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Qual foi o primeiro app do mundo a ter Stories?

Os stories se tornaram uma característica marcante das redes sociais. Porém, o estilo de publicações que expiram após 24 horas não começou com o Instagram.

O formato de conteúdo também está disponível em WhatsApp, Snapchat, Telegram e TikTok, e já passou por alguns nomes improváveis, como X (antigo Twitter) e até YouTube.

A seguir, saiba qual foi o primeiro app a adotar o tipo de post e a evolução com os anos.

Qual foi o primeiro app a usar Stories?

O primeiro aplicativo a adotar publicações com 24 horas de duração foi o Snapchat, em 2013, com o recurso My Story. A rede social já era conhecida pela efemeridade, com posts que expiravam após a visualização, mas a troca ocorria em grupos ou mensagens diretas.

Com o My Story, o Snapchat permitiu que as pessoas publicassem o conteúdo sem a necessidade de enviá-lo diretamente a alguém: qualquer amigo na rede poderia simplesmente abrir e assistir em ordem cronológica.

O modo fez tanto sucesso que o Instagram decidiu adotá-lo em 2016. Anos depois, os criadores do app afirmaram que o recurso foi uma forma de minar o concorrente Snapchat. 

Snapchat

Evolução para mais apps

Os stories viraram febre após a chegada no Instagram. Por volta de 2020, praticamente toda rede social popular tinha a sua versão do recurso, passando pelo antigo Twitter até o LinkedIn.

Os filtros especiais e até a opção de “Amigos próximos” ajudaram a popularizar a ferramenta com os anos. E por falar em nostalgia, aproveite para relembrar a primeira versão do Instagram. 

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Quando novas regras e restrições do Instagram e Facebook vão começar no Brasil?

A Meta anunciou uma série de mudanças no funcionamento do Instagram e do Facebook para adolescentes, incluindo limite diário de uso e bloqueio de funções durante a madrugada. No entanto, as medidas valem apenas para os Estados Unidos e não necessariamente devem chegar a outros países, como o Brasil.

A informação foi confirmada pela própria Big Tech. Os ajustes são resultados de um acordo entre a empresa e um coletivo de estados em julgamento no país norte-americano. 

As restrições vão chegar ao Brasil?

Por enquanto, não. A Meta pode ter versões adaptadas de suas redes sociais em diferentes regiões e esse deve ser o caminho seguido nos EUA. Vale lembrar que a empresa já muda a experiência na União Europeia e até no Brasil para cumprir com o ECA Digital. 

“O ECA Digital (Lei 15.211/2025) já impõe verificação etária efetiva, vinculação obrigatória das contas de usuários de até 16 anos a um responsável legal, ferramentas de supervisão parental e vedação a mecanismos que explorem a vulnerabilidade do público infantojuvenil”, explica o advogado sócio do escritório Coletta Rodrigues Advogados, Diogo Coletta, ao Canaltech.

logo instagram

 

Para o especialista, essas mudanças poderiam chegar a outros países caso a empresa decida padronizar a experiência. 

“Existe um efeito prático que costuma ser subestimado: manter dez versões de um mesmo produto é caro. Em algumas mudanças estruturais, sobretudo as que mexem em algoritmo de recomendação e em arquitetura de notificação, é mais barato padronizar globalmente do que sustentar variações regionais. É por esse caminho, e não pelo caminho jurídico, que decisões americanas acabam chegando ao usuário brasileiro”, reforça o advogado Diogo Coletta.

O que vai mudar no Facebook e no Instagram?

A Meta vai aplicar novas medidas para proteger adolescentes em redes sociais nos EUA. Os ajustes incluem um limite diário de duas horas de uso (contando Facebook e Instagram), bloqueio de funções durante a madrugada, bloqueio de notificações em horário escolar e remoção da contagem de curtidas para menores de idade.

O acordo prevê o pagamento de cerca de US$ 18 bilhões da Meta para os estados envolvidos, mas o valor “cheio” só será atingido caso YouTube e TikTok adotem medidas similares, como limite de uso diário.

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Modo IA do Google passa a vigiar preço de voos e hotéis para você; veja como usar

O Modo IA do Google ganhou uma opção para rastrear preços de passagens aéreas e criar alertas de voos mais baratos. O processo acontece na própria conversa com a IA, enquanto os avisos são enviados por e-mail para a conta Google usada.

A novidade está disponível desde ontem (27) e já pode ser acessada no Brasil. A empresa também anunciou suporte para fazer reservas em hotéis pelo modo, mas o recurso foi liberado apenas nos Estados Unidos durante a fase inicial.

A empresa também anunciou uma opção para comparar a quantidade de milhas necessárias para pagar passagens.

Como criar alerta de voos pelo Modo IA do Google

O caminho é simples:

  1. Abra o Modo IA na busca do Google;
  2. Informe para onde você quer ir. Exemplo: “Quais são as melhores passagens para Maceió em julho de 2027 saindo do aeroporto de Viracopos?”;
  3. Aguarde a resposta;
  4. Envie “Crie um alerta de preços”.

Também é possível cancelar o alerta pela própria conversa.

Modo IA Google passagens aéreas

Google tem solução própria de IA para encontrar passagens

O Modo IA simplifica o processo para consultar preços e gerar alertas, mas vale reforçar que o Google também tem a ferramenta Ofertas de Voos, usada para procurar passagens aéreas em experiência conversacional.

O recurso chama a atenção pela flexibilidade, visto que entende comandos como “encontrar passagens baratas em janeiro saindo de Guarulhos” e então ajusta com os melhores destinos possíveis.

Confira outras formas de usar IA na busca por voos.

