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Como cadastrar e usar o WhatsApp: guia do app, PC e alteração de número

10 August 2026 at 21:50

O WhatsApp é um dos aplicativos mais usados pelos brasileiros na atualidade. Além do celular, é possível acessá-lo através de outros dispositivos, como computadores, tablets e até um smartphone secundário com o mesmo número.

A seguir, confira:

  • Como baixar e criar uma conta no WhatsApp
  • Como usar o WhatsApp no computador
  • Como remover o acesso de um PC
  • Por que o WhatsApp Web desconecta repentinamente?
  • Dá para usar o WhatsApp em outro celular ou tablet?
  • Como usar a mesma conta em outro celular ou tablet
  • O que muda entre o dispositivo principal e vinculado?
  • Como mudar o número do WhatsApp
  • Como trocar o número sem perder as conversas
  • O que fazer quando a troca de número não funciona?
  • Dá para criar uma conta no WhatsApp sem número de telefone?
  • Preciso pagar para usar o WhatsApp?
  • Dá para usar o WhatsApp só com Wi-Fi, sem chip no aparelho?
  • Perco as conversas se desinstalar o app?
  • Como saber se um contato me bloqueou
  • O que acontece com o número antigo depois que eu troco para o novo?
  • Existe prazo para usar o código de confirmação do cadastro?
  • Dá para recuperar uma conversa apagada?

Testado e atualizado pela equipe do Canaltech em agosto de 2026 na versão mais recente do app.

Como baixar e criar uma conta no WhatsApp

Veja como baixar e configurar a sua conta do WhatsApp

1. Baixe o app

O WhatsApp está disponível para Android (play.google.com) e iOS (apps.apple.com). Para utilizá-lo, basta instalar o aplicativo em um celular com um chip de operadora ativo.

2. Cadastrar conta

Após a instalação, abra o aplicativo em seu celular e realize o seguinte passo a passo:

  1. Abra o WhatsApp e aceite os termos de uso;
  2. Digite o número de telefone com DDD e avance;
  3. Aguarde o código de confirmação ser enviado via mensagem de texto (SMS);
  4. Digite o código de seis dígitos recebido para confirmar o número;
  5. Insira um nome de exibição e, se quiser, uma foto de perfil para concluir o cadastro.

Se o SMS não chegar em alguns minutos, você pode solicitá-lo novamente ou escolher a verificação por ligação.

3. Editar perfil

Agora é hora de editar o perfil da sua conta do WhatsApp. Veja como:

  1. Na tela inicial do app, vá em “Você” (iOS) ou abra o menu e toque em “Configurações” (Android);
  2. Toque no seu nome, no topo da tela, para abrir o perfil;
  3. Vá em “Editar foto” para alterar a foto de perfil;
  4. Selecione uma foto de perfil e salve;
  5. Entre em “Nome” para alterar a sua apresentação no app;
  6. Aperte em “Recado” para adicionar um recado ou saudação;
  7. Toque em “Nome de usuário” para indicar o nome de usuário da sua conta.
    Como editar o perfil do WhatsApp

4. Iniciar uma conversa

O WhatsApp utiliza os contatos salvos no celular para configurar a lista de pessoas e empresa com quem você pode entrar em contato. Para iniciar uma conversa, faça o seguinte:

  1. Acesse a tela inicial do app;
  2. Aperte no ícone de “+”;
  3. Escolha um contato;
  4. Envie uma mensagem.
    Como iniciar conversas no WhatsApp

Cabe ressaltar que só é possível trocar mensagens com números que também tenham o WhatsApp ativado.

Como usar o WhatsApp no computador

É possível utilizar o WhatsApp através do navegador ou pelo app para Windows e macOS. Veja como:

Pelo navegador

Descubra como acessar o WhatsApp Web:

  1. Abra o navegador do seu computador, como o Chrome ou Edge;
  2. Acesse “web.whatsapp.com”;
  3. No celular, abra o menu (Android) ou acesse a aba “Você” (iOS);
  4. Entre em “Dispositivos conectados”;
  5. Aperte em “Conectar dispositivo”;
  6. Leia o QR Code impresso no seu computador;
  7. Confirme a conexão, caso solicitado.
    Como usar o WhatsApp no computador

A versão web reproduz as conversas em tempo real. Contudo, é preciso manter o navegador aberto para continuar recebendo notificações.

Pelo app para Windows

Veja como conectar a sua conta do mensageiro ao app para Windows:

  1. Acesse a página do WhatsApp na Microsoft Store (apps.microsoft.com);
  2. Instale o aplicativo;
  3. Abra o programa no seu computador;
  4. No seu celular, vá em “Dispositivos conectados”;
  5. Leia o QR Code e aguarde a conexão ser concluída.

Pelo app para macOS

O app do mensageiro também está disponível para macOS. Saiba como usá-lo:

  1. Entre na página do aplicativo na App Store (apps.apple.com);
  2. Instale o aplicativo no seu Mac;
  3. Abra o programa no seu computador;
  4. No celular, acesse “Dispositivos conectados”;
  5. Leia o QR Code.

Como remover o acesso de um PC

Se você deseja remover o acesso a um dispositivo, faça o seguinte:

  1. Abra o WhatsApp no celular;
  2. Acesse o menu (Android) ou entre na aba “Você” (iOS);
  3. Vá em “Dispositivos conectados”;
  4. Toque em um aparelho na lista;
  5. Aperte em “Desconectar”.
    Como remover o acesso de um PC no WhatsApp

Por que o WhatsApp Web desconecta repentinamente?

Além de eventuais falhas de sincronização, é necessário acessar o aplicativo no computador ou tablet pelo menos uma vez dentro de 14 dias para mantê-los conectados.

Caso o acesso tenha sido encerrado, faça o login novamente no aparelho secundário.

Dá para usar o WhatsApp em outro celular ou tablet?

Sim. A função de aparelhos conectados permite vincular até quatro dispositivos adicionais à mesma conta, além do aparelho principal.

Como usar a mesma conta em outro celular ou tablet

Para usar o WhatsApp em outro celular ou tablet, faça o seguinte:

  1. Baixe o aplicativo no dispositivo secundário;
  2. Concorde com os termos de serviço;
  3. Pressione o botão no canto superior direito da tela;
  4. Vá em “Conectar como dispositivo adicional”;
  5. Leia o QR Code.

O que muda entre o dispositivo principal e vinculado?

O aparelho principal é aquele em que a conta foi criada, associado ao número de telefone que recebeu o código de verificação por SMS ou ligação.

Já os dispositivos vinculados reproduzem as mesmas conversas, mas não podem, sozinhos, criar uma conta nova nem trocar o número associado a ela.

Como mudar o número do WhatsApp

Sim, é possível trocar o número associado à conta sem perder o histórico de conversas, contanto que a troca seja feita pelo próprio app, no mesmo aparelho.

Como trocar o número sem perder as conversas

Descubra como trocar o número do WhatsApp sem perder as conversas:

  1. Garanta que o novo chip já esteja ativo no aparelho e consiga receber SMS ou ligação;
  2. Acesse as configurações do WhatsApp;
  3. Vá em “Conta”;
  4. Entre em “Mudar número”;
  5. Digite o número antigo no primeiro campo e o número novo no segundo campo;
  6. Escolha se deseja notificar os contatos sobre a troca e avance;
  7. Digite o código de verificação enviado ao número novo para concluir a mudança.
    Como trocar o número do WhatsApp sem perder as conversas

A troca migra conversas, grupos, foto e configurações de perfil para o número novo. Contudo, apenas os contatos que forem avisados recebem o telefone novo para salvá-los na própria agenda.

O que fazer quando a troca de número não funciona?

Teve problemas ao trocar de número? Confira algumas dicas para solucionar a falha:

  • Confirme se o número antigo ainda está ativo no momento da troca. Neste caso, o WhatsApp pode pedir uma verificação nele também;
  • Verifique se o número novo consegue receber SMS ou ligação e se o aparelho tem conexão de internet estável;
  • Reinicie o aplicativo e tente novamente antes de reinstalar o WhatsApp, pois reinstalar sem concluir a troca pode exigir um novo cadastro do zero.

