Os desenvolvedores do RPCS3, um dos maiores emuladores de PlayStation 3 disponíveis nos PCs, afirmam que ¾ de toda a biblioteca da plataforma já está jogável no software.
Nas redes sociais, a equipe garantiu que continuará a melhorar o serviço, expandir a sua compatibilidade e trazer a preservação de games para perto de sua extensa comunidade.
“75% de todos os jogos de PS3 estão JOGÁVEIS no PC. RPCS3 será aprimorado com novos recursos, correções e otimizações, trazendo-o para o mais perto possível de preservar toda a biblioteca do videogame”, reforçaram.
Na prática, dos 3.559 listados no emulador, 2.681 são marcados como “Playable” — que significa que podem ser jogados do início ao fim, sem glitches que impedem seu avanço ou problemas graves de desempenho.
Ainda que seja uma grande vitória, vale notar que estes 25% restantes representam um “longo caminho” para ver diversos títulos rodarem nos computadores. Entre eles, God of War 3, The Last of Us, Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots e muitos outros sucessos.
Deste modo, muitas experiências permanecerão “presas” apenas para quem conseguiu adquiri-las no passado. As franquias inFAMOUS e Resistance, além de títulos como Final Fantasy XIII e diversos outros que não são acessíveis nos consoles modernos vão simplesmente “desaparecer”.
Em paralelo ao fim das mídias físicas no PlayStation, essa postura representa um duro golpe da companhia japonesa contra a preservação de jogos. Ao menos a comunidade tem criado opções como o RPCS3 e, inclusive, um emulador de PS5 existe e já pode ser testado.
Após a forte repercussão negativa sobre o anúncio da Sony Interactive Entertainment, que interromperá a produção de discos para PlayStation a partir de 2028, autoridades políticas do México decidiram enfrentar o problema.
A deputada federal Iraís Reyes e o senador Luis Donaldo Colosio denunciarão a prática à Comissão Nacional Antitruste, com uma queixa formal sobre a “prática anticompetitiva” que a companhia japonesa deseja criar na indústria de jogos eletrônicos.
Os políticos afirmam que a movimentação poderia gerar um monopólio, algo que iria contra a Lei Federal de Concorrência Econômica do México. Para eles, o plano é reduzir a competição, aumentar custos e, assim, ter um maior controle do mercado.
“Se os discos desaparecerem, qualquer um que possui um PlayStation não poderá mais escolher onde comprar seus games e será forçado a adquiri-los de forma exclusiva pela loja da Sony”, afirmou Reyes.
A reclamação busca respostas sobre a decisão da gigante japonesa, já que adotar as mídias digitais como única forma de comprar jogos afeta negativamente os consumidores e lojistas — assim como toda a cadeia indireta, como distribuidoras e transportadoras.
Além disso, Luis Donaldo Colosio aponta uma preocupação que cresceu entre os fãs nas últimas semanas: a posse dos games adquiridos em plataformas digitais, já que existe uma “manobra” para ter poder total sobre o serviço.
“Os consumidores vão deixar de ser verdadeiros proprietários de seus videogames. Com os jogos digitais, você não compra mais um título no sentido tradicional — você adquire uma licença, o que significa que o acesso ao conteúdo depende inteiramente das condições estabelecidas pela empresa”, afirma o senador.
O mundo vs. PlayStation
Apesar da ação do México ser significativa, inclusive por atuar de forma próxima ao que ocorre nos Estados Unidos, este não é o único país a comprar briga contra a Sony. No Brasil, outros políticos também agem para evitar o monopólio da companhia.
Recentemente, a deputada federal Erika Hilton registrou uma ação nos órgãos de defesa ao consumidor para investigar esta iniciativa no PlayStation.
De acordo com a política, tornar a compra de jogos restrita a 100% das plataformas digitais vai ferir o mercado do país e viola os direitos previstos no Código de Defesa do Consumidor.
No Reino Unido, uma associação de lojistas emitiu uma reclamação pública contra a Sony — que pode movimentar os políticos do país como consequência.
A Warner Bros. adiou novamente a estreia de Batman: Parte 2 e agora a produção de Matt Reeves chegará aos cinemas apenas em 18 de fevereiro de 2028.
O atraso não foi por questões técnicas, mas sim porque o longa-metragem The Great Beyond, de J.J. Abrams e que conta com Glen Powell (Top Gun: Maverick e Twisters) e Jenna Ortega (Wandinha e Pânico), também sofreu um adiamento.
Agora, o título chega no dia 1 de outubro de 2027 e, para evitar conflitos entre as estreias, a DC Studios decidiu movimentar a próxima aventura do Homem-Morcego para o ano seguinte.
