixo desse patamar pelo aplicativo JBL Headphones.
O app também permite estabelecer um tempo máximo diário de uso e consultar dados sobre os hábitos de escuta da criança. Há informações sobre tempo e volume em uso, além de relatórios diários e semanais.
Para evitar que essas configurações sejam alteradas pela própria criança, os controles parentais podem ser protegidos por um código PIN.
Design foi adaptado para crianças
A estrutura do JBL Junior Free combina silicone macio com um arco de pescoço e uma armação de metal com memória de titânio. Segundo a JBL, a construção busca oferecer flexibilidade e estabilidade durante o uso.
O fone pesa apenas 24,6 gramas e conta com botões físicos maiores, que facilitam a identificação dos comandos pelas crianças.
A embalagem também dispensa plástico e pode ser reaproveitada como suporte para outros dispositivos. O kit ainda acompanha adesivos para personalizar o visual do fone.
O Junior Free possui microfone integrado para chamadas, o que também permite seu uso em conversas com familiares, amigos ou professores.
Bateria dura até 10 horas
A JBL promete até 10 horas de reprodução de músicas com uma única carga. Para chamadas, a autonomia estimada cai para até oito horas.
O carregamento completo leva aproximadamente duas horas por USB-C. Já o recurso Speed Charge promete até três horas extras de reprodução após apenas 10 minutos conectado à tomada.
O fone usa Bluetooth e também oferece conexão Multi-Point, que permite manter o acessório conectado a mais de um dispositivo compatível.
Preço e disponibilidade
O JBL Junior Free chega ao Brasil em setembro pelo preço sugerido de R$ 349. O modelo será vendido nas cores verde-água e pêssego.
A Apple já trabalha em uma nova geração do Vision Pro com o objetivo de reduzir um dos principais incômodos do headset atual: o peso sobre o rosto. No entanto, a mudança pode ser mais profunda do que uma simples troca de materiais, já que a empresa avalia até abandonar o formato atual em favor de um aparelho com processamento externo.
Segundo informações da Bloomberg, o projeto é conhecido internamente pelo codinome N224 e ainda está nos estágios iniciais de desenvolvimento. A expectativa é que o novo Vision Pro chegue ao mercado entre o final de 2028 e o começo de 2029.
O N224 sucede uma iniciativa anterior, chamada N100, que teria dado origem a uma espécie de "Vision Air". Esse modelo teria construção mais leve e preço reduzido, mas a Apple desistiu do projeto no ano passado.
Desta vez, a prioridade parece ser diferente. O N224 não precisa necessariamente ser um Vision Pro barato, mas deve tentar reduzir o tamanho e o peso sem abrir mão da experiência de um produto topo de linha. Ainda assim, há possibilidade de que o preço fique abaixo do cobrado pela geração atual.
Apple testa quatro caminhos para o novo Vision Pro
A Apple ainda não decidiu como será o aparelho e trabalha com quatro conceitos diferentes. Uma das propostas mais ousadas separa parte dos componentes do headset e os transfere para um pequeno módulo externo.
O Vision Pro atual já usa uma bateria conectada por cabo, mas a nova abordagem iria além e também colocaria o processamento nesse módulo. Com menos componentes dentro do headset, seria possível aliviar justamente o peso sustentado pela cabeça do usuário.
A ideia lembra a estratégia adotada pela Meta em seus novos óculos de realidade virtual. Para a Apple, porém, esse caminho ainda exigiria avanços em eficiência energética e controle térmico para que o módulo externo não se torne grande ou quente demais.
A proposta também não é consenso dentro da companhia. Parte dos executivos prefere manter um formato "all-in-one", com o processamento integrado ao próprio headset.
Formato atual ainda pode sobreviver
Outra possibilidade em estudo mantém o desenho oval característico do Vision Pro. Nesse caso, a Apple tenta diminuir o peso principalmente por meio dos materiais usados na construção.
Entre as opções avaliadas estão plástico, titânio e outros metais mais leves. A estratégia permitiria preservar boa parte do conceito atual, mas com mudanças suficientes para tornar o dispositivo mais confortável em sessões prolongadas.
A evolução dos chips da própria Apple também pode ajudar nessa tarefa. A expectativa é que processadores futuros, como um eventual A20 Pro, tenham potência suficiente para executar o visionOS com desempenho superior ao M5 atual, mas com menor consumo de energia e sem necessidade de refrigeração ativa.
Como o lançamento ainda está distante, nenhum dos quatro conceitos está definido como versão final. O N224 pode, portanto, resultar tanto em um Vision Pro parecido com o atual quanto em um produto bastante diferente, com parte de seu hardware transferida para um módulo externo.
Eu passei cerca de duas semanas com o Kindle Scribe de 3ª geração, e terminei o teste com uma impressão diferente da que tinha no começo. Eu esperava encontrar um Kindle enorme que também aceitava caneta. Na prática, foi a escrita que mais me convenceu.
Aqui, eu preciso ser honesto: na verdade, não é a primeira vez que tenho contato com um Kindle Scribe. Eu já testei, há alguns anos, o modelo de primeira geração. Mas confesso que, após tanto tempo, não lembro exatamente qual foi a sensação que senti durante os primeiros usos.
Mas, voltando: o Scribe funciona muito bem como leitor, principalmente para PDFs, quadrinhos e documentos, mas perde uma característica que considero essencial em um Kindle: a facilidade de sacar o aparelho em qualquer lugar e começar a ler. Em compensação, ele foi tão competente como caderno digital que eu o adicionaria facilmente a minha rotina.
Pontos positivos
Pontos negativos
Excelente experiência de escrita
Tamanho prejudica o uso fora de casa
Premium Pen rápida e sem bateria
Peso incomoda sem apoio
Rejeição de palma
Ergonomia poderia ser melhor
Integração com Google Drive
Preço alto para o público geral
Muito bom para PDFs e documentos
Organização eficiente dos cadernos
Recursos de IA úteis
Ótimo conforto visual
Bateria de longa duração
Notas do Kindle Scribe 3
Categoria
Nota
Tela
5
Escrita
5,0
Leitura
4,0
Desempenho
5
Bateria
5,0
Design e ergonomia
4,0
Recursos e integrações
5,0
Custo-benefício
3,5
Nota final
4,6
Para quem é o Kindle Scribe 3?
O Kindle Scribe 3 faz mais sentido para quem não quer apenas ler. Estudantes, pessoas que fazem muitas anotações, profissionais que trabalham com documentos e quem prefere escrever à mão aproveitam melhor o que ele oferece.
Durante o teste, usei o Scribe para reuniões, lembretes, ideias, documentos e até para escrever histórias. Em nenhum desses momentos senti vontade de trocar o aparelho por um caderno de papel. Essa é uma diferença importante, porque eu gosto de escrever à mão, embora nem sempre consiga encaixar o hábito na rotina.
Para estudantes, a proposta fica ainda mais interessante. Um único aparelho pode concentrar diferentes cadernos, PDFs e materiais de estudo, com pastas para separar matérias. A tela E Ink também permite passar bastante tempo sobre textos e anotações sem o desconforto visual que sinto após horas diante de uma tela convencional.
Já quem quer apenas ler livros não precisa gastar tanto. Kindle e Kindle Paperwhite são menores, mais leves e muito mais convenientes para leitura fora de casa. No meu caso, mesmo com o Scribe, eu ainda gostaria de ter um Kindle menor para usar no transporte público.
Quanto vale a pena pagar no Kindle Scribe 3?
O Kindle Scribe 3 de 32 GB que testei chegou ao Brasil por R$ 2.999. Não acho um preço incompatível com o que o aparelho entrega, mas é um valor alto para um dispositivo tão específico.
Minha faixa ideal seria de R$ 2.500 para o Scribe de 32 GB, enquanto o modelo de 16 GB faria mais sentido por aproximadamente R$ 2.000. Já o Scribe Colorsoft, com 64 GB, ficaria mais atraente perto de R$ 3.500.
Modelo
Preço oficial de lançamento
Quanto eu pagaria
Kindle Scribe 16 GB sem iluminação frontal
R$ 2.499
R$ 2.000
Kindle Scribe 32 GB com iluminação frontal
R$ 2.999
R$ 2.500
Kindle Scribe Colorsoft 64 GB
R$ 3.899
R$ 3.500
O problema aparece principalmente para quem lê muito fora de casa. Nesse cenário, o conjunto ideal pode acabar composto por um Scribe para casa, estudo ou trabalho e um Kindle menor para mobilidade. Somados, os dois representam um investimento considerável.
Também existe a concorrência dos tablets. O Galaxy Tab S10 FE, por exemplo, tem tela de 10,9 polegadas, S Pen inclusa e Android completo. No momento desta análise, o modelo Wi-Fi de 128 GB aparece no varejo perto de R$ 2.650 a R$ 2.750 no Pix, praticamente na mesma faixa de preço que eu considero ideal para o Scribe de 32 GB.
A questão, portanto, não é somente qual faz mais coisas. É o que você pretende fazer com o aparelho.
Vale a pena comprar o Kindle Scribe?
Sim, se a escrita realmente fizer parte da sua rotina. Para quem só quer ler livros, não.