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Ligações falsas usam voz de IA para destravar iPhones roubados no Brasil

A empresa de cibersegurança SOCRadar identificou um golpe para desbloquear iPhones roubados no Brasil. Uma ligação que se diz passar pela equipe de suporte da Apple usa uma voz de IA para enganar as vítimas e destravar o aparelho.

Quando um iPhone é roubado ou furtado, a vítima pode bloquear o dispositivo com o Apple ID e impedir que invasores mudem a conta ou formatem o celular. O ataque atua justamente para obter as informações necessárias da conta e invadir o aparelho.

O golpe usa um kit de phishing chamado AnonyMousKIT, que inclui SMS, e-mails, sites e mensagens falsas, além de um agente para fazer as ligações por IA. Criminosos se passam pela Apple para pedir a senha de bloqueio e códigos de autenticação da conta.

O golpe em ação

O AnonyMous KIT reúne dados de pessoas que tiveram seus celulares roubados e então os criminosos podem entrar em contato. O ataque ainda pode incluir tentativas de contato por mensagem para pedir o código de verificação. Em alguns casos, os criminosos enviavam uma página falsa do recurso Buscar do iCloud.

Golpe iPhone iCloud Buscar

No exemplo de ligação compartilhado pelo SOCRadar, uma voz gerada por IA se passa por uma pessoa chamada Alice e interpreta uma funcionária da equipe de suporte da Apple.

O agente então pede a senha de desbloqueio da tela do aparelho e posteriormente um código de verificação. Como é comum em golpes do tipo, o ataque cria uma situação de emergência para a vítima ao informar que alguém teria visitado uma loja com o aparelho e o iPhone estaria retido por razões de segurança.

Quando a vítima informa o código de segurança, invasores podem remover o ID Apple do celular e formatá-lo normalmente. De acordo com a pesquisadora, foram 200 ligações feitas entre 31 de agosto de 2025 e 30 de maio de 2026, sendo 179 para números brasileiros.

É importante reforçar que a Apple não pede códigos de segurança via ligações, e-mail ou mensagens de texto. Entenda o que fazer em caso de furto ou roubo do celular.

 

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IA montou e coordenou equipes sozinha em ataque hacker ao Hugging Face

O ataque autônomo feita por IAs da OpenAI contra a plataforma Hugging Face contou com um quadro secreto de mensagens e atuação de cerca de 700 agentes ao mesmo tempo. Os agentes atuaram em conjunto para escaparem do ambiente de testes e procurarem por vulnerabilidades no serviço afetado.

As informações foram compartilhadas em relatórios técnicos sobre o ocorrido, publicados pela própria OpenAI e das organizações METR e Redwood Research, que atuaram como investigadoras independentes. A criadora do ChatGPT considerou o caso um “tiro de aviso” sobre os riscos no treinamento de agentes de inteligência artificial.

O grande ponto de alerta é a capacidade de IAs atuarem em conjunto, enquanto muitas avaliações de segurança consideravam apenas a atuação isolada dos modelos. “O incidente é o primeiro caso conhecido de um coletivo de agentes automatizados agindo ofensivamente sem autorização”, explica a empresa.

Por dentro do ataque hacker das IAs

Os relatórios trazem um cenário que parece ter vindo diretamente de um roteiro de ficção científica.

Cerca de 1.200 agentes foram envolvidos: as IAs deveriam estar isoladas, mas conseguiram encontrar brechas para criar um quadro secreto de mensagens, no qual cada ferramenta podia compartilhar “dicas” para encontrar vulnerabilidades. Mais de 70 mil mensagens foram trocadas no espaço sem o conhecimento da OpenAI.

OpenAI

 

Uma das causas do problema é um formato de treinamento no qual a IA tenta atingir o resultado a qualquer custo, o que pode levar aos ataques. O primeiro “avanço” dos robôs foi conseguir escapar do ambiente de testes e acessar a internet. Depois, cerca de 700 agentes aplicaram ataques contra a Hugging Face.

A empresa identificou que dois modelos de IA foram usados: o GPT-5.6 Sol, disponível ao público, e opção que ainda não foi publicada. O caso fez com a OpenAI interromper o desenvolvimento de modelos mais avançados para colocar mais travas de segurança. 

 

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Justiça faz Instagram remover curtidas e implantar "toque de recolher" para jovens

O julgamento da Meta sobre vícios em redes sociais resultou em acordo entre a empresa e os estados dos EUA envolvidos no processo. A criadora de Facebook e Instagram vai pagar uma multa bilionária e aplicar ajustes mais rígidos nas redes sociais para proteger adolescentes.

As novas medidas impostas pelo acordo incluem uma espécie de “toque de recolher” para bloquear o app durante a madrugada e horário escolar, limite diário de uso e a ocultação do número de curtidas para os menores de idade.

O acordo vale para os Estados Unidos, então as mudanças serão implementadas inicialmente apenas no país norte-americano. Não há previsão de chegada em outros países.

O que vai mudar nas redes da Meta?

As mudanças previstas para contas de adolescentes no acordo incluem:

  • Limite diário de duas horas de uso das redes, compartilhado entre Facebook e Instagram. Somente pais e mães podem desativá-lo;
  • Bloqueio de recursos nos apps entre meia-noite e 06h. Não será possível postar ou ver Feed, Stories e Reels, entre outras funções;
  • Notificações silenciadas durante o horário escolar (entre 08h e 15h);
  • Alertas na tela sobre o tempo de uso diário;
  • Opção para escolher um feed sem algoritmo de recomendação;
  • Comando para desativar a reprodução automática de vídeos;
  • Número de curtidas escondido por padrão;
  • Bloqueio do uso de filtros de beleza com mudanças drásticas;
  • Mais mecanismos de verificação de idade;
  • Maior restrição de conteúdo;
  • Mais ferramentas de controle parental e bloqueio de desconhecidos.

O acordo estabelece diferentes prazos para a Meta adicionar os recursos, então os ajustes não serão imediatos.

