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Geladeira do futuro terá "nariz eletrônico" para detectar comida estragada

18 June 2026 at 16:16

Você provavelmente já realizou o “teste do cheiro” para saber se um alimento da geladeira estragou ou ainda pode ser consumido. Mas as geladeiras do futuro podem contar com um “nariz eletrônico” que realizará essa tarefa por você — e a tecnologia já foi desenvolvida por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley.

As pesquisas associadas ao dispositivo foram publicadas nesta quarta-feira (17) na revista Science Advances e apontam que o aparelho pode superar o olfato humano na precisão. Sua utilização promete aumentar a segurança alimentar doméstica, atuando como uma barreira preventiva contra infecções e reações alérgicas.

O componente, inclusive, foi projetado para enviar notificações ao celular dos usuários, alertando sobre ingredientes próximos ao vencimento. Carla Bassil, doutoranda em engenharia elétrica e líder do estudo, afirma que uma solução possível é inserir o aparelho em geladeiras inteligentes controladas pelo smartphone.

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"Quão incrível seria se a sua geladeira pudesse te dizer: 'Ei, o seu brócolis vai estragar em breve, então você provavelmente deveria comê-lo'? Ou: 'Seu frango está no último dia'?", pontuou Bassil em comunicado.

Nariz eletrônico
"Nariz eletrônico" tem capacidade de superar o olfato humano na detecção de odores (Imagem: Divulgação/Universidade da Califórnia)

Como funciona o chip olfativo?

O novo dispositivo consiste em um pequeno chip equipado com 16 sensores de gás na sua estrutura. Na prática, esse sistema atua como um conjunto de receptores olfativos digitais, que converte reações químicas entre o ar e uma película sensível em sinais elétricos.

Sua principal inovação reside no fato de o item contar com nanotubos de carbono como material condutor. Essa característica permite que o chip opere perfeitamente em temperatura ambiente, o que confere um alto nível de sensibilidade ao mecanismo de detecção de odores.

A equipe liderada por Bassil utilizou algoritmos de aprendizado de máquina para processar os dados captados e treinar o dispositivo para conseguir diferenciar os cheiros. O modelo foi treinado para reconhecer perfis de respostas associados a alimentos frescos, estragados e a alérgenos alimentares.

Nariz eletrônico
Pesquisadores utilizartam aprendizado de máquina para processar os dados captados e treinar o dispositivo para detectar odores (Imagem: Divulgação/Universidade da Califórnia)

Uso de IA e testes práticos

Durante os experimentos, o “nariz eletrônico” avaliou o cheiro de frango cru, leite e ovos deixados fora da refrigeração. A inteligência artificial (IA) integrada ao sistema conseguiu distinguir perfeitamente os produtos recém-adquiridos daqueles que ficaram em temperatura ambiente por até dois dias.

Após apresentar altas taxas de precisão na detecção de odores, o próximo passo da pesquisa será avaliar a sensibilidade do componente em ambientes onde ele precise lidar com cheiros misturados, como os que existem dentro de uma geladeira comum.

"A ideia é que possamos usar a seletividade relativa dos sensores de gás, combinada com as habilidades de reconhecimento de padrões do aprendizado de máquina, para descobrir qual impressão digital de gás está associada a cada alimento. O resultado é um chip sensor muito mais sensível e muito mais objetivo do que qualquer nariz humano pode ser”, ressaltou Carla Bassil.

Gostou dessa solução inovadora? Então você também vai curtir conferir essa jaqueta que gera água potável a partir do ar desenvolvida pela Universidade do Texas.

Leia a matéria no Canaltech.

Geladeira do futuro terá "nariz eletrônico" para detectar comida estragada

18 June 2026 at 16:16

Você provavelmente já realizou o “teste do cheiro” para saber se um alimento da geladeira estragou ou ainda pode ser consumido. Mas as geladeiras do futuro podem contar com um “nariz eletrônico” que realizará essa tarefa por você — e a tecnologia já foi desenvolvida por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley.

As pesquisas associadas ao dispositivo foram publicadas nesta quarta-feira (17) na revista Science Advances e apontam que o aparelho pode superar o olfato humano na precisão. Sua utilização promete aumentar a segurança alimentar doméstica, atuando como uma barreira preventiva contra infecções e reações alérgicas.

