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IA da OpenAI acha em 32 minutos pistas sobre doença similar ao Parkinson

22 October 2026 at 18:02

Uma equipe de pesquisadores utilizou quase 2 mil agentes de inteligência artificial (IA) da OpenAI para analisar dados de milhões de células cerebrais e identificar, em 32 minutos, possíveis pistas sobre doenças neurodegenerativas. Entre as descobertas está uma ligação entre o metabolismo do colesterol e a síndrome de Perry, condição rara que provoca sintomas semelhantes aos do Parkinson.

O experimento foi conduzido pela OpenAI em parceria com a empresa de biotecnologia PerturbAI e o instituto de pesquisa Scripps Research. Os resultados foram apresentados na quarta-feira (21).

Segundo os pesquisadores, uma análise equivalente, realizada por humanos de forma sequencial, poderia levar de alguns meses a um ano. A estimativa considera o tempo necessário para examinar alterações genéticas e consultar estudos científicos.

A pesquisa utilizou o GPT-Rosalind, modelo de IA da OpenAI especializado em biologia e desenvolvimento de medicamentos. Apesar dos resultados, as hipóteses identificadas ainda precisam ser verificadas em novos experimentos.

O que a IA descobriu sobre a doença?

Uma das principais descobertas envolve o gene DCTN1, associado à síndrome de Perry, doença neurodegenerativa que pode provocar tremores, lentidão de movimentos e rigidez muscular, sintomas também encontrados em pacientes com Parkinson.

Ao analisar experimentos realizados com células cerebrais de camundongos, os agentes identificaram que a interrupção do funcionamento desse gene aumentava a atividade de outros genes responsáveis pela produção de colesterol.

A IA relacionou o resultado a pesquisas anteriores que apontavam problemas no transporte de colesterol dentro das células. Uma possível explicação é que, diante dessas dificuldades, as células passem a produzir mais colesterol para compensar o desequilíbrio.

A hipótese levantada pelos agentes é que alterações na distribuição dessa substância possam contribuir para a degeneração dos neurônios.

Os pesquisadores querem investigar se restaurar o transporte adequado de colesterol poderia ajudar a proteger essas células. Ainda não há comprovação de que essa estratégia funcione como tratamento.

O sistema também encontrou diferenças inesperadas entre os genes Tsc1 e Tsc2, associados à esclerose tuberosa, condição genética que pode afetar o cérebro e outros órgãos.

Embora os dois genes atuem juntos na regulação do crescimento celular, a alteração do Tsc2 provocou mudanças na atividade de dezenas de genes ligados à comunicação entre neurônios do cerebelo, região responsável pela coordenação dos movimentos.

Já a alteração do Tsc1 teve efeitos muito menores nas mesmas células, o que pode ajudar pesquisadores a entender por que determinadas mutações estão associadas a manifestações neurológicas diferentes.

OpenAI

Como os agentes de IA fizeram isso em 32 minutos?

Para realizar o experimento, os pesquisadores utilizaram um conjunto de dados de aproximadamente 8 milhões de células cerebrais de camundongos, obtidos em estudos que investigaram os efeitos da alteração de milhares de genes.

Essas informações já haviam sido coletadas anteriormente. O trabalho da IA consistiu em interpretar os resultados e relacioná-los ao conhecimento científico disponível.

A equipe dividiu o trabalho entre milhares de agentes baseados no GPT-Rosalind. Cada um ficou responsável por investigar uma alteração genética específica, analisar seus efeitos nas células e buscar estudos que ajudassem a explicar os resultados.

Posteriormente, os relatórios foram reunidos em um banco de informações que relaciona genes, respostas celulares, publicações científicas e possíveis mecanismos biológicos.

A estratégia também apresentou resultados superiores aos de um único agente encarregado de examinar todo o material.

Na maior carga de trabalho testada, um agente individual citou apenas 11 referências científicas. O sistema distribuído reuniu mais de 700 referências, permitindo examinar uma quantidade maior de possíveis explicações.

Em outra avaliação, especialistas humanos receberam relatórios produzidos pelas duas abordagens, sem saber qual havia elaborado cada documento.

Os profissionais preferiram os resultados dos agentes distribuídos em 75% das comparações, considerando a qualidade das interpretações apresentadas.

IA pode acelerar a descoberta de tratamentos?

O experimento indica que a inteligência artificial pode ajudar cientistas a aproveitar informações que já foram coletadas, mas ainda não passaram por uma análise aprofundada.

Segundo a OpenAI, experimentos modernos conseguem produzir dados sobre milhões de células e milhares de alterações genéticas. Entretanto, interpretar todos esses resultados exige consultar uma grande quantidade de pesquisas anteriores.

Nesse cenário, os agentes podem ajudar a identificar relações pouco exploradas e selecionar hipóteses que merecem novos testes.

Há, porém, limitações importantes. O estudo, disponibilizado em 16 de outubro na plataforma bioRxiv, ainda não passou por revisão independente de outros cientistas. Além disso, os dados utilizados foram obtidos de camundongos.

As possíveis relações identificadas entre alterações genéticas, colesterol e doenças neurodegenerativas precisam ser confirmadas experimentalmente antes de qualquer aplicação médica.

O trabalho também não demonstrou uma cura para o Parkinson ou para a síndrome de Perry. Por enquanto, o principal resultado é a possibilidade de acelerar etapas da pesquisa científica, permitindo que especialistas concentrem seus esforços nas hipóteses consideradas mais relevantes.

Veja também: Em 2 semanas, IA da OpenAI resolveu falha no PHP que programadores tentavam decifrar há 2 anos

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Em 2 semanas, IA da OpenAI resolveu falha no PHP que programadores tentavam decifrar há 2 anos

22 October 2026 at 15:02

Uma equipe de pesquisadores conseguiu, com ajuda do GPT-5.6 Sol, da OpenAI, demonstrar em cerca de duas semanas como explorar uma falha crítica de segurança do PHP que permanecia sem solução desde 2024. A vulnerabilidade, conhecida por desenvolvedores havia dois anos, está entre as duas brechas que provocaram um alerta global de segurança na quarta-feira (21).

O caso foi detalhado pela empresa de segurança Calif e pela PHP Foundation, organização responsável por apoiar o desenvolvimento da linguagem de programação utilizada em grande parte dos sites da internet.

Segundo os pesquisadores, a inteligência artificial ajudou a identificar caminhos para explorar uma falha cuja gravidade ainda não havia sido completamente demonstrada.

O problema permitia, em determinadas condições, que invasores executassem códigos maliciosos remotamente em servidores, sem precisar de uma senha.

As duas vulnerabilidades receberam pontuação de gravidade de 9,2 em uma escala de 0 a 10 e foram corrigidas em atualizações disponibilizadas nesta semana.

Como a IA encontrou uma falha que existia há dois anos?

A história começou em 2024, quando uma auditoria de segurança conduzida pela Quarkslab identificou indícios de problemas no gerenciamento de memória do PHP.

Na ocasião, os especialistas suspeitaram que a vulnerabilidade poderia ser explorada, mas não conseguiram encontrar um caminho concreto para executar ataques.

As dificuldades permaneceram até julho de 2026, quando a Calif iniciou uma nova investigação como parte do programa Patch the Planet, organizado pela OpenAI para identificar e corrigir vulnerabilidades em softwares amplamente utilizados.

O trabalho começou em 30 de julho. Já em 1º de agosto, os pesquisadores haviam encontrado maneiras de explorar o problema, utilizando ferramentas de inteligência artificial para analisar o código e investigar possíveis falhas.

Em 11 de agosto, o pesquisador Ryan Austin comunicou a vulnerabilidade aos responsáveis pelo PHP. Três dias depois, a Calif apresentou uma prova de conceito, demonstração técnica de que a falha poderia ser explorada em um ataque real.

A equipe de desenvolvimento do PHP confirmou o funcionamento da exploração em 15 de agosto, aproximadamente duas semanas após o início da investigação.

Segundo a OpenAI, a Calif utilizou o GPT-5.6 Sol durante o processo. Pesquisadores da própria empresa também identificaram, de maneira independente, a mesma origem do problema em 11 de agosto.

A investigação ainda contou com a participação da empresa de segurança Wiz, que encontrou as duas vulnerabilidades de forma independente.

gpt 5.6

Por que os desenvolvedores demoraram tanto para corrigir o PHP?

A demora envolveu dificuldades técnicas e problemas na organização da equipe de segurança do PHP.

Em comunicado divulgado na quarta-feira (21), a PHP Foundation reconheceu que os responsáveis pela linguagem chegaram a desenvolver diferentes propostas de correção desde 2024, mas nenhuma avançou de forma satisfatória.

Algumas alternativas poderiam comprometer a compatibilidade com aplicações existentes. Outras introduziam novos riscos de segurança ou exigiam mudanças em extensões desenvolvidas por terceiros.

A ausência de uma demonstração concreta de ataque também dificultou a priorização do problema. Como a equipe contava com poucos especialistas capazes de modificar partes mais complexas do PHP, o trabalho foi interrompido e retomado diversas vezes.

A organização classificou o atraso como uma falha estrutural, relacionada à falta de recursos e ao processo interno de tomada de decisões.

Com as evidências apresentadas em agosto, a correção passou a ser tratada como prioridade. O desenvolvimento das atualizações envolveu profissionais que trabalharam em tempo integral, inclusive nos fins de semana.

PHP capa

IA pode encontrar falhas que programadores não conseguem?

O episódio mostra como modelos de inteligência artificial podem acelerar investigações de segurança, especialmente na análise de grandes volumes de código.

No relatório técnico publicado pela Calif, Ryan Austin explicou que partiu de seu conhecimento sobre vulnerabilidades antigas do PHP para orientar a ferramenta. A investigação recuperou problemas registrados em 2004 e 2020, que ajudaram a identificar possíveis pontos de exploração.

O pesquisador também ressaltou que a descoberta exigiu conhecimento especializado e perguntas direcionadas à IA. Segundo ele, modelos de linguagem ainda não conseguem encontrar todas as vulnerabilidades de um software apenas com comandos genéricos.

A PHP Foundation reconhece a utilidade dessas ferramentas para analisar relatórios e reproduzir ataques. Desde 1º de julho, a equipe publicou 15 registros de vulnerabilidades e precisou avaliar mais de 100 notificações consideradas inválidas, duplicadas ou impossíveis de reproduzir.

A maior quantidade de descobertas também aumenta a demanda por profissionais capazes de verificar os resultados e desenvolver correções.

No caso do PHP, os responsáveis pela linguagem implementaram as atualizações de segurança com apoio dos pesquisadores. As versões corrigidas foram disponibilizadas em 21 de outubro, após a divulgação antecipada de informações sobre as falhas.

Veja também: Por que quase 70% dos sites usam PHP?

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Anthropic lança Claude Duet, IA que cuida de tarefas e e-mails enquanto você dorme

22 October 2026 at 14:11

A Anthropic anunciou, na quarta-feira (21), o Claude Duet, um novo aplicativo de inteligência artificial (IA) capaz de executar tarefas, organizar e-mails e acompanhar compromissos mesmo enquanto o usuário dorme. A ferramenta funciona como um assistente pessoal que toma iniciativas sem precisar receber comandos a todo momento.

Disponível para Android, iOS e pela web, o Duet utiliza o modelo Claude Opus 5.5 e foi desenvolvido principalmente para profissionais e pequenos empresários. A novidade chega para competir com agentes de IA como o Muse, da Meta, e o Dots, da OpenAI.

