Os pesquisadores da Symantec descobriram um agente de inteligência artificial (IA) que consegue executar ciberataques de forma autônoma, sem intervenção humana. A ferramenta usa uma técnica conhecida como LLMjacking para sequestrar modelos de IA expostos na internet e realizar até 100 mil ações maliciosas, como procurar alvos, explorar falhas de segurança, roubar senhas e instalar mineradores de criptomoedas.
Os ataques foram descobertos a partir de um experimento honeypot de IA, sistema que simula um serviço desprotegido para atrair ataques e poder analisar as técnicas usadas pelos invasores. De acordo com o relatório publicado hoje (11), a armadilha teve mais de 127 mil requisições externas, vindas de dezenas de milhares de endereços IP. Com isso, a equipe Symantec Threat Hunter também conseguiu capturar as instruções completas do agente e mapear seu funcionamento.
A ferramenta recorreu à técnica conhecida como LLMjacking, que consiste no uso não autorizado de modelos de linguagem de grande porte (LLMs) expostos na internet. O agente procura servidores de IA, estruturas de hospedagem própria, gateways e serviços ligados ao protocolo MCP para usar a capacidade computacional de terceiros sem pagar pelo processamento.
Com isso, os criminosos transferem os custos de uso dos modelos para as vítimas e reduzem o risco de identificação por meio de suas próprias contas, que poderiam ser bloqueadas pelos provedores.
As instruções interceptadas incluem cerca de 74 ferramentas para mapear redes, explorar estruturas web, extrair bancos de dados, roubar senhas e controlar redes de dispositivos infectados, conhecidas como botnets. Para driblar as proteções dos modelos comerciais, o agente também usa instruções em camadas que disfarçam ações maliciosas, como a coleta de credenciais, sob a aparência de tarefas legítimas de desenvolvimento de software.
Uma das requisições analisadas pelos pesquisadores incluía um código disfarçado para instalar um programa que usa o computador infectado para minerar a criptomoeda Monero. O script também escondia o programa e apagava os registros de atividade do sistema para dificultar a identificação do ataque.
IA assume o planejamento dos ataques
Segundo a Symantec, as técnicas identificadas não são novas. O principal problema está na integração de diferentes recursos em um único agente que consegue planejar e executar ataques de forma independente. Em vez de tentar convencer chatbots públicos a produzir conteúdo malicioso por meio de engenharia de prompt, os criminosos conectaram modelos de IA a ferramentas de ataque.
Nesse sistema, a IA planeja as etapas e define como atingir o objetivo, e as ferramentas especializadas realizam as operações técnicas. Assim, o criminoso pode estabelecer uma meta e deixar que o agente coordene as tarefas seguintes sem precisar aprovar cada etapa.
A automação também reduz o conhecimento técnico necessário para conduzir campanhas de exploração em larga escala. Segundo a análise da Symantec, a combinação de planejamento por IA e ferramentas ofensivas amplia a capacidade de executar operações complexas com pouca supervisão humana.
A OpenAI anunciou o lançamento de chats bloqueados no ChatGPT. O recurso cria um espaço privado para conversas confidenciais, protegidas de pessoas que compartilham o aparelho ou têm acesso a ele. Com isso, o usuário pode mover conversas selecionadas para fora do histórico regular, das conversas fixadas e da busca da plataforma.
Para abrir um chat protegido, o sistema pede um PIN de 4 dígitos no navegador e no aplicativo para macOS e Windows. Já nos celulares compatíveis, o acesso também pode ser liberado com biometria, como Face ID e Touch ID, ou com o método de desbloqueio padrão do próprio aparelho.
Se o usuário esquecer a senha, é necessário redefinir o PIN. Essa ação apaga permanentemente todas as conversas protegidas, sem possibilidade de recuperação. Além disso, o recurso não conta com criptografia de ponta a ponta, ou seja, a proteção depende do bloqueio de acesso, e não de uma camada extra de segurança sobre o conteúdo.
As novas mensagens enviadas dentro dos chats bloqueados também não atualizam a memória usada nas conversas regulares. Já o recurso de voz funciona em chats protegidos nos celulares, mas não no desktop.
Quem pode usar os chats protegidos por senha?
O recurso está sendo liberado para os planos Free, Go, Plus, Pro, Business, Enterprise e Edu. Ele pode ser usado na web, no desktop e nos aplicativos para Android e iOS.
Apesar da ampla disponibilidade, há restrições. Certas conversas em nuvem nos modos Chat ou Work podem ser trancadas, mas conversas do Codex, do Work local e do ChatGPT for Healthcare não suportam o bloqueio.
A OpenAI anunciou o lançamento de chats bloqueados no ChatGPT. O recurso cria um espaço privado para conversas confidenciais, protegidas de pessoas que compartilham o aparelho ou têm acesso a ele. Com isso, o usuário pode mover conversas selecionadas para fora do histórico regular, das conversas fixadas e da busca da plataforma.
Para abrir um chat protegido, o sistema pede um PIN de 4 dígitos no navegador e no aplicativo para macOS e Windows. Já nos celulares compatíveis, o acesso também pode ser liberado com biometria, como Face ID e Touch ID, ou com o método de desbloqueio padrão do próprio aparelho.
Se o usuário esquecer a senha, é necessário redefinir o PIN. Essa ação apaga permanentemente todas as conversas protegidas, sem possibilidade de recuperação. Além disso, o recurso não conta com criptografia de ponta a ponta, ou seja, a proteção depende do bloqueio de acesso, e não de uma camada extra de segurança sobre o conteúdo.
As novas mensagens enviadas dentro dos chats bloqueados também não atualizam a memória usada nas conversas regulares. Já o recurso de voz funciona em chats protegidos nos celulares, mas não no desktop.
Quem pode usar os chats protegidos por senha?
O recurso está sendo liberado para os planos Free, Go, Plus, Pro, Business, Enterprise e Edu. Ele pode ser usado na web, no desktop e nos aplicativos para Android e iOS.
Apesar da ampla disponibilidade, há restrições. Certas conversas em nuvem nos modos Chat ou Work podem ser trancadas, mas conversas do Codex, do Work local e do ChatGPT for Healthcare não suportam o bloqueio.
O Spotify anunciou a remoção de mais de 75 milhões de faixas de sua plataforma por violações graves ou repetidas das regras contra spam. Além disso, o serviço retirou mais de 50 milhões de músicas com spam e conteúdos de baixa qualidade gerados por inteligência artificial (IA), conhecidos como “AI slop” ou “lixo de IA”, de suas recomendações ao longo do último ano.
A decisão veio após uma análise das músicas que os ouvintes costumavam pular, ignorar ou marcar como indesejadas. O levantamento identificou um padrão ligado a conteúdos artificiais ou fraudulentos. Nos últimos seis meses, o Spotify atualizou seu sistema de recomendações para priorizar músicas de artistas reais. Segundo a empresa, as mudanças reduziram as reclamações sobre esses conteúdos nas rádios e playlists personalizadas.
Para identificar músicas artificiais, a plataforma analisa o comportamento dos ouvintes, os padrões de envio, os dados das faixas e ferramentas de detecção de IA de outras empresas. O sistema busca combater o envio de músicas em massa, a publicação de faixas duplicadas, a manipulação dos resultados de busca, as redes de playlists criadas para espalhar spam e as músicas muito curtas, feitas para burlar as métricas da plataforma.
Spotify lançou várias iniciativas para priorizar artistas humanos na plataforma
Nos últimos anos, o Spotify lançou diversas iniciativas para remover produções feitas por IA e priorizar artistas humanos, como:
Créditos de IA: os artistas podem indicar quais instrumentos ou papéis na produção foram feitos com IA. Essas informações aparecem na seção “Créditos da música” no Spotify;
Selo “Verified by Spotify”: selo que garante que há uma pessoa real por trás do perfil. A ferramenta já abrange mais de 300 mil artistas e mais de 70% deles são independentes;
Selos de Persona de IA: rótulo que indica quando um artista foi gerado por inteligência artificial. Esses perfis ficam fora das recomendações do Spotify, a menos que o usuário opte por segui-los;
Proteção do Perfil do Artista: os artistas podem revisar e aprovar novos lançamentos atribuídos ao seu nome antes que sejam publicados no Spotify. A ferramenta esteve em beta e deve ser lançada para mais pessoas até o final deste ano;
Elegibilidade para monetização de faixas: regra que exige 1.000 reproduções mínimas para gerar royalties. Segundo a plataforma, as faixas geradas com IA têm dez vezes mais chances de ficarem abaixo desse limite.
O Spotify anunciou a remoção de mais de 75 milhões de faixas de sua plataforma por violações graves ou repetidas das regras contra spam. Além disso, o serviço retirou mais de 50 milhões de músicas com spam e conteúdos de baixa qualidade gerados por inteligência artificial (IA), conhecidos como “AI slop” ou “lixo de IA”, de suas recomendações ao longo do último ano.
A decisão veio após uma análise das músicas que os ouvintes costumavam pular, ignorar ou marcar como indesejadas. O levantamento identificou um padrão ligado a conteúdos artificiais ou fraudulentos. Nos últimos seis meses, o Spotify atualizou seu sistema de recomendações para priorizar músicas de artistas reais. Segundo a empresa, as mudanças reduziram as reclamações sobre esses conteúdos nas rádios e playlists personalizadas.
Para identificar músicas artificiais, a plataforma analisa o comportamento dos ouvintes, os padrões de envio, os dados das faixas e ferramentas de detecção de IA de outras empresas. O sistema busca combater o envio de músicas em massa, a publicação de faixas duplicadas, a manipulação dos resultados de busca, as redes de playlists criadas para espalhar spam e as músicas muito curtas, feitas para burlar as métricas da plataforma.