A data de Batman: Parte 2 não foi escolhida ao acaso. Este período é conhecido por movimentar bem as bilheterias, como foi em Pantera Negra (2017), Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania (2023) e Capitão América: Admirável Mundo Novo (2025).
Apesar de demorar mais para ver o retorno de Robert Pattinson (O Drama e Crepúsculo) ao papel, Matt Reeves ao menos divulgou o primeiro teaser do filme. O vídeo é um teste de câmera, que mostra o herói em meio a uma nevasca. Confira:
A demora por Batman: Parte 2
Apesar do conflito de agendas recente justificar a nova mudança, a sequência já vem sofrendo pausas desde a estreia de seu antecessor, em março de 2022. Na prática, serão seis anos que vão separar as duas produções.
Inicialmente prevista para outubro de 2026, Batman: Parte 2 foi adiado para outubro de 2027 e, agora, fevereiro do ano seguinte. A DC Studios não se pronunciou oficialmente, mas consequentemente isso poderá impactar Os Bravos e Destemidos — que ocorre dentro do Universo Cinematográfico de Superman.
A obra contará com o retorno de Robert Pattinson, Andy Serkis (O Senhor dos Anéis, Planeta dos Macacos) e Colin Farrell (O Lagosta, S.W.A.T.: Comando Especial) — como Bruce Wayne, Alfred e o Pinguim, respectivamente.
O elenco traz também Scarlett Johansson (Vingadores, História de um Casamento), Sebastian Stan (Capitão América: O Soldado Invernal e O Aprendiz) e Jayme Lawson (Pecadores e A Mulher Rei).
Uma nova patente registrada pela Sony Interactive Entertainment demonstra, pela primeira vez, como deverá ser o sistema de resfriamento do PlayStation 6.
O documento foi cadastrado no site da World Intellectual Property Organization (WIPO), com mudanças expressivas do que é visto atualmente no PS5.
As artes mostram os dissipadores de calor e tubos posicionados de uma forma que, independentemente da orientação do hardware, seu desempenho não será impactado.
O líquido que ajudará no resfriamento do PlayStation 6 permanecerá no circuito e afastará o calor do processador — esteja o videogame deitado ou de pé, via suporte vertical.
O sistema de refrigeração não é tão diferente do que é visto em computadores tradicionais, o que pode trazer um melhor desempenho térmico em sessões prolongadas.
Os problemas se repetirão no PlayStation 6?
Aparentemente, o projeto da Sony é impedir que seu console da próxima geração repita os mesmos erros vistos no PS5. Caso não se recorde, ao colocar os primeiros modelos do videogame verticalmente, o metal líquido vazava ao longo do tempo.
Além de provocar problemas de superaquecimento, isso também poderia causar outras dores de cabeça — como curto-circuitos ao entrar em contato com os demais componentes do hardware.
A falha logo foi corrigida, já que as versões mais recentes do console e o PS5 Pro não possuem a complicação. Contudo, para evitar reveses e críticas no lançamento do PlayStation 6, isso se tornou uma preocupação ainda maior para a engenharia.
Ainda assim, é importante ressaltar que nem sempre os documentos registrados representam o produto final. Na prática, esta pode ter sido apenas uma das soluções encontradas pela Sony e que pode ter sido aplicada em protótipos.
A Crunchyroll anunciou oficialmente que mudará a forma como trabalha com a sua loja digital: a partir de agosto, a Crunchyroll Store (indisponível no Brasil) só estará disponível para assinantes dos planos Mega Fan e Ultimate.
Deste modo, diversos itens relacionados a animes famosos — muitas vezes exclusivos — estarão restritos para quem paga o serviço. Na prática, se você consome de outro modo ou apenas lê os mangás, não conseguirá determinadas mercadorias.
De acordo com a plataforma, a nova experiência permitirá trabalhar de forma mais focada e com diversas ações positivas, como lançamentos selecionados, colecionáveis de edição limitada e artigos exclusivos da própria Crunchyroll.
Antes da movimentação, a loja oferece uma Promoção de Verão com produtos com até 50% de desconto. No entanto, há uma pegadinha: alguns são vendidos como “final sale”, o que impede devolução, troca ou ressarcimento — mesmo com defeitos.
A controvérsia na Crunchyroll
A ideia para a venda online surgiu em 2022, quando a plataforma de streaming comprou a varejista Right Stuf. O site já era um velho conhecido dos fãs, justamente por centralizar diversos itens relacionados aos animes mais famosos.