O componente, inclusive, foi projetado para enviar notificações ao celular dos usuários, alertando sobre ingredientes próximos ao vencimento. Carla Bassil, doutoranda em engenharia elétrica e líder do estudo, afirma que uma solução possível é inserir o aparelho em geladeiras inteligentes controladas pelo smartphone.

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"Quão incrível seria se a sua geladeira pudesse te dizer: 'Ei, o seu brócolis vai estragar em breve, então você provavelmente deveria comê-lo'? Ou: 'Seu frango está no último dia'?", pontuou Bassil em comunicado.

Nariz eletrônico
"Nariz eletrônico" tem capacidade de superar o olfato humano na detecção de odores (Imagem: Divulgação/Universidade da Califórnia)

Como funciona o chip olfativo?

O novo dispositivo consiste em um pequeno chip equipado com 16 sensores de gás na sua estrutura. Na prática, esse sistema atua como um conjunto de receptores olfativos digitais, que converte reações químicas entre o ar e uma película sensível em sinais elétricos.

Sua principal inovação reside no fato de o item contar com nanotubos de carbono como material condutor. Essa característica permite que o chip opere perfeitamente em temperatura ambiente, o que confere um alto nível de sensibilidade ao mecanismo de detecção de odores.

A equipe liderada por Bassil utilizou algoritmos de aprendizado de máquina para processar os dados captados e treinar o dispositivo para conseguir diferenciar os cheiros. O modelo foi treinado para reconhecer perfis de respostas associados a alimentos frescos, estragados e a alérgenos alimentares.

Nariz eletrônico
Pesquisadores utilizartam aprendizado de máquina para processar os dados captados e treinar o dispositivo para detectar odores (Imagem: Divulgação/Universidade da Califórnia)

Uso de IA e testes práticos

Durante os experimentos, o “nariz eletrônico” avaliou o cheiro de frango cru, leite e ovos deixados fora da refrigeração. A inteligência artificial (IA) integrada ao sistema conseguiu distinguir perfeitamente os produtos recém-adquiridos daqueles que ficaram em temperatura ambiente por até dois dias.

Após apresentar altas taxas de precisão na detecção de odores, o próximo passo da pesquisa será avaliar a sensibilidade do componente em ambientes onde ele precise lidar com cheiros misturados, como os que existem dentro de uma geladeira comum.

"A ideia é que possamos usar a seletividade relativa dos sensores de gás, combinada com as habilidades de reconhecimento de padrões do aprendizado de máquina, para descobrir qual impressão digital de gás está associada a cada alimento. O resultado é um chip sensor muito mais sensível e muito mais objetivo do que qualquer nariz humano pode ser”, ressaltou Carla Bassil.

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Fone de ouvido em forma de brinco da Sennheiser tem bateria que dura 9 horas

18 June 2026 at 14:50

O novo fone de ouvido anunciado pela Sennheiser chama a atenção não só pelo seu formato de brinco, como também pela sua autonomia de bateria. O Accentum Clip chega ao mercado com a promessa de poder ser usado por até 9 horas seguidas com uma carga completa.

O novo acessório conta com um design semelhante ao de wearables já lançados por companhias como Huawei, Motorola e JBL. Cada fone pesa 6,8 gramas e se prende à borda lateral da orelha, com uma estrutura que conta com uma ponte de silicone flexível para conectar as duas extremidades.

Essa característica é a responsável por deixar o canal auditivo livre para ouvir músicas sem o bloqueio dos sons do ambiente externo. O dispositivo também promete proporcionar um encaixe leve e seguro, sendo indicado tanto para rotinas de trabalho como para a prática de exercícios físicos.

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Seu uso em diferentes atividades ganha ainda mais destaque devido à bateria prolongada. A autonomia total atinge a marca de 36 horas, graças às três recargas completas extras fornecidas por seu estojo, enquanto o carregamento rápido garante duas horas de reprodução após somente 10 minutos de recarga.

Accentum Clip
Fone em formato de brinco da Sennheiser oferece até 9 horas de autonomia de bateria com uma recarga completa (Imagem: Divulgação/Sennheiser)

Qualidade sonora e recurso de IA

Quando o assunto é qualidade sonora, o Accentum Clip é equipado com drivers dinâmicos de 12 mm, o que garante vocais nítidos e graves aprimorados. O modelo traz ainda um recurso de equalização dinâmica que faz ajustes em tempo real e consegue evitar distorções no som, independentemente do volume de reprodução.