Esse foi o ponto que mais mudou minha percepção ao longo das duas semanas. O Scribe não me conquistou por ser um Kindle maior. Na verdade, o tamanho é justamente uma das coisas que mais me incomodam nele.
Foi o caderno digital que me convenceu.
A experiência da Premium Pen é excelente, os cadernos são bem organizados, a rejeição de palma funciona, a tela é confortável e a integração com Google Drive resolve um problema que eu imaginava encontrar antes mesmo de começar o teste.
Ainda mudaria a ergonomia. As bordas não oferecem uma área especialmente confortável para segurar, e um relevo traseiro ou algum tipo de apoio inspirado no antigo Kindle Oasis poderia deixar o uso suspenso mais seguro.
Sobre uma mesa, porém, ele funciona muito bem. Os quatro pequenos apoios emborrachados da traseira ajudam a manter o aparelho firme, e transforma esse o meu cenário preferido para sessões longas de escrita.
E talvez esse seja o melhor resumo do Kindle Scribe 3. Eu não compraria um para substituir meu Kindle convencional, mas consigo imaginar perfeitamente os dois convivendo.
Depois do review, continuaria com o Scribe por perto. Talvez até usasse mais do que imaginei antes do teste, justamente porque ele não serve apenas para substituir algo que eu já fazia. Ele me deu vontade de voltar a escrever à mão.
O Kindle Scribe de 3ª geração chegou ao Brasil em 2026. A Amazon abriu a pré-venda da linha em 12 de maio, e os aparelhos passaram a ficar disponíveis no país em junho.
Foi também a primeira vez que a família Scribe recebeu distribuição oficial no mercado brasileiro. A linha estreou por aqui em três versões: Scribe de 16 GB sem iluminação frontal, Scribe de 32 GB com iluminação e Scribe Colorsoft de 64 GB.
A geração tem tela de 11 polegadas e corpo de apenas 5,4 mm. A Amazon informa peso na casa dos 400 gramas e também cita uma resposta até 40% mais rápida em relação às gerações anteriores, que não tiveram venda oficial no Brasil.
Para que serve o Kindle Scribe?
O Kindle Scribe combina leitor digital, caderno eletrônico e ferramenta para documentos no mesmo aparelho. Ele acessa a biblioteca normal do Kindle, mas também permite criar cadernos, escrever com a Premium Pen, fazer anotações e trabalhar com PDFs e outros arquivos.
Foi só durante o uso que percebi o quanto essa combinação muda a proposta. O Scribe não parece simplesmente um Kindle esticado para 11 polegadas. Boa parte da experiência gira em torno da escrita e do chamado “Espaço de trabalho”, área dedicada para a experiência de escrita.
Também dá para importar arquivos pelo Google Drive, fazer alterações no Scribe e devolvê-los para a nuvem. Foi uma das funções que mais ampliaram o que consegui fazer com o aparelho.
É confortável ler no Kindle Scribe 3?
Depende de onde você pretende ler. Em casa, o Kindle Scribe é ótimo. Fora dela, eu prefiro um Kindle menor.
No sofá, em uma poltrona ou na cama, a tela grande é agradável e oferece bastante espaço para o texto. O problema surge quando preciso sustentar o aparelho por bastante tempo. O tamanho e os cerca de 400 gramas começam a cobrar seu preço.
Até na cama existe um detalhe prático: esse definitivamente não é o Kindle que eu gostaria de deixar cair no rosto depois de dormir no meio de um capítulo.
Fora de casa, a diferença fica mais clara. Eu costumo ler no transporte público e não consigo me imaginar no meio de um trem cheio com o Scribe na mão. Sentado ele funciona, mas ainda exige mais espaço e atenção que um Kindle convencional.
Curiosamente, o aparelho é fácil de transportar. Ele é bastante fino e entra sem problema no compartimento de notebook da mochila. Então há uma distinção importante: levar o Scribe de um lugar para outro é simples. Usá-lo suspenso por muito tempo não é.
PDFs e quadrinhos mudam a história
Com PDFs, documentos e quadrinhos, a tela de 11 polegadas passa de problema a vantagem.
Imagens, gráficos e elementos da página aparecem maiores, e há muito menos necessidade de zoom. Para esse tipo de conteúdo, prefiro claramente o Scribe a um Kindle convencional.
A iluminação frontal também ajuda. Em ambientes claros, ela pode ficar completamente desligada. À noite, porém, considero um recurso importante, principalmente porque o aparelho também serve para leitura na cama ou para uma anotação rápida no escuro.
Neste aspecto, o modelo de 16 GB, que não tem iluminação, deixa a desejar.
O Kindle Scribe substitui um caderno?
Para mim, sim. Durante as duas semanas de teste, não encontrei uma situação em que estivesse com o Scribe e pensasse que seria melhor buscar papel.
A sensação da Premium Pen não é exatamente igual à de uma caneta sobre uma folha. Ela fica em algum lugar entre o vidro e o papel. Existe mais atrito e naturalidade que em um tablet convencional, mas sem reproduzir toda a aspereza do papel.
Essa combinação funcionou muito bem para mim. O Scribe oferece a sensação de escrever à mão, mas mantém algumas conveniências do mundo digital.
É possível selecionar algo que já foi escrito, mover para outro ponto da página ou alterar o tamanho. Também dá para reorganizar páginas, movê-las entre cadernos, criar cópias ou até trocar o template depois.
Um erro de organização deixa de significar borracha, rabisco ou uma página refeita.
A seção Espaço de trabalho permite criar pastas e vários cadernos. Há modelos tradicionais, páginas pontilhadas, listas, agendas, listas numeradas e opções de tarefas, entre outros formatos.
Dá para escrever e fazer anotações nos livros no Kindle Scribe?
Sim, mas o comportamento muda entre livros Kindle e documentos.
Em um PDF ou outro documento compatível, a experiência é bastante livre. Posso escrever diretamente sobre a página, circular alguma coisa, sublinhar, riscar, desenhar ou assinar um arquivo.
Nos e-books comprados na Amazon, o Scribe preserva a diagramação. Uma anotação manuscrita no meio do livro ganha um espaço próprio e o texto se reorganiza ao redor dela.
Não considerei isso uma limitação. Faz sentido evitar que um rabisco interfira diretamente na estrutura de um livro digital, principalmente porque tamanho da fonte, margens e paginação podem mudar.
Como é escrever com a Premium Pen?
A experiência é rápida e muito natural para uma tela E Ink. Não percebi atraso entre o movimento da caneta e o aparecimento do traço.
A rejeição de palma também funciona muito bem. Posso apoiar a mão sobre a tela como faria em uma folha sem que o contato crie riscos ou interrompa a escrita.
A Premium Pen oferece diferentes tipos de caneta e lápis, espessuras, marca-texto e borracha. Ela não precisa de bateria, carga ou conexão Bluetooth. Basta encostar a ponta na tela e escrever.
Na extremidade oposta há uma borracha física. Para correções comuns, basta virar a caneta e apagar. Quando preciso remover somente uma letra ou um detalhe muito pequeno, prefiro selecionar a borracha pelo sistema e reduzir a espessura.
O botão lateral também pode receber um atalho para ferramentas específicas. Usei pouco durante o teste, mas ele pode ser útil para quem alterna com frequência entre caneta, lápis, marca-texto e borracha.
A caneta fica presa magneticamente na lateral do Scribe, abaixo do botão de energia. O encaixe transmite segurança suficiente para o uso cotidiano e não me passou a impressão de que ela soltaria a qualquer momento.
O Kindle permite desenhar?
Sim. O Kindle Scribe permite usar a Premium Pen para desenhos e oferece diferentes ferramentas e espessuras.
Não tenho habilidade suficiente para avaliar o aparelho como ferramenta profissional de ilustração. Um colega fez um desenho simples durante o teste e o resultado ficou muito bom, mas isso não basta para afirmar que o Scribe substitui um tablet voltado a artistas ou uma mesa digitalizadora.
Para desenhos casuais, rascunhos e diagramas, porém, ele funciona muito bem.
Os recursos de IA do Kindle Scribe são úteis?
Sim, principalmente para quem acumula bastante conteúdo manuscrito. Os recursos que testei funcionaram melhor do que eu esperava.
Em um dos testes, escrevi à mão um texto narrativo relativamente longo e pedi um resumo. O sistema conseguiu interpretar minha letra e condensar o conteúdo em poucas frases coerentes.
Também usei um caderno que misturava português e inglês. A IA entendeu os dois idiomas e entregou todo o resumo em português.
Outro recurso refina a caligrafia. Um detalhe que gostei é que o sistema não apaga o manuscrito original. A versão processada entra no começo ou no fim do caderno e mantém intacto o que foi escrito à mão.
Como utilizar o Kindle Scribe?
O uso se divide basicamente entre biblioteca Kindle e Espaço de trabalho. A primeira concentra livros e conteúdos tradicionais do ecossistema da Amazon. A segunda reúne cadernos, documentos e materiais voltados à escrita.
A interface é intuitiva e não exige um período longo de adaptação. Nos primeiros usos, o próprio sistema apresenta a integração com Google Drive, recurso que considero essencial para aproveitar tudo que o Scribe pode fazer.