O lançamento, porém, ainda é limitado. Inicialmente, apenas assinantes dos planos Pro e Max do Claude nos Estados Unidos poderão testar a ferramenta, mediante inscrição em uma lista de espera.

Como funciona o Claude Duet?

O Duet funciona como um agente de IA, tecnologia capaz de executar ações em nome do usuário, incluindo atividades que exigem várias etapas e o uso de diferentes aplicativos.

Para isso, a ferramenta utiliza um computador virtual na nuvem, equipado com um navegador próprio. Dessa forma, consegue continuar trabalhando mesmo quando o usuário fecha o aplicativo ou desliga o celular e o computador.

Segundo a Anthropic, o assistente também aproveita a memória e as integrações já configuradas na conta do Claude. São mais de 6 mil conectores e plugins disponíveis no catálogo da empresa, incluindo serviços como Gmail, Slack, Google Calendar e Google Drive.

Entre as atividades que o Duet pode realizar estão:

  • Organizar e-mails: identificar mensagens importantes, preparar respostas e acompanhar conversas sem retorno;

  • Gerenciar compromissos: conferir a agenda, identificar conflitos de horários e ajudar no agendamento de reuniões;

  • Preparar relatórios: reunir informações de diferentes fontes, produzir pesquisas e criar apresentações;

  • Executar tarefas profissionais: elaborar projeções financeiras, acompanhar pagamentos pendentes e desenvolver aplicativos;

  • Realizar compras: utilizar serviços de pagamento compatíveis, como Link e Shop Pay, mediante autorização do usuário.

Claude Duet exemplo

Outro recurso é o resumo matinal. A IA analisa informações dos serviços conectados e apresenta os assuntos que considera mais importantes para o dia, além de sugerir providências.

O usuário também pode conversar com o Duet por texto ou voz, acompanhar tarefas em andamento e receber notificações quando alguma atividade exigir sua participação.

Apesar da proposta de funcionamento contínuo, a Anthropic explica que o aplicativo verifica os serviços conectados em intervalos de algumas horas. Isso evita que o acompanhamento consuma rapidamente os limites de utilização dos planos.

Claude Duet é parecido com o Muse e o Dots?

Sim. Os três aplicativos seguem a proposta de agentes de IA que trabalham de maneira proativa e conseguem executar atividades mesmo quando o usuário está ausente.

O Muse, lançado pela Meta em setembro, é voltado principalmente para atividades pessoais. Ele pode reservar viagens, realizar compras, preencher formulários e até negociar em nome do usuário, dependendo das permissões concedidas.

Já o Dots, apresentado pela OpenAI também em setembro, tem maior foco na continuidade de projetos e tarefas. Integrado ao ChatGPT, o agente consegue trabalhar com outros aplicativos, acompanhar mudanças e apresentar resultados para revisão, inclusive por meio do Slack e do Microsoft Teams.

O Claude Duet se aproxima dos dois concorrentes, mas dá maior destaque à organização da rotina profissional, ao gerenciamento de e-mails e à preparação de documentos.

Há também diferenças na forma de acesso. Enquanto o Dots funciona dentro do ecossistema do ChatGPT, o Claude Duet possui um aplicativo independente. O Muse, por sua vez, pode ser utilizado pelo próprio aplicativo ou pelo WhatsApp.

Claude site

Quais são os limites e riscos da ferramenta?

A Anthropic afirma que o Duet exige autorização antes de realizar ações consideradas sensíveis, como enviar mensagens, concluir pagamentos, assinar documentos ou excluir informações.

Além disso, determinadas operações são bloqueadas mesmo com a permissão do usuário, incluindo negociações de ações e transferências de dinheiro entre contas.

A empresa também implementou mecanismos para tentar impedir o vazamento de informações confidenciais e ataques conhecidos como prompt injection, nos quais instruções maliciosas escondidas em páginas ou mensagens tentam manipular o comportamento da IA.

Essas proteções, contudo, não eliminam o risco de erros. A própria Anthropic reconhece que o Duet pode interpretar conversas incorretamente, avaliar mal a urgência de compromissos e apresentar dificuldades em tarefas pessoais, como reservar ingressos.

Por enquanto, o sistema também não permite que o usuário visualize diretamente o navegador utilizado pelo agente, o que limita o acompanhamento de determinadas atividades.

Claude Duet está disponível no Brasil?

Ainda não. Segundo a documentação oficial da Anthropic, a versão experimental do Claude Duet está restrita aos Estados Unidos e exige uma conta americana do Claude, assinatura Pro ou Max e convite da lista de espera.

Durante os testes, o aplicativo não terá cobrança adicional para esses assinantes. Entretanto, todas as atividades, inclusive verificações automáticas e tarefas executadas em segundo plano, consomem os limites de uso do plano contratado.

Os planos Team e Enterprise também ficaram de fora do lançamento inicial, embora a Anthropic pretenda ampliar o acesso futuramente.

Não há previsão anunciada para a chegada do Claude Duet ao Brasil. A empresa também não informou quando pretende disponibilizar o aplicativo para usuários gratuitos.

Veja também: 8 diferenças entre o polêmico Claude Fable 5 e o Mythos 5

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Gemini ganha menu para conectar apps e criar funções sob medida

22 October 2026 at 13:01

O Google anunciou nesta quarta-feira (21) um novo menu para personalizar o Gemini, que permite conectar aplicativos e criar funções específicas para diferentes tarefas. Chamado de “Customize” (Personalizar), o recurso reúne mais de 40 integrações com serviços externos e ferramentas para adaptar o funcionamento da inteligência artificial (IA).

A novidade está sendo disponibilizada gradualmente para usuários do Gemini na versão web, em celulares Android e iOS e nos aplicativos para Windows e macOS.

Segundo o Google, o objetivo é concentrar em um único espaço as configurações de personalização do assistente, incluindo conexões com outros serviços e instruções que podem ser reutilizadas em diferentes conversas.

Como funciona o novo menu do Gemini?

O Customize aparece na barra lateral do Gemini e é dividido em três seções:

  • Discover (Descobrir): apresenta sugestões de aplicativos e funções que podem ser adicionados ao assistente;

  • Connectors (Conectores): reúne serviços disponíveis para integração e permite gerenciar as conexões existentes;

  • Skills (Habilidades): permite acessar ferramentas prontas e criar instruções personalizadas para tarefas recorrentes.

personalizar gemini

Entre os aplicativos compatíveis estão serviços do próprio Google, como Google Fotos, YouTube e Gemini Notebook, além de plataformas externas como GitHub, Shopify e Dropbox.

As conexões permitem que o Gemini utilize informações e funcionalidades dos serviços autorizados, conforme as permissões concedidas pelo usuário.

Já as Skills, ou Habilidades, funcionam como conjuntos de instruções que podem ser reutilizados. É possível, por exemplo, criar uma função para revisar textos seguindo um estilo específico ou organizar informações para reuniões.

O recurso também permite combinar diferentes habilidades dentro de uma mesma conversa.

As Skills estão substituindo os Gems, antiga ferramenta do Google para criar assistentes personalizados.

Como acessar o Personalizar no Gemini

O novo menu pode ser utilizado diretamente no aplicativo ou na versão web do Gemini. Confira o passo a passo:

  1. Abra o Gemini e acesse o menu lateral;

  2. Selecione Personalizar;

  3. Entre em Descobrir para visualizar as sugestões ou utilize a busca;

  4. Escolha o aplicativo ou a Habilidade desejada;

  5. Toque em Adicionar e siga as instruções para concluir a configuração.

As conexões podem ser gerenciadas ou desativadas posteriormente.

Segundo o Google, o lançamento é global e contempla contas pessoais, gratuitas e pagas, além de usuários do Google Workspace.

Entretanto, a liberação pode levar até 15 dias. A empresa também esclarece que a maioria das integrações externas está disponível inicialmente em inglês nos Estados Unidos, enquanto alguns serviços já podem ser utilizados em países como Brasil e Índia.

Veja também: Guia completo para substituir os seus Gems pelas novas Skills do Gemini

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Bolha? Anthropic expõe rombo de R$ 400 bilhões às vésperas de abrir capital na Bolsa

22 October 2026 at 12:03

A Anthropic, criadora da inteligência artificial (IA) Claude, registrou um prejuízo líquido de US$ 80,7 bilhões (aproximadamente R$ 405 bilhões) no primeiro semestre de 2026. O resultado foi revelado às vésperas da abertura de capital da empresa na Bolsa de Valores, prevista para novembro, e aumenta a pressão sobre os investimentos bilionários no setor de IA.

Segundo documentos analisados pelo Wall Street Journal e pela Reuters, porém, US$ 72 bilhões do prejuízo correspondem a ajustes contábeis, relacionados à valorização de títulos que podem ser convertidos em ações da empresa. Portanto, a maior parte do valor não representa dinheiro efetivamente gasto no período.

Mesmo assim, os custos para desenvolver e operar modelos de inteligência artificial continuam elevados.

Apenas nos primeiros seis meses de 2026, a Anthropic gastou aproximadamente US$ 9 bilhões com capacidade de processamento e infraestrutura, contra US$ 2,3 bilhões no mesmo período do ano passado.

A empresa também assumiu compromissos de pelo menos US$ 518 bilhões ao longo de dez anos para contratar serviços de nuvem, equipamentos e infraestrutura de IA.

Por que a Anthropic teve um prejuízo tão grande?

O prejuízo líquido de US$ 80,7 bilhões representa um aumento expressivo em relação aos US$ 13 bilhões registrados no primeiro semestre de 2025.

A maior parte da diferença está relacionada à reavaliação de títulos conversíveis em ações, utilizados pela empresa para captar recursos.

Esses instrumentos permitem que investidores recebam ações futuramente, conforme as condições estabelecidas nos contratos. Quando o valor estimado dessas participações aumenta, a empresa pode precisar reconhecer uma despesa contábil maior.

Foi o que aconteceu com a Anthropic. Os US$ 72 bilhões refletem principalmente a valorização desses instrumentos financeiros, sem representar uma saída equivalente de dinheiro do caixa.

O restante do prejuízo, porém, também chama atenção para os custos de operação e desenvolvimento da tecnologia.

Apesar disso, a receita da empresa cresceu rapidamente. No primeiro semestre, o faturamento chegou a US$ 16,3 bilhões, contra US$ 1,1 bilhão no mesmo período de 2025.

O avanço foi impulsionado pela demanda por ferramentas como o Claude e o Claude Code, utilizado por desenvolvedores para criar e modificar programas.

Claude

Prejuízo pode atrapalhar IPO da Anthropic?

A divulgação acontece em um momento importante para a Anthropic, que prepara sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) para novembro.

Nesse processo, a empresa pretende vender ações ao público pela primeira vez e captar recursos para financiar sua expansão.

Entretanto, os custos elevados e a desaceleração do crescimento já começaram a influenciar as expectativas dos investidores.

Segundo a Reuters, alguns participantes de uma reunião realizada com potenciais acionistas passaram a considerar uma avaliação de aproximadamente US$ 1,5 trilhão para a Anthropic, abaixo dos US$ 2 trilhões discutidos anteriormente.

A mudança representaria uma redução de 25% no valor estimado da empresa. Ainda não há confirmação de que essa será a avaliação adotada no IPO.

Apesar dos prejuízos, a Anthropic apresentou resultados positivos em outras métricas. No terceiro trimestre, o faturamento atingiu US$ 16,8 bilhões, alta de 45% em relação ao trimestre anterior, e a companhia informou ter registrado lucro em bases ajustadas.

O crescimento, porém, foi inferior ao avanço de 145% registrado entre o primeiro e o segundo trimestre.

