Stuttering em jogos de PC é um dos maiores problemas dessa plataforma e ele pode acontecer por diferentes motivos. Uma delas é a compilação de shader enquanto a jogatina acontece, causando quedas abruptas de desempenho. Donos de placas GeForce RTX agora podem ter esse problema amenizado com o driver 621.01 que saiu hoje (22), com potencial de entregar uma experiência mais fluida em jogos que suportam a tecnologia.
O grande trunfo dessa nova versão do driver é a introdução do suporte ao Microsoft Advanced Shader Delivery, recurso projetado para o Windows 11 e para o ecossistema Xbox no PC, ou seja, não funciona em jogos instalados no Steam. A tecnologia reorganiza como os arquivos de shader são transferidos e processados pelo hardware.
Em vez de exigir que a CPU compile novos efeitos de iluminação e texturas às pressas durante a movimentação pelo mapa, o que gera as incômodas travadas, ou ainda fazer isso previamente, a tecnologia disponibiliza os shaders carregados na nuvem para uma combinação específica de GPU e driver. Esses arquivos são baixados por jogos que suportam a tecnologia, começando com Gears of War: E-Day e Call of Duty: Modern Warfare 4.
Outras novidades com o novo driver
O driver 621.01 chega preparado para os novos lançamentos como COD: MW4 e o RPG de ação chinês Phantom Blade Zero, que chegam com otimizações dedicadas neste pacote Game Ready.
No caso do game da Activision, além do suporte ao Advanced Shader Compilation, ele chega também com suporte total ao pacote DLSS 4.5, com direito ao upscaling, gerador de quadros e gerador de múltiplos quadros até o modo 6x, e a tecnologia NVIDIA Reflex, necessária no caso da ativação do Frame Generation.
Já Phantom Blade Zero, que já testamos e será lançado no dia 29 de outubro, chega com Ray Tracing e Path Tracing, que podem ser melhorados com o Ray Reconstruction do DLSS 4.5. Com o peso da tecnologia que deixa qualquer jogo consideravelmente mais bonito, é possível ativar o gerador de quadros dinâmico, que ajusta a taxa de FPS baseada no teto estabelecido pelo jogador ou pela taxa máxima de atualização de imagem do monitor.
Resident Evil está com tudo nos últimos anos com os remakes e os novos títulos desde RE7. O mesmo não pode ser dito dos 5º e 6º títulos, que foram por um caminho totalmente diferente e parte disso é culpa do amado Code Veronica. Quem disse isso foi Miguel Corti, ex-funcionário da Capcom, que afirma que o pouco de ação e os diversos cenários do game levaram ao caminho que foi tomado nos anos seguintes.
O ex-funcionário da Capcom publicou várias postagens sobre o que ele sabe acerca da franquia, mas as deletou logo depois. Mas como a internet é a internet, conseguimos ver o que ele falou sobre o assunto. Ele menciona que Code Veronica foi o título que fez com que a franquia "saísse dos trilhos" e pavimentasse o caminho para RE5 e RE6.
"Há uma ligação direta entre CV e RE 5 e 6; CV é o jogo em que a série saiu dos trilhos ao tentar encaixar o máximo possível de cenários e enredos que um disco de Dreamcast pudesse comportar", disse Corti. Ele diz ainda que o problema mesmo é que muitos desenvolvedores da época consideravam Code Veronica o melhor título pré-RE4. Ou seja, as características principais do game ficaram marcadas e refletiram nos títulos seguintes.
Diversidade de cenários e ação em Code Veronica
O ex-gerente da Capcom destaca também as várias localidades e a ação de Resident Evil Code: Veronica, algo que também acabou influenciando RE4, que foi o primeiro título a iniciar o caminho trilhado que ficou mais forte com os jogos seguintes.
RE4 se passa em somente uma região, embora tenha vários cenários diferentes, mas sua ação é muito mais acentuada se comparada com Code Veronica. Depois, RE5 se passa totalmente na África, com uma variação maior de cenários, mas com ainda mais ação. Já RE6 acontece em diferentes países, com múltiplos personagens e, como você provavelmente já sabe, ação ainda mais exagerada.
E para ser sincero, RE Code: Veronica teve menos ação do que RE4. Então, se é para apontarmos o dedo para o título que mais contribuiu para esse quesito que só cresceu depois na franquia, esse seria o segundo título estrelado por Leon Kennedy.
Em 2017, a Capcom corrigiu o curso com Resident Evil 7, que é bem mais contido em termos de variação de cenários e trouxe o terror de volta. O mesmo não pode ser dito de RE Village, que tem gameplay mais focado em ação e diferentes cenários, curso um tanto corrigido em RE Requiem, que traz o terror e a ação muito bem dosados. Resta saber qual caminho o remake de Resident Evil Code: Veronica tomará.
A RTX 5090 atingiu preços astronômicos nos últimos meses por conta da atual crise de hardware. Recentemente, rumores de que essa GPU seria cancelada surgiram, levando até mesmo a NVIDIA a negar o caso publicamente. Mas esse vai e vem de informações sobre o assunto não parou, já que agora o canal Moore's Law is Dead alega que não só a RTX 5090 será descontinuada, como também a RTX 5080, e isso acontecerá em breve.
Uma fonte do canal, que é um "grande varejista", afirma que já tem a informação em seu sistema acerca da descontinuação da RTX 5090 e RTX 5080, algo que está planejado para acontecer na primeira metade do próximo ano. Essa pessoa diz ainda que o último envio de RTX 5090 (para o varejo) aconteceu no fim de setembro. Já no caso da segunda placa mais forte da NVIDIA, isso deve acontecer agora no final de outubro.
O responsável por essas informações afirma ainda que conseguirá vender a RTX 5080 ainda no feriado de Ações de Graças (Thanksgiving) nos EUA, que acontece no final de novembro, e terá "algumas entregas" para o período do Natal. O mesmo não pode ser dito da GPU mais forte, que não chegará a tanto.
RTX 5080 de 24 GB chega no começo de 2027
Além disso, a fonte do Moore's Law is Dead menciona a RTX 5080 de 24 GB que apareceu em rumores recentes. Segundo esse varejista, a GPU já aparece em seu sistema e essa placa de vídeo deve "substituir tanto a RTX 5080 16 GB (por um preço maior) quanto a 5090 no começo de 2027".
Até que todo o estoque de RTX 5080 e RTX 5090 se esgote com o encerramento dessas GPUs (considerando esses rumores), existe a chance de essas placas ficarem ainda mais caras. A RTX 5080 é vendida entre R$ 10.000 e R$ 15.000, já a RTX 5090 passa de R$ 40.000 no momento e essa situação pode ficar ainda pior, tornando esses produtos algo extremamente de nicho.
Essa informação corrobora os rumores recentes que dizem que essa RTX 5080 com 50% mais memória de vídeo deve substituir o modelo com menos VRAM, além de ser a nova GPU mais forte disponível no atual lineup Blackwell. Essa placa até parece com a RTX 5080 SUPER dos rumores do ano passado, embora esse assunto tenha morrido, já que o maior motivo do cancelamento delas são os altos preços de memória GDDR7.
Enquanto a comunidade PC gamer só fala em DLSS para as placas de vídeo da AMD, o Time Vermelho vem ao socorro da parcela de jogadores que usam as GPUs Radeon RX 6000 (RDNA 2) ao liberar o FSR 4.1 para essa geração. Inicialmente, a promessa feita meses atrás era para o começo de 2027, mas o driver Adrenalin 26.10.1 já traz o recurso para esses e outros chips gráficos.
Isso significa que as cansadas RX 6000, indo da básica RX 6400 até a ainda poderosa RX 6950 XT, agora podem entregar melhor qualidade de imagem com o upscaling do FSR 4.1. Além de gráficos melhores em comparação com o FSR 3, é possível ter mais desempenho por conta do gerador de quadros, embora a diferença seja quase nula.
Foco é em maior qualidade gráfica do que desempenho
Em um teste apresentado pela própria AMD no vídeo revelando a chegada da tecnologia para mais GPUs, vemos uma RX 6800 XT entregando média de 101 FPS em Crimson Desert rodando em 4K, no ultra, com o FSR 4.1 no modo performance e com gerador de quadros ligado.
E aqui entra um ponto importante sobre desempenho: do outro lado da imagem, vemos o FSR 3.1 no modo qualidade e frame gen ligado entregando média de 95 FPS. Isso significa que, se a tecnologia mais antiga também estivesse no modo performance, o desempenho poderia até ser maior.
Porém esse não era o foco da apresentação da AMD. O maior destaque do FSR 4.1 não é mais desempenho, e sim maior qualidade gráfica. Ao mostrar o FSR 3.1 no modo qualidade e o FSR 4.1 no modo performance, com o segundo entregando uma imagem melhor, isso só reforça que a ideia para as RX 6000 é ter melhor qualidade de imagem.