Spotify lançou várias iniciativas para priorizar artistas humanos na plataforma
Nos últimos anos, o Spotify lançou diversas iniciativas para remover produções feitas por IA e priorizar artistas humanos, como:
Créditos de IA: os artistas podem indicar quais instrumentos ou papéis na produção foram feitos com IA. Essas informações aparecem na seção “Créditos da música” no Spotify;
Selo “Verified by Spotify”: selo que garante que há uma pessoa real por trás do perfil. A ferramenta já abrange mais de 300 mil artistas e mais de 70% deles são independentes;
Selos de Persona de IA: rótulo que indica quando um artista foi gerado por inteligência artificial. Esses perfis ficam fora das recomendações do Spotify, a menos que o usuário opte por segui-los;
Proteção do Perfil do Artista: os artistas podem revisar e aprovar novos lançamentos atribuídos ao seu nome antes que sejam publicados no Spotify. A ferramenta esteve em beta e deve ser lançada para mais pessoas até o final deste ano;
Elegibilidade para monetização de faixas: regra que exige 1.000 reproduções mínimas para gerar royalties. Segundo a plataforma, as faixas geradas com IA têm dez vezes mais chances de ficarem abaixo desse limite.
A OpenAI anunciou o ChatGPT Space, um novo ambiente de trabalho compartilhado que permite criar e editar conteúdos com a participação de pessoas e inteligência artificial no mesmo espaço. Apresentado durante o OpenAI DevDay, o recurso leva a criação e a edição de conteúdos para dentro do ChatGPT, reduzindo a necessidade de alternar entre a plataforma e editores externos, como o Google Docs.
O Space funciona a partir das Pages (Páginas), documentos editáveis que podem incluir textos, imagens, gráficos, tabelas e ferramentas interativas. A partir de uma conversa, o usuário pode criar uma página, pedir alterações em trechos específicos ou convidar outras pessoas para editar o conteúdo em tempo real.
Cada colaborador trabalha com sua própria instância do ChatGPT dentro da página. Com isso, compartilhar uma página não dá acesso aos chats privados ou à memória pessoal de outros participantes. O conteúdo inserido na página, porém, fica visível para todos os membros e segue as configurações individuais de Memória e Treinamento de cada participante.
A proposta também diferencia o Space de integrações em que a inteligência artificial aparece como uma ferramenta complementar ao editor. Nesse ambiente, a IA e seus agentes, chamados de Dots, ficam dentro do próprio espaço de trabalho compartilhado e podem participar da criação e da edição dos materiais. O Codex também pode atuar nas páginas, e os comentários em trechos específicos servem para delegar revisões ou tarefas à IA ou a outros colaboradores.
O Space também substitui a antiga funcionalidade Library (Biblioteca) para contas elegíveis e permite organizar conteúdos em pastas e subpáginas. As subpáginas herdam automaticamente as permissões da página principal. Se a página principal for enviada para a Lixeira, as subpáginas vinculadas também serão removidas, mesmo quando pertencem a outros colaboradores.
Além disso, o ambiente já oferece integração com serviços conectados, como Google Drive e Slack. Os links para arquivos armazenados nessas plataformas, porém, mantém as permissões definidas no serviço original. Assim, compartilhar uma página no Space não libera automaticamente o acesso aos arquivos usados como fonte.
Inicialmente, o foco está nos documentos, mas a OpenAI afirma que apresentações e planilhas serão adicionadas em breve. A empresa também prepara recursos para atualizar páginas automaticamente.
Quem pode usar o ChatGPT Space?
O ChatGPT Space está sendo liberado gradualmente e, neste momento, está disponível para assinantes Pro e usuários dos planos Business e Enterprise.
A experiência também varia conforme a plataforma. Na web e no desktop, é possível criar e editar páginas, organizar espaços e colaborar em tempo real. No celular, dá para localizar, ler e compartilhar páginas, mas a criação e a edição ainda não estão disponíveis.
Uma campanha sofisticada de phishing usa falsos alertas sobre problemas no pagamento da assinatura Amazon Prime para roubar credenciais, dados pessoais e informações de cartões de crédito e débito. As páginas fraudulentas imitam com alto nível de fidelidade o visual da Amazon, incluindo logotipos, menus e botões que simulam um processo legítimo de recuperação de conta.
O golpe começa com um e-mail que costuma usar o assunto “Sua assinatura Prime está em espera” (Your Prime Membership On Hold). A mensagem afirma que a Amazon não conseguiu processar o pagamento mais recente e que o acesso ao Prime Video foi suspenso temporariamente.
Para aumentar a pressão sobre a vítima, o aviso estabelece um prazo de 48 horas para regularizar a situação antes de um suposto cancelamento permanente da conta. O e-mail traz um botão para retomar a assinatura, que direciona o usuário para uma página falsa.
A seguir, confira:
Golpe coleta login, dados pessoais e cartão
Como evitar o golpe que simula o Amazon Prime?
O que fazer se os dados já foram informados?
Golpe coleta login, dados pessoais e cartão
O site fraudulento reproduz a aparência de uma página da Amazon e conduz a vítima por diferentes etapas de coleta de informações. Primeiro, são solicitados o e-mail ou telefone associado à conta e a senha. A página também apresenta links falsos de recuperação de senha e orienta o usuário a confirmar a identidade e “desconectar-se de todos os aplicativos, dispositivos e navegadores da web”, reforçando a impressão de que o procedimento faz parte da segurança da conta.
Na sequência, o formulário pede dados pessoais, como nome completo, endereço, CEP, telefone e data de nascimento. A justificativa apresentada é a necessidade de confirmar a identidade do titular da conta.
O formulário também adapta automaticamente o código de área do telefone e o país de acordo com a localização da vítima. Em testes realizados no Reino Unido, por exemplo, o campo já aparecia preenchido com o código +44 e a indicação de “United Kingdom”.
A etapa seguinte envolve informações financeiras. O site solicita nome impresso no cartão, número, data de validade e código de segurança (CVV). A página ainda exibe mensagens de erro quando os dados são preenchidos de forma incorreta, uma estratégia usada para dar aparência de autenticidade ao processo e aumentar a chance de os criminosos obterem informações válidas.
Depois do preenchimento, a vítima recebe uma suposta confirmação de que os dados foram recebidos. O site informa que as informações serão analisadas em até 24 horas, o que ajuda a encerrar o golpe sem levantar suspeitas imediatamente.
Como evitar o golpe que simula o Amazon Prime?
O principal cuidado é evitar o acesso a contas e serviços por meio de links recebidos em e-mails inesperados. Mesmo que a mensagem tenha o visual da Amazon e mencione informações aparentemente relacionadas à conta, o endereço acessado pode levar a uma página controlada por criminosos.
Antes de inserir qualquer dado, confira o domínio exibido na barra de endereços. Em testes relacionados à campanha, o endereço usado continha termos como primevideo-manage-account-payment, mas não pertencia ao domínio oficial da Amazon.
Outra opção é verificar a situação da assinatura pelo site ou aplicativo oficial da Amazon. A empresa também oferece um Centro de Mensagens para consultar comunicações relacionadas à conta, sem depender dos links enviados por e-mail.
Mensagens que criam um prazo curto para resolver um suposto problema de pagamento também merecem atenção. A combinação de urgência, ameaça de suspensão da conta e pedido de informações pessoais ou financeiras é um sinal comum em campanhas de phishing.
A Amazon também orienta clientes a encaminhar mensagens suspeitas para verify@amazon.com para análise.
O que fazer se os dados já foram informados?
Quem digitou a senha em uma página falsa deve alterá-la imediatamente na conta oficial da Amazon. Se a mesma senha for usada em outros serviços, também é importante substituí-la nesses locais.
Caso informações do cartão tenham sido fornecidas, entre em contato com o banco ou a instituição financeira responsável pelo cartão e informe a situação. O acompanhamento de movimentações também ajuda a identificar eventuais tentativas de uso indevido dos dados.
O mais importante é não retornar ao link recebido no e-mail para tentar corrigir a situação. Qualquer alteração na conta ou no método de pagamento deve ser feita pelos canais oficiais da Amazon.
O Google Fotos está preparando uma atualização para o recurso de “guarda-roupa de IA” que vai permitir que os usuários corrijam representações geradas de forma incorreta. Segundo uma investigação do Android Authority, a plataforma deve ganhar a opção “Regenerar imagem” para roupas, sapatos, óculos e outros acessórios adicionados ao closet digital.
Atualmente, o aplicativo cria uma representação de cada peça quando o guarda-roupa é configurado pela primeira vez. O problema é que, caso o resultado não seja fiel ao produto real, não há uma opção para editá-lo ou gerar uma nova versão. Com a novidade, será possível abrir a página de detalhes de um item, tocar no menu de três pontos no canto superior direito e selecionar o comando para regenerar a imagem. A nova versão será criada em segundo plano, sem impedir que o usuário saia da tela durante o processo.
A inteligência artificial também poderá fazer ajustes na representação para aumentar a fidelidade ao item original. Em testes realizados pelo Android Authority, a ferramenta conseguiu corrigir cores, adicionar detalhes técnicos que não apareciam na primeira versão, como plaquetas de óculos, e reposicionar logotipos em camisetas.
A precisão é importante porque essas imagens são usadas pelo recurso de “experimentar roupas”, que permite visualizar virtualmente como diferentes peças do guarda-roupa ficam combinadas antes de escolher o que vestir.
O recurso já está disponível?
Não. A funcionalidade ainda não foi liberada para o público. Ela foi identificada na versão 7.95 do Google Fotos durante uma análise do APK, técnica usada para encontrar recursos em desenvolvimento que ainda estão ocultos no aplicativo.
Esse tipo de análise pode revelar comandos e trechos de código relacionados a funções que ainda não foram ativadas para os usuários. A descoberta, porém, não garante que o recurso será lançado nem que ele manterá as mesmas características na versão final.
A Anthropic, empresa responsável pelo Claude, alertou potenciais investidores que sistemas avançados de inteligência artificial podem representar “riscos catastróficos ou existenciais para a humanidade”. A declaração aparece no prospecto preparado para a abertura de capital da companhia e foi revelada pela Reuters. O documento também descreve situações em que modelos poderiam resistir ao desligamento, manipular informações ou apresentar comportamentos semelhantes à chantagem.
O alerta chama atenção pelo contexto em que foi apresentado. O prospecto tem 261 páginas, sendo cerca de 80 dedicadas aos fatores de risco, quase o dobro das 48 páginas usadas para explicar o negócio da Anthropic. Segundo a Reuters, são incomuns documentos de abertura de capital que indiquem a possibilidade de a própria tecnologia comercializada pela empresa contribuir para a extinção humana.