Dá para criar uma conta no WhatsApp sem número de telefone?

Não. O cadastro sempre exige um número de telefone válido para receber o código de verificação por SMS ou ligação e não há opção de criar conta apenas com e-mail.

Depois que a conta já está ativa, o app não depende do chip da operadora para ser usado no dia a dia. Por outro lado, caso precise reinstalar o app ou mudar de aparelho, é necessário fazer o processo de ativação novamente.

Preciso pagar para usar o WhatsApp?

Não. O WhatsApp é um aplicativo gratuito. Contudo, a Meta passou a ofertar o WhatsApp Plus com recursos extras através de uma assinatura paga.

Dá para usar o WhatsApp só com Wi-Fi, sem chip no aparelho?

Sim, mas apenas depois que a conta já foi criada em algum aparelho com número de telefone.

Um tablet ou computador sem chip pode usar o WhatsApp normalmente como aparelho vinculado, contanto que tenha acesso à Internet.

Perco as conversas se desinstalar o app?

As conversas somem do aparelho ao desinstalar o WhatsApp. Por outro lado, se tiver um backup ativo no Google Drive (Android) ou iCloud (iOS), é possível recuperá-las ao reinstalar o app e fazer login com o mesmo número.

Como saber se um contato me bloqueou

O WhatsApp não avisa diretamente sobre bloqueios. Contudo, é possível verificar alguns sinais para verificar se você teve o contato restrito ou não:

  • Sumiço do horário de última visualização sumir;
  • Mensagens que nunca mostram o duplo tique azul;
  • Impossibilidade de ver atualizações no status são indícios comuns.

Vale reforçar que nenhum desses indicadores garante a identificação do bloqueio com total certeza, uma vez que o acesso a essas informações também podem ser limitados nos ajustes de privacidade.

O que acontece com o número antigo depois que eu troco para o novo?

O número antigo deixa de estar associado à conta do WhatsApp. Além disso, contatos que não forem avisados sobre a mudança continuam vendo o número antigo salvo na agenda deles até atualizá-lo manualmente.

Existe prazo para usar o código de confirmação do cadastro?

Sim, o código de verificação expira depois de alguns minutos. Se não for digitado a tempo, basta solicitar um novo código por SMS ou ligação na mesma tela de cadastro.

Dá para recuperar uma conversa apagada?

Só é possível recuperar uma conversa apagada se existir um backup anterior salvo. Sem a cópia de segurança, a exclusão de uma conversa no WhatsApp é definitiva.

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BC quer combater xingamentos e ameaças enviados via Pix

10 August 2026 at 15:51

O Banco Central instituiu um grupo de estudo para reforçar a segurança de mensagens do Pix. A medida visa conter o uso indevido da plataforma de pagamentos para enviar mensagens ofensivas e intimidatórias durante transferências.

Os detalhes foram revelados no Relatório de Gestão do Pix de 2023 a 2025, apresentado nesta segunda-feira (10). Segundo a instituição, o campo de mensagem tem sido utilizado para encaminhar xingamentos e até ameaças em transferências de valores irrisórios.

A iniciativa chega com objetivo de discutir alternativas para preservar a integridade do instrumento e garantir a boa experiência dos usuários. A ideia é aplicar as melhorias sem comprometer as características atuais do Pix.

“Com base nas conclusões desse trabalho, o BC avaliará e instituirá, se julgar necessário, as medidas regulamentares adequadas para coibir o uso inadequado do campo de mensagens”, diz o documento.

Apesar do anúncio, não há previsão de lançamento de novidades no Pix para ampliar a moderação das mensagens.

Pix por aproximação off-line

Demais propostas para o futuro, que ainda seguem em análise, foram antecipadas nesta semana. Entre elas, o Pix por Aproximação off-line, que permitiria o uso da modalidade mesmo sem internet, assim como ocorre com cartões de crédito e débito com NFC.

A ideia é buscar uma solução para fazer transações tanto por celulares e wearables quanto por cartões de plástico e tags.

“Criar novas formas de iniciar transações ataca um dos principais obstáculos identificados para ampliar o acesso do Pix para a população brasileira, principalmente para a parcela com dificuldades de conectividade e com menor educação digital”, aponta o relatório.

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Comic Chat: Microsoft abre código de app que transforma conversas em quadrinhos

17 July 2026 at 15:21

A Microsoft abriu o código do Comic Chat, programa dos anos 1990 que transformava conversas online em painéis de quadrinhos e trouxe o primeiro destaque à fonte Comic Sans. O material foi publicado nesta quinta-feira (16).

O app está disponível sob a licença MIT. Isso permite que desenvolvedores usem, copiem, modifiquem e redistribuam o software, inclusive em projetos comerciais, desde que preservem o aviso de direitos autorais e a licença original.

O repositório contém versões do Comic Chat produzidas entre 1996 e 1998, além de ferramentas complementares, documentos internos e um kit para desenvolvimento de extensões.

Também há duas adaptações experimentais que mostram como o programa pode ser compilado com ferramentas atuais, conectado a servidores modernos e executado em telas de alta resolução.

A abertura do código, porém, não representa um relançamento oficial. Segundo a Microsoft, as adaptações não são versões acabadas do aplicativo.

O projeto também não recebe manutenção e seu repositório está arquivado como somente leitura. Eventuais continuações, portanto, dependerão de cópias independentes, criadas pela comunidade.

O que é o Microsoft Comic Chat?

Lançado em 1996 com o Internet Explorer 3, o Comic Chat era um cliente de IRC, tecnologia de bate-papo em canais anterior à popularização de mensageiros como ICQ e MSN Messenger. Em vez de mostrar apenas linhas de texto, o programa representava os participantes como personagens dentro de quadrinhos.

Para entregar os cartoons, o sistema analisa as mensagens e escolhia automaticamente gestos, expressões faciais, posições dos personagens, formatos dos balões e a organização de cada painel. Assim, uma frase interpretada como raivosa poderia fazer o personagem franzir a testa ou cruzar os braços.

O programa foi posteriormente distribuído com o Windows 98. Também se tornou o primeiro uso efetivo da fonte Comic Sans, criada pelo tipógrafo Vincent Connare em 1994.

O Comic Chat foi descontinuado no início dos anos 2000. A liberação do código, por outro lado, permite estudar e adaptar uma experiência marcante dos primeiros anos da comunicação visual na Internet.

Para conferir o material, basta acessar o repositório do GitHub: github.com.

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Ciberataques disparam no Brasil e colocam empresas em alerta, mostra levantamento

17 July 2026 at 14:37

O Brasil registrou, em média, 4.001 ataques cibernéticos por semana contra cada organização em junho, uma alta de 44% na comparação anual. É o que mostra um levantamento da Check Point Research (CPR) revelado nesta semana.

Segundo a empresa de cibersegurança, o volume brasileiro ficou acima da média mundial, de 2.270 ataques semanais por organização. No país, o setor governamental foi o mais atacado durante o mês, seguido por Bens e Serviços de Consumo e Energia e Serviços Públicos.

Globalmente, a média de ataques cresceu 10% em relação a maio e 17% na comparação anual. Para a Check Point Research, a alta simultânea em diferentes mercados mostra que o avanço não ficou concentrado em uma única região ou setor.

América Latina lidera ataques e exposição de dados

A América Latina permaneceu como a região mais atacada do mundo em junho, com uma média de 3,5 mil ataques semanais por organização. O resultado representa um crescimento de 27% na comparação com junho de 2025.

Na sequência aparecem Ásia-Pacífico, com 3.060 ataques por semana, e África, com 3.008. Europa e América do Norte também registraram altas anuais, de 22% e 14%, respectivamente.

O recorte latino-americano também ocupou o primeiro lugar em um indicador relacionado ao uso corporativo de inteligência artificial generativa.

Segundo a CPR, 5,2% dos prompts enviados a essas ferramentas a partir de redes empresariais na América Latina foram classificados como de alto risco de exposição de informações sensíveis. A média global ficou em 3,9%.