A Sennheiser também desenvolveu o fone pensando em usuários que utilizam o acessório com frequência em ligações, visto que equipou o aparelho com microfones duplos e redução de ruído alimentada por inteligência artificial (IA).

O wearable também conta com integração com o aplicativo Smart Control Plus da marca, o que possibilita, entre outras ações, ajustar manualmente o equalizador de cinco bandas e criar perfis sonoros.

O dispositivo chega ao mercado com Bluetooth 6.0 e suporte à tecnologia LDAC, que garante que a música chegue aos ouvidos dos usuários com maior resolução e fidelidade à gravação do estúdio. Outro detalhe importante é a certificação IP54, que assegura resistência contra poeira e respingos de suor no dia a dia.

Disponíveis nas cores preto e creme, os fones Accentum Clip poderão ser adquiridos a partir de 25 de junho no mercado chinês, e até o final de julho em outras regiões. Seu preço sugerido é de € 179 (cerca de R$ 1.060 na cotação atual).

Está precisando de um novo fone e não sabe qual a melhor opção para comprar hoje? Os especialistas do Canaltech elencaram boas alternativas para te ajudar. 

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Invenção da Xiaomi, nova memória RAM gasta menos bateria e deixa celular rápido

18 June 2026 at 13:35

A necessidade de rodar recursos avançados de inteligência artificial (IA) com maior eficiência em smartphones levou a Xiaomi a explorar uma tecnologia inovadora de memória RAM. Chamada Low-Latency-Wide DRAM (LLW), a invenção promete consumir menos bateria e otimizar o desempenho do celular.

A novidade, que está sendo desenvolvida em parceria com a Huawei, surge como uma resposta aos atuais gargalos de largura de banda e latência. A tecnologia adota conceitos semelhantes aos do padrão High Bandwidth Memory (HBM), utilizado em placas de vídeo e servidores para aumentar a largura de banda e acelerar a troca de dados.

Redesenhada exclusivamente para o tamanho dos celulares, essa adaptação foi estruturada para solucionar problemas como superaquecimento e limitações físicas para integrar componentes mais robustos em dispositivos móveis.

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O formato LLW se destaca por ter a capacidade de superar parte das limitações de velocidade impostas pelas memórias LPDDR tradicionais. Para isso, as empresas chinesas projetaram uma arquitetura de integração mais enxuta, posicionada próxima ao processador.

Memória RAM
Nova memória RAM da Xiaomi promete deixar celulares mais rápidos (Imagem: Eric Mockaitis/Canaltech)

Salto de desempenho e motor para a IA

As informações sobre a LLW estão contidas em um relatório de benchmark da plataforma AnTuTu, que aponta que a tecnologia é capaz de reduzir o consumo de energia de smartphones em até 50%. As estimativas também indicam que o componente pode resultar em um salto de desempenho de cerca de 1,5x.

E essa promessa de mais agilidade na troca de informações com o chipset deve impulsionar as funcionalidades de IA. O fluxo acelerado de dados diminui a latência do sistema e pode permitir que ferramentas de IA funcionem de forma mais contínua diretamente no celular, reduzindo gargalos no acesso às informações necessárias para os modelos.

Mas, ainda que a tecnologia se mostre promissora, as projeções indicam que a adoção do novo padrão desenvolvido por Xiaomi e Huawei nos celulares deve começar a acontecer somente no segundo semestre de 2027.

Falando em um dos componentes mais importantes de um smartphone, você já se perguntou quanta memória RAM um celular realmente precisa em 2026?

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Copa do Mundo: tecnologia da bola decidiu lance em França x Senegal?

17 June 2026 at 16:09

Mesmo com diversos craques desfilando pelos gramados de Estados Unidos, México e Canadá, um dos destaques da Copa do Mundo de 2026 é a sua bola e as tecnologias integradas a ela. Mas será que os sensores inseridos na Trionda foram os responsáveis por decidir um lance no final do jogo entre França e Senegal?

A jogada em questão aconteceu nos instantes finais da partida disputada nesta terça-feira (16), no MetLife Stadium, em Nova Jersey (EUA). Em uma investida pela ponta direita, um jogador da seleção senegalesa cruzou a bola para a área, e o volante francês Aurélien Tchouaméni desviou contra a própria meta.