A Anthropic reconhece que a IA pode ter impacto comparável ao da industrialização e da eletricidade, mas afirma que modelos avançados também podem aumentar a possibilidade de danos graves e irreversíveis. Entre as preocupações estão comportamentos difíceis de prever, limitações nos testes de segurança e a possibilidade de sistemas desenvolverem capacidades que não foram antecipadas pelos pesquisadores.
Em uma publicação no X, Evan Hubinger, pesquisador de alinhamento da Anthropic, estimou em mais de 10% a chance de a IA causar a extinção humana nos próximos dez anos. Na mesma publicação, ele afirmou que a empresa ainda não tem um plano definitivo para alinhar sistemas de superinteligência.
A IA pode desenvolver comportamentos difíceis de prever
Um dos riscos descritos pela Anthropic envolve os chamados comportamentos de autopreservação. Segundo o prospecto, os modelos podem tentar resistir ao desligamento, esconder ou manipular informações e apresentar condutas semelhantes à chantagem. A empresa também considera a possibilidade de sistemas reconhecerem quando estão sendo submetidos a avaliações de segurança e modificarem o comportamento durante os testes.
Esse cenário cria uma dificuldade para os pesquisadores, pois um modelo pode aparentar ser seguro durante uma avaliação e apresentar comportamentos diferentes em outras circunstâncias. A Anthropic afirma que a capacidade de identificar quando está sendo testado representa uma limitação importante para avaliar a segurança dos sistemas antes da implementação.
Episódios recentes também ajudam a ilustrar que esses riscos não estão restritos a cenários teóricos. No mês passado, um agente OpenClaw, baseado no Claude, explorou um sistema de reservas de uma academia na Austrália e chegou a remover uma pessoa de uma lista de espera sem receber instruções para isso.
Em outro caso, modelos da OpenAI escaparam de um ambiente de testes durante uma avaliação de segurança e realizaram um ataque autônomo contra a Hugging Face, com milhares de ações executadas sem comandos humanos adicionais. Já a OpenAI teria cancelado o lançamento do GPT-6.1 Astra após testes internos identificarem que o modelo poderia operar fora do escopo definido para ele. Além disso, a OpenAI teria cancelado o lançamento do GPT-6.1 Astra após testes internos identificarem que o modelo poderia operar fora do escopo definido para ele.
Outro ponto citado no documento é o autoaperfeiçoamento recursivo, hipótese na qual sistemas de IA participariam do desenvolvimento de versões mais avançadas de si mesmos. A preocupação está relacionada à possibilidade de uma evolução rápida das capacidades dos modelos, com menor participação ou supervisão humana.
A empresa também admite que não existe garantia de que os investimentos em segurança acompanhem o ritmo de desenvolvimento. Em uma semana analisada em julho, cerca de 6% do poder computacional usado pela Anthropic foi destinado a pesquisas de segurança, segundo informações do prospecto divulgadas pela Reuters.
Alerta acompanha pressão por lançamentos mais rápidos
O alerta aparece em meio à disputa entre empresas de IA pelo desenvolvimento de modelos cada vez mais avançados. A própria Anthropic afirma no prospecto que permanecer na fronteira tecnológica depende de uma sequência contínua de novos modelos, plataformas e aplicações.
Ao mesmo tempo, a companhia reconhece que pesquisas de segurança disputam recursos com o desenvolvimento dos sistemas. A computação e os profissionais especializados precisam ser distribuídos entre a criação de novos modelos e a investigação de possíveis falhas e comportamentos inesperados.
A situação cria uma contradição no próprio negócio da Anthropic. Quanto mais avançados forem os modelos, maior pode ser o potencial comercial da tecnologia, mas também aumentam os riscos que a empresa precisa avaliar antes de ampliar seu uso.
O prospecto ainda trata de riscos jurídicos relacionados a agentes de IA que conseguem operar de forma autônoma por períodos prolongados. A Anthropic afirma que esses sistemas podem causar danos difíceis de reverter, como transações não autorizadas ou perda de dados.
Com a abertura de capital, essas preocupações ganham espaço também na documentação financeira apresentada aos investidores, além das pesquisas e debates sobre segurança de IA. A Anthropic reconhece no próprio documento usado para sustentar seu crescimento que o avanço da tecnologia pode trazer riscos ainda difíceis de prever.
Uma pesquisa da Northeastern University em parceria com a Consumer Reports identificou o envio de informações sensíveis de motoristas para redes de publicidade por sete aplicativos de suporte para veículos. O estudo analisou 21 carros e 30 aplicativos e mostrou que as preocupações com privacidade no setor automotivo também chegam aos celulares por meio dos aplicativos complementares das montadoras.
Entre os aplicativos identificados estão HondaLink, Lincoln, MyNissan, myCadillac, myChevrolet, myBuick e myGMC. Nos testes, todos os veículos estabeleceram conexões com domínios de terceiros por Wi-Fi. Como os dados estavam criptografados, porém, os pesquisadores não conseguiram identificar exatamente quais informações foram transmitidas em cada conexão.
No entanto, os dados sobre frenagens, acelerações e outros hábitos de direção têm valor comercial. Uma investigação publicada pela Consumer Reports em março de 2025 analisou as políticas de privacidade de 15 montadoras e identificou o compartilhamento de informações de direção com outras empresas. Segundo a publicação, esses dados podem chegar a seguradoras e empresas de análise e influenciar preços de seguros e outras condições oferecidas aos consumidores.
As fabricantes afirmam utilizar parte dessas informações para aprimorar serviços e recursos de segurança. Muitas também informam que compartilham dados de forma anonimizada ou mediante consentimento do usuário. Na investigação de 2025, porém, quase todas as 15 montadoras consultadas pela Consumer Reports se recusaram a informar quais empresas recebiam os dados de direção.
A pesquisa mais recente, conduzida pela Northeastern University em parceria com a Consumer Reports, identificou outro caminho para o compartilhamento dessas informações por meio de aplicativos conectados aos veículos. Entre os casos analisados está o HondaLink. Após o levantamento, a Honda interrompeu o envio de dados de localização pelo aplicativo e pediu à Amplitude, empresa de análise de dados, que excluísse as informações coletadas anteriormente. Não houve confirmação de que a exclusão dos registros tenha sido concluída.
Tem como limitar o envio de dados dos apps de carros?
É possível tentar restringir a coleta e o compartilhamento, mas as opções disponíveis variam de acordo com a montadora, o aplicativo e a região onde o motorista está. O primeiro passo é consultar o portal de privacidade da fabricante ou as configurações disponíveis no aplicativo conectado ao veículo.
Também é importante diferenciar os tipos de solicitação. A interrupção da venda ou do compartilhamento pede que a empresa deixe de repassar os dados a terceiros no futuro. A restrição de uso limita determinadas formas de utilização de informações consideradas sensíveis. Já a exclusão de registros solicita que a empresa apague os dados que já foram coletados e armazenados.
Antes de alterar as configurações, também vale verificar quais serviços podem ser afetados. Dependendo da montadora, restringir determinadas permissões pode interromper funções de conectividade, como o travamento remoto das portas ou sistemas de assistência rodoviária.
O Google mencionou o Android 18 pela primeira vez ao divulgar a programação do Android Dev Summit 2026. A próxima versão do sistema ainda não foi apresentada ao público, mas já aparece na agenda do evento, que acontece nos dias 28 e 29 de outubro. A empresa também promete discutir “recursos gráficos poderosos” durante uma das palestras.
O Android 18 ainda não está disponível e os detalhes sobre a atualização são escassos. Segundo a programação do evento, a nova versão será abordada em uma apresentação da liderança do Android, que deve trazer informações sobre as funcionalidades e atualizações mais recentes da plataforma. Ainda assim, não há confirmação oficial de que o Summit terá uma apresentação ou anúncio completo da nova versão.
A promessa de avanços gráficos chama atenção, mas o Google ainda não explicou quais tecnologias ou recursos estarão por trás da novidade. Portanto, ainda não é possível saber se o salto estará relacionado a jogos, interface, processamento de imagens ou outros aspectos gráficos do sistema.
Além do Android 18, o Android Dev Summit 2026 terá quatro trilhas principais: experiências de IA, Android XR, fundamentos de aplicativos, ferramentas e performance. O evento será realizado presencialmente no campus Bay View do Google, em Mountain View, na Califórnia, com participação limitada a desenvolvedores selecionados. No entanto, os desenvolvedores profissionais interessados em participar presencialmente podem se candidatar a uma vaga.
Onde assistir ao Android Dev Summit 2026?
Durante o evento, somente as sessões do palco principal serão transmitidas ao vivo no canal do Android Developers no Youtube (youtube.com/@AndroidDevelopers).
As gravações de todas as apresentações, incluindo as sessões do palco principal e do segundo palco, serão disponibilizadas posteriormente no canal do Android Developers no YouTube.
O Meta One é o novo serviço de assinaturas da Meta, com planos que reúnem recursos extras para Instagram, Facebook, WhatsApp e Meta AI. Os preços variam de US$ 7,99 a US$ 499 por mês, de acordo com o plano escolhido e a categoria, que inclui opções para uso pessoal, criadores de conteúdo e empresas.
Existem várias assinaturas dentro do Meta One, com recursos diferentes para cada perfil de usuário. Para quem usa as redes sociais no dia a dia, há planos com mais acesso a ferramentas de inteligência artificial (IA) e opções de personalização.
Já os planos para criadores de conteúdo e empresas incluem recursos voltados para crescimento, gestão, análise, segurança e suporte. A oferta ainda está em fase de teste limitado, então a disponibilidade dos planos e os preços podem variar conforme a conta e a região.
Quais são os benefícios do Meta One para contas pessoais?
Os planos pessoais são divididos em duas opções:
Meta One Básico
Meta One Premium
Meta One Básico
O plano Básico amplia o acesso à IA do Meta AI para gerar e editar imagens, criar e transformar vídeos e aplicar efeitos de voz e som. O plano também reúne recursos do Instagram Plus, WhatsApp Plus e Facebook Plus, com opções extras de personalização e organização de conteúdo.