O FSR 4.1 faz uso de aprendizado de máquina para melhorar os jogos de PC, aproveitando a capacidade das Radeon RX 9000 (RDNA 4). A tecnologia foi adaptada para os núcleos das RX 7000 (RDNA 3) com modelos INT8. O mesmo não é possível com as GPUs RDNA 2, então a AMD trabalhou para otimizar a tecnologia para os chips mais antigos, mantendo uma qualidade similar à que vemos nas placas mais recentes.
Mídia física e GTA 6 são os assuntos em alta hoje na indústria de games. O primeiro deles, porque revoltou uma parte da comunidade; já o segundo, porque é um título extremamente aguardado. E qual a relação entre ambos? O game mais importante da década não chegará com edições físicas, mas isso ainda não está totalmente descartado para acontecer posteriormente, segundo o CEO da Take-Two.
Em conversa com o IGN, Strauss Zelnick reforça que a mídia digital é a principal para a empresa e não será diferente com GTA 6. Ele afirma que mais de 90% das vendas do estúdio vêm dessa mídia, já que as pessoas precisam estar conectadas o tempo todo nos títulos modernos, uma exigência que já se tornou padrão na indústria.
Take-Two acredita que domínio da mídia digital é questão de tempo
"Todo mundo está conectado. Então é só uma questão de encontrar a maneira mais eficiente de fazer com que o título chegue às mãos das pessoas", disse o executivo. Sobre a possibilidade do game mais aguardado dos últimos receber edições físicas, ele diz que "nessa fase do jogo, não descartaria nada".
"O que anunciamos até agora é o que estamos fazendo no momento, mas estamos sempre abertos a novas possibilidades", complementa. Para o CEO da Take-Two, não existem chances de o lançamento exclusivamente em mídia digital afetar as vendas do game. Pelo contrário, deixar de investir em mídia física corta custos e aumenta a receita, e isso vale para qualquer estúdio de games.
Além disso, Zelnick afirma que a adoção total das cópias digitais está mais perto do que nunca, mas ele ainda acredita que a mídia física continuará existindo, embora como algo de nicho e para um público mais entusiasta, assim como os discos de vinil na indústria da música hoje.
A Sony revelou o encerramento do suporte a mídia física recentemente, algo que começa a acontecer em menos de um ano e meio, e isso não é algo que afetou a decisão da Take-Two, segundo seu CEO. Além disso, GTA 6 terá somente um código de ativação do game dentro das caixas, em vez do disco, algo que também revoltou muitos jogadores.
PC gamers que usam o sistema Linux e donos de consoles portáteis como o Steam Deck em breve poderão rodar títulos do Xbox para PC e Game Pass de forma nativa. Uma iniciativa de código aberto chamada Xodus, desenvolvida pelos responsáveis pelo launcher Heroic Games, trabalha na engenharia reversa das tecnologias da Microsoft para remover a dependência exclusiva do Windows 11.
O maior obstáculo para rodar esses games no Linux sempre foi a infraestrutura proprietária da Microsoft, que exige a presença do aplicativo Xbox, a autenticação de licenças e o ecossistema do Microsoft GDK (Game Development Kit). Atualmente, o projeto Xodus já alcançou marcos essenciais: a equipe conseguiu implementar o login em contas da Microsoft, a validação de licenças de uso e o download com descriptografia dos pacotes de instalação no formato MSIXVC.
Novidade não será compatível com títulos antigos
Com a etapa de download e autenticação já funcional, o foco dos desenvolvedores se voltou para a recriação do Xbox Gaming Runtime (por meio da biblioteca xgameruntime.dll) e a adaptação do SDK. A meta é fazer com que esses serviços essenciais rodem perfeitamente sobre camadas de compatibilidade como Wine e Proton. Isso permitirá que o sistema interprete chamadas de sistema, conquistas e conexões sem que o jogo feche inesperadamente.
O esforço se concentra em títulos modernos lançados sob o padrão GDK/MSIXVC, o que deixa de fora jogos mais antigos da época do Windows 8 e do início do Windows 10 baseados no formato UWP (como Gears of War 4 e os primeiros Forza Horizon). Mesmo assim, a imensa maioria do catálogo moderno do PC Game Pass se tornará compatível.
Se o desenvolvimento mantiver o ritmo, a novidade pode ser um marco histórico para o ecossistema de código aberto, encerrando a exigência do streaming via nuvem e liberando a execução local direta em dispositivos Linux.
A Micron, uma das grandes fabricantes de DRAM, virou o centro de uma controvérsia na comunidade de PC gamers por conta da forma como vem lidando com o acionamento de garantias da sua marca de memórias Crucial, que foi descontinuada. Após ter encerrado a divisão focada no consumidor, a empresa passou a recusar a substituição direta de componentes defeituosos sob a justificativa de ter esgotado seus estoques, oferecendo em troca apenas a devolução do valor pago na compra original.
A polêmica ganhou força após uma publicação no fórum Reddit, onde o usuário Key_Tailor6948 contou que acionou a garantia vitalícia para um kit de memória RAM DDR5 de 48 GB. Como apenas um dos pentes apresentava falhas, ele enviou o kit inteiro à fabricante para a troca completa, conforme exigido pelo procedimento de RMA. Em resposta, a Micron alegou não ter mais unidades em estoque e ofereceu o reembolso fixo de US$ 241,86, quantia equivalente ao preço de tabela original do produto.
Reembolso não paga nem metade do valor atual de memória DDR5
Porém com as constantes altas e flutuações de preço no mercado de hardware, o montante total representa apenas uma fração do valor necessário para comprar um conjunto equivalente nos dias de hoje. O consumidor argumentou que o reembolso cobria menos de 20% do custo atual de reposição. Além disso, a recusa deixou o cliente em desvantagem dupla: além de não receber a substituição prometida, ele teve que entregar um módulo de memória que ainda funcionava perfeitamente.
Relatos similares envolveram também a linha de SSDs da marca, onde clientes relataram a oferta de vales-compra ou reembolsos sujeitos a taxas de transação. Embora os termos de garantia prevejam a opção de ressarcimento pelo valor original ou de mercado, a prática gerou indignação.
Após a repercussão do caso, que já teve envolvimento do Gamers Nexus, conhecido por suas investigações na indústria, e a rejeição formal da proposta por parte do usuário, a Micron reavaliou o atendimento e voltou atrás, oferecendo módulos de substituição alternativos com especificações superiores para resolver o impasse. Mesmo assim, a empresa deixa bem claro que qualquer acionamento de garantia resultará apenas em reembolso a partir de agora.
Streamings de games na nuvem são uma saída para quem não deseja investir em um PC gamer, que está cada vez mais caro. O GeForce Now, por exemplo, é uma das melhores soluções e ele também pode ser usado como um PC. Bem, mais ou menos. Um modder conseguiu burlar as camadas de segurança da NVIDIA e chegou ao Windows através de uma simples substituição de arquivos executáveis, burlando as restrições da plataforma e a transformando em um PC de alto desempenho também para IA.
O processo explora o sistema de jogos do tipo "Install-to-Play" da plataforma Steam com títulos gratuitos. Ao acessar o navegador interno por meio dos links da publisher, o usuário navega pelo diretório de arquivos do sistema e substitui o executável principal do jogo por um arquivo modificado desenvolvido por outro modder, chamado de dpadGuy.
Ao clicar no botão para iniciar o jogo, a plataforma é enganada e abre o ambiente completo do Windows. Uma vez dentro do sistema, o usuário ganha liberdade para instalar programas, alterar a barra de tarefas e utilizar o computador virtual sem o bloqueio tradicional.
É possível executar até IA com o GeForce Now
O principal diferencial da descoberta aconteceu no plano pago Ultimate, o nível mais elevado do serviço. Aproveitando a infraestrutura de ponta oferecida na assinatura, que disponibiliza placas com até 48 GB de VRAM (como a Nvidia RTX Pro 6000D), o modder conseguiu executar modelos de inteligência artificial locais usando a ferramenta LM Studio, alcançando taxas de processamento elevadas.
Apesar da proeza, a prática viola diretamente os Termos de Serviço da Nvidia, que proíbem o uso da plataforma para outros fins que não sejam os games. A empresa pode aplicar punições, como o banimento de contas, a contas detectadas fazendo isso. Além disso, diversos usuários relatam instabilidades no método, como encerramento repentino da sessão ao abrir o Explorador de Arquivos ou bloqueio de downloads.
A plataforma AM4 da AMD estreou em 2017 com a primeira geração de CPUs Ryzen. Quase uma década depois de disponibilidade, o socket segue firme e forte, principalmente por conta da atual crise de hardware. Dados da loja alemã Mindfactory mostram que a plataforma vende quase 4x mais do que os dois atuais sockets da Intel juntos nessa região europeia.
