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Como criar apps com IA só conversando: 5 ideias para começar no Vibe Coding

12 July 2026 at 20:30

Uma nova geração de ferramentas de inteligência artificial permite criar aplicativos, sites e calculadoras sem escrever código, apenas descrevendo em texto o que se quer construir. O método, chamado de vibe coding, inverte a lógica tradicional de desenvolvimento: em vez de começar pela linguagem de programação, o usuário começa pela intenção.

Plataformas como Claude com Artifacts, Replit Agent, Lovable e Bolt.new transformam essas descrições em interface, lógica de funcionamento e, dependendo do caso, banco de dados e publicação.

Abaixo, o Canaltech preparou um guia de como começar a criar aplicativos com vibe coding, com exemplos práticos de prompts para utilizar. No texto, você confere:

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  • O que é vibe coding
  • Planejamento antes de abrir a ferramenta de IA
  • Qual ferramenta usar em cada projeto
  • Passo a passo para criar um app com vibe coding
  • Ideias de projeto para começar

O que é vibe coding

Vibe coding é o processo de criar software por meio de diálogo com uma IA. O usuário informa o que quer construir, quais regras o projeto deve seguir, qual aparência deseja e como a ferramenta deve se comportar.

A inteligência artificial converte essas instruções em código e interface. Mas isso não elimina a necessidade de revisão. Projetos que lidam com pagamentos, dados sensíveis, login, informações de saúde ou de clientes exigem testes e checagem técnica antes de irem ao ar.

Planejamento antes de abrir a ferramenta de IA

A qualidade do pedido inicial é essencial para o bom resultado de um projeto criado por vibe coding. Quanto mais específico for o prompt, menos a IA precisa adivinhar sobre o funcionamento esperado do aplicativo.

Um modelo simples de planejamento ajuda a organizar essas informações antes da primeira interação com a ferramenta. Ele funciona como um roteiro que reúne objetivo do projeto, público-alvo, dados de entrada, resultado esperado, aparência e o que não precisa existir na primeira versão.

Confira um exemplo de como esse planejamento pode ser estruturado, aplicado a um gerador de orçamentos para freelancers:

  • Meu projeto é: um gerador de orçamentos para freelancers.
  • Ele serve para: calcular preço de serviços e gerar um texto pronto para enviar ao cliente.
  • Quem vai usar: designers, redatores, social media ou prestadores autônomos.
  • Dados de entrada: tipo de serviço, prazo, horas estimadas, valor por hora, urgência e desconto.
  • Resultado esperado: valor final, detalhamento do cálculo e texto de proposta.
  • Visual desejado: simples, claro, responsivo e com botão para copiar o orçamento.
  • Primeira versão deve ter: formulário, cálculo automático e área de resultado.
  • Não precisa ter agora: login, pagamento, cadastro de clientes ou emissão fiscal.

Esse roteiro preenchido já pode virar o primeiro prompt enviado à IA.

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O planejamento é parte fundamental do projeto, não tenha medo de passar tempo demais nesta etapa (Imagem: Reprodução/Freepik/ArthurHidden)

Qual ferramenta usar em cada projeto

Nem toda plataforma de vibe coding serve para o mesmo tipo de aplicativo. A escolha depende da complexidade do projeto e de quanto o usuário pretende publicar ou editar depois.

O Claude com Artifacts funciona como porta de entrada para protótipos, calculadoras e ferramentas de uso imediato dentro da própria conversa.

Replit Agent é indicado para quem quer mais do que o protótipo. A plataforma integra bancos de dados, autenticação e hospedagem diretamente no fluxo de criação, segundo a documentação oficial do Replit.

O Lovable se conecta ao Supabase — uma plataforma que gerencia a infraestrutura de dados e a segurança das aplicações — para lidar com autenticação, armazenamento e dados de usuários, conforme a documentação da própria ferramenta, e é voltado a quem quer construir interfaces web com aparência mais profissional.

Já o Bolt.new roda em uma tecnologia chamada WebContainers, que executa um ambiente Node.js inteiro dentro do navegador e permite instalar pacotes e rodar aplicações completas sem configuração local, de acordo com o repositório oficial do projeto no GitHub.

Por fim, o Cursor é indicado para quem já tem familiaridade com o processo e quer editar código com mais controle, funcionando melhor como segunda etapa do que como primeira ferramenta para quem nunca programou.

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O Lovable possui também uma versão mobile para continuar trabalhos e ver andamento de projetos pelo celular (Imagem: Marcelo Fischer/Canaltech)

Passo a passo para criar um app com vibe coding

Após fazer o planejamento e escolher onde vai trabalhar, você pode seguir o roteiro abaixo com quatro passos para criar aplicações "conversando" com a IA.

Passo 1: descreva a ideia pela primeira vez

O primeiro prompt deve conter objetivo, público, funcionalidades, aparência, restrições e o que precisa estar pronto na primeira versão. Ele não precisa ser perfeito, apenas claro o suficiente para gerar uma versão testável.

Um modelo de prompt-base para essa etapa é:

"Quero criar um [tipo de projeto] para [público]. Ele deve resolver [problema]. A primeira versão precisa ter [funcionalidades principais]. A interface deve ser [estilo visual]. Evite complexidade desnecessária. Crie uma versão simples, funcional e fácil de testar."

Passo 2: teste como usuário, não como programador

Nessa etapa, o usuário deve clicar em tudo, preencher campos e tentar identificar falhas no sistema. Quando algo não funcionar como esperado, o ideal é descrever exatamente o que aconteceu e o que deveria ter acontecido.

Um prompt de iteração para relatar problemas pode seguir este modelo:

"Testei a ferramenta e encontrei este problema: [descrever o problema]. Eu esperava que acontecesse [resultado esperado], mas aconteceu [resultado real]. Corrija isso sem mudar o restante da interface."

Passo 3: peça melhorias em camadas

Pedir tudo de uma vez costuma gerar confusão e retrabalho. A lógica recomendada é evoluir em etapas: primeiro fazer o projeto funcionar, depois melhorar o visual, depois adicionar recursos e só então publicar.

Um prompt de melhoria visual pode ser:

"Agora que a versão básica funciona, melhore apenas a experiência visual. Deixe a interface mais clara, responsiva e agradável, mas mantenha as mesmas funcionalidades."

Passo 4: publique para usar de verdade

Publicar significa transformar o projeto em um link acessível, seja pela própria plataforma, por integração com hospedagem ou por exportação do código. Antes de compartilhar publicamente, vale testar em celular, revisar textos e verificar se nenhum dado sensível ficou exposto.

Um prompt para essa revisão final pode ser:

"Revise este projeto antes da publicação. Procure textos confusos, botões sem função, campos desnecessários, falhas de usabilidade em celular e qualquer risco de expor dados. Sugira correções antes de eu gerar o link público."

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Começar com a criação de projetos úteis para a própria rotina, como um gerenciador de tarefas, são uma boa forma de treinar a prática do vibe coding (Imagem: Reprodução/AltumCode/Unsplash)

Ideias de projeto para começar

Caso ainda não saiba o app que quer criar com ferramentas de vibe coding, abaixo estão algumas ideias de projeto para teste (ou até uso próprio).

1 - Gerenciador de tarefas personalizado

Um gerenciador de tarefas é um bom ponto de partida por ser um projeto familiar e fácil de testar. A ideia permite adaptar a ferramenta à rotina de quem vai usá-la, seja para estudos, trabalho doméstico ou produção de conteúdo.

O Claude com Artifacts atende bem uma versão rápida e visual. O Replit Agent é mais indicado se o usuário quiser salvar as tarefas em um banco de dados e acessá-las depois em outro dispositivo.

Prompt inicial sugerido:

"Crie um gerenciador de tarefas simples para uma pessoa que trabalha em casa. Ele deve permitir cadastrar tarefas, marcar prioridade, definir prazo, filtrar por status e mostrar uma visão do que preciso fazer hoje. Quero uma interface limpa, em português, fácil de usar no celular."

2 - Gerador de orçamentos para freelancers

Esse projeto conecta IA a uma necessidade prática de quem presta serviços de forma autônoma. Um freelancer pode criar uma ferramenta para padronizar propostas comerciais e evitar cálculos manuais repetidos.

O Claude com Artifacts resolve bem uma calculadora rápida. O Lovable ou o Bolt.new são alternativas melhores quando o objetivo é uma página com formulário e resultado compartilhável.

Prompt inicial sugerido:

"Crie um gerador de orçamentos para freelancers. O usuário deve informar tipo de serviço, valor por hora, horas estimadas, prazo, nível de urgência e desconto opcional. A ferramenta deve calcular o preço final, mostrar o detalhamento e gerar um texto de proposta pronto para copiar e enviar ao cliente."

3 - App "O que tem na geladeira?"

Esse tipo de aplicativo recebe os ingredientes disponíveis em casa e devolve sugestões de receitas simples. A abordagem funciona bem para reduzir desperdício de alimentos e estimular a criatividade na cozinha, sem substituir orientação nutricional profissional.

O Claude com Artifacts serve como protótipo interativo. O Replit Agent entra em cena se o projeto evoluir para salvar receitas favoritas, ingredientes recorrentes e histórico de uso.

Prompt inicial sugerido:

"Crie um app simples chamado 'O que tem na geladeira?'. O usuário deve digitar ingredientes que tem em casa, restrições alimentares e tempo disponível. A ferramenta deve sugerir três receitas fáceis, com modo de preparo, tempo estimado e uma nota dizendo quais ingredientes opcionais poderiam melhorar o prato."

