O Galaxy A18 ainda não foi anunciado oficialmente pela Samsung, mas uma listagem antecipada de varejo praticamente revelou todos os detalhes do novo celular de entrada da marca. O aparelho apareceu em uma loja da Dinamarca com imagens de divulgação, especificações técnicas e até uma possível data para começar a ser vendido.
De acordo com a publicação, o Galaxy A18 LTE deve chegar ao mercado em três opções de cor: preto, azul-claro e prata. O visual mantém a fórmula já conhecida da linha Galaxy A1x, com bordas relativamente espessas e o tradicional notch em formato de “U” na parte superior da tela.
A ficha técnica vazada indica que o Galaxy A18 terá tela OLED de 6,7 polegadas, com resolução FHD+ e taxa de atualização de 90 Hz. No desempenho, a Samsung aparentemente pretende reaproveitar uma plataforma bastante conhecida.
O aparelho seria equipado com o MediaTek Helio G99, chip lançado há alguns anos e que também aparece em modelos anteriores da linha Galaxy A, como o Galaxy A15.
O armazenamento será oferecido em versões de 128 GB e 256 GB, com possibilidade de expansão por cartão microSD de até 2 TB.
Câmeras de 50 MP e bateria de 5.000 mAh
O conjunto fotográfico traseiro deve ser formado por três câmeras. A principal terá 50 MP, acompanhada por uma ultrawide de 5 MP e um sensor macro de 2 MP.
Para alimentação, o Galaxy A18 deve trazer uma bateria de 5.000 mAh, com suporte a carregamento com fio de até 25 W. A ficha também menciona certificação IP64 contra poeira e respingos, além de Wi-Fi 5, Bluetooth 5.3 e porta USB 2.0.
Apesar de ser um aparelho de entrada, a presença de uma tela OLED, câmera principal de alta resolução, NFC e suporte amplo a armazenamento externo pode tornar o conjunto competitivo dentro da categoria.
Caso a data esteja correta, a Samsung poderia apresentar oficialmente o smartphone entre o fim de setembro e o começo de outubro. A janela ainda deve ser tratada como uma previsão, já que a informação não partiu diretamente da fabricante.
Conhecida pelos celulares robustos voltados para situações extremas, a DOOGEE ampliou sua linha de produtos com o Anymoving M1 Pro, um smartwatch esportivo que mira usuários interessados em corrida, trilhas, ciclismo e outras atividades ao ar livre.
O modelo combina recursos normalmente associados a relógios esportivos avançados, como GPS de banda dupla e navegação por rotas, com funções de monitoramento físico e inteligência artificial.
O principal destaque para quem pratica atividades outdoor é o suporte à navegação offline por arquivos GPX. O usuário pode importar uma rota antes de sair e acompanhar o percurso diretamente pelo relógio, mesmo em locais com conectividade limitada.
O M1 Pro também conta com o recurso Track Back, que registra o caminho percorrido em tempo real e permite refazer a rota para ajudar o usuário a retornar ao ponto de partida. O GPS de banda dupla busca melhorar a precisão da localização durante exercícios como corrida, ciclismo e caminhada.
Smartwatch usa IA para analisar os treinos
Além da navegação, o relógio aposta em análise esportiva com inteligência artificial. O sistema acompanha informações como carga de treinamento, VO₂ máximo e nível de vitalidade diária.
A proposta é utilizar esses dados para ajudar o usuário a entender o estado de recuperação, ajustar a intensidade dos exercícios e evitar excesso de treinamento. O relógio oferece ainda mais de 170 modos esportivos, incluindo corrida, ciclismo, trilha, natação e esqui.
A autonomia é outro ponto forte do Anymoving M1 Pro. Segundo a DOOGEE, o relógio pode funcionar por até 30 dias no uso típico. Com o Always-On Display ativado, a estimativa cai para cerca de sete dias, enquanto o uso intenso proporciona aproximadamente quatro dias. O carregamento é feito por sistema magnético.
A tela é uma AMOLED HD de 1,5 polegada, com brilho máximo de até 1.000 nits, característica que favorece a visualização sob luz solar intensa. O relógio também possui resistência à água de 5 ATM e certificação IP68.
A DOOGEE também oferece diferentes opções de acabamento para o M1 Pro. O relógio pode ser encontrado com pulseiras de silicone, couro ou aço inoxidável, permitindo adaptar o visual para atividades esportivas ou situações cotidianas. Outro recurso incluído é o gravador de voz integrado, que permite registrar áudios diretamente pelo smartwatch.