O levantamento atribui esse risco ao conteúdo compartilhado pelos próprios usuários, como registros de clientes, documentos internos, dados financeiros e informações de infraestrutura.

No mundo, atividades de alto risco foram identificadas em 85% das organizações que utilizam regularmente ferramentas de IA generativa.

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Gemini ganha espaço nas compras com IA, revela levantamento

15 July 2026 at 21:47

O uso do Gemini no mercado de AI shopping com inteligência artificial (IA) quase dobrou. É o que mostra um levantamento da Rakuten Advertising revelado em primeira mão ao Canaltech nesta quarta-feira (15).

Os dados fazem parte do estudo “O mais relevante sobre AI shopping para parceiros e líderes de marketing”. De novembro de 2025 a março de 2026, a presença da plataforma subiu de 15,2% para 28,5%.

Segundo a companhia, as plataformas de IA começam a desenvolver dinâmicas próprias de navegação e direcionamento de tráfego ao longo da jornada de compra.

ChatGPT concentra cliques para marcas e varejistas

O ChatGPT envia a maior proporção de cliques de saída diretamente para marcas e varejistas. Já o Gemini mantém aproximadamente 72% dos cliques dentro do ecossistema do Google após interações relacionadas a compras.

No Grok, 86% dos cliques de saída levam a propriedades do próprio X (ex-Twitter).

A pesquisa também aponta mudanças nos canais para validar decisões de compra. É o caso do uso de mecanismos tradicionais de busca, que caiu de 61% para 56,9%, enquanto consultas a amigos e familiares recuaram 5,8 pontos percentuais.

Já as visitas a lojas físicas caíram 4 pontos percentuais. Os sites oficiais de marcas e fabricantes, por outro lado, foram os únicos canais que permaneceram estáveis.

Para o VP Comercial da Rakuten Advertising no Brasil, Salomão Araújo, plataformas de IA já apoiam consumidores brasileiros em diferentes etapas da jornada de compra, da pesquisa e comparação de produtos à validação da decisão final.

O executivo ressalta, ainda, que esse movimento reflete uma mudança de comportamento no país.

“Diante desse cenário, as marcas precisam compreender que a jornada do consumidor está cada vez mais distribuída entre múltiplos ambientes de inteligência artificial e adaptar suas estratégias para manter relevância e competitividade nesse novo contexto digital”, pontua.

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Efeito Haaland? Curso de norueguês dispara no Brasil durante a Copa do Mundo

15 July 2026 at 21:14

Em uma Copa do Mundo marcada por gols e memes, o norueguês também ganhou torcida entre os brasileiros. Segundo o Duolingo nesta quarta-feira (15), o número de usuários ativos no curso do idioma saltou 122% no Brasil durante o torneio, o maior avanço registrado pela plataforma os demais países .

A alta ocorreu mesmo após a eliminação da seleção brasileira. O resultado pode estar relacionado à repercussão do norueguês Erling Haaland, que ganhou espaço nas redes sociais brasileiras com gols e brincadeiras durante a Copa de 2026.

Em nota, a companhia explica que o levantamento compara a média diária de usuários ativos nas duas semanas anteriores ao início do torneio, entre 28 de maio e 10 de junho, com os dados de 13 de julho.

Outros idiomas crescem na Copa

O norueguês não foi o único idioma a ganhar usuários brasileiros durante o Mundial. Segundo o Duolingo, o curso de haitiano registrou crescimento de 35%, enquanto o japonês avançou 14%.

As duas línguas estão associadas a seleções que enfrentaram o Brasil. Na avaliação da empresa, a movimentação reforça como eventos culturais podem despertar curiosidade por outros países e influenciar a escolha de um idioma.

Um fenômeno semelhante ocorreu durante o Super Bowl. Em fevereiro, a procura pelo curso de espanhol cresceu 15% no Brasil e 35% nos Estados Unidos durante o evento, marcado pela apresentação do cantor Bad Bunny.

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IA pressiona e ASML planeja ampliar a produção de máquinas para fabricar chips

15 July 2026 at 16:49

A demanda impulsionada pela IA pressiona simultaneamente diferentes gerações de chips, segundo a ASML. Diante desse movimento, a empresa planeja ampliar em cerca de 30% sua capacidade de produzir máquinas de litografia EUV, que usam luz ultravioleta extrema para imprimir circuitos em lâminas de silício, em 2027.

O plano foi compartilhado nesta quarta-feira (15), durante a apresentação dos resultados financeiros do segundo trimestre de 2026.

“Se olharmos para os nós avançados existentes (5 nm, 4 nm e 3 nm), vemos que nossos clientes estão tentando adicionar muita capacidade agora. Isso acontece porque há uma enorme demanda por essas tecnologias impulsionada pela IA”, disse o CEO Christophe Fouquet.

O movimento também alcança processos mais recentes, como os de 2 nm e 1,4 nm. Em geral, números menores indicam gerações mais avançadas do processo de fabricação, associadas a uma maior densidade de transistores.

Fouquet explica, ainda, que os clientes aceleram a expansão da capacidade de produção em 2 nm e já começam a estudar uma futura ampliação em 1,4 nm.

A pressão também se estende ao mercado de memórias. Os preços das memórias DDR (comuns em computadores e servidores) e HBM (usadas em aceleradores de IA) indicam, na avaliação do executivo, a necessidade de ampliar a oferta. Diante desse cenário, os clientes da ASML têm acelerado os planos para ampliar a produção.

Para 2026, a empresa projeta crescimento de 75% na receita do segmento de memória e de aproximadamente 25% na receita ligada à produção avançada de chips de lógica, como CPUs, GPUs e aceleradores de IA, responsáveis pelo processamento de dados.

Capacidade ampliada

A ASML planeja ampliar em cerca de 30% sua capacidade de produzir máquinas EUV em 2027, em relação ao ano anterior.

Esses equipamentos utilizam luz ultravioleta extrema para realizar a litografia, etapa em que os desenhos dos circuitos são projetados sobre lâminas de silíciopara formar as estruturas microscópicas dos chips.

Em 2026, a empresa espera entregar aproximadamente 65 máquinas Low-NA EUV. Mesmo com a expansão programada para o ano seguinte, a ASML afirma estar perto de receber pedidos suficientes para ocupar toda a sua capacidade de EUV de 2027.

A ASML prevê entregar 130 máquinas DUV de imersão, que usam luz ultravioleta profunda e uma camada de líquido para aumentar a precisão, em 2026. Para 2027, a empresa planeja ampliar em 30% a capacidade desses equipamentos e avalia outro aumento de 30% para 2028.

Em relação às máquinas EUV, a ASML já recebeu um volume elevado de pedidos para 2028 e estuda um novo aumento de 30%, além do previsto para 2027.

O detalhamento foi revelado após um trimestre de 9,3 bilhões de euros em receita líquida e 2,9 bilhões de euros em lucro líquido. A ASML prevê faturamento entre 43 bilhões e 45 bilhões de euros em 2026.

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LastPass sofre mais um ataque e dados de usuários são expostos

24 June 2026 at 13:40

Dados de usuários do LastPass foram expostos em um novo incidente de segurança. O vazamento ocorreu após um ataque à Klue, plataforma de inteligência de mercado utilizada pela companhia, e não comprometeu as senhas guardadas no gerenciador.

Os detalhes oficiais foram compartilhados nesta segunda-feira (22). Em nota, a empresa informa que tomou ciência da falha de segurança na plataforma parceira, que é integrada à instâncias internas do Salesforce e Gong, em 12 de junho.

A brecha impactou diversas empresas, incluindo o LastPass. Durante a investigação, os desenvolvedores constataram que um agente não autorizado obteve acesso a tokens OAuth, credenciais temporárias para acessar dados de outros serviços, durante a ação.

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O código de acesso, então, foi utilizado para coletar dados de sistemas conectados à plataforma, como o ambiente Salesforce do gerenciador de senhas.

“As medidas de correção foram concluídas, e os tokens OAuth da Klue que haviam sido expostos já foram renovados”, diz o comunicado da LastPass.

De acordo com o portal TechCrunch, os clientes atingidos pelo vazamento foram notificados por e-mail.