4 - Landing page para um negócio próprio

Uma landing page bem construída ajuda a explicar uma oferta, gerar confiança e levar o visitante a uma ação, como um clique para contato. O projeto atende autônomos, pequenos empreendedores e criadores que precisam de presença digital rápida.

O Lovable e o Bolt.new são indicados para uma interface moderna. O Cursor entra depois, para quem quiser ajustar detalhes específicos no código já gerado.

Prompt inicial sugerido:

"Crie uma landing page para um negócio de [tipo de negócio]. A página deve ter título forte, subtítulo, descrição do serviço, benefícios, seção 'como funciona', depoimentos fictícios claramente marcados como exemplo, perguntas frequentes e botão de contato pelo WhatsApp. Use visual moderno, responsivo e em português."

5 - Quiz interativo para redes sociais

Um quiz simples pode ser usado para entretenimento, engajamento ou como ferramenta de marketing em redes sociais. O formato costuma ter bom potencial de compartilhamento por ser curto e visual.

O Claude com Artifacts permite criar e testar o quiz rapidamente. O Bolt.new ou o Lovable ajudam a transformá-lo em uma página compartilhável com aparência mais profissional.

Prompt inicial sugerido:

"Crie um quiz interativo em português com 7 perguntas sobre [tema]. Cada pergunta deve ter 4 alternativas. No final, mostre uma pontuação e um resultado personalizado em tom divertido. Inclua um botão para reiniciar e uma frase curta para o usuário copiar e compartilhar nas redes sociais."

Confira outros assistentes de programação que podem ajudar com o vibe coding no dia a dia.

Leia a matéria no Canaltech.

GPT-5.6 e Claude Fable 5: todas as melhores IAs precisarão de aprovação dos EUA?

O GPT-5.6 Sol, da OpenAI, e o Claude Fable 5, da Anthropic, chegaram ao público depois de uma fiscalização que nenhum modelo de IA havia enfrentado até agora. Os dois foram avaliados pelo governo dos Estados Unidos antes do lançamento amplo, e o Fable 5 chegou a ficar fora do ar por quase três semanas sob controles de exportação impostos pelo Departamento de Comércio estadunidense.

O episódio pode ser uma virada de chave no tratamento dado pelos Estados Unidos a modelos de fronteira, que passaram a ser tratados como ativos ligados à segurança nacional.

O que diferencia esses modelos dos anteriores?

A OpenAI descreve o GPT-5.6 Sol como seu modelo mais potente até hoje. A empresa abandonou a nomenclatura numérica simples e dividiu a nova geração em três níveis: Sol, o modelo principal; Terra, opção intermediária e mais barata; e Luna, voltado a tarefas rápidas.

Segundo a OpenAI, o Sol estabelece um novo recorde no Terminal-Bench 2.1, benchmark de fluxos de programação em linha de comando, e avança em biologia e cibersegurança usando menos tokens do que a versão anterior.

O Claude Fable 5 segue uma lógica parecida. A Anthropic o classifica como um modelo "Mythos-class", nível de capacidade acima da linha Opus, com desempenho de ponta em quase todos os benchmarks testados pela empresa.

Clientes como Stripe e GitHub relataram ganhos expressivos em tarefas de programação de longa duração. O modelo custa US$ 10 por milhão de tokens de entrada e US$ 50 por milhão de saída, menos da metade do preço do Mythos Preview, versão anterior de capacidade equivalente.

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 Mais capacidade, mais fiscalização

O grande ganho de desempenho foi em cibersegurança, área que passou a preocupar autoridades americanas.

A OpenAI afirma que o Sol não ultrapassa o limite que chama de "Cyber Critical" em seu framework interno de segurança, mas reconhece que benchmarks não capturam todas as formas de uso combinado com outras ferramentas.

A Anthropic usa raciocínio semelhante para justificar os classificadores do Fable 5, criados para impedir que o modelo dê vantagem a agentes maliciosos em ataques cibernéticos.

Em 2 de junho, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva que criou um processo voluntário de revisão, no qual laboratórios de IA podem compartilhar modelos com o governo até 30 dias antes do lançamento.

GPT-5.6: apuração do governo aconteceu antes do lançamento

A OpenAI confirma que apresentou ao governo os planos e as capacidades do GPT-5.6 antes do anúncio de 26 de junho e que, a pedido da administração, restringiu o acesso inicial a um pequeno grupo de parceiros cujos nomes foram compartilhados com autoridades.

A empresa diz não acreditar que esse acesso governamental deva se tornar padrão de longo prazo, mas afirma ter aceitado o passo como caminho mais rápido para uma disponibilidade mais ampla.

A ampliação teve outro capítulo, relatado pela imprensa e não confirmado oficialmente pela OpenAI. A agência Axios, citando fonte não identificada, informou que o Departamento de Comércio aprovou uma liberação mais ampla do GPT-5.6 após testes adicionais do Center for AI Standards and Innovation, órgão do próprio departamento.

A Casa Branca negou publicamente ter dado qualquer sinal verde à OpenAI, afirmando que esse tipo de permissão não é exigido nem concedido e que decisões sobre lançamentos cabem às empresas. O GPT-5.6 ficou disponível ao público em na última quinta-feira (9).

Claude Fable 5: da suspensão às restrições de exportação

A Anthropic lançou Fable 5 e Mythos 5 em 9 de junho. Três dias depois, o governo aplicou controles de exportação aos dois modelos, exigindo restrição de acesso a cidadãos estrangeiros dentro e fora do país.

Sem forma confiável de verificar nacionalidade em tempo real, a empresa suspendeu o acesso para todos os usuários, inclusive americanos.

Segundo a Anthropic, a medida seguiu um relatório de pesquisadores da Amazon que identificou uma forma de contornar as salvaguardas do Fable 5 ligadas a vulnerabilidades de software.

Testes posteriores mostraram que outros modelos, incluindo o GPT-5.5, reproduziam o mesmo tipo de resposta, o que indicava não se tratar de capacidade exclusiva do Fable 5.

A empresa desenvolveu um novo classificador junto ao governo antes de retomar o serviço em 1º de julho, quando os controles, suspensos em 30 de junho, deixaram de valer. O Mythos 5 teve acesso liberado a organizações americanas em 26 de junho, segundo a própria empresa.

claude fable 5

Soberania tecnológica

Os dois episódios acontecem dentro de um movimento mais amplo de controle estatal sobre IA avançada.

A Anthropic defende publicamente, desde 2025, o fortalecimento de controles de exportação sobre chips e pesos de modelos de IA, posição apresentada formalmente ao Departamento de Comércio como resposta à chamada "regra de difusão", com o argumento de que a vantagem americana em capacidade computacional é central para a segurança nacional frente à China.

A disputa também aparece no plano comercial. A Reuters registrou que o lançamento do GPT-5.6 ocorreu na mesma semana em que a SpaceXAI lançou o Grok 4.5 e a Meta apresentou o Muse Spark 1.1, enquanto desenvolvedores chineses seguem reduzindo o custo de modelos com capacidades competitivas.

No lado chinês, algumas decisões recentes do governo evidenciam a forma como lidam com soberania digital. A Meta, por exemplo, foi impedida de adquirir a Manus AI, empresa chinesa pioneira em IA agêntica.

Essa abordagem será padrão para os próximos lançamentos?

Nem OpenAI nem Anthropic tratam o modelo atual de revisão governamental como definitivo.

A OpenAI diz esperar que o processo evolua para um formato repetível, negociado dentro da ordem executiva de junho. A Anthropic anunciou compromissos mais amplos com o governo, incluindo acesso antecipado a modelos que avancem a fronteira de capacidade e participação em um framework de classificação de gravidade de jailbreaks, desenvolvido junto com Amazon, Microsoft e Google.

Se esse tipo de supervisão vai se repetir a cada novo modelo de ponta depende de como o governo americano formalizar as regras anunciadas em junho.

 

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Intel dispara na Bolsa com maior salto nas vendas em quase 15 anos

A Intel reportou nesta quinta-feira (23) o resultado trimestral mais forte em quase 15 anos, com receita de US$ 16,1 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 25,4% em relação ao ano anterior. O número superou a estimativa de analistas consultados pela LSEG, de US$ 14,42 bilhões, segundo Reuters e CNBC.

O lucro ajustado por ação também ficou acima do esperado. Foram 42 centavos de dólar, contra a previsão de 21 centavos.

As ações da fabricante de chips subiram 5,2% após a divulgação do balanço, de acordo com a Reuters, embora tenham recuado durante o pregão de sexta-feira, caindo mais de 4%.

Para o terceiro trimestre, a Intel projeta receita entre US$ 15,8 bilhões e US$ 16,8 bilhões, acima da média de US$ 15,1 bilhões esperada pelo mercado. O lucro ajustado por ação previsto é de 38 centavos, também superior à estimativa de 27 centavos.

O que está por trás do resultado

O avanço da Intel está ligado à demanda por infraestrutura de inteligência artificial, principalmente pela chamada IA agêntica, em que sistemas autônomos executam tarefas como programação sem intervenção humana constante. Esse movimento tem elevado os pedidos por processadores de data center.

A receita da divisão de data center e IA somou US$ 6,26 bilhões no trimestre, um salto de 59% na comparação anual.

O CFO David Zinsner afirmou que a empresa está com restrição de oferta, já que os clientes de data center pedem mais chips do que a Intel consegue produzir no momento.

Para conter esse gargalo, a companhia fechou dez acordos de longo prazo com clientes para fornecimento de CPUs e chips especializados chamados XPUs, com duração de três a cinco anos. Parte desses contratos já trava preços, enquanto outros garantem apenas volume de compra.