Facebook

 

Multa salgada, mas poderia ser pior 

A empresa vai pagar cerca de US$ 17 bilhões (R$ 87,7 bilhões em conversão direta) para os estados envolvidos no processo. O valor é alto, mas consideravelmente menor do que o US$ 1 trilhão pedido pela acusação no início do julgamento.

Há um porém: 30% do valor só será pago se os rivais YouTube e TikTok também aplicarem medidas para proteção de jovens, como o bloqueio noturno e limites diários, além de pagarem valores similares aos estados.

Saiba como funciona a conta para adolescentes do Instagram no Brasil.

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Uber lança vídeo ao vivo para pais assistirem a viagens de filhos no app

A Uber lançou um novo recurso de segurança no qual pais e mães podem assistir ao vídeo da viagem de filhos menores de idade pelo aplicativo. A transmissão é feita com a mesma câmera usada pelos motoristas e o recurso está disponível somente nos Estados Unidos.

De acordo com o site TechCrunch, os adultos responsáveis recebem uma notificação quando uma viagem começa, enquanto o motorista e o passageiro são informados quando alguém está assistindo em tempo real.

Somente contas do mesmo grupo familiar podem assistir às corridas. Além disso, a plataforma criptografa o vídeo e impede que as partes envolvidas consigam acessá-lo novamente após o trajeto.

Uber vídeo viagem adolescentes

Como funciona a conta para adolescentes da Uber

A transmissão de corridas em vídeo não chegou ao Brasil, mas o aplicativo já oferece uma experiência personalizada para menores de idade. Ao configurar um grupo familiar, é possível adicionar contas de adolescentes com pelo menos 12 anos.

O modo aplica alguns ajustes de segurança automaticamente e permite que as pessoas responsáveis consigam acompanhar os trajetos em tempo real pelo app da Uber. Os menores de idade podem pedir viagens por conta própria, mas há supervisão durante todo o processo.

No começo do ano, a empresa revelou que o Brasil é o país que mais faz pedidos de corridas nas contas para adolescentes.

 

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Canaltech é o portal tech brasileiro que mais influencia no ChatGPT

O Canaltech é o 15º site mais usado como referência para respostas do ChatGPT no Brasil e o site nacional de tecnologia mais influente da categoria. As informações são do estudo “Quem influencia o ChatGPT no Brasil?” da consultoria Ranqia, publicado em julho deste ano.

A pesquisa analisou quais são os domínios mais usados pelo ChatGPT para sustentar as respostas geradas pela IA. A ferramenta tem uma base de dados própria, mas também pode extrair informações de páginas da web para trazer respostas mais atualizadas — o relatório, portanto, mapeou os sites mais mencionados nesse caso.

Reddit e Wikipédia são os sites mais mencionados, enquanto o Canaltech aparece na 15ª posição geral como o único site brasileiro de tecnologia no top 20. Além disso, o CT é o sétimo mais mencionado entre veículos de notícias e mídia editorial.

Canaltech estudo ChatGPT

O que o estudo revela?

A pesquisa da Ranqia identifica que o ChatGPT tem um ecossistema concentrado de páginas que influenciam uma resposta, baseado em fontes frequentemente citadas e consideradas como autoridades em diferentes assuntos. 

A maioria das respostas da IA usa entre três e cinco fontes, enquanto os sites brasileiros também precisam dividir espaço com páginas internacionais.

Para as empresas, o estudo reforça a necessidade de pensar em estratégias de GEO (“Generative Engine Optimization”, ou “Otimização para motores generativos” em tradução livre): um conjunto de boas práticas com o objetivo de destacar um site ou uma marca nas respostas das ferramentas de IA generativa.

Metodologia

O paper coletou dados entre 195 dias entre dezembro de 2025 e julho de 2026, com foco apenas em prompts no ChatGPT que não mencionam especificamente marcas, veículos, URLs ou termos específicos. Foram mapeados mais de 60 mil domínios distintos e 210 mil URLS únicas. 

Conheça um guia prático para usar o ChatGPT e as principais funções do app de IA.

 

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35 anos de Linux: lembre o post modesto que mudou a história do software

O anúncio do Linux completou 35 anos: no dia 25 de agosto de 1991, o desenvolvedor Linus Torvalds, com 21 anos na época, revelou o projeto pessoal em post na plataforma Usenet. 

No post, Torvalds disse que estava fazendo um sistema operacional gratuito, pediu o feedback da comunidade sobre o sistema Minix (usado em computadores da época) e afirmou que “era só um hobby, não será grande e profissional como o GNU”. A previsão não foi cumprida, visto que o Linux se tornou um dos principais SOs do mundo, com relevância até hoje e servindo como base para plataformas como o Android.

O anúncio aconteceu em agosto, mas a primeira versão do sistema foi lançada no mês seguinte, em 17 de setembro de 1991. Posteriormente, a plataforma incorporou ferramentas do GNU e manteve a estrutura em código aberto. 

Confira o post original (em inglês):

 

O que é a Usenet?

A Usenet é uma rede descentralizada de computadores usada para troca de mensagens entre desenvolvedores, uma espécie de precursora dos fóruns e redes sociais da internet. 

Vários anúncios importantes foram revelados por lá, como o Linux e a revelação da Rede Mundial de Computadores por Tim Berners-Lee. 

A plataforma foi lançada em 1979 e continua ativa até hoje, mesmo após perder força com o passar das décadas. É possível classificá-la como um “embrião” das discussões na internet, principalmente por ter revelado alguns jargões comuns da internet.

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Microsoft vai te pagar para convencer amigos a usarem o Edge no celular

A Microsoft lançou o programa Indique e Ganhe no aplicativo do Edge para celulares. É possível convidar novos amigos para o navegador e ganhar pontos do programa de recompensas Microsoft Rewards em troca.