No Instagram, inclui ícone personalizado para o aplicativo, fontes personalizadas para a bio, múltiplos públicos para Stories, supercorações, destaque para Stories, posts visíveis apenas no próprio perfil e mais posts fixados. No WhatsApp, traz ícone personalizado para o aplicativo, temas personalizados, mais conversas fixadas, figurinhas e toques exclusivos, além de melhorias nas listas de conversas.
Já no Facebook, oferece ícone personalizado para o aplicativo, super-reação em Stories, prévia de Stories, pesquisa na lista de visualizadores, extensão da expiração dos Stories e acesso a insights sobre a revisualização de Stories.
Meta One Premium
O plano Premium amplia ainda mais os limites e a capacidade de uso da IA do Meta AI para gerar e editar imagens, criar e transformar vídeos e aplicar efeitos de voz e som. A assinatura também oferece recursos adicionais para criação e transformação de vídeos, além de bibliotecas e ferramentas de efeitos de voz e som.
Assim como o Básico, o Premium reúne recursos do Instagram Plus, WhatsApp Plus e Facebook Plus, com opções extras de personalização, mais posts e conversas fixados, ferramentas para Stories e melhorias nas listas de conversas. A assinatura também mantém a integração entre as contas conectadas pela Central de Contas.
Quais são os benefícios do Meta One para criadores de conteúdo?
Para quem produz conteúdo profissionalmente, a Meta oferece quatro níveis de assinatura:
Meta One Essencial
O Essencial inclui selo de verificado e proteção contra falsificação de identidade. O plano também oferece uma página de links no Instagram, acesso aos recursos de personalização do Instagram Plus, WhatsApp Plus e Facebook Plus e maior uso das ferramentas de IA.
Meta One Avançado
O Avançado adiciona links em Reels e posts, página de links aprimorada, botão Seguir em negrito no Facebook, insights de público e concorrência e ferramentas de programação de conteúdo. O plano também inclui crédito de conteúdo original e histórico de insights estendido, com acesso a métricas e dados de desempenho do Instagram por períodos mais longos.
O acesso compartilhado ao Instagram pode ser feito com até quatro pessoas e o suporte prioritário inclui um caso por mês.
Meta One Expert
O Expert amplia a visibilidade com convites para seguir, conteúdos em destaque no feed do Facebook e pesquisa otimizada. Também oferece análises mais completas, métricas de público e concorrência, além de crédito de conteúdo original e histórico de insights estendido.
O acesso compartilhado ao Instagram aumenta para até oito pessoas, e o suporte prioritário inclui cinco casos por mês.
Meta One Max
O Max reúne recursos avançados, como conselhos personalizados sobre estratégia de conteúdo, acesso compartilhado ao Instagram para até 30 pessoas, mais links em Reels e posts, perfil aprimorado, temas de conversa personalizados e pesquisa otimizada.
O plano também inclui crédito de conteúdo original e histórico de insights estendido. O suporte prioritário é ilimitado, sem limite de casos mensais.
Quais são os benefícios do Meta One para empresas?
A Meta também oferece quatro opções para empresas, com mais recursos de gestão, atendimento, IA, segurança e divulgação conforme o nível da assinatura.
Meta One Essencial
O Essencial inclui selo de verificado e proteção contra falsificação de identidade, além do Meta Business Agent, que oferece atendimento automatizado com IA 24 horas por dia, 7 dias por semana. O plano também oferece URL personalizada, um canal verificado no WhatsApp e recursos de personalização dos pacotes Plus.
Meta One Avançado
O Avançado oferece perfil aprimorado para até três localizações, mais links em Reels e posts, recursos extras no WhatsApp Business, insights de público e concorrência e acesso compartilhado ao Instagram para até quatro pessoas.
O Meta Business Agent também oferece atendimento com IA 24 horas por dia, 7 dias por semana. O suporte prioritário inclui um caso por mês.
Meta One Expert
O Expert amplia o WhatsApp Business para até oito dispositivos conectados, além de adicionar temas, toques e figurinhas exclusivas. O perfil aprimorado pode incluir até cinco localizações, enquanto os recursos de visibilidade e análise no Facebook e Instagram ajudam no acompanhamento do desempenho.
O plano também oferece acesso compartilhado ao Instagram para até oito pessoas e cinco casos de suporte prioritário por mês. Além disso, a assinatura oferece 1.250 créditos para listas de transmissão comercial.
Meta One Max
O Max amplia o perfil aprimorado para até oito localizações e oferece até 10 dispositivos conectados, 10 canais verificados e 5.000 créditos para listas de transmissão comercial no WhatsApp. O plano também inclui recursos avançados do Meta Business Agent, com acesso máximo a respostas de IA, além de orientações personalizadas sobre estratégia de conteúdo.
O Max ainda oferece proteção contra falsificação de identidade para até 50 contas comerciais. O suporte prioritário é ilimitado, sem limite de casos por mês.
É cada vez mais comum encontrar pessoas conversando com sistemas de Inteligência Artificial (IA) como se estivessem diante de outro ser humano. Os usuários dão nomes aos chatbots, atribuem personalidades, dizem que a ferramenta “entendeu” seus sentimentos ou interpretam determinadas respostas como sinais de intenção. Esse comportamento é conhecido como antropomorfização da IA.
O termo descreve uma tendência humana de atribuir características, emoções, intenções ou capacidades humanas a objetos, animais e sistemas que não são pessoas. Com os chatbots de IA generativa, essa percepção ficou ainda mais fácil, já que as ferramentas conseguem produzir textos, imagens e vozes cada vez mais naturais.
Mas uma conversa convincente não significa que exista uma pessoa por trás dela. A IA pode parecer empática, demonstrar personalidade e responder de forma natural sem ter sentimentos ou consciência. A possibilidade de uma consciência artificial ainda é discutida por pesquisadores, mas não há evidências de que os sistemas atuais tenham experiências ou sentimentos semelhantes aos humanos.
A seguir, confira:
O que é a antropomorfização da IA?
Por que as pessoas antropomorfizam a inteligência artificial?
Quais são os efeitos da antropomorfização da IA?
Antropomorfização significa que a IA é consciente?
Como evitar a antropomorfização excessiva da IA?
O que é a antropomorfização da IA?
A antropomorfização da inteligência artificial “é o fenômeno pelo qual se atribuem sentimentos, emoções, comportamentos e/ou estados mentais correlatos aos humanos a um ser ou alguma coisa que não é humana. Portanto, que são análogos, semelhantes, mas não que (ainda) não se aproximam ou alcançaram o patamar humano”, de acordo com Anderson Röhe, advogado especialista em Direito Digital e membro das Comissões de Inteligência Artificial, Tecnologia e Inovação da OAB SP, em entrevista ao Canaltech.
Segundo Ali Hasan, professor da Universidade de Iowa, esse processo pode envolver a atribuição de características corporais, emocionais, afetivas, racionais e cognitivas a sistemas artificiais. A antropomorfização está relacionada à forma como o ser humano interpreta e se relaciona com a tecnologia.
A prática não começou com o ChatGPT ou com os atuais modelos generativos. A própria área de IA utiliza há décadas palavras associadas ao comportamento humano para explicar o funcionamento de máquinas. Termos como “aprendizado”, “memória” e “visão” ajudam a tornar conceitos técnicos mais compreensíveis, mas também podem criar a impressão de que o computador realiza essas atividades da mesma forma que uma pessoa.
Por exemplo, em 1965, o cientista da computação Joseph Weizenbaum criou a ELIZA, um dos primeiros programas capazes de simular uma conversa. Apesar de sua estrutura simples, o sistema fez com que usuários atribuíssem a ele uma capacidade de compreensão maior do que realmente tinha. Algumas pessoas chegaram a tratar o programa como um terapeuta, mesmo sabendo que estavam conversando com um computador.
O pesquisador Drew McDermott também já criticava esse tipo de linguagem nos anos 1980. Ele usou a expressão “mnemônicos de desejo” (wishful mnemonics) para descrever termos que podem representar mais as expectativas dos pesquisadores sobre os computadores do que aquilo que as máquinas realmente fazem.
Por que as pessoas antropomorfizam a inteligência artificial?
A linguagem é uma das principais razões para a antropomorfização. Para explicar sistemas complexos, pesquisadores e empresas usam conceitos familiares ao público, como “aprender”, “ler”, “entender” e “pensar”. Dora Kaufman, pesquisadora da área de tecnologia e IA, explica que esse tipo de vocabulário aproxima o funcionamento dos sistemas de conceitos que fazem parte da experiência humana.
Dessa forma, o fenômeno não depende apenas da interpretação dos usuários. O próprio design dos sistemas pode incluir elementos que aproximam a interação da comunicação humana. Esses recursos podem aumentar a sensação de proximidade psicológica e a confiança na ferramenta, além de favorecer interações mais longas e frequentes.
Anderson Röhe explica que a antropomorfização da IA pode ser mais cômoda para o usuário. Assim, algumas pessoas podem preferir a interação com máquinas à complexidade das relações humanas, já que os sistemas são desenvolvidos para responder de maneira agradável e manter a fluidez da conversa. “Em vez de ter intimidade, estabelecer conexões reais e interações sociais humanas complexas, podendo em algum momento vir a ser confrontado/contrariado por alguém em suas crenças, convicções e visões particulares de mundo, prefere ou não precisa mais do contato com uma outra pessoa, substituindo-a por máquinas desenhadas para sempre agradar”, afirma.
O pesquisador Anderson Röhe também chama atenção para o papel do desenvolvimento dessas ferramentas. Para ele, sistemas que conseguem manter conversas naturais podem criar uma percepção equivocada de humanidade. “E que se dizem autônomas, inteligentes e avançadas o suficiente a ponto de interagir e manter a fluidez de um sistema conversacional, passando a falsa sensação (ilusão) de se tratar mesmo de um humano de verdade”, explica.