O DOOGEE Anymoving M1 Pro custa US$ 219 (aproximadamente R$ 1.117) e está disponível nas cores preto, cinza e azul.
O iPhone 18 Pro recuperou a liderança em desempenho após o primeiro teste de benchmark do chip A20 Pro. Os resultados registrados no Geekbench colocam o novo processador da Apple à frente do Galaxy S26 Ultra, que utiliza o Snapdragon 8 Gen 5 Elite.
No teste, o iPhone 18 Pro alcançou 4.719 pontos em single-core e 12.677 em multi-core. Para efeito de comparação, o Galaxy S26 Ultra marcou 3.753 e 11.259 pontos, respectivamente. Isso representa uma vantagem de cerca de 26% no desempenho de núcleo único e 13% no multinúcleo para o aparelho da Apple.
O resultado ainda é inicial e pode variar conforme a versão do Geekbench, software e condições de teste. Mesmo assim, o desempenho chama atenção por mostrar que a Apple conseguiu abrir uma vantagem considerável sobre um dos principais concorrentes Android.
O A20 Pro é fabricado com processo de 2 nanômetros, tecnologia que permite concentrar mais transistores em uma área menor. Segundo a Apple, os dois novos supernúcleos da CPU são até 20% mais rápidos, enquanto o desempenho contínuo pode chegar a 40% acima do iPhone 17 Pro em determinadas cargas.
O avanço também aparece na comparação direta com o antecessor. O iPhone 17 Pro marcou 3.668 pontos em single-core e 9.498 em multi-core no mesmo benchmark citado.
Na prática, uma pontuação maior pode beneficiar tarefas como abertura de aplicativos, processamento de imagens, animações da interface e jogos, além de atividades mais pesadas que exigem bastante da CPU.
Apple aposta no controle de temperatura
Parte da vantagem pode estar não apenas no chip, mas também na forma como o iPhone 18 Pro administra o calor.
A Apple já havia adotado uma câmara de vapor no iPhone 17 Pro para melhorar a dissipação térmica. Na nova geração, a empresa ampliou a solução: a câmara de vapor teria três vezes a área de superfície utilizada anteriormente.
Outra mudança é a estrutura que posiciona a memória junto ao chip, permitindo uma conexão mais direta com o sistema responsável por espalhar o calor. A ideia é evitar que o A20 Pro atinja rapidamente temperaturas que reduzam seu desempenho.
Isso é importante porque benchmarks medem picos de desempenho, mas a experiência real depende também da capacidade de um aparelho de manter essa potência durante períodos prolongados.
Por enquanto, o resultado deve ser encarado como um primeiro retrato do desempenho do A20 Pro e não como uma conclusão definitiva sobre toda a experiência dos aparelhos. Ainda assim, o benchmark indica que a Apple voltou a ter uma vantagem importante em potência bruta, além de se destacar em outros recursos.
A Apple resgatou no iPhone 18 Pro uma tecnologia que a Samsung apresentou nos celulares há quase uma década e abandonou pouco depois: a abertura variável mecânica da câmera. O recurso apareceu no Galaxy S9, em 2018, e continuou na linha Galaxy S10, mas desapareceu dos smartphones da marca a partir da geração seguinte.
A diferença é que a Apple evoluiu a ideia. Enquanto os Galaxy S9 e S10 alternavam entre apenas ente duas opções (f/1.5 e f/2.4), o iPhone 18 Pro permite quatro níveis de abertura, entre f/1.8 e f/4, dando ao usuário mais controle sobre a quantidade de luz e a profundidade de campo.
A abertura determina quanto de luz entra pela lente. Quanto menor o número f, maior é a abertura. Assim, uma configuração como f/1.8 deixa entrar mais luz, sendo útil em ambientes escuros, e tende a produzir maior desfoque do fundo.
Ao fechar o diafragma para f/4, menos luz chega ao sensor, mas a profundidade de campo aumenta. Isso significa que uma parcela maior da cena permanece em foco — característica interessante para paisagens, fotografias de grupos e situações nas quais o fotógrafo quer nitidez em diferentes planos.
A Samsung já explorava exatamente essa diferença. No Galaxy S9, a abertura f/1.5 favorecia ambientes escuros, enquanto f/2.4 ajudava em cenas muito iluminadas e aumentava a profundidade de campo.