Esse cenário aumenta a importância de demonstrar aos investidores que a expansão das receitas será suficiente para sustentar os gastos com infraestrutura.

E o IPO da OpenAI? Existe risco de bolha?

A situação da Anthropic também pode influenciar a percepção dos investidores sobre a OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT, que tem previsão de entrar na Bolsa em 2027.

As duas empresas dependem de investimentos elevados em data centers, chips e energia para desenvolver modelos mais avançados e atender à demanda por seus serviços.

Segundo o Financial Times, a OpenAI projeta um fluxo de caixa livre negativo acumulado de quase US$ 280 bilhões entre 2026 e 2030, enquanto amplia os investimentos em infraestrutura.

Em setembro, a Reuters também informou que a companhia discutia uma possível rodada de financiamento capaz de elevar sua avaliação para aproximadamente US$ 1,2 trilhão. As conversas ainda estavam em estágio inicial.

O IPO da Anthropic pode funcionar como um primeiro teste do interesse dos investidores por empresas especializadas em inteligência artificial que crescem rapidamente, mas precisam de grandes volumes de capital.

Caso a estreia aconteça com uma avaliação abaixo do esperado, outras companhias do setor poderão enfrentar maior pressão para justificar seus próprios valores de mercado.

Os números também alimentam o debate sobre uma possível bolha de IA, diante da distância entre os investimentos necessários e a geração de lucros sustentáveis.

Entretanto, o prejuízo contábil da Anthropic, isoladamente, não comprova a existência de uma bolha. O crescimento expressivo das receitas e a lucratividade ajustada registrada no terceiro trimestre mostram que a empresa também apresenta avanços comerciais.

A principal questão para os investidores será avaliar se esses resultados conseguirão acompanhar os compromissos financeiros assumidos para os próximos anos.

Veja também: O que é IPO? Entenda o processo de abertura de capital de empresas

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Por que quase 70% dos sites usam PHP, linguagem que provocou alerta mundial?

22 October 2026 at 11:30

Duas falhas graves no PHP levaram governos e empresas a tirar sites do ar nesta quarta-feira (21). O alcance do problema é explicado pela popularidade da linguagem de programação, criada há mais de 30 anos e utilizada por 69,3% dos sites cuja linguagem de servidor é conhecida, segundo levantamento da W3Techs.

Em entrevista ao Canaltech, Rafael Silva, coordenador acadêmico da FIAP, explica que essa popularidade está relacionada ao baixo custo de desenvolvimento, à facilidade de encontrar serviços de hospedagem e ao crescimento de plataformas como o WordPress.

O PHP funciona nos servidores e é responsável por processar informações antes que elas apareçam no navegador. Em uma loja virtual, por exemplo, a linguagem pode ser utilizada para consultar produtos, atualizar o carrinho de compras e interagir com o banco de dados.

Apesar da idade, o PHP continua recebendo atualizações e sendo utilizado em novos projetos. Sua presença em tantos sistemas, porém, amplia o alcance potencial de vulnerabilidades como as descobertas nesta semana.

Por que tantos sites continuam utilizando PHP?

Criado por Rasmus Lerdorf em 1994 e disponibilizado publicamente em 1995, o PHP cresceu junto com a expansão da internet, quando empresas buscavam maneiras simples e baratas de desenvolver seus primeiros sites.

Segundo Silva, essa facilidade de adoção foi um dos principais fatores para a popularização da linguagem.

O professor também destaca o papel do WordPress, sistema de gerenciamento de conteúdo que utiliza PHP e está presente em aproximadamente 39,6% dos sites da internet, segundo a W3Techs.

Com essa expansão, surgiu um mercado de empresas de hospedagem, desenvolvedores e ferramentas especializadas, facilitando a criação e a manutenção de aplicações.

“Quando uma tecnologia funciona bem, tem um custo acessível e atende às necessidades do negócio, não existe necessariamente um motivo para substituí-la”, afirma Silva.

Essa estrutura também explica por que empresas ainda escolhem PHP para desenvolver sites, portais de notícias e lojas virtuais.

De acordo com o professor, a linguagem possui serviços de hospedagem acessíveis e uma grande quantidade de profissionais disponíveis. Isso pode reduzir os custos de desenvolvimento e manutenção, especialmente para negócios que já utilizam a tecnologia.

Entretanto, a escolha depende das necessidades de cada projeto. Linguagens como Python e JavaScript também podem ser utilizadas no desenvolvimento de aplicações web, com características e vantagens diferentes.

elePHPhant - mascote PHP

PHP é uma tecnologia ultrapassada?

Apesar de ter mais de três décadas de história, o PHP passou por diferentes atualizações que melhoraram seu desempenho, segurança e recursos disponíveis aos desenvolvedores.

Para Silva, os problemas aparecem principalmente quando empresas continuam utilizando aplicações antigas sem acompanhar a evolução da linguagem.

“Uma tecnologia com 30 anos de história pode continuar sendo bastante eficiente. O que não podemos é utilizar práticas de 20 anos atrás para proteger aplicações que estão expostas às ameaças de hoje”, afirma.

O professor explica que sistemas desenvolvidos há 10 ou 15 anos podem acumular dependências e integrações que tornam sua manutenção mais complexa.

Isso não significa que uma linguagem antiga seja necessariamente menos segura. Tecnologias mais recentes também podem apresentar vulnerabilidades críticas, enquanto sistemas antigos podem continuar funcionando com segurança quando recebem a manutenção adequada.

O caso desta semana, entretanto, mostrou que até linguagens amplamente utilizadas e analisadas por especialistas podem esconder problemas graves durante anos.

Segundo Silva, a inteligência artificial também está mudando esse cenário ao acelerar a análise de códigos e a identificação de vulnerabilidades.

Por que é tão difícil atualizar milhões de sites?

Um dos principais desafios está na quantidade de sistemas que dependem do PHP e precisam continuar funcionando após uma atualização.

Silva utiliza como exemplo uma loja virtual criada há dez anos, que pode reunir dezenas de plugins, sistemas de pagamento, ferramentas de estoque e funcionalidades desenvolvidas especificamente para determinada versão da linguagem.

Uma atualização pode provocar incompatibilidades em alguns desses componentes e, dependendo do problema, interromper as vendas.

Por isso, empresas sem equipes ou ambientes preparados para testar mudanças podem adiar a instalação de novas versões.

O professor ressalta, porém, que nem toda atualização exige uma migração completa. Muitas correções de segurança podem ser aplicadas com impacto menor sobre as aplicações.

códigos

Outro desafio é identificar todos os sistemas que utilizam PHP dentro de uma organização.

“O desafio imediato não é apenas instalar uma correção, mas identificar e gerenciar todas as instâncias em que o PHP está em execução”, afirma Don Smith, vice-presidente de Inteligência de Ameaças da Sophos CTU.

Segundo o especialista, a linguagem pode estar presente em plataformas de hospedagem, sistemas de gerenciamento de conteúdo e produtos de terceiros, sem que isso seja evidente para os responsáveis pela infraestrutura.

As duas vulnerabilidades divulgadas nesta semana receberam nota 9,2 de 10 em gravidade e podem permitir a execução de comandos maliciosos em servidores.

Os desenvolvedores do PHP já disponibilizaram quatro versões corrigidas: 8.2.35, 8.3.36, 8.4.27 e 8.5.12.

A recomendação para os administradores é identificar as instalações vulneráveis e aplicar as atualizações imediatamente. Quando isso não for possível, a Sophos orienta isolar os sistemas afetados da internet até que possam ser protegidos.

Veja também: Falhas no PHP chegam ao Brasil e fazem Anatel e tribunais suspenderem sistemas

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IA revela falhas escondidas há mais de 10 anos no PHP; entenda a descoberta

21 October 2026 at 21:45

Ferramentas de inteligência artificial (IA) ajudaram pesquisadores a descobrir como explorar falhas de segurança presentes no PHP há mais de uma década. As vulnerabilidades, que podem permitir invasões de servidores, provocaram um alerta mundial nesta quarta-feira (21) e levaram governos e empresas a retirar sites do ar preventivamente.

As descobertas envolveram pesquisadores das empresas de segurança Wiz e Calif, que utilizaram modelos do Google e da OpenAI para identificar os problemas e demonstrar possíveis ataques.

Segundo a Wiz, as ferramentas de IA ajudaram a executar em aproximadamente uma semana uma investigação que poderia exigir meses de trabalho de especialistas.

O PHP é uma das linguagens de programação mais utilizadas na internet e está presente em plataformas como WordPress, Drupal e Joomla. Segundo a W3Techs, 69,3% dos sites cuja linguagem de servidor é conhecida utilizam essa tecnologia.

As falhas já foram corrigidas pelos desenvolvedores do PHP, mas os administradores precisam instalar as atualizações para proteger seus servidores.

Como a IA encontrou as falhas no PHP?

A investigação envolveu três ferramentas principais: o Wiz Atlas, plataforma de pesquisa de segurança com IA, o Gemini 4 Argon, do Google, e o GPT-5.6 Sol, da OpenAI.

Os pesquisadores utilizaram esses sistemas para analisar o funcionamento interno do PHP e investigar problemas relacionados ao gerenciamento de memória.

Em determinadas situações, o programa poderia continuar utilizando informações de memória que já deveriam ter sido descartadas. Criminosos poderiam explorar esse comportamento para executar comandos maliciosos em servidores, dependendo das condições do sistema.

Segundo a Wiz, a dificuldade estava em combinar diferentes problemas e adaptar os ataques às configurações de cada servidor.

Com o auxílio da IA, os pesquisadores conseguiram acelerar testes, analisar resultados e modificar suas técnicas até demonstrar ataques contra instalações de WordPress, Drupal e Joomla.

A empresa afirma que o Gemini 4 Argon teve participação importante na identificação das vulnerabilidades, no desenvolvimento dos testes e na validação das correções.

A descoberta também envolveu a Calif, que utilizou o GPT-5.6 Sol para identificar independentemente um dos problemas, dentro de uma iniciativa coordenada pela OpenAI.

PHP capa

Por que não soubemos das falhas antes?

Embora as vulnerabilidades tenham sido divulgadas nesta quarta-feira (21), os primeiros sinais de um dos problemas foram identificados em 2024.

Na ocasião, uma auditoria de segurança realizada pela Quarkslab levou um desenvolvedor do PHP a encontrar indícios de falhas no gerenciamento de memória.

Entretanto, a equipe ainda não havia encontrado uma maneira concreta de explorar o problema para invadir servidores.

Segundo a PHP Foundation, diferentes soluções foram discutidas, mas apresentavam riscos de incompatibilidade, perda de desempenho ou problemas para outras ferramentas desenvolvidas com PHP.

As dificuldades, somadas à quantidade limitada de profissionais disponíveis, atrasaram a correção. A própria fundação reconheceu que houve uma falha na organização do processo.

A situação mudou em agosto de 2026.

No dia 11, pesquisadores da Calif e da OpenAI demonstraram formas de explorar o problema. Já em 19 de agosto, a Wiz identificou vulnerabilidades com auxílio de IA e, nos dias seguintes, comprovou ataques contra WordPress e Drupal.

A empresa comunicou suas descobertas à equipe do PHP em 24 de agosto.

Mesmo com a gravidade confirmada, os detalhes foram mantidos em sigilo para permitir que os desenvolvedores preparassem as correções antes que criminosos pudessem utilizar as informações.

A divulgação estava prevista inicialmente para 22 de outubro, mas foi antecipada após informações sobre as vulnerabilidades começarem a circular nas redes sociais no dia 20.