Gerenciador não foi comprometido

A ação impactou apenas dados comerciais, e não há registro de acesso a senhas guardadas no gerenciador até o momento. Neste caso, o incidente atingiu informações registradas na instância Salesforce, acessadas por meio de um serviço de terceiros como a Klue.

“Os produtos, serviços e a infraestrutura do LastPass não foram afetados de forma alguma, e os cofres dos clientes permanecem seguros. Também não há evidências de que o agente da ameaça tenha acessado quaisquer dados relacionados ao Gong”, disse a empresa.

Quais dados foram acessados?

As informações acessadas foram limitadas a dados de contato comerciais padrão e de gestão de relacionamento com o cliente (CRM). Confira a lista:

  • Nomes de clientes;
  • Números de telefone;
  • Endereços de e-mail e endereços físicos;
  • Dados de casos de suporte;
  • Informações relacionadas a vendas.

A empresa também orientou os usuários a permanecerem vigilantes a potenciais ataques de phishing e abordagens com técnicas de engenharia social que utilizem os dados expostos para torná-los mais convincentes.

“Tenha sempre cautela com comunicações não solicitadas, incluindo e-mails, telefonemas ou solicitações de informações confidenciais”, diz o alerta. “Lembre-se de que ninguém da LastPass jamais solicitará sua senha mestra.”

Ataques a gerenciadores de senhas

Esta não é a primeira brecha de segurança envolvendo a LastPass. Em 2022, a empresa confirmou um ataque que comprometeu o código-fonte da plataforma, após a conta de um desenvolvedor ser invadida.

No mês seguinte, foi constatado que os cibercriminosos tiveram acesso aos sistemas por quatro dias. Mais tarde, a empresa confirmou que a invasão resultou no furto de senhas criptografadas dos usuários do app.

Em 2023, foi a vez do 1Password. Similar ao caso do LastPass, o ataque foi registrado ao detectar uma atividade suspeita em uma instância Okta relacionada ao sistema de suporte. As informações de clientes, no entanto, não foram comprometidas.

No começo de junho de 2026, um ataque à Dashlane foi confirmado após tentativa de invasão por força bruta a contas de usuários. Na ocasião, a empresa informou que os hackers conseguiram baixar cópias criptografias de menos de 20 usuários do plano pessoal.

Leia a matéria no Canaltech.

Spotify leva controle parental para contas gratuitas

23 June 2026 at 18:41

O Spotify liberou o acesso aos controles parentais para a versão gratuita da plataforma de streaming de músicas e podcasts nesta terça-feira (23). Até então, o recurso era exclusivo para assinantes Premium Família.

Com a mudança, todas as famílias passam a contar com ferramentas para ajudar pais e responsáveis a ajustar a experiência para jovens que utilizam o aplicativo.

A novidade também resolve uma situação comum em contas compartilhadas: músicas infantis ou escolhidas pelos filhos aparecendo nas recomendações dos adultos.

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Segundo o Spotify em nota ao Canaltech, quase metade dos usuários compartilham o que ouvem com os filhos. Com perfis separados, os usuários podem preservar o próprio gosto musical sem mesclar com o histórico de outras pessoas.

Como funciona o Controle Parental no Spotify

O controle parental cria um ambiente focado em música, sem distrações e com recomendações baseadas no uso de cada usuário. Assim, jovens podem descobrir artistas, montar playlists e construir um histórico sem misturar com o perfil dos responsáveis.

Entre as ferramentas disponíveis, estão filtros para conteúdo explícito e a possibilidade de bloquear artistas específicos.

O Spotify também informa que vídeos e visuais em loop ficam desativados por padrão, enquanto interações como Mensagens e Jam são limitadas para deixar a navegação mais adequada ao público mais jovem.

Além disso, com ao separar as contas, cada pessoa da família pode ter a sua própria Retrospectiva do Spotify.

Leia a matéria no Canaltech.

Photoroom garante reembolso quando a IA erra na edição de imagens

23 June 2026 at 15:20

Nem sempre as plataformas de inteligência artificial entregam imagens do jeito que foi solicitado pelo usuário. Pensando nisso, a Photoroom introduziu uma nova garantia para oferecer reembolsos de créditos de IA quando os resultados não atendem aos pedidos.

Com a proposta, os desenvolvedores da plataforma de edição de imagens com IA para e-commerce buscam oferecer responsabilidade contratual em casos de falhas técnicas.A novidade, no entanto, é exclusiva para empresas que assinam o plano Enterprise.

O programa atua em duas frentes. A começar pela Garantia de Reembolso de Créditos para clientes de contratos qualificados, que foca no gasto de tokens ao criar e editar imagens com inteligência artificial generativa e é aplicada se houver falhas durante o processamento dos dados.

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Ao Canaltech, a Photoroom explica que o usuário pode sinalizar o resultado se não estiver satisfeito com a qualidade. Em seguida, será feita uma revisão para entregar a devolução dos créditos caso o resultado não esteja de acordo com o briefing de fidelidade do produto.

É o caso de uma edição de fotos de produtos que foram entregues com cores alteradas, formato distorcido ou detalhes ausentes que um comprador notaria em um anúncio, por exemplo.

Fatores estéticos que envolvam preferências criativas subjetivas, por sua vez, não são elegíveis à garantia. Entre eles, está a direção da iluminação e o tom do fundo da imagem.

Fluxo de trabalho

A atualização também traz a Garantia Ponta a Ponta, uma alternativa aos usuários da Photoroom com a proposta de pagar apenas pelos resultados aceitos.

Com a novidade, os assinantes contam com um fluxo de trabalho gerenciado onde a plataforma regenera ou corrige resultados que falharam até que atendam aos padrões acordados.

A estreia das garantias empresariais ocorrerá de forma escalonada, exclusivamente para assinantes do pacote Enterprise. Segundo a Photoroom, a novidade será liberada primeiro para clientes dos setores de alimentos e moda que operam em escala de volume médio.

A distribuição, neste momento inicial, ocorrerá nos ambientes Enterprise na web, apps para Android e iOS e na API.

Vale lembrar que o Photoroom também possui um pacote gratuito e outros mais acessíveis para uso pessoal, freelancers e empresas menores. Contudo, não há previsão de lançamento das garantias nos demais pacotes.

Leia a matéria no Canaltech.

Pilhas podem ser recicladas? Veja como funciona o processo

18 June 2026 at 21:59

Depois que a pilha do teclado, do mouse ou do controle remoto acaba, o destino correto não é o lixo comum. Ao ser entregue em um ponto de coleta, esse pequeno resíduo pode seguir para reciclagem e dar origem a matérias-primas usadas pela indústria, como o zinco.

A seguir, confira:

  • Como a pilha é reciclada?
  • O que pode surgir da reciclagem?
  • Toda pilha descartada corretamente é reciclada?
  • Por que o descarte correto ainda é o maior desafio?
  • Pilhas podem ser recicladas?
  • O que é recuperado na reciclagem de pilhas?
  • O que acontece se a pilha for jogada no lixo comum?

Como a pilha é reciclada?

Segundo o gerente executivo da Green Eletron, Ademir Brescansin, o processo começa com o descarte correto em Pontos de Entrega Voluntária, também chamados de PEVs.

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A partir daí, as pilhas são encaminhadas para empresas recicladoras, onde passam por etapas industriais de separação e reaproveitamento dos materiais.

Veja as etapas desse processo:

  1. Coleta nos pontos de entrega voluntária: o consumidor leva a pilha usada até um ponto de coleta adequado;
  2. Separação: depois da coleta, as pilhas são separadas e preparadas para o processamento industrial;
  3. Trituração: em seguida, as pilhas são trituradas para facilitar a separação dos materiais;
  4. Tratamento térmico: após a trituração, as pilhas passam por um forno industrial, onde ocorre a separação dos materiais reaproveitáveis;
  5. Recuperação de materiais: entre os materiais recuperados estão o zinco, sais e óxidos metálicos, que podem voltar à indústria como matéria-prima.

O que pode surgir da reciclagem?