Um dos melhores exemplos apareceu durante meu teste. Recebi, pelo WhatsApp, um documento que precisava assinar. Sallvei no Drive, abri no Scribe, usei a Premium Pen para a assinatura e mandei o arquivo de volta para a nuvem para ser compartilhada de volta pelo mensageiro. Todo o processo levou menos de três minutos.
Foi nesse momento que o Scribe deixou de parecer um aparelho isolado. Ele não possui WhatsApp, Gmail ou uma loja de aplicativos como um tablet, mas os documentos não precisam ficar presos a ele.
O Kindle Scribe funciona sem internet?
Sim. Livros que já estão baixados continuam disponíveis normalmente, e os cadernos também funcionam offline.
A conexão é necessária para baixar novos conteúdos, acessar serviços online, sincronizar alterações e transferir arquivos pela nuvem.
Kindle Scribe é bom para estudar e trabalhar?
Sim, mas vejo mais potencial para estudo do que para trabalho.
Para estudantes, é fácil imaginar o Scribe no lugar de vários cadernos. Dá para separar matérias em pastas, criar um caderno para cada disciplina, guardar PDFs e escrever por bastante tempo sem ficar diante de uma tela LCD ou OLED.
Outro benefício é justamente o que o Scribe não possui. Não há redes sociais, vídeos, jogos ou dezenas de aplicativos prontos para disputar sua atenção.
Não testei o aparelho em uma rotina acadêmica, então essa conclusão parte das funcionalidades e da experiência que tive com leitura e escrita, não de semanas dentro de uma sala de aula.
No trabalho, usei o Scribe em reuniões, lembretes, anotações e documentos. Ele poderia continuar na minha rotina profissional, embora eu não o considere essencial.
Para quem já prefere manuscrever durante reuniões ou passa bastante tempo com documentos, a utilidade tende a ser maior.
Qual é a melhor opção: Kindle Scribe ou tablet?
Se a prioridade for ler e escrever, eu escolheria o Kindle Scribe. Se você também quer aplicativos e multimídia, escolheria um tablet.
Essa comparação não pode se resumir à quantidade de funções. Evidentemente, um tablet com Android ou iPadOS faz muito mais coisas. A questão é se essas coisas fazem diferença para o seu uso.
Para mim, a tela E Ink pesa bastante. Consigo passar horas sobre textos e cadernos no Scribe sem sentir o mesmo cansaço visual que uma tela tradicional costuma provocar.
Também prefiro a sensação da Premium Pen à experiência que normalmente tenho com stylus sobre vidro. Há ainda a autonomia muito maior e a ausência de distrações.
O tablet ganha quando a rotina exige vídeos, navegador completo, redes sociais, aplicativos específicos, multitarefa mais avançada ou qualquer serviço que dependa de Android ou iPadOS.
Qual a diferença entre Kindle Scribe e tablet?
A principal diferença está na proposta. O Kindle Scribe é um dispositivo dedicado à leitura, escrita e documentos. Um tablet é um computador móvel de propósito geral.
O Scribe usa tela E Ink, que prioriza conforto visual e autonomia. Isso cobra um preço na resposta visual: animações e mudanças de tela não têm a mesma fluidez de um painel LCD ou OLED.
Mesmo assim, não considero o Scribe lento. Menus, páginas, cadernos e ferramentas responderam bem durante o teste, e a escrita não apresentou atraso perceptível.
Já um tablet como o Galaxy Tab S10 FE oferece Android, tela de 10,9 polegadas a 90 Hz, S Pen e acesso completo a aplicativos. A Samsung também inclui capa em algumas ofertas oficiais do modelo.
Então a escolha não é entre um produto completo e outro incompleto. São dispositivos feitos para prioridades diferentes.
Quais são as alternativas ao Kindle Scribe?
No Brasil, a principal alternativa prática está nos tablets com caneta, porque ainda não há uma oferta ampla de e-readers voltados à escrita com a mesma presença oficial da Amazon.
O Galaxy Tab S10 FE é o exemplo mais fácil. Ele saiu por R$ 4.199 no lançamento e hoje pode aparecer perto de R$ 2.700 em ofertas, faixa que o coloca diretamente contra o Kindle Scribe de 32 GB. No varejo consultado durante esta análise, encontrei unidades novas perto desse valor no pagamento à vista.
O tablet é mais versátil. Tem Android, aplicativos, vídeos, navegador, S Pen e maior liberdade para produtividade. O Scribe responde com tela E Ink, autonomia superior, foco e uma experiência de escrita que considero mais agradável.
Para quem quer um dispositivo exclusivamente para leitura e escrita, eu ficaria com o Scribe. Para quem precisa que o mesmo aparelho também faça todo o resto, o tablet tende a ser mais adequado.
Quais Kindle permitem escrever na tela?
Na linha vendida oficialmente no Brasil, os modelos Kindle Scribe são os Kindles feitos para escrita manuscrita com caneta.
A família atual inclui o Scribe de 16 GB sem iluminação frontal, o Scribe de 32 GB com luz frontal e o Scribe Colorsoft de 64 GB. Todos os modelos da linha chegaram ao país com uma caneta inclusa.
Outros Kindles possuem tela sensível ao toque para navegar pela interface, selecionar textos ou usar o teclado virtual, mas isso é diferente da proposta de escrita livre com caneta do Scribe.
O Kindle Scribe é colorido?
Depende da versão. Os Kindle Scribe de 16 GB e 32 GB possuem tela monocromática, enquanto o Kindle Scribe Colorsoft de 64 GB oferece exibição em cores.
O modelo que testei foi o Scribe de 32 GB, portanto minha experiência neste review se refere à tela em preto e branco.
Não considero isso um defeito. Para leitura de livros, escrita e documentos, o painel monocromático cumpre bem seu papel. Quem pretende ler muitos quadrinhos ou trabalha com materiais em que as cores carregam informação pode encontrar uma vantagem maior no Colorsoft.
Quem tem o Kindle Scribe precisa pagar livros?
Não necessariamente. O Scribe funciona como qualquer outro Kindle nesse aspecto.
É possível comprar e-books individualmente na loja da Amazon, enviar documentos próprios, acessar títulos gratuitos ou assinar o Kindle Unlimited. A compra do Scribe não transforma automaticamente todo o catálogo Kindle em gratuito.
O Kindle Unlimited custa atualmente R$ 24,90 por mês após o reajuste aplicado pela Amazon e dá acesso aos títulos participantes do catálogo enquanto a assinatura estiver ativa.
A linha Scribe também estreou no Brasil com três meses de Kindle Unlimited inclusos para clientes elegíveis.
Quanto tempo dura a bateria do Kindle Scribe?
A Amazon estima até 12 semanas de leitura ou até três semanas de escrita, de acordo com as condições usadas pela empresa.
Eu não consegui testar a bateria de forma completa, mas tive uma boa experiência.
Depois de aproximadamente duas semanas de uso, ele ainda estava com 19% de bateria. Nesse período, não precisei colocá-lo no carregador. No entanto, também o recebi com menos de 100% de carga.
Também não economizei recursos de propósito. Usei Wi-Fi, sincronização com Google Drive, transferência de documentos e escrevi bastante.
O Galaxy Z Fold 8 Ultra pode entregar mais de 5 horas extras de bateria em comparação com o Galaxy Z Fold 7, segundo nosso teste padronizado. Após quatro horas reproduzindo o mesmo vídeo no YouTube, o novo dobrável consumiu 23% da carga, contra 33% do antecessor.
Mantido o mesmo ritmo de consumo, o Fold 8 Ultra alcançaria cerca de 17h23 de reprodução, enquanto o Fold 7 ficaria em aproximadamente 12h07. É uma diferença de mais de cinco horas e, de longe, a evolução mais perceptível entre as duas gerações.
O restante da experiência mudou bem menos. Os dois dobráveis têm praticamente as mesmas dimensões e peso, além de oferecerem experiências muito próximas em desempenho, ergonomia, multitarefa e câmeras. A questão é se a bateria melhor justifica trocar um Fold 7 que já custa bem menos pelo novo Ultra.
A bateria é o componente que mais separa os dois dobráveis. O Fold 7 tem capacidade de 4.400 mAh, enquanto o Fold 8 Ultra sobe para 5.000 mAh. O aumento nominal é de aproximadamente 13,6%.
O carregamento também evoluiu. O Fold 7 aceita até 25 W pelo cabo. O Fold 8 Ultra chega a 45 W no carregamento com fio e 20 W no modo sem fio.
No teste padronizado, os dois aparelhos reproduziram o mesmo vídeo no YouTube por quatro horas, com a tela externa, a mesma resolução e sob condições equivalentes.
Teste de bateria
Galaxy Z Fold 7
Galaxy Z Fold 8 Ultra
Capacidade
4.400 mAh
5.000 mAh
Consumo em quatro horas
33%
23%
Estimativa de duração
12h07
17h23
O Fold 7 consumiu 33% da carga, contra apenas 23% do Fold 8 Ultra. São 10 pontos percentuais a menos sob exatamente a mesma carga de trabalho.