Porém, nos últimos 4 anos essa aquisição causou muitas polêmicas. Desde a compra, o público notou um estoque reduzido, preços cada vez mais altos e a possível construção de um monopólio em torno da temática.
Com a atual decisão, colecionadores já usam as redes sociais para reforçar o viés negativo daquilo em que a Crunchyroll Store se transformou.
Para fins informativos, a Right Stuf tinha sido fundada em 1987 e passou por todas as grandes febres da indústria: Dragon Ball, Naruto, One Piece, Demon Slayer -Kimetsu no Yaiba- e muitas outras.
Ao longo dos anos, sua reputação cresceu a ponto de se tornar a maior loja online para quem buscava figuras de ação, jogos, Blu-rays, mangás, itens colecionáveis e mais artigos baseados em diversas obras.
Agora como subsidiária da Crunchyroll, ela venderá todas estas mercadorias apenas para quem assina o serviço — e para as versões mais caras, é importante notar. Isso aumentou a frustração dos fãs, que terão um espaço a menos para comprar o que amam.
Não foi divulgado se a movimentação é apenas uma “contenção de danos” ou se faz parte de uma estratégia maior, já que estudos apontam que animes hoje são tão populares quanto esportes. Forçar esse público a assinar seu serviço para comprar produtos pode ser uma visão, assim como um grande “tiro no pé”.
Novos rumores apontam que o elenco em torno da nova versão de X-Men vai se reunir em breve. Enquanto Sadie Sink (Stranger Things, A Baleia) é esperada como Jean Grey em Homem-Aranha: Um Novo Dia, o ator que interpretará Magneto também já foi escolhido.
De acordo com diversos insiders da indústria cinematográfica, o anti-herói será interpretado por Adam Driver (Star Wars: O Despertar da Força, História de um Casamento). A Disney e o ator não se pronunciaram oficialmente sobre o assunto.
Além disso, também não foi revelado qual será o papel de Magneto na trama da terceira tentativa de alavancar os filmes dos mutantes. Em determinados momentos ele é um aliado de Charles Xavier, em outros um implacável oponente.
Ainda que sua escalação para X-Men seja vista com bons olhos, o público indica que gostaria de vê-lo como outro vilão das HQs: o Senhor Sinistro. Até o momento, este foi um dos grandes inimigos da equipe que nunca foi adaptado para as telonas.
Porém, este não foi o único nome vazado do novo longa-metragem dos Filhos do Átomo. Veja o que pode ser uma parcela dos atores que estarão presentes na versão do Universo Cinematográfico Marvel (MCU):
Adam Driver (Star Wars: O Despertar da Força, História de um Casamento) como Magneto
Patrick Wilson (Aquaman, Invocação do Mal) como Charles Xavier
Odessa A’zion (Marty Supreme, Until Dawn: Noite de Terror) como Vampira
Peter Claffey (O Cavaleiro dos Sete Reinos, Pequenas Coisas como Estas) em um papel desconhecido
Charles Melton (Riverdale, Tempo de Guerra) em um papel desconhecido
Nicholas Alexander Chavez (Monstros, General Hospital) em um papel desconhecido
Inde Navarrette (Obsessão, Superman & Lois) em um papel desconhecido
Apesar de não existirem informações de quando o elenco será revelado, vale lembrar que na próxima semana começa a San Diego Comic-Con — um dos eventos favoritos da Marvel Studios, então é possível que o grupo seja confirmado ali.
O peso de Magneto
Mesmo que Adam Driver seja um nome forte, Erik Magnus Lehnsherr — o mestre do magnetismo — sempre foi vivido por atores memoráveis. Nos filmes dos anos 2000, o personagem era interpretado por Ian McKellen (O Senhor dos Anéis), enquanto a segunda versão teve o rosto de Michael Fassbender (Shame e Prometheus).
Não é para menos, já que o personagem é repleto de nuances. Ele foi um jovem judeu caçado por nazistas, assim como descobriu cedo seus dons e se uniu a Charles Xavier por um ideal. No entanto, suas ideias divergem e provocam uma ruptura na dupla: o que serve de palco para vários embates entre os dois.
Inicialmente Magneto era um vilão, porém recebeu mais profundidade nas HQs, animações e nos cinemas — o que deixou as portas abertas para que pudesse transitar nos dois lados sem provocar estranhamentos. Inclusive, ele já liderou os X-Men em diversas situações.
A grande questão que fica em aberto é como será abordada a sua paternidade da Feiticeira Escarlate e Mercúrio. No MCU, o “pai” de Wanda e Pietro foi mostrado em um curto flashback de Wandavision (2021) — com a presença de Daniyar no papel. Porém, ali foi creditado como Olek Maximoff, o que tornou tudo confuso.