Em um último relatório referente ao mês de julho, os processadores da AMD dominaram 90% das vendas, somando quase 3.000 unidades vendidas. Desse montante, 56% ficou com a plataforma AM5 e 34,9% com AM4, deixando o restante (9,2%) com Intel LGA-1700 e LGA-1851. Como é de se esperar, o Ryzen 7 9800X3D, atual rei dos games, dominou as vendas com 20,8% da fatia, mas logo atrás dele vem o Ryzen 5 5500 com 17,1%.
CPUs Ryzen 5000 são a saída nessa crise
Esses dados ainda surpreendem ao revelarem que o Ryzen 5800X3D 10th Anniversary Edition vem em terceiro lugar com 9,5% das vendas, representando 310 unidades vendidas em julho na Mindfactory. Esse relançamento do primeiro rei dos games chegou com preço consideravelmente maior que o modelo original, mas mesmo assim tem tido alta procura.
Isso acontece porque ele é o melhor processador AM4 disponível no mercado hoje, principalmente para games por conta da sua tecnologia 3D V-Cache. Ainda é possível encontrar o Ryzen 9 5900XT (principalmente aqui no Brasil), mas ele não entrega o mesmo nível de desempenho do 5800X3D com sua grande quantidade de cache.
Na Amazon brasileira, quem domina as vendas em processadores é o Ryzen 5 5500, com o relançamento do Ryzen 7 5800X3D vindo logo em seguida e custando R$ 2.600. Esse é quase o valor do Ryzen 7 9800X3D, mas os preços das memórias DDR5 estão em nível tão absurdo que está valendo a pena pagar mais caro no processador mais antigo e permanecer com a plataforma AM4 (que usa DDR4) do que migrar para o que existe de mais moderno.
A força do AM4 é tão grande por aqui que a lista de processadores da Amazon Brasil conta ainda com o Ryzen 7 5700X em terceiro (e quarto) lugar, seguido do 5600GT. Já a CPU Intel Core melhor posicionada, no momento, é o Core i5-14600K em 22º, seguindo o ritmo que já havíamos visto antes.
Chegou a hora de abordamos um nível bem alto de notebooks aqui em nossa série de guias de compra. Depois dos níveis de entrada e depois com notebooks intermediários, agora vamos listar modelos high-end, mais especificamente dentro da margem de R$ 10.000. Embora parece muita, por conta da crise de hardware atual, achamos notebooks que, antes custavam cerca de R$ 8.000, ocupando esse novo patamar.
Mesmo assim, gastar quantia de dinheiro ainda garante uma máquina bem potente, com processadores de múltiplos núcleos, telas com mais tecnologias, além de GPU de dicada, principalmente em máquinas gamer. Confira as nossas escolhas.
1. ASUS Zenbook S14
O ASUS Zenbook S14 é para quem busca sofisticação aliada à inteligência artificial de ponta em 2026. O corpo ultrafino é construído em Ceraluminum, um material revolucionário que mistura cerâmica e alumínio para entregar alta durabilidade em apenas 1,2 kg.
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Esse é a nova geração do Zenbook S14, o modelo listado aqui usa um corpo muito parecido (Imagem: Raphael Giannotti/Canaltech)
No coração do aparelho está o poderoso e eficiente processador Intel Core Ultra 7 258V com NPU dedicada para o ecossistema Copilot+, acompanhado por 32 GB de memória RAM e 1 TB de armazenamento SSD. A experiência é completada pela tela ASUS Lumina OLED de 14 polegadas sensível ao toque, oferecendo uma grande autonomia com sua bateria de 72 Wh.
Custando menos de R$ 10.000 em promoções, o Predator Helios Neo (PHN16-72-74VX) se destaca por ter uma NVIDIA GeForce RTX 4070. Essa GPU, embora de uma geração anterior, ainda oferece um desempenho superior a muitas opções de entrada da série 50 e um excelente custo-benefício em 2026. Em conjunto com o processador Intel Core i7-14700HX de 14ª geração e 16 GB de RAM, ele lida com facilidade com os jogos mais exigentes e softwares de criação pesados.
Mesmo sendo de geração anterior, o Acer Predator Helios Neo é uma máquina muito competente (Imagem: Acer/Reprodução)
A tela de 16 polegadas complementa a experiência, oferecendo amplo espaço de trabalho e cores vibrantes, enquanto o SSD de 51 2GB garante tempos de carregamento rápidos. De fábrica, esse notebook já vem com Windows 11 Home.
O Alienware 16 Aurora (que já analisamos) representa a porta de entrada gamer premium da Dell em 2026, trazendo o design icônico e o suporte avançado da marca por um preço competitivo. Essa configuração une o processador Intel Core 7 240H com a nova NVIDIA GeForce RTX 5050, oferecendo um desempenho equilibrado para jogos modernos e tarefas de produtividade.
O Alienware 16 Aurora é um notebook de entrada premium (Imagem: Raphael Giannotti/Canaltech)
Um de seus destaques é o SSD de 1TB, que fornece o dobro do espaço de armazenamento de muitos concorrentes, eliminando a necessidade de upgrades imediatos. A tela de 16 polegadas WQXGA e os 16 GB de RAM garantem uma experiência visual nítida e multitarefa eficiente sob o Windows 11.
O Samsung Galaxy Book4 Ultra é a escolha definitiva para o profissional criativo ou executivo que prioriza a portabilidade e a qualidade de tela acima de tudo, sem abrir mão do desempenho em 2026. Seu grande destaque é a tela de 16 polegadas WQXGA+ AMOLED 2x, que oferece pretos perfeitos, cores vibrantes e uma precisão de cores imbatível para edição de fotos e vídeos.
Equipado com o processador Intel Core Ultra 7 155H, focado em eficiência energética e tarefas de IA, e impressionantes 32 GB de RAM com 1 TB de SSD, ele é uma potência de produtividade que pesa apenas 1.86 kg. É a solução "tudo em um" para quem precisa de um estúdio móvel. Vale ressaltar que existe uma versão com uma RTX 4070, que já analisamos, mas não é a nossa escolha aqui.
O Samsung Galaxy Book4 Ultra é uma máquina potente e compacta (Imagem: Samsung/Reprodução)
Para quem busca o máximo de desempenho absoluto e tecnologias de ponta dentro do orçamento de R$ 10.000 em 2026, o ASUS ROG Strix G16 (G615JMR-S5001W) é imbatível. Ele traz a configuração mais poderosa dessa lista, unindo o processador Intel Core i9-14900HX de muito desempenho com uma NVIDIA GeForce RTX 5060, oferecendo uma performance gráfica e de processamento de ótimo nível para um notebook.
O ASUS ROG Strix G16 é uma das melhore opções em notebooks de até R$ 10.000 (Imagem: ASUS/Reprodução)
Essa combinação é capaz de lidar com jogos em 1440p, que é a resolução desse modelo, com configurações alta e taxas de quadros elevadas em eSports na sua tela de 16 polegadas. Com 16 GB de RAM e 512 GB de SSD em um chassi Eclipse Gray com iluminação, ele oferece a experiência ROG completa.
Se você está pensando em montar um bom PC gamer, uma máquina potente para trabalho, ou ainda um upgrade de CPU, existem excelentes opções no mercado atualmente custando até R$ 3.000, a faixa de preço que abordamos nesse guia. Encontramos processadores com o mínimo de 8 núcleos e máximo de 20 núcleos, com suporte a memória DDR4 e DDR5.
É até possível encontrar processadores ainda melhores do que os listados abaixo custando a faixa de preço abordada aqui, mas geralmente são de queima de estoque com uma unidade disponível, por exemplo. Mas os modelos que escolhemos são de alto desempenho para as plataformas mais recentes da AMD e Intel. Confira nossa lista.
1. AMD Ryzen 7 9700X
Impulsionado pela arquitetura Zen 5, o Ryzen 7 9700X entrega mais desempenho por núcleo mantendo baixo consumo. No cotidiano e em ambientes profissionais, esse ganho single-thread se traduz no processamento rápido de aplicações pesadas e em uma fluidez essencial para quem lida com muitos dados.
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O Ryzen 7 9700X tem custado em torno de R$ 1.800 (Imagem: AMD/Reprodução)
A criação de conteúdo é um dos pontos fortes da arquitetura, onde o suporte a instruções AVX-512 acelera consideravelmente os encodes de vídeo e renderizações no Blender, operando dentro de um perfil térmico impressionantemente de apenas 65W.
Quando o assunto é games, o clock elevado e a nova arquitetura dão um show, principalmente em títulos competitivos que exigem taxas de FPS elevadas. O ganho geracional garante excelente estabilidade e eleva o 1% low a um nível que elimina aquelas travadinhas chatas, permitindo que o chip empurre placas de vídeo de alta performance sem muito gargalo em resoluções exigentes.
O Ryzen 9 9900X traz a arquitetura Zen 5 ao segmento de alto desempenho com 12 núcleos e 24 threads. No dia a dia, sua agilidade sobra, mas é no uso profissional e na criação de conteúdo que ele justifica o investimento. A CPU passa por cima de compilações de código, sustenta várias máquinas virtuais simultâneas e entrega um ótimo desempenho em renderizações no Blender, IA local e exportações no Premiere. Assim com a indicação acima, ele também tem suporte ao AVX-512.