Caso o ritmo do teste permanecesse constante até o fim da bateria, o Fold 7 alcançaria cerca de 12 horas e 7 minutos de reprodução. O Fold 8 Ultra chegaria a aproximadamente 17 horas e 23 minutos.
Isso representa uma diferença estimada de 5 horas e 16 minutos a favor do modelo novo. Infelizmente, não conseguimos avaliar os dois aparelhos no dia a dia no mesmo cenário para confirmar como esses números se reproduzem na prática.
Design dos Fold 7 e Fold 8 Ultra é praticamente igual
O Galaxy Z Fold 7 e o Fold 8 Ultra são praticamente idênticos na mão. Os dois pesam 215 gramas e medem 158,4 x 72,8 x 8,9 mm quando fechados.
Aberto, o Fold 8 Ultra tem 4,1 mm de espessura, contra 4,2 mm do antecessor. A diferença de 0,1 mm não produz qualquer mudança perceptível na ergonomia.
A pegada, a sensação de peso, o transporte no bolso e o uso da tela externa são essencialmente iguais. Nem mesmo o nome “Ultra” se traduz em um corpo maior ou mais pesado nesta comparação.
Há, porém, uma pequena diferença quando os aparelhos são abertos. O Fold 7 passa a impressão de não alcançar exatamente os 180 graus, como se permanecesse fechado por um ângulo mínimo, de aproximadamente 1 grau ou menos.
O Fold 8 Ultra corrige essa sensação e fica completamente plano. É uma mudança sutil, mas fácil de perceber ao colocar os dois aparelhos sobre uma superfície ou observá-los de lado.
Lembro que isso me incomodava um pouco ao testar o Fold 7 pela primeira vez, e fiquei feliz em ver que a Samsung corrigiu isso na nova geração.
A dobradiça mudou pouco na prática
A Samsung afirma que o Fold 8 Ultra usa uma Armor FlexHinge mais estreita e fina, com um mecanismo de menor atrito. Essa evolução, porém, não produziu uma mudança clara durante os testes.
A resistência ao abrir e fechar é semelhante nos dois modelos. O mesmo vale para a suavidade do movimento, a facilidade para iniciar a abertura e a sensação no momento em que o aparelho se fecha.
Ambos também sustentam ângulos intermediários de forma parecida. Com isso, os dois permitem usar o Modo Flex, que adapta a interface de aplicativos compatíveis ou transforma uma das metades em apoio para fotos, vídeos e chamadas.
A diferença mais visível da nova dobradiça está mesmo na abertura completamente plana do Fold 8 Ultra. Fora isso, a experiência permanece muito próxima à do Fold 7.
Materiais receberam reforços
Apesar da aparência semelhante, a Samsung atualizou parte dos materiais usados na nova geração.
O Galaxy Z Fold 7 possui Gorilla Glass Ceramic 2 na parte frontal, estrutura de Advanced Armor Aluminum e uma camada de titânio sob a tela dobrável. O vidro ultrafino do painel interno também ficou 50% mais espesso em relação à geração anterior.
O Fold 8 Ultra troca a proteção frontal pelo Gorilla Glass Ceramic 3 e usa Gorilla Glass Victus 2 na traseira. A estrutura de absorção de impactos sob a tela passa a contar com duas camadas de titânio.
Os dois têm certificação IP48 de resistência contra água e partículas sólidas maiores que 1 mm. Portanto, a evolução está mais na engenharia interna e na proteção contra impactos do que na sensação de acabamento.
Vinco está mais discreto
O vinco não desapareceu no Galaxy Z Fold 8 Ultra. A dobra ainda pode ser vista no centro da tela interna, sobretudo quando há reflexos sobre o painel.
Ainda assim, houve uma melhora perceptível. O vinco do modelo novo chama menos atenção visualmente e também fica mais discreto ao passar o dedo pela tela.
A diferença apareceu desde os primeiros usos, sem exigir uma comparação muito cuidadosa entre os aparelhos. É uma evolução pequena, mas que se destaca mais no cotidiano do que várias alterações presentes apenas na ficha técnica.
Tela evoluiu mais no papel
Os dois dobráveis mantêm uma tela externa de 6,5 polegadas e um painel interno de 8 polegadas. Ambos usam tecnologia Dynamic AMOLED 2X e oferecem taxa de atualização adaptativa de até 120 Hz.
A tela interna do Fold 7 tem resolução de 2184 x 1968 pixels, densidade de 368 ppi e brilho máximo de 2.600 nits. No Fold 8 Ultra, a resolução sobe para 2504 x 2256 pixels, com densidade de 422 ppi e brilho máximo de 3.000 nits.
A Samsung também afirma que o painel do modelo novo ficou 15% mais brilhante e recebeu um tratamento antirreflexo.
São avanços técnicos relevantes, mas a diferença visual é pequena em condições normais. Os dois entregam níveis muito próximos de nitidez, contraste e reprodução de cores durante a navegação, leitura ou reprodução de vídeos.
A tela externa é ainda mais parecida, já que ambos oferecem resolução de 2520 x 1080 pixels e densidade de 422 ppi.
No uso comum, o salto de 368 para 422 ppi no painel interno não transforma a experiência. A tela do Fold 8 Ultra é tecnicamente superior, mas dificilmente será um motivo isolado para trocar de aparelho.
Desempenho é praticamente igual no cotidiano
O Galaxy Z Fold 7 usa o Snapdragon 8 Elite for Galaxy, enquanto o Fold 8 Ultra estreia o Snapdragon 8 Elite Gen 5 for Galaxy.
Os dois estão disponíveis com 256 GB, 512 GB ou 1 TB de armazenamento. O Fold 8 Ultra tem 12 GB de RAM nas duas primeiras versões e 16 GB na opção de 1 TB. No Fold 7, a quantidade varia entre 12 GB e 16 GB conforme a versão.
A troca de chipset amplia o desempenho mensurável em benchmarks, mas a diferença praticamente desaparece no uso cotidiano. Os aparelhos abrem aplicativos, percorrem a interface e alternam entre tarefas com a mesma agilidade.
Também não houve uma vantagem clara em fluidez geral ou tempo de resposta. Isso não significa que o novo processador seja igual ao anterior, mas mostra que o Fold 7 já tinha desempenho suficiente para deixar pouca margem de evolução perceptível em tarefas comuns.
O aquecimento segue o mesmo padrão. Os dois esquentam durante o uso prolongado da câmera, em jogos pesados ou em tarefas que exigem bastante do chipset, mas mantêm comportamento semelhante.
Multitarefa continua como ponto forte
A experiência de multitarefa também é equivalente. Os dois celulares permitem manter até três aplicativos em tela dividida e mais cinco em janelas flutuantes, para um total de oito apps simultâneos.
Esse recurso aproveita bem o painel interno de 8 polegadas e continua entre os principais diferenciais da linha. É possível assistir a um vídeo, consultar uma página e conversar em um mensageiro na mesma tela, por exemplo.
Mesmo com vários aplicativos abertos, não houve diferença perceptível de desempenho entre as gerações. O Fold 8 Ultra tem um chipset mais potente, mas o Fold 7 preserva praticamente a mesma experiência nesse cenário.
Fold 8 Ultra acrescenta recursos de IA
A geração nova também incorpora ferramentas de inteligência artificial, como Now Nudge e My FanCam.
O Now Nudge funciona como um recurso contextual e proativo, capaz de sugerir informações ou ações conforme o conteúdo exibido e a forma como o celular é usado.
Já o My FanCam tem foco em shows e eventos. A ferramenta usa IA para ajudar a acompanhar uma pessoa ou artista e mantê-lo em destaque no enquadramento durante a gravação.
Câmeras mudam mais no processamento
O Galaxy Z Fold 7 tem câmera principal de 200 MP, ultrawide de 12 MP, telefoto de 10 MP e frontal de 10 MP.
O Fold 8 Ultra preserva a principal de 200 MP e a telefoto de 10 MP com zoom óptico de 3x, mas troca a ultrawide por um sensor de 50 MP com abertura f/1.9. Segundo a Samsung, a nova câmera recebe 34% mais luz.
A evolução parece grande na ficha técnica, mas não houve um salto generalizado de qualidade nas fotos comparadas. A principal diferença apareceu no processamento de imagem.
O Fold 8 Ultra tende a produzir fotografias mais quentes, saturadas e com contraste ligeiramente maior. Já o Fold 7 apresentou cores mais neutras em algumas situações. Não há uma abordagem necessariamente melhor, pois a preferência depende do gosto de cada pessoa.
Veja, abaixo, mais fotos tiradas pelos dois modelos:
Galaxy Z Fold 7 ou Fold 8 Ultra: vale a pena trocar?
O Galaxy Z Fold 8 Ultra refina vários aspectos do Fold 7, mas não muda radicalmente a experiência. Os aparelhos têm a mesma ergonomia, desempenho cotidiano muito parecido, multitarefa equivalente e resultados próximos em boa parte das fotos.
O modelo novo leva vantagem pelo vinco mais discreto, abertura completamente plana, tela tecnicamente superior, câmera ultrawide atualizada, chipset mais potente e materiais de proteção mais avançados.