Disponível no Brasil, o programa permite ganhar até 500 pontos do Rewards por dia e 7.500 pontos por mês. O bônus pode ser usado no Rewards para trocar por vale-presente de Xbox, Microsoft, Netshoes, Uber, Netflix e outras plataformas. 

A oferta é mais uma tentativa de angariar usuários para o Edge, principalmente fora do Windows. O navegador já vem instalado por padrão no sistema da Microsoft, mas precisa ganhar espaço contra Chrome no Android e Safari no iOS.

Microsoft Edge Indique e Ganhe

Quem pode participar?

Para começar a convidar pessoas, basta fazer login no Edge para celulares com uma conta ativa da Microsoft e participante do Rewards. A seção “Indique e Ganhe” está disponível na tela inicial do navegador, após tocar na foto de perfil.

No entanto, os convites valem apenas para quem nunca instalou o Edge Mobile. Ou seja: quem já usa o navegador não pode acessar o link de convite para gerar pontos.

Como a promoção funciona?

Cada conta no Edge ganha um link personalizável para ser compartilhado com outras pessoas. Quando alguém acessa o link, instala o Edge e faz login com uma conta, ambas as pessoas ganham os pontos.

A Microsoft afirma que a pessoa convidada precisa conectar uma conta ao navegador e fazer pesquisas por pelo menos dois dias em um período de 14 dias. São 500 pontos por cadastro e limite diário de 500 pontos por dia, podendo chegar a 7.500 no mês.

Confira navegadores alternativos ao Chrome com foco em privacidade.

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Novo app da Caixa vem aí: confira visual, serviços e quem já pode testá-lo

A Caixa quer concentrar seus serviços bancários num único aplicativo: a nova plataforma traz novo visual, integra recursos do Caixa Tem, aumenta camadas de segurança e coloca ferramentas para simplificar pagamentos pelo celular. 

Os primeiros testes do app começaram em julho e a instituição ampliou o acesso ao Beta para mais contas durante o mês de agosto. Por enquanto, só é possível acessá-lo no Android sob o nome de “Novo App CAIXA” na Play Store.

“O projeto tem como objetivo reunir, em um único aplicativo, todos os produtos e serviços atualmente distribuídos entre os diversos aplicativos da CAIXA, oferecendo uma experiência mais simples, integrada, segura e personalizada”, informa a instituição em nota ao Canaltech.

Novo app Caixa

Quais recursos estão disponíveis no novo app da Caixa?

Uma das principais vantagens envolve a segurança da conta, com suporte para biometria facial, validação de presença, criptografia de ponta a ponta e mecanismos de prevenção contra fraudes. As medidas permitem usar o app sem a necessidade de ir a uma agência para validar o acesso, por exemplo.

A plataforma tem novo visual e simplifica pagamentos: a jornada do Pix tem menos etapas, enquanto há uma nova ferramenta para buscar boletos e mais soluções integradas ao Open Finance para importar dados de outras instituições. Outras funções básicas estão mantidas, como transferências, recarga de celular e gerenciamento de cartões.

A ferramenta deve funcionar como um “superapp” e incorporar recursos de outros aplicativos da Caixa, como o Caixa Tem. Será possível consultar benefícios como Bolsa Família, Seguro-Desemprego e Pé-de-Meia pelo novo software.

Novo app Caixa

 

Como vai funcionar a migração entre apps?

A Caixa Econômica Federal não tem uma data de lançamento da versão estável do novo app, mas espera levar todos os serviços digitais do seu ecossistema de aplicativos para a nova plataforma até o final deste ano.

O app padrão da Caixa e o Caixa Tem ainda continuam ativos durante a fase Beta e podem ser acessados normalmente. Confira alguns ajustes importantes para proteger os apps de banco no seu celular.

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Microsoft não segue Apple e descarta Liquid Glass no Windows 11; entenda por quê

O design Liquid Glass foi lançado pela Apple em 2025 e rapidamente se espalhou para outros aplicativos e interfaces. No entanto, um funcionário da Microsoft confirmou que a empresa não tem planos de adotar o visual transparente no Windows 11.

Perguntado sobre o tema, o diretor de design da Microsoft, March Rogers, respondeu que a Big Tech “não fará mudanças imediatas nas opções de transparência que já existem no Windows”.

Rogers explicou que todas as mudanças visuais de larga escala no sistema operacional passam por discussões sobre investimentos, usabilidade e acessibilidade para garantir uma experiência de alta qualidade. 

Além disso, a empresa fica de olho em projetos da comunidade, como a ferramenta de personalização Windhawk, que oferece um visual transparente nos moldes do Liquid Glass do macOS.

 

Windows já teve sua época com visual transparente

O efeito de vidro já virou parte da identidade da Apple, mas já foi usado pela Microsoft há décadas. Na primeira metade dos anos 2000, o estilo de design Windows Aero serviu como base para o Windows Vista e apostou nos efeitos transparentes.

O padrão foi mantido no Windows 7, de 2009, mas depois a Microsoft passou por um ponto de virada e adotou cores mais sólidas nos Windows 8 e 10. O Windows 11 ainda segue o mesmo estilo, porém possui mais elementos em 3D.

Atualmente, o sistema mantém alguns elementos transparentes e permite desabilitá-los na opção "Efeitos de transparência", dentro dos ajustes de acessibilidade nas configurações do PC.

Windows Vista

Microsoft quer aposentar telas “pré-históricas”

A MS trabalha em outro ajuste visual para o Windows: o fim de telas muito antigas e que preservavam o mesmo visual de antecessores, como o Windows 95.

O menu Executar já foi reformulado para atender ao padrão de design mais recente, enquanto outras mudanças devem surgir no Explorador de Arquivos. O objetivo é migrar toda a base do sistema para o WinUI 3, framework de design mais atualizado e que pode deixar o computador mais responsivo.