A reciclagem de pilhas não gera apenas novas pilhas. Os materiais recuperados podem ser usados em diferentes produtos e processos industriais.

O zinco, por exemplo, pode voltar à cadeia produtiva como matéria-prima. Isso reduz desperdícios e fortalece a lógica da economia circular.

Toda pilha descartada corretamente é reciclada?

Segundo a Green Eletron, todas as pilhas coletadas pelo sistema são encaminhadas para reciclagem.

“Todos os eventuais rejeitos do processo são tratados e reaproveitados ou são enviados para a disposição final, evitando que contaminem o solo e a água”, explica Brescansin.

Por que o descarte correto ainda é o maior desafio?

O maior problema não está na reciclagem em si, mas em fazer mais consumidores descartarem pilhas corretamente. Por isso, levar pilhas usadas a pontos de coleta é essencial para que esses materiais cheguem à reciclagem.

Pilhas podem ser recicladas?

Sim. Quando descartadas corretamente, elas podem ser encaminhadas para reciclagem e passar por separação, trituração e tratamento térmico.

O que é recuperado na reciclagem de pilhas?

A reciclagem pode recuperar sais, óxidos metálicos e metais como o zinco, que voltam a ser usados como matéria-prima para outros produtos.

“Uma das principais matérias primas recuperadas nesse processo é o zinco em sua forma metálica, que pode ser reutilizado na confecção de novas pilhas”, pontua o gerente executivo da Green Eletron.

O que acontece se a pilha for jogada no lixo comum?

Ao descartar pilhas no lixo comum, a bateria pode ficar fora da cadeia de reciclagem e ter destinação inadequada, sob o risco de contaminar o solo e a água. Por isso, o ideal é sempre procurar um ponto de coleta.

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Brasileiros agora podem instalar apps no iPhone por fora da App Store

18 June 2026 at 17:51

A Apple liberou a instalação de aplicativos por fora da App Store no Brasil. A mudança foi anunciada nesta quinta-feira (18) e faz parte de um acordo recente com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).

Na prática, desenvolvedores poderão distribuir apps para iOS no Brasil por meio de lojas alternativas. Essas plataformas, porém, precisarão de autorização da Apple e deverão seguir requisitos definidos para atender usuários e criadores de aplicativos.

Isso não significa que qualquer app baixado na internet será instalado livremente. Segundo a Apple, os aplicativos passarão por uma autenticação, com verificações automáticas e revisão humana para identificar ameaças, como malwares.

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A empresa ressalta que essa checagem será mais limitada do que a análise aplicada na App Store. Por isso, usuários poderão ficar mais expostos a golpes, fraudes, conteúdo inadequado ou problemas de privacidade ao recorrer a lojas alternativas.

Novas opções de pagamento

O acordo também muda as regras para pagamentos dentro de apps. Desenvolvedores poderão oferecer métodos alternativos de pagamento e links externos para concluir compras de bens e serviços digitais em aplicativos distribuídos pela App Store no Brasil.

Essas opções aparecerão junto ao sistema de compras da própria Apple. Quando a compra for feita por outro método ou em um site externo, a empresa não será responsável por reembolsos e terá menos capacidade de ajudar em casos de golpe ou dificuldade na transação.

Dependendo do método escolhido, o usuário também pode precisar compartilhar dados de pagamento com terceiros

Já quem optar pelo sistema de pagamento da companhia terá acesso ao histórico de compras, gerenciamento de assinaturas, solicitação de reembolso e suporte para relatar problemas da App Store.

Mudança nas comissões

A Apple também ajustou as comissões aplicadas aos desenvolvedores. Antes, a regra geral da App Store era uma taxa de 30% sobre apps pagos, assinaturas e compras digitais dentro dos aplicativos.

Em alguns casos, como pequenos desenvolvedores e assinaturas após o primeiro ano, a comissão caía para 15%.

Com as novas regras no Brasil, desenvolvedores com apps distribuídos pela App Store pagarão 10% ou 21% sobre transações digitais, dependendo do caso. Se usarem o sistema de pagamento da Apple, haverá uma taxa adicional de 5%.

Já compras feitas por links externos terão comissão de 15% ou 10%, enquanto apps distribuídos fora da App Store pagarão 5% sobre vendas digitais.

Por que a Apple aplicou as mudanças no Brasil?

A abertura ocorre após uma investigação do CADE sobre as regras da App Store. O acordo prevê que a Apple permita formas alternativas de distribuição de apps e de pagamento no iOS, a fim de reduzir a dependência da loja oficial da empresa.

O movimento acompanha mudanças semelhantes em outros mercados. Na Europa e no Japão, medidas semelhantes também passaram a obrigar a Apple a abrir o iOS para lojas alternativas.

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IA eleva o risco de cair em golpe por telefone, alerta Serasa Experian

18 June 2026 at 15:46

Golpes por telefone continuam relevantes no Brasil e podem ficar mais difíceis de identificar com o uso de inteligência artificial. O alerta foi feito pelo diretor de Identidade, Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian, Rodrigo Sanchez, durante o anúncio da pesquisa Mapa da Fraude nesta quinta-feira (18).

O comportamento dos consumidores mudou nos últimos anos, com maior resistência a atender chamadas de números desconhecidos, segundo o executivo. Ainda assim, as ligações seguem como um canal de risco para fraudes.

A IA permite criar abordagens mais convincentes em chamadas falsas. Isso inclui atendimentos eletrônicos com aparência ainda mais profissional, criando mais desafios para distinguir uma ligação legítima e uma tentativa de golpe.

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“O uso de inteligência artificial faz com que, de alguma maneira, esses fraudadores consigam criar mecânicas muito mais consistentes dessa tentativa de fraude”, disse o executivo.

Na prática, criminosos podem simular centrais de atendimento para dar credibilidade à abordagem. Esse tipo de ação se enquadra em engenharia social, técnica usada para manipular pessoas a entregar dados, fazer transferências bancárias ou liberar acessos.

Sanchez também citou o risco de abordagens em que o golpista já chega com informações reais sobre a vítima, como nome, compras recentes ou outros dados pessoais. Isso pode ocorrer quando criminosos têm acesso a informações internas ou obtidas em redes paralelas.

Para reduzir o risco, a recomendação é desconfiar de ligações que peçam dados pessoais, senhas ou movimentações financeiras. Nesses casos, a orientação é desligar e procurar os canais oficiais da empresa para confirmar se o contato é verdadeiro.

IA e fraude como serviço

Durante a coletiva, o vice-presidente de Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian, Eric Dhaese, também afirmou que a inteligência artificial atua como uma “grande multiplicadora” para os golpistas, com capacidade de aumentar a escala e o realismo dos golpes digitais.

“Fala-se muito sobre IA generativa, tornando os golpes mais personalizados, mais convincentes, e deepfakes em escala e cada vez mais reais, inclusive envolvendo figuras públicas ou mesmo a imprensa”, explica.

Outra tendência apontada por Dhaese é a fraude como serviço, ou “Fraud as a Service”. Nesse modelo, criminosos vendem kits, scripts e formas de explorar brechas, a fim de facilitar a reprodução de golpes por outros fraudadores.

O executivo também chamou atenção para as identidades sintéticas.

“Criminosos conseguem, hoje, misturar informações verdadeiras com informações falsas, criando essas identidades sintéticas que pressionam as ferramentas de prevenção à fraude, porque elas são cada vez mais reais”, pontua. “O apoio da IA faz com que isso se torne ainda mais escalável.”

Mapa da Fraude

O alerta foi feito durante a apresentação do Mapa da Fraude. O levantamento da Serasa Experian aponta que tentativas de fraude com identidade digital poderiam causar até R$ 1,98 bilhão em prejuízos no primeiro trimestre de 2026, caso não fossem bloqueadas.

Ao todo, a companhia identificou quase 1,5 milhão de tentativas em cadastros e validações de identidade entre janeiro e março. O volume representa alta de 36,6% em relação ao mesmo período de 2025 e equivale a cerca de uma tentativa a cada cinco segundos.