A bateria, porém, é a evolução que realmente aparece. O Fold 8 Ultra consumiu consideravelmente menos carga no mesmo teste, além de oferecer maior capacidade e carregamento mais rápido.
Mesmo com essa vantagem, a diferença de preço não justifica o upgrade agora. O Galaxy Z Fold 7 já é encontrado a partir de R$ 9.500, mas o modelo chegou a custar R$ 8.100 no começo do ano. Já o Fold 8 Ultra parte de R$ 13.000 para a versão mais acessível.
Quando — ou se — o modelo mais recente cair para uma faixa de R$ 9 mil a R$ 10 mil, ele passará a fazer mais sentido para quem pensa em trocar de geração.
A Algar quer ampliar sua presença no mercado de telefonia móvel e lançou um plano de 40 GB por R$ 35 mensais. A oferta ainda atende apenas parte de Minas Gerais, São Paulo e Goiás, mas a operadora pretende expandi-la para todo o país até o fim de 2026, o que pode aumentar a disputa com Vivo, Claro e TIM.
Chamado de Algar Muito Mais, o pacote também inclui WhatsApp e ligações sem limite, além de 500 SMS. O pagamento funciona por assinatura: o valor é cobrado automaticamente no cartão de crédito todos os meses.
Com isso, a proposta fica no meio do caminho entre o pré-pago tradicional e os planos pós-pagos. O cliente tem uma despesa mensal fixa, mas não precisa lembrar de colocar créditos para continuar com a linha ativa.
Algar quer levar plano para todo o Brasil
O principal movimento da empresa está na expansão geográfica. Nesta primeira fase, o Algar Muito Mais pode ser contratado em Minas Gerais, Goiás e no interior de São Paulo, onde a Algar já concentra boa parte de sua operação.
Isso deve mudar nos próximos meses. A companhia prevê liberar o plano para clientes de outras regiões até o fim do ano.
Caso cumpra o cronograma, a Algar passa a levar uma oferta de R$ 35 para mercados onde hoje enfrenta diretamente as três maiores operadoras do país. A estratégia também aumenta o alcance da empresa para além das regiões nas quais sua marca já é mais conhecida.
Dá para contratar e ativar pelo celular
Outro destaque está no processo de contratação. O cliente pode resolver praticamente tudo pelo aplicativo da Algar, inclusive pedir portabilidade ou adicionar outras linhas à assinatura.
Quem tiver um celular compatível também pode escolher um eSIM e dispensar o chip físico. A outra opção é solicitar a entrega de um SIM tradicional em casa.
Há ainda a possibilidade de reunir dependentes em uma única assinatura, com os pagamentos concentrados na mesma conta. A Algar continuará oferecendo atendimento presencial para quem preferir contratar o serviço em uma loja.
Promoção aumenta franquia para 45 GB
Nesta terça-feira (15), quem assinar o Algar Muito Mais recebe um bônus de 5 GB em comemoração ao Dia do Cliente. Dessa forma, a franquia chega a 45 GB no primeiro mês e volta aos 40 GB previstos normalmente na oferta a partir do ciclo seguinte.
A Algar ainda não revelou detalhes sobre a chegada do plano a cada estado nem informou se as condições atuais serão mantidas após a expansão nacional.
A Vivo passou a oferecer até 60% de desconto em medicamentos em mais de 7 mil farmácias para clientes do Vivo Pré. O novo benefício faz parte do Vale Saúde Farma e está disponível para usuários que realizarem recargas de R$ 30 ou mais.
Para aproveitar a novidade, o cliente precisa ativar o benefício pelo App Vivo. Depois, basta informar o CPF cadastrado na operadora no momento da compra do medicamento em uma das farmácias credenciadas. Não é necessário apresentar carteirinha física ou outro documento adicional.
Desconto vale em grandes redes de farmácias
A lista de estabelecimentos parceiros inclui algumas das maiores redes do país, como Drogasil, Droga Raia, Drogaria São Paulo, Drogaria Pacheco, Pague Menos, Panvel, Extrafarma e Nissei.
Também participam redes como Santo Remédio, Drogasmil, Farmácia Indiana, Farma Ponte, Drogaria Venâncio, Drogal, Drogaria Rosário, Tamoio, Farmalife e D'avó Farma.
Segundo a Vivo, a rede credenciada passa de 7 mil farmácias em todo o Brasil. O desconto pode chegar a 60%, mas a porcentagem efetiva varia de acordo com o medicamento e as condições oferecidas pelo programa.
Quem pode usar o desconto da Vivo?
O Vale Saúde Farma está disponível para clientes do Vivo Pré que fizerem recargas a partir de R$ 30. A operadora também reformulou essa faixa de recarga, que agora oferece 25 GB de internet com validade de 30 dias.
O pacote mantém ligações e SMS para qualquer operadora do Brasil, além de aplicativos digitais inclusos e a possibilidade de compartilhar a internet do celular por meio do App Vivo.
Com isso, a empresa tenta ampliar os benefícios do pré-pago para além dos serviços tradicionais de telecomunicações. Segundo Flávia Carneiro, diretora de Marketing B2C da Vivo, a ideia é oferecer uma vantagem prática para um público que busca economia no dia a dia.
“Com o Vale Saúde Farma, estamos ampliando a proposta de valor do Vivo Pré ao oferecer uma vantagem prática, inédita e relevante para a vida das pessoas”, afirma a executiva.
Quem pretende comprar o iPhone Duo logo no lançamento pode precisar ser rápido. A Apple deve produzir menos unidades de seu primeiro celular dobrável do que o esperado em 2026 por causa de restrições relacionadas à dobradiça do aparelho.
A nova estimativa vem do analista Jeff Pu, que reduziu de 7 milhões para 6 milhões a projeção de unidades enviadas pela Apple neste ano. A queda é de aproximadamente 14% e reforça a possibilidade de estoques reduzidos nas primeiras semanas de venda.
Dobradiça pode limitar produção do iPhone Duo
Segundo Pu, o principal obstáculo para aumentar a fabricação está nas chamadas “hinge constraints”, ou restrições relacionadas à produção e ao fornecimento da dobradiça usada no iPhone Duo.
O componente é uma peça essencial de qualquer celular dobrável e pode limitar o ritmo das linhas de produção caso a oferta não acompanhe a demanda da Apple.
Com isso, o analista agora espera cerca de 6 milhões de unidades enviadas em 2026. Vale destacar que o número é apenas uma projeção de mercado e não uma estimativa oficial divulgada pela fabricante.
Rumores anteriores já apontavam para uma produção inicial pequena do primeiro iPhone dobrável. A nova previsão indica que a disponibilidade pode ser ainda menor.
iPhone Duo pode ser bem mais raro que o iPhone 18 Pro
A diferença fica mais clara quando o volume previsto para o iPhone Duo é comparado ao dos celulares tradicionais da Apple.
Jeff Pu estima que a empresa deve enviar aproximadamente 72 milhões de unidades do iPhone 18 Pro e iPhone 18 Pro Max até o fim de 2026. O número é 12 vezes maior que a previsão para o dobrável.
Isso não significa necessariamente que a Apple espera pouca procura pelo Duo. Neste momento, o gargalo apontado está na capacidade de fabricar unidades suficientes.
Mesmo com preço inicial de US$ 1.999, ou a partir de R$ 21.999 oficialmente no Brasil, o mais alto já cobrado pela Apple por um iPhone, o aparelho pode ter prazos de entrega maiores e algumas versões podem desaparecer rapidamente dos estoques.
Quando o iPhone Duo chega às lojas?
O iPhone Duo terá um calendário diferente do restante da geração. Enquanto os modelos da linha iPhone 18 Pro chegam ao mercado em setembro, o primeiro dobrável da Apple ficou para outubro.
A pré-venda começa em 16 de outubro, enquanto as primeiras entregas estão previstas para o dia 23 do mesmo mês.
Se as projeções de Jeff Pu se confirmarem, portanto, o preço pode não ser o único obstáculo para quem quiser comprar o iPhone Duo nas primeiras semanas. Encontrar uma unidade disponível também pode exigir alguma sorte.
Os celulares podem ficar ainda mais caros em 2027 como reflexo da forte demanda por semicondutores provocada pelo avanço da inteligência artificial. O alerta parte de um cenário traçado por Michael Dell, CEO da Dell Technologies, que prevê uma piora na escassez de chips no próximo ano.
O executivo não falou especificamente sobre smartphones. A declaração teve como foco PCs e infraestrutura computacional, mas parte dos componentes e da capacidade industrial disputados pelo setor de IA também abastece fabricantes de celulares e outros eletrônicos.
Crise dos chips pode piorar em 2027
Segundo Michael Dell, a atual escassez estrutural de semicondutores não deve ser resolvida no curto prazo. Pelo contrário: o executivo acredita que 2027 provavelmente será mais complicado para a indústria do que 2026.
Um dos motivos é a diferença entre a velocidade de expansão da inteligência artificial e o tempo necessário para aumentar a produção de componentes. Modelos e aplicações de IA podem mudar em poucos meses, enquanto novas fábricas de semicondutores levam anos até operar em plena capacidade.