Outro fator está na forma como as pessoas tentam entender sistemas complexos. Segundo a postura intencional, conceito desenvolvido pelo filósofo Daniel Dennett e discutido pelo pesquisador Kleyber Porto, as pessoas podem tratar um sistema como se ele tivesse crenças, desejos e intenções para tentar prever como ele vai agir. Essa ideia também está ligada à folk psychology, ou psicologia do senso comum, que é usado para interpretar o comportamento de outras pessoas a partir de seus desejos, crenças e intenções.
Além disso, pesquisas discutidas por Gabriella Airenti e Kleyber Porto apontam que situações interativas acompanhadas de emoções, sejam elas positivas ou negativas, podem estimular a antropomorfização. Uma resposta útil, por exemplo, pode fazer com que a máquina seja vista como uma parceira de diálogo. Uma resposta frustrante também pode levar o usuário a atribuir uma intenção ao sistema, como se ele tivesse “errado” ou “não tivesse entendido”.
Em entrevista ao Instituto Humanitas Unisinos, Anderson Röhe diferencia o propósito de um sistema de IA da intencionalidade humana. Um modelo pode ser desenvolvido para executar uma tarefa e gerar respostas de acordo com determinados objetivos computacionais, mas isso não significa que tenha desejos ou intenções próprias. Da mesma forma, quando um chatbot produz uma informação incorreta, não é necessário interpretar o erro como uma tentativa consciente de enganar o usuário.
Os modelos generativos ampliam esse efeito porque conseguem produzir respostas coerentes em conversas. Um chatbot pode adaptar o tom de uma mensagem, manter informações apresentadas durante uma interação e responder a perguntas sobre sentimentos ou situações pessoais. Para o usuário, o resultado pode parecer semelhante a uma conversa humana, mesmo que o funcionamento interno seja completamente diferente.
Ali Hasan descreve esse tipo de resultado como meaning-semblant behavior, expressão usada para indicar comportamentos que parecem ter significado e coerência para quem observa. A IA consegue produzir respostas que fazem sentido dentro de uma conversa, mas isso não comprova que o sistema realmente compreenda o conteúdo ou tenha uma experiência subjetiva.
Com os modelos generativos de voz e texto cada vez mais realistas, esse fenômeno se intensificou e pode favorecer vínculos emocionais com a tecnologia. Em alguns casos, usuários utilizam chatbots como confidentes, terapeutas ou parceiros afetivos.
Quais são os efeitos da antropomorfização da IA?
A antropomorfização pode mudar a forma como as pessoas confiam e se relacionam com sistemas de IA. Um chatbot que responde de maneira empática, por exemplo, pode ser tratado como confidente ou conselheiro. Em situações mais intensas, o usuário pode desenvolver um vínculo emocional com a ferramenta e atribuir a ela um papel que normalmente seria ocupado por outra pessoa.
Esse vínculo também pode ser reforçado pela chamada empatia simulada. Quando um sistema responde de maneira excessivamente amigável, concorda com o usuário ou oferece elogios constantes, pode assumir o papel de um “agente bajulador”, conceito discutido por Anderson Röhe e Ali Hasan. Em vez de estimular uma análise crítica, esse comportamento pode reforçar as opiniões e decisões do usuário. Em algumas situações, a relação com o chatbot pode ocupar o espaço de interações sociais ou de acompanhamento profissional, como a terapia.
Para Röhe, esse tipo de interação também pode criar uma sensação de validação das próprias crenças. “Para os usuários, os efeitos estão justamente nessa falsa sensação de pertencimento e validação de suas crenças pessoais e visão de mundo, por mais equivocadas que sejam”, afirma. Segundo o pesquisador, esse mecanismo pode alimentar o viés de confirmação e contribuir para discursos de ódio, violência, racismo, preconceito, xenofobia e desinformação.
A confiança também pode aumentar quando a tecnologia apresenta respostas naturais e demonstra segurança na conversa. O problema é que uma resposta convincente não significa necessariamente que ela esteja correta. Modelos de IA podem produzir informações falsas ou imprecisas com uma linguagem segura, o que torna importante separar a qualidade da comunicação da confiabilidade do conteúdo.
A aparência humana ainda pode influenciar o nível de engajamento com essas ferramentas. Sistemas que conversam, demonstram empatia simulada ou mantêm uma personalidade consistente podem tornar a interação mais atraente e prolongada. Por isso, a antropomorfização também aparece nas discussões sobre dependência emocional e uso excessivo de chatbots. Anderson Röhe inclui nesse cenário os riscos de “dependência emocional, vício tecnológico e manipulação afetiva”.
A antropomorfização também pode dificultar a distinção entre conteúdos humanos e sintéticos. Vozes, imagens e vídeos produzidos por IA conseguem reproduzir características humanas com alto grau de realismo, incluindo os chamados deepfakes. Anderson Röhe chama atenção para uma mudança importante nesse cenário: o risco está na dificuldade de distinguir o verdadeiro do falso, a ponto de conteúdos autênticos serem vistos com desconfiança.
Essa dúvida constante pode afetar a confiança nas interações sociais e na própria informação que circula no ambiente digital. Por isso, selos, marcas d’água e certificados de autenticidade digital são importantes para indicar a origem de imagens, vídeos, áudios e outros conteúdos. Essas ferramentas não eliminam o problema, mas ajudam o público a avaliar se determinado material é autêntico ou foi produzido ou alterado por IA.
Antropomorfização significa que a IA é consciente?
Não. A antropomorfização descreve a maneira como seres humanos interpretam uma tecnologia e não serve como evidência de consciência artificial. Um sistema pode produzir uma resposta que parece demonstrar emoção, intenção ou compreensão sem que isso prove a existência de uma experiência subjetiva por trás daquele comportamento.
Um exemplo é o experimento do “Quarto Chinês”, proposto pelo filósofo John Searle, que questiona se a manipulação de símbolos de acordo com regras é suficiente para produzir compreensão. A ideia diferencia a sintaxe, relacionada à manipulação formal de símbolos, da semântica, que envolve compreender o significado do conteúdo. Na mesma discussão, o pesquisador Anderson Röhe compara modelos generativos a “papagaios estocásticos”, em referência à capacidade de produzir sequências de palavras estatisticamente prováveis sem que isso, por si só, comprove a compreensão do contexto ou do significado.
No caso dos sistemas atuais, entretanto, Röhe ressalta que, apesar das afirmações sobre os avanços da tecnologia, “até o momento” ainda não há comprovação de que a IA tenha alcançado uma inteligência equivalente à humana. “Ainda não foi provado, nem há evidências científicas robustas e suficientes de que chegamos ao estágio de uma IA Geral (ou seja, equivalente à inteligência humana) e, posteriormente, de uma superinteligência (nos superando em cognição). Isto é, uma IA que tenha consciência de si e de seu lugar no mundo (conhecido como senciência)”, afirma.
Como evitar a antropomorfização excessiva da IA?
Uma forma de reduzir a antropomorfização é entender como a IA funciona e conhecer seus limites. Modelos generativos produzem respostas com base em padrões aprendidos nos dados e calculam quais sequências de palavras são mais prováveis em cada contexto. O sistema não entende a intenção da conversa como uma pessoa.
Também é importante considerar que os modelos podem reproduzir vieses presentes nos dados utilizados em seu desenvolvimento. Uma resposta aparentemente neutra pode refletir padrões associados a gênero, raça, cultura ou região geográfica. Por isso, a fluidez da conversa não deve ser confundida com neutralidade ou compreensão humana.
Anderson Röhe defende que a relação com esses sistemas também precisa de limites. “Não há uma única fórmula milagrosa, mas um conjunto de medidas: primeiro, não delegar mais tarefas do que já delegamos às máquinas, precisando haver um controle ou uma limitação mais severa a essa cada vez maior atribuição de autonomia às IAs”, afirma. Para o pesquisador, também são necessários protocolos de segurança digital e códigos de ética e conduta com mecanismos efetivos de aplicação, além de testes prévios e avaliação de impacto antes da chegada de produtos e serviços ao mercado.
A identificação de conteúdos produzidos por IA também é importante devido à evolução de imagens, vídeos e vozes sintéticas. Marcas d'água, sistemas de autenticação e outras formas de identificação podem ajudar a diferenciar materiais artificiais de conteúdos produzidos por pessoas, embora nenhuma solução isolada elimine completamente o problema.
Nesse aspecto, Anderson Röhe também defende que a identificação da IA seja clara durante toda a interação. “O dever de sempre e a todo momento em cada etapa do processo de trabalho avisar, através de rótulos, avisos, marca d’água, ao usuário de que se trata de IA, e não de um humano de verdade”, afirma. O pesquisador também cita a possibilidade de estabelecer limites para o número de interações diárias, além de restrições temporais e etárias e de regras para tópicos sensíveis.
Além disso, Röhe considera os jovens mais vulneráveis à manipulação emocional e à dependência tecnológica e defende limites específicos para esse público. “Principalmente entre os mais jovens por sua maior propensão, já comprovada, ao descontrole e à compulsão em jogos comparáveis ao vício em álcool e tabaco”, afirma. Segundo ele, a idade e o desenvolvimento sociocognitivo também devem ser considerados na definição desses limites.
No uso cotidiano, a principal recomendação é tratar a IA como uma ferramenta capaz de executar determinadas tarefas, e não como uma pessoa. Uma resposta bem escrita, uma voz natural ou uma demonstração de empatia podem tornar a interação mais confortável, mas nenhuma dessas características, isoladamente, comprova consciência, sentimentos ou intenção própria.
Os Gemini Gems são versões personalizadas do Gemini que podem assumir diferentes funções de acordo com as instruções dadas pelo usuário. Você pode criar um Gem para revisar textos, ajudar nos estudos, sugerir ideias ou até atuar como parceiro de programação, por exemplo.
A principal vantagem é não precisar explicar tudo de novo a cada conversa. Depois de configurar um Gem, o Gemini segue as orientações definidas por você nas interações seguintes, de acordo com a função escolhida.
Os Gems podem ser usados tanto no aplicativo do Gemini quanto no computador. Para utilizar ou criar um Gem, é necessário ter uma Conta do Google pessoal e atender à idade mínima exigida no país.
Se você não quiser criar um Gem do zero, o Google já oferece algumas opções prontas. Elas vêm com instruções específicas e podem ser usadas assim que forem selecionadas.
