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ChatGPT ganha pasta protegida por senha e biometria para esconder segredos

21 October 2026 at 15:08

A OpenAI anunciou o lançamento de chats bloqueados no ChatGPT. O recurso cria um espaço privado para conversas confidenciais, protegidas de pessoas que compartilham o aparelho ou têm acesso a ele. Com isso, o usuário pode mover conversas selecionadas para fora do histórico regular, das conversas fixadas e da busca da plataforma.

Para abrir um chat protegido, o sistema pede um PIN de 4 dígitos no navegador e no aplicativo para macOS e Windows. Já nos celulares compatíveis, o acesso também pode ser liberado com biometria, como Face ID e Touch ID, ou com o método de desbloqueio padrão do próprio aparelho.

Se o usuário esquecer a senha, é necessário redefinir o PIN. Essa ação apaga permanentemente todas as conversas protegidas, sem possibilidade de recuperação. Além disso, o recurso não conta com criptografia de ponta a ponta, ou seja, a proteção depende do bloqueio de acesso, e não de uma camada extra de segurança sobre o conteúdo.

As novas mensagens enviadas dentro dos chats bloqueados também não atualizam a memória usada nas conversas regulares. Já o recurso de voz funciona em chats protegidos nos celulares, mas não no desktop.

Conversa inteligência artificial ChatGPT

Quem pode usar os chats protegidos por senha?

O recurso está sendo liberado para os planos Free, Go, Plus, Pro, Business, Enterprise e Edu. Ele pode ser usado na web, no desktop e nos aplicativos para Android e iOS.

Apesar da ampla disponibilidade, há restrições. Certas conversas em nuvem nos modos Chat ou Work podem ser trancadas, mas conversas do Codex, do Work local e do ChatGPT for Healthcare não suportam o bloqueio.

Se você gostou do conteúdo, talvez também se interesse por conferir “ChatGPT organizado: veja como usar os Projetos para agrupar suas conversas”. 

 

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Spotify faz faxina e apaga mais de 75 milhões de músicas falsas feitas por IA

21 October 2026 at 14:31

O Spotify anunciou a remoção de mais de 75 milhões de faixas de sua plataforma por violações graves ou repetidas das regras contra spam. Além disso, o serviço retirou mais de 50 milhões de músicas com spam e conteúdos de baixa qualidade gerados por inteligência artificial (IA), conhecidos como “AI slop” ou “lixo de IA”, de suas recomendações ao longo do último ano.

A decisão veio após uma análise das músicas que os ouvintes costumavam pular, ignorar ou marcar como indesejadas. O levantamento identificou um padrão ligado a conteúdos artificiais ou fraudulentos. Nos últimos seis meses, o Spotify atualizou seu sistema de recomendações para priorizar músicas de artistas reais. Segundo a empresa, as mudanças reduziram as reclamações sobre esses conteúdos nas rádios e playlists personalizadas.

Para identificar músicas artificiais, a plataforma analisa o comportamento dos ouvintes, os padrões de envio, os dados das faixas e ferramentas de detecção de IA de outras empresas. O sistema busca combater o envio de músicas em massa, a publicação de faixas duplicadas, a manipulação dos resultados de busca, as redes de playlists criadas para espalhar spam e as músicas muito curtas, feitas para burlar as métricas da plataforma.

spotify capa

Spotify lançou várias iniciativas para priorizar artistas humanos na plataforma

Nos últimos anos, o Spotify lançou diversas iniciativas para remover produções feitas por IA e priorizar artistas humanos, como:

  • Créditos de IA: os artistas podem indicar quais instrumentos ou papéis na produção foram feitos com IA. Essas informações aparecem na seção “Créditos da música” no Spotify;

  • Selo “Verified by Spotify”: selo que garante que há uma pessoa real por trás do perfil. A ferramenta já abrange mais de 300 mil artistas e mais de 70% deles são independentes;

  • Selos de Persona de IA: rótulo que indica quando um artista foi gerado por inteligência artificial. Esses perfis ficam fora das recomendações do Spotify, a menos que o usuário opte por segui-los;

  • Proteção do Perfil do Artista: os artistas podem revisar e aprovar novos lançamentos atribuídos ao seu nome antes que sejam publicados no Spotify. A ferramenta esteve em beta e deve ser lançada para mais pessoas até o final deste ano;

  • Elegibilidade para monetização de faixas: regra que exige 1.000 reproduções mínimas para gerar royalties. Segundo a plataforma, as faixas geradas com IA têm dez vezes mais chances de ficarem abaixo desse limite.

Se você gostou do conteúdo, talvez também se interesse por conferir “Como usar o Gemini para montar playlists perfeitas no Spotify”.

 

 

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