 

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Grok lança novo editor profissional de imagens que parece o Photoshop

O Grok lançou o Imagine Image 2.0, novo modelo de IA para gerar. O foco da novidade é melhorar a edição de imagens com ferramentas como uma “varinha mágica” para selecionar partes específicas da foto e atalhos rápidos para remover ou desfocar o fundo.

A nova versão já está disponível no site do Grok e no aplicativo da IA para Android e iOS. A desenvolvedora xAI destaca o uso profissional da ferramenta, com destaque para a habilidade de seguir instruções e manter a maior quantidade de detalhes.

Há uma série de modelos personalizáveis para criar edições rápidas, um novo recurso para mudar a proporção da imagem e adaptá-la a diferentes formatos (como feeds verticais e horizontais), além de ajustes rápidos para trocar a cor de um item ou manter o mesmo padrão de design entre imagens.

Grok edição imagens

Novo foco para o Grok

A atualização pode ser uma tentativa de reposicionar o Grok como uma ferramenta profissional e afastar o foco das discussões sobre deepfakes gerados pela IA. Desde o começo do ano, a plataforma é usada para criar imagens eróticas sem consentimentos e já rendeu investigações em diferentes países, incluindo o Brasil.

O Image 2.0 combina o poder conversacional dos geradores de imagens com recursos de edição rápida, o que pode ser útil para padronizar imagens da mesma marca ou criar novas versões de produtos, por exemplo. 

O Grok pode se tornar uma alternativa ao ChatGPT Images, modelo da OpenAI conhecido por manter detalhes entre edições e que lidera os testes de benchmark no segmento.

ChatGPT ganhou integração com Photoshop e outros apps

Por falar em ChatGPT, o assistente da OpenAI recentemente ganhou um novo plugin da Adobe com mais de 70 ferramentas de edição disponíveis. É possível acessar recursos de apps como Photoshop, Lightroom, Illustrator e InDesign para manipular imagens na janela de conversa.

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Decisão polêmica do X muda regras e pode deixar criadores sem pagamento

Má notícia para criadores de conteúdo brasileiros: o X (antigo Twitter) vai adotar um novo sistema de monetização e o Brasil não está na lista de países participantes. O programa de Partilha de Receitas será encerrado em setembro e substituído por outro sistema que privilegia publicações autênticas.

O novo recurso de faturamento vai se chamar Programa de Recompensas de Conteúdo Original e começa a receber inscrições a partir de 8 de setembro. De acordo com a empresa, o objetivo é “recompensar quem traz algo novo para o X”, como novas histórias, notícias urgentes e outras contribuições.

O programa terá novos requisitos, como uma assinatura do plano pago X Premium, mínimo de 18 anos de idade, pelo menos 500 seguidores verificados e pelo menos 500 mil impressões na linha do tempo de contas verificadas nos últimos 90 dias.

A mudança pode resolver um problema recorrente no X: a enxurrada de conteúdos repetidos ou copiados. Era comum que perfis verificados replicassem posts de outras pessoas ou forçassem interações em posts virais para aumentar o engajamento e, consequentemente, o faturamento.

Brasil de fora

A decisão surpreende por excluir o Brasil do Programa de Recompensas de Conteúdo Original. Ainda que alguns perfis nacionais cumpram os requisitos da monetização, o país não aparece na lista de regiões que poderão participar da novidade. 

O X ainda não revelou se haverá alguma novidade relacionada ao público brasileiro. 

X Twitter monetização Brasil

O que vai acontecer com o programa antigo?

O Programa de Partilha de Receitas será desativado no dia 7 de setembro e não aceita novas inscrições. A plataforma ainda fará três pagamentos até o final do serviço nos dias 14 de agosto, 28 de agosto e 11 de setembro.

O X (ou Twitter) completou 20 anos de história em 2026 — relembre alguns grandes momentos da rede social.

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Waze vs Google Maps: qual é o melhor para o dia a dia no trânsito?

Waze e Google Maps são as duas principais opções para lidar com o trânsito entre os apps de navegação. Ambas as ferramentas pertencem ao Google, mas têm particularidades e podem atender a diferentes públicos.

O Maps é uma plataforma mais abrangente, com suporte a diferentes tipos de transporte, enquanto o Waze é uma alternativa sólida para quem se locomove com carros e motos. Os dois apps trazem dados atualizados sobre congestionamento e rotas alternativas para o dia a dia.

O Canaltech comparou os diferenciais de cada plataforma e explica os melhores cenários para usar cada app:

  • Disponibilidade

  • Recursos 

  • Atualizações ao vivo

  • Diferenças nas rotas

  • Waze ou Google Maps: qual escolher?

Disponibilidade

Esse é um fator praticamente idêntico para ambas as plataformas: Waze e Google Maps têm aplicativos para celulares (Android e iOS), sistemas automotivos e uma versão Web. É possível sincronizar os dados na mesma conta, então o histórico entre aparelhos pode ser compartilhado.

No caso dos celulares com Android, o Maps vem instalado como padrão, enquanto é necessário baixar o Waze pela Play Store. 

Google Maps Waze ícones

Recursos 

A experiência básica é muito parecida nos dois apps: digitar o endereço de destino, escolher uma das rotas e seguir as instruções. Recentemente, os apps receberam integração com a IA do Gemini para comandos de voz mais elaborados.

Por outro lado, cada plataforma tem ferramentas exclusivas que diferenciam as experiências de uso.