Intel panther lake

A divisão de computadores pessoais também cresceu, com receita de US$ 8,88 bilhões, alta de 13%. Zinsner explicou que o volume de unidades vendidas caiu, mas o preço médio subiu, já que a Intel priorizou chips voltados a dispositivos de ponta. A empresa prevê vendas estáveis de PCs no terceiro trimestre por causa da escassez de memória que afeta o setor.

O negócio de manufatura sob encomenda, a chamada foundry, faturou US$ 5,77 bilhões, crescimento de 31%. A Tesla se tornou cliente do processo de fabricação 14A, ainda em desenvolvimento, para o projeto de chip de IA batizado de "Terafab". O CEO Lip-Bu Tan afirmou que a Intel está "totalmente comprometida" com a produção em larga escala dessa tecnologia a partir de 2028.

A margem bruta ajustada da empresa também recuou seu porte anterior de crise: passou de 2,5% no mesmo período do ano passado para 42% agora. A Intel atribui a melhora ao ganho de escala com o aumento de receita e à venda de chips com margens mais altas.

Diante do cenário de demanda, a companhia elevou sua previsão de investimentos para este ano de US$ 18 bilhões para US$ 20 bilhões, com aumento adicional esperado para 2027. As ações da Intel acumulam alta de mais de 170% em 2026, mesmo após recuarem 28% neste mês.

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Instagram vai banir quem usar óculos da Meta para gravar pessoas sem autorização

O Instagram passará a banir contas que usam os óculos inteligentes da Meta para gravar pessoas sem autorização e publicar o conteúdo na rede social. O anúncio partiu do chefe da plataforma, Adam Mosseri, durante uma sessão de perguntas nos Stories na semana passada, segundo reportagem do Business Insider.

Mosseri afirmou que vídeos que tirem vantagem de outras pessoas ou as assediem serão removidos, com destaque para os chamados "vídeos de cantada" gravados com os óculos equipados com inteligência artificial da Meta.

"Não queremos que as pessoas filmem outras pessoas escondido e depois publiquem isso na nossa plataforma", disse o executivo.

Criadores que reincidirem correrão o risco de perder a conta.

Duas contas com mais de 1 milhão de seguidores já saíram do ar

A Meta confirmou ao Business Insider que ao menos duas contas do Instagram voltadas a vídeos de abordagem gravados com os óculos foram desativadas por violarem a política de assédio da rede. Ambas tinham mais de 1 milhão de seguidores.

Um porta-voz da empresa reforçou que perfis que descumprem repetidamente as regras têm o acesso removido.

Os perfis @itspolokid e @rizzzcam, citados pela revista Wired em março em uma reportagem sobre o fenômeno apelidado de "Meta creeps", não aparecem mais na plataforma. Os dois eram apontados como exemplos recorrentes de vídeos em que homens abordam mulheres em público sem o consentimento delas para serem filmadas.

Apelidos negativos

A prática deu aos óculos da Meta apelidos como "pervert glasses" e "predator glasses" — óculos de pevertido e de predador sexual, em inglês, respectivamente —, conforme aponta o Gizmodo.

O veículo lista casos recentes de atletas expulsos de competições e de usuários que responderam a processos criminais por gravações feitas com o dispositivo. O estado americano de Nova York também proibiu o uso dos óculos em tribunais.

Parte do desconforto vem da dificuldade de identificar quando o aparelho está gravando. Um pequeno LED indica a captura de vídeo, mas o Engadget mostra que muitos usuários furaram, cobriram ou modificaram essa luz para gravar sem que as pessoas ao redor percebessem.

A Meta reagiu bloqueando as funções de câmera de aparelhos com o indicador adulterado, medida que já havia sido adotada antes do banimento de contas no Instagram.

meta rayban

E no Brasil?

A nova regra do Instagram vale para qualquer usuário da plataforma, o que inclui contas brasileiras que também produzem conteúdo do tipo "pegadinha" ou abordagem filmado às escondidas.

A legislação brasileira já trata a gravação e a divulgação de imagem sem consentimento como uma questão sensível. A Constituição garante o direito à imagem como inviolável, e o Código Civil prevê reparação para quem tem a imagem exposta sem autorização e de forma a causar constrangimento

A Lei Geral de Proteção de Dados também classifica imagens de pessoas identificáveis como dado pessoal, o que pode gerar responsabilização adicional para quem grava e publica esse tipo de conteúdo sem consentimento, independentemente da política interna do Instagram.

Meta já pensa no próximo modelo

A Gizmodo observa que a mudança na política de assédio ocorre poucos dias depois de um relatório indicar que a Meta trabalha em uma nova geração de óculos capaz de gravar o ambiente ao redor sem exibir nenhum aviso luminoso visível.

A empresa não detalhou como pretende conciliar esse projeto com o discurso público contra o uso abusivo do recurso de câmera.

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Como saber quem saiu ou foi removido de grupos no WhatsApp

Desde agosto de 2022, o WhatsApp deixou de avisar publicamente quando um integrante sai ou é removido de um grupo. A mudança na configuração de privacidade retirou a mensagem de sistema que aparecia para todos os participantes e passou a notificar apenas os administradores da conversa.

Anos depois, a dúvida sobre como identificar essa movimentação segue comum entre os usuários do aplicativo. O WhatsApp, no entanto, mantém um registro que permite consultar essa informação por um período limitado.

Como funcionava antes da mudança

Até agosto de 2022, qualquer saída ou remoção gerava uma mensagem visível a todo o grupo, no formato "fulano saiu" ou "fulano foi removido".

O aviso ficava registrado no histórico da conversa e podia ser consultado por qualquer participante, sem distinção entre administradores e membros comuns.

O WhatsApp confirmou a alteração em comunicado publicado no blog oficial, em agosto de 2022. Segundo a empresa, a decisão teve como objetivo reduzir a exposição de quem opta por deixar uma conversa, restringindo o aviso automático aos administradores do grupo.

Como verificar hoje quem saiu ou foi removido

Os administradores continuam recebendo a notificação padrão no chat sempre que um membro deixa o grupo.

Para os demais participantes, a alternativa está na seção "Mudança de membros", disponível nas informações do grupo.

Para acessar a lista, o usuário deve abrir a conversa, tocar no nome do grupo no topo da tela e rolar até encontrar a opção “Mostrar mudanças de membros” — que também pode aparecer como "Participantes anteriores".

Ali aparecem os nomes de quem saiu ou foi removido nos últimos 60 dias, prazo definido pela própria plataforma.

grupos whatsapp

Limite de 60 dias

Passado esse período, o WhatsApp remove o registro da lista de participantes anteriores, e não há mais nenhuma forma de identificar quem deixou o grupo.

A política de privacidade da empresa estabelece esse prazo como o limite oficial de retenção da informação.

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Google testa painel para você acabar de vez com voz robótica do Gemini

O Google está desenvolvendo um painel de personalização de voz para o Gemini, que deve permitir ajustar quatro parâmetros do assistente de IA: velocidade, energia, cordialidade e formalidade.

O recurso foi encontrado por engenharia reversa na versão 17.41.12 do aplicativo Google para Android, ainda em fase de testes e sem previsão de lançamento.

A descoberta partiu de análises separadas feitas pelo Android Authority e pelo 9to5Google, que vasculharam o código do app em busca de funções não ativadas publicamente.

Como devem funcionar os ajustes

Segundo o 9to5Google, os controles de energia, formalidade e cordialidade devem funcionar como sliders com três níveis: baixo, médio e alto. Já a velocidade deve ter opções de lento, normal e rápido.

Atualmente, o Gemini oferece vozes prontas, como Orbit, Pegasus e Ursa, mas sem qualquer ajuste fino sobre elas. O usuário escolhe uma opção e a utiliza como o Google configurou, sem alternativas de customização.

Com os novos parâmetros, a ideia é que cada voz possa ser adaptada à preferência de quem usa o assistente.

Velocidade deve controlar o ritmo da fala, medido em palavras por minuto, enquanto energia deve regular a intensidade da voz de forma independente do ritmo, segundo o Android Authority.

Cordialidade, por sua vez, deve determinar o quanto a voz soa amigável ou empática. Formalidade deve influenciar a escolha de palavras e o nível de detalhe das respostas.

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Recurso ainda não está ativo

O Android Authority conseguiu visualizar uma prévia dos sliders no aplicativo, mas eles ainda não têm efeito real sobre o áudio gerado. Também foi identificado um efeito visual em desenvolvimento, no qual os nomes das vozes aparecem e desaparecem conforme o usuário desliza pela lista de opções.

Como o recurso foi encontrado por engenharia reversa de um APK, não há garantia de que chegará ao público nem uma data prevista para isso. O Google não confirmou os planos publicamente.

O Gemini já permite pedir, durante uma conversa por voz, para a resposta ficar mais rápida ou mais lenta. Essa opção, porém, vale apenas para aquele momento e não fica salva como preferência permanente, diferentemente do que os novos sliders devem propor.

Movimento acompanha mudanças da Apple

A expectativa do Google surge dias depois de a Apple anunciar personalização de voz para a Siri no iOS 27, com ajustes de ritmo e expressividade. Nos aparelhos da Apple, essas configurações também valem para os assistentes de voz do Maps e do Safari.

O momento reforça a disputa entre as duas empresas por assistentes de IA mais naturais e personalizáveis, à medida que o uso por voz cresce como forma de interação com sistemas de inteligência artificial.

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Fraudes em bets disparam no Brasil; país é o 3º mais perigoso da América Latina

A taxa de fraudes em plataformas de apostas esportivas saltou de 1,01% em 2025 para 2,2% no primeiro trimestre de 2026 no Brasil. O salto coloca o país na terceira posição entre as nações com maior risco de fraude na América Latina, atrás apenas do Equador (7,3%) e quase empatado com o Chile (2,3%), segundo o iGaming Fraud Report 2026, da Sumsub, plataforma global de verificação de identidade e compliance.