A pesquisa também identificou 19,7 milhões de mensagens associadas a golpes no período, média de 152 envios por minuto. Além disso, foram mapeados mais de 10 mil anúncios, perfis, páginas e aplicativos falsos, alta de 8,3% na comparação anual.

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Golpes de identidade colocaram quase R$ 2 bi em risco no Brasil

18 June 2026 at 15:00

Tentativas de fraude com identidade digital poderiam causar até R$ 1,98 bilhão em prejuízos no primeiro trimestre, caso não fossem bloqueadas. É o que mostra o Mapa da Fraude, apresentado pela Serasa Experian nesta quinta-feira (18).

O levantamento faz um retrato do cenário de golpes no Brasil, marcado pelo uso de inteligência artificial para torná-los mais convincentes.

Ao longo dos três primeiros meses de 2026, a companhia identificou quase 1,5 milhão de tentativas em cadastros e validações de identidade, o equivalente a uma abordagem a cada cinco segundos. A alta é de 36,6% em relação ao mesmo período de 2025.

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A fraude de identidade digital quando criminosos utilizam dados de terceiros, documentos falsos ou informações manipuladas para se passar por outra pessoa em cadastros e transações online. No geral, esse tipo de golpe costuma aparecer em abertura de contas, pedidos de cartão, compras e contratação de serviços digitais.

Entre os segmentos analisados, meios de pagamento tiveram o maior volume de tentativas de fraude de identidade, com 644,5 mil ocorrências no trimestre, o equivalente a 43,1% do total. Em seguida aparecem telefonia, com 313,2 mil casos, e bancos e cartões, com 259,1 mil registros.

A região Sudeste concentrou a maior fatia das tentativas de fraude no Brasil, seguido pelo Nordeste, com 333,1 mil, e pelo Sul, com 216,1 mil. Em São Paulo, o estado registrou sozinho mais de 230 mil ocorrências, o equivalente a 15,8% de todo o acumulado no país.

IA torna golpes mais convincentes

A pesquisa também mostra uma das principais tendências neste universo nos próximos meses: o uso de inteligência artificial para ataques. Afinal, a tecnologia pode ser utilizada indevidamente para criar mensagens mais naturais, páginas falsas mais críveis e perfis sintéticos mais difíceis de identificar.

Os golpistas também se concentram em táticas para manipular buscas de IA para incluir números de call center falsos.

Deepfakes, com áudios e vídeos manipulados por IA para simular pessoas reais, também aparecem entre os pontos de atenção. A técnica chama a atenção em abordagens baseadas em engenharia social, que pode ser aplicada para dar mais escala e realismo às tentativas.

É o caso de transmissões ao vivo e de anúncios falsos que utilizam imagens de figuras públicas para aplicar golpes. Há, também, casos de criminosos que se passam por executivos em reuniões de empresas.

152 mensagens por minuto

Na camada de cibersegurança, o estudo identificou 19,7 milhões de mensagens associadas a golpes entre janeiro e março, uma média de 152 mensagens por minuto.

A companhia também mapeou cerca de 10 mil anúncios, perfis, páginas e aplicativos falsos, alta de 8,3% em relação ao mesmo trimestre de 2025, e um crescimento de 139% na presença de grupos de circulação e troca de conteúdo fraudulento.

Segundo o vice-presidente de Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian, Eric Dhaese, esse dado indica que a fraude digital depende cada vez mais de redes organizadas de disseminação.

“A fraude está cada vez mais estruturada. Não se trata apenas de uma mensagem suspeita chegando ao consumidor, mas de um ecossistema de anúncios, perfis, páginas, aplicativos e grupos que sustentam a disseminação das tentativas”, afirma.

E-commerce

No comércio eletrônico, quase 1 a cada 100 transações foi considerada tentativa de fraude no período, totalizando mais de 368 mil registros no período. Essas abordagens somaram R$ 337,9 milhões em valor preservado por soluções antifraude.

O ticket médio das compras fraudulentas foi de R$ 917,52, valor 62% superior ao dos pedidos legítimos, o que indica uma busca por compras de maior retorno financeiro.

Em relação à quantidade de tentativas por categorias, “Beleza” liderou com aproximadamente 33 mil ocorrências, acompanhada por “Calçados”, com 29,4 mil, e “Saúde”, com 18,9 mil.

Já no recorte de risco, a categoria “Celulares” aparece no topo, com índice de 3,11%. Também aparecem entre os recorte de maior risco “Acessórios eletrônicos”, com 2,62%, e “Eletrônicos”, com 2,11%.

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Nova rival para Vivo, TIM e Claro pode nascer da antiga Oi Fibra; entenda o caso

18 June 2026 at 13:26

Após assumir a operação da Oi Fibra, a Nio vai entrar no mercado de telefonia móvel. A iniciativa foi anunciada pela companhia nesta quarta-feira (18) e funcionará como uma operadora virtual em parceria com a Surf Telecom.

O investimento, revelado pelo Tecnoblog e confirmado pelo Canaltech, busca ampliar o portfólio com intuito de oferecer serviços de internet através de fibra ótica e conexão para celulares via rede 5G de maneira integrada.

Para isso, a empresa seguirá o modelo MVNO, em que a operadora oferece planos próprios, mas usa a infraestrutura de rede de uma companhia parceira, como já fazem o Nubank e o Inter.

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“A ideia é complementar a experiência da fibra, atendendo diferentes necessidades em uma única jornada com a nossa essência que é descomplicar a vida dos clientes de forma leve”, afirmou o CEO Márcio Fabbris.

Planos ainda serão divulgados

As ofertas, no entanto, ainda não foram reveladas. Em nota, a companhia informou que os novos planos serão apresentados apenas no segundo semestre deste ano.

O avanço ocorre pouco mais de um ano desde a venda da Oi Fibra para a V.tal, grupo de telecomunicações controlado por fundos do BTG Pactual.

Com atuação em quase 300 cidades brasileiras, a Nio possui aproximadamente mais de 3 milhões de clientes e é a terceira maior prestadora de banda larga fixa no Brasil, segundo dados da Anatel de abril de 2026.

A primeira e segunda colocações são ocupadas pela Claro e pela Vivo, respectivamente.

Leia a matéria no Canaltech.

ChatGPT muda e agora vai ajudar você a se lembrar de tudo

17 June 2026 at 21:38

O ChatGPT agora conta com um recurso para programar tarefas sem depender do Codex. A novidade começou a ser liberada aos usuários nesta quarta-feira (17) na versão web e nos apps para Android e iOS.

“Com as tarefas agendadas, os usuários podem solicitar ao ChatGPT que envie lembretes, gerencie tarefas recorrentes ou monitore atividades”, anunciou a companhia. “Esta atualização torna as tarefas mais fáceis de encontrar e gerenciar, mais rápidas e confiáveis, com notificações mais úteis.”

Para programar as demandas, basta enviar um prompt como “ao amanhecer, acesse o meu calendário e resuma as tarefas do dia”. Depois, a plataforma irá executá-la dentro do horário definido e emitirá uma notificação ao usuário após a conclusão do pedido.

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Segundo a companhia, é possível escolher horários específicos ou indicar períodos, como manhã, tarde e noite.

Já a gestão de tarefas é realizada através da opção “Agendados”, localizada no menu lateral. A nova área centraliza todos os agendamentos feitos, com opção para editá-los e removê-los.

O espaço também oferece sugestões de tarefas para serem programados. Ao selecioná-los, o chatbot inicia um questionário para personalizar a demanda de acordo com as necessidades dos usuários.

ChatGPT ganha recurso para agendar tarefas (Imagem: Captura de tela/Bruno De Blasi/Canaltech)
ChatGPT ganha recurso para agendar tarefas (Imagem: Captura de tela/Bruno De Blasi/Canaltech)

Restrito a assinantes

O novo recurso, no entanto, é restrito a assinantes do ChatGPT. Neste caso, a OpenAI informa que é necessário aderir ao plano Plus, Pro, Business e Enterprise

Já o limite de tarefas varia de acordo com o pacote escolhido. “As tarefas não podem ser executadas mais de uma vez por hora, e as tarefas não supervisionadas podem ser pausadas automaticamente após um período de inatividade”, informa a companhia.