Por cerca de R$ 2.200, o Ryzen 9 9900X é uma excelente opção (Imagem: AMD/Reprodução)
Nas jogatinas, os clocks elevados e o desempenho por núcleo garantem uma experiência de alto nível. Ele entrega médias de FPS altas e tempo de frame baixo, eliminando engasgos em títulos complexos. O 9900X reduz bem o gargalo com as placas de vídeo mais potentes do mercado, unindo a força bruta de trabalho à estabilidade máxima em jogos.
Representando o socket LGA-1851, o Core Ultra 9 285K é o que a Intel tem de melhor no momento. Sem Hyper-Threading, essa CPU conta com 24 núcleos físicos (8 P-cores e 16 E-cores) entregando muita performance. No dia a dia, o Intel Thread Director direciona tarefas básicas para os núcleos de eficiência, mantendo o sistema menos quente, já que essa é uma CPU que exige um bom water cooler.
Já no ambiente profissional e de criação, o chip se transforma em um monstro de produtividade: ele lida com virtualização e bases de dados pesadas com facilidade, enquanto sua NPU integrada (Intel AI Boost) acelera ferramentas de IA local.
Custando bem próximo de R$ 3.000, o Core Ultra 9 285K é a opção mais forte da lista (Imagem: Intel/Reprodução)
Para os gamers, o processador entrega uma experiência de alto nível marcada por um frametime linear. Embora o foco dessa geração tenha sido o consumo reduzido e a estabilidade térmica em vez de mais desempenho, ele elimina qualquer possibilidade de gargalo com placas de vídeo topo de linha, sustentando jogos pesados de mundo aberto com uma consistência excelente para sua faixa de preço.
O Core i7-14700F é a escolha de "força bruta" para quem busca mais desempenho na plataforma LGA-1700 também com DDR4. Equipado com 20 núcleos e 28 threads, ele ignora qualquer limite na multitarefa diária, permitindo reuniões, streaming e dezenas de abas abertas simultaneamente sem o menor sinal de lentidão. Profissionalmente, essa quantidade de threads faz dele um dos melhores modelos da lista para compilações pesadas, análise de dados e execução de várias máquinas virtuais simultâneas.
Criadores de conteúdo que trabalham com renderização no Blender ou exportações longas no After Effects encontrarão aqui um desempenho de alto nível, embora seja altamente recomendável investir em um bomwater coolerpara domar suas temperaturas sob estresse.
Saindo por menos de R$ 2.400, o Core i7-14700F é CPU parrudo para a plataforma anterior da Intel (Imagem: Intel/Reprodução)
Nas jogatinas, todo esse poder bruto se traduz em taxas de FPS elevadas e muita estabilidade. O i7-14700F lida com facilidade com jogos modernos que castigam o processador com simulações de física e densidade de NPCs, garantindo um 1% low estável e eliminando gargalos mesmo quando pareado com placas de vídeo muito fortes.
A melhor opção para o PC gamer dessa lista, o Ryzen 7 7800X3D conta com 96MB de cache L3 empilhado verticalmente. No uso comum de escritório, navegação e consumo de mídia, ele se comporta com a agilidade e eficiência esperadas de um chip Zen 4 de 8 núcleos. No entanto, para o uso profissional e criação de conteúdo focado em renderização 3D pesada ou compilação de código, ele fica um passo atrás de concorrentes com mais núcleos, já que o cache extra não acelera exportações brutas da mesma forma que beneficia outras aplicações. Ainda assim, entrega um nível de performance similar ao Ryzen 7 7700 no Photoshop e Lightroom, por exemplo.
Custando bem próximo de R$ 2.000, o Ryzen 7 7800X3D é o melhor custo-benefício para PC gamers (Imagem: Reprodução/Videocardz)
O verdadeiro habitat do 7800X3D são os games, onde ele é um dos reis. O 3D V-Cachereduz drasticamente a latência de comunicação com a memória, o que faz as médias de FPS decolarem e eleva o 1% low a patamares que CPUs mais fortes teriam inveja. Se o objetivo principal é jogar em nível competitivo ou extrair até a última gota de desempenho de uma GPU topo de linha em jogos complexos, não há escolha melhor até R$ 3.000.
Depois de recomendarmos as melhores placas de vídeo para 1080p, e depois as melhores GPUs para 1440p (LINKAR DEPOIS), chegou a hora de abordamos o segmento entusiasta. A resolução 4K exige muito poder de processamento. Por isso, não deve haver economias quando se trata de placa de vídeo para esse nível.
Atualmente, o mercado anda de flutuação em flutuação nos preços. Por isso, as placas de vídeo para jogar em 4K estão ainda mais caras se comparado com o fim do ano passado, por exemplo. Por isso, olhamos para três níveis possíveis de desempenho para essa resolução, cabendo em diferentes bolsos.
1. AMD Radeon RX 9070 XT
A AMD Radeon RX 9070 XT, custando na faixa dos R$ 4.500 (chegando a R$ 4.000 em promoções) no varejo nacional, estabelece o patamar de entrada "acessível" para quem deseja se aventurar na jogatina em 4K sem comprometer completamente as finanças. Baseada na arquitetura RDNA 4, a placa entrega 16 GB de memória GDDR6 e uma evolução robusta em relação às gerações passadas, especialmente no desempenho de Ray Tracing e no processamento acelerado por inteligência artificial.
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A Radeon RX 9070 XT é a atual GPU mais forte da AMD (Imagem: ASRock/Reprodução)
Embora jogos extremamente pesados e mal otimizados possam exigir o acionamento do FSR 4 para manter um bom desempenho nessa resolução alta, ela sobra com folga na maioria dos títulos modernos em rasterização, e ainda encara Ray Tracing com certas ressalvas. É a escolha ideal para o jogador entusiasta que busca o equilíbrio perfeito entre o investimento financeiro, ótimo desempenho e mantendo boa fidelidade gráfica em 4K.
Subindo para o segmento de alto desempenho, a NVIDIA GeForce RTX 5080 representa um salto considerável sobre a melhor GPU da AMD. Equipada com a arquitetura Blackwell e módulos de memória GDDR7, essa GPU foi projetada para ir muito bem em 4K. Ela consegue encarar muitos jogos em 4K nativo, mas naqueles mais exigentes, não tem como fugir do DLSS 4, principalmente considerando Ray Tracing, mas principalmente Path Tracing.
A RTX 5080 já custou menos de R$ 10.000, esse não é mais o caso na crise atual (Imagem: Brenno Barreira/Canaltech)
Para quem não aceita menos do que a melhor qualidade gráfica nos games mais exigentes hoje e quer usufruir de recursos de IA de ponta, a RTX 5080 justifica seu posicionamento premium entregando uma experiência que equilibra bem desempenho e qualidade gráfica, custando cerca de R$ 10.000.
No topo absoluto das GPUs para games hoje, a NVIDIA GeForce RTX 5090 é o ápice do que o dinheiro pode comprar, direcionada para quem simplesmente quer o melhor hardware disponível hoje, custe o que custar. Ostentando incríveis 32 GB de memória GDDR7 em uma interface de barramento de 512 bits, esse monstro destrói qualquer barreira de desempenho, permitindo jogar em 4K nativo com taxas de atualização altíssimas e todos os filtros possíveis ativados simultaneamente.
A RTX 5090 é a melhor GPU para games e isso é fato (Imagem: MSI/Reprodução)
O poder bruto de processamento de seus núcleos Blackwell é tão grande que ela atropelagames com Path Tracingembora ainda precise do DLSS 4.5. Não se trata apenas de uma placa de vídeo para rodar os jogos de hoje com folga, mas sim de uma placa de vídeo totalmente preparada para o futuro não só em jogos, como também em aplicações pesadas e, claro, IA. Tudo isso por preços que começam em R$ 24.000 e podem passar de R$ 30.000, dependendo do modelo.
Quem busca por um monitor com a resolução 2560x1440, também conhecida como QuadHD, quer maior fidelidade gráfica em relação ao Full HD. Essa quantidade de pixels na tela tem sido a configuração intermediária para os PC gamers, proporcionando ótima qualidade gráfica, especialmente em uma tela de 27 polegadas, pela densidade de pixels, como também altas taxas de FPS, algo que não é tão simples em 4K.
Enquanto o 1080p costuma sobrecarregar a CPU, em QHD a placa de vídeo passa a ser o componente mais exigido, embora ainda exista um certo equilíbrio com o processador.
Para ajudar você a estressar o seu hardware e verificar a estabilidade do sistema, selecionamos os 5 melhores jogos para testar o seu PC gamer em QHD.
1. Cyberpunk 2077
Mesmo anos após o seu lançamento original, Cyberpunk 2077 ainda é um dos principais benchmarks para qualquer nível de PC. Na resolução QHD, a densidade visual de Night City ganha mais nitidez comparada com 1080p, mas cobra o seu preço.