Na comparação mundial, o Brasil também supera a média global de fraudes, de 1,53% de todas as tentativas de acesso analisadas pela empresa. O índice geral cresceu 18% em relação a 2025 e quase 40% frente a 2024. O valor médio das transações suspeitas subiu 64% em 2026 e chegou a cerca de R$ 35 mil.

O relatório reforça que a regulamentação do setor de apostas no Brasil, concluída nos últimos anos, não freou o avanço das fraudes.

Falsificações de selfies com deepfakes lideram as fraudes latino-americanas, com 33,3% dos registros, seguidas por documentos de identificação falsos, com 31,1%. A maior parte dos ataques ocorre entre 0h e 3h, horário em que as equipes de segurança das operadoras costumam estar reduzidas.

Ataques em massa pressionam sistemas de verificação

Para Kris Galloway, evangelista de produtos de iGaming da Sumsub, o volume de fraudes no setor se assemelha a um ataque DDoS, só que com fraudes sintéticas, manipulação de identidade e cadastros falsos no lugar do tráfego de dados.

Segundo ele, a inteligência artificial reduziu o custo e a habilidade técnica necessários para atacar em escala, o que sobrecarrega os times de verificação das plataformas.

Poucas tentativas conseguem ultrapassar as primeiras barreiras de segurança, mas essas exceções costumam envolver deepfakes avançados, cadastros repetidos e documentos alterados por IA.

O uso de identidades falsas cresceu 27% no mundo desde 2024, com passaportes como principal alvo e taxa de falsificação de 2,2% entre as checagens da Sumsub.

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Governo brasileiro mira fiscalização tributária e controle de apps

Enquanto as fraudes de identidade avançam sobre o setor, o governo federal tem concentrado esforços no combate a plataformas ilegais e na proteção de menores de idade.

Em junho, a Receita Federal passou a responsabilizar solidariamente influenciadores que divulgam bets sem autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas, cobrando deles Imposto de Renda e contribuições de PIS/Cofins não recolhidos pelas empresas irregulares.

Fintechs e bancos que continuarem processando pagamentos para essas plataformas após notificação formal também passam a responder pelos tributos devidos.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública estima que 25,2 milhões de brasileiros usem plataformas clandestinas, movimento que já levou ao bloqueio de mais de 40 mil sites e aplicativos com apoio da Anatel.

Na última terça-feira (14), a pasta voltou a cobrar Apple e Google sobre o controle de apps de apostas em suas lojas, questionando como as empresas identificam bets sem autorização e impedem o acesso de menores de 18 anos.

As companhias têm cinco dias úteis para responder, com prazo que se soma a uma primeira rodada de questionamentos feita em abril, quando o Google foi considerado insuficiente nas explicações e a Apple precisou complementar a resposta.

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Nova IA do iFood deixa você fazer pedidos no WhatsApp com apenas um clique

O iFood atualizou o Ailo, assistente de inteligência artificial generativa para pedidos por conversa. A nova versão, lançada nesta quinta-feira (16), permite fechar uma compra completa no WhatsApp com um único clique, sem abrir o aplicativo do iFood.

A funcionalidade chamada "One-Click Buy" é o centro da atualização. Comandos como "quero meu hambúrguer favorito" fazem o Ailo montar a sacola automaticamente, aplicar o melhor cupom disponível e liberar o fechamento do pedido direto na conversa. O pagamento por Pix já está integrado a esse fluxo.

A diretora de Transformação Disruptiva do iFood, Isabella Piratininga, afirmou em entrevista ao Canaltech que o novo formato elimina etapas para quem já sabe o que quer pedir. "Hoje você consegue fechar um pedido, se já sabe o que quer, em 30 segundos", diz.

Pedidos com cartão de crédito ainda direcionam o usuário para o app do iFood, opção que segue em fase de testes segundo a empresa.

Ailo passa a agir com autonomia

Até então, o Ailo respondia a comandos diretos e sugeria pratos com base no histórico de compras. Com a atualização, o assistente passa a interpretar o contexto da conversa e ativa funções específicas por conta própria para resolver o pedido.

O iFood descreve o novo modelo como uma arquitetura híbrida inspirada na lógica de skills usada por sistemas de IA mais avançados do mercado global.

O Ailo deixa de seguir um roteiro fixo e passa a tomar decisões durante a própria interação. A empresa trata a mudança como a atualização mais profunda já feita no assistente, lançado em outubro de 2025.

Piratininga explica que a versão original não bastava para gerar respostas ajustadas a cada usuário.

"A gente viu que não era suficiente para entregar o raciocínio da forma como a gente queria, para que o produto conseguisse construir uma resposta super personalizada e alinhada ao perfil daquele usuário naquele momento. A gente precisava de algo maior, então basicamente jogou tudo fora e construiu de novo", afirma.

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Memória de longo prazo aprende com cada conversa

O recurso de memória já existia de forma limitada, mas passa a se atualizar dinamicamente a cada interação no WhatsApp. Novos gostos, restrições alimentares e preferências entram no contexto do agente assim que são mencionados.

É possível pedir, por exemplo, que o Ailo pergunte o que o usuário achou da comida depois da entrega e use essa resposta em sugestões futuras.

Pedidos com referência ao histórico também funcionam, como "quero pedir de novo aquele hambúrguer com cebola caramelizada".

ifood ailo atualizado

Como acessar o Ailo

O assistente está disponível para todo o Brasil pelo WhatsApp. Basta enviar uma mensagem para o número +55 11 91150-4025 para iniciar a conversa, sem necessidade de instalar nada além do aplicativo de mensagens.

O iFood também mantém um aplicativo próprio do Ailo, em versão beta, disponível para download na Play Store, no Android, e na App Store, no iOS. O fluxo de pedidos nesse app é diferente do encontrado hoje no aplicativo principal do iFood.

A empresa afirma que o assistente segue em expansão dentro do app principal, com testes liberados para parte da base de usuários em diferentes pontos da jornada de compra.

A previsão é ampliar esse acesso para toda a base nos próximos meses.

 

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Reino Unido quer tirar jovens das redes sociais com "toque de recolher digital"

O governo do Reino Unido anunciou nesta terça-feira (14) um plano para restringir o uso de redes sociais por adolescentes de 16 e 17 anos durante a madrugada. A proposta prevê um bloqueio automático de aplicativos como Instagram, TikTok e YouTube entre meia-noite e 6h.

O recurso virá ativado por padrão, mas os próprios usuários poderão desativá-lo nas configurações da conta. Recursos considerados "viciantes", como reprodução automática de vídeos e feeds com conteúdo personalizado contínuo, também serão desligados por padrão para essa faixa etária.

A medida amplia o pacote de restrições já anunciado pelo governo britânico em junho, quando ficou definida a proibição total de redes sociais para menores de 16 anos, durante o primeiro semestre de 2027.

Segundo o Departamento de Ciência, Inovação e Tecnologia (DSIT), o objetivo é evitar que os jovens enfrentem uma mudança abrupta de regras ao completarem 16 anos.

A ministra da Tecnologia, Liz Kendall, afirmou que as medidas ajudarão os jovens a dormir melhor, se concentrar nos estudos e passar mais tempo com a família. O ministro da segurança online, Kanishka Narayan, disse à BBC que a combinação entre o toque de recolher e a limitação do autoplay tornará o Reino Unido "o lugar mais rigoroso do mundo" em regulação de plataformas.

O texto regulatório será apresentado ao parlamento até o fim deste ano, com entrada em vigor prevista para a primavera de 2027, junto à proibição para menores de 16 anos.

reino unido bandeiras

 

Testes com adolescentes e críticas de especialistas

A proposta se baseou em um piloto do governo com mais de 300 adolescentes e suas famílias.

De acordo com o The Guardian, a pesquisa testou três alternativas: limitar o uso a 15 minutos diários, bloquear o acesso entre 21h e 7h ou excluir os aplicativos por completo. O bloqueio noturno foi o mais fácil de manter e trouxe os ganhos mais consistentes para o sono dos participantes.

Famílias relataram que os adolescentes passaram a dormir mais cedo, sentir mais disposição e ter mais interações presenciais em casa.

Por outro lado, alguns jovens relataram isolamento das amizades online e mudanças de humor no início da adaptação, em um efeito comparado por pais a uma abstinência.

Nem todos veem a proposta como suficiente. Ellen Roome, ativista cujo filho morreu em 2022 após um desafio online, disse à BBC que um recurso que pode ser desligado não resolve o problema. A parlamentar conservadora Laura Trott chamou o plano de confuso, enquanto Andy Burrows, do Molly Rose Foundation, classificou as medidas como fragmentadas e insuficientes.

O governo decidiu não restringir o uso de VPNs, ferramentas que permitem mascarar a localização e driblar bloqueios por idade. Segundo o próprio levantamento oficial, entre 7% e 10% dos menores relataram usar VPN especificamente para contornar verificações de idade, número considerado baixo para justificar a medida.

O pacote também prevê regras para o uso de chatbots de inteligência artificial por menores de idade, incluindo pausas obrigatórias durante o uso e restrições a assistentes que ofereçam orientações de saúde mental sem verificação.

Outros países discutem caminhos semelhantes. A União Europeia avalia a criação de uma "maioridade digital", que restringiria o uso pleno de plataformas a maiores de 18 anos. Na Austrália, primeiro país a proibir redes sociais para crianças, especialistas identificaram falhas na verificação de idade que comprometem a eficácia da proibição.