Caso um reboot ocorra em Vingadores: Guerras Secretas, esta questão não será importante nas futuras produções. Contudo, os fãs buscam respostas antes mesmo dos X-Men retornarem aos cinemas e isso pode levar algum tempo, já que a obra sequer teve suas gravações iniciadas.
Para acalmar os ânimos, os Filhos do Átomo dos anos 2000 voltarão a aparecer nos cinemas em Vingadores: Doutor Destino. A obra promete criar um grande duelo entre os mutantes e os Heróis Mais Poderosos da Terra, no qual cada um terá de proteger sua própria realidade.
O vasto elenco de X-Men
Vale notar que a Marvel Studios pode misturar nomes grandes com novatos para compor o retorno do grupo aos cinemas. Se por um lado podemos ver Sadie Sink, Adam Driver e Patrick Wilson, por outro haverá sensações recentes de Hollywood como Inde Navarrette — que estrelou o bem-sucedido Obsessão.
Não foi revelado se estes atores farão sua estreia no MCU em outros projetos, como supostamente Jean Grey estará em Homem-Aranha: Um Novo Dia, mas é bom sentar e esperar: vê-los juntos não acontecerá do dia para a noite.
O jogo independente Denshattack! chamou a atenção de muita gente desde o seu anúncio. Pilotar trens como skates, em pistas cheias de obstáculos e com muito estilo é uma identidade forte demais para se ignorar, diga-se de passagem.
Com o lançamento em mãos, é possível reforçar que ele é exatamente o que promete: um game no qual precisará dirigir sem cautela alguma, ao realizar diversas manobras enquanto coleta pontos que colocarão a sua piloto em evidência.
Em um futuro distópico, a sociedade se move entre as grandes metrópoles e se esqueceu das cidades que ficam marginalizadas ao seu redor. Porém, jovens usam as antigas linhas de trem e metrô para curtir e quebrar o status quo nos quais foram inseridos.
No meio disso, você está neste novo mundo de Denshattack! como um novato — pronto para descobrir as maravilhas de guiar o seu trem em cenários alucinantes, cheios de curvas, obstáculos e inimigos.
Prós
Ação de tirar o fôlego
Referências a animes são um forte apelo cultural
Alto fator de replay
Tem muito estilo e personalidade
Contras
Exige muita habilidade no controle
Algumas pistas podem frustrar, principalmente no começo
Entre no vagão de Denshattack!
A proposta de Denshattack! é bem simples: você controlará um trem em alta velocidade, com o dever de fazer manobras (como um skate mesmo), saltar entre obstáculos e conseguir coletar o máximo de pontos e itens possíveis em seu caminho.
De cara, é possível até perceber inspiração em títulos mobile. Porém, não se engane: a ação do game da Undercoders é repleta de nuances. Haverá momentos em que seu trem vai parar em cima de uma roda gigante em movimento, atravessará prédios e até enfrentará robôs gigantes.
Há todo um cuidado para a aventura não ser “mais do mesmo”, o que me deixou preso ao sofá por horas. Mesmo nas pistas mais “calmas” há chance de fazer arte como buzinar para acordar morcegos, realizar manobras que desbloqueiam áreas únicas e até destruir parte do cenário.
Porém, o melhor mesmo é encarar os grandes chefões. Seja em uma corrida direta contra um oponente, a chegada de grandes robôs ou outras ameaças, você tem apenas que dirigir o trem que tenta chegar ao seu destino — o que é incrível por si só.
“Você pode ver trailers, trechos ou até assistir seu streamer favorito jogar Denshattack!, mas nada vai te preparar para o momento que tiver com o trem sob seu controle” - Diego Corumba
A experiência on rails (aqui, literalmente) tira o fôlego, tanto pelos momentos intensos quanto pelo conjunto da obra: gráficos, trilha sonora, elementos de tela, o ritmo e muito mais que estão claros nas prévias, mas que se tornam ainda mais vivos quando se está com o controle nas mãos.
A alma do seu trem
Para ajudar na sua missão, Denshattack! traz várias opções para os jogadores. Você pode personalizar seu trem, coletar fotos e imagens que compõem aquele mundo e conferir diversos detalhes ao seu redor.
Há muito a se fazer nos trilhos, mas também existe toda uma realidade que é construída ao redor da protagonista Emi. A distopia na qual os personagens vivem, os aliados interessantes, os rivais, tudo é muito bem estabelecido e encanta.
Com muita personalidade e estilo, o título cria conexões honestas e que não parecem ter sido criadas apenas para preencher os trechos jogáveis. Todo o conjunto se complementa, ao contrário do que vemos em muitos lançamentos AAA.