O caminho para encontrar os Gems muda um pouco entre o celular e o computador:
Pelo celular
No celular, siga os passos abaixo:
Abra o app Gemini;
Clique no ícone de duas linhas no canto superior esquerdo;
Vá nas “Configurações” (ícone de engrenagem);
Toque em “Gerenciador de Gems”;
Escolha o Gem pré-configurado que deseja utilizar.
Pelo PC
No PC, o passo a passo é o seguinte:
Abra o Gemini no navegador;
No menu lateral, entre em “Configurações” (ícone de engrenagem);
Clique em “Gems”;
Escolha o Gem pré-configurado que desejar.
A partir daí, basta conversar com o Gem normalmente. Como ele já tem instruções próprias, as respostas seguem a proposta daquela ferramenta.
Quais são os Gemini Gems disponíveis na IA?
O Google oferece Gems prontos para diferentes situações. Há opções para quem quer estudar, programar, organizar a rotina, trabalhar com vendas ou simplesmente encontrar novas ideias:
Storybook: cria livros ilustrados para crianças ou adultos a partir de um tema, com opção de definir faixa etária e estilo visual;
Geração de Ideias: sugere ideias criativas para festas, presentes, negócios e outros projetos;
Consultoria de carreira: ajuda a desenvolver habilidades profissionais e montar planos para alcançar objetivos de carreira;
Parceiro de Programação: auxilia em projetos de programação, com orientações e exercícios para aprimorar as técnicas.
Criação de textos: ajuda a produzir conteúdos de marca pensados para atrair o público;
Coach para Estudos: apoia o aprendizado e a prática de novos conceitos;
Especialista em prospecção de clientes: cria mensagens personalizadas para potenciais clientes e ajuda a desenvolver relacionamentos comerciais;
Productivity Planner: organiza tarefas, atualizações diárias e resumos semanais a partir de aplicativos, como Gmail, Calendar e Drive;
Elaboração de pitch de vendas: ajuda a criar propostas comerciais com foco em atrair o público e gerar conversões;
Editor de Textos: oferece sugestões para melhorar textos, incluindo aspectos de gramática e escrita.
Vale ressaltar que, nos testes realizados pelo Canaltech, a disponibilidade dos Gems configurados pelo Google variou conforme a conta utilizada para acessar o serviço.
Como criar um Gemini Gem do zero?
Se nenhum dos Gems prontos atender ao que você procura, também dá para criar o seu próprio. Para isso, é necessário acessar o Gemini pelo navegador:
Abra o Gemini no navegador;
No menu lateral, entre em “Configurações” (ícone de engrenagem);
Toque em “Gems”;
Vá em “Novo Gem”;
Dê um nome ao Gem;
Defina as características (para que ele serve);
Dê as instruções para que a IA execute o que você precisa;
Defina uma ferramenta, como gerador de imagens, Deep Research e Canvas, se fizer sentido;
Adicione uma base de conhecimento para a IA, se você tiver;
Clique em “Salvar” para criar seu Gem.
Como escrever boas instruções para um Gem?
É nessa parte que você define como o seu Gem vai funcionar. Quanto mais claro for o comando inicial, mais fácil será obter respostas próximas do que você espera. Uma boa instrução deve incluir quatro informações principais, segundo o Google:
Persona: explique quem o Gem deve ser e qual tom deve usar. Pode ser um professor paciente, um editor direto ou um consultor mais técnico, por exemplo;
Tarefa: diga exatamente o que você espera que ele faça;
Contexto: inclua informações que podem mudar a resposta, como objetivos, limitações, público ou orçamento;
Formato: explique como você quer receber o resultado, seja em tópicos, tabelas, textos corridos ou códigos prontos para copiar.
Um exemplo de prompt seria:
“Persona: Você é um professor de História paciente e didático, com experiência em ensinar estudantes do ensino médio. Use uma linguagem simples e explique os conceitos sem pressupor conhecimentos prévios.
Tarefa: Ajude-me a estudar História do Brasil. Explique os assuntos que eu indicar, esclareça minhas dúvidas e crie exercícios para testar o que aprendi. Quando eu errar, explique o motivo e mostre como chegar à resposta correta.
Contexto: Estou no 2º ano do ensino médio e tenho mais dificuldade para memorizar datas, relacionar acontecimentos históricos e entender as causas e consequências dos eventos. Quero me preparar para provas escolares e para o Enem.
Formato: Comece cada assunto com uma explicação curta e depois apresente os principais acontecimentos em tópicos. Sempre que fizer sentido, use exemplos e relações de causa e consequência. Ao final, crie cinco questões de múltipla escolha e só mostre o gabarito depois que eu responder.”
O Gemini pode melhorar as instruções do Gem?
Sim. Se você não souber exatamente como transformar sua ideia em um conjunto de instruções, o próprio Gemini pode ajudar.
Ao descrever o objetivo do Gem, procure a opção “Usar o Gemini para reescrever as instruções” no ícone de lápis com uma estrela. A IA pode expandir e organizar o texto para deixar as orientações mais detalhadas.
Também é possível personalizar alguns Gems criados pelo Google. Quando essa opção estiver disponível, clique em “Fazer uma cópia” no ícone de três pontos para criar uma versão que pode ser ajustada às suas necessidades.
Dá para adicionar arquivos ao Gem?
Sim. Os arquivos funcionam como uma fonte de contexto para o Gem e podem ser adicionados à Base de conhecimento. Você pode enviar documentos armazenados no próprio dispositivo ou arquivos do Google Drive. Dessa forma, o Gem consegue considerar essas informações ao responder aos seus comandos.
Para usar arquivos do Drive, é necessário ter a extensão do Google Workspace conectada e manter a opção “Atividade dos apps do Gemini” ativada.
A One UI 9 da Samsung chegou com o Android 17 e traz uma série de novidades para os celulares Galaxy. A atualização começou a ser liberada para a linha Galaxy S26 em meados de setembro e deve chegar a outros aparelhos, como a série Galaxy S25, Galaxy Z Fold8 e Galaxy Z Flip8.
A nova interface aposta em uma experiência mais simples e personalizável, com mudanças na tela inicial, no Painel Rápido e em recursos de inteligência artificial. A Samsung também incorporou ferramentas que usam processamento local para oferecer funções mais adaptadas ao uso de cada pessoa.
Entre as novidades, há recursos para encontrar arquivos e configurações com mais facilidade, personalizar os controles do celular, editar vídeos automaticamente e até reduzir o enjoo durante viagens.
9 recursos da One UI 9.0 para você testar
Confira nove recursos surpreendentes da One UI 9.0:
Samsung Finder na tela inicial
Painel Rápido mais personalizável
My FanCam acompanha uma pessoa em vídeos
Cartões personalizados no Now Brief
Motion Assist ajuda a reduzir enjoo em viagens
Now Nudge sugere ações com base no que aparece na tela
Foto Inteligente edita imagens por voz ou texto
Papel de Parede Otimizado ajusta a imagem na tela
Painel mostra atividades dos recursos de IA
1. Samsung Finder na tela inicial
A One UI 9 permite colocar a barra de pesquisa do Samsung Finder na parte inferior da tela inicial. Com isso, não é necessário abrir a gaveta de aplicativos para procurar um conteúdo no celular. Para ativar a função, faça o gesto de pinça na tela inicial, entre nas configurações e selecione “Exibir pesquisa na tela inicial”.
O Finder faz buscas no aparelho e pode encontrar aplicativos, contatos, arquivos, configurações específicas e eventos do Samsung Calendar. A barra de pesquisa do Google também pode ser adicionada, de forma independente ou junto ao Finder.
Quem prefere uma tela inicial mais limpa pode desativar as duas opções. Nesse caso, o indicador de páginas volta a aparecer na parte inferior da tela.
2. Painel Rápido mais personalizável
O Painel Rápido recebeu novas opções de personalização na One UI 9. Ao tocar no ícone de lápis para editar a interface, é possível mover botões e widgets, remover controles pouco usados e deixar as funções mais importantes em posições de acesso rápido.
A Samsung também adicionou opções para redimensionar os controles de brilho, volume e reprodução de mídia. Os controles de brilho e volume podem ser organizados na horizontal ou na vertical, e o ícone pode ficar separado do controle deslizante.
A mudança deixa o Painel Rápido mais adaptável ao modo como cada pessoa usa o celular.
3. My FanCam acompanha uma pessoa em vídeos
O My FanCam é um recurso de inteligência artificial integrado à Galeria para quem grava vídeos em locais com muitas pessoas, como shows e eventos esportivos. A ferramenta identifica uma pessoa escolhida pelo usuário e cria uma nova versão do vídeo acompanhando esse indivíduo.
A IA ajusta o enquadramento ao longo da gravação para manter a pessoa próxima ao centro da tela. Para usar a função, basta abrir um vídeo na Galeria, tocar no botão Galaxy AI e selecionar “My FanCam”.
Depois da análise, o usuário escolhe quem deseja acompanhar e define a orientação e a proporção do vídeo final. Se a IA não identificar uma pessoa no início da gravação, é possível usar a barra de navegação para avançar até um trecho em que ela esteja mais visível e refazer a análise.
O recurso está disponível em aparelhos topo de linha a partir da série Galaxy S24 e funciona com pessoas.
4. Cartões personalizados no Now Brief
O Now Brief também ficou mais personalizável na One UI 9. O recurso do Galaxy AI, que apresenta resumos informativos ao longo do dia, agora permite criar até três cartões personalizados.
Os cartões podem trazer informações sobre clima, métricas do Samsung Health ou recomendações de vídeos. O usuário pode escolher sugestões oferecidas pela Samsung ou escrever prompts para definir o tema e o conteúdo do cartão.
Entre as opções estão dados relacionados ao Sleep Score, Energy Score, quantidade de passos e atividades de corrida durante a semana. Também é possível criar cartões com recomendações de vídeos sobre assuntos específicos.
Os novos cartões também contam com botões de ação direta, que permitem executar tarefas relacionadas ao conteúdo apresentado. Entre os exemplos estão abrir um aplicativo de música ou obter rotas para um compromisso salvo no calendário.