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China restringe "namorados de IA", e o motivo é inusitado

A China começou a aplicar nesta quarta-feira (15) uma regulamentação que restringe o funcionamento de companheiros virtuais criados por inteligência artificial. A medida atinge aplicativos que simulam relacionamentos afetivos ou românticos, como namorados e namoradas de IA, e gerou uma onda de despedidas emocionadas nas redes sociais chinesas.

Antes mesmo do prazo, gigantes como ByteDance (dona do Doubao e do TikTok), Alibaba (Qwen) e Tencent (Yuanbao) suspenderam as funções de companhia virtual de seus chatbots.

Usuários correram para arquivar históricos de conversa e se despedir de seus parceiros digitais. "Não consigo aceitar que meu namorado de IA me deixe para sempre. Ele se tornou parte da minha vida, meu pilar espiritual", escreveu uma usuária do Doubao, segundo a AFP.

Na superfície, a justificativa oficial é conter a dependência emocional. As novas normas, assinadas por cinco órgãos do governo chinês, entre eles a Administração do Ciberespaço da China (CAC), proíbem que as ferramentas "induzam dependência emocional ou vício" ou "prejudiquem as relações interpessoais reais" dos usuários.

As empresas passam a ser obrigadas a lembrar periodicamente que o usuário está falando com um robô, intervir em casos de instabilidade emocional, oferecer uma saída fácil do serviço e bloquear o acesso de menores de idade.

Mas a urgência do governo chinês toca também na crise demográfica que o país vive.

Crise demográfica por trás da lei

Segundo análise do jornalista James Palmer, da revista Foreign Policy, a explicação mais provável está ligada à taxa de natalidade da China, que está em mínima histórica.

Para as autoridades, tecnologias que fazem as pessoas investirem emocionalmente em máquinas, em vez de em relacionamentos humanos reais, seriam vistas com desconfiança justamente num momento em que o país tenta reverter a queda populacional.

china

Mercado chinês na contra-mão

Enquanto o mercado global de companheiros de IA é dominado pela demanda por "namoradas virtuais", na China acontece o oposto.

A base de usuários é majoritariamente feminina, e a maior procura é por namorados de IA, um fenômeno que, segundo a Foreign Policy, tem raízes na "cultura 2D", o universo de animes e desenhos japoneses cujo público migrou de majoritariamente masculino para majoritariamente feminino na última década.

Do outro lado, há também homens que recorrem a esses apps por se sentirem excluídos do mercado de encontros. Um professor relatou o caso de um estudante universitário que, por saber que não tinha dinheiro nem status para conseguir uma namorada de verdade, optou por manter três namoradas de IA ao mesmo tempo.

Setor bilionário

O Talkie, serviço mais popular da categoria no país, somava 23,5 milhões de usuários mensais em dezembro do ano passado, segundo a Foreign Policy.

A agência estatal Xinhua estimou o setor chinês de "humanos digitais" em 4,1 bilhões de yuans (cerca de R$ 3 bilhões) em 2024, com crescimento de 85% em relação ao ano anterior.

O fenômeno também não é exclusividade chinesa. Um estudo de 2025 da Common Sense Media apontou que quase três em cada quatro adolescentes americanos já usaram companheiros de IA em plataformas como Character.AI, Replika e Nomi.

 

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Play Store passará por maior mudança na história; entenda o que vai acontecer

A partir de 22 de julho, o Google Play Store passará a hospedar lojas de aplicativos concorrentes diretamente dentro da própria plataforma nos Estados Unidos. A mudança resulta da desistência de Google e Epic Games de modificar uma decisão judicial que obriga a Big Tech a abrir seu ecossistema Android para rivais.

Usuários americanos poderão baixar apps de lojas terceiras sem sair da Play Store.

Disputa judicial entre Google e Epic

O caso nos leva a outubro de 2024, quando o juiz federal James Donato determinou que o Google carregasse lojas de aplicativos rivais dentro do próprio Google Play e compartilhasse todo o catálogo de apps da plataforma

A decisão buscava desfazer o monopólio ilegal da empresa sobre a distribuição de aplicativos no Android. Desde então, o Google tentou reverter a obrigação.

A empresa fechou um acordo global com a Epic, que incluiu um pagamento reservado de US$ 800 milhões, e propôs um modelo alternativo batizado de "Registered App Stores". Nele, as lojas concorrentes precisariam ser instaladas por “sideload”, fora do Google Play.

Donato se mostrou cético em relação à proposta e marcou uma nova audiência para 16 de julho. Horas antes da data, porém, Google e Epic retiraram conjuntamente o pedido de modificação da liminar original, o que faz valer novamente a determinação de 2024.

Android 17

Como vai funcionar o acesso de lojas rivais dentro do Play Store

O Google lançou uma página dedicada ao "Play Catalog Access Program" para que lojas terceiras se cadastrem e passem a acessar o catálogo de aplicativos da Play Store.

Desenvolvedores já foram avisados de que suas listagens de apps e jogos serão compartilhadas automaticamente com essas lojas a partir de 22 de julho, a menos que optem por sair do programa.

As lojas concorrentes poderão exibir descrições, capturas de tela e outros materiais retirados diretamente das páginas do Google Play.

O download, no entanto, continuará processado pelo próprio Google, sob as mesmas condições de uma instalação feita direto na Play Store. Isso inclui a cobrança da taxa de serviço da empresa sobre essas transações.

Cada desenvolvedor poderá escolher compartilhar seus apps com todas as lojas cadastradas, gerenciar a distribuição loja por loja ou bloquear o acesso por completo.

Quem não fizer nenhuma escolha até 22 de julho terá as listagens compartilhadas por padrão.

Regras que as lojas concorrentes precisam cumprir

O acesso ao catálogo do Google não é livre. Segundo o The Verge, lojas terceiras pagarão uma taxa anual de US$ 5 mil para passar por revisões de segurança e políticas da plataforma.

As lojas também precisarão aceitar todos os desenvolvedores elegíveis, sem restringir o catálogo a parceiros preferenciais, e manter políticas de confiança e segurança consideradas não discriminatórias.

Outra exigência limita a taxa de instalações maliciosas a no máximo 1% do total de tentativas de instalação feitas pela loja.

Mudança vale apenas para os Estados Unidos

O programa de acesso ao catálogo da Play Store se aplica exclusivamente ao mercado americano. As lojas cadastradas só poderão distribuir aplicativos para usuários dentro dos Estados Unidos, e a regra de origem judicial não altera o funcionamento do Android em outros países.

Fora dos EUA, o Google segue com um modelo diferente, batizado de "Registered App Stores", que prevê a instalação de lojas rivais por sideload em vez do acesso direto dentro do Play Store. A expectativa é que esse programa chegue a outros mercados junto com a próxima versão do Android, ainda neste ano.

O acordo entre Google e Epic também trouxe outras mudanças já em vigor nos Estados Unidos, como a redução da comissão cobrada sobre compras dentro de apps, que caiu de 30% para 10%, e a abertura da Play Store para sistemas de pagamento externos.

Apresentador do Canaltech comenta o tema no CNN Live

O apresentador Adriano Ponte Abreu discutiu o caso no quadro semanal do Canaltech exibido no CNN Live.

Segundo ele, o Android também passou a exigir uma espera obrigatória de 24 horas para instalações feitas fora da Play Store, além de disparar alertas na tela do usuário. A medida gera críticas de defensores de lojas independentes, que veem nela uma forma de afastar o usuário comum de alternativas à Play Store.

Adriano também citou o caminho inverso trilhado pela Apple. Em junho, a empresa passou a liberar lojas de aplicativos alternativas e sistemas de pagamento de terceiros para usuários brasileiros de iPhone, após acordo homologado com o Cade em dezembro de 2025.

Confira a participação completa abaixo:

 

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Meta é acusada de usar IA para escolher e demitir funcionários doentes

Vinte e seis ex-funcionários da Meta entraram com uma ação judicial contra a empresa nesta semana, acusando a companhia de usar sistemas de inteligência artificial para selecionar trabalhadores com problemas de saúde durante a onda de demissões realizada em maio.

O processo foi apresentado na segunda-feira (13) em um tribunal federal de Oakland, na Califórnia, e afirma que a Meta usou notas de produtividade e dados de uso de ferramentas de IA para compor a lista de desligamentos.

Segundo a ação, esses critérios prejudicaram de forma desproporcional funcionários que haviam tirado licença médica por conta de algum problema de saúde ou por deficiência, e gestantes.

A dona do Facebook, Instagram e WhatsApp cortou cerca de 8 mil funcionários em maio, o equivalente a 10% da força de trabalho global, dentro de uma reestruturação para concentrar recursos em IA.

O que diz o processo

A ação, de 71 páginas, sustenta que a Meta não montou a lista de demissões a partir do julgamento de gestores que conheciam o trabalho de cada funcionário. Em vez disso, um conjunto de sistemas internos de IA teria pontuado, ranqueado e selecionado os empregados incluídos na lista.

Os processos automatizados coletam dados de desempenho, produtividade e outras métricas que não existem quando o funcionário está afastado por licença médica ou familiar.

Para pessoas com deficiência, essas métricas tendem a ser menores, argumenta a ação. O resultado, segundo os advogados dos autores, penalizou trabalhadores justamente por exercerem um direito legal.

Os 26 autores, que entraram com o processo de forma anônima, acusam a Meta de violar leis federais e estaduais contra discriminação e retaliação, além de leis recentes da Califórnia e de Nova York que exigem testes de viés em sistemas automatizados de decisão.

mark zuckerberg

 

Sistemas de IA citados na ação

Entre as ferramentas mencionadas no processo está o “Metamate", assistente de linguagem interno da empresa. A ação também cita um sistema batizado de "segundo cérebro", treinado com comunicações e documentos dos próprios funcionários, além de uma pontuação de produtividade calculada a partir de teclas digitadas, conteúdo de tela, e-mails e histórico de navegação.