Pulse será encerrado

Com a estreia das tarefas agendadas, a OpenAI também iniciou um período de encerramento ao Pulse, recurso até então restrito a contas Pro.

“O Pulse está sendo desativado, pois as atualizações proativas serão substituídas por tarefas agendadas”, explica a dona do ChatGPT nesta quarta. “Os usuários Pro continuarão tendo acesso por 14 dias a partir de hoje.”

Para manter a entrega das atualizações diárias, é preciso agendar um resumo diário com base em seus interesses e conversas anteriores pelo ChatGPT.

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O custo invisível dos tokens: por que a conta da IA não para de subir?

17 June 2026 at 19:13

A inteligência artificial generativa entrou nas empresas com promessa de ganho de produtividade. Agora, parte desse mercado começa a lidar com o outro lado da moeda: quanto mais a IA trabalha, mais tokens são consumidos e, em muitas plataformas, o gasto de créditos fica maior.

A mudança aparece em ferramentas de programação, atendimento, análise de documentos e agentes autônomos. O que antes, no geral, cabia em uma assinatura mensal começa a migrar para modelos baseados em uso, em que tarefas mais longas, complexas ou repetitivas podem consumir rapidamente os créditos disponíveis.

Os sinais dessa virada já são visíveis na indústria como um todo. No começo de junho, o GitHub instituiu uma nova política de cobrança baseada em uso no Copilot. Não demorou muito e a mudança foi alvo de reclamações depois que usuários viram seus créditos mensais serem consumidos em poucas horas.

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Segundo o portal Bloomberg, a Uber instituiu um teto mensal por funcionário e por ferramenta de codificação agêntica. A medida veio depois de a empresa ter consumido seu orçamento anual de IA em apenas quatro meses.

A Cisco também passou a tratar o consumo de tokens como ponto de atenção. Em uma teleconferência de resultados, de acordo com a revista Wired, o CEO Chuck Robbins afirmou que um terço dos funcionários usa diariamente um chatbot interno de IA e que, com esse nível de adoção, o uso de tokens estava ficando “bem fora do comum”.

GitHub Copilot adota modelo de cobrança por uso (Imagem: Créditos: Mohammad Rahmani/Unsplash)
GitHub Copilot adota modelo de cobrança por uso (Imagem: Créditos: Mohammad Rahmani/Unsplash)

A conta que saiu do plano fixo

A lógica por trás da mudança é simples: nem todo uso de IA custa a mesma coisa. Uma pergunta rápida em um chatbot consome muito menos recursos do que uma sessão autônoma de programação, por exemplo.

Em sistemas de IA, o token é a unidade de dados processada pelo modelo, como partes de palavras, comandos e trechos de código, que virou uma espécie de unidade de medida do uso da tecnologia. Assim, quanto maior a entrada, a resposta e o número de etapas intermediárias, maior tende a ser o consumo.

Essa diferença ficou mais relevante com a popularização de agentes de IA, que não apenas respondem a uma pergunta, mas podem planejar, executar tarefas, usar ferramentas e revisar o próprio trabalho. Na prática, eles agem em ciclos, e cada ciclo aumenta a cobrança.

A contradição é que o custo unitário da IA está caindo. Em março, a Gartner projetou que, até 2030, o custo de inferência para provedores de IA generativa será reduzido em mais de 90% em relação a 2025.

A mesma análise mostra que modelos de 2030 serão até 100 vezes mais eficientes do que as primeiras tecnologias de tamanho similar desenvolvidas em 2022.

Mesmo assim, isso não resolve o problema, uma vez que sistemas agênticos exigem entre cinco e 30 vezes mais tokens por demanda do que um chatbot padrão, segundo a consultoria.

Em entrevista ao Canaltech, o vice-presidente de Pesquisa para CIOs e Líderes de Inteligência Artificial da Gartner, Luis Mangi, afirma que o modelo por uso é flexível, mas não resolve sozinho o aumento da conta. Para ele, esse tipo de cobrança ainda incentiva o consumo crescente sem mecanismos robustos de otimização ou limitação.

“Não se trata de uma falha estrutural, mas de um desafio inerente à maturidade do mercado”, diz. “A solução passa por estratégias de governança de uso, renegociação de contratos e implementação de métricas de eficiência, além de possíveis ajustes nos modelos de precificação para refletir o valor agregado, e não apenas o volume consumido.”

Já o coordenador do MBA em IA, Data Science e Big Data para Negócios do Ibmec São Paulo, Cristiano Correa, destaca que a conta depende de três variáveis: preço por token, volume de tokens e frequência de uso. No entanto, apenas o primeiro está em queda.

“Mesmo com custo unitário menor, se o volume e a frequência sobem, o custo total sobe. A janela de contexto saltou de 4 mil tokens nos primeiros modelos para até 2 milhões hoje, e o consumo cresceu de forma acentuada com a cadeia de pensamentos (CoT), o uso de ferramentas, os loops de revisão e os tokens de ‘pensamento’ cobrados como saída”, explica.

Agentes de IA consomem mais tokens do que chatbots tradicionais (Imagem: Solen Feyissa/Unsplash)
Agentes de IA consomem mais tokens do que chatbots tradicionais (Imagem: Solen Feyissa/Unsplash)

Agentes mudam a matemática

Nos agentes, o custo não se limita à resposta final exibida ao usuário, mas envolve etapas invisíveis do processo que podem gerar novas chamadas e ampliar os gastos.

Correa observa que muitas empresas ainda calculam projetos de IA agêntica como se fossem chatbots tradicionais. Na fase de protótipo, a conta costuma considerar uma chamada por interação. Em produção, porém, o comportamento muda.

Afinal, o agente pode operar em loop, fazer várias iterações e acionar ferramentas externas. Uma requisição inicialmente estimada como simples pode consumir muito mais tokens quando entra em contato com situações reais, que não aparecem na fase de testes.

Segundo o sócio-diretor da Peers Consulting + Technology, Marcello Mussi, isso acontece porque agentes não executam apenas uma solicitação pontual. “Ao atribuir uma missão ou função a um agente, essa função normalmente é recursiva e cíclica”, afirma. “Ela permanece em execução, não realiza uma tarefa pontual e encerra.”

Esse tipo de funcionamento dificulta a previsibilidade de gastos.

Em um agente de atendimento, por exemplo, a IA pode receber a pergunta de um cliente, consultar o histórico de compras, buscar regras internas, verificar o status de um pedido e revisar a resposta antes de enviá-la. O usuário vê apenas a mensagem final, mas cada etapa intermediária pode consumir mais tokens.

O diretor do Centro de Excelência em IA da Universidade Federal de Goiás (CEIA-UFG), Arlindo Galvão, compara esse comportamento a um funcionário prolixo e indeciso. Ao receber uma demanda simples, como agendar uma reunião, ele poderia checar a agenda várias vezes, refazer convites e corrigir o próprio trabalho antes de entregar o resultado final.

A analogia ajuda a explicar por que o consumo pode crescer sem percepção clara do usuário.

“O usuário só vê o resultado final, mas a IA ‘conversou consigo mesma’ centenas de vezes nos bastidores, consumindo milhares de tokens. Se o código não tiver travas, o agente pode entrar em um loop infinito de raciocínio lógico e queimar o orçamento da empresa em minutos”, explica.

Esse processo também cobra pelo erro. Mussi lembra que, quando um agente interpreta mal uma instrução, executa uma atividade equivocada e depois corrige a rota, todos esses passos entram na fatura.

Na prática, a empresa paga pelo acerto e também pelas tentativas que não produziram valor.

Gastos globais com infraestrutura de IA devem crescer em 2026, mostra levantamento (Imagem: Anna Shvets/pexels)
Gastos globais com infraestrutura de IA devem crescer em 2026, mostra levantamento (Imagem: Anna Shvets/pexels)

A pressão chega ao orçamento

O aumento do consumo também pressiona o orçamento de tecnologia, na infraestrutura necessária para rodar IA e na operação de produtos que passaram a embutir modelos generativos em tarefas do dia a dia.