Foi a Wiz que corrigiu o problema? As falhas já foram resolvidas?

A correção foi desenvolvida e publicada pelos responsáveis pelo PHP, com apoio de pesquisadores e empresas de tecnologia.

Além da Wiz, organizações como OpenAI, Calif, Cloudflare e Google participaram das investigações, dos testes ou da preparação de medidas de proteção.

Nesta quarta-feira (21), foram disponibilizadas quatro versões corrigidas da linguagem:

  • PHP 8.5.12;

  • PHP 8.4.27;

  • PHP 8.3.36;

  • PHP 8.2.35.

As atualizações resolvem as duas vulnerabilidades identificadas como CVE-2026-109618 e CVE-2026-109619, que receberam nota 9,2 de 10 em gravidade.

Entretanto, os sites que continuam utilizando versões vulneráveis ainda podem sofrer ataques.

O alerta também se aplica a plataformas como WordPress: atualizar apenas o sistema de gerenciamento de conteúdo ou seus plugins não corrige uma vulnerabilidade presente no próprio PHP.

A equipe responsável pela linguagem recomenda que administradores atualizem seus servidores imediatamente.

A descoberta também preocupa especialistas por outro motivo. As mesmas ferramentas de IA que ajudaram os pesquisadores a identificar as vulnerabilidades podem ser utilizadas por criminosos para acelerar o desenvolvimento de ataques contra servidores que ainda não receberam as correções.

Veja também: Prompt de menos de 100 caracteres fez agentes de IA invadirem mais de 100 empresas

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IA revela falhas escondidas há mais de 10 anos no PHP; entenda a descoberta

21 October 2026 at 21:45

Ferramentas de inteligência artificial (IA) ajudaram pesquisadores a descobrir como explorar falhas de segurança presentes no PHP há mais de uma década. As vulnerabilidades, que podem permitir invasões de servidores, provocaram um alerta mundial nesta quarta-feira (21) e levaram governos e empresas a retirar sites do ar preventivamente.

As descobertas envolveram pesquisadores das empresas de segurança Wiz e Calif, que utilizaram modelos do Google e da OpenAI para identificar os problemas e demonstrar possíveis ataques.

Segundo a Wiz, as ferramentas de IA ajudaram a executar em aproximadamente uma semana uma investigação que poderia exigir meses de trabalho de especialistas.

O PHP é uma das linguagens de programação mais utilizadas na internet e está presente em plataformas como WordPress, Drupal e Joomla. Segundo a W3Techs, 69,3% dos sites cuja linguagem de servidor é conhecida utilizam essa tecnologia.

As falhas já foram corrigidas pelos desenvolvedores do PHP, mas os administradores precisam instalar as atualizações para proteger seus servidores.

Como a IA encontrou as falhas no PHP?

A investigação envolveu três ferramentas principais: o Wiz Atlas, plataforma de pesquisa de segurança com IA, o Gemini 4 Argon, do Google, e o GPT-5.6 Sol, da OpenAI.

Os pesquisadores utilizaram esses sistemas para analisar o funcionamento interno do PHP e investigar problemas relacionados ao gerenciamento de memória.

Em determinadas situações, o programa poderia continuar utilizando informações de memória que já deveriam ter sido descartadas. Criminosos poderiam explorar esse comportamento para executar comandos maliciosos em servidores, dependendo das condições do sistema.

Segundo a Wiz, a dificuldade estava em combinar diferentes problemas e adaptar os ataques às configurações de cada servidor.

Com o auxílio da IA, os pesquisadores conseguiram acelerar testes, analisar resultados e modificar suas técnicas até demonstrar ataques contra instalações de WordPress, Drupal e Joomla.

A empresa afirma que o Gemini 4 Argon teve participação importante na identificação das vulnerabilidades, no desenvolvimento dos testes e na validação das correções.

A descoberta também envolveu a Calif, que utilizou o GPT-5.6 Sol para identificar independentemente um dos problemas, dentro de uma iniciativa coordenada pela OpenAI.

PHP capa

Por que não soubemos das falhas antes?

Embora as vulnerabilidades tenham sido divulgadas nesta quarta-feira (21), os primeiros sinais de um dos problemas foram identificados em 2024.

Na ocasião, uma auditoria de segurança realizada pela Quarkslab levou um desenvolvedor do PHP a encontrar indícios de falhas no gerenciamento de memória.

Entretanto, a equipe ainda não havia encontrado uma maneira concreta de explorar o problema para invadir servidores.

Segundo a PHP Foundation, diferentes soluções foram discutidas, mas apresentavam riscos de incompatibilidade, perda de desempenho ou problemas para outras ferramentas desenvolvidas com PHP.

As dificuldades, somadas à quantidade limitada de profissionais disponíveis, atrasaram a correção. A própria fundação reconheceu que houve uma falha na organização do processo.

A situação mudou em agosto de 2026.

No dia 11, pesquisadores da Calif e da OpenAI demonstraram formas de explorar o problema. Já em 19 de agosto, a Wiz identificou vulnerabilidades com auxílio de IA e, nos dias seguintes, comprovou ataques contra WordPress e Drupal.

A empresa comunicou suas descobertas à equipe do PHP em 24 de agosto.

Mesmo com a gravidade confirmada, os detalhes foram mantidos em sigilo para permitir que os desenvolvedores preparassem as correções antes que criminosos pudessem utilizar as informações.

A divulgação estava prevista inicialmente para 22 de outubro, mas foi antecipada após informações sobre as vulnerabilidades começarem a circular nas redes sociais no dia 20.

Foi a Wiz que corrigiu o problema? As falhas já foram resolvidas?

A correção foi desenvolvida e publicada pelos responsáveis pelo PHP, com apoio de pesquisadores e empresas de tecnologia.

Além da Wiz, organizações como OpenAI, Calif, Cloudflare e Google participaram das investigações, dos testes ou da preparação de medidas de proteção.

Nesta quarta-feira (21), foram disponibilizadas quatro versões corrigidas da linguagem:

  • PHP 8.5.12;

  • PHP 8.4.27;

  • PHP 8.3.36;

  • PHP 8.2.35.

As atualizações resolvem as duas vulnerabilidades identificadas como CVE-2026-109618 e CVE-2026-109619, que receberam nota 9,2 de 10 em gravidade.

Entretanto, os sites que continuam utilizando versões vulneráveis ainda podem sofrer ataques.

O alerta também se aplica a plataformas como WordPress: atualizar apenas o sistema de gerenciamento de conteúdo ou seus plugins não corrige uma vulnerabilidade presente no próprio PHP.

A equipe responsável pela linguagem recomenda que administradores atualizem seus servidores imediatamente.

A descoberta também preocupa especialistas por outro motivo. As mesmas ferramentas de IA que ajudaram os pesquisadores a identificar as vulnerabilidades podem ser utilizadas por criminosos para acelerar o desenvolvimento de ataques contra servidores que ainda não receberam as correções.

Veja também: Prompt de menos de 100 caracteres fez agentes de IA invadirem mais de 100 empresas

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Não precisa mais do celular: Spotify lança app nativo para carros com vídeos e letras na tela

21 October 2026 at 21:04

O Spotify lançou nesta quarta-feira (21) um novo aplicativo para carros que permite ouvir músicas sem precisar conectar o celular. A novidade também oferece letras em tempo real, videoclipes, podcasts em vídeo e comandos de voz diretamente pelo sistema multimídia do veículo.

O aplicativo foi desenvolvido para o Android Automotive, sistema operacional do Google instalado diretamente em determinados automóveis. Inicialmente, a novidade está disponível em modelos selecionados da Audi, com previsão de expansão para outras fabricantes ao longo de 2027.

Segundo o Spotify, o aplicativo funciona de forma independente do smartphone após a configuração inicial. Assim, o motorista não precisa conectar o aparelho por Bluetooth ou cabo USB para reproduzir músicas.

A empresa também estabeleceu restrições para evitar distrações: vídeos e letras só podem aparecer na tela principal quando o carro está parado.

Como funciona o novo Spotify para carros?

A principal diferença está na integração com o sistema multimídia.

Ao contrário do Android Auto, que utiliza o celular para executar aplicativos e projetá-los na tela do veículo, o Android Automotive funciona diretamente no computador de bordo.

O Spotify pode ser aberto pelo próprio carro e retomar a reprodução automaticamente quando o veículo é ligado, desde que o usuário já tenha conectado sua conta.

A nova versão também oferece uma interface própria, com acesso a playlists, recomendações e biblioteca musical.

Entre os recursos disponíveis estão:

  • Letras em tempo real: permitem acompanhar as músicas pela tela do veículo;

  • Videoclipes e podcasts em vídeo: podem ser reproduzidos na tela principal com o carro estacionado;

  • Spotify Jam: passageiros podem adicionar músicas a uma fila compartilhada por meio de um QR Code;

  • Comandos de voz: nos modelos compatíveis, é possível controlar a reprodução pelo assistente da Audi e utilizar o Spotify DJ, quando disponível.

Nos carros equipados com uma segunda tela para o passageiro dianteiro, os vídeos e as letras podem aparecer nesse visor durante o trajeto.

Já na tela central, os recursos visuais são bloqueados automaticamente quando o veículo começa a se movimentar.

Spotify app carro exemplo

Quais carros recebem o novo Spotify?

A Audi é a primeira fabricante a disponibilizar a nova versão, que chega a modelos a partir da linha 2026. São eles:

  • Audi A5;

  • Audi Q5;

  • Audi A6;

  • Audi A6 e-tron;

  • Audi Q6 e-tron.

Os futuros SUVs Q7 e Q9 também receberão o aplicativo quando chegarem ao mercado.

Segundo a fabricante, o lançamento contempla 47 mercados, distribuídos pelas Américas, Europa, Ásia, África e Austrália. Entretanto, a lista completa de países ainda não foi detalhada, portanto não há confirmação específica da disponibilidade no Brasil.

O download é gratuito e pode ser feito por usuários do Spotify Free e Premium. Algumas funções e conteúdos podem variar conforme o plano e a região.

Como instalar e usar o Spotify no carro?

Nos veículos compatíveis, o aplicativo pode ser baixado diretamente pela Audi Application Store, disponível no sistema multimídia.

Para configurar:

  1. Abra a Audi Application Store no carro;

  2. Instale ou atualize o Spotify;

  3. Abra o aplicativo e selecione a opção de login;

  4. Escaneie o QR Code exibido na tela com o celular ou acesse spotify.com/pair em outro dispositivo;

  5. Entre na sua conta e conclua a vinculação.

Depois disso, não será mais necessário conectar o celular ao veículo para ouvir músicas. O carro, porém, precisa de acesso à internet, e alguns modelos podem exigir um pacote Audi connect.

O Spotify informou que pretende levar a nova experiência a outras montadoras durante o próximo ano. Por enquanto, os aplicativos tradicionais para Android Auto e Apple CarPlay continuam funcionando normalmente.

Veja também: Spotify faz faxina e apaga mais de 75 milhões de músicas falsas feitas por IA

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Não precisa mais do celular: Spotify lança app nativo para carros com vídeos e letras na tela

21 October 2026 at 21:04

O Spotify lançou nesta quarta-feira (21) um novo aplicativo para carros que permite ouvir músicas sem precisar conectar o celular. A novidade também oferece letras em tempo real, videoclipes, podcasts em vídeo e comandos de voz diretamente pelo sistema multimídia do veículo.