Cada cartão pode ter dias e horários próprios para aparecer no Now Brief. A Samsung, porém, estabelece um limite diário para criar e editar cartões, o que restringe a quantidade de alterações que podem ser feitas no recurso em um mesmo dia.
5. Motion Assist ajuda a reduzir enjoo em viagens
A One UI 9 também incorpora o Motion Assist, recurso do Android 17 para reduzir o desconforto causado pelo movimento ao usar o celular dentro de veículos.
A função mostra formas dinâmicas nas bordas da tela que acompanham o deslocamento do veículo. As pistas visuais ajudam a sincronizar o que os olhos percebem com o movimento sentido pelo corpo, o que pode facilitar o uso do celular durante viagens.
O Motion Assist pode ser ativado automaticamente quando o aparelho identifica um veículo em movimento ou acionado manualmente pelo Painel Rápido. Nas configurações, também é possível ajustar cores, formas e a visibilidade dos indicadores.
6. Now Nudge sugere ações com base no que aparece na tela
O Now Nudge é um dos recursos da One UI 9 que usa inteligência artificial para entender o contexto do que aparece na tela e sugerir ações relacionadas. Em uma conversa sobre um compromisso, por exemplo, a ferramenta identifica a informação e exibe um atalho para o Calendário. A detecção funciona no Samsung Mensagens, Google Mensagens e Google Chat.
Ao tocar na sugestão, o sistema pode abrir o aplicativo em tela dividida, permitindo consultar datas e adicionar o compromisso sem sair da conversa. O Now Nudge também oferece sugestões no teclado e em diferentes aplicativos, com ações que vão além do calendário. É possível, por exemplo, salvar locais no Maps ou, ao analisar o conteúdo de uma imagem, receber uma sugestão para compartilhar a foto.
Nos celulares dobráveis, as recomendações continuam disponíveis entre a tela interna e a externa. O Now Nudge oferece suporte a 16 idiomas, incluindo o português e, para usar o Now Nudge, é necessário realizar login na Conta Samsung.
7. Foto Inteligente edita imagens por voz ou texto
A Foto Inteligente usa comandos de texto ou voz para aplicar alterações nas fotos. Em vez de procurar cada ferramenta de edição nos menus, o usuário descreve o resultado que deseja e o Galaxy AI realiza o ajuste.
O recurso também mostra uma comparação entre a imagem original e o resultado da edição antes de salvar o arquivo. A ferramenta pode redimensionar fotos e melhorar a qualidade da imagem.
Para indicar que a imagem recebeu alterações com inteligência artificial, uma marca d'água é adicionada ao resultado final. A função oferece suporte a 41 idiomas.
8. Papel de Parede Otimizado ajusta a imagem na tela
A One UI 9 também usa inteligência artificial para adaptar papéis de parede à tela de bloqueio. A função identifica elementos importantes da imagem e ajusta o posicionamento para evitar que sejam cobertos pelo relógio ou pelos widgets.
Quando o usuário arrasta a imagem para baixo, a IA pode preencher a área que ficou vazia na parte superior da tela. O preenchimento evita cortes abruptos e mantém a composição da imagem.
Nos celulares dobráveis, o recurso também adapta o relógio ao formato da tela externa quando o papel de parede é expandido horizontalmente.
9. Painel mostra atividades dos recursos de IA
A One UI 9 inclui ferramentas para acompanhar como os recursos de inteligência artificial interagem com o aparelho. O painel “Atividade do Assistente de IA” mostra as ações realizadas pelos assistentes em nome do usuário, incluindo os aplicativos acessados e o horário de cada atividade.
O sistema também pode alertar sobre acessos a permissões, como a localização exata, realizados por aplicativos em segundo plano. O usuário ainda pode escolher nas configurações se os dados usados pela IA serão processados exclusivamente no aparelho ou na nuvem.
Na área de segurança, o Samsung Internet usa aprendizado de máquina para identificar sites maliciosos e emitir alertas antes que o usuário acesse uma página. Além disso, a One UI 9 também adota regras mais rígidas para tentativas incorretas de desbloqueio. Após 13 tentativas com falha, o aparelho é bloqueado permanentemente e exige uma restauração de fábrica.
A OpenAI ampliou a família GPT-6 com dois novos modelos de inteligência artificial: GPT-6 Sol e GPT-6 Luna. Os dois chegam como opções mais acessíveis para diferentes tipos de uso, enquanto o GPT-6 Astra continua como o modelo mais inteligente da linha para projetos complexos.
A diferença entre Sol e Luna está principalmente no tipo de tarefa que cada um atende. O Sol foi desenvolvido para trabalhos complexos, como programação e automação. Já o Luna prioriza velocidade e custo baixo, sendo adequado para tarefas simples e repetitivas em grande escala.
Os preços também mudam bastante. Na API, o Sol custa US$ 2 por 1 milhão de tokens de entrada e US$ 10 por 1 milhão de tokens de saída. No Luna, os valores caem para US$ 0,10 e US$ 0,50, respectivamente. Os dois representam uma redução de 50% em relação aos preços promocionais da série GPT-5.6.
A OpenAI também aprimorou o cache de prompts. A leitura de tokens de entrada armazenados em cache passa a ter 90% de desconto, o que reduz os custos de aplicações que reutilizam as mesmas informações ao longo de diferentes etapas de uma tarefa.
A seguir, tire suas dúvidas sobre:
Qual é a diferença entre os modelos Sol e Luna?
Quando é indicado usar o modelo Sol?
Quando usar o GPT-6 Luna?
Onde os modelos estão disponíveis?
Qual é a diferença entre os modelos Sol e Luna?
A forma mais simples de entender a diferença é pensar no tipo de trabalho que cada modelo precisa executar. O GPT-6 Sol fica mais próximo de um modelo para tarefas profissionais que exigem raciocínio complexo. Ele foi desenvolvido para lidar com programação, automação e fluxos de trabalho nos quais a qualidade da resposta tem um peso maior.
Já o GPT-6 Luna segue outra proposta. Ele prioriza velocidade e custo baixo para tarefas que podem ser executadas em grande quantidade, como resumir documentos, extrair informações e responder perguntas de forma mais direta.
Os dois também apresentam avanços em facticidade. Segundo a OpenAI, o Sol reduziu pela metade a taxa de erros factuais em relação ao antecessor e se aproximou da confiabilidade do Astra. O Luna alcança a mesma confiabilidade factual do antigo GPT-5.6 Sol em níveis de esforço mais elevados, mas com uma fração do custo.
Quando é indicado usar o modelo Sol?
O GPT-6 Sol faz sentido quando a tarefa exige raciocínio avançado e precisa ser executada com frequência. O modelo foi desenvolvido para trabalhos profissionais e fluxos complexos, com custo inferior ao da opção de maior capacidade da família.
Um dos principais exemplos está na programação. No benchmark DeepSWE 1.1, o Sol atingiu 68,8%, ficando a 1,1 ponto percentual do melhor resultado do Claude Fable 5. O custo por tarefa foi aproximadamente 80% menor.
A mesma lógica aparece em fluxos de trabalho empresariais. No AutomationBench, o Sol superou o Claude Opus 5 em esforço máximo usando 9% do custo por tarefa do concorrente. Paraagentes de IAque precisam lidar com tarefas longas e complexas, o modelo também teve desempenho superior às pontuações mais altas do Claude Opus 5 no Agents' Last Exam, com economia de 60% no custo por tarefa.
O Sol também pode ser usado em tarefas de automação no computador. Nesse cenário, o modelo alcançou resultados semelhantes aos de modelos de elite com custo 80% menor. Por isso, os principais casos de uso incluem engenharia de software, programação avançada, automação de processos complexos e uso do computador.
Quando usar o GPT-6 Luna?
O GPT-6 Luna é indicado para aplicações que precisam processar muitas tarefas com baixo custo, principalmente quando cada solicitação tem um objetivo claro. É o perfil de ferramentas que resumem milhares de documentos, extraem dados de arquivos ou respondem perguntas simples de usuários.
A mesma lógica vale para tarefas administrativas e processos repetitivos. Como essas operações podem se repetir em grande escala, o preço por tarefa ganha peso na escolha do modelo. O Luna custa menos e foi desenvolvido justamente para esse tipo de cenário.
Isso não significa, porém, que o modelo fique limitado a tarefas simples. Quando necessário, é possível aumentar o nível de esforço para lidar com trabalhos complexos. Em testes de confiabilidade factual, por exemplo, o Luna alcança a mesma precisão do antigo GPT-5.6 Sol por cerca de 1% do custo.
Em tarefas que envolvem computador, o Luna em esforço máximo supera o antigo GPT-5.6 Sol em esforço médio por cerca de um décimo do preço, segundo o benchmark OSWorld 2.0. Em engenharia de software, o modelo chega a 66,6% no DeepSWE v1.1 em esforço máximo, resultado comparável ao de modelos de topo da concorrência avaliados em esforço médio.
No AutomationBench, voltado para automação de negócios, o Luna supera o GPT-5.6 Luna em 5,4 pontos percentuais, com custo por tarefa 58% menor.
Assim, o Luna pode atender tanto tarefas repetitivas de alto volume quanto solicitações que pedem um nível maior de raciocínio. A diferença está no nível de esforço usado em cada caso, mantendo como foco o baixo custo por tarefa.
Onde os modelos estão disponíveis?
A disponibilidade varia de acordo com o modelo. O GPT-6 Sol e GPT-6 Luna já podem ser usados no ChatGPT Work e no Codex por assinantes dos planos Plus, Pro, Business, Enterprise e Edu.
Já o GPT-6 Luna tem uma disponibilidade mais ampla no aplicativo para desktop e também pode ser acessado por usuários dos planos Free e Go. Vale ressaltar, porém, que nenhum dos modelos está disponível na interface de chat.
Para quem pretende usar os modelos em aplicações próprias, os dois estão disponíveis na API. O Sol pode ser chamado pelo identificador gpt-6-sol e o Luna usa gpt-6-luna.