Os destaques do Google Maps são:

  • Informações detalhadas sobre estabelecimentos comerciais e pontos de interesse

  • Download de mapas para navegação offline

  • Rotas personalizadas para carros, motos, bicicletas, transporte público (com detalhes sobre linhas de ônibus e metrô) e a pé

  • Widgets de tela inicial no Android e no iOS

  • Mais formas de visualização dos mapas, incluindo o Street View

Os pontos favoráveis ao Waze são:

  • Maior acervo de vozes para personalizar a navegação

  • Preferências por tipo de combustível e lista de preços em postos próximos (atualizada pela comunidade)

  • Alertas de trânsito mais específicos como lombadas, buracos na pista 

  • Personalização de rotas para evitar conversões difíceis e vias não pavimentadas

  • Colaboração em tempo real com a comunidade

Atualizações ao vivo

Em metrópoles com muito congestionamento, como São Paulo e Rio de Janeiro, os alertas sobre trânsito são essenciais em horários de pico. Esse é um ponto muito favorável ao Waze, que recebe atualizações em tempo real pela comunidade sobre obras na pista e outros incidentes no dia a dia.

O Google Maps também pode incluir alertas de radares móveis e obras, mas opera com menor frequência e importa dados do rival Waze. 

Waze recursos

Diferenças nas rotas

É comum ver comentários de pessoas que preferem o Google Maps porque o Waze pode sugerir rotas incomuns. Ambos podem compartilhar dados similares e rotas parecidas na hora de traçar um caminho, então esse é um risco possível para os dois aplicativos.

Por padrão, o Waze sugere três opções de trajetos, incluindo opções sem pedágios ou que evitam rodovias. O Maps pode recomendar menos caminhos. 

Google Maps recursos

Waze ou Google Maps: qual escolher?

A decisão varia de acordo com o que cada pessoa procura no aplicativo.

O Google Maps se destaca por ser uma opção mais ampla: o mesmo app concentra informações sobre trânsito, transporte público e estabelecimentos como restaurantes, mercados e pontos turísticos. É uma boa alternativa para quem não usa somente um meio de transporte, por exemplo.

O Waze, por sua vez, é recomendável para quem precisa usar carro ou moto com frequência no dia a dia. Por trazer dados atualizados e contar com uma comunidade muito ativa, é ideal para evitar contratempos no trânsito, enquanto não tem informações tão detalhadas sobre estabelecimentos ao redor como o rival.

O tipo de viagem também é um fator importante na decisão. Vai pegar a estrada para uma longa viagem e sinal instável de internet? O Maps pode ser uma opção melhor pelo download de rotas. Trabalha como motorista de aplicativo ou fica em constante deslocamento em horários de pico? O Waze se destaca por trazer todos os alertas.

Quer saber mais sobre cada app antes de tomar uma decisão? Confira o que significam os ícones do Waze e dicas de prompts para usar o Gemini no Maps. 

 

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Truque simples de DNS ativa bloqueio de malware grátis no Windows; veja como

Um ajuste simples nas configurações de rede do Windows pode ajudar a evitar malwares no PC: alguns servidores de DNS são configurados para bloquear sites e endereços IP associados a vírus e outras ameaças — e tudo isso pode ser feito de graça.

A mudança de servidor DNS é simples, ajuda a filtrar endereços maliciosos e em alguns casos até deixa a navegação mais rápida porque agiliza o carregamento de páginas da web.

O Canaltech explica o método a seguir:

  • O que é DNS?

  • Como mudar o servidor DNS do PC

  • Servidores com bloqueio de malware

  • Como mudar o DNS de toda a rede Wi-Fi

O que é DNS?

DNS é a sigla para Domain Name System, ou “Sistema de nomes de domínio”, em tradução livre, e funciona como uma saudosa agenda telefônica para conectar sites a seus respectivos endereços IPs.

Cada página da web é identificada por um endereço IP (aquela combinação numérica separada por pontos), enquanto os endereços de domínio, como canaltech.com.br, servem para facilitar a experiência do usuário. Um servidor DNS faz justamente o trabalho de coletar a URL e associá-la ao seu respectivo IP.

Ao conectar à web, o aparelho pode importar o servidor DNS usado pela provedora de internet por padrão, mas existem soluções próprias do Google e de outras empresas que podem ter recursos adicionais, como o bloqueio de ameaças.

Como mudar o servidor DNS do PC

Neste caso, o servidor usado foi o da Cloudflare com proteção contra malwares. Siga os passos a seguir: 

  1. Abra o Menu Iniciar e procure pelo Painel de Controle;

  2. Clique em “Rede e Internet”;

  3. Acesse “Central de Rede e Compartilhamento”;

  4. Pressione “Alterar as configurações do adaptador”;

  5. Escolha o Wi-Fi ou a rede conectada;

  6. Selecione “Alterar as configurações desta conexão” no menu superior;

  7. Acesse “Protocolo IP Versão 4 (TCP/IPv4)”;

  8. Entre em “Propriedades”;

  9. Ative o campo “Usar os seguintes endereços de servidor DNS”;

  10. Insira o endereço 1.1.1.2 e salve.

Trocar DNS Windows

Também é possível repetir o processo com o protocolo IPv6 na tela de propriedades da rede. Nesse caso, insira o código 2606:4700:4700::1112.

Atenção: trocar o DNS não deve ser a única medida de segurança no PC e não substitui o uso de um antivírus para conter ameaças. A mudança traz uma camada de proteção adicional à navegação pela internet

Servidores com bloqueio de malware

Você pode usar os seguintes servidores para proteger as redes contra ameaças:

Cloudflare

  • 1.1.1.2 (IPv4 primário)

  • 1.0.0.2 (IPv4 secundário)

  • 2606:4700:4700::1112 (IPv6 primário)

  • 2606:4700:4700::1002 (IPv6 secundário)

Quad9

  • 9.9.9.9 (IPv4 primário)

  • 149.112.112.112 (IPv4 secundário)

  • 2620:fe::fe (IPv6 primário)

  • 2620:fe::9 (IPv6 secundário)

OpenDNS

  • 208.67.222.222 (IPv4 primário)

  • 208.67.220.220 (IPv4 secundário)

Como mudar o DNS de toda a rede Wi-Fi

Mudar o servidor DNS do roteador permite que todos os dispositivos conectados recebam a mesma camada de proteção. É necessário encontrar o endereço de IP no aparelho e digitá-lo no navegador para abrir o painel de controle.