A explosão na construção de data centers também eleva a procura por chips e outros componentes usados em servidores. Se a capacidade de produção não crescer na mesma proporção, o resultado tende a ser uma combinação de oferta apertada e custos maiores.
Michael Dell afirma que a alta já afeta os preços dos equipamentos vendidos pela própria companhia., que pretende repassar parte desses aumentos aos clientes.
Para o executivo, porém, existe um problema ainda pior do que pagar mais caro: simplesmente não encontrar o produto disponível por falta de estoque.
Por que celulares também podem ficar mais caros
Apesar de a declaração ter como foco o mercado de computadores, servidores e infraestrutura de IA, a indústria de smartphones não está completamente isolada dessa disputa.
Celulares também dependem de fábricas de semicondutores, processos avançados de produção, capacidade de encapsulamento e fornecedores que atendem vários segmentos da indústria eletrônica.
Isso não significa que cada chip usado por uma GPU de inteligência artificial também esteja presente em um celular. O problema está na pressão exercida sobre uma cadeia industrial que possui diversos recursos compartilhados.
Quando uma categoria absorve uma parcela maior da capacidade disponível, fabricantes de outros produtos podem enfrentar preços mais altos, prazos maiores ou dificuldades para garantir determinados componentes.
Memória pode ser um dos principais problemas
Um dos pontos citados por Dell é justamente a alta no preço das memórias, componente que tem impacto direto também sobre smartphones.
Todo celular depende de memória RAM e armazenamento flash. Portanto, uma alta prolongada no custo desses componentes pode afetar aparelhos de diferentes categorias.
Modelos com 256 GB, 512 GB ou 1 TB de armazenamento ficam especialmente expostos, já que utilizam uma quantidade maior de memória flash. O mesmo vale para celulares com 12 GB, 16 GB ou mais de RAM.
Essa pressão também ajuda a explicar por que até aparelhos sem recursos avançados de IA podem sentir os efeitos do boom do setor. Um celular básico não precisa executar grandes modelos de inteligência artificial para sofrer com uma cadeia de componentes mais cara.
Construir novas fábricas não acompanha o ritmo da IA
Fabricantes de semicondutores investem bilhões de dólares para ampliar a capacidade de produção, mas esse tipo de expansão não acontece rapidamente.
É justamente esse descompasso que preocupa Michael Dell. Enquanto a demanda por infraestrutura de IA cresce em um ritmo acelerado, novas fábricas precisam de vários anos entre o planejamento, a construção e o início da produção em grande escala.
Se a procura continuar no ritmo atual, a indústria pode chegar a 2027 com uma disputa ainda maior por determinados componentes.
Para o mercado de celulares, isso não garante que todos os modelos ficarão mais caros. Ainda entram nessa conta fatores como câmbio, estratégia das fabricantes, contratos de fornecimento e evolução dos processos produtivos.
Mesmo assim, o alerta do CEO da Dell indica que o cenário de custos elevados no setor de semicondutores pode durar mais do que o esperado. E, caso a pressão alcance memórias e outras etapas compartilhadas da cadeia, parte da conta também pode chegar ao bolso de quem pretende trocar de celular em 2027.
A Xiaomi começou a vender na China o Mijia Smart Gas Water Heater 2, aquecedor a gás de 16 litros que surge como uma alternativa ao chuveiro elétrico. O aparelho estreia por 2.899 yuans, cerca de R$ 2.218 em conversão direta, e aposta em funcionamento silencioso, controle preciso da temperatura e aumento da pressão da água.
O novo modelo também tenta simplificar a instalação ao dispensar uma tubulação exclusiva para drenar a água de condensação. Além disso, pode se conectar a outros dispositivos da Xiaomi para automatizar o aquecimento da água antes mesmo do banho.
Aquecedor da Xiaomi faz menos barulho
Um dos destaques do Mijia Smart Gas Water Heater 2 é o sistema multidimensional de redução de ruído, desenvolvido para diminuir o som produzido por diferentes componentes durante o funcionamento.
Segundo a Xiaomi, o aquecedor pode operar com apenas 32 dB(A) e recebeu certificação de baixo ruído. A proposta é tornar o aparelho menos incômodo mesmo quando instalado próximo a áreas de uso frequente da casa.
O modelo também traz um sistema de controle de temperatura de nível 6A. A fabricante promete manter a água estável mesmo quando há mudanças no consumo em outros pontos da residência.
Para casas ou apartamentos que sofrem com pouca pressão, há ainda uma bomba dedicada capaz de elevar o fluxo de água em até 245%. O recurso pode ser especialmente útil em prédios antigos e apartamentos localizados em andares mais altos.
Não precisa de tubo para água de condensação
Outro diferencial do aquecedor está no tratamento da água gerada pela condensação. Em vez de exigir um tubo adicional para o descarte, o aparelho usa um sistema de atomização centrífuga em alta velocidade.
A Xiaomi também utiliza minerais para neutralizar essa água antes da eliminação. Com isso, a instalação pode dispensar intervenções extras na parede, ao mesmo tempo em que a fabricante promete reduzir riscos de corrosão no equipamento.
O Mijia Smart Gas Water Heater 2 possui ainda uma nova câmara de combustão selada e uma ventoinha de corrente contínua com velocidade variável.
Água quente pode ficar pronta antes do banho
O aquecedor também pode manter um sistema de água quente instantânea para diferentes pontos da casa. O pré-aquecimento pode ser acionado pelo fluxo de água, por programação de horário, manualmente ou por uma automação.
A solução funciona tanto em imóveis com tubulação de retorno quanto em instalações sem esse tipo de estrutura. A ideia é reduzir o intervalo entre abrir a torneira ou o chuveiro e receber água na temperatura escolhida.
Há ainda um sistema de tratamento em seis etapas, que atua da entrada à saída da água. A Xiaomi afirma que o conjunto filtra sedimentos e outras impurezas e oferece taxa antibacteriana de até 99,9%.
Integração com a casa inteligente
Como parte do ecossistema Xiaomi HyperConnect, o aquecedor pode ser controlado pelo aplicativo Mijia e por comandos de voz em caixas de som inteligentes da marca.
Também é possível criar cenários personalizados e conectá-lo a outros dispositivos. Uma das integrações previstas é com o aquecedor inteligente para banheiro da própria Mijia, o que permite combinar diferentes equipamentos em uma única rotina.
O Mijia Smart Gas Water Heater 2 começou a ser vendido na China em 15 de setembro. O preço sugerido é de 2.999 yuans, enquanto a oferta de lançamento reduz o valor para 2.899 yuans, cerca de R$ 2.218.
Por enquanto, não há previsão de lançamento do aquecedor no Brasil.
A Ugreen lançou na China o P5, novo power bank compacto com 10.000 mAh de capacidade e preço de 119 yuans, cerca de R$ 90 em conversão direta. Além do cabo USB-C integrado e da potência de até 22,5 W, o acessório aposta em recursos de segurança para evitar incêndios e explosões.
O modelo foi desenvolvido para atender às novas normas nacionais de segurança da China para 2026 e recebeu a certificação obrigatória 3C. Segundo a fabricante, a bateria não pegou fogo nem explodiu durante testes de perfuração, compressão e exposição a altas temperaturas.
Bateria passou por testes contra incêndios e explosões
A segurança é um dos principais destaques do P5. O power bank usa materiais retardantes de chamas e possui dois sensores NTC para monitorar a temperatura durante o funcionamento.
De acordo com a Ugreen, o sistema mantém a temperatura em até 48 °C. A fabricante também submeteu a bateria a testes mais extremos, como perfuração com prego, compressão e exposição a calor elevado.
A célula usada no P5 é fornecida pela EVE Energy e possui tecnologia de íon de lítio com polímero, com capacidade energética de 37 Wh. A promessa é manter mais de 90% da capacidade original mesmo após 500 ciclos de carga.
O sistema de gerenciamento ainda acompanha temperatura, tensão e número de ciclos. Essas informações podem ser consultadas pelo aplicativo da Ugreen no celular ou pelo software da marca para computadores.
Cabo integrado carrega até três dispositivos
O P5 mede 117,8 x 72 x 16,8 mm e pesa aproximadamente 203,4 gramas. Segundo a Ugreen, ele é cerca de 25% mais leve que o antigo PB203.
Um dos diferenciais do design é o cabo USB-C de 18,5 cm integrado ao corpo. Além de servir para recarga, ele funciona como alça de transporte quando não está conectado a algum aparelho. A marca afirma que o componente suporta cerca de 10 mil dobras.
Além do cabo, há uma porta USB-C e outra USB-A. Com isso, o power bank consegue carregar até três dispositivos ao mesmo tempo.
A potência máxima chega a 22,5 W com apenas uma saída em uso. Ao conectar vários aparelhos simultaneamente, o limite total cai para 15 W. Um pequeno display na parte frontal mostra a porcentagem de carga restante.
O P5 também suporta USB Power Delivery, Quick Charge, Adaptive Fast Charging e SuperCharge Protocol. Para recarregar a própria bateria, a potência chega a 20 W e o processo completo leva cerca de 3 horas e 6 minutos.