Como funcionava no Galaxy S9 e no S10?
A Samsung utilizava um diafragma físico com componentes móveis dentro do módulo da câmera. O mecanismo alterava o tamanho da abertura para escolher entre os dois valores disponíveis.
A tecnologia continuou no Galaxy S10, mas a fabricante abandonou a solução na geração Galaxy S20. Desde então, a Samsung passou a apostar principalmente em sensores maiores, múltiplas câmeras e fotografia computacional para controlar exposição, ruído, HDR e profundidade.
A companhia não divulgou uma razão única para eliminar a abertura variável. Porém, a solução mecânica adiciona custo, complexidade e componentes móveis a um módulo de câmera que precisa ser extremamente compacto. Com a evolução do processamento computacional, parte dos benefícios também passou a ser reproduzida digitalmente.
Apple foi além da solução da Samsung
No iPhone 18 Pro, a Apple utiliza um mecanismo com seis lâminas controladas por um sistema de rotor para modificar fisicamente a abertura. Em vez de apenas alternar entre dois extremos, o aparelho oferece quatro posições.
Isso permite encontrar um equilíbrio mais preciso entre luminosidade e profundidade de campo. A abertura maior favorece luz e desfoque, enquanto o diafragma fechado mantém mais elementos da cena nítidos.
A tecnologia é especialmente interessante porque o controle de abertura continua sendo fundamental em câmeras profissionais. Embora sensores de smartphones sejam menores e a fotografia computacional reduza a necessidade desse recurso, alterar fisicamente o diafragma oferece um efeito óptico real que o software nem sempre consegue reproduzir perfeitamente.
A Apple não foi pioneira na ideia, mas ressuscitou o conceito da Samsung e o levou além, adicionando mais níveis de controle e combinando o mecanismo óptico com o processamento computacional moderno.
O iPhone Duo finalmente coloca a Apple na disputa dos celulares dobráveis, justamente em um segmento no qual a Samsung praticamente domina. O rival direto é o Galaxy Z Fold8, que também inaugurou o design de passaporte na linha.
Em potência, a disputa é equilibrada no papel. O Duo traz o novo A20 Pro, enquanto o Fold8 usa o Snapdragon 8 Elite Gen 5 for Galaxy. Sem testes independentes de benchmark do iPhone, ainda não dá para cravar qual vence em desempenho bruto. Mas há diferenças claras no conjunto. Entenda:
O iPhone Duo tem vantagem potencial em desempenho bruto graças ao A20 Pro, chip desenvolvido pela Apple e também utilizado na linha iPhone 18 Pro. Entretanto, ainda faltam benchmarks independentes para comparar diretamente o processador com o Snapdragon 8 Elite Gen 5 for Galaxy.
O Galaxy, por outro lado, leva vantagem na memória disponível: são 12 GB de RAM, algo importante para manter vários aplicativos abertos e explorar a proposta de multitarefa do Android.
Na prática, o Duo tende a ser a escolha mais interessante para quem prioriza desempenho otimizado dentro do ecossistema Apple, enquanto o Fold8 é mais versátil para produtividade e multitarefa.
Telas e design
Aqui há praticamente um empate. Os dois têm tela interna de 7,6 polegadas, mas adotam propostas diferentes.
O Duo tem tela externa de 5,4 polegadas e, aberto, funciona como um pequeno tablet. O aparelho também suporta Apple Pencil, recurso interessante para anotações, desenho e produtividade.
O Fold8 tem tela externa de 5,5 polegadas e painel interno de 7,6 polegadas, com proporções de 10:16 e 4:3, respectivamente. Por outro lado, o dobrável da Samsung não tem suporte a S Pen, então ponto para a Apple.
Câmeras: Galaxy leva vantagem em versatilidade
O Duo tem duas câmeras traseiras de 48 MP, uma principal e outra ultrawide. É um conjunto bastante forte, mas existe uma limitação importante: não há uma lente teleobjetiva dedicada.
O Fold8 também usa duas câmeras traseiras, mas ambas têm 50 MP: uma grande-angular com OIS e outra ultrawide. O aparelho ainda oferece zoom de qualidade óptica de 2x e até 10x digital.
Por isso, o Galaxy Z Fold8 vence em versatilidade fotográfica, enquanto o Duo aposta mais no processamento computacional da Apple (que segue sendo muito forte).