O aplicativo foi desenvolvido para o Android Automotive, sistema operacional do Google instalado diretamente em determinados automóveis. Inicialmente, a novidade está disponível em modelos selecionados da Audi, com previsão de expansão para outras fabricantes ao longo de 2027.

Segundo o Spotify, o aplicativo funciona de forma independente do smartphone após a configuração inicial. Assim, o motorista não precisa conectar o aparelho por Bluetooth ou cabo USB para reproduzir músicas.

A empresa também estabeleceu restrições para evitar distrações: vídeos e letras só podem aparecer na tela principal quando o carro está parado.

Como funciona o novo Spotify para carros?

A principal diferença está na integração com o sistema multimídia.

Ao contrário do Android Auto, que utiliza o celular para executar aplicativos e projetá-los na tela do veículo, o Android Automotive funciona diretamente no computador de bordo.

O Spotify pode ser aberto pelo próprio carro e retomar a reprodução automaticamente quando o veículo é ligado, desde que o usuário já tenha conectado sua conta.

A nova versão também oferece uma interface própria, com acesso a playlists, recomendações e biblioteca musical.

Entre os recursos disponíveis estão:

  • Letras em tempo real: permitem acompanhar as músicas pela tela do veículo;

  • Videoclipes e podcasts em vídeo: podem ser reproduzidos na tela principal com o carro estacionado;

  • Spotify Jam: passageiros podem adicionar músicas a uma fila compartilhada por meio de um QR Code;

  • Comandos de voz: nos modelos compatíveis, é possível controlar a reprodução pelo assistente da Audi e utilizar o Spotify DJ, quando disponível.

Nos carros equipados com uma segunda tela para o passageiro dianteiro, os vídeos e as letras podem aparecer nesse visor durante o trajeto.

Já na tela central, os recursos visuais são bloqueados automaticamente quando o veículo começa a se movimentar.

Spotify app carro exemplo

Quais carros recebem o novo Spotify?

A Audi é a primeira fabricante a disponibilizar a nova versão, que chega a modelos a partir da linha 2026. São eles:

  • Audi A5;

  • Audi Q5;

  • Audi A6;

  • Audi A6 e-tron;

  • Audi Q6 e-tron.

Os futuros SUVs Q7 e Q9 também receberão o aplicativo quando chegarem ao mercado.

Segundo a fabricante, o lançamento contempla 47 mercados, distribuídos pelas Américas, Europa, Ásia, África e Austrália. Entretanto, a lista completa de países ainda não foi detalhada, portanto não há confirmação específica da disponibilidade no Brasil.

O download é gratuito e pode ser feito por usuários do Spotify Free e Premium. Algumas funções e conteúdos podem variar conforme o plano e a região.

Como instalar e usar o Spotify no carro?

Nos veículos compatíveis, o aplicativo pode ser baixado diretamente pela Audi Application Store, disponível no sistema multimídia.

Para configurar:

  1. Abra a Audi Application Store no carro;

  2. Instale ou atualize o Spotify;

  3. Abra o aplicativo e selecione a opção de login;

  4. Escaneie o QR Code exibido na tela com o celular ou acesse spotify.com/pair em outro dispositivo;

  5. Entre na sua conta e conclua a vinculação.

Depois disso, não será mais necessário conectar o celular ao veículo para ouvir músicas. O carro, porém, precisa de acesso à internet, e alguns modelos podem exigir um pacote Audi connect.

O Spotify informou que pretende levar a nova experiência a outras montadoras durante o próximo ano. Por enquanto, os aplicativos tradicionais para Android Auto e Apple CarPlay continuam funcionando normalmente.

Veja também: Spotify faz faxina e apaga mais de 75 milhões de músicas falsas feitas por IA

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Falhas no PHP chegam ao Brasil e fazem Anatel e tribunais suspenderem sistemas

21 October 2026 at 19:48

As falhas graves de segurança no PHP, que provocaram um alerta mundial nesta quarta-feira (21), também levaram órgãos públicos brasileiros a suspender serviços digitais. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) confirmou ao Canaltech que retirou temporariamente do ar seu Sistema Eletrônico de Informações (SEI) por causa das vulnerabilidades.

A medida também atingiu outros tribunais brasileiros. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) suspendeu o acesso externo ao SEI, enquanto a Justiça Federal da 4ª Região interrompeu o acesso a sistemas digitais.

Em Minas Gerais, o Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) também suspendeu o expediente e os prazos processuais diante de problemas em seus sistemas, segundo o portal O Fator.

As interrupções ocorrem após a descoberta de duas vulnerabilidades críticas no PHP, linguagem de programação utilizada por grande parte dos sites da internet. Os problemas podem permitir que criminosos executem comandos maliciosos em servidores sem precisar de autenticação.

Por que a Anatel tirou o SEI do ar?

Em resposta ao Canaltech, a Anatel confirmou que a suspensão está diretamente relacionada às vulnerabilidades descobertas no PHP.

"O caso não se trata de uma falha ou vulnerabilidade inerente ao SEI. A indisponibilidade temporária do serviço está relacionada a uma vulnerabilidade recente identificada no próprio PHP", explicou a agência.

A Anatel acrescentou que outros sistemas executados em ambientes PHP também podem ser afetados, incluindo plataformas como Moodle e Joomla.

O SEI é utilizado por empresas, advogados e cidadãos para acompanhar processos administrativos, enviar documentos, apresentar petições e realizar assinaturas eletrônicas junto à agência reguladora.

Com a suspensão do acesso externo, essas atividades podem ficar temporariamente indisponíveis.

A medida não significa que as redes de telefonia e internet do Brasil tenham sido afetadas, já que o SEI é uma ferramenta administrativa da Anatel.

A agência também anunciou a suspensão de outros serviços digitais, mas não detalhou quais foram afetados nem informou uma previsão de restabelecimento.

mensagem anatel

Quais outros serviços foram suspensos no Brasil?

Além da Anatel, órgãos da Justiça Federal anunciaram interrupções preventivas nesta quarta-feira.

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) confirmou que suspendeu temporariamente o acesso externo ao SEI em razão das vulnerabilidades do PHP.

Segundo o tribunal, a medida segue uma recomendação do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) e busca proteger os sistemas e as informações institucionais.

Não há previsão para o restabelecimento do serviço.

Já a Justiça Federal da 4ª Região, que atende Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, anunciou a interrupção temporária do acesso externo aos seus sistemas a partir das 11h desta quarta-feira. As ferramentas continuariam funcionando normalmente nas dependências do órgão.

Em Minas Gerais, o TRF6 foi além e suspendeu o expediente e os prazos processuais em toda a Justiça Federal do estado, segundo reportagem do portal O Fator.

Entre os sistemas com problemas estão:

  • eproc: utilizado para tramitação de processos judiciais;

  • SEI: responsável pela gestão de processos e documentos administrativos;

  • Moodle: plataforma utilizada para cursos e atividades de ensino;

  • Portal e intranet: páginas e ferramentas de acesso do tribunal.

Segundo a publicação, a decisão foi tomada diante da necessidade de medidas emergenciais de segurança relacionadas às vulnerabilidades do PHP.

Até o momento, não há confirmação de invasões aos sistemas desses órgãos. As suspensões anunciadas têm caráter preventivo.

Governo federal recomenda atualização urgente do PHP

O Centro de Prevenção, Tratamento e Resposta a Incidentes Cibernéticos de Governo (CTIR Gov), ligado ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, também publicou um alerta oficial nesta quarta-feira (21).

O órgão recomenda que instituições identifiquem sistemas que utilizam PHP e instalem imediatamente as versões corrigidas da linguagem.

Caso não seja possível aplicar as atualizações, a orientação é avaliar a suspensão temporária do acesso externo às aplicações vulneráveis.

As falhas, identificadas como CVE-2026-109618 e CVE-2026-109619, receberam nota 9,2 de 10 em gravidade.

Os desenvolvedores do PHP já disponibilizaram quatro versões corrigidas: 8.2.35, 8.3.36, 8.4.27 e 8.5.12.

Entretanto, os administradores precisam instalar as atualizações para proteger seus servidores. Até que isso aconteça, aplicações vulneráveis podem continuar expostas a ataques.

As mesmas falhas já levaram governos e empresas de países como Alemanha, Países Baixos, Bélgica, França e Finlândia a retirar serviços digitais do ar por precaução.

Veja mais sobre o caso no Canaltech: Alerta mundial: falhas no PHP colocam milhões de sites em risco

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Falhas no PHP chegam ao Brasil e fazem Anatel e tribunais suspenderem sistemas

21 October 2026 at 19:48

As falhas graves de segurança no PHP, que provocaram um alerta mundial nesta quarta-feira (21), também levaram órgãos públicos brasileiros a suspender serviços digitais. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) confirmou ao Canaltech que retirou temporariamente do ar seu Sistema Eletrônico de Informações (SEI) por causa das vulnerabilidades.

A medida também atingiu outros tribunais brasileiros. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) suspendeu o acesso externo ao SEI, enquanto a Justiça Federal da 4ª Região interrompeu o acesso a sistemas digitais.

Em Minas Gerais, o Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) também suspendeu o expediente e os prazos processuais diante de problemas em seus sistemas, segundo o portal O Fator.

As interrupções ocorrem após a descoberta de duas vulnerabilidades críticas no PHP, linguagem de programação utilizada por grande parte dos sites da internet. Os problemas podem permitir que criminosos executem comandos maliciosos em servidores sem precisar de autenticação.

Por que a Anatel tirou o SEI do ar?

Em resposta ao Canaltech, a Anatel confirmou que a suspensão está diretamente relacionada às vulnerabilidades descobertas no PHP.

"O caso não se trata de uma falha ou vulnerabilidade inerente ao SEI. A indisponibilidade temporária do serviço está relacionada a uma vulnerabilidade recente identificada no próprio PHP", explicou a agência.

A Anatel acrescentou que outros sistemas executados em ambientes PHP também podem ser afetados, incluindo plataformas como Moodle e Joomla.

O SEI é utilizado por empresas, advogados e cidadãos para acompanhar processos administrativos, enviar documentos, apresentar petições e realizar assinaturas eletrônicas junto à agência reguladora.

Com a suspensão do acesso externo, essas atividades podem ficar temporariamente indisponíveis.

A medida não significa que as redes de telefonia e internet do Brasil tenham sido afetadas, já que o SEI é uma ferramenta administrativa da Anatel.

A agência também anunciou a suspensão de outros serviços digitais, mas não detalhou quais foram afetados nem informou uma previsão de restabelecimento.

mensagem anatel

Quais outros serviços foram suspensos no Brasil?

Além da Anatel, órgãos da Justiça Federal anunciaram interrupções preventivas nesta quarta-feira.

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) confirmou que suspendeu temporariamente o acesso externo ao SEI em razão das vulnerabilidades do PHP.

Segundo o tribunal, a medida segue uma recomendação do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) e busca proteger os sistemas e as informações institucionais.

Não há previsão para o restabelecimento do serviço.

Já a Justiça Federal da 4ª Região, que atende Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, anunciou a interrupção temporária do acesso externo aos seus sistemas a partir das 11h desta quarta-feira. As ferramentas continuariam funcionando normalmente nas dependências do órgão.

Em Minas Gerais, o TRF6 foi além e suspendeu o expediente e os prazos processuais em toda a Justiça Federal do estado, segundo reportagem do portal O Fator.

Entre os sistemas com problemas estão:

  • eproc: utilizado para tramitação de processos judiciais;

  • SEI: responsável pela gestão de processos e documentos administrativos;

  • Moodle: plataforma utilizada para cursos e atividades de ensino;

  • Portal e intranet: páginas e ferramentas de acesso do tribunal.