Segundo testes divulgados pela Ugreen, 30 minutos de carga são suficientes para levar um iPhone 17 a aproximadamente 58%. No mesmo período, o Huawei Mate 80 chega a 37% e o Xiaomi 17 a 21%. Os números são estimativas da própria fabricante e podem variar conforme o aparelho e as condições de uso.
Preço e disponibilidade
O Ugreen P5 começa a ser vendido na China em 16 de setembro, pelo preço sugerido de 119 yuans, cerca de R$ 90 em conversão direta.
Por enquanto, a empresa não revelou planos para lançamento global nem confirmou se o novo power bank será vendido oficialmente no Brasil.
A Apple retirou os iPhone 17 Pro e iPhone 17 Pro Max de sua loja oficial após o lançamento dos novos iPhone 18 Pro e 18 Pro Max, apresentados nesta quarta-feira (9). A decisão segue a estratégia adotada pela empresa nos últimos anos, que costuma manter apenas modelos mais básicos de gerações anteriores em seu catálogo.
Com isso, quem ainda pretende comprar um iPhone 17 Pro ou 17 Pro Max precisa recorrer a varejistas que possuem unidades em estoque. A Apple não deve repor esses aparelhos e, quando as últimas unidades acabarem nas lojas, os modelos tendem a desaparecer gradualmente do mercado.
A mudança também pode mexer nos preços. Nas próximas semanas e meses, o varejo pode reduzir os valores para liberar os estoques restantes. Por outro lado, conforme a disponibilidade ficar menor, algumas versões podem voltar a subir de preço.
iPhone 18 Pro assume o posto de topo de linha
Os iPhone 18 Pro e 18 Pro Max foram anunciados como os novos celulares mais avançados da linha tradicional da Apple. Os aparelhos estrearam o chipset A20 Pro de 2 nm e receberam mudanças no conjunto de câmeras, com uma nova principal de 48 MP com abertura variável.
A Apple também redesenhou o sistema de refrigeração, com uma câmara de vapor maior, e reduziu o tamanho da Ilha Dinâmica. A autonomia oficial chega a até 36 horas de reprodução de vídeo no iPhone 18 Pro e 45 horas no Pro Max.
A nova geração passa a ocupar diretamente o espaço deixado pelos modelos Pro de 2025 na loja oficial.
Como ficou a linha de iPhones da Apple
Após a atualização do catálogo, a Apple passa a vender oficialmente os iPhone 18 Pro e 18 Pro Max, o dobrável iPhone Duo, além dos iPhone 17, iPhone Air, iPhone 17e e iPhone 16.
O iPhone 17 permanece como representante da geração passada, enquanto as versões Pro deixam de fazer parte da loja. Isso não significa que elas desaparecerão imediatamente do mercado, mas a disponibilidade agora depende exclusivamente dos estoques mantidos por varejistas.
O McDonald's começou a entregar lanches com drones em Xangai, na China, após a Meituan colocar em operação uma nova rede aérea de entregas na região de West Bund nesta quinta-feira (10). A parceria também marca a estreia da primeira rota exclusiva de drones para uma marca de alimentação no país.
A nova rede conecta pontos como o West Bund Dream Center, Xuhui Riverside, Model Speed Space e a área em frente ao McDonald's da Longteng Avenue. Quase 20 redes de alimentação já fazem parte da operação, entre elas McDonald's, A Ma Handmade e M Stand.
A expectativa da Meituan é ampliar a cobertura e superar 40 marcas integradas até o fim do ano.
Pedido pode chegar em cerca de 10 minutos
O processo mistura automação com o trabalho dos funcionários. Após o preparo, um colaborador leva o pedido até o "aeroporto" de drones mais próximo, onde um braço robótico coloca a encomenda na aeronave.
No destino, outro braço retira o pacote e o coloca em um armário de retirada. Nos casos mais rápidos, todo o trajeto pode levar cerca de 10 minutos.
A proposta é usar as rotas aéreas principalmente em regiões nas quais o transporte terrestre enfrenta mais obstáculos, como parques, áreas de difícil localização ou locais com acesso mais complicado para entregadores.
Os drones também podem atuar em conjunto com os profissionais de entrega em trajetos mais longos, terrenos extremos ou situações climáticas mais severas.
Drone opera até sob chuva forte e neve
A Meituan usa o M-Drone 4L Winch, modelo de quarta geração equipado com um sistema de descida por cabo. A aeronave pode parar no ar e baixar o pacote diretamente até um ponto determinado.
Segundo a empresa, o equipamento suporta chuva forte, neve moderada, ventos de força 6 e temperaturas entre -20 °C e 50 °C. A companhia afirma que o modelo consegue atender mais de 97% dos cenários urbanos encontrados na China.
No solo, a estrutura conta com o M-Port 3, uma estação inteligente de apenas 1,4 m², área próxima à de uma cabine telefônica. O módulo possui um braço robótico responsável pelo carregamento automático das encomendas.
Sistema recalcula rota em caso de imprevistos
A rede também conta com o M-DaaS 3, sistema responsável pelo despacho e controle das aeronaves. A Meituan o descreve como um "supercérebro" capaz de identificar anormalidades em até 100 milissegundos.
Caso haja uma mudança repentina no clima ou alguma alteração no espaço aéreo, o sistema pode recalcular a rota do drone ou acionar protocolos de segurança.
Com a nova operação em West Bund, a Meituan amplia sua aposta em drones para complementar a logística tradicional e reduzir o tempo de entrega em regiões nas quais motos e bicicletas enfrentam mais limitações.
A chegada do iPhone 18 Pro abre uma boa oportunidade para quem quer um celular premium da Apple, mas prefere economizar com a geração anterior. Com base no histórico recente de preços, o iPhone 17 Pro de 256 GB já vale a compra entre R$ 8.000 e R$ 8.200, enquanto o iPhone 17 Pro Max de 256 GB faz sentido entre R$ 9.200 e R$ 9.400.
Esses valores não representam necessariamente o menor preço que os aparelhos podem atingir. Eles indicam uma faixa na qual o desconto já é relevante frente à média recente, sem depender de uma nova queda nas próximas semanas.
A mesma lógica vale para as capacidades maiores. Em boa parte das versões, uma redução próxima de 4% a 6% sobre o preço médio recente já cria um ponto interessante para compra.
Quanto vale pagar no iPhone 17 Pro?
O iPhone 17 Pro de 256 GB manteve uma média próxima de R$ 8.500 nos últimos meses. Uma oferta por R$ 8.200 já reduz o preço em cerca de 3,5% frente a esse patamar.
Por R$ 8.000, o desconto se aproxima de 6% e já pode ser considerado muito bom. Abaixo disso, a promoção entra em uma faixa ainda mais agressiva e pode não permanecer disponível por muito tempo.
Nas versões maiores, a lógica é parecida. O modelo de 512 GB já apareceu abaixo de R$ 10 mil, então preços entre R$ 9.900 e R$ 10.200 já são interessantes. Se cair para R$ 9.800 ou menos, a oferta fica ainda melhor.
Já o iPhone 17 Pro de 1 TB, que ficou recentemente na casa dos R$ 13 mil, começa a fazer sentido entre R$ 12.200 e R$ 12.500. Abaixo de R$ 12 mil, já entra em uma faixa excepcional.
E quanto vale pagar no iPhone 17 Pro Max?
O iPhone 17 Pro Max de 256 GB costuma custar entre R$ 9.600 e R$ 9.800. Nesse cenário, encontrar o celular por até R$ 9.400 já torna a compra interessante.
A faixa de R$ 9.200 ou menos é ainda melhor, com uma redução que pode ficar próxima de 6% frente aos valores recentes.
A versão de 512 GB costuma ficar perto de R$ 11,8 mil, então uma queda para R$ 11.100 a R$ 11.400 já é suficiente para considerar a compra. Se aparecer por R$ 10.800 ou menos, a oferta se torna especialmente boa.
No modelo de 1 TB, que ficou próximo de R$ 13,2 mil recentemente, a faixa de R$ 12.500 a R$ 12.800 já é interessante. Abaixo de R$ 12.500, o preço fica ainda mais agressivo.
O iPhone 17 Pro Max de 2 TB exige uma análise um pouco mais cautelosa. Além de ter menor volume de vendas, ele não possui um equivalente direto na geração iPhone 16 Pro Max para comparação histórica. Por isso, abaixo de R$ 15 mil já é uma faixa interessante, enquanto R$ 14.500 ou menos pode ser considerado um preço muito bom.
Modelo
Bom preço
Preço muito bom
iPhone 17 Pro 256 GB
R$ 8.000 a R$ 8.200
R$ 8.000 ou menos
iPhone 17 Pro 512 GB
R$ 9.900 a R$ 10.200
R$ 9.800 ou menos
iPhone 17 Pro 1 TB
R$ 12.200 a R$ 12.500
R$ 12.000 ou menos
iPhone 17 Pro Max 256 GB
R$ 9.200 a R$ 9.400
R$ 9.200 ou menos
iPhone 17 Pro Max 512 GB
R$ 11.100 a R$ 11.400
R$ 10.800 ou menos
iPhone 17 Pro Max 1 TB
R$ 12.500 a R$ 12.800
R$ 12.500 ou menos
iPhone 17 Pro Max 2 TB
até cerca de R$ 15.000
R$ 14.500 ou menos
Histórico mostra que esperar demais pode não compensar
A geração passada ajuda a entender por que o lançamento de um novo iPhone não garante uma queda contínua no preço do anterior.