Confira o passo a passo para trocar o DNS em toda a rede. 

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O que é Necromancia Digital e por que prática divide tanto opiniões

Necromancia digital é o termo usado para descrever a recriação da aparência ou da voz de pessoas mortas usando inteligência artificial. A prática ganha espaço com o fácil acesso aos serviços de IA de imagens e vídeos, mas também é o centro de dilemas éticos e sobre o processo de luto.

As redes sociais estão repletas de vídeos virais com celebridades falecidas fazendo tarefas comuns, como assistir a um jogo de futebol e publicações que envolvem a pessoa no “pós-vida”: um exemplo é um vídeo que viralizou do ator Sam Neill, de Jurassic Park, encontrando dinossauros num suposto paraíso, publicado no mesmo dia de sua morte. 

A maioria dos posts nas redes não envolve consentimento da família das pessoas, além de abrir brechas jurídicas sobre quem tem os direitos sobre a imagem e a aparência de falecidos. 

Necromancia digital e os limites éticos da IA

Os exemplos mencionados são de pessoas famosas, mas a prática pode se estender para praticamente qualquer pessoa falecida que tenha imagens na web — o que é cada vez mais comum em tempos de alta exposição nas redes sociais.

Os geradores de imagens conseguem criar arquivos a partir de uma foto original, mantendo toda a fisionomia das pessoas. No caso dos vídeos, a experiência pode ficar ainda mais fiel com o uso de ferramentas que clonam a voz de alguém a partir de um pequeno trecho.

A reação de cada pessoa a um conteúdo do tipo pode variar com respostas positivas ou negativas, mas a prática em si já esbarra no limite ético sobre o consentimento e até onde a imagem pode ser usada, como aponta o coordenador do Curso Superior de Tecnologia em IA do UniSenac (RS), Victor Hugo Lopes à reportagem do Canaltech:

“A principal questão ética é o consentimento. A pessoa autorizou esse uso em vida? A família concorda? Além disso, existe um limite entre preservar uma memória e criar uma simulação que pode induzir alguém a acreditar que continua interagindo com aquela pessoa. A tecnologia, por si só, não é o problema, o problema é como ela é usada”.

Lopes entende que esses limites podem ser determinados com regras específicas e mecanismos de segurança aplicados pelas empresas que desenvolvem as ferramentas:

“É possível colocar freios, mas eles dependem muito mais de legislação e governança do que da tecnologia em si. Regras sobre consentimento, transparência, identificação obrigatória de conteúdos sintéticos e responsabilização de empresas serão fundamentais”.

Impacto no luto

Um dos pontos de discussão sobre a necromancia digital é o impacto no luto. A IA é usada como um meio para criar um cenário que não existe, mas simular como se fosse algo real.

A psicóloga Cristiane Belmonte explica que há um risco de transformar um recurso tecnológico em um mecanismo de negação, que é uma reação natural que faz parte do processo após perder uma pessoa próxima:

“Em vez de elaborar a perda, a pessoa permanece tentando manter um vínculo que, infelizmente, não existe mais da mesma forma. A tecnologia oferece possibilidades que antes eram inimagináveis, mas precisamos lembrar que ela não pode substituir um processo natural da vida. O luto é doloroso justamente porque precisamos aprender a viver com a ausência e a tecnologia pode atrasar o processo quando impede esse enfrentamento”.

Os mortos como negócio

Existem alguns casos emblemáticos de recriações póstumas, como um comercial com a cantora Elis Regina de 2023 e um acordo da empresa ElevenLabs para recriar a voz de Stan Lee em seu aplicativo. Nesses casos, as respectivas companhias afirmaram que houve um acordo com detentores de direitos de imagem das pessoas. 

Comercial Volkswagen Elis Regina

Há, ainda, empresas especializadas em criar chatbots de pessoas falecidas, chamados “deathbots” (“Robôs da morte”, em tradução livre) ou “griefbots” (“robôs do luto”). Os exemplos mostram que a prática já foi transformada em negócio.

O fácil acesso à IA torna isso possível, mas também pode abrir caminho para práticas maliciosas, como alerta Victor Hugo Lopes, do UniSenac:

“O desafio é que a mesma tecnologia que pode ser usada para homenagens ou preservação da memória também pode ser utilizada para manipulação emocional, golpes, desinformação ou exploração comercial da imagem de pessoas que já faleceram. Por isso, a discussão ética e regulatória precisa acompanhar essa evolução tecnológica.

É importante diferenciar empresas que criam um legado digital com consentimento da própria pessoa em vida, de usos não autorizados, em que alguém recria a voz ou a imagem de uma pessoa falecida usando modelos de clonagem de voz ou deepfakes. Tecnicamente é possível fazer ambos, mas eticamente e juridicamente são situações completamente diferentes”.

Quem tem os direitos sobre uma pessoa falecida?

Há um impasse jurídico, visto que existem diferenças entre as leis de cada país sobre o uso da imagem de uma pessoa após a morte. O uso da imagem de uma pessoa sem consentimento para criar uma foto ou vídeo com IA já é problemático e a situação fica ainda mais delicada nesses casos.