A IDC projeta que os gastos globais com infraestrutura de IA chegarão a US$ 487 bilhões em 2026, alta de aproximadamente 53% em relação ao ano anterior. A cifra inclui investimentos em data centers, servidores, chips, redes e outros recursos necessários para sustentar aplicações de IA.

Até 2029, o mercado global de infraestrutura de IA deve superar US$ 1 trilhão, com crescimento médio anual de cerca de 30% a partir de 2025.

Além disso, segundo um levantamento global da McKinsey com líderes de tecnologia e negócios, metade das organizações planeja aumentar seus orçamentos de tecnologia em mais de 4% em 2026 ante 2025. O estudo relaciona parte desse movimento à necessidade de escalar sistemas de IA agêntica.

Diante desse cenário, o coordenador do Ibmec observa que algumas empresas já começaram a mudar a pergunta. Em vez de olhar apenas para o preço por token, passam a calcular quanto custa uma tarefa completa e se esse valor pode ser absorvido pelo produto ou pelo processo de negócio.

O CEO da 87Labs, Thiago Pisano, destaca que produtos baseados em IA precisam equilibrar custo e receita. Para ele, medir o uso por cliente é necessário para cobrar de forma proporcional, sem sufocar quem usa pouco.

Essa lógica também exige mudanças na arquitetura dos produtos. “Você precisa metrificar o uso do cliente em relação ao custo, e ter estratégias de arquitetura para não depender de um modelo, e sim usar modelos adequados para cada desafio, mitigando o custo e a complexidade”, afirma.

Retorno financeiro ainda não acompanha ritmo de adoção da IA nas empresas (Imagem: Hack Capital/Unsplash)
Retorno financeiro ainda não acompanha ritmo de adoção da IA nas empresas (Imagem: Hack Capital/Unsplash)

O retorno ainda não acompanha a adoção

O avanço da IA nas empresas é amplo, mas o retorno financeiro ainda aparece de forma desigual. O estudo State of AI da McKinsey indica que quase nove em cada dez organizações usam IA regularmente em ao menos uma função.

A pesquisa global também mostra que agentes já são testados pela maioria das organizações, mas apenas 39% atribuem algum ganho de EBIT, o lucro antes de juros e impostos, ao uso da tecnologia.

Mesmo entre essas empresas, a McKinsey afirma que a contribuição da IA costuma representar menos de 5% do resultado operacional.

O quadro revela que, apesar da utilidade percebida, a adoção da IA nem sempre se reflete de forma relevante no resultado financeiro das empresas. É nesse espaço entre adoção e retorno que o custo dos tokens ganha peso: a tecnologia pode funcionar, mas precisa operar a um custo compatível com o valor que entrega.

Para Galvão, parte desse descompasso vem do uso de modelos mais potentes e mais caros em tarefas simples. “Muitas empresas usam o modelo de IA mais potente e mais caro do mundo apenas para ler e-mails de clientes e dizer se o tom é ‘bravo’ ou ‘feliz’”, afirma.

Nesses casos, o gasto com tokens pode superar o ganho de produtividade, pois uma solicitação menos complexa, repetida em grande volume, pode ficar mais cara quando executada por um modelo de fronteira.

O diretor do CEIA-UFG afirma que o retorno sobre o investimento só aparece quando a empresa deixa de usar “força bruta”.

“O segredo do lucro com IA hoje não é usar o modelo mais inteligente para tudo, mas sim saber usar o menor e mais barato modelo possível para resolver cada problema específico”, pontua.

Governança vira parte da arquitetura de sistemas de IA (Imagem: Zulfugar Karimov/Unsplash)
Governança vira parte da arquitetura de sistemas de IA (Imagem: Zulfugar Karimov/Unsplash)

Governança vira parte da arquitetura

Controlar os gastos de IA não depende apenas de olhar a conta no fim do mês. Quando modelos generativos entram em produtos, atendimentos e fluxos internos, parte da governança precisa ser desenhada dentro do próprio sistema.

Isso significa definir quais tarefas podem usar recursos mais potentes, quando acionar alternativas mais baratas, quando reaproveitar contexto e quando interromper uma operação.

Para Mangi, da Gartner, a surpresa com o consumo de tokens revela uma lacuna de governança financeira em IA.

“Esse cenário indica que o mercado ainda está em fase de amadurecimento, com práticas de controle e monitoramento insuficientes. Falta transparência nos relatórios de uso, integração entre equipes técnicas e financeiras, e políticas claras de gestão de custos”, pontua.

Na avaliação do executivo, é preciso adotar métricas de uso e alertas automatizados. Sem esse tipo de acompanhamento, as empresas só descobrem o problema quando a despesa já ocorreu, e a gestão deixa de ser apenas contratual para depender da forma como o produto ou o fluxo de trabalho foi construído.

A lógica se aproxima da computação em nuvem, em que equipes acompanham o consumo por serviço, área e aplicação. No caso da IA, a conta precisa ser acompanhada por usuário, produto, cliente, modelo e tarefa, porque cada escolha técnica pode alterar a despesa final.

O desafio fica ainda maior quando a IA está embutida diretamente em um produto. O CEO da 87Labs explica que, ao utilizar um modelo integrado, é preciso cruzar o uso do próprio sistema com o uso feito por cada cliente, um processo mais complexo do que medir apenas o uso individual de uma ferramenta.

Essa gestão, para Pisano, precisa estar no desenho do próprio sistema. Isso inclui o uso de diferentes modelos, acionar alternativas quando a opção principal falha ou fica caro demais, reaproveitar informações já processadas e direcionar demandas menos complexas para ferramentas menos onerosas.

Galvão também defende o uso de roteadores de IA. A lógica é reservar sistemas mais robustos para decisões complexas e enviar operações básicas, como correção de texto ou classificação inicial, para opções mais leves.

“Se a tarefa é simples, o sistema usa um modelo leve e ultrabarato. O modelo grande e caro só entra em ação para decisões complexas”, afirma o diretor do CEIA.

Imprevisibilidade de gastos pode dificultar a expansão do uso de IA nas pequenas empresas (Imagem: Reprodução/Freepik)
Imprevisibilidade de gastos pode dificultar a expansão do uso de IA nas pequenas empresas (Imagem: Reprodução/Freepik)

Escala com restrições

A cobrança por token não cria, necessariamente, uma barreira de entrada imediata. Pelo contrário, o mecanismo permite que pequenas empresas usem os mesmos modelos avançados adotados por grandes corporações, sem comprar servidores, chips ou infraestrutura própria.

O problema aparece quando o produto cresce, o número de usuários aumenta e a conta deixa de ser experimental. Nesse ponto, a previsibilidade do gasto passa a depender de volume, frequência de uso, complexidade das tarefas e capacidade de negociar preços com fornecedores.

Correa vê o preço por token como um nivelador no acesso inicial. Para ele, startups e grandes empresas podem usar o mesmo modelo de ponta, algo raro em outros ciclos tecnológicos, mas a diferença surge depois, quando o gasto cresce.

O risco de concentração, para o coordenador do Ibmec, é real e se manifesta no estágio de escala, não no de entrada.

“Quando o volume cresce, o que separa os players é a capacidade de absorver as variações de consumo e o poder de negociar melhores preços”, explica. “Na prática, isso já acontece. Os grandes diluem os custos, enquanto os pequenos precisam construir com governança muito mais rígida. Grandes empresas podem errar, aprender e otimizar, porém startups precisam acertar cedo, porque não têm muita margem para erro.”

Mussi também avalia que a barreira inicial ainda não é alta para startups. O executivo da Peers Consulting + Technology cita créditos, planos especiais e a possibilidade de usar modelos open source, que podem ser adaptados ou executados fora de plataformas fechadas, conforme a licença.

A leitura da Gartner é mais cautelosa. Mangi avalia que a imprevisibilidade da despesa e a ausência de descontos progressivos ou pacotes customizados podem dificultar a escala para empresas menores.

Na prática, o acesso pode ser amplo no começo, mas a capacidade de controlar gastos e negociar contratos tende a pesar conforme o uso aumenta.

Leia a matéria no Canaltech.

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