O jogo é amplamente reconhecido por levar as tecnologias de Ray Tracing e Path Tracing ao limite, exigindo que a placa de vídeo processe reflexos em superfícies molhadas, iluminação global e sombras de alto nível em tempo real, empurrando o uso da GPU frequentemente para os 100%.
No entanto, engana-se quem pensa que o título da CD Projekt Red castiga apenas o chip gráfico. Devido à sua natureza de mundo aberto massivo, com inteligência artificial complexa para pedestres, tráfego intenso de veículos e transições dinâmicas de cenários, Cyberpunk 2077 também exige um processamento massivo por parte da CPU.
Testar sua máquina em 1440p permite avaliar perfeitamente o equilíbrio do desempenho do conjunto, garantindo que o processador consiga empurrar a GPU de forma fluida sem causar engasgos ou gargalos em áreas de aglomeração urbana.
2. Crimson Desert
Crimson Desert é exigente, mas bem otimizado. O game estabeleceu um novo patamar para os visuais de mundos abertos na atualidade, principalmente quando falamos de natureza. Rodar este título na resolução QHD revela a riqueza de detalhes do continente de Pywel, destacando uma física avançada de deformação do terreno, tecidos realistas e uma vegetação extremamente densa que reage dinamicamente ao vento e às ações dos personagens, como The Witcher 3 já fazia há uma década.
A imensidão dos cenários cria um ambiente de estresse constante sobre a largura de banda da memória RAM e a velocidade de leitura do SSD NVMe, eliminando qualquer margem para travamentos. Além disso, as transições fluidas entre a exploração de planícies e as cutscenes exigem que a placa de vídeo processe efeitos climáticos pesados em tempo real.
3. Forza Horizon 6
Forza Horizon 6 eleva a barra visual ao integrar o Ray Tracing diretamente durante a jogabilidade em mundo aberto, e não apenas no modo de visualização de garagem. Em 1440p, a combinação de alta velocidade com reflexos gerados por traçado de raios nas carrocerias dos carros e poças d'água cria uma experiência que impressiona. O hardware é desafiado a processar cenários vastos e detalhados que passam pela tela a mais de 300 km/h, exigindo renderização veloz sem margem para atrasos.
Esse dinamismo faz o jogo de corrida da Playground Games um excelente termômetro para verificar a estabilidade de quadros por segundo e o tempo de resposta (frametime) do seu sistema. Como as corridas envolvem múltiplos competidores e efeitos de iluminação em constante mudança sob diferentes condições climáticas, o jogo coloca à prova a eficiência da arquitetura da sua placa de vídeo em lidar com Ray Tracing em alta resolução sem depender exclusivamente de técnicas de upscaling. Uma performance fluida aqui indica um sistema perfeitamente calibrado para jogos de alta taxa de atualização em 1440p.
4. Pragmata
O grande destaque técnico de Pragmata está no uso intensivo de Path Tracing, principalmente em reflexos nas inúmeras superfícies reflexivas dos ambientes da estação espacial do game. Em QHD, isso resulta em ambientes ainda mais detalhados, mas com um preço altíssimo.
A aplicação do Path Tracing torna Pragmata um verdadeiro triturador de placas de vídeo em 1440p, sendo o teste pesadíssimo para os núcleos de aceleração de Ray Tracing da sua GPU, seja uma GeForce ou Radeon. O nível de estresse gráfico gerado por essa tecnologia obriga o uso de reconstrução de raios e exige bastante da memória de vídeo.
5. Spider-Man 2
A chegada de Spider-Man 2 aos PCs trouxe uma Nova York virtual com um nível de complexidade e fidelidade geométrica sem precedentes. Rodando em 1440p, os reflexos por Ray Tracing nas janelas de vidro dos arranha-céus e a iluminação global que interage com o balanço do "Miranha" transformam o visual do jogo em um espetáculo à parte. O título exige muito poder de processamento bruto da placa de vídeo para calcular a oclusão de ambiente e as sombras detalhadas de uma metrópole densamente povoada, algo que também pesa bastante na CPU.
Além do poder gráfico, a locomoção em alta velocidade pelos cenários através das teias ou das asas de teia impõe um desafio considerável ao armazenamento da máquina. O jogo usa ao máximo as tecnologias de streaming de assets direto do SSD, exigindo que o processador trabalhe em perfeita harmonia para descompactar dados em tempo real e evitar quedas brutas de performance.
Manter a estabilidade em Spider-Man 2 em 1440p com Ray Tracing ativado comprova que o seu PC possui um ótimo equilíbrio entre largura de banda, armazenamento e processamento gráfico.
Essa lista poderia ser ainda maior com jogos como Horizon Forbidden West, Resident Evil Requiem, Alan Wake 2, Red Dead Redemption 2, entre outros, mas são estes os melhores jogos para testar o PC gamer em QHD que o Canaltech escolheu:
Por muito tempo houve discussões sobre como a NVIDIA "capava" as placas de vídeo mais antigas via driver. Independentemente da veracidade dessa discussão, vários anos se passaram e a maioria dessas GPUs já não rendem bem atualmente, seja pela falta de força, ou mesmo pela limitação de VRAM, mas algumas ainda resistem ao teste do tempo e têm bala na agulha hoje.
Vamos dar uma olhada em 5placas de vídeo da NVIDIAque envelheceram bem, não se restringindo somente às antigas, já que nossa lista conta com GPUs relativamente modernas também.
5. GTX 1080 Ti
Quando foi lançada em 2017, a GTX 1080 Ti já era um colosso em termos de desempenho. Anos depois, o modelo topo de linha da arquitetura Pascal continua surpreendendo. Embora em força bruta de processamento gráfico ela se aproxime de modelos de entrada atuais, como a RTX 3060 de 12 GB, seu grande trunfo continua sendo a memória: 11 GB GDDR5X.
Essa margem generosa de VRAM permite que a 1080 Ti continue rodando títulos modernos em 1080p e até 1440p sem sofrer com gargalos de textura ou stuttering que afetam até placas de 8 GB que vieram depois. Mesmo sem núcleos dedicados a Ray Tracing ou suporte nativo ao DLSS, a lendária GTX 1080 Ti se recusa a morrer.
4. RTX 3050 (8 GB)
A RTX 3050 enfrentou desconfiança em seu lançamento por ser uma GPU focada no segmento de entrada de sua geração. Contudo, o tempo provou o valor da versão de 8 GB de VRAM (diferente da variante posterior de 6 GB, que cortou especificações cruciais).
Para quem busca estabilidade de desempenho em 1080p, os 8 GB de memória de vídeo oferecem o buffer necessário para segurar texturas no alto sem estourar o limite da placa. Somado a isso, a presença dos Tensor Cores dá acesso ao DLSS, garantindo uma sobrevida muito superior à de suas antecessoras diretas.
3. RTX 3080 (12 GB)
Lançada originalmente com 10 GB de VRAM, uma escolha bastante criticada para o segmento high-end, a RTX 3080 ganhou uma revisão posterior que foi bem recebida: a versão com 12 GB de VRAM e barramento levemente expandido (384-bit).
Essa versão corrigiu o único ponto fraco do modelo original. Com poder bruto de sobra para encarar jogos pesados em 1440p com taxa de quadros alta (e até arriscar o 4K em títulos mais leves), os 2 GB extras de VRAM deram à placa margem para durar por mais um tempo.
2. RTX 4090
Pode parecer cedo para falar sobre o envelhecimento de uma placa da série RTX 40, mas a RTX 4090 já se consolidou como um marco divisor de águas. O salto de desempenho entregue pela arquitetura Ada Lovelace nesse topo de linha foi tão grande que a placa continua no topo da lista de performance por um longo período.
Com 24 GB de VRAM GDDR6X, poder computacional enorme e suporte completo às tecnologias de renderização neural da marca (incluindo avanços como DLSS 4 e o Frame Generation de última geração), a RTX 4090 é o tipo de GPU que continuará entregando desempenho de ponta em 4K por anos, ignorando os requisitos crescentes da indústria.
1. RTX 3060 (12 GB)
No topo da nossa lista está a placa que herdou o espírito da lendária GTX 1060, mas com uma vantagem crucial: a NVIDIA decidiu equipá-la com 12 GB de VRAM para responder ao mercado na época. Essa decisão aparentemente despretensiosa garantiu à RTX 3060 12 GB uma longevidade espetacular.
Enquanto modelos mais fortes da mesma geração (como a RTX 3060 Ti ou a RTX 3070) começaram a esbarrar em limites de memória em lançamentos recentes pesados, a RTX 3060 segue firme e forte (obviamente com menos poder de fogo). A combinação de um chip equilibrado, suporte ao DLSS e um buffer de memória de respeito faz dela a GPU intermediária que melhor envelheceu nos últimos anos. Esse pode até ser um dos motivos do retorno da RTX 3060 de 12 GB.