Bateria: Galaxy tem capacidade conhecida
A Samsung informa bateria de 4.800 mAh e até 26 horas de reprodução contínua de vídeo no Fold8.
No Duo, a Apple adotou uma arquitetura com duas baterias, mas a capacidade em mAh não é o melhor parâmetro para comparar diretamente os dois aparelhos. A eficiência do A20 Pro e do iOS 27 terá papel importante na autonomia real.
Assim, o Fold8 leva vantagem em capacidade declarada, mas ainda não é possível afirmar qual dura mais em uso cotidiano.
E o preço?
Aqui está a maior diferença. O Galaxy Z Fold8 custa R$ 12.599 na versão de 256 GB, enquanto o iPhone Duo começa em R$ 21.999 – diferença de R$ 9.400, apenas para começar.
Isso muda bastante a conclusão: mesmo que o Duo consiga superar o Galaxy em desempenho, o Fold8 oferece uma relação entre hardware e preço muito mais agressiva.
O iPhone Duo parece ser o mais promissor em potência bruta, mas ainda precisa passar por benchmarks para confirmar essa vantagem. Já o Galaxy Z Fold8 é mais completo para quem valoriza multitarefa, câmeras versáteis, maior variedade de armazenamento e preço significativamente menor.
A Apple apresentou nesta quarta-feira (9) o iPhone Duo, seu primeiro celular dobrável, e trouxe uma solução inédita para os smartphones da empresa: a câmera frontal da tela interna fica escondida embaixo do display. A tecnologia permite que o painel de 7,6 polegadas tenha uma área de visualização sem notch ou furo aparente.
A nova câmera FaceTime permanece oculta quando não está em uso, preservando a experiência de tela inteira. A solução faz parte da estratégia da Apple de aproveitar melhor o espaço do display interno, que também recebe acabamento em nanotextura para reduzir reflexos e tornar o vinco menos perceptível.
O iPhone Duo tem duas telas Super Retina XDR: uma externa de 5,4 polegadas, utilizada com o aparelho fechado, e outra interna de 7,6 polegadas quando o dispositivo é aberto. É justamente sob o painel maior que a Apple posicionou a câmera frontal Center Stage.
O componente foi desenvolvido para ficar invisível durante o uso normal. Segundo a Apple, a câmera também consegue tirar fotos e vídeos automaticamente em diferentes orientações, sem que o usuário precise girar o aparelho para ajustar o enquadramento.
A tela interna mantém ainda recursos como ProMotion, Always-On e brilho máximo de até 3.000 nits em ambientes externos. A proporção das duas telas também é a mesma, permitindo que o conteúdo seja redimensionado de maneira proporcional ao abrir ou fechar o aparelho.
iPhone Duo transforma a câmera traseira em selfie
A câmera escondida não é a única novidade fotográfica do dobrável. O aparelho também permite usar a câmera traseira para tirar selfies em alta resolução, aproveitando a tela externa como visor para que o usuário consiga visualizar o enquadramento.
Outro recurso chamado Duo Preview permite que a pessoa que está sendo fotografada consiga acompanhar a prévia da imagem na tela externa antes do disparo.
Há ainda o Smart Take, que utiliza inteligência artificial para identificar quando as pessoas estão posando e realizar automaticamente a captura. Para fotografar crianças, o Kid Cue exibe animações do Snoopy e de outros personagens de Peanuts no display externo para tentar chamar a atenção dos pequenos.
O conjunto também habilita o Duo FaceTime, que permite que outras pessoas próximas participem de uma videochamada utilizando a tela e a câmera externas.
Na traseira, o iPhone Duo traz uma câmera principal Fusion de 48 MP, capaz de registrar fotos de 24 MP por padrão e equipada com uma teleobjetiva integrada de 2x com qualidade óptica. O sistema promete ainda zero shutter lag, reduzindo o intervalo entre o toque no botão e a captura.
A segunda câmera é uma Ultra-Wide Fusion de 48 MP, destinada a fotografias com campo de visão mais amplo e imagens macro. O aparelho também grava vídeos em 4K a 120 quadros por segundo com Dolby Vision e permite ajustar efeitos cinematográficos depois que a gravação já foi realizada.
Design dobrável aposta em tela sem interrupções
A câmera sob o display combina com a proposta de design do iPhone Duo. Aberto, o aparelho é o iPhone mais fino já produzido pela Apple e oferece uma tela 50% maior que a do iPhone 18 Pro Max.
