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AMD confirma novos Threadripper com arquitetura Zen 6 e barramento ultrarrápido

17 June 2026 at 19:35

A AMD tem trabalhado na arquitetura de processadores Zen 6, embora não tenha divulgado nenhum detalhe oficialmente, até agora. Segundo um documento do Time Vermelho, os Ryzen Threadripper PRO de nova geração chegarão para a nova plataforma TR6, abandonando de vez TR5, e com suporte a PCIe 6.0, que ainda não tem prazo para chegar ao mercado.

A informação deixa claro que os Ryzen Threadripper PRO (codinome "Mustang Peak") são baseados na arquitetura Zen 6, feitos em 2 nm da TSMC. Além do suporte ao barramento de nova geração, eles farão uso de memória RAM DDR5, nada de DDR6 por enquanto. Ainda não está claro a nomenclatura que a AMD adotará para a nova geração, seja Ryzen ou Ryzen Threadripper. Como estão na série 9000, o mais óbvio seria ir para o 10000.

Ryzen Threadripper PRO Zen 6 podem passar de 100 núcleos

A atual geração Ryzen Threadripper 9000 oferece até 96 núcleos e 192 threads na plataforma TR5, através de placas-mãe TRX50 e WRX90. Em termos de memória, essa série suporta DDR5-6400 em até oito canais na linha PRO, e quatro canais na linha HEDT, além de até 128 linhas de PCIe 5.0.

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AMD confirma Threadrippers Zen 6 feitos em 2 nm e com suporte a PCIe 6.0 (Imagem: AMD/Reprodução)

Vale ressaltar que esses não são os processadores high-end voltados para data centers de larga escala, já que os EPYC têm essa finalidade. No lineup atual, EPYC 9005, a AMD oferece até 192 núcleos e 384 threads baseados em Zen 5, 512 MB de cache L3 e consumo base chegando a 500W.

Não sabemos ainda a quantidade de núcleos que os Ryzen Threadripper PRO baseados em Zen 6 trará, mas rumores apontam para uma mudança inédita na quantidade de núcleos por CCD nessa arquitetura. A quantidade máxima sempre foi de 8 núcleos e, segundo as informações não oficiais, esse número pode dobrar, garantindo novas quantidades para todos os segmentos.

Assim, por exemplo, um Ryzen 5 pode ter 8 núcleos, um Ryzen 7 pode passar para 12 ou 16, e um Ryzen 9 pode chegar a 32 núcleos. Essa mudança aconteceria pela primeira vez desde que os Ryzen chegaram em 2017 e seria uma saída essencial para brigar contra a Intel e os Core Ultra 400 Nova Lake, que devem chegar com mais de 50 núcleos e grande quantidade de cache.

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Skynet dos PCs? Robôs da Nvidia aprendem sozinhos a instalar placas de vídeo

17 June 2026 at 18:10

Se você é PC gamer "das antigas", já montou inúmeras máquinas ao longo de décadas e cansou disso, saiba que o futuro chegou e você, em breve, poderá ter um assistente robô, cortesia da NVIDIA. Como se não bastasse a terceirização de muitos trabalhos para IA hoje em dia, máquinas já conseguem montar um PC, ou pelo menos encaixar uma placa de vídeo em uma placa-mãe. Afinal, tem que começar de algum lugar.

A NVIDIA apresentou robôs agênticos que podem aprender por conta própria tarefas de alta precisão, como fechar uma abraçadeira, ou menos complexo como cortar essa abraçadeira com um alicate. No vídeo abaixo, vemos os dois braços de robôs encaixando uma placa de vídeo da NVIDIA, um modelo muito simples e antigo (seria medo ou incapacidade de usar um modelo maior e mais novo?), em uma placa-mãe AORUS robusta.