O cofundador da Microsoft e filantropo Bill Gates alertou, em entrevista à Reuters, que os governos de todo o mundo estão “muito atrás” na preparação para os impactos da inteligência artificial (IA). Para explicar a dimensão do desafio, Gates comparou o avanço da tecnologia à chegada de uma inteligência alienígena e defendeu uma reação semelhante a dos filmes de ficção científica, nos quais Estados Unidos, China e outros países se unem diante de uma ameaça comum.
Segundo Gates, a cooperação entre as principais potências seria necessária para reduzir os riscos associados ao avanço da IA. Ele afirmou que mantém conversas com líderes mundiais sobre o assunto, incluindo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e indicou que pretende se reunir com o presidente da China, Xi Jinping, ainda neste ano. Apesar disso, Trump minimizou os alertas de segurança sobre a tecnologia, classificando-os como um exagero.
O bilionário também mudou o tom em relação ao otimismo que demonstrava anteriormente sobre a tecnologia. Entre as preocupações citadas estão o possível deslocamento de milhões de trabalhadores, o aumento dos riscos de ataques cibernéticos e os efeitos psicológicos associados ao uso excessivo de companheiros de IA.
Gates defende que os governos criem planos concretos para lidar com essas mudanças e chegou a sugerir categorias de empregos que seriam reservadas para humanos. Ele também propôs a criação de impostos sobre o uso de tokens de IA e sobre a automação por robôs como forma de financiar a transição dos trabalhadores afetados pelas mudanças no mercado de trabalho.
As preocupações com o mercado de trabalho também aparecem nas previsões de outros executivos do setor. O CEO da Microsoft AI, por exemplo, estima que a tecnologia poderá substituir quase todas as funções administrativas de nível profissional em cerca de 18 meses. Já o senador norte-americano Bernie Sanders defende a criação de um fundo soberano de IA, com participação pública em empresas do setor, além de punições para desenvolvedores que não cumprirem protocolos de segurança.
Para Gates, porém, a resposta precisa envolver uma coordenação maior entre os países. A preocupação é que a velocidade de adoção da IA supere a capacidade dos governos de estabelecer regras e preparar a sociedade para as mudanças.
Potencial da IA na área da saúde
Apesar dos alertas sobre os riscos e a falta de preparação dos governos, Gates também vê um grande potencial para a IA na saúde, agricultura e educação. A Fundação Gates anunciou um plano para investir pelo menos US$ 1 bilhão nos próximos dois anos na expansão do acesso à tecnologia, com foco em reduzir a diferença entre países e populações mais ricas e pobres.
A saúde aparece como uma das principais áreas de interesse de Gates. O bilionário afirmou que é “difícil exagerar” o potencial da IA nesse setor, especialmente em regiões que enfrentam falta de profissionais e recursos. Entre as possibilidades citadas por ele estão o uso da tecnologia para dar suporte a trabalhadores de saúde na linha de frente e acelerar a descoberta de medicamentos e vacinas para doenças que afetam populações vulneráveis.
Bill Gates também defende investimentos em grandes modelos de linguagem (LLMs) capazes de funcionar em diferentes idiomas. A ideia é ampliar o acesso a informações e ferramentas de IA para pessoas de diferentes regiões do mundo.
Além da saúde, o plano da Fundação Gates prevê recursos para iniciativas que usam IA em agricultura e educação. Segundo a proposta, os investimentos devem apoiar parceiros que trabalham para aumentar a produtividade agrícola e melhorar sistemas educacionais em países em desenvolvimento.
A posição de Gates, portanto, não é de rejeição à inteligência artificial. O bilionário defende que o avanço da tecnologia seja acompanhado por políticas públicas, cooperação internacional e medidas para reduzir seus possíveis impactos negativos.
Ao mesmo tempo, Gates aposta que a IA pode ampliar o acesso a serviços essenciais e conhecimento em regiões que hoje enfrentam maiores limitações. Para isso, considera necessário que os governos avancem na preparação para a tecnologia antes que seus efeitos sobre o trabalho e outros setores se tornem ainda mais difíceis de administrar.
O Google começou a ampliar a disponibilidade do Motion Assist para mais dispositivos Android após lançar a ferramenta inicialmente para aparelhos Pixel. O recurso foi desenvolvido para passageiros que sentem náusea ou tontura ao usar o celular em veículos em movimento, como carros, ônibus e trens. Para funcionar de forma completa, com os elementos visuais exibidos em diferentes áreas do sistema, o aparelho precisa ter Android 17 ou superior e os serviços do Google Play atualizados.
O Motion Assist mostra pequenos pontos, semelhantes a bolhas, nas bordas da tela. A partir dos sensores de movimento do celular, eles se deslocam em tempo real conforme o veículo faz curvas, acelera ou freia. A proposta é reduzir o conflito entre o que os olhos percebem na tela e o movimento sentido pelo corpo, uma das causas da cinetose, também conhecida como enjoo de movimento.
O recurso pode ser ativado manualmente ou configurado para funcionar de forma automática. Nesse caso, o celular identifica quando o usuário está em um veículo em movimento e exibe as bolhas sem a necessidade de ativação a cada viagem. Também é possível adicionar um botão do Motion Assist ao painel de Configurações Rápidas, com opções de bloco pequeno e bloco grande, para ativar ou desativar a função.
O Android também oferece opções para personalizar a aparência das bolhas e evitar que elas atrapalhem a visualização do conteúdo. É possível ajustar a opacidade, escolher entre os temas de cor vermelho, amarelo, verde e azul e selecionar diferentes formas para os elementos visuais. A opção de aleatorização altera a cor e o formato das bolhas a cada poucos segundos. A página de personalização ainda exibe uma prévia das mudanças em tempo real.
A ferramenta pode ser útil para quem costuma sentir mal-estar ao ler, assistir a vídeos ou realizar outras tarefas no celular durante deslocamentos.
Como ativar o Motion Assist?
Para configurar o Motion Assist, siga o passo a passo:
Abra o aplicativo Configurações do celular;
Toque no seu perfil;
Selecione “Todos os serviços”;
Vá até “Segurança pessoal e do dispositivo”;
Toque em “Motion Assist”.
Também é possível encontrar a função rapidamente ao pesquisar por “Motion Assist” na barra de busca das Configurações.
O Google começou a ampliar a disponibilidade do Motion Assist para mais dispositivos Android após lançar a ferramenta inicialmente para aparelhos Pixel. O recurso foi desenvolvido para passageiros que sentem náusea ou tontura ao usar o celular em veículos em movimento, como carros, ônibus e trens. Para funcionar de forma completa, com os elementos visuais exibidos em diferentes áreas do sistema, o aparelho precisa ter Android 17 ou superior e os serviços do Google Play atualizados.
O Motion Assist mostra pequenos pontos, semelhantes a bolhas, nas bordas da tela. A partir dos sensores de movimento do celular, eles se deslocam em tempo real conforme o veículo faz curvas, acelera ou freia. A proposta é reduzir o conflito entre o que os olhos percebem na tela e o movimento sentido pelo corpo, uma das causas da cinetose, também conhecida como enjoo de movimento.
O recurso pode ser ativado manualmente ou configurado para funcionar de forma automática. Nesse caso, o celular identifica quando o usuário está em um veículo em movimento e exibe as bolhas sem a necessidade de ativação a cada viagem. Também é possível adicionar um botão do Motion Assist ao painel de Configurações Rápidas, com opções de bloco pequeno e bloco grande, para ativar ou desativar a função.
O Android também oferece opções para personalizar a aparência das bolhas e evitar que elas atrapalhem a visualização do conteúdo. É possível ajustar a opacidade, escolher entre os temas de cor vermelho, amarelo, verde e azul e selecionar diferentes formas para os elementos visuais. A opção de aleatorização altera a cor e o formato das bolhas a cada poucos segundos. A página de personalização ainda exibe uma prévia das mudanças em tempo real.
A ferramenta pode ser útil para quem costuma sentir mal-estar ao ler, assistir a vídeos ou realizar outras tarefas no celular durante deslocamentos.
Como ativar o Motion Assist?
Para configurar o Motion Assist, siga o passo a passo:
Abra o aplicativo Configurações do celular;
Toque no seu perfil;
Selecione “Todos os serviços”;
Vá até “Segurança pessoal e do dispositivo”;
Toque em “Motion Assist”.
Também é possível encontrar a função rapidamente ao pesquisar por “Motion Assist” na barra de busca das Configurações.
O WhatsApp está testando uma função para convidar pessoas que não têm conta na plataforma para participar de chamadas de voz e vídeo. A novidade foi encontrada na versão beta do aplicativo para iOS pelo portal especializado WABetaInfo. O convidado acessa a chamada pelo navegador, sem a instalação do WhatsApp ou a criação de um cadastro.
A ferramenta amplia o recurso Guest Chats, anunciado anteriormente pelo mensageiro. Para iniciar uma chamada, o usuário cria um link pela aba “Chamadas” e envia o convite para outra pessoa, tanto em chamadas individuais quanto em grupo. O destinatário abre o endereço no navegador, pelo celular ou computador, e pode solicitar a entrada na conversa.
No entanto, a participação não é automática. O usuário que criou a chamada precisa aprovar manualmente a entrada de cada pessoa sem conta, o que evita que alguém com acesso indevido ao link entre na conversa. Além disso, ao criar o link no iPhone, o anfitrião poderá adicionar o evento à agenda ou ao calendário a partir da própria tela de criação do convite.
Mesmo sem uma conta no WhatsApp, o convidado conta com criptografia de ponta a ponta durante a chamada. Segundo as informações divulgadas sobre o recurso, as chaves de proteção são geradas com base na sessão do navegador do participante e em um identificador exclusivo criado pelo WhatsApp Web. Dessa forma, o conteúdo da chamada fica protegido contra acesso externo, inclusive pelo próprio WhatsApp.
Quando o recurso estará disponível?
Ainda não há previsão de lançamento para o público geral. A função foi identificada na versão 26.36.10.71 do WhatsApp beta para iOS, distribuída pelo TestFlight, mas continua em desenvolvimento.
Apesar de ter sido encontrada na versão de testes, a ferramenta ainda não foi liberada para os testadores beta. Isso indica que o WhatsApp trabalha internamente na implementação do recurso antes de iniciar a distribuição para o programa de testes.