O lance obrigou o goleiro Mike Maignan a se esticar para realizar a defesa exatamente sobre a linha do gol, o que gerou uma dúvida instantânea sobre se a bola havia entrado completamente ou não. A decisão foi de “não gol”, mas não ficou claro para muitos torcedores se o árbitro foi auxiliado pela tecnologia da Trionda ou por outro recurso.

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Trionda
Trionda chegou à Copa com status de "computador em campo" devido aos recursos tecnológicos integrados a ela (Imagem: Divulgação/FIFA)

"Goal-line technology" foi quem decidiu o lance

Embora a Trionda tenha sido lançada com tecnologias que lhe renderam o status de “computador” em campo, a tecnologia que validou a intervenção de Maignan foi a Goal-line Technology (GLT).

Esse recurso estreou oficialmente na Copa do Mundo de 2014, disputada no Brasil, e foi projetado para determinar instantaneamente se a bola ultrapassou completamente a linha do gol.

O sistema em questão não depende dos dados gerados pelos sensores instalados no interior da bola. A GLT, na verdade, funciona com uma infraestrutura própria que conta com 14 câmeras de alta velocidade instaladas no estádio.

Essas câmeras são direcionadas especificamente para as duas metas e conseguem identificar a posição exata da bola em tempo real. Em situações como a da partida entre França e Senegal, a informação é processada e transmitida automaticamente ao relógio do árbitro em menos de um segundo.

Para Everaldo Pereira, coordenador do curso de Design do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), essa solução utilizada na Copa do Mundo é um exemplo de como diferentes recursos tecnológicos trabalham em conjunto para tornar as decisões mais precisas.

"O que percebemos é que um conjunto de tecnologias promove esse rastreamento em tempo real, ampliando a percepção do que acontece em campo para jogadores, árbitros e torcedores. Esses recursos são importantes tanto para garantir o cumprimento das regras do jogo quanto para oferecer uma experiência mais rica ao público."

Goal-line technology (GLT)
GLT foi a responsável por confirmar decisão de que bola não ultrapassou a linha no jogo entre França e Senegal (Imagem: Divulgação/FIFA)

Como a tecnologia da Trionda ajuda o VAR

Se a GLT é a responsável por determinar se a bola cruzou a linha do gol, a Trionda foi projetada para auxiliar em outras decisões em campo, especialmente aquelas que dependem do Árbitro Assistente de Vídeo (VAR). Para isso, a bola desenvolvida pela Adidas conta com um sensor de Unidade de Medição Inercial (IMU) alimentado por uma bateria interna.

Essa estrutura, inclusive, explica o fato de a bola usada na Copa do Mundo de 2026 precisar ser recarregada antes do início das partidas. Durante o jogo, o sensor monitora aceleração, velocidade e movimentação espacial, transmitindo dados em uma frequência de 500 Hz, ou seja, 500 vezes por segundo.

Esses recursos fazem parte da tecnologia adidas Connected Ball, desenvolvida pela fabricante esportiva em colaboração com a empresa Kinexon.

O sistema foi integrado à bola para ajudar os árbitros a identificar com precisão cada toque ocorrido nela, reduzindo o tempo necessário para analisar lances complexos.

Trionda
Sensor da Trionda monitora aceleração, velocidade e movimentação espacial da bola durante o jogo (Imagem: Divulgação/Adidas)

Graças à tecnologia da Trionda e à integração com 16 câmeras de rastreamento espalhadas pelo estádio, jogadas que envolvem possíveis toques de mão, desvios sutis e impedimentos semiautomáticos podem ser analisadas de forma mais rápida e eficiente, contribuindo para acelerar o processo de revisão do VAR.

Segundo Pereira, o uso dessas ferramentas também demonstra como diferentes áreas do conhecimento precisam atuar em conjunto para viabilizar soluções cada vez mais sofisticadas em grandes eventos esportivos.

"Esse conjunto de recursos melhora a experiência das pessoas em relação à Copa do Mundo. Essas funcionalidades também mostram como conhecimentos interdisciplinares, como eletrônica, engenharia e design, se unem para viabilizar soluções complexas como as utilizadas no torneio."

E você está considerando comprar uma TV para acompanhar assistir aos jogos da Copa do Mundo? Confira se vale a pena adquirir uma nova ou ficar com a sua. 

Leia a matéria no Canaltech.

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