Segundo a publicação, a decisão foi tomada diante da necessidade de medidas emergenciais de segurança relacionadas às vulnerabilidades do PHP.

Até o momento, não há confirmação de invasões aos sistemas desses órgãos. As suspensões anunciadas têm caráter preventivo.

Governo federal recomenda atualização urgente do PHP

O Centro de Prevenção, Tratamento e Resposta a Incidentes Cibernéticos de Governo (CTIR Gov), ligado ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, também publicou um alerta oficial nesta quarta-feira (21).

O órgão recomenda que instituições identifiquem sistemas que utilizam PHP e instalem imediatamente as versões corrigidas da linguagem.

Caso não seja possível aplicar as atualizações, a orientação é avaliar a suspensão temporária do acesso externo às aplicações vulneráveis.

As falhas, identificadas como CVE-2026-109618 e CVE-2026-109619, receberam nota 9,2 de 10 em gravidade.

Os desenvolvedores do PHP já disponibilizaram quatro versões corrigidas: 8.2.35, 8.3.36, 8.4.27 e 8.5.12.

Entretanto, os administradores precisam instalar as atualizações para proteger seus servidores. Até que isso aconteça, aplicações vulneráveis podem continuar expostas a ataques.

As mesmas falhas já levaram governos e empresas de países como Alemanha, Países Baixos, Bélgica, França e Finlândia a retirar serviços digitais do ar por precaução.

Veja mais sobre o caso no Canaltech: Alerta mundial: falhas no PHP colocam milhões de sites em risco

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Fone barato chiando ou abafado? Truque no YouTube Music salva o som sem você gastar nada

21 October 2026 at 19:01

Fones de ouvido baratos podem apresentar problemas como graves exagerados, vozes abafadas e agudos estridentes. Antes de investir em outro modelo, porém, vale testar uma ferramenta gratuita disponível no YouTube Music: o equalizador de áudio.

O recurso permite ajustar diferentes frequências sonoras para compensar algumas limitações dos fones. Assim, é possível destacar os vocais, reduzir graves excessivos ou suavizar sons agudos que incomodam durante a reprodução.

A ferramenta funciona por meio de um atalho para o equalizador do Android, e as opções disponíveis dependem do fabricante do celular. Não é necessário assinar o YouTube Music Premium para utilizá-la.

Como melhorar o som dos fones pelo YouTube Music?

Para encontrar o equalizador no aplicativo para Android, siga estes passos:

  1. Abra o YouTube Music;

  2. Toque na foto do seu perfil;

  3. Acesse Configurações;

  4. Entre em Reprodução ou Reprodução e restrições, dependendo da versão;

  5. Toque em Equalizador;

  6. Ative a ferramenta, caso necessário, e ajuste o som.

prints youtube music

O menu pode apresentar configurações prontas para gêneros como rock, pop e jazz, além de controles para personalizar as frequências.

Para quem está começando, vale fazer pequenos ajustes enquanto uma música toca. Algumas sugestões são:

  • Som abafado: diminua um pouco os graves e aumente moderadamente os médios e agudos para destacar vozes e instrumentos;

  • Agudos estridentes: reduza as frequências mais altas para suavizar o som;

  • Falta de graves: aumente discretamente as frequências baixas, evitando distorções.

O resultado depende das características de cada fone. Também é importante ressaltar que o equalizador não corrige defeitos físicos, como falhas de conexão, ruídos eletrônicos ou alto-falantes danificados.

Por enquanto, o YouTube Music não oferece um equalizador equivalente dentro do aplicativo para iPhone ou na versão web.

Confira também: Como obter a melhor qualidade de áudio no YouTube Music?

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Fone barato chiando ou abafado? Truque no YouTube Music salva o som sem você gastar nada

21 October 2026 at 19:01

Fones de ouvido baratos podem apresentar problemas como graves exagerados, vozes abafadas e agudos estridentes. Antes de investir em outro modelo, porém, vale testar uma ferramenta gratuita disponível no YouTube Music: o equalizador de áudio.

O recurso permite ajustar diferentes frequências sonoras para compensar algumas limitações dos fones. Assim, é possível destacar os vocais, reduzir graves excessivos ou suavizar sons agudos que incomodam durante a reprodução.

A ferramenta funciona por meio de um atalho para o equalizador do Android, e as opções disponíveis dependem do fabricante do celular. Não é necessário assinar o YouTube Music Premium para utilizá-la.

Como melhorar o som dos fones pelo YouTube Music?

Para encontrar o equalizador no aplicativo para Android, siga estes passos:

  1. Abra o YouTube Music;

  2. Toque na foto do seu perfil;

  3. Acesse Configurações;

  4. Entre em Reprodução ou Reprodução e restrições, dependendo da versão;

  5. Toque em Equalizador;

  6. Ative a ferramenta, caso necessário, e ajuste o som.

prints youtube music

O menu pode apresentar configurações prontas para gêneros como rock, pop e jazz, além de controles para personalizar as frequências.

Para quem está começando, vale fazer pequenos ajustes enquanto uma música toca. Algumas sugestões são:

  • Som abafado: diminua um pouco os graves e aumente moderadamente os médios e agudos para destacar vozes e instrumentos;

  • Agudos estridentes: reduza as frequências mais altas para suavizar o som;

  • Falta de graves: aumente discretamente as frequências baixas, evitando distorções.

O resultado depende das características de cada fone. Também é importante ressaltar que o equalizador não corrige defeitos físicos, como falhas de conexão, ruídos eletrônicos ou alto-falantes danificados.

Por enquanto, o YouTube Music não oferece um equalizador equivalente dentro do aplicativo para iPhone ou na versão web.

Confira também: Como obter a melhor qualidade de áudio no YouTube Music?

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Duolingo fora do ar? App apresenta falhas e usuários temem perder ofensiva

21 October 2026 at 18:14

O Duolingo apresenta instabilidade nesta quarta-feira (21), com problemas para carregar páginas, registrar pontos de experiência (XP) e atualizar a ofensiva dos usuários. As falhas atingem pessoas no Brasil e em outros países, e já foram reconhecidas oficialmente pela plataforma de ensino de idiomas.

Na página oficial de status, o Duolingo classificou o incidente como grave e informou, às 11h57 (horário de Brasília), que estava investigando um aumento de erros no serviço. A empresa ainda não explicou o que provocou a instabilidade.

Segundo o Downdetector, que reúne notificações de problemas em serviços digitais, o aplicativo chegou a registrar um pico de 78 reclamações no Brasil e mais de 400 nos Estados Unidos. Os números já apresentavam queda no momento da consulta realizada pelo Canaltech.

Quais problemas estão acontecendo no Duolingo?

Em um teste realizado pelo Canaltech, foi possível concluir uma lição normalmente. O aplicativo também confirmou a continuidade da ofensiva, mas a contagem exibida no widget do celular não foi atualizada.

Outros problemas identificados incluem:

  • Perfis de usuários que não carregam;

  • Indisponibilidade das páginas de Ligas e Central de Prática;

  • Ausência de anúncios após a conclusão das lições;

  • Falhas na atualização de informações do aplicativo.

Nas redes sociais, principalmente no X (antigo Twitter), usuários relatam dificuldades para receber XP e demonstram preocupação com a possibilidade de perder suas ofensivas, que representam os dias consecutivos de estudo.

Também há reclamações de pessoas que não conseguem entrar nas próprias contas ou iniciar lições. Os relatos aparecem principalmente em inglês, mas usuários brasileiros também identificaram problemas.

Ainda não está claro se os pontos e as lições realizados durante o período de instabilidade serão registrados posteriormente.

O Duolingo possui um mecanismo para proteger as ofensivas em caso de problemas técnicos, mas não informou se ele será utilizado neste incidente.

O Canaltech entrou em contato com a assessoria do Duolingo para entender as causas da instabilidade e se existe alguma relação com problemas de segurança divulgados nesta quarta-feira. A empresa enviou a seguinte nota:

“Estamos cientes de um problema que está afetando os logins e alguns serviços do Duolingo. Nossas equipes estão trabalhando para restabelecer o acesso o mais rápido possível.”

Instabilidade pode ter relação com falhas no PHP?

A queda do Duolingo acontece no mesmo dia em que duas falhas graves de segurança no PHP colocaram milhões de sites em alerta.

O PHP é uma das linguagens de programação mais utilizadas na internet e está presente em plataformas como WordPress, Drupal e Joomla.

As vulnerabilidades identificadas nesta quarta-feira podem permitir que criminosos invadam servidores e executem comandos maliciosos. O problema levou diferentes serviços governamentais europeus a sair do ar preventivamente.

Apesar da coincidência, não há evidências de que as falhas do PHP estejam relacionadas aos problemas do Duolingo.

Em publicações técnicas anteriores, a empresa informou utilizar linguagens como Python, Scala e Kotlin no desenvolvimento de seus sistemas. Isso, porém, não permite descartar a utilização de PHP em algum componente da infraestrutura.

Até o momento, a plataforma não revelou o motivo da instabilidade.

páginas Duolingo

Duolingo já ficou fora do ar antes?

Esta não é a primeira vez que o Duolingo enfrenta problemas de funcionamento.

Em 20 de outubro de 2025, o aplicativo foi afetado por uma grande interrupção nos serviços de computação em nuvem da Amazon Web Services (AWS), que também prejudicou plataformas como Snapchat, Fortnite e Zoom.

Na ocasião, usuários relataram dificuldades para acessar lições e manter suas ofensivas. A empresa informou que trabalhava para preservar as sequências de estudo afetadas pela queda.

Mais recentemente, em julho de 2026, o Duolingo registrou episódios de aumento de erros, reconhecidos em sua página oficial de status. Os incidentes foram resolvidos após períodos de aproximadamente 20 a 53 minutos.

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Duolingo fora do ar? App apresenta falhas e usuários temem perder ofensiva

21 October 2026 at 18:14

O Duolingo apresenta instabilidade nesta quarta-feira (21), com problemas para carregar páginas, registrar pontos de experiência (XP) e atualizar a ofensiva dos usuários. As falhas atingem pessoas no Brasil e em outros países, e já foram reconhecidas oficialmente pela plataforma de ensino de idiomas.

Na página oficial de status, o Duolingo classificou o incidente como grave e informou, às 11h57 (horário de Brasília), que estava investigando um aumento de erros no serviço. A empresa ainda não explicou o que provocou a instabilidade.

Segundo o Downdetector, que reúne notificações de problemas em serviços digitais, o aplicativo chegou a registrar um pico de 78 reclamações no Brasil e mais de 400 nos Estados Unidos. Os números já apresentavam queda no momento da consulta realizada pelo Canaltech.

Quais problemas estão acontecendo no Duolingo?

Em um teste realizado pelo Canaltech, foi possível concluir uma lição normalmente. O aplicativo também confirmou a continuidade da ofensiva, mas a contagem exibida no widget do celular não foi atualizada.

Outros problemas identificados incluem:

  • Perfis de usuários que não carregam;

  • Indisponibilidade das páginas de Ligas e Central de Prática;

  • Ausência de anúncios após a conclusão das lições;

  • Falhas na atualização de informações do aplicativo.

Nas redes sociais, principalmente no X (antigo Twitter), usuários relatam dificuldades para receber XP e demonstram preocupação com a possibilidade de perder suas ofensivas, que representam os dias consecutivos de estudo.

Também há reclamações de pessoas que não conseguem entrar nas próprias contas ou iniciar lições. Os relatos aparecem principalmente em inglês, mas usuários brasileiros também identificaram problemas.