Processo ainda é bastante lento, mas deve melhorar com o tempo

O vídeo está acelerado em 8x, então isso significa que todo o processo ainda é bastante lento, algo que deve mudar com o tempo, conforme as máquinas vão aprendendo. Na página do projeto (link abaixo), existem outros vídeos mostrando os braços robóticos instalando a placa de vídeo em outro slot PCIe também, e você pode assisti-los na velocidade original (tudo fica bem lento)

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"A frota robótica começa a ganhar vida: eles aprendem a procurar pistas visuais, resetam a cena, praticam habilidades inovadoras, mexem na pilha de controle, leem artigos online, debatem, refletem, ficam presos e tentam novamente diretamente no hardware. Tudo o que fizemos foi dar ao Codex uma API para o mundo dos átomos, e o resto é emergência", explica Jim Fan, diretor de IA da NVIDIA.

O cientista de IA diz ainda que os robôs desse laboratório estão sempre aprendendo, melhorando "incansavelmente da noite para o dia". O objetivo principal: "todos nós tiramos férias e o Jensen nem notaria", brinca Fan. Todo o código do projeto será disponibilizado para quem quiser testar, e tiver robôs para isso. Ou seja, não é para qualquer um.

A automação em diferentes segmentos já acontece há um tempo, seja ela de forma virtual, através de programas, ou física, com robôs (como em fábricas). Com projetos como esse, máquinas que aprendem cada vez mais conforme tentam ficarão disponíveis para uso menor, já que a indústria exige um outro nível de automação.

Inteligência Artificial é o grande foco da NVIDIA é até irônico ver robôs treinados com IA manuseando placas GeForce, em um momento em que o Time Verde dá sinais de que não se importa mais como antes com esse segmento.

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Intel promete chips 9% mais rápidos com litografia 18A-P que já está em produção

17 June 2026 at 17:15

A litografia 18A da Intel estreou com os processadores Panther Lake, os Core Ultra 300 para notebooks, e é uma tecnologia que a indústria está de olho. Mas o Time Azul não para por aí, já que trabalha na versão mais potente, o 18A-P, garantindo 9% mais desempenho em relação ao silício padrão sob o mesmo consumo de energia. O desenvolvimento já começou e a produção em massa deve demorar entre um e dois anos.

Essa etapa se chama "produção de risco" e se trata da fabricação em baixo volume, que antecede a produção em massa e serve para testar as linhas de produção com wafers completos, permitindo avaliar a taxa de defeitos e a variabilidade do silício antes do fornecimento global.

Chips 18A-P também terão consumo ainda mais baixo

O processo 18A-P foi projetado para ser retrocompatível, o que significa que os designers podem migrar projetos do 18A padrão sem a necessidade de refazer o design do chip do zero. Além do ganho de frequência de 9%, a Intel afirma que a nova litografia pode alternativamente reduzir o consumo de energia em até 18% mantendo o mesmo desempenho.

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Litografia 18A-P será flexível entre ganho de performance ou eficiência energética (Imagem: Intel/Reprodução)

Essas melhorias são impulsionadas por três novos designs de transistores na biblioteca da Intel, com destaque para o modelo W3P, que introduz o recurso "Power Boost". Ele combina contatos na parte frontal e traseira do silício, reduzindo a resistência parasitária. Somado a isso, o fornecimento de energia pela traseira do chip (PowerVia) recebeu aprimoramentos que reduziram a resistência térmica entre 20% e 40%, melhorando substancialmente a dissipação de calor.

A Intel também adicionou uma nova opção de tensão, chamada ULVTLL (Ultra-Low Voltage Threshold Low Leakage), posicionada estrategicamente para oferecer alto desempenho com menor escape de energia. Atualmente, o 18A tradicional está em produção em duas fábricas nos EUA para abastecer as linhas Panther Lake e Xeon 6+. Não existe um prazo para o 18A-P ficar disponível aos clientes.

Outra tecnologia que usará a litografia da Intel, é a nova geração de processadores Nova Lake, que estão prometidos para o fim de 2026.

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