Sabe aquela cutscene que surge no meio de duas partidas em um jogo de luta ou o vídeo que te interrompe entre missões? É incrível como não tem essa sensação nesta experiência, em alguns casos dá até ansiedade para ver o que virá a seguir.
Neste aspecto, é notável o quanto eles se inspiraram em obras japonesas. Desde o conceito de alguns personagens à forma como o mundo de Denshattack! se expande, a raiz nos animes fica clara e traz um forte apelo cultural — principalmente para quem ama o gênero.
Dito isso, em determinados trechos você vai querer voar para os trilhos. Em outros, vai ficar na ansiedade para ver o que aquela performance vai trazer para o próximo capítulo na história. Isso, caros leitores, é um grandioso acerto da Undercoders.
A pamonha é doce, mas não é mole não
Ainda que o título encante e chame muito a atenção, vale o lembrete de que os jogadores precisam de uma habilidade acima do comum com o controle para desfrutar de tudo o que ele pode oferecer.
Não é como se fosse um soulslike, mas Denshattack! vai exigir duas maestrias em alta demanda: reflexos e coordenação (quase como um game rítmico). Isso pode se apresentar como uma grande dificuldade para novatos e para quem não tem tanta habilidade.
Claro que dá para vencer as fases e desafios com o “básico”, assim como é possível ajustar o nível para não perder tanto assim. Porém, se algumas cenas dos trailers te encantaram e você tenta replicá-las, perceberá que algumas vão exigir demais.
O começo, principalmente, frustra. Você vê itens que deixou para trás, desafios não concluídos no fim da fase e muito mais — mesmo nos trechos que servem de “tutorial”. A ação pede paciência, para melhorar suas habilidades e ritmo, para aí sim começar a aproveitar o que ele tem a oferecer.
“Ver obstáculos, pular trilhos, realizar manobras no meio disso, preparar a próxima ação e criar oportunidades é, muitas vezes, questão de 1 ou 2 segundos que sei que impedirá jogadores de se divertirem por completo” - Diego Corumba
A parte boa é que Denshattack! possui um alto fator replay. Os desenvolvedores sabem que ninguém conseguirá fazer todas as manobras ou atingir determinado número de pontos logo de cara, então pode repetir várias delas quantas vezes quiser para correr atrás de algo que perdeu.
Uma ideia nova
Ainda que o conceito da dificuldade assuste, vale muito a pena investir o seu tempo no jogo. Ele não é curto, o que permite explorar ainda mais seus cenários, história, reunir os colecionáveis e se aprofundar muito mais neste mundo.
O que encanta é que Denshattack! é uma criação “inédita”, que bebe da fonte de várias experiências famosas — seja Tony Hawk’s Pro Skater, seja de títulos mobile, animes e outros —, mas que traz algo nunca antes visto.
Em uma indústria na qual reclamamos do excesso de remakes, reboots, cópias e do “mais do mesmo” o tempo todo, ele surge como uma oportunidade de se abrir a porta para novas ideias e elementos. Ainda por cima, ele traz tudo isso com muito estilo e personalidade, algo difícil hoje em dia.
Não dá para comparar com nenhum game quando se vê o trem pular, correr pela parede, saltar em robôs gigantes e subir aos céus enquanto o sol brilha forte na sua tela. E esta é a grande façanha de Denshattack!: o “novo” bem-feito, que não busca o espaço alheio, mas sim um lugar diferente na sua biblioteca.
Além disso, o teste realizado no PS5 base mostrou que mesmo quase um mês antes de sua chegada oficial ele já rodava “liso” — sem quedas de quadros ou travamentos. Com as atualizações, ele pode se tornar ainda mais impressionante, principalmente em PCs modernos ou no PlayStation 5 Pro.
“Vale notar que ele foi criado pelo mesmo diretor do incrível Ninja Gaiden Ragebound, assim como a sua trilha sonora é assinada por Tee Lopes — de Sonic Mania e Teenage Mutant Ninja Turtles: Shredder’s Revenge” - Diego Corumba
Dito isso, pode dar uma chance para Denshattack! te surpreender que isso trará poucos arrependimentos. No máximo, se você não for hábil com o controle ou já souber que não se sai bem em jogos rítmicos, mas no geral dá para se curtir demais ainda assim.
Não foi à toa que o recomendamos no início do ano, com os 9 jogos indie promissores que serão lançados em 2026. Este você encontrará no PS5, XBOX Series (inclusive, ele será Day One no Game Pass), Nintendo Switch 2 e computadores a partir de 15 de julho.