Ainda não está claro se os pontos e as lições realizados durante o período de instabilidade serão registrados posteriormente.

O Duolingo possui um mecanismo para proteger as ofensivas em caso de problemas técnicos, mas não informou se ele será utilizado neste incidente.

O Canaltech entrou em contato com a assessoria do Duolingo para entender as causas da instabilidade e se existe alguma relação com problemas de segurança divulgados nesta quarta-feira. A empresa enviou a seguinte nota:

“Estamos cientes de um problema que está afetando os logins e alguns serviços do Duolingo. Nossas equipes estão trabalhando para restabelecer o acesso o mais rápido possível.”

Instabilidade pode ter relação com falhas no PHP?

A queda do Duolingo acontece no mesmo dia em que duas falhas graves de segurança no PHP colocaram milhões de sites em alerta.

O PHP é uma das linguagens de programação mais utilizadas na internet e está presente em plataformas como WordPress, Drupal e Joomla.

As vulnerabilidades identificadas nesta quarta-feira podem permitir que criminosos invadam servidores e executem comandos maliciosos. O problema levou diferentes serviços governamentais europeus a sair do ar preventivamente.

Apesar da coincidência, não há evidências de que as falhas do PHP estejam relacionadas aos problemas do Duolingo.

Em publicações técnicas anteriores, a empresa informou utilizar linguagens como Python, Scala e Kotlin no desenvolvimento de seus sistemas. Isso, porém, não permite descartar a utilização de PHP em algum componente da infraestrutura.

Até o momento, a plataforma não revelou o motivo da instabilidade.

páginas Duolingo

Duolingo já ficou fora do ar antes?

Esta não é a primeira vez que o Duolingo enfrenta problemas de funcionamento.

Em 20 de outubro de 2025, o aplicativo foi afetado por uma grande interrupção nos serviços de computação em nuvem da Amazon Web Services (AWS), que também prejudicou plataformas como Snapchat, Fortnite e Zoom.

Na ocasião, usuários relataram dificuldades para acessar lições e manter suas ofensivas. A empresa informou que trabalhava para preservar as sequências de estudo afetadas pela queda.

Mais recentemente, em julho de 2026, o Duolingo registrou episódios de aumento de erros, reconhecidos em sua página oficial de status. Os incidentes foram resolvidos após períodos de aproximadamente 20 a 53 minutos.

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Google começa a ler o que usuário copia no Chrome; entenda o motivo

21 October 2026 at 17:01

O Google Chrome ganhou um recurso de segurança que permite analisar comandos copiados pelo usuário e enviar seu conteúdo aos servidores da empresa. A novidade busca identificar golpes que utilizam a área de transferência do computador para instalar vírus e outros programas maliciosos.

Segundo um anúncio do Google desta terça-feira (20), a ferramenta já está disponível para usuários que ativaram a Proteção Reforçada do navegador. A empresa também anunciou novos alertas para sites suspeitos e melhorias na identificação de golpes com inteligência artificial (IA).

A análise da área de transferência acontece em situações específicas, quando o Chrome identifica que o usuário pode ter sido induzido a copiar um comando perigoso. Ou seja, o recurso não lê tudo que é copiado.

Por que o Chrome vai analisar o que você copia?

A medida busca combater um golpe conhecido como ClickFix, no qual criminosos induzem as vítimas a executar comandos maliciosos no próprio computador.

Nesse tipo de ataque, uma página pode exibir uma mensagem falsa informando que o navegador precisa de uma atualização ou que o usuário deve corrigir um suposto problema de segurança.

Para resolver a situação, a vítima é orientada a copiar um comando e executá-lo no terminal do sistema operacional, como o PowerShell ou Prompt de Comando, do Windows.

O conteúdo copiado pode ser diferente daquele apresentado na página. Ao executar as instruções, o usuário corre o risco de instalar programas maliciosos no computador.

Com a nova proteção, o Chrome identifica possíveis comandos suspeitos copiados de páginas e encaminha seu conteúdo ao serviço de Navegação Segura do Google. Caso a análise confirme o perigo, um alerta será exibido antes que o usuário execute as instruções.

A mudança também levanta questões sobre privacidade. Segundo o Google, informações capazes de identificar pessoalmente o usuário são removidas do conteúdo copiado antes do envio aos servidores.

exemplo google chrome segurança

Chrome ganha novas proteções com Gemini

Outra novidade é a ampliação do uso do Gemini para identificar páginas fraudulentas.

Anteriormente, o Chrome utilizava um modelo de IA executado diretamente em dispositivos compatíveis para detectar golpes de falso suporte técnico. Agora, a análise passa a utilizar um modelo mais potente, hospedado nos servidores do Google.

A mudança permite identificar outras ameaças, como falsos antivírus e páginas que simulam atualizações de navegadores.

Segundo a empresa, o conteúdo textual de uma página só é enviado para análise com Gemini quando o navegador identifica indícios considerados fortes de fraude. O Google afirma que esses dados são processados temporariamente, sem armazenamento ou utilização no treinamento de IA.

O Chrome também passa a diferenciar os alertas sobre páginas suspeitas e perigosas.

Sites que apresentam sinais de fraude, mas ainda não foram classificados como comprovadamente maliciosos, terão uma janela de aviso. O usuário poderá retornar à página anterior ou marcar o endereço como seguro.

Já páginas reconhecidas como perigosas continuarão exibindo o tradicional alerta vermelho, que ocupa praticamente toda a tela.

Como ativar a Proteção Reforçada do Chrome

As novidades estão disponíveis no modo de Proteção Reforçada, que oferece verificações adicionais de segurança e compartilha mais informações com os servidores do Google.

Para ativá-lo no computador, basta abrir o Chrome e acessar Configurações > Privacidade e segurança > Segurança > Proteção reforçada.

A opção é diferente da Proteção Padrão, habilitada por padrão no navegador, que continua oferecendo verificações contra sites, downloads e extensões maliciosas.

Ao ativar a proteção adicional, o usuário autoriza o compartilhamento de mais informações de navegação com o Google, incluindo endereços acessados e amostras de conteúdo das páginas, para identificar possíveis ameaças.

Veja também: Chrome testa mais mudanças que podem "quebrar" bloqueadores de anúncios

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Google começa a ler o que usuário copia no Chrome; entenda o motivo

21 October 2026 at 17:01

O Google Chrome ganhou um recurso de segurança que permite analisar comandos copiados pelo usuário e enviar seu conteúdo aos servidores da empresa. A novidade busca identificar golpes que utilizam a área de transferência do computador para instalar vírus e outros programas maliciosos.

Segundo um anúncio do Google desta terça-feira (20), a ferramenta já está disponível para usuários que ativaram a Proteção Reforçada do navegador. A empresa também anunciou novos alertas para sites suspeitos e melhorias na identificação de golpes com inteligência artificial (IA).

A análise da área de transferência acontece em situações específicas, quando o Chrome identifica que o usuário pode ter sido induzido a copiar um comando perigoso. Ou seja, o recurso não lê tudo que é copiado.

Por que o Chrome vai analisar o que você copia?

A medida busca combater um golpe conhecido como ClickFix, no qual criminosos induzem as vítimas a executar comandos maliciosos no próprio computador.

Nesse tipo de ataque, uma página pode exibir uma mensagem falsa informando que o navegador precisa de uma atualização ou que o usuário deve corrigir um suposto problema de segurança.

Para resolver a situação, a vítima é orientada a copiar um comando e executá-lo no terminal do sistema operacional, como o PowerShell ou Prompt de Comando, do Windows.

O conteúdo copiado pode ser diferente daquele apresentado na página. Ao executar as instruções, o usuário corre o risco de instalar programas maliciosos no computador.

Com a nova proteção, o Chrome identifica possíveis comandos suspeitos copiados de páginas e encaminha seu conteúdo ao serviço de Navegação Segura do Google. Caso a análise confirme o perigo, um alerta será exibido antes que o usuário execute as instruções.

A mudança também levanta questões sobre privacidade. Segundo o Google, informações capazes de identificar pessoalmente o usuário são removidas do conteúdo copiado antes do envio aos servidores.

exemplo google chrome segurança

Chrome ganha novas proteções com Gemini

Outra novidade é a ampliação do uso do Gemini para identificar páginas fraudulentas.

Anteriormente, o Chrome utilizava um modelo de IA executado diretamente em dispositivos compatíveis para detectar golpes de falso suporte técnico. Agora, a análise passa a utilizar um modelo mais potente, hospedado nos servidores do Google.

A mudança permite identificar outras ameaças, como falsos antivírus e páginas que simulam atualizações de navegadores.

Segundo a empresa, o conteúdo textual de uma página só é enviado para análise com Gemini quando o navegador identifica indícios considerados fortes de fraude. O Google afirma que esses dados são processados temporariamente, sem armazenamento ou utilização no treinamento de IA.

O Chrome também passa a diferenciar os alertas sobre páginas suspeitas e perigosas.

Sites que apresentam sinais de fraude, mas ainda não foram classificados como comprovadamente maliciosos, terão uma janela de aviso. O usuário poderá retornar à página anterior ou marcar o endereço como seguro.

Já páginas reconhecidas como perigosas continuarão exibindo o tradicional alerta vermelho, que ocupa praticamente toda a tela.

Como ativar a Proteção Reforçada do Chrome

As novidades estão disponíveis no modo de Proteção Reforçada, que oferece verificações adicionais de segurança e compartilha mais informações com os servidores do Google.

Para ativá-lo no computador, basta abrir o Chrome e acessar Configurações > Privacidade e segurança > Segurança > Proteção reforçada.

A opção é diferente da Proteção Padrão, habilitada por padrão no navegador, que continua oferecendo verificações contra sites, downloads e extensões maliciosas.

Ao ativar a proteção adicional, o usuário autoriza o compartilhamento de mais informações de navegação com o Google, incluindo endereços acessados e amostras de conteúdo das páginas, para identificar possíveis ameaças.

Veja também: Chrome testa mais mudanças que podem "quebrar" bloqueadores de anúncios

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Alerta mundial: falhas no PHP colocam milhões de sites em risco

21 October 2026 at 16:00

Duas falhas graves de segurança no PHP, uma das linguagens de programação mais utilizadas da internet, colocaram milhões de sites em alerta nesta quarta-feira (21). As vulnerabilidades podem permitir que criminosos invadam servidores sem precisar de senhas, roubem informações e comprometam o funcionamento de páginas.

A equipe responsável pelo PHP já disponibilizou correções de emergência e pede que os administradores atualizem seus servidores imediatamente.

As falhas receberam nota 9,2 de 10 em gravidade, uma das classificações mais altas para problemas de segurança.

O alerta provocou a retirada preventiva de sites governamentais em países europeus, como Países Baixos, Finlândia e França, segundo a Reuters.

A empresa de segurança Cloudflare também relatou tentativas iniciais de exploração das vulnerabilidades. Entretanto, ainda não há confirmação de ataques em massa que tenham comprometido milhões de sites.

O que é PHP e por que tantos sites estão ameaçados?

O PHP é uma linguagem de programação utilizada principalmente para desenvolver sites e aplicações. Ela funciona nos servidores, processando informações antes que o conteúdo seja apresentado no navegador.

Por exemplo, quando alguém acessa uma loja virtual, o PHP pode ser responsável por consultar produtos, atualizar o carrinho e interagir com o banco de dados.

A tecnologia também está por trás de plataformas populares de criação de sites, como WordPress, Drupal e Joomla.