Após a chegada do iPhone 17 Pro, o iPhone 16 Pro Max de 256 GB passou de aproximadamente R$ 8.300 para R$ 8.000 nas semanas seguintes. A redução ficou perto de 3,6%, mas o preço voltou a subir pouco depois.
O movimento foi parecido com o iPhone 16 Pro de 128 GB. O aparelho custava perto de R$ 7.000, apareceu brevemente por cerca de R$ 6.600 e depois retornou à faixa habitual. Nesse caso, a queda chegou a aproximadamente 5,7%.
Isso ajuda a mostrar que uma promoção logo após a chegada da nova geração pode ser mais interessante do que esperar indefinidamente por outro corte.
Estoque menor pode até fazer o preço subir
Essa cautela é ainda mais importante nas versões de 512 GB e 1 TB. Conforme os iPhones Pro antigos deixam de ser produzidos e o estoque diminui, algumas capacidades passam a aparecer com menos frequência no varejo.
Com isso, o preço deixa de acompanhar uma curva normal de desvalorização. Há casos em que versões do iPhone 16 Pro com mais armazenamento chegaram a custar mais do que modelos equivalentes de gerações mais novas justamente por causa da baixa disponibilidade.
Por esse motivo, o preço atual de um iPhone 16 Pro ou Pro Max com muito armazenamento nem sempre serve como uma referência adequada para definir quanto o iPhone 17 Pro deveria custar.
A média recente do próprio aparelho passa a ser um indicador mais útil. Se a queda ficar perto de 4% a 6%, o desconto já está dentro do comportamento observado após a chegada de uma nova geração.
No fim, o melhor negócio não precisa coincidir com o menor preço histórico. Se qualquer versão do iPhone 17 Pro ou Pro Max cair para uma faixa suficientemente abaixo de sua média recente, já pode fazer sentido comprar antes que uma promoção desapareça ou o estoque diminua ainda mais.
É importante destacar que esses valores indicados não são, necessariamente, o melhor preço justo de forma independente, pois seguem o histórico de redução das gerações passadas da Apple ao longo dos anos. Dessa forma, os preços são mais "realistas" com o que, de fato, pode acontecer.
A Apple lançou nesta quarta-feira (9) o iPhone Duo, seu primeiro celular dobrável. O aparelho adota o formato de “passaporte”, com uma tela externa para o uso convencional e um painel maior que aparece quando o dispositivo é aberto. Com isso, a Apple entra diretamente na disputa com fabricantes que já estão há anos no segmento. Entre os principais concorrentes está o Galaxy Z Fold 8, atual dobrável no formato livro da Samsung.
Apesar da estreia tardia, o iPhone Duo chegou com algumas características que não estão disponíveis no rival sul-coreano. Curiosamente, a lista inclui até recursos que a própria Samsung já ofereceu em gerações anteriores, mas decidiu abandonar nos Fold mais recentes.
Há desde diferenças de resistência e câmeras até pequenos cuidados de software que aproveitam o formato dobrável. Confira 7 coisas que o iPhone Duo faz e o Galaxy Z Fold 8 não.
1 - Tela interna mais resistente a riscos
Um dos pontos que mais chamam atenção no iPhone Duo é a promessa de maior resistência a riscos na tela dobrável interna.
A Apple não detalhou qual é o nível dessa proteção, então ainda será preciso esperar por testes práticos para entender o quanto o painel aguenta. Ainda assim, é um aspecto importante em dobráveis, já que telas flexíveis tradicionais são bem mais sensíveis e podem ficar marcadas apenas com a pressão da unha.
O Galaxy Z Fold 8 também recebeu melhorias de construção e durabilidade, mas não traz uma promessa equivalente de resistência a riscos no painel flexível.
Esse é justamente um recurso que a Samsung já ofereceu em seus dobráveis. O suporte para S Pen, porém, foi aposentado com o Galaxy Z Fold 6 e não voltou no Fold 8.
A ausência da caneta virou um dos pontos de reclamação entre usuários da linha. No iPhone Duo, a Apple estreia no segmento com uma função que a principal rival decidiu deixar para trás.
3 - Vira um relógio de cabeceira
Quando fica entreaberto sobre uma mesa, o iPhone Duo pode assumir a função de relógio de cabeceira, com as informações exibidas de uma forma adaptada à posição do aparelho.
A ideia não é inédita no mercado. Dobráveis de fabricantes como Honor, Motorola e Huawei também exploram esse tipo de uso quando ficam parcialmente fechados.
No Galaxy Z Fold 8, porém, não há uma experiência nativa equivalente.
4 - Câmera escondida embaixo da tela
O iPhone Duo também aposta em uma câmera escondida sob a tela interna, o que evita um recorte aparente no painel maior.
Neste caso, a situação é curiosa porque a Samsung foi uma das fabricantes que mais apostaram nessa tecnologia. Os Galaxy Z Fold usaram câmera sob o display até o Galaxy Z Fold 6.
A companhia abandonou a solução no Fold 7 e manteve essa decisão no Fold 8. Com isso, a Apple estreia seu dobrável com uma característica que já fez parte da identidade dos aparelhos da Samsung.
5 - Certificação IP68 contra poeira e água
Em resistência, o iPhone Duo também leva vantagem no papel graças à certificação IP68 contra poeira e água.
O principal diferencial está na proteção contra partículas sólidas. O Galaxy Z Fold 8 possui certificação IP48, portanto não alcança o mesmo nível de resistência contra poeira do aparelho da Apple.
Esse é um ponto especialmente importante em dobráveis, já que a dobradiça e outras partes móveis tornam a proteção contra pequenas partículas um desafio maior do que em celulares convencionais.
6 - Grava vídeos em 4K a 120 fps
Para quem usa o celular para vídeo, o iPhone Duo também oferece uma possibilidade que o Galaxy Z Fold 8 deixa de fora: gravação em 4K a 120 quadros por segundo.
A vantagem segue uma característica que já aparece em outros iPhones mais avançados. A Apple oferece uma taxa de quadros maior em 4K, o que dá mais liberdade para cenas em câmera lenta sem reduzir tanto a resolução.
No Galaxy Z Fold 8, a gravação chega a 4K a 60 fps ou 8K a 30 fps. Assim, o Samsung alcança uma resolução superior, mas não oferece a mesma combinação de 4K com 120 fps.
7 - Animação ao abrir e fechar a tela
A última diferença é bem mais estética, mas mostra o cuidado da Apple com a transição entre os dois formatos do iPhone Duo.
O iOS possui uma animação específica para a passagem entre a tela externa e a interna, baseada na identidade visual Liquid Glass. Ao abrir ou fechar o aparelho, o conteúdo recebe um efeito de transparência durante a troca entre os displays.
Isso não muda a funcionalidade do celular, mas deixa a transição mais natural e ajuda a dar continuidade ao que estava na tela. O Galaxy Z Fold 8 alterna normalmente entre os dois painéis, mas não possui um efeito visual semelhante.
A Apple lançou nesta quarta-feira (9) o iPhone Duo, seu primeiro celular dobrável, e aproveitou a estreia do novo formato para ressuscitar o Touch ID nos iPhones. O leitor de impressões digitais fica integrado ao botão lateral e pode autenticar o usuário tanto com o aparelho aberto quanto fechado.
O recurso não aparecia em um novo iPhone desde o iPhone SE de terceira geração, apresentado em março de 2022. Já na linha principal da marca, os últimos modelos com Touch ID foram o iPhone 8 e o iPhone 8 Plus, lançados em 2017.
Touch ID migra para o botão lateral
Nos iPhones antigos, o Touch ID ficava integrado ao botão de Início abaixo da tela. No iPhone Duo, a Apple adotou uma solução diferente e colocou o sensor biométrico diretamente no botão lateral.
Segundo a empresa, a posição permite uma autenticação fácil e consistente independentemente da forma de uso do dobrável. Além do Touch ID, proprietários de um Apple Watch também podem usar o relógio para desbloquear o iPhone Duo.
A escolha faz sentido pelo formato do aparelho. Fechado, o iPhone Duo tem proporções semelhantes às de um passaporte, em uma proposta próxima de dobráveis como Galaxy Z Fold 8 e Huawei Pura X Max. A tela externa tem 5,4 polegadas, enquanto o painel interno chega a 7,6 polegadas.
Assim, o leitor lateral permanece acessível sem depender de qual tela está em uso. O botão convive ainda com o Camera Control, dedicado a atalhos da câmera.
O iPhone Duo terá pré-venda a partir de 16 de outubro, inclusive no Brasil, e chega às lojas em 23 de outubro. O aparelho será oferecido em versões de 256 GB, 512 GB, 1 TB e 2 TB. Os preços partem de R$ 21.999.