Assim como na matéria sobre as GPUs da NVIDIA que envelheceram mal, o ponto aqui é o mesmo: VRAM é importantíssimo e pode ditar como uma placa envelhece. As placas de vídeo listadas aqui têm poder de fogo e memória suficientes para ir além do seu prazo de validade, sendo boas até hoje, anos depois de seus lançamentos.
Existem diferentes níveis de imersão em games devido à variedade de monitores disponíveis no mercado. Eu já experimentei modelos com tela curva de 37 polegadas e VA e um monstro de 57 polegadas com tecnologia Mini LED. Agora chegou a vez de ver como o OLED se comporta nesse tipo de tela com o Samsung Odyssey G9, um monitor de 49 polegadas que proporciona muita imersão em games e aumento de produtividade.
Depois de um mês usando o gigante Acer Predator Z57, grande o suficiente para quase abraçar o usuário na mesa, passei um tempo com o Samsung Odyssey G9. Aqui, eu trago minhas impressões com esse monitor, mas é inevitável a comparação com o outro modelo (que não é rival direto), já que, coincidentemente, ambos chegaram um depois do outro e focam em painel curvo.
Prós
Design fino e elegante
Tela OLED de alta velocidade
Antirreflexo muito eficiente
Apesar de grande, não ocupa toda a mesa
Preço competitivo para a categoria
Contras
Fonte externa gigante
Falta calibração melhor nas cores do OLED
Escurecimento automático da tela pode atrapalhar
Design e construção
O Samsung Odyssey G9 vem na cor prata, como muitos monitores da fabricante, e tem um design enxuto, elegante e muito fino, num nível que impressiona. Isso é possível já que sua fonte é externa (entre outros motivos) e não é uma qualquer: é um trambolho retangular gigante, maior do que uma fonte de um notebook gamer com uma GeForce RTX 5080, por exemplo. Nas minhas fotos, fiz questão de deixá-la em cima da mesa para você ter uma ideia.
A base do monitor segue um design já conhecido da Samsung, como o presente no monitor 3D da marca, entre outros. Ele é grande, já que precisa sustentar uma tela bastante comprida com quase 1,20 m. Mesmo sendo um monitor enxuto no design, ele não é nada leve, pesando 12,6 kg.
Por ser um monitor curvo enorme, o Odyssey G9 oferece ajustes simples. É possível alterar a altura da tela e a inclinação somente. Lembra que falei que a comparação com o Acer Predator Z57 seria inevitável? Então, ele, mesmo sendo consideravelmente maior, ainda permite ajuste de rotação em um nível que muitos monitores tradicionais não entregam, mesmo exigindo um espaço absurdo para girar uma tela daquele tamanho.
Tela e qualidade de imagem
Aqui entra o maior destaque do Odyssey G9. Por mais que eu tenha tido um nível de imersão sem igual com o monitor da Acer, a qualidade da imagem deixava a desejar por conta da mistura de VA com Mini LED em zonas escuras. No modelo da Samsung, isso não é um problema, já que temos OLED, o melhor painel hoje (embora QD-OLED ainda vá um passo além). Apesar de ser muito superior, existe um probleminha.
O Odyssey G9 tem o design mais enxuto e bonito que já vi em um monitor curvo - Raphael Giannotti
Eu tenho testado diferentes telas, seja em monitores para PCs de mesa, ou ainda em notebooks high-end. Por isso, tenho uma base de comparação considerável e devo dizer que os ajustes da Samsung não me convenceram. Mesmo com HDR10+, as cores não são tão vivas como em outras telas com OLED, como o Dell XPS 13 de 2025, por exemplo.
Em geral, a imagem é bonita, claro. Afinal, junto do painel OLED, temos a resolução Dual QuadHD (5120x1440) na proporção 32:9 (super ultrawide), que é uma grande quantidade de pixels na tela, com densidade de pixels por polegada de 110 (PPI), o que acaba gerando um alto nível de nitidez. Isso não só é muito bem-vindo em jogos, mas também para trabalhar, já que você não verá caracteres e ícones serrilhados, muito importante se seu foco primário é profissional. E falando nisso, esse tamanho de tela permite deixar, pelo menos, quatro janelas de bom tamanho abertas, o que é ótimo para a produtividade.
O Odyssey G9 tem uma funcionalidade interessante. Após 10 minutos sem nada se mexer na tela, ela apaga (não totalmente) para economizar energia, mas existe um problema (pelo menos em meu uso). Como costumo usar quase tudo em modo escuro, incluindo o Bloco de Notas do Windows 11, onde sempre faço meus rascunhos (viva o auto-save), a tela não reconhece a movimentação dos caracteres enquanto escrevo e escurece, sendo necessário mover algo maior na tela para o brilho voltar. Confesso que isso me irritou um pouco, já que passei semanas com isso acontecendo e não existe uma forma de configurar essa função.
Fechando essa seção da tela, preciso elogiar a película antirreflexo que a Samsung colocou aqui. Eu trabalho de frente para uma janela (que fica a mais de 5 metros de distância), então posso adiantar que muitas telas falharam nesse teste, principalmente os OLED, mas esse não é o caso do Odyssey G9. Na verdade, é o melhor antirreflexo que já vi; não atrapalhou nem mesmo na hora de jogar um game escuro de dia.
Especificações técnicas do Samsung Odyssey G9
Tela
Tamanho: 49 polegadas
Tipo de Painel: OLED, curvo (1800R)
Resolução: 5120 x 1440 (DQHD)
Proporção de Tela: 32:9
Revestimento da Tela: Antirreflexo (fosco)
Desempenho
Taxa de Atualização: 240 Hz
Tempo de Resposta: 0,03 ms (GTG)
Contraste: 1,000,000:1
Brilho: 250 cd/m²
Tecnologia de Sincronização: AMD FreeSync Premium e NVIDIA G-Sync
Cor e imagem
Gama de Cores: CDI-P3 99%
Profundidade de Cor: 1 bilhão de cores
Suporte a HDR: HDR10
Conectividade
Portas de Vídeo: 1 x DisplayPort 1.4 e 2 x HDMI 2.1
Portas USB: Tipo-C 3.2 Gen 1
Conector de energia
Conector de fone de ouvido
Recursos e informações adicionais
Proteção Ocular: Sim
Ajustes Ergonômicos: Altura, inclinação
Picture in Picture: Sim (e PBP)
Montagem VESA: Compatível com 100 mm x 100 mm
Black Equalizer: Sim
Alto-falantes: Não
Consumo de energia: 200W (máximo)
Dimensões e peso
Dimensões com Suporte: 119,4 cm de largura x 28,4 cm de profundidade x 52,9 mm de altura
Peso com base: 12,9 kg
Peso sem base: 9,2 kg
Usabilidade e compatibilidade
Na minha review do Acer Predator Z57, eu deixei bem claro que montar uma tela daquele tamanho, sozinho, era quase um tormento. Cheguei até a machucar minha lombar. O Odyssey G9 é menor e mais leve, mas nem tanto assim. Como qualquer monitor, basta pegar a base e encaixar na traseira que já está tudo pronto, o problema mesmo é tirá-lo da caixa e colocá-lo na mesa. Essa é a desvantagem desses monitores gigantes.
OLED é sempre incrível, mas eu já vi ajustes melhores em outros painéis - Raphael Giannotti
Como acontece em diferentes modelos, a Samsung coloca o controlador do menu da tela na parte traseira, o que acaba dificultando na hora de mudar configurações. Muitos monitores deixam esse controle logo abaixo da tela, às vezes abaixo da logo da marca, facilitando o acesso. Acho que está na hora de rever essa questão.
Em relação à compatibilidade, isso é algo que adicionei para os monitores super ultrawide. A proporção 32:9 não é, nem de longe, algo popular. Ainda vemos o 21:9 tendo problemas de compatibilidade com jogos, e essa questão é pior nessa proporção maior. Muitos títulos modernos já oferecem suporte, mas mesmo nesses que funcionam, nem tudo é mil maravilhas.
A esmagadora maioria não tem cutscenes em 32:9, já que eles reduzem para 21:9 (ou até mesmo 16:9, dependendo do jogo), algo que já quebra a imersão. Elementos de HUD nem sempre estão na melhor posição da tela gigante. E, o pior para mim, imagem esticada nos cantos da tela.
Notei isso em diferentes jogos, Forza Horizon 6, que até cheguei a ilustrar na review do Acer, mas vi esse problema o tempo todo em Rocket League, o único game online que jogo, que fica com uma distorção considerável no carro se olharmos para ele no canto da tela em relação ao centro da tela. Isso não acontece em 16:9 e é um problema em qualquer monitor 32:9. No fim das contas, mesmo nos jogos que suportam essa proporção de tela, ainda existe algum problema.
Concorrentes
No Brasil, existem dois modelos do Samsung Odyssey G9. Um deles tem alto-falantes embutido e custa próximo de R$ 10.000 - e não foi esse o que eu recebi. O outro, que usei para esta análise, não dispõe de alto-falantes e sai na faixa dos R$ 8.100 (para efeito de curiosidade, quase R$ 10.000 a menos que o Acer Predator Z57).
Por esse preço, temos o LG UltraGear com painel OLED e tela curva de 45 polegadas. Esse modelo é 21:9 (resolução QHD), oferece taxa de atualização de 240 Hz, tempo de resposta de 0,03 ms, além de outras características parecidas com as do monitor da Samsung. Ele tem saído por cerca de R$ 8.000.
Já a segunda indicação é da Acer, mas não o Predator Z57, e sim o X49, modelo com painel OLED, resolução Dual QuadHD também, além de 240 Hz e 0,03 ms. Esse modelo pode ser encontrado por volta de R$ 8.500.
Não restam dúvidas de que o monitor Samsung Odyssey G9 é uma das melhores opções com painel OLED em uma tela curva. A sua construção é a mais elegante e minimalista da categoria. Mesmo sendo grande, não ocupa muito espaço no setup.
Senti falta de ajustes mais refinados nas cores, algo que é até possível minimizar com paciência através das configurações.
De novo: esse é meu ponto de vista baseado nas minhas referências. Se você nunca viu um OLED na vida e ficou convencido, se prepare para um nível de imersão como você nunca teve, principalmente com a tela curva.
Nos últimos anos, a resolução QuadHD (2560x1440) se consolidou como o sweet spot do PC gamer entusiasta. Ela oferece um ganho considerável de nitidez em relação ao popular Full HD, mas sem exigir a potência extrema e o custo proibitivo necessários para rodar jogos em 4K nativo.
Para entender o consumo de memória em QHD, o primeiro passo é analisar a matemática dos pixels. De 1080p para 1440p existe um salto de 77,7% a mais de pixels a serem renderizados a cada segundo na tela. Essa diferença afeta diretamente os seguintes elementos alocados na VRAM:
Framebuffer e Z-Buffer: armazenam as informações de cor, profundidade e transparência de cada pixel. Em 1440p, esses buffers crescem na mesma proporção do aumento de resolução.
Texturas em maior definição: qualquer asset conta com texturas mais definidas, o que impacta agressivamente a VRAM.
Efeitos de pós-processamento e sombras: sombras de alta resolução, oclusão de ambiente, reflexos e efeitos volumétricos demandam espaço adicional na memória de vídeo proporcional ao volume de pixels processados.
8 GB de VRAM em 1440p
Para títulos competitivos ou eSports leves, como Valorant, Counter-Strike 2, League of Legends ou Overwatch 2, uma GPU equipada com 8 GB de VRAM rodará em 1440p sem qualquer dificuldade. Sem contar os jogos indies e títulos AAA de anos atrás.
No entanto, o cenário muda drasticamente ao entrarmos no terreno dos jogos blockbuster modernos. Games como Alan Wake 2, Resident Evil: Requiem, Horizon Forbidden West e outros ultrapassam a barreira dos 8 GB em 1440p mesmo com gráficos no baixo.
Quando a alocação necessária supera a capacidade física de VRAM da placa de vídeo, o sistema é forçado a utilizar a RAM do PC. Isso gera stuttering, fazendo com que o frametime oscile muito, transformando uma média de 60 FPS em uma experiência travada e desconfortável.
Além disso, sempre existe a chance de texturas borradas e pop-in, quando um elemento é carregado repentinamente na sua frente, aconteçam. A GPU, mesmo que tenha um chip gráfico potente o suficiente para a resolução, fica impedida de atingir seu desempenho real.
O fator Ray Tracing, Upscaling e Frame Generation
As tecnologias de renderização recentes também alteram o uso de memória.
Ray Tracing e Path Tracing
O Ray Tracing cria estruturas de aceleração (BVH) e buffers de raios que precisam ser mantidos na memória da GPU a todo instante. Ativar Ray Tracing em 1440p costuma adicionar entre 1,5 GB e 3 GB extras de consumo de VRAM em relação à rasterização tradicional.
Upscaling (DLSS/FSR/XeSS)
Ao utilizar o DLSS ou FSR no modo qualidade em 1440p, o jogo é renderizado internamente em 960p e apresentado em 1440p via IA. Isso diminui o tamanho dos buffers internos de renderização, economizando entre 500 MB e 1,5 GB de VRAM, um alívio essencial para placas que estão no limite.
Frame Generation
Em contrapartida, ativar a geração de quadros exige a criação de vetores de movimento e buffers temporais adicionais para a interpolação das imagens. Em 1440p, esse recurso consome cerca de 1 GB a 1,5 GB a mais de VRAM, o que pode inviabilizar seu uso em placas de 8 GB.
Qual é a quantidade de VRAM necessária para 1440p
Com uma GeForce RTX 5070 em mãos, rodei alguns testes para mostrar como 12 GB de VRAM se comporta nessa resolução. Essa é uma GPU que tem alto poder de fogo e seria limitada só pela quantidade de memória de vídeo.
Como podem ver, somente Resident Evil 9 exigiu o máximo da VRAM mesmo sem Ray Tracing; não houve margem nenhuma para um teste extra com a tecnologia de renderização. Vale notar que existem trechos mais leves que até exigem menos de 11 GB, mas o pico de 12 GB acontece.
Já em Spider-Man 2, Crimson Desert e Forza Horizon 6, deu até para ativar o Ray Tracing e, mesmo assim, a VRAM não foi consumida totalmente. Claro, nesses casos, é sempre boa a ajudinha de um frame gen (não é bem o caso da RTX 5070 nesses jogos, já que ela entrega ainda mais de 60 FPS nativamente), que vai exigir mais memória.
Conclusão
12 GB de VRAM é o patamar de entrada seguro para QuadHD hoje, garantindo estabilidade na esmagadora maioria dos títulos gráficos recentes. Mas não dá para negar que 16 GB é a escolha definitiva para longevidade. Se o seu objetivo é manter a placa de vídeo por vários anos, jogar com texturas no máximo e desfrutar de tecnologias como Ray Tracing e geradores de quadros sem limitações, escolha modelos de 16 GB.
Evite placas de 8 GB se o foco for 1440p. As exceções são jogos competitivos leves, indies e títulos antigos. Investir em uma GPU de 8 GB em 2026 para rodar em 1440p resultará em limitações visuais e comprometerá a vida útil do seu setup.
A Intel anunciou um avanço importante no segmento de semicondutores ao superar a chamada "parede de encapsulamento", obstáculo físico que limitava o tamanho e a densidade de chips de alto desempenho. A inovação abre espaço para a fabricação de chips hipergrandes (Hyper-Large Form Factor ou HLFF), capazes de alcançar dimensões de 240 mm x 240 mm; o equivalente a mais de 24x o limite de retícula padrão da indústria.
Com a desaceleração da Lei de Moore, a indústria migrou dos chips monolíticos para a arquitetura de chiplets, onde pequenos blocos de silício são interconectados em uma única estrutura. Contudo, quanto maior o tamanho do encapsulamento, maior é o risco de falhas operacionais na produção.
O principal entrave técnico está no material de selagem (underfill), resina injetada para preencher as frestas entre os microchips e o substrato. Em designs tradicionais, a resina percorre distâncias curtas de até 43 milímetros. Em superfícies massivas, como essa novidade da Intel, o fluido enfrenta forte resistência ao escoamento, o que favorece o surgimento de bolhas de ar que comprometem tanto a dissipação de calor quanto as conexões elétricas.
Tecnologia enfrenta desafios físicos
Para resolver o problema, a equipe de engenheiros da Intel na fábrica Fab 9, em Rio Rancho (Novo México), desenvolveu uma solução coordenada em três frentes. Primeiramente, os pesquisadores criaram uma resina com menor viscosidade, permitindo que o material flua por trajetos mais longos sem perder a integridade mecânica.
Em segundo lugar, a empresa reformulou a estratégia de aplicação do fluido, substituindo a injeção lateral por uma dispensação em múltiplos pontos simultâneos, o que reduz drasticamente a distância que o selante precisa percorrer. Por fim, o processo de cura térmica foi otimizado para acabar com eventuais microbolhas remanescentes, garantindo estruturas totalmente livres de defeitos.
Nos testes práticos, a Intel validou com sucesso encapsulamentos EMIB com mais de 5x a escala de retícula, abrigando 18 dies e 12 memórias HBM, além de estruturas que superam 7x a escala tradicional. A tecnologia de empilhamento 3D Foveros também alcançou resultados perfeitos em escalas de 2x e 4x. Com este avanço, a fabricante projeta expandir seus pacotes de empacotamento avançado para mais de 12x a retícula até 2028, viabilizando o uso de substratos de vidro e impulsionando supercomputadores de inteligência artificial de próxima geração.
Na hora de montar ou atualizar o setup gamer, a escolha do monitor frequentemente coloca o usuário diante de uma sopa de letrinhas e números nas especificações. Entre resolução, tipo de painel e tempo de resposta, a taxa de atualização, medida em Hertz (Hz), se destaca como um dos fatores mais determinantes para a fluidez da jogabilidade.
Essa métrica indica quantas vezes por segundo a tela é capaz de renovar a imagem exibida, impactando diretamente a percepção de movimento e o tempo de reação do jogador durante a jogatina.
Historicamente, o padrão de 60 Hz reinou absoluto por décadas. No entanto, a evolução das placas de vídeo e a exigência por maior competitividade transformaram o mercado, empurrando a indústria a adotar frequências cada vez mais altas, passando de centenas de Hertz.
Para entender qual é o número ideal, é preciso alinhar a categoria dos jogos preferidos ao poder de processamento do hardware disponível, evitando investimentos desnecessários ou gargalos de desempenho.
60 Hz: o padrão mínimo e suas limitações
A taxa de 60 Hz representa o padrão mínimo moderno e, por muito tempo, foi o objetivo máximo de desempenho para qualquer jogador de console ou PC. Nessa frequência, a tela atualiza a imagem a cada 16,6 milissegundos, um intervalo de tempo generoso que permite até mesmo aos painéis LCD mais simples e baratos alterarem a cor dos seus pixels sem apresentar problemas graves de rastros na tela.
Para quem foca o orçamento em placas de vídeo de entrada ou prefere jogar títulos focados em narrativa, games de estratégia e simuladores, os 60 Hz entregam uma experiência satisfatória e muito jogável.
Por outro lado, o avanço tecnológico transformou essa taxa em algo bem aquém do que é possível hoje, mesmo em PCs de entrada. Em títulos que exigem movimentação rápida de câmera ou respostas reflexivas imediatas, a barreira dos 60 Hz impõe uma limitação física perceptível: a imagem borra com facilidade durante giros rápidos e a transição entre os quadros perde a nitidez.
Além disso, o tempo de resposta do sistema fica severamente limitado por essa janela de atualização mais longa, criando uma sensação de comandos "pesados" ou levemente atrasados se comparados a qualquer monitor que opere em frequências superiores.
Caso tenha um monitor de 60 Hz e coragem, dá até para fazer um overclock simples.
120 Hz como o novo padrão da indústria
Atualmente, 120 Hz deixou de ser um recurso premium (como era no passado) para se posicionar como o ponto de partida para qualquer experiência gamer digna. A diferença visual ao saltar do básico 60 Hz para 120 Hz é brutal e perceptível imediatamente, até mesmo na movimentação do cursor do mouse na área de trabalho.
Nos jogos, essa quebra de barreira elimina grande parte do desfoque de movimento, tornando transições de câmera mais suaves e ambientes dinâmicos muito mais nítidos.
Para títulos de ação em terceira pessoa, jogos de corrida e campanhas imersivas de RPG, essa frequência entrega o equilíbrio perfeito entre qualidade visual e fluidez. Além disso, o mercado absorveu essa tecnologia de forma tão eficiente que os custos de fabricação despencaram, tornando os monitores de 120 Hz ou 165 Hz opções extremamente acessíveis e com excelente custo-benefício para a maioria dos jogadores.
Cenário competitivo: a necessidade de 240 Hz para cima
Quando o foco muda para o cenário competitivo e jogos de tiro em primeira pessoa, como Valorant, Counter-Strike 2 e Apex Legends, cada milissegundo conta. É nesse nicho que os monitores de 240 Hz ou mais mostram seu real valor.
O principal benefício aqui não é apenas o ganho na fluidez, mas sim a redução drástica do input lag (o atraso entre o comando no periférico e a resposta na tela) e a atualização em tempo quase real da posição dos adversários.
Ainda que o olho humano não veja tudo isso com clareza, ou seja, a diferença de 120 Hz para 240 Hz é menos impactante do que de 60 Hz para 120 Hz, atletas de eSports e jogadores dedicados conseguem extrair vantagens competitivas reais desse nível de desempenho. A fluidez extrema permite rastrear alvos em movimento rápido com maior precisão, transformando a estabilidade da imagem em frações de segundo decisivas para a vitória.
O casamento obrigatório entre Hz e FPS
De nada adianta adquirir o painel mais veloz do mercado se o restante do computador não conseguir acompanhar o ritmo. A taxa de atualização do monitor estabelece o teto físico de quadros que podem ser exibidos, mas quem gera esses quadros é o conjunto de processadore placa de vídeo.
Se o monitor opera a 240 Hz, mas o hardware do computador só entrega 90 quadros por segundo em um jogo pesado, a experiência visual real será limitada aos 90 FPS máximos, gerando desperdício do potencial da tela.
Para evitar os rasgos na imagem (tearing) quando essas taxas não estão perfeitamente sincronizadas, tecnologias como AMD FreeSync e NVIDIA G-Sync tornaram-se obrigatórias. Elas ajustam dinamicamente os Hertz do monitor à taxa de quadros produzida pela GPU em tempo real. Portanto, tudo é uma questão de equilíbrio.
A Intel abandonou a tecnologia Hyper-Threading nas últimas gerações de seus processadores, algo que levou a empresa a se arrepender, já que causou "desvantagem competitiva" contra a rival AMD. Agora, o CEO, Lip-Bu Tan, afirmou que a tecnologia voltará com os processadores Coral Rapids, que equiparão a 8ª geração de CPUs Xeon para data centers. Apesar da boa notícia, nada foi dito sobre os modelos da linha Intel Core para PC.
Em reunião com acionistas, o chefe da Intel diz que continuam "trabalhando para aumentar a competitividade" contra sua maior rival (AMD, a sigla que a Intel não menciona). Na ocasião, ele menciona que multi-threading retornará com os Xeon Coral Rapids, que estão sendo preparados somente para 2028, já que o mercado ainda receberá os Xeon 7 Diamond Rapids, que não terão SMT.
Hyper-Threading é essencial em data centers
A ideia de tirar o Hyper-Threading veio como uma tentativa de economizar espaço no chip e gastar menos energia, focando no desempenho por núcleo individual. Só que, enquanto isso podia até passar batido em desktop, a história foi bem diferente nos servidores. O mercado corporativo depende totalmente do processamento em paralelo para lidar com várias tarefas ao mesmo tempo, e a falta desse recurso fez a Intel perder força onde o bicho pega.
Com os Xeon 7 Diamond Rapids ainda sem o recurso, a Intel vai ter que aguentar a pressão dos processadores EPYC da AMD por mais algum tempo, já que a rival consegue entregar muito mais threads lógicos por processador. Trazer o recurso de volta só em 2028 com os Coral Rapids mostra que a empresa reconhece a pisada de bola e quer correr atrás do prejuízo para ser relevante novamente em data centers de alto desempenho.
A expectativa é que esses novos Xeon já estreiem em litografias bem avançadas da marca, como o node Intel 14A, o que daria a margem necessária no silício para reintroduzir a tecnologia sem sacrificar o consumo. E embora o anúncio tenha sido totalmente voltado para servidores, o retorno do multithreading nessa linha abre brecha para que a tecnologia também acabe voltando para as CPUs de PC no futuro, algo já mencionado em rumores.
A Gigabyte anunciou oficialmente o suporte para módulos de memória DDR5 baseados nos chips da fabricante chinesa CXMT (ChangXin Memory Technologies) em sua linha completa de placas-mãe. A iniciativa é uma saída para enfrentar a escassez desse componente, que fica cada vez mais caro, oferecendo maior flexibilidade e disponibilidade de componentes aos consumidores.
Para os sistemas baseados em processadores AMD, a novidade chega para as placas-mãe AM5 nas séries 600 e 800. O suporte é liberado por meio de uma atualização de BIOS baseada na versão do firmware AGESA 1.3.0.1c, combinada com os recursos proprietários de otimização de memória da Gigabyte.
Com este ajuste, as plataformas AMD passam a operar de forma estável com módulos de 16 Gb e 24 Gb, alcançando velocidades de até 8.200 MT/s, assim como memórias de grandes marcas já conhecidas.
Chipsets mais recentes da Intel também ganham suporte pela Gigabyte
Já nas plataformas Intel, que abrangem os chipsets das séries 700 e 800, a compatibilidade com as memórias da CXMT está disponível de fábrica através das versões atuais da BIOS que já acompanham os produtos, sem a necessidade de baixar novos arquivos ou realizar procedimentos adicionais.
A movimentação da Gigabyte acompanha uma tendência recente do segmento, em que grandes marcas de hardware passam a colocar a CXMT como quarta força relevante na fabricação mundial de chips DRAM, ao lado de gigantes como Samsung, SK Hynix e Micron.
No momento, sabemos somente da Corsair como uma das grandes marcas que adotaram módulos da CXMT em suas memórias, com disponibilidade inicial somente no mercado chinês. Com a atual situação crítica, é bem provável que a tecnologia chinesa chegue ao mercado global com o tempo e com novas parceiras.