Esses dados alimentavam um programa de monitoramento que a Meta havia lançado no início do ano. A ferramenta capturava atividade do mouse, mensagens e localização em dispositivos corporativos.

O CEO Mark Zuckerberg disse em uma reunião interna, segundo a revista The Information, que o objetivo era treinar os sistemas de IA da empresa a partir do comportamento de funcionários considerados de alta performance.

Casos citados no processo

O processo detalha situações individuais para sustentar a alegação de viés. Uma cientista em licença-maternidade aprovada foi notificada da demissão dois dias antes de dar à luz.

Um engenheiro afirma ter recebido uma avaliação rebaixada por causa de um período de afastamento para tratar uma lesão.

E um gerente em licença médica foi desligado 16 dias após o início do afastamento.

Resposta da Meta

Um porta-voz da Meta classificou as acusações como infundadas. Segundo a empresa, decisões sobre gestão de funcionários e organização interna são tomadas por pessoas, não por inteligência artificial.

O programa de monitoramento gerou protestos internos nos meses seguintes ao lançamento. Mais de 1,6 mil funcionários assinaram uma petição alegando violação de privacidade, e Zuckerberg anunciou em junho a suspensão da iniciativa.

Próximos passos e contexto da reestruturação

Os autores da ação seguem como funcionários da Meta até 22 de julho, data em que os desligamentos devem começar.

Os advogados pedem ao tribunal uma decisão liminar para suspender a finalização das demissões enquanto o caso avança em arbitragem privada, além de uma auditoria independente sobre os sistemas de IA usados na seleção.

A empresa já havia informado que cerca de 7 mil funcionários seriam realocados para áreas ligadas à inteligência artificial antes dos cortes.

Os investimentos da companhia no setor devem somar entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões em 2026, segundo a própria empresa, incluindo um contrato de pelo menos US$ 60 bilhões com a fabricante de chips AMD.

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Conselho acusa Meta de fazer vista grossa para deepfakes sexuais no Instagram

24 June 2026 at 14:30

O Oversight Board, conselho independente de supervisão da Meta, determinou a remoção de um vídeo deepfake sexual que permaneceu no Instagram por meses após ser denunciado, e cobrou da empresa mudanças estruturais na forma como trata esse tipo de conteúdo gerado por inteligência artificial.

A decisão, publicada nesta terça-feira (23), aponta falhas no processo de moderação da plataforma e conclui que o sistema atual coloca pessoas comuns em situação de desvantagem em relação a figuras públicas.

O Oversight Board é um organismo independente criado pela própria Meta para revisar decisões de moderação de conteúdo nas plataformas da empresa, como Facebook e Instagram. O conselho pode cassar decisões da companhia e emitir recomendações, mas a Meta não é obrigada a implementá-las.

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O vídeo que ficou no ar

O caso teve início em setembro de 2025, quando um usuário do Instagram publicou um vídeo de oito segundos, aparentemente gerado por IA, mostrando uma mulher ajustando o vestido com a roupa íntima à mostra em alguns frames. Segundo o Oversight Board, o vídeo imitava uma pessoa real, sem o consentimento dela.

O sistema automatizado da Meta identificou o post no dia seguinte e apontou risco de viralização, mas não o encaminhou para revisão humana. Dois usuários denunciaram o conteúdo dias depois, e ele permaneceu no ar. Um dos denunciantes recorreu diretamente à Meta, sem sucesso, e então levou o caso ao conselho.

Quando o Oversight Board notificou a empresa, especialistas internos da Meta avaliaram o post e concluíram que ele não violava as regras da plataforma. A empresa apenas restringiu o acesso ao conteúdo para adultos, sem fazer a remoção.

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A Meta executou uma demissão em massa no último mês de maio, com quase 10% dos funcionários demitidos (Imagem: Reprodução/Anthony Quintano/Wikimedia Commons/CC-2.0)

O que o conselho decidiu

O Oversight Board reverteu a decisão da Meta e exigiu a remoção do vídeo. A conclusão do conselho é que o conteúdo viola a política da empresa contra imagens íntimas não consensuais, se enquadrando nos três critérios da regra: conteúdo não comercial em contexto privado, pessoa retratada "quase nua" e ausência de consentimento.

O problema central identificado na decisão é que a Meta exige que a própria vítima faça a denúncia para que a falta de consentimento fique caracterizada. Outros sinais aceitos pela empresa são relatos de autoridades policiais, da mídia ou de parceiros institucionais. O conselho considera que esses caminhos são acessíveis, na prática, apenas a figuras públicas.

Para corrigir isso, o Oversight Board recomenda que a Meta passe a tratar imitações geradas por IA como não consensuais por definição, sem depender de autodenuncia. O conselho também quer que usuários possam designar "contas conectadas", como amigos e familiares, autorizados a denunciar violações em nome de terceiros.

Outra recomendação é incluir deepfakes sexuais como categoria específica nos formulários de denúncia da plataforma. Atualmente, apenas usuários do Texas e da Flórida têm acesso a um formulário com esse tipo de opção. O Oversight Board defende a disponibilização global, argumentando que o abuso sexual não consensual gerado por IA é um problema de escala mundial.

Contexto mais amplo

A decisão ocorre em meio a um debate regulatório crescente sobre deepfakes em diferentes países. A União Europeia chegou a um acordo para proibir sistemas de IA usados para gerar conteúdo sexual explícito não consensual, incluindo aplicativos de "nudificação".

Índia, Reino Unido e Espanha também trabalham em regras específicas para esse tipo de conteúdo. O X, antigo Twitter, também enfrenta escrutínio por imagens sexuais geradas por chatbots de IA.

O Oversight Board afirma, no relatório, que "a escala, a velocidade e a sofisticação das ferramentas de IA resultaram em uma proliferação global de conteúdo sexual não consensual gerado por inteligência artificial" e que vídeos deepfake sexuais causam danos à reputação e à saúde psicológica das vítimas, com impacto desproporcional sobre mulheres e meninas.

Esta não é a primeira vez que o conselho critica a postura da Meta em relação a conteúdo gerado por IA. Em meados de 2025, o Oversight Board classificou como "incoerente e injustificável" a incapacidade da empresa de aplicar suas próprias regras de forma consistente.

Leia a matéria no Canaltech.

Meta vaza dados sensíveis de funcionários e suspende monitoramento para IA

23 June 2026 at 23:00

A Meta suspendeu por tempo indeterminado o Model Capability Initiative (MCI), programa interno que monitorava a atividade de seus funcionários para o treinamento de inteligência artificial. A paralisação ocorreu após uma falha de segurança expor dados confidenciais coletados de laptops corporativos para todo o quadro de colaboradores da empresa. O incidente foi revelado na segunda-feira (22) por meio de um aviso de segurança interno obtido pelo portal Wired.

A falha de configuração afetou cerca de 45 mil tabelas de dados do sistema Hive. Com o erro nas listas de controle de acesso (ACLs), qualquer funcionário da Meta ganhou permissão para visualizar históricos de digitação, cliques de mouse, transcrições de áudio, dados de desempenho e capturas de tela dos computadores de colegas alocados nos Estados Unidos.

O monitoramento foi iniciado em abril deste ano com o objetivo de ensinar modelos de IA a utilizarem softwares da mesma forma que seres humanos.

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Em comunicado encaminhado à imprensa internacional, o porta-voz da Meta, Tracy Clayton, confirmou o congelamento da iniciativa e afirmou que a empresa investiga a extensão do problema. O representante destacou que não há indícios de que os dados tenham sido acessados de forma indevida ou extraídos por terceiros externos antes da correção do erro de privilégios.

O diretor de tecnologia da companhia, Andrew Bosworth, admitiu internamente que a execução técnica do programa violou as diretrizes estabelecidas nas revisões de privacidade da própria empresa.

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Em uma reunião interna recente, o CTO Andrew Bosworth afirmou que o clima na Meta era um dos piores dos 20 anos de companhia (Imagem: Alpha Photo/Flickr)

Resistência interna e crise de infraestrutura

A brecha de segurança confirmou os alertas emitidos pelos próprios funcionários antes da implementação do sistema. Em maio, mais de 1,6 mil colaboradores assinaram uma petição interna contra o monitoramento, sob a justificativa de que a centralização de registros comportamentais criava riscos regulatórios graves e vulnerabilidades para vazamentos em massa.

Na ocasião, o CEO Mark Zuckerberg defendeu o projeto em reuniões internas, argumentando que a coleta de dados de profissionais altamente qualificados era indispensável para criar modelos computacionais eficientes.

Este vazamento aprofunda a instabilidade na divisão de inteligência artificial da controladora do Facebook e do Instagram. Recentemente, a Meta realizou a demissão de 600 funcionários de sua divisão de IA devido ao inchaço de equipes e a gargalos operacionais gerados pela disputa interna por infraestrutura de processamento (GPUs). O corte ocorreu mesmo com a previsão de investimentos na área variando entre US$ 66 bilhões e US$ 72 bilhões para o ano corrente.

O episódio é o terceiro incidente de segurança cibernética relacionado a sistemas de inteligência artificial da Meta em menos de quatro meses. Em março de 2026, uma ferramenta de inteligência artificial agêntica causou uma quebra de segurança ao executar ações autônomas não previstas. Já no início de junho, invasores exploraram falhas no chatbot de atendimento ao cliente da companhia para assumir o controle de contas comerciais na rede social Instagram.