Segundo dados da W3Techs, 69,3% dos sites cuja linguagem de programação do servidor é conhecida utilizam PHP. O WordPress, por sua vez, está presente em mais de 43% das páginas da internet.

Por isso, uma vulnerabilidade na própria linguagem pode afetar desde pequenos blogs e lojas virtuais até portais de notícias e serviços governamentais.

hacker cibersegurança

Quais são os riscos das falhas no PHP?

As duas vulnerabilidades, identificadas como CVE-2026-109618 e CVE-2026-109619, permitem a chamada execução remota de código.

Isso significa que um criminoso pode conseguir executar comandos maliciosos no servidor de um site sem precisar ter uma conta cadastrada ou acesso autorizado ao sistema.

Segundo Sergey Lozhkin, chefe do Centro de Pesquisa para as regiões APAC e META da Kaspersky GReAT, criminosos podem explorar as vulnerabilidades para instalar "web shells", ferramentas maliciosas que permitem executar comandos e controlar remotamente servidores comprometidos.

“Até que essa correção seja aplicada, qualquer servidor conectado à internet que utilize uma versão afetada do PHP pode estar exposto a ataques não autenticados”, alerta o especialista.

O risco levou diferentes organizações a retirar seus sites do ar preventivamente. Nos Países Baixos, a medida atingiu serviços do governo, o Porto de Roterdã e páginas de hospitais. Na Finlândia, serviços públicos também foram temporariamente interrompidos.

Essas interrupções foram adotadas como precaução e não significam, necessariamente, que os sistemas tenham sido invadidos.

Como proteger um site das falhas no PHP?

A equipe responsável pela linguagem disponibilizou nesta quarta-feira (21) quatro versões que corrigem as vulnerabilidades:

  • PHP 8.5.12;

  • PHP 8.4.27;

  • PHP 8.3.36;

  • PHP 8.2.35.

Segundo o comunicado oficial, todos os administradores devem atualizar suas instalações o mais rápido possível.

Quem utiliza versões antigas, como PHP 8.1 ou anteriores, precisa verificar a disponibilidade de correções com o fornecedor ou migrar para uma versão com suporte.

Vale destacar que atualizar apenas o WordPress, seus temas ou plugins não resolve o problema, já que as vulnerabilidades estão no próprio PHP.

Para quem administra um site, o primeiro passo é verificar a versão instalada no servidor e procurar a empresa responsável pela hospedagem. Em serviços gerenciados, a atualização pode depender diretamente do provedor.

O Centro Nacional de Segurança Cibernética do Reino Unido (NCSC) recomenda retirar temporariamente sistemas da internet caso não seja possível atualizar ou aplicar medidas de proteção suficientes.

Apesar da liberação dos patches, o risco continuará para os servidores que permanecerem vulneráveis. Os desenvolvedores do PHP alertam que medidas temporárias não oferecem proteção completa contra as duas falhas.

Países tiram sites do ar

As vulnerabilidades provocaram a suspensão preventiva de sites e serviços digitais em pelo menos sete países nesta quarta. Segundo a Reuters, governos e empresas decidiram interromper o acesso a sistemas enquanto preparavam as atualizações de segurança.

Nos Países Baixos, foram afetados portais do governo, sites de hospitais, o Porto de Roterdã e páginas dos cinco maiores partidos políticos do país. Até mesmo o Centro Nacional de Segurança Cibernética holandês retirou seu site do ar por precaução.

Na Finlândia, o governo suspendeu serviços públicos digitais. Já na França, o Ministério do Interior colocou sites de administrações regionais em manutenção preventiva.

A Alemanha também interrompeu o acesso a páginas de órgãos federais e governos estaduais. Na Bélgica, o Ministério das Relações Exteriores suspendeu temporariamente seus sites.

Na Dinamarca, uma empresa pública de tecnologia retirou do ar serviços utilizados por municípios, incluindo uma plataforma nacional de comunicação escolar. No Japão, a provedora Sakura Internet suspendeu uma funcionalidade de seus serviços de banco de dados.

A Fundação Wikimedia, responsável pela Wikipédia, também confirmou a suspensão de alguns sistemas de apoio enquanto aplica as correções.

As interrupções foram adotadas para reduzir o risco de invasões. Até o momento, não há confirmação de que esses serviços tenham sido comprometidos por criminosos.

Falhas no PHP foram descobertas com ajuda de IA

As vulnerabilidades foram identificadas em agosto de 2026 por pesquisadores das empresas Wiz e Calif, com auxílio de ferramentas de inteligência artificial do Google e da OpenAI. Os modelos ajudaram a analisar o código do PHP e demonstrar como criminosos poderiam explorar os problemas para invadir servidores.

Segundo a PHP Foundation, já existiam indícios de uma das falhas desde 2024, mas dificuldades técnicas e de organização atrasaram sua correção. Após as descobertas de agosto, os detalhes foram mantidos em sigilo para permitir que a equipe responsável pelo PHP desenvolvesse as atualizações, lançadas nesta quarta-feira.

Veja mais sobre o caso no Canaltech: Falhas no PHP chegam ao Brasil e fazem Anatel e tribunais suspenderem sistemas

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Alerta mundial: falhas no PHP colocam milhões de sites em risco

21 October 2026 at 16:00

Duas falhas graves de segurança no PHP, uma das linguagens de programação mais utilizadas da internet, colocaram milhões de sites em alerta nesta quarta-feira (21). As vulnerabilidades podem permitir que criminosos invadam servidores sem precisar de senhas, roubem informações e comprometam o funcionamento de páginas.

A equipe responsável pelo PHP já disponibilizou correções de emergência e pede que os administradores atualizem seus servidores imediatamente.

As falhas receberam nota 9,2 de 10 em gravidade, uma das classificações mais altas para problemas de segurança.

O alerta provocou a retirada preventiva de sites governamentais em países europeus, como Países Baixos, Finlândia e França, segundo a Reuters.

A empresa de segurança Cloudflare também relatou tentativas iniciais de exploração das vulnerabilidades. Entretanto, ainda não há confirmação de ataques em massa que tenham comprometido milhões de sites.

O que é PHP e por que tantos sites estão ameaçados?

O PHP é uma linguagem de programação utilizada principalmente para desenvolver sites e aplicações. Ela funciona nos servidores, processando informações antes que o conteúdo seja apresentado no navegador.

Por exemplo, quando alguém acessa uma loja virtual, o PHP pode ser responsável por consultar produtos, atualizar o carrinho e interagir com o banco de dados.

A tecnologia também está por trás de plataformas populares de criação de sites, como WordPress, Drupal e Joomla.

Segundo dados da W3Techs, 69,3% dos sites cuja linguagem de programação do servidor é conhecida utilizam PHP. O WordPress, por sua vez, está presente em mais de 43% das páginas da internet.

Por isso, uma vulnerabilidade na própria linguagem pode afetar desde pequenos blogs e lojas virtuais até portais de notícias e serviços governamentais.

hacker cibersegurança

Quais são os riscos das falhas no PHP?

As duas vulnerabilidades, identificadas como CVE-2026-109618 e CVE-2026-109619, permitem a chamada execução remota de código.

Isso significa que um criminoso pode conseguir executar comandos maliciosos no servidor de um site sem precisar ter uma conta cadastrada ou acesso autorizado ao sistema.

Segundo Sergey Lozhkin, chefe do Centro de Pesquisa para as regiões APAC e META da Kaspersky GReAT, criminosos podem explorar as vulnerabilidades para instalar "web shells", ferramentas maliciosas que permitem executar comandos e controlar remotamente servidores comprometidos.

“Até que essa correção seja aplicada, qualquer servidor conectado à internet que utilize uma versão afetada do PHP pode estar exposto a ataques não autenticados”, alerta o especialista.

O risco levou diferentes organizações a retirar seus sites do ar preventivamente. Nos Países Baixos, a medida atingiu serviços do governo, o Porto de Roterdã e páginas de hospitais. Na Finlândia, serviços públicos também foram temporariamente interrompidos.

Essas interrupções foram adotadas como precaução e não significam, necessariamente, que os sistemas tenham sido invadidos.

Como proteger um site das falhas no PHP?

A equipe responsável pela linguagem disponibilizou nesta quarta-feira (21) quatro versões que corrigem as vulnerabilidades:

  • PHP 8.5.12;

  • PHP 8.4.27;

  • PHP 8.3.36;

  • PHP 8.2.35.

Segundo o comunicado oficial, todos os administradores devem atualizar suas instalações o mais rápido possível.

Quem utiliza versões antigas, como PHP 8.1 ou anteriores, precisa verificar a disponibilidade de correções com o fornecedor ou migrar para uma versão com suporte.

Vale destacar que atualizar apenas o WordPress, seus temas ou plugins não resolve o problema, já que as vulnerabilidades estão no próprio PHP.

Para quem administra um site, o primeiro passo é verificar a versão instalada no servidor e procurar a empresa responsável pela hospedagem. Em serviços gerenciados, a atualização pode depender diretamente do provedor.

O Centro Nacional de Segurança Cibernética do Reino Unido (NCSC) recomenda retirar temporariamente sistemas da internet caso não seja possível atualizar ou aplicar medidas de proteção suficientes.

Apesar da liberação dos patches, o risco continuará para os servidores que permanecerem vulneráveis. Os desenvolvedores do PHP alertam que medidas temporárias não oferecem proteção completa contra as duas falhas.

Países tiram sites do ar

As vulnerabilidades provocaram a suspensão preventiva de sites e serviços digitais em pelo menos sete países nesta quarta. Segundo a Reuters, governos e empresas decidiram interromper o acesso a sistemas enquanto preparavam as atualizações de segurança.

Nos Países Baixos, foram afetados portais do governo, sites de hospitais, o Porto de Roterdã e páginas dos cinco maiores partidos políticos do país. Até mesmo o Centro Nacional de Segurança Cibernética holandês retirou seu site do ar por precaução.

Na Finlândia, o governo suspendeu serviços públicos digitais. Já na França, o Ministério do Interior colocou sites de administrações regionais em manutenção preventiva.

A Alemanha também interrompeu o acesso a páginas de órgãos federais e governos estaduais. Na Bélgica, o Ministério das Relações Exteriores suspendeu temporariamente seus sites.

Na Dinamarca, uma empresa pública de tecnologia retirou do ar serviços utilizados por municípios, incluindo uma plataforma nacional de comunicação escolar. No Japão, a provedora Sakura Internet suspendeu uma funcionalidade de seus serviços de banco de dados.

A Fundação Wikimedia, responsável pela Wikipédia, também confirmou a suspensão de alguns sistemas de apoio enquanto aplica as correções.

As interrupções foram adotadas para reduzir o risco de invasões. Até o momento, não há confirmação de que esses serviços tenham sido comprometidos por criminosos.

Falhas no PHP foram descobertas com ajuda de IA

As vulnerabilidades foram identificadas em agosto de 2026 por pesquisadores das empresas Wiz e Calif, com auxílio de ferramentas de inteligência artificial do Google e da OpenAI. Os modelos ajudaram a analisar o código do PHP e demonstrar como criminosos poderiam explorar os problemas para invadir servidores.

Segundo a PHP Foundation, já existiam indícios de uma das falhas desde 2024, mas dificuldades técnicas e de organização atrasaram sua correção. Após as descobertas de agosto, os detalhes foram mantidos em sigilo para permitir que a equipe responsável pelo PHP desenvolvesse as atualizações, lançadas nesta quarta-feira.

Veja mais sobre o caso no Canaltech: Falhas no PHP chegam ao Brasil e fazem Anatel e tribunais suspenderem sistemas

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