Inteligência Artificial

O advogado Mestre e Doutorando em Teoria do Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Pedro Amorim de Souza, informa que a lei brasileira determina que apenas a pessoa falecida tem direito sobre o uso da própria aparência após a morte:

“A resposta jurídica, a princípio, é de que somente a própria pessoa falecida pode autorizar sua recriação pós-morte. No direito brasileiro contemporâneo, nenhuma outra figura, nem cônjuge, nem filhos, nem herdeiros, possui esse poder. Isso porque os direitos da personalidade, que incluem imagem, voz, expressões, trejeitos e forma de se manifestar, são intransmissíveis e extinguem-se com a morte, quando, de acordo com o art. 6º do Código Civil, deixa de existir a pessoa natural”, comenta.

A dependência da tecnologia já cria um movimento contrário: pessoas buscam um "detox de IA" para reduzir o protagonismo dessas ferramentas no dia a dia.

 

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WhatsApp sem bordas: novo design de fotos e vídeos chega ao iPhone

O WhatsApp começou a testar um novo visual para as mensagens no iPhone. De acordo com o site WABetaInfo, a versão Beta mais recente do app para iOS tem formas mais arredondadas e visualização sem bordas para fotos e vídeos. 

A primeira mudança está nos balões de mensagens, que ganham bordas mais arredondadas e ficam mais parecidas com um formato de pílula em recados de texto. A versão padrão do app também tem curvas, mas o efeito é mais sutil.

A maior diferença está ao receber fotos e vídeos: o aplicativo removeu a borda que cobre a miniatura das imagens e deixa um visual mais parecido com o Direct do Instagram, por exemplo. 

Vale destacar que os ajustes apareceram apenas na versão Beta do aplicativo e ainda não estão disponíveis para o público geral, sem previsão de lançamento.

Mudança design WhatsApp iOS

Mudanças recentes na interface do WhatsApp

O visual WhatsApp para iPhone mudou bastante desde o ano passado com a chegada do estilo de design Liquid Glass no iOS. A Meta lançou uma série de atualizações no app para adaptá-lo à interface com elementos transparentes e flutuantes.

O efeito de vidro pode ser encontrado logo na tela inicial do app com o menu inferior e os ícones no topo da tela. Além disso, o app já testa elementos transparentes dentro da conversa, incluindo um espaço flutuante na caixa de texto para as mensagens. 

Relembre outras mudanças recentes no WhatsApp, incluindo mais opções para gerenciar grupos no app.

 

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Facebook ganha novo selo de verificação gratuito; saiba como funciona

A Meta lançou um novo selo de verificação gratuito para contas do Facebook. O objetivo é garantir que o perfil é real e evitar a presença de contas falsas com IA.

A verificação exige apenas o envio de selfies e compara a sua imagem com as fotos de perfil da conta. Após a conclusão, o selo fica exibido no próprio perfil, em grupos e nas plataformas Namoro e Marketplace — a Meta tem planos de levar o recurso aos posts no Feed no futuro.

“Enquanto a IA facilita fazer mais no Facebook, um sinal claro que diferencia pessoas reais se torna essencial”, explica a Meta em nota oficial. A novidade começou a ser liberada hoje (24) em mercados selecionados e deve ser expandida em breve, mas ainda não está disponível no Brasil em teste feito pelo Canaltech.

Selo verificação Facebook

Quem pode obter o selo de verificação?

O selo está disponível para perfis com pelo menos 18 anos de idade e que atendem aos requisitos de boas práticas com os padrões da comunidade. A Meta não especifica os termos, mas reforça que o método é dedicado para pessoas que não praticam golpes ou fraudes na rede social.

Qual a diferença para o Meta Verified?

O selo serve apenas para atestar que um perfil é real e tem um design mais simples. É uma proposta diferente do Meta Verified, serviço de assinatura para Facebook e Instagram que garante o selo azul ao lado do perfil. 

O Verified é um plano pago que inclui benefícios adicionais, como destaque na busca e mais opções para personalizar a conta com links. O serviço é direcionado para marcas e criadores de conteúdo, enquanto a novidade anunciada pela empresa é gratuita e voltada a contas pessoais.

 

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Firefox agora separa vida pessoal do trabalho em uma mesma janela; veja como

O Firefox conta com um novo recurso chamado Multi-Account Containers (“Contêineres de múltiplas contas”, em tradução livre). A ferramenta permite abrir abas na mesma janela com perfis diferentes do navegador, incluindo as contas pessoais e profissionais.

Os navegadores têm suporte a múltiplos perfis, mas cada um opera numa janela separada (como escolher um perfil da Netflix ou de outro streaming). No caso do Firefox, é possível manter todo o trabalho numa única janela, mas cada aba é vinculada a um dos acessos e separadas por cores.

O aplicativo permite até acessar abas do mesmo site no computador, mas com logins diferentes. É possível abrir uma aba do Gmail para acessar o e-mail pessoal e outra com a caixa de entrada do e-mail corporativo, por exemplo.

Como o recurso funciona?

O Firefox divide as abas e os respectivos perfis em “contêineres”: cada um tem informações próprias de login, mas compartilham o mesmo ambiente da janela do navegador. Existem opções para personalizar cada seção, como aplicar VPN a uma aba específica ou determinar que um site seja sempre aberto num único contêiner.

Visualmente, cada contêiner recebe uma cor específica, então as abas são diferenciadas por etiquetas. 

Firefox contêiner

Como usar os contêineres para organizar abas do Firefox

A ferramenta funciona a partir de uma extensão que precisa ser adicionada ao navegador:

  1. Abra a página da extensão (https://addons.mozilla.org/pt-BR/firefox/addon/multi-account-containers/);
  2. Baixe e instale o componente;
  3. Autorize o acesso;
  4. Selecione o ícone dos contêineres no topo da tela. 

O navegador da Mozilla já dominou o cenário na década de 2000 e ainda é uma alternativa forte ao Chrome. Veja algumas dicas interessantes para configurar o Firefox no PC. 

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