O iPhone Duo será vendido nas cores star white e night sky, com armazenamento de 256 GB, 512 GB, 1 TB ou 2 TB. A pré-venda começa em 16 de outubro, inclusive no Brasil, e a disponibilidade geral está marcada para 23 de outubro. O preço inicial é de R$ 21.999.
A Apple apresentou o iPhone 18 Pro e o iPhone 18 Pro Max nesta quarta-feira (9) com uma das maiores mudanças já feitas no sistema de câmeras da linha. Os novos celulares finalmente adotam abertura variável na câmera principal, recurso tradicionalmente associado a câmeras profissionais que permite controlar fisicamente a quantidade de luz que chega ao sensor.
A novidade coloca os modelos Pro mais próximos da experiência de uma câmera dedicada. Em vez de depender exclusivamente de processamento computacional para lidar com diferentes condições de iluminação, o usuário passa a contar com controle sobre a abertura da lente, permitindo adaptar a captura à situação.
A abertura de uma lente determina quanto de luz chega ao sensor e também influencia características como profundidade de campo. Em câmeras tradicionais, fotógrafos podem alterar esse parâmetro para adaptar a imagem à cena.
No iPhone 18 Pro, a Apple incorporou essa possibilidade à câmera principal de 48 MP. A abertura variável pode ajudar especialmente em situações de pouca luz, além de permitir maior controle sobre o resultado de fotografias com diferentes níveis de iluminação.
Na prática, isso representa uma mudança importante em relação aos iPhones anteriores, que utilizavam uma abertura fixa em suas câmeras. A abertura variável vinha sendo apontada como uma das principais novidades fotográficas da geração e agora foi confirmada pela Apple.
iPhone ganha ferramentas de fotografia profissional
A evolução não está apenas no hardware. A Apple também prepara o sistema de câmera para oferecer controles mais avançados, aproximando o celular das ferramentas encontradas em equipamentos voltados a fotógrafos.
Entre os recursos anunciados para a nova geração estão ferramentas como histograma e waveform para análise de exposição, focus peaking para auxiliar na confirmação do foco e alertas de áreas superexpostas. Também foram citados controles de foco manual e correções de imagem baseadas na abertura utilizada.
Essas funções são particularmente interessantes para quem prefere ter maior controle sobre a captura em vez de deixar todas as decisões nas mãos dos algoritmos automáticos.
O focus peaking, por exemplo, destaca visualmente as regiões que estão em foco. Já histogramas e formas de onda ajudam a avaliar a distribuição de luz da imagem antes ou depois da captura, ferramentas comuns em fluxos profissionais de fotografia e vídeo.
Mais controle sem abandonar a fotografia computacional
Apesar da aproximação com câmeras profissionais, a Apple não abandonou a estratégia de fotografia computacional que se tornou característica do iPhone.
O processamento de imagem continua responsável por combinar dados dos sensores, ajustar exposição e melhorar resultados em situações difíceis. A diferença é que o hardware passa a oferecer uma variável adicional para o fotógrafo controlar.
A abertura variável também pode contribuir para melhorar fotografias em ambientes escuros. Segundo a cobertura do lançamento, a câmera principal de 48 MP ganhou justamente esse mecanismo, com a proposta de ampliar a capacidade do aparelho em diferentes condições de iluminação.
Pro e Pro Max recebem foco nas câmeras
Os novos iPhone 18 Pro e iPhone 18 Pro Max mantêm o posicionamento de aparelhos voltados a usuários que procuram o máximo em fotografia e vídeo dentro do ecossistema da Apple.
Além das câmeras atualizadas, os celulares são equipados com o novo chip A20 Pro de 2 nanômetros, que promete aumento de desempenho e eficiência energética. Os aparelhos também receberam melhorias no gerenciamento térmico e na autonomia, além de um recurso que identifica fotos criadas com IA.
A combinação entre processamento mais potente e novo sistema óptico é importante porque muitos dos recursos avançados de fotografia dependem justamente da capacidade do aparelho de analisar e processar grandes quantidades de dados rapidamente.
A Apple apresentou nesta quarta-feira (9) o Apple Watch Ultra 4 e o Apple Watch Series 12, novas gerações de seus relógios inteligentes. Embora tenham propostas diferentes, os dois modelos compartilham uma das principais novidades da geração: o Sistema de Sensoriamento de Saúde, que promete oferecer o monitoramento de frequência cardíaca mais preciso em um dispositivo vestível.
