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IA deixou celulares mais difíceis de consertar, diz empresa

17 June 2026 at 21:46

A inteligência artificial deixou os celulares mais difíceis de consertar, segundo o Grupo PLL. A empresa especializada em manutenção de dispositivos móveis afirma que a integração crescente entre hardware e software aumentou a complexidade dos diagnósticos, reparos e validações técnicas dos aparelhos.

A atual geração de smartphones apresenta funções mais avançadas e um nível maior de integração entre componentes. Com isso, profissionais de assistência técnica precisam lidar com processos mais complexos para identificar falhas e garantir que os sistemas continuem funcionando corretamente após a substituição de peças.

Segundo a empresa, esse cenário também impacta o tempo de manutenção e os custos operacionais. A tecnologia inteligente influencia tanto os diagnósticos quanto as etapas de validação dos dispositivos após os reparos.

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O tema reforça as discussões sobre direito ao reparo e obsolescência no Brasil. Propostas em debate buscam ampliar a vida útil dos eletrônicos e facilitar o acesso dos consumidores à manutenção, em um momento em que os smartphones concentram cada vez mais funções do dia a dia.

Inteligência artificial deixa reparos de celulares mais difíceis (Imagem: Divulgação/Grupo PLL)

Lucas Linhares, sócio-fundador e porta-voz do Grupo PLL, comentou a visão da companhia sobre o assunto. Segundo ele, o reparo qualificado se tornou um elo fundamental entre inovação e durabilidade. A empresa atende fabricantes e seguradoras e mantém um centro próprio de reparos em São Paulo com capacidade para 24 mil ordens mensais.

Divulgado recentemente, outro estudo apontou que o conserto de celular usado cresceu 68% no Brasil.

Leia a matéria no Canaltech.

TIM e Vivo entram em conflito na Anatel por bloqueio de ligações indesejadas

17 June 2026 at 20:56

Um novo embate movimenta o setor de telecomunicações. A TIM e a Vivo entraram em conflito direto na Anatel por conta do serviço de bloqueio de ligações indesejadas da Vivo. A agência reguladora precisou intervir na disputa para tentar mediar a situação.

O problema é o serviço Vivo Anti-Spam. A ferramenta foi ativada para toda a base móvel da operadora de forma automática. Em seguida, a TIM protocolou uma reclamação administrativa na Anatel alegando que o serviço pode restringir o recebimento de chamadas feitas por seus clientes. A agência convocou uma reunião de conciliação para amanhã, 18 de junho.

Outras empresas de telecomunicações também manifestaram insatisfação. Algar Telecom, IDT Telecom e Adyl Telecom registraram queixas na agência. As manifestações indicam que os efeitos da ferramenta podem atingir diferentes agentes do mercado.

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A Adyl apresentou uma denúncia rica em detalhes. A empresa relata dificuldades para completar chamadas com destino a clientes da Vivo desde o início de junho. A falha ocorre até em cenários de interconexão direta entre as redes.

A operadora afirma que a Vivo aplica critérios internos sem clareza para realizar esses bloqueios. Segundo a Adyl, números vinculados a instituições hospitalares acabaram enquadrados nos mecanismos de bloqueio mesmo utilizando serviços legítimos e ferramentas oficiais de autenticação.

Serviço anti spam da Vivo causa conflito com outras operadoras (Imagem: Danilo Berti/Canaltech)

Segundo a empresa, cerca de 700 chamadas deixam de ser completadas por dia. A Adyl também afirma que não há um procedimento estruturado para contestar e corrigir classificações consideradas equivocadas. 

Fontes do setor relatam ainda dificuldades enfrentadas por centrais de monitoramento de alarmes, empresas de logística e outros serviços que utilizam chamadas automáticas ou semiautomáticas.

Vivo reforça segurança do recurso

A Vivo defende a validade da sua ferramenta. A empresa afirma que o sistema identifica e barra chamadas automáticas em grande volume. O objetivo é combater números rotativos e práticas de fraude na rede.

A operadora reforça seu apoio à autenticação de todas as chamadas entre prestadoras. A companhia afirma que não bloqueia o tráfego de empresas que estejam em conformidade com as regras do Anti-Spam e os mecanismos de autenticação. Um canal online permite solicitar a revisão de possíveis falhas no sistema.

A Anatel avalia o cenário com cautela. A agência trata a questão de forma individualizada neste primeiro momento. Fontes do órgão regulador apontam a necessidade de separar o combate ao spam de eventuais condutas indevidas relacionadas à interconexão entre operadoras.

O serviço anti spam da Vivo foi lançado em 2024, como uma ferramenta para bloquear ligações suspeitas. 

Leia a matéria no Canaltech.

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