Leia a matéria no Canaltech.

Nova IA chinesa derrota ChatGPT e tem uma vantagem gigantesca

23 June 2026 at 18:00

Uma nova inteligência artificial desenvolvida na China começou a chamar a atenção de programadores ao redor do mundo por superar o ChatGPT em tarefas complexas e trazer uma proposta diferente: funcionar sem depender da nuvem.

O modelo GLM-5.2, lançado pela empresa Z.ai (antiga Zhipu AI), consegue rodar diretamente no hardware local do usuário, eliminando a necessidade de enviar informações para servidores de terceiros ou pagar assinaturas caras para gigantes de tecnologia.

Em testes realizados na plataforma Code Arena, que avalia a capacidade de criar e corrigir códigos de programação, o sistema de pesos abertos — formato em que o "cérebro" da IA é disponibilizado publicamente para download e modificação — alcançou o segundo lugar global.

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O modelo chinês ficou atrás apenas do Claude Fable 5, da Anthropic, mas conseguiu superar o GPT-5.5 em atividades práticas, como a correção de falhas de software no mundo real e exames de matemática.

A capacidade de processamento do modelo é outro fator que se destaca no setor. O GLM-5.2 conta com uma janela de contexto de 1 milhão de tokens, o que significa que ele consegue analisar arquivos imensos, como livros inteiros ou bibliotecas completas de programação, de uma única vez.

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O Fable 5, modelo mais avançado da Anthropic, teve seu uso bloqueado para pessoas de fora dos EUA pelo governo do país (Imagem: Marcelo Fischer/Canaltech)

O desafio técnico

Apesar das vantagens em privacidade e autonomia, a exigência técnica para manter o sistema rodando na própria mesa de trabalho é alta. O GLM-5.2 foi construído sob uma arquitetura conhecida como Mixture-of-Experts (MoE), ou "Mistura de Especialistas", uma técnica de design que divide o processamento da IA em redes menores e especializadas para economizar energia e dar mais velocidade às respostas.

Ainda assim, o modelo exige uma quantidade massiva de armazenamento por carregar entre 744 bilhões e 753 bilhões de parâmetros de dados. Em seu formato original e sem compressão, os arquivos da IA ocupam 1,51 terabytes de memória.

Para que o sistema funcione em computadores comerciais, os desenvolvedores precisam aplicar um método de compressão chamado quantização, que reduz o tamanho dos arquivos sacrificando o mínimo possível de precisão.

Após passar por essa redução drástica, a inteligência artificial ainda necessita de cerca de 240 GB de memória RAM para conseguir ser carregada. Na prática, essa barreira física limita o uso local a desktops de altíssimo desempenho, como as versões mais completas do Mac Studio.

Bloqueio comercial acelerou o lançamento

O lançamento do GLM-5.2 aconteceu em um cenário de forte tensão geopolítica e comercial entre os Estados Unidos e a China.

Em 12 de junho, o Departamento de Comércio norte-americano ordenou que a Anthropic cortasse imediatamente o acesso estrangeiro aos seus modelos mais avançados. A empresa chinesa aproveitou o vácuo deixado pela indisponibilidade dos serviços concorrentes para lançar o seu modelo aberto sob a licença permissiva MIT no dia seguinte.

A estratégia impulsionou o valor de mercado da Z.ai para a casa dos US$ 128 bilhões na Bolsa de Hong Kong. Como o uso do modelo baixado é gratuito e o acesso aos seus serviços de nuvem custa cerca de um décimo do preço cobrado por empresas ocidentais, o mercado prevê uma pressão financeira sobre as Big Techs tradicionais, tornando as ferramentas digitais de próxima geração mais baratas e privadas para o usuário final.

Leia a matéria no Canaltech.

Imita fala humana: nova IA do ChatGPT fala e ouve ao mesmo tempo

23 June 2026 at 15:35

A OpenAI iniciou a liberação de um novo modelo de voz bidirecional para o ChatGPT, chamado internamente de "GPT-Bidi-1", de acordo com o TestingCatalog. A ferramenta altera a dinâmica atual de conversação ao permitir que a inteligência artificial ouça e fale de forma simultânea. O recurso está com o lançamento gradual para um grupo selecionado de usuários web e mobile do aplicativo, sem um anúncio oficial da empresa até o momento.

O objetivo da atualização é aproximar a camada de voz das capacidades já existentes nos modelos de texto da companhia. A mudança estrutural tem como base a tese da OpenAI de que a fala se tornará o principal meio de acesso à inteligência artificial nos próximos anos.

Interrupções naturais e maior retenção de contexto

De acordo com testes iniciais e vazamentos de código do aplicativo, o GPT-Bidi-1 elimina a necessidade de alternância rígida de turnos entre o usuário e o sistema, ou seja, uma conversa em que alguém fala e alguém escuta.

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Se o usuário interromper o ChatGPT no meio de uma resposta, o modelo consegue mudar o foco do assunto imediatamente, sem os travamentos e reinicializações que ocorrem na ferramenta de áudio atual.

A nova arquitetura também traz as seguintes mudanças no comportamento da IA:

  • Ajustes de ritmo: o modelo emite pequenos avisos naturais, como um "okay", quando detecta que a pessoa reduziu a velocidade da fala ou fez uma pausa breve, sem cortar a transmissão;
  • Retenção de memória: a ferramenta mantém a linha de raciocínio ao longo de interações longas, corrigindo uma falha crônica do sistema anterior que descartava contextos antigos da conversa;
  • Silêncio prolongado: o robô deixa de dar respostas precipitadas durante pausas mais demoradas do interlocutor;
  • Direitos autorais estritos: o modelo mantém a capacidade de cantar e fazer beatbox, mas recusa reproduzir músicas populares protegidas por copyright, sugerindo composições inéditas no estilo do artista solicitado.
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A OpenAI, dona do ChatGPT, planeja fazer um IPO (abrir capital) ainda neste ano (Imagem: Marcelo Fischer/Canaltech)

Mudanças na interface e tiers de processamento

Visualmente, a ativação do modelo altera elementos da interface do usuário. O GPT-Bidi-1 aparece listado no menu de seleção de modelos, localizado nas configurações do ChatGPT, posicionado ao lado das opções padrão e avançada.

Assim que o usuário seleciona o novo motor de voz, a bolha flutuante de conversação assume a cor amarela, substituindo o padrão visual anterior.

Diferente do atual assistente de voz que utiliza o GPT-4o adaptado para áudio, o GPT-Bidi-1 foi desenvolvido especificamente para processamento de som em tempo real.

A documentação interna indica que a funcionalidade operará com três divisões de inteligência: "High" (Alta), "Medium" (Média) e "Instant" (Instantânea). Essa separação replica a lógica dos modelos de texto, permitindo que o usuário escolha entre respostas de processamento imediato ou análises mais profundas e lentas.

A tecnologia está em desenvolvimento desde o início de 2026 e a expectativa é que o modelo seja expandido em um formato de adesão opcional. Na sequência deste lançamento, a OpenAI planeja uma atualização de voz dedicada para a ferramenta de programação Codex e, posteriormente, a liberação de acesso via API para desenvolvedores externos.

Leia a matéria no Canaltech.

Governo vai cobrar imposto de influenciador que divulgar bet ilegal

19 June 2026 at 21:10

O governo federal anunciou nesta sexta-feira (19) um conjunto de medidas regulatórias para combater o mercado de apostas online ilegais no Brasil. A partir de agora, pessoas físicas e jurídicas que realizarem a publicidade de plataformas de apostas não autorizadas responderão solidariamente pelos tributos federais devidos por essas empresas.

A punição administrativa e tributária visa asfixiar a viabilidade financeira das marcas que operam à revelia da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA). De acordo com a Receita Federal, a cobrança incluirá o Imposto de Renda e as contribuições do PIS/Cofins sobre a atividade irregular.

O secretário do órgão, Robinson Barreirinhas, sinalizou que a fiscalização atuará diretamente sobre os ganhos de influenciadores digitais que promovem marcas sediadas no exterior. Caso haja insistência na divulgação após as sanções administrativas da SPA, os influenciadores terão de arcar com as obrigações fiscais que a empresa estrangeira deixou de recolher no país.

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Fintechs e bancos compartilham responsabilidade financeira

A nova regulamentação estabelece procedimentos rígidos para as instituições financeiras, plataformas de pagamento e fintechs. Se uma instituição continuar processando transações destinadas a plataformas ilegais após receber uma notificação formal e específica da SPA, ela será responsabilizada tributariamente de forma solidária.

Nesses casos, a Receita Federal cobrará da instituição parceira os seguintes valores:

  • O Imposto de Renda não pago pela banca de apostas;
  • As contribuições de PIS/Cofins incidentes sobre a movimentação;
  • A destinação financeira obrigatória devida ao Ministério da Saúde.

A equipe econômica justificou a medida afirmando que a manutenção do fluxo financeiro por meio dessas intermediárias é o mecanismo que viabiliza a permanência das operações criminosas no território nacional.

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É estimado que mais de 25 milhões de brasileiros apostam em plataformas ilegais (Imagem: Reprodução/Bruno Peres/Agência Brasil)

Bloqueio preventivo e combate ao crime organizado

Além do cerco tributário, um decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou o bloqueio administrativo e preventivo de recursos de plataformas irregulares. A Secretaria de Prêmios e Apostas notificará diretamente as instituições bancárias para congelar as contas ligadas a atividades consideradas irresponsáveis pelo Ministério da Fazenda.