A tecnologia combina novos sensores ópticos e elétricos com o chip S11, permitindo medições mais recorrentes da frequência cardíaca e da variabilidade da frequência cardíaca (VFC). Os dados servem de base para novos recursos de saúde e condicionamento físico, incluindo a inédita pontuação de prontidão, que tenta indicar se o corpo está preparado para atividades mais intensas ou se precisa de recuperação.
O Apple Watch Ultra 4 mantém a proposta de ser o modelo mais resistente da família, com caixa de titânio disponível nas opções natural e preto. O relógio também ganhou melhorias direcionadas a atletas e aventureiros, incluindo o que a Apple classifica como o GPS integrado mais preciso em um relógio esportivo.
A autonomia é um dos principais diferenciais. O Ultra 4 promete até 50 horas de uso diário, podendo chegar a 84 horas no modo de pouca energia. Para atividades ao ar livre, o modo de treino estendido oferece até 25 horas de rastreamento com GPS completo, enquanto o modo de treino máximo estendido chega a 45 horas, com leituras de GPS a cada segundo.
A recarga rápida também evoluiu: 15 minutos na tomada podem adicionar até 18 horas de bateria.
Series 12 aposta em formato mais convencional
Já o Apple Watch Series 12 mantém a proposta de smartwatch tradicional, mas recebe o mesmo sistema de sensoriamento de saúde e o chip S11. O modelo mede a frequência cardíaca a cada cinco segundos ao longo do dia, utilizando LEDs verdes maiores e mais eficientes no sensor óptico.
A VFC passa a ser medida até 24 vezes mais frequentemente. A Apple divide o indicador em duas categorias: VFC de Recuperação, voltada para sinais diários de estresse e recuperação, e VFC Geral, direcionada a informações mais amplas sobre a saúde cardiovascular.
O Series 12 terá caixas de 42 mm e 46 mm, com opções de alumínio, titânio e cerâmica. Entre os acabamentos estão preto, ouro claro, cinza espacial, titânio natural, ouro radiante, branco pérola e azul noite.
A autonomia chega a 24 horas, enquanto 15 minutos de carregamento garantem até 12 horas adicionais de bateria. Em treinos ao ar livre, a Apple promete até 10 horas de uso.
Prontidão transforma dados em uma nota de 0 a 10
Nos dois relógios, o novo recurso de prontidão reúne atividade recente, carga de treinamento, sinais vitais e pontuação de sono para gerar uma nota diária entre 0 e 10.
Em vez de apresentar apenas os números coletados pelos sensores, o sistema transforma as informações em recomendações como “Recuperar”, “Maneirar”, “Pronto” e “Vai com Tudo”. A pontuação pode mudar durante o dia conforme novos dados, como um treino intenso, são registrados.
A Apple também redesenhou o aplicativo Saúde do iPhone, que receberá no fim do ano uma nova aba Longevidade. Entre os recursos está a Idade de Saúde, que compara a evolução das métricas do usuário com sua idade real.
Apple Intelligence chega aos relógios
O chip S11 também amplia o uso de inteligência artificial nos relógios. Com o watchOS 27, a Apple Intelligence alimenta a Siri no Apple Watch, permitindo que a assistente compreenda melhor o contexto pessoal e utilize um conhecimento mais amplo.
Outro destaque é a Inteligência de Áudio. O microfone do relógio, combinado ao processamento do S11, permite identificar sons importantes como sirenes, alarmes, campainhas e choro de bebê.
O recurso Live Rewind também pode exibir em texto os últimos 15 segundos de uma conversa após um clique duplo na Digital Crown. Há ainda o Siri Recap, para resumir os principais pontos de conversas, e integração com o Shazam para identificar músicas.
O Apple Watch Series 12 parte de US$ 399 (cerca de R$ 2.036), enquanto o Apple Watch Ultra 4 começa em US$ 799 (R$ 4.078) nos Estados Unidos. A pré-venda dos dois modelos começa nesta quarta-feira (9), com disponibilidade prevista para 18 de setembro de 2026.
Ainda não temos datas para pré-venda ou disponibilização no Brasil, mas a Apple já revelou que o novo Apple Watch Ultra 4 terá preços a partir de R$ 10.499, enquanto Apple Watch Series 12 parte de R$ 5.499 com várias versões. Veja os preços para cada variante: