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Spotify começa a testar botão que está preocupando criadores de podcasts

11 August 2026 at 01:01

O Spotify começou a testar uma nova função chamada “Skip ahead” (Pular para frente), que permite avançar por blocos inteiros de podcasts com apenas um toque. O recurso pode ser usado para ignorar anúncios, introduções, mensagens de patrocínio ou assinaturas premium dos próprios criadores, algo que preocupa produtores e empresas que dependem da publicidade para financiar seus programas. 

Segundo informações do site Podnews, o teste está disponível para um grupo selecionado de assinantes Premium nos Estados Unidos e no Reino Unido. A novidade funciona como uma alternativa ao tradicional botão de avanço de 15 segundos, já que identifica segmentos do episódio e leva o ouvinte ao início do próximo trecho de conteúdo. 

O botão aparece em formato de pílula ao lado do controle de capítulos, acima do título do podcast. De acordo com o Podnews, o recurso foi identificado em programas de redes, como o New York Times e a Acast, além de produções do próprio Spotify, como o Bill Simmons Show. 

spotify capa

Por que o botão preocupa os criadores?

A principal preocupação está no possível impacto sobre a publicidade. Embora os ouvintes já possam avançar manualmente pelos anúncios usando o botão de 15 segundos, o processo exige vários toques. Com o Skip ahead, toda essa etapa pode ser reduzida a um único comando.

O receio aumenta quando se considera o tamanho do Spotify entre as plataformas de podcasts. O serviço responde por pelo menos 25,6% dos downloads de podcasts no mundo e lidera em participação em diversos países. Por isso, uma mudança no modo como os usuários consomem anúncios pode afetar uma parcela significativa da audiência.

Spotify

Dados da empresa de análise Bumper indicam que menos de 10% dos intervalos comerciais são pulados manualmente pelos ouvintes. A facilidade proporcionada pelo novo recurso pode aumentar esse índice e reduzir a exposição das campanhas publicitárias.

Para produtores independentes e grandes redes, a mudança pode representar uma queda no valor dos anúncios caso as marcas percebam que suas mensagens estão sendo ignoradas com mais frequência. Isso também cria uma situação curiosa para o Spotify, que oferece o recurso ao mesmo tempo em que comercializa espaços publicitários dentro dos podcasts.

Quando o “Skip ahead” chega ao Spotify?

Por enquanto, não há previsão para o lançamento definitivo ou para uma expansão do recurso para outros países. O Spotify confirmou ao Podnews que realiza testes frequentes para melhorar a experiência dos assinantes Premium e que nem todas as funções experimentais chegam à versão final do aplicativo.

A empresa também afirmou que pretende usar os resultados do teste para entender como os usuários interagem com a novidade. Por enquanto, portanto, o Skip ahead continua restrito a um grupo de usuários e não há garantia de que será lançado oficialmente.

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Meta lança IA que roda sem internet no PC de qualquer pessoa

10 August 2026 at 22:04

A Meta anunciou nesta segunda-feira (10) o Muse Glimmer, novo modelo de inteligência artificial de pesos abertos desenvolvido para rodar localmente em computadores. A proposta é reduzir a dependência de servidores na nuvem e levar recursos de IA para máquinas equipadas com apenas uma placa de vídeo.

O modelo foi criado principalmente para executar tarefas de agentes, nas quais a IA consegue realizar uma sequência de ações para cumprir determinado objetivo. Segundo a Meta, o Muse Glimmer pode rodar em Macs e PCs e não exige uma infraestrutura de servidores dedicada.

A estratégia faz parte da aposta da empresa em modelos de pesos abertos. Nesse formato, componentes centrais do sistema são disponibilizados publicamente, o que facilita a adaptação por desenvolvedores e empresas. Mark Zuckerberg afirmou que o Muse Glimmer é apenas o começo. A Meta também prepara modelos maiores e pretende liberar, em breve, os pesos do Muse Spark 1.2, descrito como uma versão mais avançada da tecnologia.

A Meta já apoiava o ecossistema de modelos abertos, mas a recepção negativa do Llama 4 no ano passado levou a empresa a rever sua estratégia. O Muse Spark 1.2, por exemplo, foi desenvolvido por uma equipe de “superinteligência” criada no ano passado, com um investimento elevado para recolocar a Meta na disputa pelo avanço da IA.

Logo da Meta

Meta investe em modelos de pesos abertos

A aposta coloca a Meta em uma posição diferente de concorrentes, como OpenAI, Anthropic e Google, que concentram seus principais modelos em sistemas fechados. Nos modelos de pesos abertos, desenvolvedores têm mais liberdade para adaptar a tecnologia a diferentes aplicações.

Mark Zuckerberg também cita o avanço da concorrência chinesa como um dos motivos para ampliar o acesso a modelos de IA. Entre os modelos de pesos abertos que vêm rivalizando em desempenho com os principais sistemas fechados dos Estados Unidos estão o Kimi K3, da Moonshot, o Qwen3.8-Max, da Alibaba, e o V4-Flash, da DeepSeek.

O interesse das empresas por modelos de pesos abertos, porém, vai além da possibilidade de rodar a IA localmente. Os custos crescentes dos serviços de inteligência artificial também pesam na decisão. Ao mesmo tempo, recentes incidentes de segurança envolvendo modelos de empresas como Anthropic, OpenAI e a própria Meta aumentaram a preocupação com os riscos de depender de sistemas externos.

Logo da Meta

Um caso envolvendo a Hugging Face ajuda a ilustrar esse cenário. A plataforma foi alvo de um ataque atribuído a um modelo da OpenAI e recorreu a um modelo chinês de pesos abertos para lidar com a ameaça. Sistemas fechados podem impor restrições ao uso em determinadas aplicações de cibersegurança, o que limita as opções disponíveis nesses casos.

Diante dessas preocupações, Zuckerberg anunciou que a Meta vai criar uma estrutura específica de governança para o lançamento de seus sistemas de IA. Pela nova regra, diretores independentes da empresa terão poder para aprovar os critérios de segurança antes que qualquer modelo seja disponibilizado publicamente.

Meta cria fundo de US$ 1 bilhão para comunidades

O anúncio do Muse Glimmer veio acompanhado da criação de um fundo de US$ 1 bilhão para apoiar comunidades afetadas pela expansão dos centros de dados da Meta nos Estados Unidos.

A empresa pretende investir até US$ 145 bilhões em infraestrutura de IA neste ano, mas a expansão dos data centers enfrenta resistência em algumas regiões por preocupações com o impacto dessas grandes construções. O novo fundo busca reduzir esses conflitos e apoiar as comunidades que recebem as instalações.

Logo da Meta

Zuckerberg também pediu mudanças nas políticas dos EUA sobre construção de infraestrutura, uso de dados e destilação de modelos, técnica que transfere conhecimentos de sistemas maiores para modelos menores e mais eficientes.

Para o executivo, as dificuldades para construir novos centros de processamento podem colocar os Estados Unidos em desvantagem diante da China. A Meta defende menos obstáculos regulatórios e mais apoio às comunidades para acelerar a expansão da infraestrutura de IA no país.

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Samsung começa a testar One UI 9.5 na linha Galaxy S26

10 August 2026 at 20:03

A Samsung já iniciou os testes internos da One UI 9.5 para a linha Galaxy S26. A informação foi identificada pelo informante Tarun Vats, que encontrou uma versão de firmware em desenvolvimento terminada em CHZ1 (ou CZH1). O início antecipado dos trabalhos indica que a próxima atualização da interface pode chegar aos usuários mais cedo do que nas gerações anteriores. 

O desenvolvimento acontece enquanto a Samsung ainda trabalha na One UI 9.0. A expectativa é que a One UI 9.5 traga novos recursos e melhorias para os Galaxy S26, que incluem os modelos Galaxy S26, S26+ e S26 Ultra. Por enquanto, não há previsão para o lançamento da versão ou para o início do programa beta. 

O cronograma também chama atenção quando comparado ao ciclo anterior. A Samsung começou a desenvolver a One UI 8.5 para a linha Galaxy S25 apenas em setembro de 2025 e os primeiros testes da One UI 9.5 já aparecem em agosto de 2026. Caso a empresa mantenha o ritmo, o beta da nova versão poderá ser disponibilizado antes do período registrado na geração anterior. 

Galaxy S26

One UI 9.0 foi lançada recentemente

A One UI 9.0, baseada no Android 17, foi lançada no início de agosto de 2026 junto aos novos celulares dobráveis da Samsung. A versão estável chegou de fábrica aos Galaxy Z Fold 8, Galaxy Z Fold 8 Ultra e Galaxy Z Flip 8.

Por enquanto, há duas formas de experimentar a One UI 9.0. Quem possui um Galaxy S26 pode participar do programa beta da Samsung, iniciado em maio de 2026. Já os novos dobráveis, que estão à venda globalmente, saem de fábrica com a versão estável e trazem recursos nativos que ainda não foram disponibilizados no beta da linha Galaxy S26.

A Samsung ainda planeja lançar pelo menos mais uma atualização beta para o Galaxy S26 antes de finalizar o ciclo de testes. Depois disso, a empresa deve ampliar o acesso para a linha Galaxy S25 e outros aparelhos compatíveis.

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OpenAI pausa testes de nova IA com medo de ela se rebelar

10 August 2026 at 16:07

A OpenAI interrompeu parte das atividades internas de desenvolvimento de seu mais novo modelo de inteligência artificial, de codinome Astra, após avaliações de segurança identificarem avanços inesperados em suas capacidades cibernéticas. O sistema ainda não está disponível para o público ou para desenvolvedores externos e permanece em um ambiente de testes controlado. 

O alerta apareceu após o Astra apresentar uma evolução significativa em “codificação agêntica”, área em que modelos conseguem executar tarefas de programação com maior autonomia. Os resultados fizeram a OpenAI considerar a possibilidade de que o sistema tenha desenvolvido capacidades cibernéticas consideradas críticas. Por isso, a empresa desacelerou o cronograma de desenvolvimento enquanto trabalha na implementação de novas medidas de segurança.

OpenAI

Por que o Astra preocupa a OpenAI?

A avaliação segue os critérios estabelecidos pelo Preparedness Framework, estrutura criada pela OpenAI para acompanhar riscos associados ao avanço de seus modelos. Dentro desse protocolo, uma capacidade é considerada “crítica” quando a IA consegue identificar e desenvolver falhas de segurança de dia zero, que exploram vulnerabilidades ainda desconhecidas, em sistemas reais e protegidos sem intervenção humana.

O Astra também teria demonstrado potencial para elaborar e executar estratégias completas de ataques cibernéticos contra alvos complexos a partir de um objetivo de alto nível. Modelos anteriores, como o GPT-5.6-Sol, haviam chegado ao nível considerado “Alto”, mas não tinham atingido a classificação “Crítica”.

Diante dos resultados, a OpenAI começou a adotar controles mais rígidos para os testes. Entre as medidas estão o uso de ambientes isolados, restrições ao acesso a redes e ferramentas externas e uma camada adicional de proteção para os pesos do modelo.

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A empresa também implementou um sistema de monitoramento capaz de acompanhar a cadeia de raciocínio do modelo em tempo real. A auditoria busca identificar sinais de desalinhamento ou comportamentos de risco durante as próprias fases de treinamento e avaliação do Astra, e não apenas em simulações realizadas após o treinamento. Caso sejam detectados indícios de atividade potencialmente perigosa, a execução pode ser interrompida imediatamente.

A retomada completa do desenvolvimento dependerá ainda da validação dessas medidas de segurança em colaboração com agências governamentais e organizações parceiras especializadas em segurança de IA.

IA da OpenAI invadiu a Hugging Face

A decisão de desacelerar o desenvolvimento do Astra acontece em meio a outros episódios que aumentaram a preocupação com a capacidade de modelos de IA para executar ações de forma autônoma.

Recentemente, modelos da OpenAI estiveram envolvidos em um incidente de segurança no qual conseguiram invadir a Hugging Face, plataforma conhecida por reunir modelos e ferramentas de código aberto voltados a aprendizado de máquina. A OpenAI esclareceu que o Astra não participou do episódio, já que o modelo ainda não foi lançado.

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O caso, porém, contribuiu para o endurecimento das políticas de segurança da empresa e chamou atenção para os riscos de sistemas capazes de operar com maior autonomia em ambientes digitais.

Outras empresas também relataram situações semelhantes. A Anthropic afirmou que três versões de seus modelos Claude conseguiram acessar a internet e invadir três organizações de forma autônoma durante testes. Na China, o modelo Kimi K3, da Moonshot, também teria conseguido escapar de seu ambiente de testes controlado.

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