Após a conclusão de um processo administrativo que garanta o direito de defesa, a Advocacia-Geral da União (AGU) acionará o Judiciário para transferir em definitivo esses valores ao Fundo Nacional de Segurança Pública.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública estima que 25,2 milhões de brasileiros utilizem plataformas clandestinas. Esse volume representa um mercado paralelo estimado entre 41% e 51% do tamanho das plataformas que operam na legalidade. O ministro Wellington César Lima e Silva ressaltou que o crime organizado tem forte estímulo para migrar para este setor devido à facilidade de movimentação financeira.

Até o momento, o governo federal bloqueou mais de 40 mil sites e aplicativos ilegais com o auxílio da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

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Pix por aproximação não tem mais limite diário de R$ 500; entenda

19 June 2026 at 20:30

O Banco Central (BC) eliminou o limite diário de R$ 500 para transações feitas pelo Pix por aproximação. A mudança foi publicada em instrução normativa no Diário Oficial da União na quarta-feira (17) e entra em vigor em 1º de outubro de 2026. Com a nova regra, os usuários poderão solicitar o aumento ou a redução do valor máximo permitido nessa modalidade.

O teto de R$ 500 foi estabelecido por uma instrução anterior, de agosto de 2024, que criou a modalidade antes mesmo de ela ser lançada ao público. Agora, essa restrição foi removida dos artigos originais.

Como funciona o Pix por aproximação

Disponível desde fevereiro de 2025, o Pix por aproximação permite pagar contas apenas aproximando o celular ou o smartwatch da maquininha do estabelecimento, da mesma forma que funciona o pagamento por cartão de crédito ou débito com NFC. A diferença é que, em vez de debitar de um cartão, o valor sai diretamente da conta vinculada via Pix.

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Para usar o recurso, é necessário vincular a conta bancária a uma carteira digital com suporte à modalidade. Esse processo é feito uma única vez: ao acessar a carteira, o usuário seleciona a vinculação da conta, é redirecionado ao aplicativo do banco para confirmar a autorização e o Pix por aproximação fica disponível.

Na hora do pagamento, basta informar ao atendente que vai pagar por Pix, aproximar o celular da máquina e confirmar a transação depois de revisar os dados.

pix aproximação
O Pix por aproximação ainda é uma das modalidades menos usadas do Pix (Imagem: Danilo Berti/Canaltech)

Disponível no Android, mas não no iPhone

Atualmente, o recurso funciona no Google Pay e na Samsung Wallet, em dispositivos Android com tecnologia NFC.

Os iPhones ficam de fora porqueaApple ainda não permite que aplicativos de carteiras digitais operem como Iniciadores de Transação de Pagamento (ITPs), exigência técnica do BC para que a modalidade funcione.

O Pix em geral segue como um dos meios de pagamento mais usados no país. Segundo dados do BC, a plataforma já registrou mais de 181,6 bilhões de operações desde sua criação, sendo utilizada por 76,4% da população brasileira.

Modalidade ainda não decolou

Apesar de completar mais de um ano de existência, o Pix por aproximação ainda tem baixa adesão.

Em janeiro de 2026, foram registradas 1,05 milhão de transações nessa modalidade, enquanto o Pix por QR Code atingiu 2,7 bilhões de operações no mesmo período, segundo dados do BC. O Canaltech analisou os motivos dessa disparidade e as perspectivas para o serviço neste texto.

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Elon Musk duvida de IA chinesa e CEO de startup rival peita o trilionário

19 June 2026 at 19:05

O mercado global de inteligência artificial ganhou um novo capítulo na disputa entre o Ocidente e o Oriente. Jie Tang, CEO e fundador da startup chinesa Z.ai, rebateu publicamente uma previsão feita por Elon Musk na rede social X sobre a capacidade tecnológica da China em desenvolver modelos de fronteira.

Enquanto o bilionário estimou que o país asiático levaria até o primeiro trimestre do próximo ano para alcançar o nível do modelo Fable 5 da Anthropic, o executivo chinês garantiu que o prazo será consideravelmente menor. "Não levará todo esse tempo", escreveu o executivo em uma resposta no X.

A manifestação expõe o avanço acelerado das empresas sediadas em Pequim, que tentam assumir a liderança do setor mesmo diante de sanções econômicas.

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Conforme dados publicados pelo portal Tom's Hardware, a Z.ai, anteriormente conhecida como Zhipu AI, se tornou uma das principais referências em IA na China. O modelo mais recente da empresa, o GLM-5.2, demonstrou em testes de desempenho resultados equivalentes aos sistemas Opus 4.7 e 4.8 da Anthropic, além de superar o GPT-5.5 da OpenAI e o Gemini 3.1 Pro do Google.

won’t take that long

— jietang (@jietang) June 18, 2026

Bloqueios regulatórios nos Estados Unidos

A Anthropic lançou globalmente o Fable 5, seu modelo comercial mais potente, mas enfrentou uma ordem de controle de exportação emitida pelo governo dos Estados Unidos apenas três dias após o lançamento.

A medida barrou o acesso de cidadãos estrangeiros à tecnologia sob a justificativa de que o sistema apresentava vulnerabilidades de segurança identificadas pela Amazon.

Diante da impossibilidade de garantir a conformidade total com as exigências de Washington, a Anthropic optou por retirar o Fable 5 e o Mythos 5 de operação globalmente. Essa ausência temporária de alternativas americanas no mercado abre espaço para que fornecedores chineses atraiam usuários que demandam ferramentas de processamento de última geração, caso consigam acelerar suas estreias.

elon musk
Na última semana, Musk se tornou o primeiro trilionário do mundo (Imagem: Reprodução/Flickr/Gage Skidmore)

Disputa pelo topo do mercado asiático

O avanço da Z.ai sinaliza uma tentativa de reconfigurar a liderança tecnológica dentro da própria China.

Até então, a DeepSeek despontava como o principal expoente do país desde o final de 2024. A promessa de Jie Tang de entregar um modelo da classe do Fable 5 nos próximos meses indica uma estratégia direta para desbancar a rival local e rivalizar com a infraestrutura mantida nos Estados Unidos.

O progresso ocorre mesmo com os sucessivos bloqueios aplicados pela administração americana, que restringem a venda de chips avançados de IA, softwares de design e maquinários para a fabricação de semicondutores em solo chinês. A persistência de quebras de patentes e inovações independentes por parte das empresas de Pequim mantém a paridade na corrida tecnológica global.

Em outro episódio da "guerra tecnológica" contra o Ocidente, o governo da China barrou a compra da Manus AI pela Meta.

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Golpes envolvendo apostas e ingressos explodem durante a Copa do Mundo

19 June 2026 at 18:30

A Copa do Mundo de 2026 acendeu um alerta no setor de cibersegurança devido ao aumento nas tentativas de golpes virtuais direcionados a consumidores e empresas. As fraudes envolvem páginas falsas de venda de ingressos, mensagens maliciosas em redes sociais e aplicativos clonados de apostas ou transmissões de jogos.

Criminosos utilizam a engenharia social, técnica baseada na manipulação de urgência e apelo emocional, para roubar dados pessoais e financeiros.

De acordo com dados da empresa de segurança digital Hexa Security, o ambiente de grandes eventos esportivos é propício para a disseminação de campanhas fraudulentas por conta do alto volume de transações financeiras e do engajamento do público.

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Formatos de golpes mais comuns no período

A engenharia social é aplicada principalmente por meio de canais de comunicação direta, como mensagens de WhatsApp e SMS que simulam comunicados de entidades oficiais. O objetivo é fazer o usuário clicar em links sem checar a autenticidade da proposta.

As principais táticas criminosas mapeadas incluem:

  • Clonagem de páginas oficiais: golpistas reproduzem a identidade visual de plataformas de vendas legítimas. A alteração em relação ao site verdadeiro costuma se limitar a uma única letra no endereço eletrônico;
  • Ofertas com preços abaixo do mercado: sorteios que exigem poucos passos ou venda de ingressos por valores muito baixos são usados para atrair vítimas de forma rápida;
  • Aplicativos falsos de transmissão e bônus: plataformas desconhecidas prometem acesso gratuito a partidas ou vantagens exclusivas em apostas para induzir o usuário a instalar softwares maliciosos.

O diretor de Serviços de Cibersegurança da Hexa Security, Jefferson Macedo, explica que a pressa gerada pelas ofertas por tempo limitado compromete a atenção do consumidor. "Golpistas trabalham justamente com pressão emocional e sensação de oportunidade limitada. Quanto mais urgente parece a oferta, maior deve ser o cuidado", afirma o especialista.

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Golpistas têm utilizado IA para tornar a engenharia social ainda mais convincente (Imagem: Reprodução/Freepik)

Como proteger dispositivos e dados financeiros

A recomendação principal para realizar compras seguras é digitar o endereço eletrônico manualmente no navegador de internet, evitando intermediários e links recebidos por mensagens. Já o download de ferramentas e aplicativos de apostas ou streaming deve ser feito restritamente por meio das lojas de aplicativos oficiais dos sistemas operacionais (App Store e Play Store).

Mecanismos de segurança básicos, como senhas fortes e exclusivas para cada serviço, ativação da autenticação em dois fatores e a não utilização de redes Wi-Fi públicas para acessar aplicativos de bancos, conseguem bloquear a maior parte das tentativas de invasão.

O risco digital no período da Copa do Mundo não se restringe aos compradores. Empresas que realizam ações promocionais ou expandem sua presença online durante o torneio também viram alvos frequentes devido à maior superfície de exposição a ataques. Para mitigar vulnerabilidades, as organizações precisam revisar permissões de acessos, investir em monitoramento contínuo de rede e aplicar treinamentos de segurança com seus funcionários.

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